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	<title>Taxa Básica de Juros &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Taxa Básica de Juros &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Copom avalia manter Selic em 15% e encerrar ciclo de altas após quase um ano de elevação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2025 14:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncia nesta quarta-feira (30) se interromperá o ciclo de aumento da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano – o maior patamar em quase duas décadas. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros básicos, que desde setembro do ano passado foram elevados sete [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncia nesta quarta-feira (30) se interromperá o ciclo de aumento da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano – o maior patamar em quase duas décadas. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros básicos, que desde setembro do ano passado foram elevados sete vezes consecutivas para conter a inflação.</p>
<p>A taxa chegou a 10,5% entre junho e agosto do ano passado e, desde então, passou por uma sequência de aumentos: uma alta de 0,25 ponto, outra de 0,5, três elevações de 1 ponto percentual, uma de 0,5 e a última de 0,25 ponto. Segundo o boletim Focus, a previsão é que a Selic permaneça estável até o fim de 2025, com cortes apenas a partir de 2026.</p>
<p>Apesar da desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou junho em 0,24% e acumulou 5,35% em 12 meses, fatores como o aumento da energia e das passagens aéreas continuam pressionando a inflação. A projeção do Focus indica inflação de 5,09% para este ano, acima do teto da meta contínua definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.</p>
<p>A Selic é o principal instrumento de política monetária do BC para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam o consumo e ajudam a conter a alta dos preços, mas também podem frear a atividade econômica. Já reduções da taxa tornam o crédito mais barato, incentivam a produção e o consumo, podendo gerar pressão inflacionária.</p>
<p>O Copom, que se reúne a cada 45 dias, avalia cenários econômicos nacionais e internacionais para definir a taxa. Na última ata, o BC indicou que os juros permaneceriam em nível elevado por um período prolongado, dado que os núcleos de inflação seguem pressionados. A decisão será anunciada ao fim do dia.</p>
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		<title>Alckmin propõe retirar alimentos e energia do cálculo da Selic</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/alckmin-propoe-retirar-alimentos-e-energia-do-calculo-da-selic/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2025 19:43:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, sugeriu nesta segunda-feira (24) que o Banco Central (BC) exclua a inflação de alimentos e energia ao calcular a taxa básica de juros, a Selic. A proposta surge em meio ao ciclo de alta da taxa, que atualmente está em 14,25% [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, sugeriu nesta segunda-feira (24) que o Banco Central (BC) exclua a inflação de alimentos e energia ao calcular a taxa básica de juros, a Selic. A proposta surge em meio ao ciclo de alta da taxa, que atualmente está em 14,25% ao ano, após novo ajuste do Comitê de Política Monetária (Copom).</p>
<p>Alckmin citou o exemplo do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, que adota uma metodologia semelhante ao excluir esses fatores do cálculo dos juros básicos. Segundo ele, eventos climáticos extremos e tensões geopolíticas impulsionam o aumento nos preços de alimentos e energia, sem que a política monetária tenha impacto direto sobre essas variações.</p>
<h3><strong>Impactos da Selic Elevada na Economia</strong></h3>
<p>Durante sua participação em um evento promovido pelo jornal Valor Econômico, Alckmin destacou que uma taxa de juros elevada encarece o custo do crédito e prejudica o crescimento econômico. Ele argumentou que o BC deve focar em combater a inflação de itens cuja variação possa ser controlada por meio da política monetária.</p>
<p>“O preço dos alimentos, por exemplo, depende muito do clima. Se tivermos uma seca severa, os preços sobem, e aumentar os juros não fará chover. O mesmo ocorre com a energia, já que os preços do petróleo são definidos internacionalmente”, afirmou o presidente em exercício.</p>
<p>A proposta de Alckmin sugere um olhar mais flexível sobre os choques de oferta, que elevam os preços de maneira pontual, mas não refletem uma inflação estrutural. “O objetivo é que o aumento dos juros seja direcionado para áreas onde tenha maior impacto no controle da inflação, sem penalizar desnecessariamente o crescimento econômico”, completou.</p>
<h3><strong>Repercussões na Política Monetária</strong></h3>
<p>O impacto da Selic não se restringe ao crédito e ao consumo. Alckmin ressaltou que cada ponto percentual de aumento na taxa básica de juros gera um custo adicional de cerca de R$ 48 bilhões para a dívida pública.</p>
<p>A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 1,31% em fevereiro, impulsionada principalmente pelo aumento na conta de luz. O índice acumulado em 12 meses chegou a 5,06%, ultrapassando o teto da meta de inflação do Banco Central, que é de 4,5%.</p>
<p>Diante desse cenário, o Copom afirmou que a economia brasileira segue aquecida, embora apresente sinais de desaceleração. O órgão sinalizou que novas elevações da Selic poderão ocorrer em menor magnitude, mas evitou antecipar decisões para os próximos meses.</p>
<h3><strong>Próximos Passos e Reflexos no Mercado</strong></h3>
<p>A proposta de Alckmin levanta um debate sobre a metodologia de cálculo da taxa de juros no Brasil. Caso a ideia avance, a política monetária poderá passar por ajustes que aliviem a pressão sobre o crédito e incentivem a atividade econômica.</p>
<p>Enquanto isso, o mercado financeiro segue atento aos próximos movimentos do Banco Central, avaliando como a inflação e os juros elevados impactarão o consumo, os investimentos e a trajetória da economia brasileira nos próximos meses.</p>
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		<title>Copom decide nesta quarta corte dos juros básicos da economia</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/copom-decide-nesta-quarta-corte-dos-juros-basicos-da-economia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2023 14:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
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					<description><![CDATA[O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (1º) o tamanho do corte na taxa básica de juros, a Selic. Mesmo com a recente alta do dólar e com os juros altos nos Estados Unidos, o órgão deve reduzir a Selic, atualmente em 12,75% ao ano, para 12,25% ao ano. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (1º) o tamanho do corte na taxa básica de juros, a Selic. Mesmo com a recente alta do dólar e com os juros altos nos Estados Unidos, o órgão deve reduzir a Selic, atualmente em 12,75% ao ano, para 12,25% ao ano. Esse será o terceiro corte desde agosto, quando a autoridade monetária interrompeu o ciclo de aperto monetário.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Nos comunicados das últimas reuniões, o Copom tinha informado que os diretores do BC e o presidente do órgão, Roberto Campos Neto, tinham previsto, por unanimidade, cortes de 0,5 ponto percentual nos próximos encontros.</p>
<p>Segundo a edição mais recente do <em>boletim Focus</em>, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve realmente cair 0,5 ponto percentual, embora algumas instituições projetem corte de 0,25 ponto. A expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerre o ano em 11,75% ao ano. Nesta quarta-feira, ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>Na ata da última reunião, em setembro, o Copom mostrou preocupação com a incerteza no mercado financeiro. O colegiado também apontou riscos de um eventual repique, perto do fim do ano, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial.</p>
<p>O Copom avaliou que parte da incerteza observada nos mercados, com reflexo nas expectativas de inflação, está em torno da capacidade do governo de executar as medidas de receita e despesas compatíveis com o arcabouço fiscal. No mercado internacional, a perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos e a guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas dificultam a tarefa do BC de baixar os juros em 0,5 ponto.</p>
<p>Para o BC, a redução das expectativas da inflação virá por meio de “uma atuação firme, em consonância com o objetivo de fortalecer a credibilidade e a reputação tanto das instituições quanto dos arcabouços econômicos”. Com a forte desaceleração dos índices de preços nos últimos meses, as expectativas de inflação têm caído.</p>
<p>Segundo o último <em>boletim Focus</em>, a estimativa de inflação para 2023 passou de 4,65% para 4,63%. Isso representa inflação dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de até 4,75% para este ano.</p>
<p>Em setembro, puxado pela gasolina, o IPCA ficou em 0,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a pressão dos combustíveis, o indicador ficou dentro das expectativas do<em> boletim Focus</em>. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 3,5% no ano e de 5,19% nos últimos 12 meses.</p>
<h2>Taxa Selic</h2>
<p>A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.</p>
<p>Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.</p>
<p>Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.</p>
<p>O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.</p>
<h2>Meta</h2>
<p>Para 2023, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior é 4,75%. Para 2024 e 2025, as metas são de 3% para os dois anos, com o mesmo intervalo de tolerância. A meta para 2026 será definida neste mês.</p>
<p>No último <em>Relatório de Inflação</em>, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2023 em 5%, o que indica a possibilidade de leve estouro da meta de inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de dezembro.</p>
</div>
</div>
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		<title>Inflação negativa aumenta pressão por queda de juros</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/inflacao-negativa-aumenta-pressao-por-queda-de-juros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 16:27:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A queda no índice oficial de inflação em junho, anunciada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é vista como um elemento de pressão para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciar um ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, a partir de agosto. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>A queda no índice oficial de inflação em junho, anunciada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é vista como um elemento de pressão para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciar um ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, a partir de agosto.</p>
<p>O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em -0,08% no mês passado. Foi o menor índice para um mês de junho desde 2017. Os grupos alimentação e bebidas e transportes foram os que mais ajudaram a puxar os preços para baixo no mês passado.</p>
<blockquote><p>“A inflação está em uma trajetória decrescente desde fevereiro, e o acumulado em 12 meses está em 3,16%, bem no centro da meta de inflação. Como a taxa Selic é para se atingir esta meta, a cobrança pela redução deve ganhar força”, diz o professor Jorge Claudio Cavalcante, do Departamento de Análise Econômica da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).</p></blockquote>
<p>O economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), considera o resultado do IPCA uma “grata surpresa”. “Esperava até uma estabilidade, uma ligeira queda, e veio um recuo um pouco mais forte que o esperado”, avalia.</p>
<p>Para André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), há três fatores principais que fazem pressão sobre a autoridade monetária. Um deles é o índice de difusão, que mede o percentual de produtos e serviços que registraram aumento de preços. Esse índice tem apresentado queda. “Em junho caiu para 50%. Esse número dois ou três meses atrás estava em torno de 60%, então, isso mostra que menos produtos e serviços subiram de preço, isso é um bom indicativo”, destaca.</p>
<p>Outro fator, segundo Braz, é o chamado núcleo da inflação. <em>“O núcleo tem a tarefa de medir a verdadeira tendência da inflação e, apesar de estar muito distante da meta, está mostrando desacelerações, isso também antecipa que a inflação está realmente em um processo de redução”</em>, analisa.</p>
<p>O economista destaca ainda o comportamento dos preços dos alimentos. “Isso é bom porque mostra que, onde a população mais carente sente mais a inflação, o IPCA também está perdendo fôlego. Esse processo de desinflação que começa nos alimentos favorece a condição da própria política monetária [controle dos juros]. Eu diria que a gente tem os elementos para um primeiro corte na taxa básica de juros na reunião [do Copom] de agosto”, aponta Braz.</p>
<p>O economista e professor do Ibmec Gilberto Braga acredita em um consenso por redução dos juros, mas aponta um sinal de alerta que pode diminuir o tamanho do corte.</p>
<blockquote><p>“Houve um aumento no preço dos serviços, que é um setor extremamente relevante dentro da composição da inflação. É o único ponto negativo que se pode verificar nesse IPCA de junho. Isso afasta a possibilidade, no meu ver, de uma redução maior que 0,25 ponto percentual”, avalia.</p></blockquote>
<h2>Bolso do consumidor</h2>
<p>Apesar de o grupo alimentação e bebidas ter sido o de maior impacto no recuo dos preços em junho, o professor Jorge Claudio Cavalcante, da Uerj, explica que não necessariamente a população possa já ter sentido esse alívio no bolso. “Devemos esperar uma queda mais pronunciada até que as pessoas comecem a sentir um alívio”, prevê.</p>
<p>Destacando que o IPCA de junho apontou uma queda de 8,96% no preço do óleo de soja, o economista Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), aponta que o consumidor ganha poder de compra. “É uma queda bastante substancial e, certamente, vai refletir no poder de compra porque o consumidor que economiza com óleo de soja vai gastar esse dinheiro que sobra em outras coisas.”</p>
<p>&#8220;A percepção geral, quando você compara numa perspectiva de mais longo prazo, é de que os alimentos ainda estão caros, o que, de fato, se comprova porque eles foram os vilões da inflação desde a pandemia. Quem faz compra de maneira frequente percebe que alguns itens ficaram mais baratos. Mas aquelas pessoas que não vão com habitualidade aos mercados e que têm memória de preços ainda têm uma noção de que está tudo muito caro&#8221;, aponta Gilberto Braga.</p>
<h2>Copom</h2>
<p>O professor Marco Antônio Rocha, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas), relativiza a pressão que a inflação negativa de junho pode fazer no Copom.</p>
<blockquote><p>&#8220;A deflação está muito concentrada em itens do IPCA que respondem pouco à política monetária [taxa de juros]. Alimentos têm preço formado em mercado, e transportes são preços administrados, então, no fundo, a política monetária teve pouca relação com essa deflação”, avalia.</p></blockquote>
<p>O Copom faz reuniões a cada 45 dias, em que decide a taxa básica de juros. Atualmente, a Selic está em 13,75%, sob a justificativa de que é preciso combater a inflação. Ao fim da reunião mais recente, 21 de junho, o Copom emitiu um comunicado para explicar a decisão: “O comitê avalia que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária e relembra que os passos futuros da política monetária dependerão da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, ressalta a nota.</p>
<p>O juro alto é uma forma de controlar a inflação, pois desestimula o consumo e deixa o crédito mais caro. Porém, é mais recessivo, afetando o crescimento da economia e a geração de empregos. Por isso, governo, empresários e centrais sindicais têm pressionado pela queda da Selic.</p>
<p>A próxima reunião do Copom será nos dias 1º e 2 de agosto. Ricardo Caldas, da UnB, lembra que, além do cenário de deflação recente, uma mudança na formação do comitê aumenta a pressão pela queda da Selic. O Senado aprovou, no começo do mês, os nomes de dois novos diretores indicados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A diretoria agora já não é mais formada apenas por indicações do governo passado. Com isso, a tese da redução da taxa de juros também ganha força dentro do Banco Central”, explica.</p>
<p>O economista Fabio Bentes, da CNC, ressalta o país registra a a menor inflação acumulada em 12 meses, desde setembro de 2020, no auge da pandemia. &#8220;Portanto, isso abre espaço para alguma inflexão da política monetária do país”, diz. Para ele, o fato de os preços dos alimentos estarem com uma tendência de queda faz com que uma mudança de postura do Banco Central não se limite a apenas um corte na taxa Selic, mas sim várias reduções.</p>
<p>“[A tendência de queda no preço dos alimentos] é ótima porque tende a fazer com que a inflação ao longo deste ano continue a migrar para o centro da meta, isso deve fazer com que o BC comece a implementar uma sequência de corte nos juros. Claro que o BC não olha para inflação de junho, não olha mais para a inflação de 2023, olha para inflação de 2024. E a expectativa o IPCA de 2024 já está dentro do intervalo da meta de inflação”, ressalta.</p>
<p>A meta para a inflação deste ano é de 3,25%, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Já para 2024 e 2025, o alvo do governo é um IPCA em 3%, com o mesmo intervalo de variação.</p>
<h2>Próximos meses</h2>
<p>Apesar de enxergarem espaço para o Copom cortar a taxa de juros, os economistas não acreditam, necessariamente, que haja outros resultados abaixo de zero ao longo de 2023. “Não acho que devemos ver novas deflações, a título de exemplo, sem a redução do preço dos automóveis novos, o IPCA teria uma alta na faixa de 0,05%”, estima Cavalcante, da Uerj.</p>
<p>“O processo de desaceleração dos preços a gente já vê desde janeiro. Isso deve continuar nos próximos meses. Essa queda deve continuar não necessariamente gerando deflação, mas tudo indica que vamos ter um índice de preço em 2023 menor que o de 2022 [5,79%], e o mercado já está apostando para 2023 numa inflação abaixo, ou seja, dentro da meta”, explica Caldas, da UnB.</p>
<p>O economista André Braz, do Ibre/FGV, estima que a gasolina deve ficar mais cara em julho, por causa da volta de tributos federais. Mas sem efeitos tão negativos para a inflação geral.</p>
<blockquote><p>“A gente está vendo uma descompressão da inflação mais generalizada, principalmente entre os alimentos. A alimentação mais barata beneficia as famílias, principalmente as mais pobres, que comprometem mais da renda para a compra de alimentos. Isso mostra que o processo inflacionário vai ser menos cruel com as famílias que têm menos de defesa”, diz.</p></blockquote>
<p>Gilberto Braga, do Ibmec, ressalta que o comportamento de preços controlados, como plano de saúde e tarifas de transportes público, luz e água, ainda manterão um comportamento de continuidade na inflação. “A gente tem aniversários de vários contratos importantes, reajuste de tarifas de transporte público em algumas capitais, e, quando você olha a inflação em 12 meses, você puxa a memória para esse reajuste. Essa é uma das razões pelas quais você não derruba a inflação de maneira absurdamente abrupta de uma hora para outra”, explica.</p>
<p>O professor Marco Antônio Rocha, da Unicamp, também acredita que o IPCA vai terminar o ano dentro do teto da meta do BC. Mas ressalta que o Brasil está exposto também a riscos que não dependem da política monetária brasileira. “Pode haver outras pressões que vão surgindo pelo meio do caminho, por exemplo, as questões climáticas tornam muito incerta a situação do preço dos alimentos. Tem turbulências internacionais na zona de conflito na Ucrânia, que podem afetar o mercado internacional, e tem ainda todo o comportamento da economia norte-americana, que parece que está ganhando fôlego”, enumera.</p>
<p>O comportamento controlado do IPCA e um esperado corte na Selic são, de acordo com Fabio Bentes, da CNC, um propulsor para o crescimento da economia. “A gente não tem grandes pressões de preço no horizonte que permitam um excesso de cautela por parte da autoridade monetária. Devemos fechar o ano com uma taxa Selic em torno de 12%, que é muito alta ainda, mas a tendência é o início de um processo de flexibilização e, lá no final de 2024, quem sabe, uma Selic perto de 9%. Estaremos diante, possivelmente, de um novo ciclo de expansão econômica.&#8221;</p>
</div>
</div>
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		<title>Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-1375-ao-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 12:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A queda da inflação fez o Banco Central (BC) interromper o ciclo de alta dos juros após um ano e meio de reajustes seguidos. Por 7 votos a 2, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros. O presidente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A queda da inflação fez o Banco Central (BC) interromper o ciclo de alta dos juros após um ano e meio de reajustes seguidos. Por 7 votos a 2, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e os diretores Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza votaram pela manutenção da taxa. Os diretores Fernanda Magalhães Rumenos Guardado e Renato Dias de Brito Gomes votaram pela elevação em 0,25 ponto.</p>
<p>Em comunicado, o Copom informou que continuará a monitorar a economia e poderá voltar a subir a taxa Selic caso a inflação não caia como esperado. &#8220;O comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado&#8221;, destacou o texto.</p>
<p>A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.</p>
<p>De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro do ano passado até fevereiro deste ano. O Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.</p>
<p>Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.</p>
<h2>Inflação</h2>
<p>A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o indicador fechou em 8,73% no acumulado de 12 meses, após ter se . Esse foi o segundo mês seguido de inflação negativa, por causa da queda do preço da energia e da gasolina.</p>
<p>Apesar da desaceleração recente, o valor está acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.</p>
<p>No <em>Relatório de Inflação</em> divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2022 em 8,8% no cenário base. A projeção, no entanto, está desatualizada e deverá ser revista para baixo por causa das desonerações sobre a gasolina e o gás de cozinha. A nova versão do relatório será divulgada no fim de setembro.</p>
<p>As previsões do mercado estão mais otimistas. De acordo com o boletim <em>Focus</em>, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 6%. No início de junho, as estimativas do mercado chegavam a 9%.</p>
<h2>Crédito mais caro</h2>
<p>A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último <em>Relatório de Inflação</em>, o Banco Central projetava crescimento de 1,7% para a economia em 2022.</p>
<p>O mercado projeta crescimento um pouco maior. Segundo a última edição do boletim <em>Focus</em>, os analistas econômicos preveem expansão de 2,65% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.</p>
<p>A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>
<p>Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Copom inicia reunião para discutir taxa básica de juros</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/copom-inicia-reuniao-para-discutir-taxa-basica-de-juros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 May 2022 14:16:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Reunião]]></category>
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					<description><![CDATA[O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começou hoje (3) mais uma reunião em que definirá o patamar para a Selic. A nova taxa básica de juros deve ser divulgada amanhã (4). Na ata do encontro anterior, o BC sinalizou que deve voltar a aumentar, pela 11a vez consecutiva, a Selic. O atual ciclo de alta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) começou <span id="OBJ_PREFIX_DWT640_com_zimbra_date"><span id="OBJ_PREFIX_DWT644_com_zimbra_date"><span id="OBJ_PREFIX_DWT2486_com_zimbra_date" role="link">hoje</span></span></span> (3) mais uma reunião em que definirá o patamar para a Selic. A nova taxa básica de juros deve ser divulgada amanhã (4).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Na ata do encontro anterior, o BC sinalizou que deve voltar a aumentar, pela 11<sup>a</sup> vez consecutiva, a Selic. O atual ciclo de alta teve início em março de 2021. A taxa atual é de 11,75% ao ano e deve subir 1 ponto percentual, nesta reunião, segundo previsão do mercado financeiro.</p>
<p>No último boletim<em> Focus</em>, em que o BC mede a expectativa do mercado financeiro, a projeção é de que  a taxa básica encerre 2022 em 13,25% ao ano.</p>
<p>As estimativas do mercado para a inflação, entretanto, vêm crescendo há pelo menos 16 semanas.</p>
<p>No mês passado, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou que o <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-04/banco-central-futuro-dos-juros-dependera-de-guerra-e-outros-choques" target="_blank" rel="noopener">futuro das taxas de juros</a> no Brasil dependerá da extensão dos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e de outros eventuais choques sobre a inflação.</p>
<p>A expectativa de alta acompanha o aumento nos preços. Em março, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-04/inflacao-oficial-sobe-para-162-em-marco" target="_blank" rel="noopener">inflação oficial</a>, foi de 1,62%, maior taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994.  Em 12 meses, o acumulado chegou a 11,30%, quase o dobro do teto da meta do Banco Central, que é de encerrar o ano com inflação de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. ( https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-04/inflacao-oficial-sobe-para-162-em-marco )</p>
<p>A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) serve como parâmetro de quanto o governo paga para tomar dinheiro emprestado por meio da emissão de títulos públicos.</p>
<p>A política monetária tem também efeito sobre o câmbio. Em tese, altas na taxa Selic tendem a atrair o investimento externo em títulos públicos brasileiros, cuja rentabilidade aumenta, o que acaba pressionando o dólar para baixo diante do real.</p>
<p>Eventos em outros países, contudo, têm o poder de mitigar esse efeito. Nesta <span id="OBJ_PREFIX_DWT642_com_zimbra_date"><span id="OBJ_PREFIX_DWT646_com_zimbra_date"><span id="OBJ_PREFIX_DWT2488_com_zimbra_date" role="link">ter</span></span></span>ça-feira (3), por exemplo, o Federal Reserve Bank (FED), o banco central dos Estados Unidos, também começa a discutir os juros para os títulos norte-americanos. Uma esperada nova alta por lá tem o potencial de atrair fluxo de capital que iria para outros países.</p>
</div>
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		<title>Copom: taxa básica de juros deve aumentar novamente na próxima reunião</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/copom-taxa-basica-de-juros-deve-aumentar-novamente-na-proxima-reuniao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2022 14:58:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ata]]></category>
		<category><![CDATA[Cenário Econômico]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa Básica de Juros]]></category>
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					<description><![CDATA[O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central disse que o conflito entre Rússia e Ucrânia e o choque de oferta de preços de commodities (produtos primários, com cotação internacional) levam ao aumento da incerteza em torno do cenário econômico mundial, com &#8220;potencial de exacerbar as pressões inflacionárias&#8221;. O comitê indicou, em ata da reunião realizada na semana passada e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central disse que o conflito entre Rússia e Ucrânia e o choque de oferta de preços de <em>commodities </em>(produtos primários, com cotação internacional) levam ao aumento da incerteza em torno do cenário econômico mundial, com &#8220;potencial de exacerbar as pressões inflacionárias&#8221;. O comitê indicou, em <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-03/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1175-ao-ano">ata da reunião</a> realizada na semana passada e divulgada hoje (22), que deve aumentar novamente a taxa básica de juros, a Selic, em um ponto percentual no próximo encontro, no início de maio.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Na última quarta-feira (16), o Copom decidiu, por unanimidade, elevar em 1 ponto percentual a Selic, que agora está em 11,75% ao ano. Na avaliação do comitê, o conflito entre Rússia e Ucrânia resultou em &#8220;novo impulso” nas cadeias de produção globais, com as sanções impostas à Rússia, podendo levar a &#8220;pressões inflacionárias mais prolongadas&#8221; na produção de bens.</p>
<p>&#8220;A reorganização das cadeias de globais, com a criação de redundâncias na produção, no suprimento de insumos e mudança no tratamento dos estoques de bens (no sentido de se deter maiores estoques), ganhou novo impulso com o conflito na Europa e as sanções aplicadas à Rússia&#8221;, diz a ata.</p>
<p>O comitê disse ainda que a inflação ao consumidor segue elevada, &#8220;com alta disseminada entre vários componentes, e mais persistente que o antecipado&#8221;. Ressaltou que as diferentes medidas  mostram que a inflação deve permanecer &#8220;acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta&#8221;, que é de 3,5%,  com variação de 1,5 ponto percentual.</p>
<p>&#8220;A alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou ainda mais. As leituras recentes vieram acima do esperado, e a surpresa ocorreu tanto nos componentes mais voláteis quanto nos mais associados à inflação subjacente&#8221;, diz o Copom.</p>
<p>Na visão do comitê, o cenário “recomenda que a política monetária reaja aos impactos secundários desse tipo de choque”. Com isso, o Copom também passou a trabalhar com cenário alternativo, no qual o barril de petróleo passe a custar US$ 121 no fim de 2023, valor bem acima das projeções de mercado.</p>
<p>&#8220;O comitê observou que o atual ambiente de incerteza e volatilidade elevadas demanda serenidade para a avaliação dos impactos de longo prazo do atual choque e, portanto, optou por comparar essa hipótese com os preços de contratos futuros de petróleo, negociados em bolsas internacionais, e com projeções de agências do setor&#8221;.</p>
<p>Com base nesse cenário, o Copom informou que optou por trajetória de juros mais tempestiva e que essa preferência expressa cautela em relação às probabilidades atribuídas aos cenários levantados, a mensuração dos efeitos de segunda ordem, bem como seu comprometimento com a convergência da inflação e das expectativas para as metas de inflação no horizonte relevante.</p>
<p>O comitê reconheceu, entretanto, que o cenário é &#8220;desafiador para a convergência da inflação às suas metas&#8221; e disse que estará pronto para ajustar o tamanho do ciclo de aperto monetário, caso o cenário evolua desfavoravelmente.</p>
<p>&#8220;Com base nesses resultados, os membros do Copom debateram a estratégia mais apropriada. Concluiu-se que um novo ajuste de 1 ponto percentual, seguido de ajuste adicional de mesma magnitude, é a estratégia mais adequada para atingir aperto monetário suficiente e garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, assim como a ancoragem das expectativas de prazos mais longos&#8221;, diz a ata.</p>
</div>
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