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	<title>Serviço Público &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Serviço Público &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Estudo aponta disparidades no desempenho de políticas públicas em grandes cidades do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 13:24:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo realizado pela consultoria Macroplan, intitulado *Desafios da Gestão Municipal 2024*, revelou disparidades significativas na eficácia das políticas públicas entre os 100 municípios mais populosos do Brasil, com destaque para as regiões Sudeste e Sul, que ocupam as melhores posições no ranking de indicadores de saúde, educação, saneamento e segurança. Utilizando dados públicos como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo realizado pela consultoria Macroplan, intitulado *Desafios da Gestão Municipal 2024*, revelou disparidades significativas na eficácia das políticas públicas entre os 100 municípios mais populosos do Brasil, com destaque para as regiões Sudeste e Sul, que ocupam as melhores posições no ranking de indicadores de saúde, educação, saneamento e segurança. Utilizando dados públicos como mortalidade, taxas de matrículas e atendimento pré-natal, a pesquisa classificou os municípios quanto à qualidade dos serviços oferecidos à população.</p>
<p>Entre as cidades melhor avaliadas, Maringá (PR) lidera o ranking, seguida por Franca (SP), Jundiaí (SP), Uberlândia (MG) e Curitiba (PR). Apenas Goiás e Tocantins tiveram representantes fora do eixo Sul-Sudeste: Goiânia ficou em 27º lugar, e Palmas, em 28º. Na contramão, as piores avaliações vieram principalmente de cidades do Norte, Nordeste e da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro, com Macapá (AP) na última posição, após Nova Iguaçu, Porto Velho, Belford Roxo e Duque de Caxias.</p>
<p>A coordenadora do estudo, Adriana Fontes, enfatiza a necessidade de gestão baseada em evidências e cooperação entre governos para superar desigualdades regionais. &#8220;O Brasil é marcado por desigualdades históricas, que também se refletem no desempenho dos municípios. A continuidade das políticas públicas e o aprendizado com boas práticas são fundamentais para acelerar o progresso, evitando desperdícios e reduzindo disparidades.&#8221;</p>
<p>O estudo considerou dados entre 2010 e 2023, organizando um índice de qualidade similar ao IDH. A distribuição dos municípios avaliados mostra forte presença do Sudeste, especialmente de São Paulo, com 30 cidades na lista, enquanto estados como Acre, Alagoas, e Maranhão tiveram apenas as capitais analisadas. Brasília, no Distrito Federal, foi excluída do estudo.</p>
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		<title>Mais de 100 mil pessoas já se inscreveram para concurso unificado</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mais-de-100-mil-pessoas-ja-se-inscreveram-para-concurso-unificado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jan 2024 01:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[concurso unificado]]></category>
		<category><![CDATA[Enem dos Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 100 mil pessoas se inscreveram para o Concurso Público Nacional Unificado, informou nesta sexta-feira (19) o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. As inscrições começaram nesta sexta-feira e vão até o dia 9 de fevereiro. Ao longo do dia, a plataforma única de inscrições enfrentou instabilidade por causa da alta demanda, mas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 100 mil pessoas se inscreveram para o Concurso Público Nacional Unificado, informou nesta sexta-feira (19) o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. As inscrições começaram nesta sexta-feira e vão até o dia 9 de fevereiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Ao longo do dia, a <a href="https://cpnu.cesgranrio.org.br/login" target="_blank" rel="noopener">plataforma única de inscrições</a> enfrentou instabilidade por causa da alta demanda, mas o problema, informou a pasta, foi resolvido ao longo da tarde.</p>
<p>Neste sábado (20), o ministério divulgará o balanço consolidado do primeiro dia de inscrições. O certame vai selecionar, de uma só vez, 6.640 candidatos para lotação em 21 órgãos públicos federais.</p>
<p>As provas serão aplicadas no dia 5 de maio, em 220 cidades, distribuídas em todos os estados e no Distrito Federal. A taxa de inscrição é R$ 60 para vagas de nível médio e R$ 90, para vagas de nível superior.</p>
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<div class="post-item-wrap">
<p><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/19-enem_concurso2_copy-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-73017" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/19-enem_concurso2_copy-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C610&#038;ssl=1" alt="Enem Concurso - Expresso Carioca" width="463" height="610" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/19-enem_concurso2_copy-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/19-enem_concurso2_copy-Expresso-Carioca.webp?resize=228%2C300&amp;ssl=1 228w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a>Estão isentos candidatos que integram o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e que cursam ou cursaram faculdade com apoio do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) ou do Programa Universidade para Todos (ProUni), assim como doadores de medula óssea.</p>
<p>No ato da inscrição, será gerada uma Guia de Recolhimento da União (GRU), único mecanismo de pagamento que valerá para o concurso.</p>
<p>O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, responsável pela condução do concurso, recomenda a leitura cuidadosa dos editais, “potencializando as trajetórias profissionais e acadêmicas dos candidatos”.</p>
<p>Em nota, a pasta destacou que a proposta é democratizar o acesso aos quadros federais e permitir que candidatos alinhem suas vocações às oportunidades oferecidas.</p>
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		<title>Começam nesta sexta-feira as inscrições para o concurso público nacional unificado</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/inscricoes-abertas-para-o-concurso-publico-nacional-unificado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2024 15:20:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[concurso unificado]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Inscrição]]></category>
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					<description><![CDATA[As inscrições para o Concurso Público Nacional Unificado começam nesta sexta-feira (19) e vão até 9 de fevereiro. O certame, que visa preencher 6.640 vagas em 21 órgãos públicos federais, permite a inscrição por meio do aplicativo Gov.br. A taxa de inscrição é de R$ 60 para vagas de nível médio e R$ 90 para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As inscrições para o Concurso Público Nacional Unificado começam nesta sexta-feira (19) e vão até 9 de fevereiro. O certame, que visa preencher 6.640 vagas em 21 órgãos públicos federais, permite a inscrição por meio do aplicativo Gov.br.</p>
<p>A taxa de inscrição é de R$ 60 para vagas de nível médio e R$ 90 para nível superior. Candidatos do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), beneficiários do Fies e ProUni, bem como doadores de medula óssea, estão isentos da taxa.</p>
<figure id="attachment_72951" aria-describedby="caption-attachment-72951" style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/18-Enem_Concurso-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-72951" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/18-Enem_Concurso-Expresso-Carioca.jpg?resize=670%2C778&#038;ssl=1" alt="Arte Enem Dos Concursos Isenção De Taxa" width="670" height="778" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/18-Enem_Concurso-Expresso-Carioca.jpg?w=670&amp;ssl=1 670w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/18-Enem_Concurso-Expresso-Carioca.jpg?resize=258%2C300&amp;ssl=1 258w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></a><figcaption id="caption-attachment-72951" class="wp-caption-text">Arte Enem dos concursos isenção de taxa. Arte: Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>As provas estão marcadas para o dia 5 de maio em 220 cidades, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal. A condução do concurso é responsabilidade do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.</p>
<p>O destaque do certame é a possibilidade de utilizar as listas de classificação para a ocupação de vagas em cargos temporários. A validade do concurso é de 12 meses, podendo ser prorrogada por mais 12 meses.</p>
<p>O ministério enfatiza que o concurso busca democratizar o acesso aos quadros federais, proporcionando oportunidades alinhadas às vocações dos candidatos. Recomenda-se a leitura cuidadosa dos editais para otimizar as trajetórias profissionais e acadêmicas dos interessados.</p>
<figure id="attachment_72952" aria-describedby="caption-attachment-72952" style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/18-Enem_Concurso-Expresso-Carioca-1.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-72952" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/18-Enem_Concurso-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=670%2C882&#038;ssl=1" alt="Arte Enem Dos Concursos Isenção De Taxa" width="670" height="882" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/18-Enem_Concurso-Expresso-Carioca-1.jpg?w=670&amp;ssl=1 670w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/01/18-Enem_Concurso-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=228%2C300&amp;ssl=1 228w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></a><figcaption id="caption-attachment-72952" class="wp-caption-text">Arte Enem dos Concursos. Reserva de Vagas e Cronograma. Foto: Arte/EBC</figcaption></figure>
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		<title>Consciência Negra: coletivo destaca trajetórias de servidoras pretas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/consciencia-negra-coletivo-destaca-trajetorias-de-servidoras-pretas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 13:35:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
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					<description><![CDATA[Mulheres pretas que tiveram carreira de destaque no serviço público são o foco de um perfil de rede social que busca combater a invisibilidade dessas personalidades e servir de inspiração para outras negras. A iniciativa é do Coletivo de Mulheres Negras Servidoras e Empregadas Públicas do Governo Federal, que criou a página @servidorasnegras no Instagram. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Mulheres pretas que tiveram carreira de destaque no serviço público são o foco de um perfil de rede social que busca combater a invisibilidade dessas personalidades e servir de inspiração para outras negras. A iniciativa é do Coletivo de Mulheres Negras Servidoras e Empregadas Públicas do Governo Federal, que criou a página @servidorasnegras no Instagram.  <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em cada uma das cinco semanas deste mês da Consciência Negra, o coletivo publica uma minibiografia das servidoras que abriram caminhos no serviço público.</p>
<p>A primeira a ser homenageada pela página reúne ainda o elemento curiosidade. Uma mulher que ficou conhecida como Primeira-Dama do Samba, mas que marcou o nome também na reforma psiquiátrica no Brasil. Yvonne Lara da Costa era servidora do Ministério da Saúde e, no mundo da música, ficou conhecida como Dona Ivone Lara.</p>
<p>Não bastasse a relevância que teve no ambiente do samba, Dona Ivone teve uma carreira de destaque como servidora pública voltada para a saúde mental. Foram 37 anos de atuação. Formada em enfermagem e assistência social, a cantora e compositora teve papel de vanguarda ao levar para pacientes o mesmo que oferecia aos admiradores de sua produção artística, a música.</p>
<p>Yvonne Lara da Costa era especializada em terapia ocupacional. O interesse de usar a música nos tratamentos levou à união com outro grande nome do cuidado psiquiátrico no país, Nise da Silveira. As duas trabalham juntas no Rio de Janeiro.</p>
<p>Nise revolucionou o tratamento psiquiátrico no país com ações humanizadas, em contraste aos procedimentos agressivos como eletrochoques e lobotomia. Yvonne sugeriu a Nise que criasse uma sala com <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-04/ivone-lara-100-anos-como-enfermeira-influenciou-sambista" target="_blank" rel="noopener">instrumentos musicais</a> dentro do hospital em que trabalhavam, isso na década de 40.</p>
<p>“O trabalho de Dona Ivone Lara como servidora foi fundamental para a reforma psiquiátrica no Brasil”, afirma o perfil, que traz uma foto da então enfermeira no hospital em que trabalhava. Dona Ivone morreu em 2018, aos 96 ano.</p>
<h2>Surgimento</h2>
<p>O coletivo de servidoras negras tem cerca de 170 participantes. O grupo foi criado no começo do ano, depois de uma declaração da ministra do Planejamento, Simone Tebet, sobre dificuldade de conseguir mulheres pretas para compor a equipe.</p>
<p>“Quero não só ter mulheres, mas mulheres pretas. E a gente sabe, lamentavelmente, que mulheres pretas normalmente são arrimo de família. Trazer de fora de Brasília é muito difícil”, disse Tebet, um dia antes de tomar posse em 4 de janeiro.</p>
<p>“Algumas mulheres negras se sentiram particularmente atingidas por essa fala, que não condiz com a realidade. A gente tem um grupo significativo de mulheres com qualificações até mais altas que a de algumas pessoas que estão em determinados cargos do governo. Então, essas mulheres começaram a se organizar”, explicou Barbara Rosa, uma das organizadoras do coletivo.</p>
<p>Barbara é servidora do Ministério da Educação (MEC) e está cedida ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), onde atua como coordenadora de planejamento de contratações.</p>
<p>À época da posse, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se comprometeu a ajudar Tebet com uma lista de currículos de mulheres pretas. No dia da posse, Tebet comentou sobre a ajuda. “Foi bom que agora está vindo um monte de currículo. Estou achando ótimo”.</p>
<h2>Diplomata</h2>
<p>O Itamaraty foi a casa de outra homenageada pelo perfil @servidorasnegras. Trata-se de Mônica de Menezes Campos. Em 1978, aos 22 anos, Mônica foi a primeira mulher preta a ingressar no Instituto Rio Branco, órgão do governo para formação de diplomatas. Em 1980, se tornou a primeira negra diplomata.</p>
<p>“Sua admissão à carreira diplomática foi um marco. A trajetória de Mônica de Menezes Campos é um referencial para mulheres negras do serviço exterior brasileiro e para candidatas às carreiras de diplomata e de oficial de chancelaria”, publicou o coletivo no Instagram. Mônica morreu em 1985, aos 27 anos, vítima de um aneurisma cerebral.</p>
<p>No último dia 9 de novembro, o Itamaraty realizou o seminário Relações Internacionais, Política Externa e Igualdade Racial: Reflexões em Homenagem a Mônica de Menezes Campos. O encontro abordou o programa de ação afirmativa do MRE, igualdade racial como objetivo transversal da política externa, impacto de acadêmicas negras na teoria das relações internacionais e igualdade racial no serviço exterior.</p>
<h2>Primeira engenheira negra</h2>
<p>Outra servidora lembrada é Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil. Filha de um lavrador e de uma empregada doméstica, a curitibana se formou em engenharia civil em 1945, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Precisou trabalhar como doméstica para ajudar a pagar os estudos. Foi a primeira mulher a atingir a formação em engenharia no estado.</p>
<p>“Ao longo da graduação, Enedina teve embates com colegas, professores e com a própria instituição de ensino, por ser mulher, negra e pobre em um curso reservado aos homens brancos e ricos”, diz a publicação no Instagram.</p>
<p>Funcionária do Departamento Estadual de Águas e Energia Elétrica do Paraná, Enedina foi uma das responsáveis pela construção da Usina Capivari-Cachoeira (atual Parigot de Souza), inaugurada em 1971 no município de Antonina, litoral do Paraná.</p>
<p>“Enedina abriu espaços para a presença de pessoas negras e de mulheres na engenharia, sendo ainda hoje inspiração para mulheres negras que buscam espaço nas áreas de ciência e tecnologia”, escreveu o coletivo.</p>
<p>Em janeiro deste ano, quando completou 110 anos de nascimento, a engenheira preta recebeu uma homenagem na página de busca principal do Google.</p>
<p>A biografia de Enedina, que em 1940 buscou inserir-se em uma área profissional ocupada majoritariamente por homens, foi tema do trabalho de conclusão do curso de história na UFPR.</p>
<p>Enedina morreu em 20 de agosto de 1981, aos 61 anos.</p>
<h2>Pioneira na medicina</h2>
<p>A baiana Maria Odília Teixeira é mais uma das homenageadas pelo perfil. Filha de um médico branco de origem pobre e neta &#8211; por parte de mãe – de uma ex-escravizada, Maria Odília se tornou a primeira negra formada em medicina no país, em 1909.</p>
<p>Ainda na graduação, trabalhou para desmistificar teorias embasadas no racismo científico. Apresentou tese sobre a cirrose, desvinculando-a da população preta.</p>
<p>“A médica optou por não discutir os aspectos sociais da doença, nem atribuiu fatores genéticos e raciais às pessoas que desenvolviam a cirrose alcoólica. Diferentemente de muitos contemporâneos, Odília não recorreu a nenhum pressuposto das teorias racialistas”, escreveu em dissertação acadêmica Mayara Santos, mestre em história social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).</p>
<p>Em 1914, Maria Odília atingiu mais um pioneirismo ao ser a primeira professora negra da Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou. A primeira médica negra do Brasil morreu em 1970, aos 86 anos.</p>
<h2>Música e ativismo</h2>
<p>Aos 85 anos, uma homenageada que une ativismo pelo movimento negro e pioneirismo na educação é Lydia Garcia, primeira professora de música da rede pública do Distrito Federal. A carioca, formada em piano clássico, é filha de uma costureira e de um funcionário público. Ela foi para a capital federal na década de 60, onde vive atualmente.</p>
<p>Lydia se utilizava de atividades como ciranda, coral, cantigas, entre outras, para iniciar crianças no mundo musical. Além do ensino de alunos, atuou também na formação de professores.</p>
<p>Ela criou, há mais de 30 anos, o Bazafro, ateliê cultural de moda e arte étnica que valoriza a autoestima e historicidade do povo negro. Além disso, é matriarca do Coletivo de Mulheres Negras Baobá.</p>
<p>A pianista, professora e ativista é vencedora do 1º Prêmio Cultura Afro-Brasileira, promovido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, e do 3º Prêmio Marielle de Direitos Humanos, oferecido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.</p>
<h2>Inspiração</h2>
<p>A servidora do MEC Barbara Rosa contou que os nomes foram escolhidos em reuniões do coletivo, e a divulgação dos perfis tem dois objetivos principais.</p>
<p>“O primeiro é proporcionar reflexão sobre a carreira, sobre as possibilidades que a gente tem. O segundo é reconhecer e valorizar o legado dessas mulheres, seja em vida ou pós-morte. Trazer à luz essas trajetórias.”</p>
<p>Além de combater o que classifica como invisibilidade de servidoras públicas pretas, o coletivo acredita que a iniciativa é um incentivo para que mais negras queiram fazer carreira no setor.</p>
<p>“Nosso perfil atinge não só mulheres que já são servidoras. Queremos inspirar nessas trajetórias históricas e consolidadas, porém não tão visíveis, outras mulheres que almejam destaque no serviço público”.</p>
<h2>Representatividade</h2>
<p>Reportagem publicada pela Agência Brasil no mês passado mostrou que pessoas negras, apesar de figurarem como maioria da população brasileira (56%), são apenas 35% no serviço público federal, além de receber menores salários.</p>
<p>O coletivo de mulheres negras reconhece a baixa representatividade. Esse é um dos motivos para a realização de seminários preparatórios para concursos públicos. De agosto a outubro, 250 pessoas participaram dos encontros.</p>
<p>Barbara acredita que a valorização de mulheres negras no setor público se dá por meio de mais presença e igualdade.</p>
<p>“Essa valorização se dá tanto por valorizar as carreiras onde estamos, na redução das desigualdades salarias entre carreiras, na garantia de oportunidades de ascensão e exercício de liderança, e na ampliação da participação nas carreiras onde somos minoria”, disse.</p>
<p>“Para fazer isso é necessário reformular a forma de ingresso a fim de garantir diversidade e, ao mesmo tempo, propiciar que pessoas que já são servidoras tenham oportunidades de terem carreiras que garantam qualidade de vida e dignidade”, conclui.</p>
<h2>Lei de Cotas</h2>
<p>A disparidade entre negros e brancos poderia ser pior não fosse a Lei de Cotas (Lei 12.990, de 9 de junho de 2014), que reserva 20% das vagas em concursos públicos da União para pretos e pardos. No ano 2000, para cada 100 novos servidores do Executivo federal, 17 eram negros. Em 2020, essa relação saltou para 43 em 100 novos aprovados.</p>
<p>A lei tem vigência de dez anos a contar de 2014, mas há iniciativas para que seja prorrogada. Uma delas é o Projeto de Lei 1.958, de 2021, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que tramita no Senado e mantém a reserva de 20% por mais dez anos.</p>
<p>Dentro do governo, além de interesse na prorrogação da lei, há um movimento para aumentar a faixa de reserva de 20% para 30%. A proposta foi construída pelos ministérios da Igualdade Racial, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Justiça e Segurança Pública.</p>
<h2>Comissionados</h2>
<p>Outra medida para diminuir a desigualdade dentro do serviço público é o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março deste ano, que reserva 30% dos cargos de confiança na administração direta, autarquias e fundações para pessoas negras.</p>
<p>As cotas são para os cargos comissionados executivos (CCE), de livre nomeação, e as funções comissionadas executivas (FCE), também de livre nomeação, mas exclusivas para servidores concursados. A norma determina a observação da paridade de gênero na ocupação desses cargos.</p>
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		<title>Pesquisa avalia acesso à internet por crianças e adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 May 2023 22:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[cargos de liderança]]></category>
		<category><![CDATA[cor]]></category>
		<category><![CDATA[Esther Dweck]]></category>
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		<category><![CDATA[Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Movimento Pessoa à Frente]]></category>
		<category><![CDATA[Negro]]></category>
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					<description><![CDATA[Instituir metas progressivas para ocupação de cargos de liderança por profissionais negros e indígenas, acelerar o ingresso de pessoas negras e indígenas no serviço público por meio de reserva de vagas e outras ações afirmativas e adotar práticas antirracistas na avaliação de desempenho. Essas são algumas propostas do relatório Recomendações para Promoção de Equidade Étnico-Racial no [&#8230;]]]></description>
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<p>Instituir metas progressivas para ocupação de cargos de liderança por profissionais negros e indígenas, acelerar o ingresso de pessoas negras e indígenas no serviço público por meio de reserva de vagas e outras ações afirmativas e adotar práticas antirracistas na avaliação de desempenho.</p>
<p>Essas são algumas propostas do relatório <em>Recomendações para Promoção de Equidade Étnico-Racial no Serviço Público Brasileiro</em>, entregue nesta quarta-feira (3) pelo Movimento Pessoas à Frente para a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.</p>
<p>O documento apresenta 27 recomendações construídas a partir do trabalho de cerca de 50 profissionais, entre servidores públicos, especialistas, gestores e organizações da sociedade civil, coordenados pelo Movimento Pessoas à Frente e a Consultoria Mahin Antirracista.</p>
<p>De acordo com o relatório, em 2020, apenas 35% dos servidores federais se declararam negros, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em cargos de direção e gestão, a sub-representação é ainda maior, com 65% das vagas de nível superior ocupadas por brancos.</p>
<p>Em março, o governo federal anunciou o programa que reserva até 30% de vagas em cargos de comissão e funções de confiança na estrutura do Poder Executivo, incluindo administração direta, autarquias e fundações. A meta é alcançar os percentuais até 31 de dezembro de 2026.</p>
<p>Apesar da boa sinalização, o movimento argumenta que é necessário planejamento de curto, médio e longo prazo para reduzir as disparidades étnico-raciais na administração pública.</p>
<p>“É preciso pessoas diversas em todas as etapas [do serviço público], desde o mais baixo cargo até aqueles que lideram a ordenação de despesas, programas, que são a cara de um governo”, ressalta Clarissa Malinverni, integrante da secretaria executiva do Movimento Pessoas à Frente e mestre em administração pública pela Columbia University, dos Estados Unidos&#8221;, em entrevista.</p>
<p>O documento organiza as recomendações por níveis de complexidade de execução e impacto no serviço público, classificadas entre baixo, médio e alto.</p>
<h2>Concursos</h2>
<p>Em relação aos concursos, uma das principais portas de entrada para o serviço público, o grupo propõe o aprimoramento da legislação nacional de reserva de vagas a profissionais negros e indígenas em todos os tipos de seleção (concurso público, seleção de temporários e cargos comissionados). Alguns dos critérios sugeridos são que as vagas reservadas sejam superiores ao mínimo de 20%, as comissões selecionadoras tenham a presença de negros e indígenas e que os candidatos com notas suficientes para aprovação pela concorrência geral não sejam contabilizados nas vagas destinadas às ações afirmativas.</p>
<p>Desde 2014, está em vigor a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12990.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei 12.990</a>, que destina 20% das vagas da administração pública federal em concursos públicos para negros. Segundo o relatório, a lei trouxe avanços, porém lentos.</p>
<p>“Em termos de diagnóstico da medida, o caso do Executivo Federal é importante para mostrar como a lei está trazendo avanços, ainda que lentos, nas proporções de servidores ativos negros. Se, em termos de proporções totais de servidores pretos e pardos ativos, o salto nesta estatística não é expressivo [altera de 32% para 35% entre 2010 e 2020], em termos de fluxo &#8211; ingressantes pretos e pardos por ano &#8211; as mudanças têm sido mais significativas: a proporção sai de 29% em 2010 para 43% em 2020 (Ipea, 2021)”, aponta trecho do documento.</p>
<p>Clarissa Malinverni explica que a dificuldade em aplicar a lei está relacionada, entre outros fatores, à falta de pessoas do mesmo grupo como referências e processos seletivos que valorizam conhecimentos técnicos pouco acessíveis aos negros e indígenas, que não têm condições de frequentar cursos preparatórios ou receber bolsas de estudo.</p>
<p>“Deve ser garantida a diversidade nos concursos públicos. Estudos apontam que os concursos públicos, principalmente os mais concorridos, são excludentes, por privilegiarem pessoas que detêm privilégios em nossa sociedade”, disse.</p>
<h2>Permanência</h2>
<p>Após o ingresso no serviço público, surge o desafio de permanência dos profissionais negros e indígenas e o crescimento na carreira. Segundo o documento, discriminação reduz o engajamento desses profissionais, impactando na trajetória, além da falta de apoio psicológico, canais de denúncia e o fato de perceberem a presença de iguais somente em posições menos valorizadas.</p>
<p>De acordo com Clarissa Malinverni, é comum ouvir relatos de discriminação e racismo estrutural de quem resiste e consegue alcançar cargos de liderança.</p>
<p>“Chegam em uma reunião e pedem para servir o café, porque não são reconhecidos como pertencentes àquele grupo”, diz. “Não basta abrir a porta de entrada, mas criar ambiente favorável para aceleração de carreiras e permanência das pessoas negras e indígenas. Se isso não for feito, essas pessoas são expelidas do serviço público”, acrescenta.</p>
<p>Nesse contexto, algumas recomendações são a adoção de práticas antirracistas nos métodos de monitoramento e avaliação de desempenho; a publicação periódica de relatórios analíticos com indicadores de desenvolvimento, permanência e desempenho dos profissionais negros e indígenas.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fCWgponNe6o" target="_blank" rel="noopener">O documento será apresentado em live</a>, nesta quinta-feira (4), com a presença da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.</p>
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		<title>Sancionada lei que torna o CPF único registro de identificação</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/sancionada-lei-que-torna-o-cpf-unico-registro-de-identificacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 18:01:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cidadão]]></category>
		<category><![CDATA[CPF]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Registro Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a Lei nº 14.534/23, que estabelece o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) como único número do registro geral em todo o país, de forma a ser usado para identificar o cidadão nos bancos de dados dos serviços públicos. Com a entrada em vigor da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/lei-n-14.534-de-11-de-janeiro-de-2023-457335009" target="_blank" rel="noopener">Lei nº 14.534/23</a>, que estabelece o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) como único número do registro geral em todo o país, de forma a ser usado para identificar o cidadão nos bancos de dados dos serviços públicos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Com a entrada em vigor da nova lei, o CPF deverá constar nos cadastros e documentos de órgãos públicos, do registro civil ou dos conselhos profissionais, como é o caso de certidões de nascimento, casamento e óbito, bem como em documentos de identificação, registros de programas como PIS e Pasep, identificações relativas a INSS, título de eleitor, certificado militar, cartões de saúde, carteira de trabalho, Carteira Nacional de Habilitação, entre outros.</p>
<p>A lei entrou em vigor a partir da publicação no <em>Diário Oficial da União</em>, mas estipula alguns prazos para a adaptação de órgãos e entidades: 12 meses para adequarem sistemas e procedimentos de atendimento aos cidadãos; e de 24 meses para que tenham a interoperabilidade entre os cadastros e as bases de dados.</p>
<p>Entre os pontos vetados pela Presidência está o que tratava de excepcionalidades e de algumas atribuições voltadas a entes federativos, sob a justificativa de que tais situações poderiam acabar por “cercear o acesso a informações e aos serviços de saúde, caso somente este fosse exigido como documento de identificação do cidadão, uma vez que há casos em que estrangeiros e nacionais não possuem o número de Cadastro de Pessoa Física”.</p>
<p>Foi também vetado o trecho que determinava à Receita Federal a atualização semestral de sua base de dados com alguns dos “batimentos eletrônicos” feitos pelo Tribunal Superior Eleitoral – procedimento que seria adotado para evitar duplicidade de CPF para uma mesma pessoa.</p>
<p>Tendo por base manifestação do Ministério da Fazenda, a Presidência argumentou que a proposição contraria o interesse público, uma vez que a Receita Federal, por força de convênio de intercâmbio de informações junto ao TST, “recebe dados do Cadastro Eleitoral com periodicidade mensal, e possui acesso online à base do TSE”. E, em contrapartida, disponibiliza acesso online à base CPF para o TSE.</p>
<p>“Nesse sentido, a medida representaria um retrocesso ao definir o prazo de 6 (seis) meses para o TSE encaminhar dados do Cadastro Eleitoral à RFB, pois além de não alcançar o objetivo a que se propõe, prejudicaria o trabalho de qualificação de dados ora realizado pela RFB”, justificou a Presidência.</p>
<p>Por fim, também foi vetado o trecho que estipulava prazo de 90 dias para o Executivo regulamentar a nova lei. “<em>A proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade, tendo em vista que assinala prazo para o Poder Executivo regular o disposto nesta proposição, o que viola o princípio da separação dos poderes</em>”, justificou a Presidência.</p>
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