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	<title>Sífilis &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Sífilis &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Sífilis segue avançando no Brasil e preocupa autoridades de saúde</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/sifilis-segue-avancando-no-brasil-e-preocupa-autoridades-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Dec 2025 10:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[A sífilis mantém um ritmo acelerado de crescimento no Brasil, acompanhando uma tendência observada em outros países. Dados do Ministério da Saúde divulgados em outubro revelam que, entre 2005 e junho de 2025, foram registrados 810.246 casos da infecção em gestantes. A maior concentração está na Região Sudeste (45,7%), seguida pelo Nordeste (21,1%), Sul (14,4%), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sífilis mantém um ritmo acelerado de crescimento no Brasil, acompanhando uma tendência observada em outros países. Dados do Ministério da Saúde divulgados em outubro revelam que, entre 2005 e junho de 2025, foram registrados 810.246 casos da infecção em gestantes. A maior concentração está na Região Sudeste (45,7%), seguida pelo Nordeste (21,1%), Sul (14,4%), Norte (10,2%) e Centro-Oeste (8,6%).</p>
<p>Em 2024, a taxa nacional de detecção chegou a 35,4 casos por mil nascidos vivos, evidenciando o aumento da chamada transmissão vertical, quando a doença é passada da mãe para o bebê durante a gestação.</p>
<p>De acordo com a ginecologista Helaine Maria Besteti Pires Mayer Milanez, integrante da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o controle da sífilis congênita é um desafio enfrentado pelo país desde a década de 1980. Segundo ela, apesar de a infecção ser de diagnóstico simples e tratamento de baixo custo, os números seguem elevados, especialmente entre mulheres jovens em idade reprodutiva.</p>
<p>Para a médica, o Brasil ainda não conseguiu alcançar resultados expressivos na redução da sífilis, diferentemente do que ocorreu com o HIV. Um dos fatores que contribuem para esse cenário é o subdiagnóstico da doença, inclusive durante o pré-natal. O exame mais utilizado no país é o VDRL, que permite identificar a infecção e acompanhar a resposta ao tratamento. Já o teste treponêmico, embora mais específico, permanece positivo por toda a vida.</p>
<p>Na prática clínica, segundo Helaine, é comum que profissionais interpretem de forma equivocada exames em que o teste treponêmico é positivo e o não treponêmico negativo, considerando o resultado apenas como uma “cicatriz” de infecção passada. Esse erro leva à falta de tratamento, mantendo o ciclo de transmissão, inclusive para o feto.</p>
<p>Outro problema recorrente é a ausência ou inadequação do tratamento dos parceiros sexuais. Quando o parceiro não recebe a medicação correta, a gestante pode ser reinfectada, aumentando novamente o risco de transmissão para o bebê. A soma de falhas no diagnóstico, na interpretação dos exames e no tratamento contribui para o surgimento de casos de sífilis congênita.</p>
<p>A Febrasgo atua na capacitação de profissionais de saúde por meio de cursos, materiais técnicos e ações educativas voltadas à prevenção e ao tratamento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Além disso, Helaine participa do grupo do Ministério da Saúde responsável pelos protocolos de transmissão vertical de sífilis, HIV e hepatites virais, que estão disponíveis para consulta pública.</p>
<p>Segundo a especialista, a ocorrência de sífilis congênita é hoje um dos principais indicadores da qualidade da atenção pré-natal no país. Ela ressalta que não falta informação, mas sim a correta aplicação do conhecimento existente.</p>
<h3>Grupos mais afetados</h3>
<p>Atualmente, a maior incidência de sífilis e HIV no Brasil ocorre entre jovens de 15 a 25 anos e também entre pessoas da terceira idade. Entre os mais jovens, a redução do medo das ISTs e o abandono do uso de preservativos têm contribuído para o aumento das infecções. No caso do HIV, o fato de a doença ser hoje tratável como condição crônica levou parte da população a relaxar nas medidas de prevenção.</p>
<p>Entre os idosos, o aumento da vida sexual ativa, o uso de medicamentos para disfunção erétil e a ausência do risco de gravidez favorecem a diminuição do uso de métodos de barreira.</p>
<p>Um agravante é que mais de 80% das gestantes com sífilis não apresentam sintomas durante a gravidez. A forma latente da doença passa despercebida se os exames não forem corretamente avaliados, permitindo a transmissão para o bebê. Nos homens, a prevalência de casos assintomáticos também é elevada, o que dificulta a identificação e o controle da infecção.</p>
<p>A sífilis pode apresentar lesões iniciais que desaparecem espontaneamente, mesmo sem tratamento, dando a falsa impressão de cura. No entanto, a doença continua ativa e transmissível, especialmente na fase latente. Sem diagnóstico precoce, o risco de transmissão à parceira sexual permanece elevado.</p>
<h3>Períodos de maior risco</h3>
<p>Com a proximidade do Carnaval, a ginecologista alerta para o aumento do risco de contágio, já que o uso de preservativos costuma diminuir nesse período. Ela destaca que, embora exista a PrEP como método eficaz de prevenção contra o HIV, essa proteção não se estende a outras ISTs, como a sífilis.</p>
<p>Sem tratamento, a infecção pode evoluir para fases mais avançadas, com manifestações na pele, queda de cabelo e lesões genitais. Em gestantes com sífilis recente, a chance de infecção do feto pode chegar a 100%, o que torna o diagnóstico precoce e o tratamento imediato fundamentais para evitar desfechos graves.</p>
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		<title>Ministério da Saúde orienta farmácias sobre realização de testes para HIV, Sífilis e Hepatites</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ministerio-da-saude-orienta-farmacias-sobre-realizacao-de-testes-para-hiv-sifilis-e-hepatites/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Aug 2024 14:07:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ANVISA]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Hepatites]]></category>
		<category><![CDATA[HIV]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sífilis]]></category>
		<category><![CDATA[Testes Rápidos]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Saúde publicou uma nota técnica com orientações para farmácias autorizadas realizarem testes rápidos de diagnóstico para HIV, sífilis, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). De acordo com a nota, a medida está em consonância com a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permite a inclusão de farmácias [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde publicou uma nota técnica com orientações para farmácias autorizadas realizarem testes rápidos de diagnóstico para HIV, sífilis, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). De acordo com a nota, a medida está em consonância com a recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permite a inclusão de farmácias no grupo de estabelecimentos aptos a oferecer esse tipo de testagem.</p>
<p>Somente farmácias devidamente habilitadas poderão realizar os testes, e elas devem estar integradas à rede de diagnóstico, assistência à saúde e vigilância. O documento também ressalta a importância do papel do profissional responsável pela testagem em fornecer orientações sobre os resultados e acolher dúvidas dos usuários.</p>
<p><strong>Testagem em Crianças e Adolescentes</strong></p>
<p>A normativa da Anvisa especifica que, no caso de crianças de até 11 anos, tanto a testagem quanto a entrega dos resultados devem ser realizadas na presença dos pais ou responsáveis. Para adolescentes entre 12 e 18 anos, após avaliação das condições de discernimento, o teste pode ser realizado conforme a vontade do jovem, inclusive permitindo que ele receba os resultados sem a presença de responsáveis, caso seja constatado que está em condições adequadas para tal.</p>
<p>A expansão da testagem para farmácias, que antes era restrita a laboratórios, visa contribuir para os esforços de eliminação de infecções e doenças que representam problemas de saúde pública, com metas estabelecidas até 2030.</p>
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		<title>Casos de sífilis e de HIV/aids aumentam entre homens jovens</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/casos-de-sifilis-e-de-hiv-aids-aumentam-entre-homens-jovens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Dec 2023 13:41:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[campanha Dezembro Vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[HIV/Aids]]></category>
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		<category><![CDATA[Sífilis]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Brasileira de Urologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados do Ministério da Saúde indicam que o país vem registrando queda nos casos de HIV/aids, mas não entre homens de 15 a 29 anos. Nesta faixa, o índice tem aumentado, chegando, em 2021, a 53,3% dos infectados de 25 a 29 anos. Os números da pasta também registram crescimento dos casos de sífilis em homens, mulheres e gestantes. No [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Dados do Ministério da Saúde indicam que o país vem registrando queda nos casos de HIV/aids, mas não entre homens de 15 a 29 anos. Nesta faixa, o índice tem aumentado, chegando, em 2021, a 53,3% dos infectados de 25 a 29 anos. Os números da pasta também registram crescimento dos casos de sífilis em homens, mulheres e gestantes.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>No mês em que se realiza a campanha Dezembro Vermelho, iniciativa de conscientização para a importância da prevenção contra o vírus HIV/aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta que, se não tratadas, essas infecções podem causar lesões nos órgãos genitais, infertilidade, doenças neurológicas e cardiovasculares e até câncer como o de útero e de pênis.</p>
<p>Ao longo do mês de dezembro, a sociedade médica esclarece as principais dúvidas envolvendo as ISTs por meio de <em>live</em>, <em>posts</em> e vídeos em seu perfil nas redes sociais (@portaldaurologia).</p>
<h2>Vacinação</h2>
<p>Apesar de o SUS oferecer a vacinação contra o HPV para meninos e meninas de 9 a 14 anos, segundo o Ministério da Saúde, a cobertura da segunda dose está em 27,7% entre os meninos. Já entre as meninas, a cobertura é maior, atingindo 54,3%, mas ainda longe dos 95% recomendados.</p>
<p>Karin Jaeger Anzolch, diretora de Comunicação da SBU e uma das responsáveis pela campanha, disse que os urologistas têm percebido que o uso dos preservativos nas relações sexuais tem decaído muito nos últimos anos, enquanto a transmissão das ISTs segue em alta.</p>
<p>“Outra grande preocupação é que muitas dessas infecções estão se tornando resistentes aos tratamentos existentes, em várias partes do mundo. Por essas razões, decidimos que temos que voltar a falar mais sobre o assunto, alertar e instruir a população e os agentes de saúde, e este é o terceiro ano consecutivo que adotamos o Dezembro Vermelho, mês já tradicional de conscientização sobre a aids, como o mês dedicado à temática de todas as ISTs”, disse a médica, em nota.</p>
<h2>Sintomas</h2>
<p>As ISTs podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Entre as mais comuns estão herpes genital, sífilis, HPV, HIV/aids, cancro mole, hepatites B e C, gonorreia, clamídia, doença inflamatória pélvica, linfogranuloma venéreo e tricomoníase.</p>
<p>Algumas ISTs, em seu estágio inicial, são silenciosas, não apresentando sinais ou sintomas, ou os sintomas iniciais podem desaparecer espontaneamente, dando a falsa impressão de que a doença foi curada, o que pode atrasar o tratamento e agravar as complicações e as consequências, que podem ser infertilidade, câncer e até mesmo a morte.</p>
<p>Entre os sintomas mais comuns estão: feridas, corrimento, verrugas, dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas.</p>
<p>O uso do preservativo (masculino ou feminino) continua sendo a melhor forma de prevenção, além da vacinação contra ISTs como HPV e hepatite.</p>
<h2>Estatísticas de HIV/aids</h2>
<p>Dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2022 do Ministério da Saúde apontam que o número de infectados vem caindo, exceto entre os homens de 15 a 29 anos. De acordo ainda com o boletim, a quantidade de infectados pelo HIV em 2021 era maior entre os homens de 25 a 29 anos (53,3%). Nas mulheres, o maior índice foi registrado entre 40 e 44 anos (18,4%).</p>
<p>Somente em 2021, foram contabilizadas 28.967 infecções pelo vírus em pessoas com idade entre 15 e 39 anos, sendo 22.699 entre os homens e 6.268 entre as mulheres.</p>
<p>Na análise do número de casos em geral, a maior quantidade nos últimos anos vem sendo registrada entre o sexo masculino.</p>
<p>Segundo Karin Anzolch, na época que eclodiu a aids, e por vários anos depois, muitas pessoas se assustaram e de fato passaram a adotar e a exigir o uso do preservativo, bem como começaram a ter mais cuidado na escolha de parceiros. Entretanto, com o tempo, muitas pessoas se descuidaram e passaram a banalizar os riscos de contágio, o que não só as deixaram novamente expostas ao HIV, mas a todas as outras ISTs que são altamente prevalentes.</p>
<p>Outro ponto importante de salientar, de acordo com a médica, é que, embora as pessoas que vivem com HIV hoje em dia disponham de tratamentos eficazes que não somente prolongam, mas também oferecem uma boa qualidade de vida, não se pode esquecer que, para isso, elas precisam tomar regular e constantemente medicações e ter uma rotina bem rígida de cuidados, exames e controles médicos, já que ainda se trata de uma doença incurável.</p>
<p>“Agora imagine um jovem, iniciando a sua vida, contraindo uma doença dessas e já tendo que conviver com esse ônus, influenciando todo o seu presente e futuro. E é o que está ocorrendo, infelizmente, sobretudo entre o público jovem masculino, em que se verificou um aumento na incidência da doença. Isso é resultado de uma série de razões, mas sem dúvida a exposição durante a prática de sexo desprotegido, bem como o consumo de drogas injetáveis, estão entre os principais fatores”, afirmou a médica.</p>
<p>Desde o início da epidemia de aids (1980) até 2021, foram notificados no Brasil 371.744 óbitos devido à doença. A maior proporção desses óbitos ocorreu no Sudeste (56,6%), seguido das regiões Sul (17,9%), Nordeste (14,5%), Norte (5,6%) e Centro-Oeste (5,4%).</p>
<h2>Estatísticas de sífilis</h2>
<p>Segundo o Boletim Epidemiológico Sífilis 2023, do Ministério da Saúde, de 2012 a 2022, foram notificados no país 1.237.027 casos de sífilis adquirida, 537.401 casos de sífilis em gestantes, 238.387 casos de sífilis congênita e 2.153 óbitos por sífilis congênita. Houve aumento na taxa de detecção de sífilis adquirida de 2012 a 2022, exceto em 2020, provavelmente em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>O boletim também indica aumento em casos e taxa de detecção de gestantes com sífilis, de 2012 a 2022. A Região Sudeste é a campeã, com 248.741 casos registrados, seguida do Nordeste, com 112.073.</p>
<p>“A sífilis se manifesta inicialmente como uma lesão na pele, no local onde foi feita a inoculação por contato direto com a lesão de uma pessoa infectada (sífilis primária). Mesmo sem tratamento, essa lesão inicial cicatriza espontaneamente, dando a falsa impressão de que a lesão não era ‘nada de grave’, mas a pessoa continua infectada e a doença continua evoluindo, podendo provocar a morte do paciente”, destacou Alfredo Canalini, presidente da SBU.</p>
<p>Na opinião do vice-presidente da SBU, Roni de Carvalho Fernandes, para combater a sífilis no Brasil, algumas medidas poderiam ser adotadas, como educação e conscientização, acesso facilitado a testes e tratamentos, melhorias no sistema de saúde, ampliação do pré-natal e fortalecimento da vigilância epidemiológica.</p>
<p>“É importante ressaltar que a adoção dessas medidas deve ser feita de forma integrada e contínua, visando à prevenção, detecção e tratamento adequado da sífilis para reduzir sua incidência e impacto no Brasil”, recomenda Fernandes.</p>
<h2>Vacinação contra o HPV</h2>
<p>O papilomavírus humano (HPV) é responsável por cerca de 50% dos cânceres, entre os quais colo de útero, ânus, vulva, vagina, orofaringe e pênis. E a vacinação contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenir o contágio.</p>
<p>A SBU realiza anualmente, em setembro, a campanha #Vemprouro, de conscientização da saúde do adolescente masculino, e aproveita para chamar a atenção sobre a importância da imunização.</p>
<p>Segundo a médica Karin, o índice de vacinação ainda está muito aquém do ideal, especialmente entre os meninos. Além dos cânceres, o HPV também pode ocasionar verrugas genitais de demorado e difícil tratamento, que estigmatizam a pessoa e levam a consequências nos relacionamentos e risco de transmissão.</p>
<p>“Pessoas com imunossupressão, nas quais se incluem os transplantados e pessoas que vivem com HIV, têm riscos ainda maiores, e a faixa etária para vacinação gratuita nesse grupo e para as pessoas vítimas de violência sexual foi estendida para até 45 anos. Temos trabalhado muito a vacinação do HPV, justamente por todas essas questões, mas especialmente entre os adolescentes masculinos, um público que ainda não está sendo suficientemente motivado ou direcionado para receber esse benefício”, sinaliza Karin.</p>
<p>Como o HPV é uma doença na maioria das vezes assintomática e com remissão espontânea em até dois anos, muitas pessoas não descobrem ter o vírus e o transmitem a seus parceiros. Por isso a importância do incentivo à vacinação. A vacina está disponível no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos (além de pessoas imunossuprimidas), mas a cobertura ainda não chega nem próxima da meta recomendada de 95%.</p>
<p>Entre as consequências do HPV estão os cânceres de colo de útero e de pênis. Em 2021, foram registradas mais de 6 mil mortes de mulheres devido ao câncer de colo de útero, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. E a estimativa é que surjam mais de 17 mil novos casos em 2023.</p>
<p>Com relação ao câncer de pênis, de 2007 a 2022, foram realizadas no SUS 7.790 amputações de pênis decorrentes de tumores malignos, o equivalente a uma média de 486 procedimentos por ano. Em relação ao número de mortalidade em decorrência da doença, é registrada uma média de 400 por ano.</p>
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