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	<title>terras indígenas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>terras indígenas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Brasil registra menor índice de desmatamento em seis anos, aponta relatório do MapBiomas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 13:01:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil encerrou 2025 com redução no desmatamento em todos os biomas do país e alcançou o menor índice de perda de vegetação nativa dos últimos seis anos. Dados divulgados pelo Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), produzido pelo MapBiomas, mostram que o país teve 984.794 hectares desmatados no ano passado, resultado 20,6% inferior [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil encerrou 2025 com redução no desmatamento em todos os biomas do país e alcançou o menor índice de perda de vegetação nativa dos últimos seis anos. Dados divulgados pelo Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD2025), produzido pelo MapBiomas, mostram que o país teve 984.794 hectares desmatados no ano passado, resultado 20,6% inferior ao registrado em 2024.</p>
<p>Pela primeira vez desde 2019, a área total devastada ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares em um único ano. Apesar da queda, o levantamento alerta que o ritmo de destruição ainda é elevado. Segundo o relatório, a média diária foi de 2.698 hectares desmatados por dia em território nacional.</p>
<p>Entre os biomas brasileiros, o Pantanal apresentou a maior redução proporcional no período, com queda de 48,4% nas áreas atingidas. Ao todo, o bioma perdeu 12.260 hectares de vegetação nativa ao longo de 2025.</p>
<p>Mesmo com retração nos números, o Cerrado permaneceu como o bioma mais pressionado pelo avanço do desmatamento. Foram 540.614 hectares devastados no ano, o equivalente a mais da metade de toda a área desmatada no país. O levantamento aponta que o bioma perdeu, em média, 1.482 hectares por dia.</p>
<p>A Amazônia aparece na sequência entre as regiões mais afetadas. Em 2025, a floresta registrou perda de 289.478 hectares, uma redução de 23,5% em comparação ao ano anterior. Segundo análise do MapBiomas, o ritmo de destruição no bioma representou cerca de 792 hectares derrubados diariamente.</p>
<p>Os dados também mostram que Amazônia e Cerrado concentraram juntos mais de 84% de toda a área desmatada no Brasil durante o período analisado.</p>
<p>O relatório destaca ainda que as formações savânicas seguem como o tipo de vegetação mais ameaçado no país pelo terceiro ano consecutivo, respondendo por 51,4% de toda a área desmatada em 2025. As formações florestais aparecem logo depois, representando 46,3% das perdas registradas.</p>
<p>A expansão da agropecuária continua sendo a principal causa associada à destruição da vegetação nativa brasileira. Segundo o MapBiomas, esse fator esteve relacionado a mais de 97% do desmatamento acumulado nos últimos sete anos e respondeu por 99% das áreas devastadas em 2025.</p>
<p>A região do Matopiba, formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, permaneceu entre os principais focos de desmatamento do país. Os estados da região concentraram mais de 63% das áreas desmatadas no período analisado.</p>
<p>O estudo também aponta redução nas perdas registradas dentro de Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Nas áreas protegidas, o desmatamento caiu 21,4% em relação ao ano anterior. Já nas Terras Indígenas, a redução foi de 22%.</p>
<p>Em paralelo aos dados do MapBiomas, outro levantamento divulgado neste ano pelo Global Forest Watch mostrou que o Brasil reduziu em 42% as perdas de cobertura arbórea em florestas tropicais úmidas ao longo de 2025. O estudo internacional atribuiu parte da melhora global nos indicadores ambientais ao desempenho brasileiro.</p>
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		<title>Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil indígenas em Brasília</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/acampamento-terra-livre-2026-deve-reunir-mais-de-7-mil-indigenas-em-brasilia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 15:02:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Acampamento Terra Livre]]></category>
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		<category><![CDATA[Coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Povos Indigenas]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) deve reunir mais de 7 mil participantes em Brasília entre os dias 5 e 11 de abril de 2026. Considerado o principal encontro político dos povos indígenas no país, o evento reúne lideranças de diversas regiões para discutir pautas centrais relacionadas à garantia de direitos e à [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) deve reunir mais de 7 mil participantes em Brasília entre os dias 5 e 11 de abril de 2026. Considerado o principal encontro político dos povos indígenas no país, o evento reúne lideranças de diversas regiões para discutir pautas centrais relacionadas à garantia de direitos e à proteção dos territórios.</p>
<figure id="attachment_89723" aria-describedby="caption-attachment-89723" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-89723" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Coordenador-executivo-da-Articulacao-dos-Povos-Indigenas-do-Brasil-Apib-Dinamam-Tuxa-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C309&#038;ssl=1" alt="Coordenador Executivo Da Articulação Dos Povos Indígenas Do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá - Expresso Carioca" width="463" height="309" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Coordenador-executivo-da-Articulacao-dos-Povos-Indigenas-do-Brasil-Apib-Dinamam-Tuxa-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Coordenador-executivo-da-Articulacao-dos-Povos-Indigenas-do-Brasil-Apib-Dinamam-Tuxa-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Coordenador-executivo-da-Articulacao-dos-Povos-Indigenas-do-Brasil-Apib-Dinamam-Tuxa-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-89723" class="wp-caption-text">Coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá fala à Agência Brasil &#8211; Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o acampamento ocorre anualmente na capital federal e funciona como espaço de articulação nacional. A mobilização reúne representantes de diferentes etnias, além de organizações sociais, especialistas e apoiadores da causa indígena.</p>
<p>Neste ano, o encontro tem como tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, reforçando a defesa dos territórios e a resistência frente a pressões como mineração, agronegócio e grandes empreendimentos.</p>
<p>Ao longo da programação, estão previstas plenárias, atos públicos, debates e marchas, com foco em temas como demarcação de terras, políticas públicas, saúde, educação e preservação ambiental. O evento também funciona como espaço de denúncia de violações de direitos e de construção de propostas para o fortalecimento das comunidades indígenas.</p>
<figure id="attachment_89722" aria-describedby="caption-attachment-89722" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-89722" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Acampamento Terra Livre (ATL) Chega à 22ª Edição - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/04/06-Acampamento-Terra-Livre-ATL-chega-a-22a-edicao-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-89722" class="wp-caption-text">Acampamento Terra Livre (ATL) chega à 22ª edição &#8211; Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A expectativa de público segue o histórico recente do evento. Em edições anteriores, o ATL chegou a reunir mais de 8 mil participantes, com representantes de cerca de 200 povos indígenas de todas as regiões do país.</p>
<p>Criado em 2004, o Acampamento Terra Livre se consolidou como a maior assembleia indígena do Brasil, sendo um dos principais espaços de mobilização e diálogo político dos povos originários. Ao longo dos anos, o evento tem desempenhado papel central na pressão por políticas públicas e na defesa dos direitos constitucionais indígenas.</p>
<p>Com mais uma edição marcada por ampla participação, o ATL 2026 reforça a presença dos povos indígenas no cenário político nacional e amplia o debate sobre questões ambientais e sociais consideradas estratégicas para o futuro do país.</p>
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		<title>STF retoma julgamento do marco temporal para demarcação de terras indígenas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/stf-retoma-julgamento-do-marco-temporal-para-demarcacao-de-terras-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 12:58:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[demarcação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamento]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (10) o julgamento de quatro ações que tratam do marco temporal para a demarcação de terras indígenas — uma das questões mais sensíveis e polarizadas da agenda jurídica e política brasileira. A sessão de hoje será dedicada às sustentações orais das partes envolvidas, enquanto a data para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (10) o julgamento de quatro ações que tratam do marco temporal para a demarcação de terras indígenas — uma das questões mais sensíveis e polarizadas da agenda jurídica e política brasileira. A sessão de hoje será dedicada às sustentações orais das partes envolvidas, enquanto a data para votação dos ministros ainda será marcada.</p>
<p>O debate retorna ao plenário dois anos após a própria Corte decidir, em 2023, que o marco temporal é inconstitucional. Naquele julgamento histórico, o STF afirmou que os povos indígenas têm direito às terras tradicionalmente ocupadas, independentemente de estarem em posse física delas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.</p>
<h3><strong>Disputa política reabre debate no Supremo</strong></h3>
<p>Apesar da decisão do STF, o tema voltou ao centro das disputas políticas. No fim de 2023, o Congresso aprovou um projeto de lei restabelecendo o marco temporal, sob forte pressão da bancada ruralista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a proposta, mas os parlamentares derrubaram o veto, recolocando o marco na legislação.</p>
<p>Diante do impasse, três partidos — PL, PP e Republicanos — acionaram o Supremo para manter a validade da lei aprovada pelo Congresso. Do outro lado, organizações indígenas e partidos governistas recorreram à Corte para reafirmar a inconstitucionalidade da tese.</p>
<p>O fulcro da disputa é a interpretação do artigo 231 da Constituição, que reconhece os direitos territoriais originários dos povos indígenas e determina a demarcação das áreas tradicionalmente ocupadas.</p>
<h3><strong>Tentativa de conciliação fracassa</strong></h3>
<p>Antes de retomar o julgamento, o STF promoveu, por determinação do ministro Gilmar Mendes, relator das ações, uma série de reuniões de uma comissão de conciliação entre indígenas, ruralistas, governos e outros atores envolvidos.</p>
<p>A iniciativa, no entanto, teve vida curta. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), principal representante do movimento indígena, decidiu se retirar das negociações, alegando falta de paridade e equilíbrio no debate.</p>
<h3><strong>Entenda o marco temporal</strong></h3>
<p>A tese do marco temporal estabelece que os indígenas só teriam direito às terras que:</p>
<ul>
<li>estavam ocupadas por comunidades indígenas em 5 de outubro de 1988, ou</li>
<li>estavam em disputa judicial naquela data.</li>
</ul>
<p>Organizações indígenas e especialistas apontam que a regra desconsidera expulsões historicamente promovidas por violência, remoções forçadas durante a Ditadura Militar e processos de esbulho que impediram a presença física dos povos em seus territórios.</p>
<p>Já defensores do marco, entre eles setores do agronegócio, argumentam que a tese garante segurança jurídica e previsibilidade para propriedades rurais e investimentos.</p>
<p>O novo julgamento no STF será decisivo para definir o alcance dos direitos territoriais indígenas, além de influenciar dezenas de processos de demarcação em curso no país. O desfecho, contudo, dependerá das próximas sessões, ainda sem data definida para votação dos ministros.</p>
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		<item>
		<title>Demarcação de novas terras indígenas fortalece proteção ambiental e reduz conflitos, afirma Ministério da Justiça</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/demarcacao-de-novas-terras-indigenas-fortalece-protecao-ambiental-e-reduz-conflitos-afirma-ministerio-da-justica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2025 12:28:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[demarcação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão do governo federal de demarcar 10 novas terras indígenas nesta segunda-feira (17) representa mais do que o reconhecimento de um direito constitucional: segundo o Ministério da Justiça, é um avanço direto na proteção ambiental, na governança socioambiental e na redução de conflitos territoriais. Sheila de Carvalho, secretária nacional de Acesso à Justiça, reforçou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão do governo federal de demarcar 10 novas terras indígenas nesta segunda-feira (17) representa mais do que o reconhecimento de um direito constitucional: segundo o Ministério da Justiça, é um avanço direto na proteção ambiental, na governança socioambiental e na redução de conflitos territoriais.</p>
<p>Sheila de Carvalho, secretária nacional de Acesso à Justiça, reforçou que a demarcação funciona como uma barreira contra os motores da destruição ambiental. “A demarcação reduz conflitos, fortalece a governança socioambiental e bloqueia engrenagens como grilagem, mineração ilegal e exploração predatória”, afirmou.</p>
<p>Com as novas portarias, o país chega a 21 territórios reconhecidos desde o ano passado, após um período de mais de cinco anos sem avanços na política de demarcação. As medidas foram assinadas pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e seguem agora para atos complementares da Funai, do MJ e da Presidência da República, responsável pela homologação final.</p>
<h4>Terras indígenas como aliadas no combate à crise climática</h4>
<p>Dados do governo federal apontam que terras indígenas ocupam 117,4 milhões de hectares, cerca de 13,8% do território brasileiro, abrigando alguns dos maiores remanescentes de floresta tropical do planeta.</p>
<p>O ato anunciado leva em conta estudos da Apib, do IPAM e do CIMC, que indicam que expandir demarcações pode evitar até 20% do desmatamento adicional e reduzir em 26% as emissões de carbono até 2030.</p>
<p>Para Sheila de Carvalho, reconhecer esses territórios é reafirmar um direito ancestral, essencial tanto para a preservação da biodiversidade quanto para o equilíbrio climático.</p>
<p>Durante a COP30, lideranças indígenas reforçaram: “não há política climática robusta sem segurança territorial.”</p>
<h4>Conheça os territórios demarcados</h4>
<p>As áreas reconhecidas abrangem diferentes biomas, regiões e povos:</p>
<ul>
<li>Tupinambá de Olivença (BA): 47.374 ha; povo Tupinambá; 4.631 pessoas.</li>
<li>Vista Alegre (AM): 13.206 ha; povo Mura; 160 habitantes.</li>
<li>Comexatiba – Cahy-Pequi (BA): 28.077 ha; povo Pataxó; 732 indígenas.</li>
<li>Ypoi Triunfo (MS): 19.756 ha; povo Guarani-Kaiowá; 869 indígenas.</li>
<li>Sawre Ba’pim (PA): 150.330 ha; povo Munduruku.</li>
<li>Pankará da Serra do Arapuá (PE): 15.114 ha; povo Pankará; 4.716 indígenas.</li>
<li>Sambaqui (PR): 2.798 ha; povo Guarani-Mbya; 31 habitantes.</li>
<li>Ka&#8217;aguy Hovy (SP): 1.950 ha; povo Guarani-Mbya; 90 indígenas.</li>
<li>Pakurity (SP): 5.730 ha; povo Guarani-Mbya; 133 indígenas.</li>
<li>Ka&#8217;aguy Mirim (SP): 1.190 ha; povo Guarani-Mbya; 70 indígenas.</li>
</ul>
<p>As novas demarcações abrangem biomas que vão da Amazônia à Mata Atlântica, reforçando a diversidade cultural e ecológica do país e consolidando a demarcação como pilar da justiça ambiental e da proteção climática.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Terra Indígena Munduruku volta a liderar ranking de desmatamento na Amazônia</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/terra-indigena-munduruku-volta-a-liderar-ranking-de-desmatamento-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 13:47:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bienal do Livro Rio 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Imazon]]></category>
		<category><![CDATA[Munduruku]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[Após um breve período de alívio no início de 2025, a Terra Indígena (TI) Munduruku, no Pará, voltou a figurar entre os territórios mais impactados pelo desmatamento na Amazônia. Dados do relatório Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), mostram que, entre abril e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após um breve período de alívio no início de 2025, a Terra Indígena (TI) Munduruku, no Pará, voltou a figurar entre os territórios mais impactados pelo desmatamento na Amazônia. Dados do relatório <em>Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas</em>, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), mostram que, entre abril e junho deste ano, a TI Munduruku foi a área indígena mais pressionada pela devastação, com seis células de 10 km² registrando ocorrência de derrubada de floresta.</p>
<p>A queda no desmatamento havia sido resultado de uma operação de desintrusão concluída em janeiro, que retirou invasores do território. Contudo, o avanço da devastação no segundo trimestre demonstra, segundo especialistas, que a fiscalização precisa ser permanente.</p>
<p>“Para gerar um efeito duradouro, é importante fortalecer a presença do Estado e envolver as próprias comunidades indígenas nas estratégias de preservação. Além disso, é essencial assegurar que os responsáveis por esses crimes sejam responsabilizados”, destacou Bianca Santos, pesquisadora do Imazon.</p>
<h3>Como funciona o levantamento</h3>
<p>O relatório do Imazon utiliza imagens de satélite para dividir a Amazônia Legal em quadrados de 10 por 10 km — chamados de células —, identificando quais apresentam sinais de desmatamento. A metodologia considera tanto áreas “pressionadas” (quando a derrubada ocorre dentro dos limites de territórios protegidos) quanto “ameaçadas” (quando o desmatamento acontece em um raio de até 10 km das fronteiras).</p>
<p>Essa abordagem permite identificar riscos antes que o problema se agrave, facilitando a atuação de órgãos de fiscalização.</p>
<h3>Pará e Amazonas em destaque</h3>
<p>No levantamento mais recente, a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, também no Pará, liderou entre as unidades de conservação mais pressionadas, com 15 células desmatadas dentro de seus limites. No total, o Pará concentrou seis dos dez territórios protegidos mais pressionados pela derrubada da floresta.</p>
<p>Já o Amazonas foi o estado com mais áreas sob ameaça no entorno: seis das dez mais impactadas estão em seu território. O Parque Nacional Mapinguari (AM/RO) e a Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes (AC) ocuparam o topo da lista, ambos com 21 células de desmatamento ao redor.</p>
<p>Entre os territórios indígenas, a TI Jacareúba/Katawixi, no Amazonas, foi a mais ameaçada, com dez células identificadas no entorno.</p>
<p>De acordo com o Imazon, o quadro evidencia que o desmatamento tem avançado nas zonas de amortecimento das áreas protegidas, colocando em risco a integridade de territórios indígenas e unidades de conservação.</p>
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		<item>
		<title>Projeto Restaura Amazônia inicia nova etapa com foco em Terras Indígenas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/projeto-restaura-amazonia-inicia-nova-etapa-com-foco-em-terras-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2025 19:51:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[restauração ecológica]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante a programação do Abril Indígena, foi lançada nesta sexta-feira (11) a terceira chamada pública do projeto Restaura Amazônia, iniciativa que visa impulsionar a restauração florestal em Terras Indígenas. Com recursos de R$ 150 milhões provenientes do Fundo Amazônia, a nova etapa selecionará 90 propostas voltadas à recuperação ecológica com espécies nativas, sistemas agroflorestais e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a programação do Abril Indígena, foi lançada nesta sexta-feira (11) a terceira chamada pública do projeto Restaura Amazônia, iniciativa que visa impulsionar a restauração florestal em Terras Indígenas. Com recursos de R$ 150 milhões provenientes do Fundo Amazônia, a nova etapa selecionará 90 propostas voltadas à recuperação ecológica com espécies nativas, sistemas agroflorestais e produção de alimentos.</p>
<p>A ação é resultado da parceria entre os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e contempla três grandes regiões: Amazonas, Acre e Rondônia; Mato Grosso e Tocantins; Pará e Maranhão. Cada macrorregião receberá R$ 46 milhões.</p>
<p>De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, o objetivo é transformar a região com maior índice de desmatamento na Amazônia no chamado Arco da Restauração, atuando diretamente em áreas degradadas, inclusive em territórios indígenas.</p>
<p><em>“Temos feito seguidamente editais como, por exemplo, o aporte de recursos para fortalecer o Corpo de Bombeiros para que possamos enfrentar incêndios ou restaurar aquilo que foi destruído”</em>, afirmou.</p>
<p>As propostas devem contemplar áreas de 50 a 200 hectares, com valores que variam entre R$ 1,5 milhão e R$ 9 milhões. A participação direta de comunidades indígenas é obrigatória nos projetos, e as inscrições estarão abertas até 19 de julho.</p>
<p><strong>Mais recursos e reconhecimento internacional</strong></p>
<p>A ministra Marina Silva destacou ainda os resultados expressivos obtidos nos últimos dois anos com a redução do desmatamento, o que reforçou a confiança internacional no Fundo Amazônia. “Nesses dois últimos anos, nós reduzimos algo em torno de 450 milhões de toneladas de CO₂, o que fez com que a gente pudesse fazer uma captação que dobrou os recursos do Fundo Amazônia”, observou.</p>
<p><strong>Apoio à saúde indígena também ganha reforço</strong></p>
<p>Outra iniciativa anunciada durante o evento foi o financiamento do projeto Saúde e Território, com R$ 31,7 milhões destinados à melhoria da atenção básica em 19 terras indígenas fora da Amazônia Legal, incluindo áreas no Vale do Ribeira (SP) e litoral do Paraná. O projeto é a primeira ação estruturada do fundo voltada exclusivamente à saúde dos povos originários.</p>
<p>Somando todos os repasses recentes, o Fundo Amazônia já destinou R$ 467 milhões exclusivamente para ações voltadas aos povos indígenas.</p>
<p>Desde dezembro de 2024, o Restaura Amazônia vem promovendo chamadas públicas específicas: a primeira focada em unidades de conservação (R$ 92 milhões), a segunda voltada para assentamentos da reforma agrária (R$ 150 milhões), e agora, com foco em Terras Indígenas.</p>
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		<title>Turismo de base comunitária revoluciona Terras Indígenas na Amazônia</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/turismo-de-base-comunitaria-revoluciona-terras-indigenas-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2024 15:03:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Acre]]></category>
		<category><![CDATA[Aldeia Shanenawa Feijó]]></category>
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					<description><![CDATA[O turismo de base comunitária tem se destacado como uma solução inovadora para promover o desenvolvimento sustentável em terras indígenas da Amazônia. Além de preservar a floresta, esse modelo permite que comunidades indígenas compartilhem seus saberes ancestrais com visitantes, contribuindo para a valorização cultural e a geração de renda. A experiência dos Shanenawa no Acre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O turismo de base comunitária tem se destacado como uma solução inovadora para promover o desenvolvimento sustentável em terras indígenas da Amazônia. Além de preservar a floresta, esse modelo permite que comunidades indígenas compartilhem seus saberes ancestrais com visitantes, contribuindo para a valorização cultural e a geração de renda.</p>
<figure id="attachment_80623" aria-describedby="caption-attachment-80623" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-80623" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-TO-cacique-Tekavainy-Shanenawa-diz-que-o-turismo-chegou-a-sua-aldeia-ha-tres-anos-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Cacique Tekavainy Shanenawa, Diz Que O Turismo Chegou A Sua Aldeia Há Três Anos - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-TO-cacique-Tekavainy-Shanenawa-diz-que-o-turismo-chegou-a-sua-aldeia-ha-tres-anos-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-TO-cacique-Tekavainy-Shanenawa-diz-que-o-turismo-chegou-a-sua-aldeia-ha-tres-anos-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-TO-cacique-Tekavainy-Shanenawa-diz-que-o-turismo-chegou-a-sua-aldeia-ha-tres-anos-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-TO-cacique-Tekavainy-Shanenawa-diz-que-o-turismo-chegou-a-sua-aldeia-ha-tres-anos-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-80623" class="wp-caption-text">O cacique Tekavainy Shanenawa, diz que o turismo chegou a sua aldeia há três anos &#8211; Alyton Sotero/Instituto Samaúma</figcaption></figure>
<h3><strong>A experiência dos Shanenawa no Acre</strong></h3>
<p>Na Aldeia Shanenawa, localizada no município de Feijó (AC), o turismo começou há três anos e transformou a dinâmica da comunidade. Antes voltados à agricultura de subsistência e ao artesanato, os Shanenawa agora recebem turistas em busca de imersões culturais e espirituais. Entre as principais atividades, destacam-se os rituais com a ayahuasca, uma medicina tradicional que voltou a ser praticada após décadas de proibição.</p>
<p>“Receber visitantes nos fortalece como povo e nos ajuda a transmitir nossa cultura para as próximas gerações,” afirma o cacique Tekavainy Shanenawa. Sua filha Maya, vice-cacique da aldeia, complementa: “Cada vez que compartilhamos nossa medicina, aprendemos mais sobre nós mesmos e fortalecemos nossa identidade.”</p>
<h3><strong>Cultura e tradição como alicerces</strong></h3>
<figure id="attachment_80621" aria-describedby="caption-attachment-80621" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-80621" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Maya-Shanenawa-vice-cacique-da-Aldeia-Shanenawa-fala-sobre-aprendizado-dos-turistas-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Maya Shanenawa, Vice Cacique Da Aldeia Shanenawa, Fala Sobre Aprendizado Dos Turistas - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Maya-Shanenawa-vice-cacique-da-Aldeia-Shanenawa-fala-sobre-aprendizado-dos-turistas-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Maya-Shanenawa-vice-cacique-da-Aldeia-Shanenawa-fala-sobre-aprendizado-dos-turistas-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Maya-Shanenawa-vice-cacique-da-Aldeia-Shanenawa-fala-sobre-aprendizado-dos-turistas-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Maya-Shanenawa-vice-cacique-da-Aldeia-Shanenawa-fala-sobre-aprendizado-dos-turistas-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-80621" class="wp-caption-text">Maya Shanenawa, vice-cacique da Aldeia Shanenawa, fala sobre aprendizado dos turistas &#8211; Alyton Sotero/ Instituto Samaúma</figcaption></figure>
<p>Para os Shanenawa, o turismo não apenas gera benefícios econômicos, mas também reforça laços culturais. Jovens da aldeia, como Maspã Shanenawa, estão assumindo papéis importantes nos rituais e no trabalho com visitantes, garantindo que a herança ancestral seja preservada.</p>
<p>“Antes, nossa história era contada por outros, muitas vezes de forma distorcida. Agora, podemos compartilhá-la diretamente com quem nos visita,” destaca o cacique Teka.</p>
<h3><strong>Parcerias e desafios</strong></h3>
<figure id="attachment_80622" aria-describedby="caption-attachment-80622" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-80622" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Pedro-Gayotto-cofundador-da-empresa-de-turismo-social-Vivala-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Pedro Gayotto, Cofundador Da Empresa De Turismo Social Vivalá - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Pedro-Gayotto-cofundador-da-empresa-de-turismo-social-Vivala-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Pedro-Gayotto-cofundador-da-empresa-de-turismo-social-Vivala-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Pedro-Gayotto-cofundador-da-empresa-de-turismo-social-Vivala-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Pedro-Gayotto-cofundador-da-empresa-de-turismo-social-Vivala-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-80622" class="wp-caption-text">Pedro Gayotto, cofundador da empresa de turismo social Vivalá &#8211; Alyton Sotero/Instituto Samaúma</figcaption></figure>
<p>Embora o turismo de base comunitária seja uma ferramenta poderosa, ele traz desafios. A busca por parcerias justas e a gestão de resíduos gerados pelos visitantes são questões centrais. Tuwe Shanenawa, um dos guias da aldeia, ressalta a importância de um manejo sustentável: “Queremos soluções que respeitem nossa terra e cultura. O lixo, por exemplo, é um problema que ainda estamos aprendendo a lidar.”</p>
<p>Além disso, o acesso às terras indígenas é limitado pela falta de divulgação e estrutura. Segundo Pedro Gayotto, cofundador de uma empresa parceira, muitos turistas interessados não sabem como chegar às aldeias.</p>
<h3><strong>Avanços na regulamentação</strong></h3>
<figure id="attachment_80620" aria-describedby="caption-attachment-80620" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-80620" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Carolina-Favero-do-Ministerio-do-Turismo-aponta-necessidade-de-cursos-e-capacitacoes-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Carolina Fávero, Do Ministério Do Turismo, Aponta Necessidade De Cursos E Capacitações - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Carolina-Favero-do-Ministerio-do-Turismo-aponta-necessidade-de-cursos-e-capacitacoes-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Carolina-Favero-do-Ministerio-do-Turismo-aponta-necessidade-de-cursos-e-capacitacoes-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Carolina-Favero-do-Ministerio-do-Turismo-aponta-necessidade-de-cursos-e-capacitacoes-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/08-Carolina-Favero-do-Ministerio-do-Turismo-aponta-necessidade-de-cursos-e-capacitacoes-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-80620" class="wp-caption-text">Carolina Fávero, do Ministério do Turismo, aponta necessidade de cursos e capacitações &#8211; Alyton Sotero/Instituto Samaúma</figcaption></figure>
<p>Reconhecendo a importância do turismo indígena, o Ministério do Turismo, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, desenvolve o programa Brasil Turismo Responsável. A iniciativa busca capacitar comunidades, mapear atividades turísticas e elaborar planos de visitação para aldeias interessadas.</p>
<p>Atualmente, apenas 39 roteiros turísticos em terras indígenas são regularizados no Brasil. Contudo, mais de 150 aldeias já se cadastraram para integrar o projeto. “Estamos trabalhando para apoiar o desenvolvimento sustentável e ampliar as oportunidades de turismo responsável em terras indígenas,” explica Carolina Fávero, do Ministério do Turismo.</p>
<h3><strong>Um modelo que une preservação e inclusão</strong></h3>
<p>O turismo de base comunitária nos territórios indígenas, como o da Aldeia Shanenawa, mostra que é possível alinhar preservação ambiental, valorização cultural e desenvolvimento econômico. Para os povos originários, essa prática é mais do que uma fonte de renda; é uma forma de reafirmar sua identidade e transmitir suas histórias de geração em geração.</p>
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		<title>STF prorroga negociações sobre marco temporal até 2025</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/stf-prorroga-negociacoes-sobre-marco-temporal-ate-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Nov 2024 23:38:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 28 de fevereiro de 2025 o prazo para a audiência de conciliação sobre o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Inicialmente, as reuniões estavam previstas para encerrar em 18 de dezembro deste ano. Retirada de indígenas do processo A Articulação dos Povos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 28 de fevereiro de 2025 o prazo para a audiência de conciliação sobre o marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Inicialmente, as reuniões estavam previstas para encerrar em 18 de dezembro deste ano.</p>
<h3><strong>Retirada de indígenas do processo</strong></h3>
<p>A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) deixou as negociações em agosto, argumentando que os direitos indígenas são inegociáveis e que não havia paridade nos debates. Apesar disso, Mendes decidiu prosseguir com as discussões, afirmando que &#8220;nenhuma parte pode paralisar o andamento dos trabalhos&#8221;.</p>
<p>Em 2022, o STF declarou o marco temporal inconstitucional, mas o Congresso Nacional tem buscado reverter a decisão com novas medidas legislativas, incluindo uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para consolidar a tese na Constituição.</p>
<h3><strong>O que é o marco temporal?</strong></h3>
<p>A tese do marco temporal estabelece que os povos indígenas só têm direito às terras que ocupavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Críticos afirmam que a medida limita os direitos originários dos indígenas, enquanto defensores alegam que ela dá segurança jurídica a propriedades rurais.</p>
<h3><strong>Impactos da decisão de conciliação</strong></h3>
<p>A audiência convocada por Gilmar Mendes envolve ações do PL, PP, e Republicanos para validar o projeto de lei que reconhece o marco temporal. A decisão de manter as negociações beneficia o Congresso, que ganha tempo para avançar na aprovação da PEC.</p>
<p>Em dezembro de 2022, o Congresso derrubou o veto presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que confirmava o marco temporal, mesmo após a decisão contrária do STF. A medida foi justificada pelo Planalto com base na jurisprudência da Corte.</p>
<h3><strong>Próximos passos</strong></h3>
<p>Com a prorrogação, as negociações podem reabrir espaço para novos debates, mas permanecem sob críticas da Apib e de outras entidades indígenas. O adiamento também aumenta a pressão sobre o Congresso para definir sua posição antes que o STF retome o julgamento definitivo da questão.</p>
<p>A decisão ressalta a complexidade do embate entre direitos indígenas e interesses legislativos, evidenciando a importância de um diálogo mais amplo e representativo.</p>
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		<item>
		<title>STF retoma julgamento sobre marco temporal de terras indígenas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/stf-retoma-julgamento-sobre-marco-temporal-de-terras-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Aug 2023 16:54:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Retomada]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (30) o julgamento do processo que trata da constitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. Em junho deste ano, o julgamento foi suspenso após pedido de vista feito pelo ministro André Mendonça, que tinha até 90 dias para devolver o processo para julgamento, de acordo com [&#8230;]]]></description>
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<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (30) o julgamento do processo que trata da constitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em junho deste ano, o julgamento foi suspenso após pedido de vista feito pelo ministro André Mendonça, que tinha até 90 dias para devolver o processo para julgamento, de acordo com as regras internas do Supremo.</p>
<p>O placar do julgamento está em 2 votos a 1 contra o marco temporal. Edson Fachin e Alexandre de Moraes se manifestaram contra o entendimento, e Nunes Marques se manifestou a favor.</p>
<p>Faltam os votos dos ministros André Mendonça, Cristiano Zanin, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e a presidente do tribunal, Rosa Weber.</p>
<p>No julgamento, os ministros discutem o chamado marco temporal. Pela tese, defendida por proprietários de terras, os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época. Os indígenas são contra o entendimento.</p>
<p>O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da terra é questionada pela procuradoria do estado.</p>
<h2>Críticas</h2>
<p>O ministro Alexandre de Moraes proferiu o último voto sobre o marco temporal antes da interrupção do julgamento, em 7 de junho. Ele votou contra a tese do marco temporal. Para Moraes, o reconhecimento da posse de terras indígenas independe da existência de um marco temporal baseado na promulgação da Constituição de 1988.</p>
<p>Contudo, o ministro votou para garantir aos proprietários que têm títulos de propriedades localizadas em terras indígenas o direito de indenização integral para desapropriação.</p>
<p>Moraes também definiu qu, se o governo federal não conseguir reaver a terra indígena, será possível fazer a compensação com outras terras equivalentes, &#8220;com expressa concordância&#8221; da comunidade indígena.</p>
<p>O voto do ministro é criticado por organizações que atuam em defesa de indígenas. Para a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a tese é &#8220;desastrosa&#8221; e pode inviabilizar as demarcações.</p>
<p><em>&#8220;Conclui-se que a proposta do ministro Alexandre de Moraes prejudica a proteção do direito constitucional indígena. Além do mais, coloca sobre os povos indígenas o peso de suportar os erros históricos cometidos pelo próprio Estado brasileiro, na medida em que a garantia dos direitos fundamentais sob suas terras de ocupação tradicional passará a depender da existência de recursos financeiros por parte do Estado brasileiro&#8221;</em>, declarou a entidade.</p>
<p>O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) também discordou do entendimento de Moraes. Para o Cimi, a possibilidade de indenização ou compensação de território vai aumentar os conflitos no campo.</p>
<p><em>&#8220;Como poderia a União pagar, na forma de indenização, por uma terra que já é de sua propriedade? Respondemos: isso seria inimaginável, porque essa figura é inexistente e não há nenhuma margem para que o nosso universo jurídico constitucional a admita&#8221;</em>, afirmou o conselho.</p>
<h2>Mobilização</h2>
<p>A Apib convocou uma mobilização nacional para defender a derrubada da tese. Hoje e amanhã, a entidade pretende acompanhar o julgamento em Brasília.</p>
<p>Na semana passada,   coordenador jurídico da entidade, Maurício Terena, esteve em Genebra, na Suíça, e se reuniu com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) para impedir retrocessos.</p>
<p><em>&#8220;Solicitamos uma manifestação das Nações Unidas, para que qualquer tentativa de conciliação que restrinja o direito dos povos indígenas à terra seja considerada uma violação aos tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário&#8221;</em>, afirmou.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>STF volta a suspender julgamento do marco temporal de terras indígenas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/stf-volta-a-suspender-julgamento-do-marco-temporal-de-terras-indigenas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jun 2023 15:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[demarcação de terras indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a suspender hoje (7) o julgamento do processo que trata da legalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. A suspensão foi ocasionada por um pedido de vista do ministro André Mendonça. Pelas regras internas do STF, o caso deverá ser devolvido para julgamento em até 90 dias. Antes do pedido [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a suspender hoje (7) o julgamento do processo que trata da legalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. A suspensão foi ocasionada por um pedido de vista do ministro André Mendonça. Pelas regras internas do STF, o caso deverá ser devolvido para julgamento em até 90 dias.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Antes do pedido de vista, o ministro Alexandre de Moraes votou contra a tese do marco temporal.</p>
<p>Com a manifestação de Moraes, o placar do julgamento está em 2 a 1 contra o marco. Em 2021, antes da interrupção do julgamento, o ministro Edson Fachin votou contra a tese, e Nunes Marques se manifestou a favor.</p>
<p>No entendimento do Moraes, o reconhecimento da posse de terras indígenas independe da existência de um marco temporal baseado na promulgação da Constituição de 1988.</p>
<p>Moraes citou o caso específico julgado pelo STF para justificar a ilegalidade do marco. O ministro lembrou que os indígenas Xokleng abandonaram suas terras em Santa Catarina devido a conflitos que ocasionaram o assassinato de 244 deles, em 1930.</p>
<p>&#8220;Óbvio que, em 5 de outubro de 1988, eles não estavam lá, porque se estivessem, de 1930 a 1988, não teria sobrado nenhum. Será que é possível não reconhecer essa comunidade? Será que é possível ignorar totalmente essa comunidade indígena por não existir temporalidade entre o marco temporal e o esbulho [saída das terras]?, questionou.</p>
<p>Contudo, o ministro votou para garantir aos proprietários que possuem títulos de propriedades que estão localizadas em terras indígenas o direito de indenização integral para desapropriação.</p>
<p>Para o ministro, existem casos de pessoas que agiram de boa-fé e não tinham conhecimento sobre a existência de indígenas onde habitam.</p>
<p>“Quando reconhecido efetivamente que a terra tradicional é indígena, a indenização deve ser completa. A terra nua e todas benfeitorias. A culpa, omissão, o lapso foi do poder público”, completou.</p>
<p>No julgamento, os ministros discutem o chamado marco temporal. Pela tese, defendida por proprietários de terras, os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.</p>
<p>O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da TI é questionada pela Procuradoria do estado.</p>
<h2>Acampamento</h2>
<p>Desde segunda-feira (5), indígenas de várias etnias acampam em Brasília para acompanhar o julgamento no Supremo.</p>
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