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	<title>TEA &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Governo lança sistema para emissão de carteira nacional para pessoas com TEA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 21:45:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta quarta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que institui o Sistema Nacional de Cadastro da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (SisTEA). A medida, que padroniza a emissão da carteira nacional de identificação para pessoas com TEA, busca facilitar a identificação e assegurar os direitos dessa população. O sistema [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quarta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que institui o Sistema Nacional de Cadastro da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (SisTEA). A medida, que padroniza a emissão da carteira nacional de identificação para pessoas com TEA, busca facilitar a identificação e assegurar os direitos dessa população.</p>
<p>O sistema será administrado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH) e contará com a cooperação de órgãos estaduais e municipais. A assinatura do decreto ocorreu durante a 5ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizada em Brasília.</p>
<p>“Eu sei quem é que precisa de políticas públicas do Estado, que é o povo mais carente desse país, que é o povo mais pobre desse país, que são milhões de brasileiros, dentre eles as pessoas com deficiência. Vocês sentem na pele aquilo que a gente, muitas vezes, só vê em filme: o desrespeito, a falta de carinho, de solidariedade, de compreensão, o nojo”, afirmou Lula em seu discurso.</p>
<p>Além da criação do SisTEA, durante o evento, o MDH e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome firmaram um acordo de cooperação no âmbito da Política Nacional do Cuidado e do Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência. O objetivo é promover ações intersetoriais que atendam às necessidades de pessoas com deficiência, levando em conta fatores como gênero, classe, raça, etnia, idade e território, além da interdependência entre quem cuida e quem necessita de cuidados.</p>
<p><strong>Medidas para Acessibilidade e Combate ao Capacitismo</strong></p>
<p>Também foi assinada uma portaria interministerial entre o MDH e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), estabelecendo procedimentos para adaptações de acessibilidade em edifícios públicos federais.</p>
<p>Na conferência, foi apresentado o relatório final do Grupo de Trabalho sobre a Avaliação Biopsicossocial Unificada da Deficiência. Este relatório propõe uma metodologia de avaliação que reconhece a deficiência como uma interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais, indo além do modelo médico tradicional. A secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do MDH, Anna Paula Feminella, destacou a importância de enfrentar a cultura do capacitismo, que discrimina pessoas com deficiência e subestima suas capacidades.</p>
<p>Para combater o capacitismo, são necessárias ações como educação inclusiva, oportunidades de emprego, saúde e transporte adequados, e acesso à cultura. A formação de agentes públicos para romper com preconceitos e barreiras normativas também é essencial.</p>
<p><strong>Novos Estudos e Investimentos</strong></p>
<p>Durante o evento, o MDH e o Ipea assinaram um protocolo para a realização de pesquisas sobre a implementação da avaliação biopsicossocial da deficiência. O MDH, MGI e o Ministério do Planejamento e Orçamento também firmaram um acordo para realizar estudos de impacto da avaliação, com o objetivo de criar um sistema nacional de avaliação da deficiência.</p>
<p>Essas iniciativas se somam ao Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência Novo Viver sem Limite, lançado em novembro de 2023, que reúne cerca de 100 ações e conta com R$ 6,5 bilhões em investimentos. Até agora, cinco estados aderiram ao plano: Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba e Piauí, enquanto outros estão em processo de adesão.</p>
<p><strong>Encontro e Discussões</strong></p>
<p>A 5ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência contou com 1,6 mil participantes e marcou o retorno do evento após oito anos. Durante o encontro, foram analisadas 90 propostas de recomendações para políticas públicas destinadas à população com deficiência.</p>
<p><strong>Caso Sônia e Reflexão sobre Políticas Públicas</strong></p>
<p>A vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio Grande do Sul, Ewelin Canizares, reforçou a necessidade de políticas interseccionais que atendam à diversidade das pessoas com deficiência. Ela mencionou o caso de Sônia Maria de Jesus, resgatada de trabalho análogo à escravidão após 40 anos na casa de um desembargador, como um exemplo da urgência em avançar nas políticas de inclusão e respeito aos direitos humanos.</p>
<p>O presidente Lula se comprometeu a investigar o caso de Sônia e enfatizou a importância de as instituições serem confiáveis e transparentes para a sociedade.</p>
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