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	<title>Terra Indígena &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Terra Indígena &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Governo autoriza uso da Força Nacional no Paraná e em Roraima</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-autoriza-uso-da-forca-nacional-no-parana-e-em-roraima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 13:05:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) nos estados do Paraná e em Roraima. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (20). No Paraná, os agentes apoiarão ações contra organizações criminosas e crimes transnacionais nas regiões fronteiriças e de costa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, autorizou o uso da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) nos estados do Paraná e em Roraima. A decisão foi publicada no <em><a href="https://www.in.gov.br/consulta/-/buscar/dou?q=For%C3%A7a+Nacional+de+Seguran%C3%A7a+P%C3%BAblica&amp;s=todos&amp;exactDate=all&amp;sortType=0&amp;delta=20&amp;currentPage=1&amp;newPage=2&amp;score=0&amp;id=20789103&amp;displayDate=1486346400000&amp;reverseSort=1&amp;orgPrin=Minist%C3%A9rio+da+Justi%C3%A7a+e+Seguran%C3%A7a+P%C3%BAblica" target="_blank" rel="noopener">Diário Oficial da União</a> </em>(DOU) nesta sexta-feira (20).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>No Paraná, os agentes apoiarão ações contra organizações criminosas e crimes transnacionais nas regiões fronteiriças e de costa marítima. Já em Roraima, a Força Nacional de Segurança Pública agirá por 90 dias na Terra Indígena (TI) Pirititi, que ocupa cerca de 43 mil hectares no município de Rorainópolis, em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e em conjunto com os órgãos de segurança pública do estado.</p>
<p>A quantidade de agentes ainda não foi definida. Segundo as portarias publicadas, ela será determinada a partir do planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).</p>
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		<title>Garimpo Desacelera na Terra Yanomami, mas Persiste Ameaçando Saúde e Território</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/garimpo-desacelera-na-terra-yanomami-mas-persiste-ameacando-saude-e-territorio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 13:44:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Balanço]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Garimpo Ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena]]></category>
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					<description><![CDATA[Um relatório elaborado por associações indígenas, como Hutukara Associação Yanomami, Wanassedume Ye’kwana (Seduume), e Urihi Yanomami, com o apoio técnico do Instituto Socioambiental (ISA) e do Greenpeace, revela que, apesar de uma desaceleração no garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), as atividades criminosas persistem, afetando a saúde e o território. O documento destaca que, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um relatório elaborado por associações indígenas, como Hutukara Associação Yanomami, Wanassedume Ye’kwana (Seduume), e Urihi Yanomami, com o apoio técnico do Instituto Socioambiental (ISA) e do Greenpeace, revela que, apesar de uma desaceleração no garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami (TIY), as atividades criminosas persistem, afetando a saúde e o território.</p>
<p>O documento destaca que, em 2023, a área total impactada pelo garimpo na TIY cresceu cerca de 7%, atingindo 5.432 hectares. Embora represente uma desaceleração em comparação com anos anteriores, o garimpo ilegal continua prejudicando a saúde da população, com baixa cobertura vacinal, problemas de saúde e mortes evitáveis.</p>
<figure id="attachment_73339" aria-describedby="caption-attachment-73339" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-PF-Ibama-e-Policia-Nacional-da-Colombia-desmobilizam-garimpo-ilegal-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-73339" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-PF-Ibama-e-Policia-Nacional-da-Colombia-desmobilizam-garimpo-ilegal-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C507&#038;ssl=1" alt="PF, Ibama E Polícia Nacional Da Colômbia Desmobilizam Garimpo Ilegal - Expresso Carioca" width="754" height="507" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-PF-Ibama-e-Policia-Nacional-da-Colombia-desmobilizam-garimpo-ilegal-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-PF-Ibama-e-Policia-Nacional-da-Colombia-desmobilizam-garimpo-ilegal-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C202&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-PF-Ibama-e-Policia-Nacional-da-Colombia-desmobilizam-garimpo-ilegal-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C504&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-73339" class="wp-caption-text">PF, Ibama e Polícia Nacional da Colômbia desmobilizam garimpo ilegal &#8211; Foto: Polícia Federal</figcaption></figure>
<p>O escritor e líder indígena, Davi Kopenawa, expressou preocupação: &#8220;Garimpeiros estão voltando para continuar garimpando, mas agora chega de maltratar meu povo yanomami e ye’kwana.&#8221;</p>
<p>O relatório aponta para a mudança na dinâmica do garimpo ilegal ao longo de 2023, mencionando a expulsão de cerca de 80% dos invasores no primeiro semestre. No entanto, após o relaxamento das medidas, observou-se a reativação e intensificação da exploração em diversas zonas, com mudanças nos centros de distribuição logística do garimpo.</p>
<figure id="attachment_73337" aria-describedby="caption-attachment-73337" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-Deslocamento-de-equipes-da-Forca-Nacional-do-SUS-para-atendimento-na-Terra-Indigena-Yanomami-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-73337" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-Deslocamento-de-equipes-da-Forca-Nacional-do-SUS-para-atendimento-na-Terra-Indigena-Yanomami-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Deslocamento De Equipes Da Força Nacional Do SUS Para Atendimento Na Terra Indígena Yanomami - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-Deslocamento-de-equipes-da-Forca-Nacional-do-SUS-para-atendimento-na-Terra-Indigena-Yanomami-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-Deslocamento-de-equipes-da-Forca-Nacional-do-SUS-para-atendimento-na-Terra-Indigena-Yanomami-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/26-Deslocamento-de-equipes-da-Forca-Nacional-do-SUS-para-atendimento-na-Terra-Indigena-Yanomami-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-73337" class="wp-caption-text">Surucucu (RR) &#8211; Deslocamento de equipes da Força Nacional do SUS para atendimento na Terra Indígena Yanomami &#8211; Foto Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Destaca-se que a presença contínua do garimpo afeta negativamente o atendimento de saúde, impedindo a retomada das ações de promoção e prevenção em muitas comunidades vulneráveis. A falta de visitas regulares afeta a vacinação, e casos de malária continuam aumentando.</p>
<p>O relatório pede a retomada efetiva das operações de desintrusão de garimpeiros, um plano de proteção territorial abrangente e a possibilidade de mudança das comunidades indígenas de áreas mais afetadas.</p>
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		<title>PF e Exército combatem extração ilegal de ouro em terra indígena</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pf-e-exercito-combatem-extracao-ilegal-de-ouro-em-terra-indigena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Dec 2023 15:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Exercito]]></category>
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		<category><![CDATA[Operação Mamon]]></category>
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					<description><![CDATA[Após três de incursões pela floresta, Polícia Federal e Exército Brasileiro concluíram a Operação Mamon, deflagrada com o objetivo de e reprimir os ilícitos ambientais de extração ilegal de ouro e usurpação de bens da União na Terra Indígena Sararé, localizada no município matogrossense de Pontes e Lacerda. A participação do Exército está no âmbito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Após três de incursões pela floresta, Polícia Federal e Exército Brasileiro concluíram a Operação Mamon, deflagrada com o objetivo de e reprimir os ilícitos ambientais de extração ilegal de ouro e usurpação de bens da União na Terra Indígena Sararé, localizada no município matogrossense de Pontes e Lacerda.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A participação do Exército está no âmbito da Operação Ágata Fronteira Oeste II, e busca, além de retirar garimpeiros da região – onde atuam ilegalmente, segundo a PF – inutilizar maquinários e destruir utensílios utilizados para a atividade, de forma.</p>
<p>“Foram utilizadas aeronaves para o acompanhamento e proteção das equipes que atuaram em solo. Durante as buscas aéreas foram localizados maquinários e petrechos utilizados pelos criminosos, muitos dos quais estavam escondidos nas matas”, informou por meio de nota a PF.</p>
<p>Dezessete pás carregadeiras e 17 motores de dragagem foram inutilizados, medida adotada para evitar o uso ou o aproveitamento indevido para dar continuidade à atividade criminosa. Os investigadores localizaram também diversas estruturas de madeira usadas pelos garimpeiros como bases.</p>
<p>Segundo a PF, estima-se um prejuízo da ordem de 20 milhões de reais, para os criminosos.</p>
<p>Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos “em propriedades rurais que fazem limite com a TI Sararé, para a apuração de indícios de que sejam utilizadas como base para os criminosos e acesso ilegal ao território indígena, tanto de pessoas quanto dos maquinários”.</p>
<p>“As investigações continuam daqui para frente para análise dos elementos colhidos durante as buscas com a finalidade de identificar os financiadores dessa atividade ilegal, além de descapitalizar as organizações criminosas que, ao atuarem com impactos sobre a Terra Indígena Sararé, causam danos ambientais irreversíveis”, complementou a nota.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Garimpo em área yanomami é mantido por crime organizado, aponta investigação</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/garimpo-em-area-yanomami-e-mantido-por-crime-organizado-aponta-investigacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 May 2023 13:57:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Crime Organizado]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos garimpeiros que foram mortos por agentes de segurança na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, no último domingo (30), era membro de uma organização criminosa com atuação em todo o país. As autoridades federais agora estão concentrando esforços de inteligência na região para investigar essa linha de suspeita. O presidente do Instituto Brasileiro de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos garimpeiros que foram mortos por agentes de segurança na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, no último domingo (30), era membro de uma organização criminosa com atuação em todo o país. As autoridades federais agora estão concentrando esforços de inteligência na região para investigar essa linha de suspeita. O presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, revelou essa informação em uma entrevista à imprensa em Boa Vista na noite de segunda-feira (1º).</p>
<p>&#8220;Nosso serviço de inteligência tem encontrado indícios muito fortes de que alguns pontos de garimpo são mantidos com o apoio de organizações criminosas. Isso está sendo investigado. Uma das pessoas que morreu na operação de domingo [30] tinha envolvimento muito forte com uma das organizações criminosas&#8221;, disse Agostinho.</p>
<p>Para monitorar a situação na Terra Indígena Yanomami em Roraima após o ataque que resultou na morte de um indígena e ferimento de dois no último sábado (29), o presidente do Ibama participou de uma comitiva do governo federal que esteve na região. Durante entrevista à imprensa na noite de segunda-feira (1), Rodrigo Agostinho revelou que um dos quatro garimpeiros mortos no confronto com agentes de segurança no domingo (30) era membro de uma facção criminosa com atuação nacional, e que essa linha de investigação está entre as ações de inteligência do governo federal na região.</p>
<p>Durante uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, quatro garimpeiros foram mortos em um confronto com agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Ibama. De acordo com o presidente do Ibama, um dos mortos era integrante de uma facção criminosa nacionalmente ativa, o PCC. No local do confronto, as autoridades apreenderam um grande arsenal de armas, incluindo fuzil, pistolas, espingardas, munição e outros equipamentos bélicos. A operação foi realizada um dia após um ataque que deixou um indígena morto e dois feridos na mesma região.</p>
<p><strong><span style="font-size: 1.953em;">Lavagem e capitalização</span></strong></p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Segundo o presidente do Ibama, a atuação de facções criminosas é cada vez mais comum em atividades extrativistas ilegais, como o garimpo, a grilagem de terras e o comércio clandestino de madeira.</p>
<p>&#8220;A gente tem percebido que essas atividades passaram a exercer uma atração de facções criminosas. Elas servem, ao mesmo tempo, como forma de lavagem de dinheiro, por meio do garimpo ilegal, por exemplo, mas também como fonte de capitalização desses grupos, já que o tráfico internacional de drogas demanda grande investimento de operação&#8221;, explicou Rodrigo Agostinho.</p>
<h2>Balanço</h2>
<p>O Ibama informou que, desde o início da operação, há cerca de três meses, foram destruídos 327 acampamentos de garimpeiros, 18 aviões, dois helicópteros, centenas de motores e dezenas de balsas, barcos e tratores. Também foram apreendidas 36 toneladas de cassiterita, 26 mil litros de combustível, além de equipamentos usados por criminosos.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Rosa Weber se compromete a analisar marco temporal no primeiro semestre</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/rosa-weber-se-compromete-a-analisar-marco-temporal-no-primeiro-semestre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 00:31:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[demarcação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[marco temporal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rosa Weber]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante sua visita à aldeia indígena Paraná, do povo Marubo, localizada no Vale do Javari (AM), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, afirmou que o julgamento sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas será retomado no primeiro semestre de 2023. Como presidente da Corte, cabe a Rosa Weber elaborar a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante sua visita à aldeia indígena Paraná, do povo Marubo, localizada no Vale do Javari (AM), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, afirmou que o julgamento sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas será retomado no primeiro semestre de 2023.</p>
<p>Como presidente da Corte, cabe a Rosa Weber elaborar a pauta de julgamentos do plenário. O caso é discutido em um recurso extraordinário, com repercussão geral reconhecida, ou seja, que servirá de parâmetro para todos os outros processos semelhantes.</p>
<p>Durante sua visita, a ministra ouviu as queixas e pedidos dos indígenas, que solicitaram, por meio de um documento elaborado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava), que o Supremo resolva a questão do marco temporal.</p>
<p>“Pedimos que o Supremo Tribunal Federal adote a correta interpretação da Constituição Federal, que garante que o governo federal proteja nosso território. Antes de 1500 a gente já estava aqui, não podemos estar submetidos a um marco temporal”, diz o documento. “A não aprovação da tese do marco temporal é importante para a manutenção dos direitos conquistados pelo movimento indígena ao longo da história”, acrescenta o texto.</p>
<p>De acordo com o Supremo, Rosa Weber ouviu dos indígenas sobre ameaças de morte por parte de garimpeiros. “Eles agradeceram a presença do Estado na aldeia, afirmaram ter um grande respeito pelo STF, mas pediram que a Corte faça com que os direitos indígenas sejam efetivados na prática”, diz nota do tribunal.</p>
<p>Em janeiro, a presidente do STF já havia indicado que colocaria o tema do marco temporal em julgamento ainda durante sua permanência no cargo. Ela se aposenta em outubro, ao completar 75 anos, quando atinge a idade para aposentadoria compulsória.</p>
<h2>Tese</h2>
<p>O julgamento em questão envolve a discussão sobre a tese, defendida por proprietários de terras, de que os indígenas só teriam direito às terras que estavam efetivamente ocupadas no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que já estavam em disputa judicial nessa época.</p>
<p>O caso que motivou a discussão é referente à disputa pela posse da Terra Indígena Ibirama, em Santa Catarina, habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e que está em disputa judicial com a procuradoria do estado.</p>
<p>Atualmente, o placar do julgamento está empatado em 1 a 1. O relator do caso, ministro Edson Fachin, votou contra o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Por outro lado, o ministro Nunes Marques abriu divergência a favor do marco temporal para limitar a expansão de terras indígenas no país.</p>
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		<title>Líder marubo aponta questões que afetam comunidades do Vale do Javari</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lider-marubo-aponta-questoes-que-afetam-comunidades-do-vale-do-javari/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2023 17:58:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Phillips]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Univaja]]></category>
		<category><![CDATA[Vale do Javari]]></category>
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					<description><![CDATA[Criada em abril de 2010, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) popularizou-se com o caso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. Ambos se tornaram aliados fundamentais da entidade na proteção dos povos que vivem na região. Por iniciativa de Bruno Pereira, foi criada a Equipe de Vigilância [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Criada em abril de 2010, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) popularizou-se com o caso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. Ambos se tornaram aliados fundamentais da entidade na proteção dos povos que vivem na região.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Por iniciativa de Bruno Pereira, foi criada a Equipe de Vigilância da Univaja (EVU), que fez a primeira viagem de trabalho em agosto de 2021, com duração de cerca de um mês. A jornada gerou um relatório, intitulado <em>Expedição de Monitoramento e Vigilância da EVU na Terra Indígena (TI) Vale do Javari: Rios Itaquaí, Ituí e Quixito</em>, de 56 páginas, em que se mapearam 67 pontos, com coordenadas de sistema de posicionamento global (GPS), que indicam a latitude e a longitude de pontos de invasão na TI, incluindo locais onde encontraram vestígios da presença dos invasores.</p>
<p>Atualmente, a organização é coordenada por Paulo Marubo, mas garantiu um lugar de importância na capital federal por meio de outro líder marubo, Beto Marubo, que concedeu entrevista exclusiva à <strong>Agência Brasil</strong>, para lembrar como se deu a fundação da Univaja e comentar aspectos que impactam as comunidades indígenas.</p>
<p>Na entrevista, Marubo conta que, com a garantia de proteção dada pelo governo federal, está voltando para o território indígena e lembra o fato de estarem hoje na responsabilidade da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) mais de 13% do território nacional, que são terras indígenas. &#8220;Então, quem quer dar poder a essa instituição?&#8221;, questionou o líder.</p>
<p><strong>Eis a íntegra da entrevista:</strong></p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Pode contar como foi o processo em que você se tornou liderança, em que momento houve essa virada em sua vida, em que assumiu, pela primeira vez, a frente de uma organização, um ato?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> O coordenador da Univaja é o Paulo Marubo. No contexto de [Jair] Bolsonaro, uma das estratégias pelas quais a Univaja optou foi criar uma representação em Brasília. Então, fui indicado para assumir essa representação. Depois, essa representação se tornou o principal polo agregador de articulação da Univaja, porque, a partir dela, é que a gente canalizou as falas com o governo, diretamente, porque todas as organizações que nos afetam têm as suas instâncias superiores localizadas em Brasília. Então, é fácil a gente falar com a presidência da Funai, da Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena], MEC [Ministério da Educação]. Nesse sentido, conseguimos que parceiros também passassem a somar esforço conosco, sobretudo em um tema que vinha nos incomodando demais e que tem ainda nos incomodado, que é a questão territorial. Através dessa representação, conseguimos novos parceiros para se somar a essa luta, em um contexto onde havia negacionismo da parte do governo federal, o enfraquecimento das instituições. Aí, também veio o Bruno, o Dom Phillips e tantos outros que nos auxiliaram nesse processo, que, infelizmente, na questão específica do Dom e do Bruno, resultou nesse trágico assassinato, infeliz, que aconteceu. Cada um de nós tem uma atribuição, uma responsabilidade.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Como vocês distribuem as tarefas, também levando em conta esse contexto das ameaças?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Nós dois [Beto Marubo e o procurador jurídico da Univaja, Eliesio Marubo] estamos retornando. Desde junho [de 2022], quando foram encontrados os restos mortais do Dom e do Bruno, saímos daqui, porque as próprias autoridades policiais disseram que não tinham recurso, condição, para fazer a nossa proteção. Então, a gente saiu do território. Como a gente articulou para esse momento da vinda das autoridades, a retomada do Estado brasileiro no Vale do Javari, uma das solicitações foi que dessem esse aval, que o Ministério da Justiça [e Segurança Pública] desse essa garantia de segurança para a gente. O Eliesio teve que voltar, por conta de agenda, e eu estou indo para a base do Ituí agora e retorno para Atalaia do Norte, para uma outra programação que vou fazer para o território. Mas a gente tem que ver como vão mudar esses paradigmas. Não tem um parâmetro, para saber se isso vai ser bom, efetivo, ou não.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Como foi a fundação da Univaja?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> A Univaja é resultante da derrocada que aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso, em que a política do neoliberalismo do governo vendeu, na época, para os indígenas, a ideia que de os indígenas também poderiam assumir responsabilidades com o governo. Aí, chamou a gente para executar a Saúde. Naquele tempo, a Univaja era Civaja, Conselho Indígena do Vale do Javari. Essa organização durou décadas e, de um dia para o outro, a gente começou a executar o orçamento da Saúde no Vale do Javari, através dos convênios. Só que uma das questões é que o governo não cumpriu o que tinha prometido, que a gente ia ser inserida como parceiro do governo para executar ações complementares de saúde, que ele iria nos capacitar. Haveria capacitação. Os indígenas seriam capacitados para ajudar o governo nessa. Só que não aconteceu isso. De um dia para o outro, a Univaja começou a executar recursos públicos, com pessoas que não tinham o menor conhecimento da máquina burocrática do governo, Lei de Licitação, enfim, por aí vai. Isso causou vários problemas insanáveis do CNPJ [Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica] do Civaja. Então, em 2006, houve uma reunião no interior da terra indígena, em que as lideranças do Vale do Javari disseram que o movimento indígena não tinha que ficar esperando que todas as questões jurídicas pendentes com o TCU [Tribunal de Contas da União], o governo, os órgãos de controle do governo prejudicassem o dia a dia do movimento indígena. Aí, naquele tempo, optaram por instituir a Univaja, que é o resultado dessa anomalia que se criou nessa questão. E a Univaja ficou, por muito tempo, apenas uma sigla de indígenas no beiradão do Javari. Ninguém conhecia a Univaja. Para a gente existir, precisava de terceiros. Tinha organizações indigenistas que nos auxiliavam com questões administrativas, execução de projetos, tudo. A partir de 2017, a gente fez uma parceria forte com a ambientalista Céline Cousteau, neta do [oceanógrafo francês]Jacques Cousteau, e com o Sebastião Salgado, fotógrafo, no sentido de amplificar, criar, como publicizar o nome da Univaja. Nesse contexto, a gente esteve em Nova York, em reunião da ONU [Organização das Nações Unidas], nas exposições do Sebastião Salgado, mundo afora. Aconteceu, primeiro, na Europa, depois no Brasil. A gente participou de diversos eventos internacionais de direitos humanos, na época, e isso se consolidou ainda mais durante o governo Bolsonaro, devido ao que nós estamos acompanhando, sobretudo quanto a direito indígena. Chegou-se ao ápice do conhecimento das pessoas tentarem querer saber o que era a Univaja, com a morte do Dom e do Bruno, porque houve uma publicização no mundo inteiro. Mas, antes, já existia isso, essa publicização proposital e, às vezes, não. Proposital no sentido de a gente divulgar mesmo nosso nome, falar da nossa causa, dos nossos objetivos e tudo.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Gostaria de saber um pouco sobre a aproximação com o Bruno e com o Dom. Como foi com cada um deles?</p>
<p><strong>Beto Marubo: </strong>O Bruno, eu não estava na Univaja na época, apesar de estar no movimento indígena. Eu sempre trabalhei com a Funai. Uma das opções, logo que eu terminei meu ensino médio, foi optar por ser mais efetivo, ajudando meus parentes. Então, entrei logo na Funai. Na Funai, no concurso de 2010, recebi vários candidatos novatos na época, dentre eles, o Bruno. O Bruno sempre se destacou, era uma pessoa empenhada, um cara que queria, estudava, demonstrou sempre interesse e foi um dos servidores que se destacavam na época. Investimos nele, levamos ele para a área [da terra indígena], treinamos ele. E ele sempre foi uma pessoa de querer saber, somar, era um indigenista. Aprendeu línguas, o que é muito difícil, que são as expedições de campo em uma área com 8,5 milhões de hectares, sobre a questão dos indígenas isolados. Por um bom tempo, grande parte do tempo dele na Funai, ele foi coordenador regional, que é um cargo burocrático, porque o cara fica aqui em um cargo na coordenação regional da Funai. E aí, ele era um burocrata, virou um burocrata, não porque ele queria. Quando teve oportunidade de sair, ele se dedicou, ao máximo, à questão dos indígenas isolados. A gente levou ele para uma base chamada Bananeira, que fica em Rondônia, com um dos grandes indigenistas da nossa atualidade, assim como ele mesmo é, que é o Rieli Franciscat. O Rieli ensinou a ele tudo sobre expedição, como lidar, especificação sobre indígenas isolados. Ele ficou em torno de nove meses na base Bananeira e, quando se sentiu seguro para fazer o trabalho de campo, voltou para o Vale do Javari. Só que aí já era o governo do Jair Bolsonaro, um governo que jogava contra e começou a perseguir ele.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> E como se dava essa perseguição?</p>
<p><strong>Beto Marubo: </strong>Através de processo administrativo, de intimidação institucional, o que não é novidade. Não temos isso somente na Funai. [Tem também no] Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], na Polícia Federal, nos órgãos. Havia reuniões em que o próprio presidente da Funai vociferava &#8220;Eu quero alguma coisa com que eu possa pegar esse cara. Ele está nos prejudicando, está com os índios. Quero que ferre esse cara&#8221;. A gente ouvia isso das próprias pessoas da Funai. Isso chegou ao ápice quando ele fez uma operação aqui no Rio Jutaí, com o Ibama e as forças especiais do Ibama e da Polícia Federal, e era uma demanda que o governo federal não queria. Ele fez, mesmo assim, junto com os colegas do serviço público. Eles concordaram e fizeram. Aliás, ele fez duas operações: uma na Terra Indígena Yanomami e outra, ao mesmo tempo, aqui no Vale do Javari. E, logo depois dessas operações, saiu a exoneração dele. Então, o ministro Onyx Lorenzoni, que era da Casa Civil, fez a exoneração dele. E, como eu já conhecia ele, éramos amigos, eu já estava na Funai, estava nesse contexto de assumir a representação da Univaja em Brasília, consegui um apoio muito importante para a proteção territorial. E eu estava com dificuldade de ter pessoal técnico para fazer esse trabalho de campo e convidei ele. Eu disse: ‘Olha, Bruno, preciso de você, para a gente coordenar esse trabalho de campo’. E ele aceitou. Na época, ele pediu afastamento não remunerado da Funai e passou a atuar diretamente no trabalho de vigilância territorial no Vale do Javari.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>E em relação do Dom? E como é a relação com a imprensa?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Na época, tinha um período de a gente dar visibilidade ao Vale do Javari. Nesse contexto, entraram essas duas pessoas que foram importantes: Céline Cousteau e Sebastião Salgado. E eles têm muito vínculo com a parte e comunicação. O Sebastião tem muito acesso. A própria Céline tem acesso a mídias e veículos de comunicação nacional e internacional. A própria figura deles. Surgiu um interesse muito grande da imprensa, para saber sobre esse trabalho que vinha sendo desenvolvido no Vale do Javari, no período do governo Bolsonaro, os retrocessos, a questão ambiental. O Dom me pediu, uma vez, me procurou, para fazer matérias sobre a equipe de vigilância da Univaja. Disse que estava querendo fazer um texto para o [jornal britânico] The Guardian sobre as dificuldades das comunidades indígenas para se manter durante o contexto de Bolsonaro, manter seus territórios intactos, com o aumento das invasões etc e tal. A gente falou: ‘Olha, Dom, uma das populações mais vulneráveis são os isolados. A gente tem que dar ênfase aos isolados’. O Bruno levou ele para uma expedição de indígenas isolados. Ele estava para sair, mas ainda estava na Cgiirc [Coordenação-geral de Índios Isolados e Recém-contatados], e o Dom participou de uma expedição de uns 30 dias, no mato, com o Bruno. Isso em um primeiro momento. Em um segundo momento, eles viraram amigos. A partir dessa expedição, passaram a trocar mensagens. O Dom queria fazer um livro, estava construindo um livro falando sobre as questões da Amazônia. Ele veio, novamente, me procurou e ao Bruno. As últimas matérias que ele fez tiveram repercussões importantes para o Vale do Javari, chamaram muita atenção. Aí, a gente falou também: ‘Beleza, então, vamos somar, mais uma vez dar visibilidade a essa questão do livro’. O Bruno chamou ele, trocamos ideia. Foi feito um trabalho, ele esteve aqui. Ele esteve aqui em três momentos: na expedição, depois, teve entrevistas pontuais e depois foi a campo, que aí queria entrevistar a EVU, que é a Equipe de Vigilância da Univaja. Ele foi, fez as entrevistas e, aí, você já conhece essa história. Morreu. Mas o Dom foi fundamental nesse processo que descrevi para você, de chamar a atenção da mídia nacional e internacional sobre o que estava acontece no Javari.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Pode falar um pouco sobre essa equipe? O que vocês aprenderam sobre aprimorar a segurança de vocês?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Como a gente já atuava nisso, como te falei, por mais de dez anos, a gente atuava na Funai com esse tema, de proteção territorial, a gente já tinha expertise. A gente teve cursos de capacitação, junto com a Funai, o Ibama, a Polícia Federal. E é algo muito específico também. Nesse contexto, o Bruno, já fora da Funai, pensou em como qualificar as informações de invasão territorial. Ele pensou em como a gente ia apresentar essas informações aos órgãos em que a gente tem confiança, como o Ministério Público Federal. Como apresentar denúncias contundentes sobre o que havia acontecido no Javari. A primeira questão foi antes da pandemia. A gente analisou as vulnerabilidades, inclusive as devidas à pandemia [de covid-19]. O estado em que iam estar os korubo, já imaginou? Os korubo vão morrer, estava morrendo um monte de gente em Manaus, a gente via pelos jornais. Vai matar muito isolado aqui. Uma Funai negacionista. Não, está tudo lindo, maravilhoso, não há possibilidade. Não, os indígenas estão isolados. Não, a gente compartilha o território com eles. E os marubo já estavam pegando [covid-19]. Mayuruna, matis pegando coronavírus. Se a gente compartilha o território, obviamente, eles iam pegar também. Só que eles não têm imunidade como nós. Nem os demais tinham. Como vacinar, se são indígenas isolados? A gente entrou na [Arguição de descumprimento de preceito fundamental] ADPF 709, junto com a Apib [Articulação dos Povos Indígenas do Brasil], no Supremo [Tribunal Federal]. E, ao mesmo tempo, a gente treinou uma equipe de indígenas para qualificar essas informações das invasões, que, até então, haviam sido inócuas. Olha, Ministério Público, olha, Polícia Federal. Aumentaram as invasões. Ficou inócuo, principalmente porque não tinham o menor interesse em resolver. A gente resolveu, decidiu qualificar isso tecnicamente. Mas, como qualificar isso, se os principais atores que estão na capilaridade, dentro da terra indígena, são os indígenas, nós, parentes. O Bruno pegou essa expertise que ele tinha e o trânsito que tinha nas comunidades e treinou os próprios indígenas para trazer as informações para ele. Treinamos indígenas para manejar drones, ler cartografia. Junto com nossos parceiros, Imazon [Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia], WWF [Fundo Mundial para a Natureza] e tantas outras organizações indigenistas, ambientalistas, foi criado um aplicativo em que os parentes levavam o celular ao local, mesmo não tendo internet, tiravam foto, faziam pequenas anotações, um áudio, e, olha, a invasão, tudo. Tiravam foto e traziam isso para um sistema de computador no qual saía um relatório de tudo que os parentes viam no mato. Um relatório muito embasado tecnicamente. Essas investigações chegaram a ser tão técnicas que até hoje estão sendo usadas em investigações e ações na Justiça Federal. Alguns a favor mesmo das instituições do governo, justificando, e outros mesmo, nós, lutando por direitos. Então, funcionou isso, tanto que ameaçou as quadrilhas e resultou no assassinato deles dois. As quadrilhas sabiam daquilo. Quem estava no comando dessa equipe indígena era o Bruno. Eles sabiam disso. Os indígenas começaram a se empoderar. A gente tinha a imprensa, tinha como divulgar isso na imprensa. Nós tínhamos como pressionar as instituições, Polícia Federal, MPF [Ministério Público Federal]. Tinha como apresentar essas informações a eles, e isso incomodava muito o pessoal, no contexto de Bolsonaro. Foi criado, ele mesmo [Bruno] denominou isso de Equipe de Vigilância da Univaja. Foi o próprio Bruno que escolheu esse nome. No início, eram 20 parentes que ele treinou. Esses parentes replicavam para mais 20 e, aí, virou um momento cíclico. Hoje, temos 20 parentes no mato, fazendo o trabalho para o qual foram treinados. Não pararam. Desde a morte do Bruno, não pararam.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Pode falar sobre a sede, que é onde vocês se articulam? Como fazer a segurança da sede?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Isso foi objeto de discussão, ainda é, no âmbito das instâncias do governo competente. Primeiro que a gente descobriu que o PPDDH [Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas] não é adaptado para os povos indígenas. A gente propôs um estudo técnico. Inclusive, a Univaja é uma das organizações que foram oficializadas na última reunião que aconteceu no Ministério dos Povos Indígenas, no último dia 22. Tivemos uma reunião com o ministro Silvio Almeida [dos Direitos Humanos e da Cidadania], e ele convidou a Univaja para fazer uma reformulação no programa, baseado nessa visão muito específica dos povos indígenas. Não é adaptado para as comunidades indígenas. Além de ser muito frágil, não dá garantia de proteção coisíssima nenhuma. Nesse sentido, a gente chamou a atenção do Ministério dos Direitos Humanos. Esse é um ponto. O outro é que estamos falando para as instituições, e esse evento que aconteceu aqui foi muito nessa linha, da presença do Estado, de maneira ostensiva, operacionalizada, centralizada. Porque, se formos analisar, a fronteira do Vale do Javari não é desassistida. Temos um contingente da Polícia Federal, da Força Nacional, da Marinha, do Exército. Da Aeronáutica, em menor tamanho, mas tem. Das polícias do estado, Civil e Militar. Em comparação com outras fronteiras, que são tão distantes quanto. O que não existe é uma atuação interinstitucional, organizada, baseada na inteligência, com estratégias específicas com que lidar no crime organizado, em um contexto em que os crimes transnacionais são muito comuns e têm crescido nos últimos anos. Por exemplo, como pensar em combater o crime em uma região onde tem o Peru e a Colômbia, que precisam estar nesse contexto também? E em que as invasões  e a violência do Vale do Javari estão totalmente consorciadas com esse contexto de crimes transnacionais. Por mais que o governo brasileiro faça, através das forças de segurança do Brasil, deve ter essa conversação com os países vizinhos também. Do contrário, o combate ao crime transnacional vai ser inócuo. Voltando aos crimes que têm conexão com as invasões do território, a gente espera que sejam fortalecidas as bases de vigilância do Vale do Javari. São quatro. A gente precisa de cinco bases. São a base de Curuçá, a base de Jandiatuba, a do Ituí e a do Quixito. Elas foram criadas estrategicamente para proteger o território e, principalmente, os indígenas isolados e de recente contato. Fecham as principais vias de entrada do Vale do Javari. Têm que ser fortalecidas, mas como? A Funai foi muito enfraquecida no governo Bolsonaro. Não é um método do governo Bolsonaro, mas foi muito mais enfraquecida nesse período. Precisa muito de concurso. A gente ouviu do presidente do Ibama que o Ibama está tão sucateado quanto. Eles tinham um contingente de 2 mil, 1 mil funcionários atuando no operacional e atualmente estão tendo que lidar com uma força de 600 pessoas.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Uma coisa que foi mencionada é que, às vezes, algumas pessoas acabam ficando lotadas aqui e desistem, largam mão. Como se pode pensar em uma estratégia para reter, principalmente quem tem um potencial como o Bruno?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Primeiro, tem que fazer o concurso levando em conta as especificidades do órgão. Não se pode pensar no fortalecimento de órgãos como a Funai e o Ibama sem antes fazer uma repaginação, uma reestruturação institucional deles. Porque a atuação deles exige uma série de especificidades que o serviço público não comporta dentro dos protocolos. Por exemplo, como a gente vai trazer um indigenista para atuar 90, 60 dias em uma base da Funai? Não cabe nisso, mas é o que é necessário. Por mais que você tenha uma base estruturada, com condições de trabalho, a forma de ele estar longe de sua família, nesses espaços, já é algo que a lei que ampara, e o serviço público federal não contempla. Você tem que entrar com outros incrementos, diárias, adicionais, penduricalhos que são legais. Mas como manter isso? Esse é um fato: que eles têm que ser adaptados a essa realidade. O trabalho primário da Funai, finalístico, exige muita mão de obra que não é um cara de nível médio, nível superior. Por exemplo, rastreador de selva. É um caboclo amazônico, é parente, é indígena, entende? É fundamental, em uma expedição, um cara desse. Um serrador de motosserra. Vai fazer um concurso só para um rastreador, um serrador de motosserra? Como contratar esse tipo de gente, que é só aqui que tem e não tem em Brasília ou outra região? Essas questões enterram a Funai. E por que não abrir espaço para que os próprios indígenas participem, como servidores? Um concurso regionalizado. Não indígenas, locais que tenham expertise, que possam fazer. Porque uma coisa é você trazer um servidor de São Paulo para cá, Rio Grande do Sul, Minas Gerais. Ele não vai conseguir ficar. Olha Atalaia do Norte. Eles não vão suportar e vão embora. Você pode fazer cinco, dez, quinze concursos e nunca vai ter gente aqui. O Bruno é a exceção da exceção. Eu costumo dizer que ele era um ponto fora da curva. Ele mesmo, no início, porque a Funai deu para a gente um prazo para fazer a seleção de campo deles. Ele foi uma das pessoas que não tinham o menor perfil. Foi o primeiro que sugeri tirar do concurso, porque o cara era grandão, gordão, quase 2 metros no mato. Eu não precisava de um cara daquele tamanho no mato. E ele era uma das pessoas que a gente ia excluir. O que chamou a atenção da gente era a gana dele de aprender, e ele queria estar na Funai. Ele lutou demais pela vaga dele. Era uma pessoa que estava totalmente fora, e os indígenas perceberam isso. Tecnicamente, ele estaria fora do concurso, não tinha físico para andar em uma expedição. Mas os mais velhos perceberam nele&#8230; Eu me lembro que teve um velho que falou assim: Talvez ele não tenha físico, mas ele tem uma alma nossa. Foi fundamental o parecer desse velho.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>Pode falar um pouco sobre a sua história? Acho importante falar sobre as figuras que estão à frente da Univaja.</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Eu nasci na aldeia Maronal, que fica na região sul do Vale do Javari, em 1976. Na década de 1980, os marubo tinham um vínculo comercial muito grande com a venda da borracha para os comerciantes seringalistas na região de Ipixuna, região sul da Terra Indígena de Boa Fé. E os velhos chegaram à conclusão de que, como não dominavam bem o português, essa história de contar números e valores, estavam sendo passados para trás. Já viu o assédio de religiosos com relação aos parentes, que é outro problema no Vale do Javari? O missionarismo irresponsável, fundamentalista atrás de contatar os parentes isolados. Na minha época, não era diferente. Tinha uma base católica em Cruzeiro do Sul, em que ensinavam os padres que vinham da Europa a falar português. Os velhos falaram: ‘A gente quer que vocês, católicos, treinem três jovens da nossa aldeia para falar português e a saberem números’. Nesse contexto, fomos eu e dois primos meus para Cruzeiro do Sul. Um acordo dos indígenas com o pessoal católico. Eu tinha 17, quase 18 anos. Quando terminei o ensino médio, a primeira coisa foi honrar o que esperavam de mim, porque disseram: ‘Olha, a gente queria alguém que fale português, que lute pela gente’. Não tinha mais borracha, encerrou o processo da borracha, e aí eu fui para a Funai. Estive na Funai por muito tempo, mais de 12, 13 anos. Saí em 2017. Sempre trabalhei na Funai. E, quando eu saí, o movimento disse: ‘A gente vai precisar de você, da sua expertise, do seu trabalho, você fala português bem, para atuar com os parceiros’. Mas não se constrói liderança, a gente já nasce com esse perfil.</p>
<p><strong>Agência Brasil: </strong>E você rodou lá dentro da Funai, em termos de função?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Sim. Eu assumi a chefia de Proteção, trabalhei no Mato Grosso também, no Acre, como chefe de Proteção. E não assumi funções que pude assumir, fui convidado, por questões de gostar mais de campo.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> E isso se refletiu também na questão de família? Você tem filhos que deixa para exercer essa função de liderança?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Com certeza. Você tem que abdicar de várias questões. Eu casei com uma mulher branca. Meus filhos estão sendo agora inseridos na aldeia, para aprender a língua, mas moraram em Brasília, nasceram em Brasília. A gente tem que se adaptar. O ser humano é incrível, se adapta em qualquer contexto. Mas, se você está fora do seu território, longe da sua casa, da sua família é um dilema muito grande. Uma, por questão mesmo de estratégia do movimento indígena, de abrir essa representação, e, dois, porque você não pode voltar, porque é ameaçado. A gente saiu daqui em junho, depois das buscas.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> E como são essas ameaças?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> São ameaças veladas, são recados. No caso, mandaram um bilhete lá no escritório do meu irmão, falando os nomes das pessoas, dentre as quais estávamos eu, o Bruno, meu irmão. Isso antes do que aconteceu com o Bruno, um mês antes. O escritório ficava em Tabatinga e, aí, ele saiu da região.</p>
<p><strong>Agência Brasil:</strong> Algumas lideranças falam sobre uma Funai armada. O que pensa sobre isso?</p>
<p><strong>Beto Marubo:</strong> Tem uma atribuição objetiva e finalística da Funai, que é a proteção e a fiscalização do território. Esse é um trabalho de polícia. Não se faz proteção e fiscalização com flores. Só que nunca houve interesse de ser uma instituição a mais, com as garras do Estado nesse controle. Simples assim. Não por acaso, estão na responsabilidade da Funai, hoje, mais de 13% do território nacional, que são terras indígenas. Então, quem quer dar poder a essa instituição? Ela vem sendo protelada por um bom tempo. Resultado: servidores cobrados por indígenas. Estão fazendo o trabalho institucional deles, e eles morreram em serviço. O Bruno é resultado disso. O trabalho da Funai não é diferente do do Ibama. Por que é que o Ibama tem isso regulamentado e a Funai, não? Claro, assim como o Ibama, não precisa que a Funai tenha todos os servidores com essa questão, somente aquele pessoal que está na linha de frente. E que eles tenham todas as instituições legais institucionais, para fazer o trabalho de repressão a esses ilícitos que afetam a vida dos indígenas em seus territórios. É importante regulamentar, sim, com a máxima urgência, porque novos servidores vão estar morrendo. Imagina o cara fazendo fiscalização com flores? Não existe.</p>
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		<title>Yanomami pedem água potável e denunciam contaminação de rios por garimpo ilegal</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/yanomami-pedem-agua-potavel-e-denunciam-contaminacao-de-rios-por-garimpo-ilegal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2023 13:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Água Potável]]></category>
		<category><![CDATA[Contaminação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Terra Indígena]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;A água está doente em toda a terra indígena yanomami&#8221;, relata o líder indígena Júnior Hekurari Yanomami, evidenciando a mais recente dificuldade enfrentada pelo seu povo: a escassez de água potável para consumo nas comunidades do oeste de Roraima e norte do Amazonas. Júnior, o Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Yek’uana [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A água está doente em toda a terra indígena yanomami&#8221;, relata o líder indígena Júnior Hekurari Yanomami, evidenciando a mais recente dificuldade enfrentada pelo seu povo: a escassez de água potável para consumo nas comunidades do oeste de Roraima e norte do Amazonas.</p>
<p>Júnior, o Presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Yek’uana (Codisi-YY), revela que a contaminação por metais pesados provenientes da extração ilegal de ouro por garimpeiros é a causa da poluição dos corpos hídricos da terra yanomami. Ele destaca que, atualmente, a escassez de água potável é uma questão extremamente séria e preocupante para as comunidades indígenas.</p>
<p>“A água é o principal para a vida das comunidades. E não há água, como a gente vê, porque está toda contaminada. Não temos mais água, só lama. Estamos falando só em garantir alimentação, mas a gente precisa também de um sistema de água para as comunidades”, afirma.</p>
<p>O jovem Enenexi Yanomami, que precisou se deslocar para Boa Vista em busca de atendimento médico, também manifestou sua preocupação com a qualidade da água em sua comunidade: &#8220;Água suja contamina o peixe e torna-o impróprio para o consumo. As crianças estão muito debilitadas. Beber água suja causa dores abdominais insuportáveis&#8221;, relatou ele, demonstrando a gravidade da situação enfrentada pelos Yanomami.</p>
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<p>A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou a relação entre desnutrição e consumo de água em condições impróprias em duas comunidades yanomami, no estado do Amazonas. Os pesquisadores estão buscando uma <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2023-02/projeto-busca-solucao-hidrica-para-aldeias-yanomami-no-amazonas" target="_blank" rel="noopener">solução</a> que ofereça água potável para essa população.</p>
<p>Em nota, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) informou que “técnicos estão analisando a melhor forma e tecnologia de armazenamento de água viáveis para a região. Ela deve ser eficiente para a realidade local e respeitar os saberes e costumes do povo yanomami”.</p>
<p>Ainda segundo a nota, o ministério informou que, desde o início das ações emergenciais de atendimento aos indígenas, tem agido para “eliminar as situações de insegurança hídrica e alimentar” da população e que já entregou quase 80 toneladas de mantimentos e medicamentos aos indígenas.</p>
<p>“O MDS, como estrutura do governo federal, trabalha em conjunto para que essa tragédia humanitária não se repita mais em nosso país. É dever do Estado acolher e viabilizar condições para que o povo yanomami possa ter condições dignas de existência e que sejam respeitadas sua terra e cultura”, acrescenta a nota.</p>
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		<title>Força Nacional vai apoiar a Funai em terra indígena no Amazonas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/forca-nacional-vai-apoiar-a-funai-em-terra-indigena-no-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 13:52:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Camicuã]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Força Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Funai]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena]]></category>
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					<description><![CDATA[A Força Nacional de Segurança Pública foi autorizada a atuar em apoio à Fundação Nacional do Índio (Funai), na Terra Indígena Camicuã, no estado do Amazonas. A portaria do Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP), que estabelece a medida, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (9). Os policiais militares trabalharão por 30 dias, [&#8230;]]]></description>
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<p>A Força Nacional de Segurança Pública foi autorizada a atuar em apoio à Fundação Nacional do Índio (Funai), na Terra Indígena Camicuã, no estado do Amazonas. A portaria do Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP), que estabelece a medida, está publicada no<a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-mjsp-n-144-de-8-de-agosto-de-2022-421232566" target="_blank" rel="noopener"><em> Diário Oficial da União</em></a> desta terça-feira (9).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Os policiais militares trabalharão por 30 dias, a contar de hoje, nas atividades e nos serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e na segurança das pessoas e do patrimônio, em caráter episódico e planejado.</p>
<p>&#8220;O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do MJSP”, diz ainda portaria assinada pelo ministro Anderson Torres.</p>
<p>A Terra Indígena Camicuã foi homologada pelo <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1990-1994/D0381.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 381, de 24 de dezembro de 1991</a>. A demarcação administrativa foi realizada pela Funai. A terra é habitada pelo grupo indígena Apurinã, e está localizada no município amazonense de Boca do Acre.</p>
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		<title>Força Nacional é autorizada a atuar em terra indígena no Pará</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2022 14:13:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A Força Nacional de Segurança Pública foi autorizada a atuar, em apoio ao Ministério da Saúde, na Terra Indígena Parakanã, no estado do Pará. A portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que determina a medida está publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13). Os militares participarão de ações imprescindíveis à preservação da ordem [&#8230;]]]></description>
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<p>A Força Nacional de Segurança Pública foi autorizada a atuar, em apoio ao Ministério da Saúde, na Terra Indígena Parakanã, no estado do Pará. A portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que determina a medida está publicada no <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-mjsp-n-104-de-10-de-junho-de-2022-407471017" target="_blank" rel="noopener"><em>Diário Oficial da União</em></a> desta segunda-feira (13).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Os militares participarão de ações imprescindíveis à preservação da ordem pública e da segurança das pessoas e da proteção do patrimônio, em caráter episódico e planejado, por 30 dias, no período de 17 de junho a 16 de julho deste ano.</p>
<p>O emprego da Força Nacional obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública e ocorrerá em articulação com os órgãos de segurança pública do Pará, sob a coordenação da Polícia Federal.</p>
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