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	<title>Tabagismo &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Tabagismo &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>OMS alerta para uso crescente de cigarros eletrônicos entre adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 20:35:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[cigarro eletrônico]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta segunda-feira (6) um alerta sobre o aumento do consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes. Segundo novo relatório, pelo menos 15 milhões de jovens entre 13 e 15 anos já utilizam esses dispositivos em todo o mundo. O levantamento aponta ainda que os adolescentes têm nove vezes mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta segunda-feira (6) um alerta sobre o aumento do consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes. Segundo novo relatório, pelo menos 15 milhões de jovens entre 13 e 15 anos já utilizam esses dispositivos em todo o mundo.</p>
<p>O levantamento aponta ainda que os adolescentes têm nove vezes mais risco de iniciar o hábito em comparação aos adultos.</p>
<p>“O uso de cigarros eletrônicos está alimentando uma nova onda de dependência da nicotina”, afirmou Etienne Krug, diretor do Departamento de Controle de Doenças Crônicas da OMS, durante a apresentação do relatório em Genebra, na Suíça. Ele destacou que, apesar de serem promovidos como alternativa ao cigarro tradicional, os dispositivos “estão viciando os jovens mais cedo e ameaçando décadas de progresso”.</p>
<h3>Panorama global</h3>
<p>O Relatório Global sobre Tendências da Prevalência do Tabaco 2000-2024 e Projeções 2025-2030, baseado em mais de dois mil inquéritos em 97% da população mundial, estima que já existam mais de 100 milhões de usuários de cigarros eletrônicos – 86 milhões de adultos e 15 milhões de adolescentes, concentrados sobretudo em países de renda mais alta.</p>
<p>Apesar do crescimento do uso desses dispositivos, a OMS ressalta uma queda no consumo do tabaco convencional: de 1,38 bilhão de fumantes no início do século para 1,24 bilhão em 2024, uma redução de 19,5%. A projeção é de que até 2030 o índice global chegue a 17,4% da população.</p>
<h3>Diferenças de gênero e idade</h3>
<p>Entre as mulheres, a queda foi expressiva: de 16,5% em 2000 para 6,6% em 2024. Já entre os homens, a redução foi de 49,8% para 32,5%.</p>
<p>Por faixa etária, os adultos entre 45 e 54 anos ainda concentram maior prevalência de fumantes (25%), embora o índice já tenha sido de 42,1%. Entre jovens de 15 a 24 anos, a queda foi de 20,3% para 12,1%.</p>
<p>Regionalmente, a Europa lidera o consumo com 24,1% de fumantes, seguida das Américas (14%) e da África (9,5%). A região também registra as taxas mais altas de uso entre adolescentes de 13 a 15 anos, com média de 11,6%, sem diferença significativa entre meninos e meninas.</p>
<p>Na <strong>América Latina</strong>, Chile (26,7%) e Argentina (23,5%) têm os índices mais elevados, enquanto Paraguai (6,4%) e Panamá (4,8%) figuram entre os mais baixos.</p>
<h3>Apelo da OMS</h3>
<p>“Quase 20% dos adultos ainda usam produtos de tabaco e nicotina. Não podemos baixar a guarda agora”, alertou Jeremy Farrar, diretor-geral adjunto da OMS para promoção da saúde.</p>
<p>O organismo pede que governos atuem de forma “rápida e enérgica” para conter a expansão dos produtos eletrônicos de nicotina, reforcem políticas de prevenção e ampliem as restrições à publicidade e à venda a menores de idade.</p>
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		<title>Tabagismo responde por 80% das mortes por câncer de pulmão no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/tabagismo-responde-por-80-das-mortes-por-cancer-de-pulmao-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2024 16:04:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de pulmão]]></category>
		<category><![CDATA[Cigarros]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação do Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tabagismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Estudo feito por pesquisadores da Fundação do Câncer aponta que o tabagismo responde por 80% das mortes por câncer de pulmão em homens e mulheres no Brasil. O trabalho foi apresentado nesta quinta-feira (16) pela fundação no 48º encontro do Group for Cancer Epidemiology and Registration in Latin Language Countries Annual Meeting (GRELL 2024, na [&#8230;]]]></description>
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<p>Estudo feito por pesquisadores da Fundação do Câncer aponta que o tabagismo responde por 80% das mortes por câncer de pulmão em homens e mulheres no Brasil. O trabalho foi apresentado nesta quinta-feira (16) pela fundação no 48º encontro do Group for Cancer Epidemiology and Registration in Latin Language Countries Annual Meeting (GRELL 2024, na sigla em inglês), na Suíça.</p>
<p>Em entrevista, o epidemiologista Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer, o estudo visa a apresentar para a sociedade dados que possibilitem ações de prevenção da doença. “O câncer de pulmão tem uma relação direta com o hábito do tabagismo. A gente pode dizer que, tecnicamente, é o responsável hoje pela grande maioria dos cânceres que a gente tem no mundo, e no Brasil, em particular.”</p>
<h2>Cigarro eletrônico</h2>
<p>Alfredo Scaff acredita que o cigarro eletrônico poderá contribuir para aumentar ainda mais o percentual de óbitos do câncer de pulmão provocados pelo tabagismo. “O cigarro eletrônico é uma forma de introduzir a juventude no hábito de fumar.” O epidemiologista lembrou que a nicotina é, dentre as drogas lícitas, a mais viciante. O consultor da Fundação do Câncer destacou que a ideia de usar cigarro eletrônico para parar de fumar é muito controvertida porque, na maioria dos casos, acaba levando ao vício de fumar. “E vai levar, sem dúvida, ao desenvolvimento de cânceres e de outras doenças que a gente nem tinha.”</p>
<p>O cigarro eletrônico causa uma doença pulmonar grave e aguda, denominada Evali, que pode levar a óbito, além de ter outro problema adicional: a bateria desse cigarro explode e tem causado queimaduras graves em muitos fumantes. “Ele é um produto que veio para piorar toda a situação que a gente tem em relação ao tabagismo.”</p>
<h2>Gastos</h2>
<p>O estudo indica que o câncer de pulmão representa gastos de cerca de R$ 9 bilhões por ano, que envolvem custos diretos com tratamento, perda de produtividade e cuidados com os pacientes. Já a indústria do tabaco cobre apenas 10% dos custos totais com todas as doenças relacionadas ao câncer de pulmão no Brasil, da ordem de R$ 125 bilhões anuais.</p>
<p>“O tabagismo não causa só o câncer de pulmão, mas leva à destruição dos dentes, lesões de orofaringe, enfisema [doença pulmonar obstrutiva crônica], hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral [AVC] ou derrame. Ele causa uma quantidade enorme de outras doenças que elevam esses valores significativos de gastos do setor público diretamente, tratando as pessoas, e indiretos, como perda de produtividade, de previdência, com aposentadorias precoces por conta disso, e assim por diante”, afirmou Alfredo Scaff.</p>
<p>Para este ano, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima o surgimento no Brasil de 14 mil casos em mulheres e 18 mil em homens. Dados mundiais da International Agency for Research on Cancer (IARC), analisados por pesquisadores da Fundação do Câncer, apontam que, se o padrão de comportamento do tabagismo se mantiver, haverá aumento de mais de 65% na incidência da doença e 74% na mortalidade por câncer de pulmão até 2040, em comparação com 2022.</p>
<p>O trabalho revela também que muitos pacientes, quando procuram tratamento, já apresentam estágio avançado da doença. Isso ocorre tanto na população masculina (63,1%), como na feminina (63,9%). Esse padrão se repete em todas as regiões brasileiras.</p>
<h2>Sul</h2>
<p>O estudo constatou que na Região Sul o hábito de fumar é muito intenso. O Sul brasileiro apresenta maior incidência para o câncer de pulmão, tanto em homens (24,14 casos novos a cada 100 mil) quanto em mulheres (15,54 casos novos a cada 100 mil), superando a média nacional de 12,73 casos entre homens e 9,26 entre mulheres. “Você tem, culturalmente, um relacionamento forte com o tabagismo no Sul do país, o que eleva o consumo do tabaco na região levando aí, consequentemente, a mais doenças causadas pelo tabagismo e mais câncer de pulmão”, observou Scaff.</p>
<p>Apenas as regiões Norte (10,72) e Nordeste (11,26) ficam abaixo da média brasileira no caso dos homens. Já em mulheres, as regiões Norte, Nordeste e Sudeste ficam abaixo da média brasileira com 8,27 casos em cada 100 mil pessoas; 8,46; e 8,92, respectivamente.</p>
<p>O Sul também é a região do país com maior índice de mortalidade entre homens nas três faixas etárias observadas pelo estudo: 0,36 óbito em cada 100 mil habitantes até 39 anos; 16,03, na faixa de 40 a 59 anos; e 132,26, considerando maiores de 60 anos. Entre as mulheres, a Região Sul desponta nas faixas de 40 a 59 anos (13,82 óbitos em cada 100 mil) e acima dos 60 anos (81,98 em cada 100 mil) e fica abaixo da média nacional (0,28) entre mulheres com menos de 39 anos: 0,26 a cada 100 mil, mesmo índice detectado no Centro-Oeste, revela o estudo.</p>
<p>Em ternos de escolaridade, o trabalho revelou que, independentemente da região, a maioria dos pacientes com câncer de pulmão tinha nível fundamental (77% para homens e 74% para mulheres). A faixa etária de 40 a 59 anos de idade concentra o maior percentual de pacientes com câncer de pulmão: 74% no caso dos homens e 65% entre as mulheres.</p>
<p>Embora as mulheres apresentem taxas mais baixas de incidência e de mortalidade do que os homens, a expectativa é que mulheres com 55 anos ou menos experimentem diminuição na mortalidade por câncer de pulmão somente a partir de 2026. Já para aquelas mulheres com idade igual ou superior a 75 anos, a taxa de mortalidade deve continuar aumentando até o período 2036-2040.</p>
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		<title>Desigualdade socioeconômica refletida nas mortes por câncer no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/desigualdade-socioeconomica-refletida-nas-mortes-por-cancer-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2023 15:32:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção Primária à Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o estudo do Observatório de Atenção Primária da Umane, baseado no último levantamento do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, mais da metade das mortes por câncer no Brasil (55%) acontece entre pessoas de baixa escolaridade e renda. A Umane é uma organização sem fins lucrativos dedicada à articulação de iniciativas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo o estudo do Observatório de Atenção Primária da Umane, baseado no último levantamento do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, mais da metade das mortes por câncer no Brasil (55%) acontece entre pessoas de baixa escolaridade e renda. A Umane é uma organização sem fins lucrativos dedicada à articulação de iniciativas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde.</p>
<p>Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade apontam que, em 2020, entre as 229.300 pessoas que faleceram em decorrência de tumores (benignos ou malignos) no Brasil, 55% (126.555 pessoas) tinham até 7 anos de estudo. Aqueles com entre 8 e 11 anos de escolaridade representam 20% das mortes e 9,2% das vítimas tinham 12 anos ou mais de estudo. Esses dados destacam a relação entre a menor escolaridade e renda com o aumento da mortalidade por câncer.</p>
<p>Segundo dados, 52% das mortes por tumores (benignos ou malignos) ocorrem em homens e 48% em mulheres. Além disso, 59,2% das vítimas têm mais de 65 anos.</p>
<p>Rafaela Alves Pacheco, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e médica sanitarista e professora da Universidade Federal de Pernambuco, afirma que uma melhoria na qualidade de vida pode prevenir uma parte dessas mortes.</p>
<p>“Os cânceres são múltiplos, mas têm uma relação muito próxima com a qualidade de vida, a organização das cidades, a preservação dos biomas, a alimentação, as condições emocionais, de trabalho e de acesso aos direitos humanos, assim como com a educação, o transporte, a qualidade de vida e os acessos à saúde. Todas essas perspectivas vão nos aproximar ou distanciar de um cuidado efetivo em relação aos cânceres de um modo geral”, diz Rafaela.</p>
<p>A especialista acredita que o fortalecimento da atenção primária à saúde e da medicina de família e comunidade podem melhorar a situação. “É preciso garantir o cuidado integral em saúde, a prevenção, a promoção e o acesso [a tratamentos] em qualquer situação do câncer. Então, é garantir o fortalecimento dos sistemas de saúde”, recomenda.</p>
<p>A médica destaca que o câncer não seleciona pessoas com base na classe social, mas as populações de baixa renda sofrem mais com as suas consequências.“Em relação ao câncer, todas as classes sociais são atingidas, mas existem os rincões de pobreza e miséria. Então, é bastante diferente para quem é mais pobre e não tem acesso e, por conseguinte, acabam tendo maior incidência de cânceres, de um modo geral.”</p>
<p>A opinião da especialista é que a solução para esse problema é a implementação de ações de equidade em saúde. “Precisa dar mais para quem precisa mais. Se temos populações que são mais vulneráveis aos cânceres, estas precisarão ter aporte de recursos e de providências sanitárias e sociais diferenciados. Nesse sentido, fortalecer o sistema universal de saúde é fortalecer a atenção primária, com as equipes de estratégia de saúde da família que estão mais próximas de onde as pessoas moram e trabalham.”</p>
<h2>Promoção à saúde</h2>
<p>De acordo com a sanitarista, é necessário assegurar que essa população tenha uma maior oferta de promoção à saúde e fácil acesso aos serviços de atenção primária em saúde. “Na perspectiva da prevenção de saúde, precisamos ter protocolos estruturados, linhas de cuidado que farão a detecção precoce, o rastreamento baseado em evidências e protocolos clínicos, quando realmente são necessários e podem diminuir tanto a morbidade quanto a mortalidade, inclusive garantindo cuidados paliativos, garantindo que o paciente consiga ter uma sobrevida e uma qualidade de vida diante do que é possível.”</p>
<p>Rafaela ressalta que nem todas essas questões são responsabilidade da atenção primária à saúde. “Estão em outros níveis de atenção, mas podem e devem estar de forma conectada com a atenção primária à saúde, com o melhor para cada uma dessas situações.”</p>
<p>De acordo com a médica, existem políticas públicas para melhorar o acesso da população de baixa escolaridade à informação, mas a complexidade desses problemas requer ações intersetoriais.“O problema é sanitário, mas também é ambiental e social. Então nós vamos precisar de muitas mãos, e de muitos setores da sociedade civil organizada e das políticas públicas que estejam atuando conjuntamente”.</p>
<p>A médica aponta uma série de fatores precisam ser considerados além dos cuidados em educação e saúde.“O próprio sistema educacional brasileiro pode e deve ajudar, sobretudo com as crianças, adolescentes e adultos jovens, garantindo esse conhecimento, esse automonitoramento, a melhora da própria escolaridade, o que vai fazer também com que o acesso à própria educação e à saúde aconteça de forma mais partilhada e impactante. A garantia da alimentação saudável, de atividade físicas, do combate ao tabagismo, da melhora dos índices ponderais, na perspectiva da obesidade”, exemplifica Rafaela.</p>
<p>Para Rafaela, a luta contra o câncer também envolve o controle da alimentação, incluindo a redução do uso de agrotóxicos e aditivos químicos, bem como a mitigação da poluição do ar, água e florestas. “Com o respeito aos nossos biomas, a garantia de políticas públicas indutoras de acesso à alimentação saudável, à comida de verdade, que não seja repleta de ultraprocessados, para que haja melhora metabólica e de bem-estar. Precisamos diminuir o sal na alimentação, de um modo geral. Não é só o saleiro da pessoa, precisa ter um regramento que garanta que as opções disponíveis sejam de fato compatíveis com a saúde de boa parte da população.”</p>
<p>A médica destaca que o elevado número de hipertensos e diabéticos no Brasil contribui para o surgimento de cânceres e outros problemas de saúde. “A alimentação melhorando, torna-se menos inflamatória e menos cancerígena”, destaca.</p>
<h2>Papel dos agentes</h2>
<p>Segundo o Dr. Gilberto Amorim, especialista em Oncologia D&#8217;Or no Rio de Janeiro, muitos dos elementos que contribuem para o risco de diversos tipos de câncer podem ser modificados ou minimizados. Para alcançar esse objetivo, ele destaca a importância do papel dos profissionais de saúde.</p>
<p>“A população com baixa escolaridade precisa conhecer mais esses fatores de risco e, aí, o alcance dos agentes de saúde é maior do que de qualquer outro profissional da área. Por exemplo, a obesidade é um fator de risco para vários tipos de doença. Por isso, é fundamental que o agente de saúde alerte aquela pessoa sobre os riscos para o diabetes e doenças vasculares e também para vários cânceres”, diz o oncologista.</p>
<p>O Dr. Gilberto Amorim, do Oncologia D&#8217;Or do Rio de Janeiro, destaca a importância do agente de saúde na prevenção do câncer. Ele afirma que muitos dos fatores de risco podem ser modificados ou reduzidos através do trabalho dos agentes de saúde. Eles possuem uma comunicação acessível para a população mais desfavorecida, com uma linguagem clara e compreensível, e possuem capacidade de atingir amplamente todo o Brasil. “Eles podem falar de muitas coisas e contribuir para reduzir o risco de determinados tipos de câncer.”</p>
<p>De acordo com o médico, a prevenção dos tipos mais comuns de câncer em adultos é geralmente baseada no controle dos principais fatores de risco, como o fumo, o consumo excessivo de álcool, uma alimentação inadequada e a obesidade.</p>
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