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	<title>Saúde Mental &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Saúde Mental &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Mark Zuckerberg nega criar redes sociais para viciar jovens durante julgamento histórico nos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 13:45:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, negou nesta quarta-feira (18) que tenha desenvolvido redes sociais com o objetivo de viciar jovens em telas. O depoimento ocorreu durante um julgamento histórico em Los Angeles, nos Estados Unidos, que discute o impacto das plataformas digitais na saúde mental de crianças e adolescentes. A ação judicial foi movida [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, negou nesta quarta-feira (18) que tenha desenvolvido redes sociais com o objetivo de viciar jovens em telas. O depoimento ocorreu durante um julgamento histórico em Los Angeles, nos Estados Unidos, que discute o impacto das plataformas digitais na saúde mental de crianças e adolescentes.</p>
<p>A ação judicial foi movida por uma mulher da Califórnia que afirma ter desenvolvido depressão e pensamentos suicidas após começar a usar ainda criança o Instagram e o YouTube, este último pertencente ao Google, controlado pela Alphabet Inc.. Ela sustenta que as empresas buscaram lucrar ao incentivar o uso compulsivo de seus serviços, mesmo cientes dos potenciais danos à saúde mental.</p>
<p>Durante o interrogatório, o advogado da autora, Mark Lanier, confrontou Zuckerberg com declarações feitas ao Congresso norte-americano em 2024, quando o executivo afirmou que crianças menores de 13 anos não são permitidas nas plataformas da Meta. Documentos internos apresentados no tribunal, porém, indicam que esse público seria estratégico para o crescimento da companhia.</p>
<p>Uma apresentação interna do Instagram, datada de 2018, afirmava: “Se quisermos ter grande sucesso com os adolescentes, precisamos conquistá-los na pré-adolescência”. Diante da frase, Lanier acusou o empresário de contradição. Zuckerberg rebateu, alegando que o advogado estava “distorcendo” suas declarações.</p>
<p>O CEO reconheceu que a empresa discutiu, no passado, a criação de uma versão do Instagram voltada a menores de 13 anos, mas afirmou que o projeto não foi levado adiante. Segundo ele, a Meta manteve “diferentes conversas ao longo do tempo” sobre formas de oferecer experiências seguras para crianças.</p>
<h3>Metas de engajamento e tempo de tela</h3>
<p>Outro ponto central do julgamento envolve metas internas relacionadas ao aumento do tempo de uso das plataformas. Lanier apresentou e-mails de 2014 e 2015 nos quais Zuckerberg estabelecia objetivos para elevar, em dois dígitos percentuais, o tempo gasto pelos usuários no aplicativo.</p>
<p>O executivo afirmou que a abordagem da empresa mudou ao longo dos anos. Documentos de 2022 exibidos aos jurados indicam que o Instagram projetava elevar o tempo médio diário de uso de 40 minutos, em 2023, para 46 minutos, em 2026. Zuckerberg classificou esses números como uma “constatação” de desempenho, e não como metas formais.</p>
<p>“Se fizermos um bom trabalho, as pessoas acharão os serviços mais valiosos. Um efeito colateral será que elas usarão os serviços com mais frequência”, afirmou ele em resposta ao advogado da Meta, Paul Schmidt.</p>
<p>Zuckerberg também argumentou que a verificação de idade é um desafio técnico para desenvolvedores de aplicativos e que fabricantes de dispositivos móveis deveriam compartilhar essa responsabilidade. Segundo ele, adolescentes representam menos de 1% da receita do Instagram.</p>
<h3>Ondas de processos e reação global</h3>
<p>O caso em julgamento é considerado um teste para milhares de outras ações movidas por famílias, distritos escolares e governos estaduais norte-americanos contra gigantes da tecnologia. Além da Meta e do Google, empresas como Snap Inc. e TikTok também enfrentam questionamentos — embora tenham fechado acordo com a autora antes do início do julgamento.</p>
<p>Advogados que representam pais de jovens que morreram por suicídio ou sofreram danos psicológicos graves defendem que as plataformas foram desenhadas para estimular uso excessivo, explorando vulnerabilidades emocionais.</p>
<p>O julgamento ocorre em meio a um movimento internacional de restrição ao acesso de menores às redes sociais. A Austrália proibiu o uso dessas plataformas por menores de 16 anos. Nos Estados Unidos, o estado da Flórida aprovou lei que impede o acesso de menores de 14 anos, medida que é contestada judicialmente por associações do setor.</p>
<p>A legislação norte-americana historicamente protegeu empresas de tecnologia de responsabilização por conteúdos publicados por usuários. As ações atuais, contudo, concentram-se no design das plataformas e em suas estratégias de engajamento.</p>
<p>Relatórios internos da Meta, revelados em investigações anteriores, já haviam indicado que adolescentes relatavam piora na autoestima e maior exposição a conteúdos relacionados a transtornos alimentares após o uso do Instagram.</p>
<p>O veredicto poderá redefinir os limites de responsabilidade das big techs e marcar um novo capítulo na relação entre tecnologia, juventude e saúde mental.</p>
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		<title>Pesquisa revela: jovens estão desamparados diante das redes sociais</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pesquisa-revela-jovens-estao-desamparados-diante-das-redes-sociais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2025 17:56:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Bullying]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[violência escolar]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma pesquisa realizada em abril mostrou que 9 em cada 10 brasileiros acreditam que adolescentes não recebem apoio emocional e social suficiente para lidar com o ambiente digital, especialmente com as redes sociais. O estudo também aponta que 70% defendem a presença de psicólogos nas escolas como medida urgente. O levantamento, conduzido pelo Porto Digital [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa realizada em abril mostrou que 9 em cada 10 brasileiros acreditam que adolescentes não recebem apoio emocional e social suficiente para lidar com o ambiente digital, especialmente com as redes sociais. O estudo também aponta que 70% defendem a presença de psicólogos nas escolas como medida urgente.</p>
<p>O levantamento, conduzido pelo Porto Digital e a Offerwise, traz à tona um debate importante sobre os impactos do mundo online na saúde mental dos jovens, especialmente após a repercussão da série <em>Adolescência</em>, da Netflix. A produção abordou temas como bullying, depressão, pressão estética e distanciamento entre pais e filhos.</p>
<p><strong>Dados Preocupantes</strong></p>
<ul>
<li>57% apontam o bullying e a violência escolar como principais desafios;</li>
<li>48% citam a depressão e a ansiedade;</li>
<li>32% falam da pressão estética;</li>
<li>Apenas 20% dos pais pretendem adotar ferramentas de controle digital no futuro;</li>
<li>Supervisão dos pais diminui conforme os filhos crescem.</li>
</ul>
<p>Especialistas alertam para a fragilidade da autorregulação das redes sociais e destacam a importância de espaços de acolhimento e diálogo, tanto na escola quanto em casa. O psicólogo e professor Luciano Meira defende equilíbrio entre o mundo digital e o real: <em>“É preciso construir relações de confiança e ensinar senso crítico para navegar na internet”.</em></p>
<p>Enquanto isso, o STF analisa mudanças no Marco Civil da Internet e o Congresso discute o PL das Fake News, buscando responsabilizar plataformas por conteúdos nocivos.</p>
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		<title>Janeiro Branco: Um Convite ao Cuidado com a Saúde Mental</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/janeiro-branco-um-convite-ao-cuidado-com-a-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2025 17:43:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Janeiro Branco]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[O início do ano traz consigo planos, promessas e, desde 2014, um importante movimento de conscientização: a Campanha Janeiro Branco. Criada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, a iniciativa tem como objetivo central estimular reflexões e ações em prol da saúde mental, engajando pessoas, instituições e comunidades a priorizarem o bem-estar emocional. Com o tema de 2025, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O início do ano traz consigo planos, promessas e, desde 2014, um importante movimento de conscientização: a Campanha Janeiro Branco. Criada pelo psicólogo Leonardo Abrahão, a iniciativa tem como objetivo central estimular reflexões e ações em prol da saúde mental, engajando pessoas, instituições e comunidades a priorizarem o bem-estar emocional.</p>
<p>Com o tema de 2025, <em>“O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”</em>, a campanha busca promover ações concretas que reforcem a importância do equilíbrio psicológico como um compromisso coletivo. Desde 2023, o movimento é reconhecido como lei federal, consolidando-se como marco no calendário brasileiro.</p>
<h3><strong>Ações e atividades pelo Brasil</strong></h3>
<p>Diversas cidades do país estão organizando palestras, rodas de conversa, oficinas, caminhadas, corridas e eventos culturais. Psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, educadores e líderes comunitários têm se unido para disseminar conhecimento e oferecer apoio à população.</p>
<p>O material da campanha está disponível gratuitamente no site oficial do Movimento Janeiro Branco. Folders, cartazes e panfletos com orientações acessíveis são oferecidos para que mais pessoas possam apoiar a iniciativa e divulgar a mensagem de valorização da saúde mental.</p>
<h3><strong>Sinais de alerta e o perigo do desequilíbrio emocional</strong></h3>
<p>O psicólogo Cristiano Nabuco, especialista em dependência tecnológica, destaca alguns sinais de que a saúde mental pode estar em risco, como cansaço constante, dificuldade de concentração, alterações no sono e apetite, além da perda de satisfação em atividades antes prazerosas.</p>
<p>“Quando saímos do nosso ponto de equilíbrio, como no consumo excessivo de álcool ou em compras descontroladas, é hora de ligar o alerta”, afirma Nabuco. Ele ressalta que buscar ajuda profissional é essencial. “O papel do profissional não é dizer como viver, mas provocar reflexões que podem levar à cura.”</p>
<h3><strong>Priorizar a saúde mental: um compromisso para todos</strong></h3>
<p>A Campanha Janeiro Branco reforça que saúde mental é um tema coletivo e urgente. Ao promover o diálogo, ampliar o acesso a informações e incentivar o autocuidado, o movimento inspira pessoas e instituições a colocarem o bem-estar emocional no centro de suas prioridades.</p>
<p>Cuidar da mente é cuidar da vida. Seja participando de ações ou compartilhando materiais educativos, todos podem contribuir para que 2025 comece com mais equilíbrio, empatia e conscientização.</p>
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		<title>Pobreza triplica risco de ansiedade e depressão, aponta relatório da ONU</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pobreza-triplica-risco-de-ansiedade-e-depressao-aponta-relatorio-da-onu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 13:09:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Transtorno Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Um recente relatório das Nações Unidas revela que pessoas em situação de pobreza têm até três vezes mais probabilidade de desenvolver transtornos mentais, como ansiedade e depressão. O estudo, intitulado “Economia do Burnout: Pobreza e Saúde Mental”, alerta para o impacto do estresse financeiro e das precárias condições de trabalho na saúde mental, apontando que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um recente relatório das Nações Unidas revela que pessoas em situação de pobreza têm até três vezes mais probabilidade de desenvolver transtornos mentais, como ansiedade e depressão. O estudo, intitulado “Economia do Burnout: Pobreza e Saúde Mental”, alerta para o impacto do estresse financeiro e das precárias condições de trabalho na saúde mental, apontando que 11% da população mundial já convive com algum transtorno psicológico.</p>
<p>Olivier De Schutter, relator especial da ONU e responsável pelo relatório, relaciona esses problemas à pressão pelo crescimento econômico, que impulsiona jornadas de trabalho exaustivas e vulneráveis, especialmente entre os trabalhadores de plataformas digitais, onde a incerteza e a disponibilidade constante aumentam o risco de esgotamento emocional. &#8220;Quanto mais desigual é uma sociedade, maior o temor de queda na escala social, o que potencializa o estresse e a ansiedade&#8221;, explica.</p>
<p>Além das condições de trabalho, a ansiedade climática é um fator crescente de preocupação. Eventos extremos como secas e enchentes afetam a estabilidade financeira das famílias, reforçando a insegurança e elevando o nível de estresse.</p>
<p>Para enfrentar essa crise, o relatório sugere políticas de redução da desigualdade, como a implementação de uma renda básica universal, incentivo à economia solidária e regulamentação das condições de trabalho. Organizações não governamentais e movimentos sociais já articulam alternativas ao modelo econômico vigente, com propostas previstas para 2025.</p>
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		<item>
		<title>Imagine Dragons faz show energético no Rock in Rio e aborda saúde mental em discurso emocionante</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/imagine-dragons-faz-show-energetico-no-rock-in-rio-e-aborda-saude-mental-em-discurso-emocionante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2024 14:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rock In Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Imagine Dragons]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rock In Rio 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[No segundo dia do Rock in Rio 2024, o Imagine Dragons brilhou como a atração principal do Palco Mundo, oferecendo ao público uma apresentação intensa e emocionante de quase duas horas. A banda, conhecida por seus grandes sucessos, encantou a multidão com hits como &#8220;Thunder&#8221;, &#8220;Shots&#8221;, &#8220;Demons&#8221; e &#8220;Enemy&#8221;, criando um espetáculo que combinou carisma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No segundo dia do Rock in Rio 2024, o Imagine Dragons brilhou como a atração principal do Palco Mundo, oferecendo ao público uma apresentação intensa e emocionante de quase duas horas. A banda, conhecida por seus grandes sucessos, encantou a multidão com hits como &#8220;Thunder&#8221;, &#8220;Shots&#8221;, &#8220;Demons&#8221; e &#8220;Enemy&#8221;, criando um espetáculo que combinou carisma e empatia.</p>
<figure id="attachment_79532" aria-describedby="caption-attachment-79532" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-79532" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-Imagine-Dragons-faz-show-energetico-no-Rock-in-Rio-Expresso-Carioca-1.webp?resize=400%2C533&#038;ssl=1" alt="Imagine Dragons Faz Show Energético No Rock In Rio - Expresso Carioca" width="400" height="533" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-Imagine-Dragons-faz-show-energetico-no-Rock-in-Rio-Expresso-Carioca-1.webp?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-Imagine-Dragons-faz-show-energetico-no-Rock-in-Rio-Expresso-Carioca-1.webp?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/09/14-Imagine-Dragons-faz-show-energetico-no-Rock-in-Rio-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-79532" class="wp-caption-text">Rock In Rio 2024 &#8211; Foto: Rodrigo Souza/Expresso Carioca</figcaption></figure>
<p>Pontualmente à meia-noite, o vocalista Dan Reynolds e sua banda subiram ao palco, dando início a um show que contou com solos de guitarra e uma impressionante batalha de baterias. Logo no começo, Dan animou ainda mais o público ao tirar a camisa, um gesto que foi recebido com euforia pelos fãs. Sempre demonstrando afeto pelo Brasil, o cantor se arriscou no português, declarando seu amor pelos cariocas: &#8220;Eu amo os cariocas. Obrigada.&#8221;</p>
<p>Durante a apresentação, o vocalista fez questão de homenagear o Rio de Janeiro ao mencionar a praia de Ipanema, descrevendo-a como &#8220;um dos melhores lugares do mundo&#8221;, antes de introduzir a música &#8220;Take Me to the Beach&#8221;.</p>
<p><strong>Discurso emocionante sobre saúde mental</strong></p>
<p>Além de entreter, o show do Imagine Dragons foi marcado por um momento de reflexão quando Dan Reynolds abordou um tema pessoal e importante: a saúde mental. Em um discurso tocante, o cantor compartilhou suas experiências, revelando que, desde os 12 anos, enfrentava dificuldades emocionais.</p>
<p>“Eu comecei a sofrer na minha mente de uma forma que era difícil expressar. Não era tristeza, era como uma sensação de vazio”, disse Reynolds. Ele destacou como guardar esses sentimentos para si mesmo lhe custou anos de vida que poderiam ter sido diferentes se tivesse se aberto para outras pessoas. O vocalista aproveitou o momento para incentivar o público a buscar ajuda quando necessário: &#8220;Conversem com amigos, família, procurem terapia. Isso não te torna fraco, faz de você mais sábio.&#8221;</p>
<p>Esse discurso impactante reforçou a conexão emocional da banda com seus fãs e destacou o papel da música como forma de expressão para lidar com questões de saúde mental.</p>
<p><strong>Clássicos e encerramento épico</strong></p>
<p>O show terminou com grandes clássicos da banda, incluindo &#8220;Radioactive&#8221;, que foi acompanhado por uma chuva de papéis prateados, e &#8220;Believer&#8221;, que encerrou a noite com energia máxima. O Imagine Dragons consolidou sua posição como uma das principais bandas do festival, combinando hits, empatia e uma mensagem poderosa sobre a importância da saúde mental.</p>
<p>O Rock in Rio 2024 certamente foi marcado por essa apresentação inesquecível, que uniu música, emoção e conscientização.</p>
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		<item>
		<title>Governo anuncia R$ 200 milhões para saúde mental em 2023</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-anuncia-r-200-milhoes-para-saude-mental-em-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jul 2023 17:42:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Nísia Trindade]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra da Saúde, Nísia Trindade, assinou nesta segunda-feira (3) duas portarias que instituem a recomposição financeira para os serviços residenciais terapêuticos (SRT) e para os centros de atenção psicossocial (Caps), totalizando mais de R$ 200 milhões para o orçamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no restante de 2023. Ao todo, o recurso destinado pela [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>A ministra da Saúde, Nísia Trindade, assinou nesta segunda-feira (3) duas portarias que instituem a recomposição financeira para os serviços residenciais terapêuticos (SRT) e para os centros de atenção psicossocial (Caps), totalizando mais de R$ 200 milhões para o orçamento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) no restante de 2023. Ao todo, o recurso destinado pela pasta aos estados será de R$414 milhões no período de um ano. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O anúncio foi feito durante a 17º Conferência Nacional de Saúde, que acontece até a próxima quarta-feira (5) em Brasília. O evento reúne representantes da sociedade civil, entidades e movimentos sociais para debater temas prioritários para o sistema público de saúde, incluindo a saúde mental. O montante anunciado representa um aumento de 27% no orçamento da rede, no intuito de aumentar a assistência à saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>O repasse será direcionado para um total de 2.855 Caps e 870 SRT existentes no país. Todas as instituições, de acordo com o ministério, terão recomposição do financiamento e os recursos serão incorporados ao limite financeiro de média e alta complexidade de estados, do Distrito Federal e dos municípios com unidades habilitadas.</p>
<p>Nísia lembrou que, durante os encontros preparatórios para a conferência nacional, nos estados e municípios, surgiram dois pontos de consenso: o reforço do SUS e da democracia. “Nesse contexto, a saúde mental tem lugar especial”, destacou, ao citar retrocessos e o que ela mesma chamou de negacionismo identificados no país ao longo dos últimos anos.</p>
<blockquote><p>“Um descaso com o sofrimento, agravado pela pandemia de covid-19. A pauta de saúde mental é hoje discutida em todo o mundo. Não está referida só ao efeito da pandemia. Tem muito a ver com a solidão com que as pessoas vivem hoje, com o individualismo crescente que, muitas vezes, se manifesta na dificuldade de ter relações sociais, nisso que hoje se chama de efeito tóxico da comunicação só pelas redes sociais.”</p></blockquote>
<h2>Novas habilitações</h2>
<p>Desde março, 27 novos Caps, 55 SRT, quatro unidades de acolhimento e 159 leitos em hospitais gerais – a maioria em estados do Nordeste – foram habilitados pela pasta. Os novos serviços estão localizados nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Maranhão, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Acre, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.</p>
<h2>Departamento de saúde mental</h2>
<p>Este ano, o ministério criou o departamento de Saúde Mental, responsável pela retomada da habilitação de novos serviços e por iniciar estudos para a recomposição do custeio dos Caps e dos SRT. Segundo a pasta, diversos estudos acadêmicos reiteram que a ampliação da oferta de serviços comunitários em saúde mental diminui a demanda por hospitalização, assegurando mais qualidade de vida à população.</p>
<p>“A criação do departamento foi algo que nos dedicamos com afinco porque já vinha sendo apontado, durante a equipe de transição, com muita força esse tema. Acreditamos na sua importância. E é também um tema permanente nas discussões do Conselho Nacional de Saúde”, avaliou Nísia.</p>
<h2>Entenda</h2>
<p>Os Caps são serviços de saúde de caráter aberto e comunitário voltados ao atendimento de pessoas com sofrimento psíquico ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool, drogas e outras substâncias, que se encontram em situações de crise ou em processos de reabilitação psicossocial.</p>
<p>Nesse tipo de estabelecimento, atuam equipes multiprofissionais que empregam diferentes intervenções e estratégias de acolhimento, como psicoterapia, seguimento clínico em psiquiatria, terapia ocupacional, reabilitação neuropsicológica, oficinas terapêuticas, medicação assistida, atendimentos familiares e domiciliares.</p>
<p>Já os SRT são casas localizadas no espaço urbano, constituídas para responder às necessidades de moradia de pessoas portadoras de transtornos mentais graves.</p>
<h2>Conferência</h2>
<p>A Conferência Nacional de Saúde acontece a cada quatro anos, desde 1986, para definição e construção conjunta de políticas públicas do SUS. Gestores, fóruns regionais, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e outros atores se reúnem durante o evento, organizado pelo Conselho Nacional de Saúde e pelo ministério. A edição deste ano tem o lema Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã vai ser outro dia.</p>
<p>De acordo com a pasta, mais de 2 milhões de pessoas participaram das etapas preparatórias e cerca de 6 mil são esperadas durante essa semana em Brasília. Serão debatidas diretrizes e um total de 329 propostas que devem auxiliar a nortear as decisões do governo federal para a rede pública de saúde ao longo dos próximos anos.</p>
<p>“A conferência é um instrumento constitucional que existe desde que foi criado o Ministério da Educação em Saúde. Mas, no início, só participava a alta cúpula do ministério. Essa ideia de uma participação social ativa, como é hoje, muito maior e mais diversa, vem do processo de redemocratização do Brasil em 88. Realmente é retomar esse espírito, que é o espírito do SUS e da democracia, com muita participação social”, concluiu Nísia.</p>
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		<title>Jovens são os mais afetados pelos efeitos da pandemia, mostra estudo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/jovens-sao-os-mais-afetados-pelos-efeitos-da-pandemia-mostra-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Mar 2023 13:47:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Os jovens são a parcela da população mais afetada pela crise de saúde causada pela pandemia de covid-19, segundo relatório anual do Estado Mental do Mundo, divulgado nesta semana pela organização de pesquisa sem fins lucrativos Sapien Labs. No Brasil, o estudo mostrou que existem 39% mais pessoas de 18 a 24 anos relatando queixas de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Os jovens são a parcela da população mais afetada pela crise de saúde causada pela pandemia de covid-19, segundo relatório anual do Estado Mental do Mundo, divulgado nesta semana pela organização de pesquisa sem fins lucrativos Sapien Labs. No Brasil, o estudo mostrou que existem 39% mais pessoas de 18 a 24 anos relatando queixas de saúde mental quando comparadas à faixa etária de 55 a 64 anos.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A população jovem, especialmente na faixa entre 18 e 24 anos, tem uma probabilidade cinco vezes maior de relatar queixas de saúde mental em comparação com a geração de seus avós. “Não há uma única região, grupo linguístico ou país onde o declínio do bem-estar mental em gerações sucessivamente mais jovens não é aparente. Isso se traduz em um aumento dramático na porcentagem de cada geração mais jovem que está mentalmente angustiada ou lutando em um nível qualificável como de natureza clínica ou requerendo ajuda profissional”, aponta o estudo internacional.</p>
<p>Na clínica da psicóloga Mariana Azevedo, especialista em saúde mental e dependência química, houve um aumento expressivo no atendimento a crianças e adolescentes, por isso foi necessário fazer uma capacitação para atender esse público. “A pandemia do novo coronavírus aumentou o número de atendimentos de jovens com transtornos mentais, incluindo depressão e ansiedade. Além disso, a falta de contato social, o isolamento e a incerteza do futuro estão entre os fatores que mais contribuem para o agravamento desse quadro”, aponta Mariana Azevedo.</p>
<p>Nessa busca de alivio para o desconforto e as angústias existenciais, a psicóloga identificou um fenômeno curioso entre os jovens que é a necessidade de simbolizar essas dores e frustrações no corpo por meio de tatuagens. &#8220;A gente percebe esse aumento da tentativa de alivio do desconforto, da angústia, do mal-estar, pelo corpo, por meio das tatuagens&#8221;, exemplifica.</p>
<p>A pandemia também trouxe mudanças significativas na forma como os jovens se relacionam e interagem socialmente, especialmente após a privação do ambiente escolar por conta do isolamento social. &#8220;Uma das coisas que marca a adolescência é essa separação do núcleo familiar para uma constituição do sujeito. E nesse contexto, o convívio entre jovens que acontecia na escola deixou de existir por conta das restrições e do isolamento social&#8221;, explica.</p>
<p>A necessidade de manter o distanciamento físico e a redução de atividades presenciais afetaram negativamente a saúde mental dos jovens, que muitas vezes dependem do contato social para se sentirem conectados e pertencentes a um grupo.</p>
<p>O declínio do bem-estar mental das gerações mais novas também pode estar associado ao aumento do abuso de drogas e álcool. Segundo a psicóloga Mariana Azevedo, isso se traduz em um aumento dramático na porcentagem de cada geração mais jovem que está mentalmente angustiada. &#8220;Com esse novo cenário, alguns pacientes passaram a ter acesso a medicações psiquiátricas e a fazer abuso dessas substâncias. Por exemplo, houve um aumento expressivo do uso de Ritalina&#8221;, afirma a psicóloga.</p>
<p>O excesso de liberdade e de acesso à informação criou um contraponto entre famílias liberais e outras mais fechadas e dogmáticas. &#8220;O que eu observo que aconteceu na pandemia é que a convivência desses nesses núcleos familiares muito dogmáticos foi assim enlouquecedor, literalmente&#8221;, afirma Mariana Azevedo.</p>
<p>Nesse contexto, ela ressalta que muitos jovens que já lidavam com transtornos mentais antes da pandemia tiveram sua condição agravada pela falta de acesso a tratamentos adequados de saúde mental.</p>
<p>Apesar do quadro preocupante, a psicóloga ressalta um aspecto positivo dessa pandemia, que foi a diminuição do preconceito contra a terapia e de outros processos de autoconhecimento. &#8220;Muitas pessoas passaram a buscar a terapia para ter qualidade de vida. E agora podem falar sobre o que sentem, das suas vivências, sem que isso precise estar sendo &#8216;confessado&#8217;. Acabam se amparando nisso para se permitir falar de algo que causou um mal-estar, por exemplo&#8221;, completa.</p>
<h2>Relatório do Estado Mental do Mundo</h2>
<p>O estudo mostra como o mundo está se recuperando da pandemia e como as relações familiares e amizades estão se deteriorando, com consequências significativas para o bem-estar mental.</p>
<p>A cada ano, o relatório apresenta o estado mental das populações, as tendências em relação aos anos anteriores – e pela primeira vez o estudo inclui o Brasil. O levantamento coletou 407.959 respostas pela internet de países de todos os continentes, em nove idiomas diferentes.</p>
<p>Na região da América Latina e do Caribe, por exemplo, enquanto menos de 15% das pessoas entre 55 e 64 anos tiveram pontuações negativas no índice, entre 18 e 24 anos esse percentual foi acima de 50%. Isso quer dizer que mais da metade dos jovens desses locais relataram sintomas clínicos de transtornos de saúde mental.</p>
<h2>Serviço</h2>
<p>A Rede SARAH contribui com o Ministério da Saúde no que se refere às ações voltadas ao enfrentamento da pandemia e suas graves consequências. O hospital oferece tratamento gratuito para reabilitação de pacientes pós-covid-19. Entre as principais alterações neurológicas tratadas estão: perda de força ou de sensibilidade nos membros superiores e inferiores, alterações do equilíbrio e da coordenação motora, além de alterações da memória.</p>
<p>Os programas de reabilitação incluem estimulação neuropsicológica e da capacidade cognitiva e ocorrem com um agendamento prévio pelo<a href="http://site%20sarah.br/" target="_blank" rel="noopener"> site sarah.br</a>.</p>
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		<title>Visibilidade Trans Além da Transfobia é Necessária para Saúde Mental</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/visibilidade-trans-alem-da-transfobia-e-necessaria-para-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jan 2023 16:21:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da visibilidade Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Transexuais]]></category>
		<category><![CDATA[Transfobia]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;De que tipo de visibilidade estamos falando?&#8221;, questiona a psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus, uma mulher trans negra, sobre o tipo de visibilidade necessária. No Dia da Visibilidade Trans, a pesquisadora da ENSP/Fiocruz alerta que a transfobia e a violência são realidades que precisam ser expostas, mas que a promoção da saúde mental requer estimular [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;De que tipo de visibilidade estamos falando?&#8221;, questiona a psicóloga Jaqueline Gomes de Jesus, uma mulher trans negra, sobre o tipo de visibilidade necessária. No Dia da Visibilidade Trans, a pesquisadora da ENSP/Fiocruz alerta que a transfobia e a violência são realidades que precisam ser expostas, mas que a promoção da saúde mental requer estimular a visão da sociedade e da população trans sobre si mesma, além da denúncia de riscos iminentes de violência, falta de acesso ao trabalho e baixa expectativa de vida.</p>
<figure id="attachment_57130" aria-describedby="caption-attachment-57130" style="width: 347px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-57130" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=347%2C463&#038;ssl=1" alt="Psicológa Jaqueline Gomes De Jesus Coordena Estudo Internacional Sobre Saúde Mental LGBTQIA - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="347" height="463" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?w=347&amp;ssl=1 347w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/01/29-Psicologa-Jaqueline-Gomes-de-Jesus-coordena-estudo-internacional-sobre-saude-mental-LGBTQIA-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-rotated.jpg?resize=300%2C400&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 347px) 100vw, 347px" /></a><figcaption id="caption-attachment-57130" class="wp-caption-text">Psicológa Jaqueline Gomes de Jesus coordena estudo internacional sobre saúde mental LGBTQIA+ &#8211; Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>&#8220;No Brasil, a visibilidade trans tem sido muito pautada a partir de dados de violência letal. As pessoas muitas vezes conhecem a realidade da população trans somente por essa lente do &#8216;somos do país que mais mata pessoas trans no mundo&#8217;, em termos absolutos. Essa é a imagem que fica&#8221;, afirma a pesquisadora, que avalia que isso impacta a política pública e a produção de conhecimento sobre a população trans.</p>
<p>&#8220;Geralmente, as políticas públicas e como se pensa a população trans se reduzem a dados como esses, ou dados sobre a precariedade laboral. Eles são fatos. Mas o que significa só reproduzir esses fatos?&#8221;</p>
<p>O enfoque único na população trans como vítima de violência e exclusão tem um efeito negativo significativo na saúde mental,&#8221; afirma Jaqueline Gomes de Jesus, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Estudos da Trans-Homocultura. Além disso, ela é professora de psicologia no IFRJ e coordena no Brasil o estudo global SMILE, que analisa a saúde mental de minorias sexuais e de gênero em países de renda baixa e média, incluindo o Brasil, Quênia e Vietnã.</p>
<blockquote><p>&#8220;Essas notícias constantes de violência e de assassinato e da limitação da expectativa de vida das pessoas trans, principalmente entre os jovens, isso tem um impacto direto na suicidabilidade, na exposição ao risco, e também em outros fatores como ansiedade&#8221;, explica. &#8220;É importante que criemos condições para que a população trans seja vista e também se veja de forma mais positiva, com expectativa de sair dessa condição de exposição ao risco de violência e de transfobia. E não apenas que seja visível nessa condição&#8221;, defende.</p></blockquote>
<p>Jaqueline Gomes de Jesus enfatiza que a mudança de enfoque não deve ocultar a realidade de violência contra pessoas trans, mas reconhecê-las em sua diversidade e potencial, permitindo sua visibilidade de outras formas.</p>
<p>&#8220;É ter a realidade como um dado, mas criar condições de visibilidade para que as pessoas trans possam se ver em lugares potentes, transformadores, e possam ocupar esses lugares e ser vistas na sociedade nesses lugares. É isso que vai criar saúde mental para a população trans na nossa cultura.&#8221;</p>
<p>Ela destaca que a mudança de enfoque na visibilidade trans requer condições reais de acesso da população trans a áreas como comunicação, Justiça, saúde e outras, como profissionais e produtoras de conhecimento, e não apenas como usuárias. Ela defende ações positivas de contratação de pessoas trans no setor público e privado, além do acesso a locais de formação e produção de conhecimento.</p>
<p>&#8220;Quantas pessoas trans temos na imprensa e nos meios de comunicação de forma geral produzindo conteúdo enquanto jornalista? Enquanto comunicadores? Estamos criando ações afirmativas para termos mais pesquisadores e pesquisadoras trans? Nossos juízes, advogados e médicos são pessoas trans também? É preciso um salto além.&#8221;</p>
<p>O 29 de janeiro foi escolhido como o Dia da Visibilidade Trans por ser a data de uma importante mobilização realizada em 2004 na Câmara dos Deputados. Na época, a campanha &#8220;Travesti e Respeito&#8221; levou a um histórico ato de pessoas trans no Congresso Nacional, cuja pauta principal era a promoção da saúde.</p>
<h2>Depressão e ansiedade</h2>
<p>A pesquisa identifica a transfobia como um fator que agrava transtornos mentais como estresse pós-traumático, depressão, ansiedade e suicídio na população LGBTQIA+. Através da pesquisa em diferentes países, ela percebe que a realidade é variada, mas em todos, transtornos mentais já prevalentes são intensificados na população trans.</p>
<p>&#8220;Na população trans, a gente vê altas taxas de suicidabilidade, com idealização, planejamento e até execução de casos de suicídio principalmente entre homens trans, e, particularmente, negros. E isso converge que no Brasil também são os homens negros os que mais tentam se matar. Há convergências em termos de gênero e de contextos culturais.&#8221;</p>
<p>O grupo de pesquisa liderado por Jaqueline Gomes de Jesus, com duração de 5 anos, visa gerar provas para terapias alinhadas à população LGBTQIA+. A meta é identificar problemas de saúde mental exclusivos dessa população e apresentar novas soluções.</p>
<p>&#8220;Falta muito tratamento em saúde mental baseado nos dados de cada cultura para questões como depressão, tristeza, ansiedade, alcoolismo e várias questões que afetam a população LGBT. E aí a gente tira os dados para poder pensar em cada grupo pormenorizado.&#8221;</p>
<h2>Fortalecimento</h2>
<p>Durante a pandemia da COVID-19, a saúde mental de muitos grupos populacionais foi afetada, e Marcelle Esteves, psicóloga e coordenadora de saúde do Grupo Arco-Íris, viu de perto as dores específicas da população trans. A organização sem fins lucrativos ofereceu assistência psicológica a 2.530 pessoas, incluindo 884 pessoas trans, durante a pandemia.</p>
<blockquote><p>&#8220;Foram momentos em que só quem estava olhando de frente e pôde ouvir sabe a dor de muitas pessoas trans que inclusive precisaram voltar para os espaços de onde já tinham saído, voltar às suas famílias. E muitas pessoas precisaram se descontruir enquanto trans para poder permanecer nesses espaços e ter comida e onde morar. Foi um período violento.&#8221;</p></blockquote>
<p>A psicóloga, uma mulher negra e cisgênero, descreve o &#8220;novo normal&#8221; a que a sociedade voltou depois dos períodos mais agudos da pandemia como um &#8220;velho anormal&#8221;. &#8220;Não sei para quem é novo. Para a população LGBT, pra população preta, não tem nada de novo. Nada do que essas populações passaram na pandemia foi novo para eles. Eles já passavam isso, mas vivenciaram num grau<em> hard</em>&#8220;, diz ela. &#8220;A gente ainda vê e vai ver durante um tempo as sequelas desse período em que muitas pessoas vivenciaram a solidão.&#8221;</p>
<p>Marcelle Esteves percebe uma ligação completa entre a visibilidade trans e a melhoria da saúde mental, principalmente após a pandemia. Segundo a psicóloga, a visibilidade é também uma forma de reforço mental para uma população frequentemente sem suporte familiar e enfrentando discriminação em ambientes como escolares.</p>
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<p>&#8220;Dar visibilidade interseccional à população trans é também dar garantia de um processo de saúde como um todo e de cidadania plena para essa população&#8221;, diz. &#8220;Se eu não me vejo, eu não me reconheço. Seu processo de identificação e reconhecimento é parte de como você se olha no mundo, de como você se percebe e percebe que tem outras pessoas iguais a você. Se eu não me vejo e não me reconheço, eu não existo, eu não estou. Ainda falta visibilidade no sentido do pertencimento.&#8221;</p>
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		<title>Rio fecha último manicômio da rede municipal de saúde</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/rio-fecha-ultimo-manicomio-da-rede-municipal-de-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 17:35:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Manicômio]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro encerrou hoje (27) as atividades de internação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, com a desativação do último núcleo do complexo psiquiátrico, o Franco da Rocha. Com isso, segundo a pasta, o município do Rio de Janeiro conclui o processo de desinstitucionalização de pacientes psiquiátricos, um marco da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro encerrou hoje (27) as atividades de internação do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, com a desativação do último núcleo do complexo psiquiátrico, o Franco da Rocha. Com isso, segundo a pasta, o município do Rio de Janeiro conclui o processo de desinstitucionalização de pacientes psiquiátricos, um marco da luta antimanicomial.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Conhecida pelo antigo nome de Colônia Juliano Moreira, a unidade, localizada na região de Jacarepaguá, na zona oeste, chegou a abrigar, em seu auge, 5,3 mil internos em seus 79 hospitais e pavilhões, desativados gradativamente ao longo dos anos.</p>
<p>De acordo com a secretaria, para viabilizar o fim das internações, foram criadas condições para que os pacientes pudessem retornar ao convívio familiar, morar sozinhos ou ter alta para serviço residencial terapêutico.</p>
<p>Segundo o superintendente de Saúde Mental da Secretaria, Hugo Fagundes, a rede municipal dá um passo importante com o fechamento do manicômio federal que foi municipalizado no final dos anos 1990. O médico psiquiatra disse que, atualmente, as 567 pessoas atendidas vivem em 97 residências terapêuticas pela cidade do Rio.</p>
<p>“São pessoas que viveram 40, 50 anos internadas. A gente, de fato, consegue virar essa página e construir no século 21 um Rio sem manicômios”, disse o superintendente. “Hoje estamos completando um ciclo importante na história da reforma psiquiátrica do Rio. A ideia é ter um Sistema Único de Saúde forte capaz de oferecer para as pessoas a melhor qualidade de vida e a integração na vida social da cidade”.</p>
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		<title>Pacientes e familiares têm longo desafio na manutenção da saúde mental</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pacientes-e-familiares-tem-longo-desafio-na-manutencao-da-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 15:26:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Associação em Defesa da Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial de Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Reabilitação]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta segunda (10) é comemorado em todo o planeta o Dia Mundial da Saúde Mental. Nesses tempos de quase pós-pandemia de covid-19, a doença continua afetando a saúde mental de grande número de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia criou uma crise global para a saúde mental, [&#8230;]]]></description>
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<p>Nesta segunda (10) é comemorado em todo o planeta o Dia Mundial da Saúde Mental. Nesses tempos de quase pós-pandemia de covid-19, a doença continua afetando a saúde mental de grande número de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pandemia criou uma crise global para a saúde mental, alimentando estresses em curto e longo prazo, e minando o bem-estar emocional de milhares de pessoas ao redor do mundo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Nesse contexto, de acordo com especialistas, a manifestação dos efeitos da doença pode se tornar permanente tanto para pacientes e suas famílias, quanto para profissionais da área da saúde.</p>
<p>Para o especialista em terceira idade e saúde mental Davi Fiuza Diniz, o papel das associações de pacientes e familiares nesse processo de reabilitação é muito importante. Ele cita o trabalho da Associação em Defesa da Saúde Mental (ADSM) – organização não governamental (ONG) cearense –, que busca dar apoio aos pacientes por meio de terapias de grupo e de atendimento com familiares e cuidadores, e de uma equipe multidisciplinar formada por profissionais de saúde e de outras áreas.</p>
<p>Diniz, que trabalha na ADMS, afirmou que muitos dos problemas mentais dos assistidos pela associação se agravaram durante a pandemia. Ele mesmo sentiu esse problema por ter na família duas pessoas com transtornos mentais. “Eu sei o que é essa dor”, afirmou. Hoje, seus parentes estão estabilizados depois de participar de terapias de grupo na ONG.</p>
<p>“A gente busca mostrar para pessoas e familiares que tenham alguém na família com problema emocional que, quando saírem do psiquiatra ou do psicólogo, eles têm suporte. Existe toda uma conduta para dar equilíbrio emocional. A Associação tem vários serviços com essa finalidade: dar suporte para as pessoas que apresentam algum problema e, também, para os familiares que estão acompanhando, porque também precisam de apoio”, disse Diniz.</p>
<h2>Agravamento</h2>
<p>Em entrevista à <strong>Agência Brasil</strong>, o psiquiatra e membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) Luiz Carlos Coronel afirmou que a pandemia desencadeou algo que estava latente ou agravou o que já existia. No caso do Brasil, segundo ele, ocorreram as duas coisas, mas agravou especialmente as grandes necessidades de saúde mental da população que já existiam.</p>
<p>Luiz Carlos Coronel lembrou que o país, de acordo com a pesquisa Vigitel 2021 do Ministério da Saúde, é campeão na América Latina de casos de depressão, envolvendo 11,3% da população. “É campeão de transtornos de ansiedade e por aí vai”, disse. Segundo o especialista, isso ficou agravado pela pandemia, pelas restrições e por tudo que acompanhou o processo epidêmico de ameaça à vida.</p>
<p>Em função da restrição de circulação, aumentaram também as patologias ligadas ao consumo de substâncias psicoativas. “O pessoal passou a usar mais álcool e outras drogas e isso ocasionou também um agravamento das situações conflitivas. Então, aumentou muito o número de violência doméstica, devido à restrição de circular, de conviver com outras pessoas”.</p>
<p>Coronel ressaltou que como resultado de tudo isso estão os efeitos da infecção pela covid-19 que ainda vão se manifestando ao longo do tempo, inclusive formas que não são graves, mas moderadas, e que apresentam manifestações cerebrais, clínicas. “Essas viroses têm essas capacidades que a gente não conhece bem. São os efeitos a longo prazo”. Outro fator é que o Brasil cresceu muito nos últimos 30 a 40 anos em termos populacionais, e a estrutura de atendimento e assistência à saúde não acompanhou esse crescimento, afirmou o psiquiatra. “A rede de atendimento à saúde continua precária, apesar dos esforços do Ministério da Saúde. E da saúde mental é mais precária ainda”, complementou.</p>
<h2>Covid longa</h2>
<p>Luiz Carlos Coronel avaliou que a pandemia deixou uma “covid longa”. Ou seja, seus efeitos já estão sendo sentidos e vão continuar aparecendo por longo período. “Indefinido tempo ainda. Nenhum pesquisador tem ideia de quanto vai durar a produção desses efeitos secundários da doença, principalmente afetando a saúde mental da pessoa”.</p>
<p>Todo mundo ficou restrito, ficou com menos recursos de convivência, acarretando grandes índices de depressão, de ansiedade, de uso e abuso de substâncias psicoativas e de drogas. Tudo isso ficou aumentado”, disse.</p>
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</div>
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