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	<title>São Sebastião &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Um ano após tragédia, moradores de São Sebastião buscam recomeço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Feb 2024 13:52:41 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um ano após deslizamentos de terra deixarem 64 pessoas mortas em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, os moradores que viviam nas áreas afetadas buscam recomeçar a vida. Pessoas que moravam nas regiões atingidas voltaram para suas casas e dizem preferir enfrentar o risco de novos problemas a ter de abandonar a casa construída com muito sacrifício.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“No primeiro momento, eu tive que sair, até mesmo porque eu tenho crianças, eu tenho dois filhos menores, e eu não posso colocar eles em risco. Mas, no decorrer dos meses, a gente ficou em um lugar muito longe, que é [a cidade vizinha] Bertioga, e tudo nosso é aqui: é trabalho, é escola. Então, imagina você ter que acordar às cinco horas da manhã, todos os dias, acordar a criança, que tem uma dificuldade imensa, que toma medicamento para dormir, para poder vir”, conta a assistente social Leidecleire Siqueira da Silva, que morava na Vila Sahy, a mais atingida pela tragédia.</p>
<p>A casa dela não foi diretamente afetada pelos deslizamentos, mas a região ainda é considerada de risco. Mesmo assim, ela preferiu voltar a habitar a construção. “A gente não estava tendo mais vida [em Bertioga]. Então, eu decidi voltar para a minha casa e recomeçar aqui. Devido ao muro de contenção, as barreiras que estão fazendo, as drenagens, a gente está com muita esperança que possamos ficar na nossa casa”, diz, referindo-se às obras que estão sendo feitas pela prefeitura de São Sebastião e que têm o objetivo de evitar novos deslizamentos.</p>
<figure id="attachment_74316" aria-describedby="caption-attachment-74316" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-74316" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Leidiclere-da-Silva-que-teve-sua-casa-atingida-em-Sao-Sebastiao-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Leidiclere Da Silva Que Teve Sua Casa Atingida Em São Sebastião - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Leidiclere-da-Silva-que-teve-sua-casa-atingida-em-Sao-Sebastiao-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Leidiclere-da-Silva-que-teve-sua-casa-atingida-em-Sao-Sebastiao-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Leidiclere-da-Silva-que-teve-sua-casa-atingida-em-Sao-Sebastiao-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Leidiclere-da-Silva-que-teve-sua-casa-atingida-em-Sao-Sebastiao-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-74316" class="wp-caption-text">Leidiclere da Silva que teve sua casa atingida em São Sebastião (SP), há um ano. Ela decidiu voltar ao local após um período morando em Bertioga. &#8220;A gente não estava tendo vida mais&#8221;. Foto &#8211; Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>No fim de 2023, uma ação do Ministério Público Federal (MPF) evitou que 900 imóveis da Vila Sahy fossem demolidos e seus moradores removidos do local. O MPF acionou um convênio mantido com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e colocou engenheiros da instituição de ensino para esclarecer dados técnicos e amparar a Justiça Estadual a decidir sobre a necessidade das remoções e as demolições. A Justiça estadual autorizou então a permanência de boa parte da comunidade. Em janeiro, o governo de São Paulo desistiu de recorrer da ação.</p>
<p>“Se realmente eles comprovarem que eu tenho que sair, eu vou sair. Aí eu não vou ter escolha. Vou ter que deixar minha casa que eu lutei por 20 anos. Para alguns, olhando assim, não é nada, mas para mim é tudo que eu pude dar para meus filhos. A gente fica pensando assim, poxa, a gente lutou tanto, trabalhei tanto, sou só eu e eles, para, no fim, perder tudo. Se a chuva não levou, é porque é para ficar”, diz Leidecleire.</p>
<p>Ademilton Santos, diretor social da Associação de Moradores da Vila Sahy afirma que, com anos de atraso, obras de contenção estão sendo feitas nos morros, o que está gerando uma sensação de segurança na comunidade. “A gente sempre brigou para que se fizesse melhorias, para dar uma tranquilidade nessas áreas de risco, que é o que está acontecendo só agora. Essas obras eram nosso sonho, a gente está brigando há anos para que se fizesse esse tipo de melhoria, se fizesse a regularização fundiária do bairro, para que a comunidade pudesse viver com mais tranquilidade”, diz.</p>
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<figure id="attachment_74315" aria-describedby="caption-attachment-74315" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-74315" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Ha-um-ano-casas-foram-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Há Um Ano, Casas Foram Destruídas Em Deslizamentos Na Barra Do Sahy - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Ha-um-ano-casas-foram-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Ha-um-ano-casas-foram-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Ha-um-ano-casas-foram-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/20-Ha-um-ano-casas-foram-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-74315" class="wp-caption-text">Há um ano, casas foram destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no litoral norte de São Paulo. Foto &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h2>Prevenção</h2>
<p>Vagner Barroso, coordenador municipal da Defesa Civil de São Sebastião, destaca que o município está realizando as obras de contenção e drenagem nas encostas, e o governo do estado implementou a sirene de alerta e instalou um novo radar na região. Ele ressaltou também que a população local passou a respeitar mais as orientações do órgão.</p>
<p>“As pessoas começaram a procurar a Defesa Civil, começaram a aceitar a Defesa Civil como parceira. Isso mudou bastante. As pessoas hoje já veem a Defesa Civil como algo que realmente está ali para ajudar e nos aceitam quando a gente pede alguma coisa”.</p>
<p>No total, 704 famílias perderam suas casas nas chuvas que atingiram, no início de 2023, o Litoral Norte de SP. O governo do estado de São Paulo entregou nesta segunda-feira (19) 518 moradias no bairro Baleia Verde, em São Sebastião. No início do mês, outras 186 famílias também foram beneficiadas na região de Maresias. O investimento estadual totalizou R$ 260 milhões nos dois empreendimentos.</p>
<p><em>*Com informações da TV Brasil</em></p>
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		<title>Reavaliando o gerenciamento costeiro: especialistas fazem alerta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Mar 2023 15:11:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Deslizamento]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, muitas pessoas em situação vulnerável vivem em áreas de alto risco, onde são expostas a diversos perigos decorrentes de processos naturais ou impactos humanos sobre o meio ambiente. A desigualdade social e a falta de políticas fundiárias efetivas agravam ainda mais essa situação. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, cerca de 2,47 milhões de domicílios estavam localizados em áreas de risco no país.</p>
<p>Infelizmente, as consequências dessas condições precárias podem ser trágicas. Estima-se que pelo menos 8 milhões de brasileiros estejam sob grave risco e possam se tornar vítimas de desastres como o que ocorreu durante o último Carnaval em São Sebastião, no litoral norte paulista, quando ao menos 64 pessoas perderam a vida na cidade, segundo informações divulgadas pelo governo de São Paulo.</p>
<p>Ana Paula Ichii Folador, geógrafa que realizou um mapeamento sobre a Justiça e o racismo ambiental em São Sebastião, explica que uma área é considerada de risco quando está mais suscetível a alterações perigosas para a vida humana, decorrentes de processos naturais ou da ação humana sobre o meio ambiente. Nesse contexto, as populações mais vulneráveis são as que sofrem os impactos mais severos.</p>
<figure id="attachment_57995" aria-describedby="caption-attachment-57995" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-57995" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Barra Do Sahy - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/02/23-Casas-destruidas-em-deslizamentos-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestades-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-57995" class="wp-caption-text">São Sebastião (SP), 22/02/2023, Casas destruídas em deslizamentos na Barra do Sahy após tempestades no litoral norte de São Paulo. &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>“De maneira geral, área de risco é um local em que as pessoas estão expostas a perigo ou algum tipo de ameaça que pode prejudicar a vida dela ou seus bens e patrimônios”, segundo o arquiteto e urbanista Anderson Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).</p>
<p>Em entrevista, ele disse que “há perigos de ordem geológica, como é o caso dos riscos de deslizamentos de encostas de morro e rolamento de rochas, corredeiras e lama. Há também os perigos e as ameaças de ordem hidrológica, que são trazidas pelas inundações, enchentes e transbordamento de rios e de córregos. E há também outros tipos de ameaças como solos contaminados”.</p>
<p>Essas áreas de grande risco no Brasil, sujeitas a enchentes ou deslizamentos de morros, são habitadas principalmente por uma população mais vulnerável, que não consegue pagar para morar mais próximo ao local de trabalho ou em uma área considerada segura, pelo alto custo.</p>
<p>“A maior parte da população que não tem recursos econômicos e não pode contar com políticas urbanas habitacionais, acaba acessando a terra em uma situação segregada, precária, informal, periférica. E são áreas muitas vezes construídas com os próprios recursos dos moradores. Você tem uma tradição histórica de produção de espaço urbano estruturado por profundas desigualdades socioespaciais. Essa é uma característica recorrente nas nossas cidades”, disse Nakano. A isso, segundo o urbanista, se dá o nome de racismo ambiental.</p>
<p>“Podemos dizer que há justiça ambiental quando os problemas ambientais existentes afetam da mesma maneira todos os segmentos da população. Na medida em que temos alguns segmentos mais vulneráveis sendo expostos a mais problemas ambientais, enquanto outro segmento privilegiado tem condições de se proteger desses mesmos problemas, podemos dizer que há injustiça ambiental. Quando essa injustiça ambiental afeta populações negras, pardas ou tradicionais, como os caiçaras ou os quilombolas no litoral paulista, caracterizamos isso como racismo ambiental”, explica Rubia Gomes Morato, professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo e coordenadora do Laboratório de Cartografia e Geoprocessamento Professor André Libault (LabCart).</p>
<p>No Brasil, essa diferença é tão gritante que a população pobre é separada da população rica de forma bem delimitada. No caso de São Sebastião e de outras cidades litorâneas paulistas, essa demarcação é feita por uma rodovia, a Rio-Santos.</p>
<p>“A Rio-Santos é um marcador importante que divide as áreas mais valorizadas e com melhor infraestrutura urbana, próximas às praias, destinadas em boa parte ao turismo, enquanto as áreas menos valorizadas pelo mercado imobiliário, não raramente em áreas de risco, são as únicas acessíveis para a população de baixa renda”, disse Rúbia.</p>
<figure id="attachment_58074" aria-describedby="caption-attachment-58074" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58074" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="São Bebastião - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Rio-Santos-interditada-parcialmente-entre-o-centro-de-Sao-Sebastiao-e-o-bairro-Barra-do-Sahy-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58074" class="wp-caption-text">Rio-Santos interditada parcialmente entre o centro de São Sebastião e o bairro Barra do Sahy &#8211; Rovena</figcaption></figure>
<p>O problema é que, principalmente no litoral norte paulista, a faixa de terra plana, possível para ser urbanizada, é bem estreita, descontínua e encravada entre o mar e as escarpas da Serra do Mar. Sem uma política fundiária, a faixa mais próxima ao mar acaba sendo destinada aos mais ricos. “A faixa mais próxima da orla marítima, mais próxima à praia, é ocupada predominantemente por hotéis, por restaurantes caros, por condomínios residenciais de alto padrão, com moradias de veraneio e residências que ficam boa parte do ano ociosas. Esses condomínios são interligados pela Rodovia Rio-Santos”, explicou Nakano.</p>
<p>Sem conseguir pagar por essa faixa de terra mais segura e plana, a população mais pobre, por sua vez, passa a construir suas moradias mais próxima das escarpas da Serra do Mar, ou então começam a subir o morro e se colocam cada vez mais em risco. Esse é um histórico da Vila do Sahy, em São Sebastião, local que foi mais atingido pela tragédia das chuvas ocorrida no último carnaval.</p>
<h2>Vila do Sahy</h2>
<figure id="attachment_58071" aria-describedby="caption-attachment-58071" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58071" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Barra Do Sahy - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casa-destruida-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58071" class="wp-caption-text">Casa destruída em deslizamento na Barra do Sahy após tempestade no litoral norte de São Paulo &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Os primeiros habitantes de São Sebastião, lembrou a geógrafa Ana Paula, foram os indígenas guaranis, que hoje passaram a ocupar uma área muito limitada na região. Depois, no período colonial, essa região litorânea passou a ser ocupada para o escoamento de açúcar e café produzido no Vale do Paraíba. Mas com o fim do ciclo da agricultura de exportação, as fazendas que ali existiam foram desativadas e as áreas das antigas plantações foram retomadas pela floresta ou ocupadas por famílias caiçaras.</p>
<p>“A região ficou isolada e a população dali se voltou para a agricultura de subsistência, pesca e artesanato. Essa condição foi essencial para a preservação do local, enquanto o restante do território paulista passava por um intenso processo de degradação”, disse Ana Paula, em entrevista.</p>
<p>Mas com o início da construção de rodovias e a implantação de energia elétrica, lotes na região passaram a ser negociados. “Esses lotes de terra tinham como finalidade servir ao turismo, como o turismo de veraneio, onde a elite paulistana mora na capital e tem a sua segunda moradia no litoral. Tudo isso foi construído em cima de muito desmatamento e violência contra os que já moravam ali e preservavam esse lugar com seu próprio modo de vida cultural e tradição. Além disso, teve muita migração para trabalhar na construção da plataforma da Petrobras, na construção das rodovias e posteriormente, para se trabalhar no turismo”, acrescentou.</p>
<p>Na Vila do Sahy, por exemplo, a ocupação teve início entre as décadas de 80 e 90, com a construção da Rodovia Rio-Santos. “Os trabalhadores que foram para o município na década de 80 para trabalhar no asfaltamento e abertura da Rio-Santos e, depois, na construção dos condomínios das casas e da infraestrutura, não tinham muito espaço para construir suas moradias. Não havia política pública e eles não tinham recursos necessários para acessar as terras mais seguras e mais distantes das escarpas da Serra do Mar. Então, eles foram ocupando a parte dessas áreas mais alargadas que já adentravam em direção ao pé dessas escarpas da Serra do Mar e acabaram mais expostos a esses riscos de deslizamentos. E, com o processo de crescimento e adensamento populacional, e com a continuidade da não implementação de políticas urbanas e habitacionais que propiciassem o acesso a uma terra urbana e segura e moradia adequada, essas pessoas começaram a subir as encostas das escarpas da Serra do Mar”, explica o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano.</p>
<p>“E esse foi o caso da Vila do Sahy. Você ali tem moradias não só no pé das escarpas da Serra do Mar, mas subindo já encostas com declividades altíssimas, quase verticais. Isso criou uma situação de alto risco”, disse.</p>
<p>Uma situação que o Ministério Público já chamou de “tragédia anunciada”, como consta em um documento que o órgão encaminhou à prefeitura de São Sebastião, em 2021, solicitando uma solução para os moradores da Vila do Sahy. Um pedido que nunca foi atendido.</p>
<h2>Turismo elitista</h2>
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<figure id="attachment_58072" aria-describedby="caption-attachment-58072" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58072" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Barra Do Sahy - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/01-Casas-destruidas-em-deslizamento-na-Barra-do-Sahy-apos-tempestade-no-litoral-norte-de-Sao-Paulo-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58072" class="wp-caption-text">Casas destruídas em deslizamento na Barra do Sahy após tempestade no litoral norte de São Paulo &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Para não condenar essas populações a tragédias como a que acabou ocorrendo na Vila do Sahy, em São Sebastião, o Brasil precisa repensar o seu gerenciamento costeiro, defende Nakano. “Precisamos repensar o gerenciamento costeiro não só em relação às chuvas e ao aumento das chuvas, mas também em relação à elevação do nível do mar. A maior parte das cidades brasileiras estão nas zonas costeiras, que foi a faixa onde a gente começou o processo de colonização. A gente precisa aperfeiçoar e mudar completamente os procedimentos de gerenciamento costeiro, articulando com todas as demandas de atendimento social, mas também com políticas ambientais e, principalmente, protetivas”, defende.</p>
<p>Nakano defende ainda que o país estabeleça uma política de distribuição de terras. “É necessário fazer uma política de terras, coisa que o Brasil nunca fez, principalmente para a classe trabalhadora. O poder publico precisa coordenar o processo de distribuir a terra urbanizada, dotada de infraestrutura viária, de saneamento básico, de fornecimento de energia elétrica, de espaços para equipamentos comunitários e públicos. Hoje isso acaba ficando na mão de loteadores e seguindo a lógica do mercado. Nunca se teve um agente público responsável pela produção dessas terras urbanas e pela distribuição dessas terras urbanas para a construção de moradias, principalmente para a classe trabalhadora. Essa classe tem que acessar a terra, sem essa urbanização prévia, porque ela não consegue comprar um lote urbanizado que é caro”, disse o urbanista.</p>
<p>Os especialistas alertam também que o país precisa repensar o modelo que privilegia o turismo elitista. “Tem que se repensar o próprio modelo de condomínios de alto padrão, porque eles ficam ociosos, e às vezes por anos. São casas grandes, com terrenos grandes e que muitas vezes é usado menos de um mês por ano. E quando é usado, é usado por uma quantidade mínima de pessoas. É um desperdício de espaço, de infraestrutura, de terra urbanizada. Tem que se repensar esse modelo porque é um modelo excludente, segregatório e que está colocando a vida das pessoas em risco”, alerta Nakano.</p>
<p>“O turismo de elite, com certeza, é algo que deveria ser repensado ali porque ele não é nada sustentável. Isso acontece no Brasil todo. O turismo sustentável chega, toma conta, destrói áreas naturais, sobe o preço dos imóveis e empurra a população local para áreas indesejadas”, acrescentou Ana Paula.</p>
<p>Outro ponto que precisa ser considerado para evitar essas tragédias, dizem eles, são as mudanças climáticas, que tornam mais frequentes as ocorrências de eventos extremos. “As mudanças climáticas podem agravar ainda mais o problema existente. Um bom planejamento não deveria considerar chuvas próximas da média, mas também os eventos extremos, que não ocorrem com a mesma frequência, mas não deixam de acontecer. E quando esses eventos extremos ocorrem, as consequências podem ser muito sérias para a população”, alerta Rubia.</p>
<p>Para ela, a falta de políticas habitacionais e fundiárias no Brasil está colocando toda uma população vulnerável em risco. “A falta de uma boa política habitacional de modo consistente e contínuo coloca em risco a vida da população de baixa renda. Isso é inadmissível. As políticas públicas deveriam priorizar o bem-estar da população. O Estatuto da Cidade já tem mais de duas décadas e ainda vemos muitos problemas se repetindo. A população de baixa renda não ocupa áreas de risco por opção. É por falta de alternativas devido aos altos preços produzidos pela especulação imobiliária, que torna as áreas seguras, com infraestrutura urbana e próximas dos locais de trabalho ou estudo muito caras e inacessíveis para muitos”, disse a coordenadora do LabCart.</p>
<p>“Para enfrentar esse problema é necessário combater a especulação imobiliária e adotar um planejamento urbano focado no bem-estar de toda a população, sem deixar de fora a população de baixa renda, além de respeitar limites ambientais para garantir a segurança”, acrescentou.</p>
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		<title>Petrobras faz doação de combustível para aeronaves de resgate em São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Feb 2023 16:24:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[Combustível]]></category>
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		<category><![CDATA[Resgate]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião]]></category>
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					<description><![CDATA[A Petrobras, empresa estatal brasileira, anunciou na manhã de hoje (22) a doação de 15 mil litros de querosene de aviação para as aeronaves que estão resgatando as vítimas da tempestade que atingiu o litoral norte de São Paulo. As autoridades estão utilizando o Terminal de São Sebastião, da Transpetro &#8211; subsidiária da Petrobras &#8211; [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Petrobras, empresa estatal brasileira, anunciou na manhã de hoje (22) a doação de 15 mil litros de querosene de aviação para as aeronaves que estão resgatando as vítimas da tempestade que atingiu o litoral norte de São Paulo. As autoridades estão utilizando o Terminal de São Sebastião, da Transpetro &#8211; subsidiária da Petrobras &#8211; como ponto de apoio, e o heliponto da empresa está à disposição das equipes de emergência.</p>
<p>Além disso, a Transpetro também fez doações ao Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de São Sebastião, cidade mais atingida pelo temporal. Entre os itens doados estão 1,3 mil litros de água mineral, 600 litros de leite, 100 pacotes de leite em pó, 120 pacotes de achocolatado, 2,7 mil absorventes, 3,6 mil fraldas, 100 pacotes de lenços umedecidos, mais de 400 rolos de papel higiênico, 160 pacotes de sabão em pó, mais de 1 mil litros de água sanitária e 100 unidades de pano de chão. A Transpetro também enviou 300 litros de água para Camburi, outra cidade atingida pelas chuvas no litoral paulista.</p>
<p>A Petrobras tem oferecido apoio às autoridades locais com sobrevoos para reconhecimento das áreas afetadas, disponibilização de equipes, equipamentos e infraestrutura do terminal para suporte às equipes de contingência &#8211; como pilotos, policiais militares e bombeiros &#8211; e até mesmo uma retroescavadeira para uso na região.</p>
<p>Além das doações já realizadas, a Petrobras está mobilizando recursos para doações de cestas básicas, colchões e itens de suprimento para a comunidade. A empresa também lançou uma campanha de voluntariado para que seus empregados possam contribuir com doações para as vítimas da tempestade que assolou o litoral paulista.</p>
<p><em>&#8220;A companhia também está mobilizando recursos para doação de cestas básicas, colchões e itens de suprimento para a comunidade; e lançou uma campanha de voluntariado para que os empregados da Transpetro e da Petrobras também possam contribuir com doações para as vítimas&#8221;</em>, informa a Petrobras.</p>
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		<title>Dia de São Sebastião é comemorado no Rio com desfile de blocos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/dia-de-sao-sebastiao-e-comemorado-no-rio-com-desfile-de-blocos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2023 15:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Blocos de Rua]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Padroeiro do Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[São Sebastião]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje (20), dia do padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião, é feriado municipal, e a folia toma conta do centro da cidade, com o desfile de 52 blocos de carnaval. Divulgada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, a lista oficial de blocos e desfiles do carnaval de rua de 2023 conta com [&#8230;]]]></description>
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<p>Hoje (20), dia do padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião, é feriado municipal, e a folia toma conta do centro da cidade, com o desfile de 52 blocos de carnaval.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Divulgada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, a lista oficial de blocos e desfiles do carnaval de rua de 2023 conta com 402 blocos, em 445 desfiles espalhados por toda cidade.</p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro colocará à disposição 220 ambulâncias e oito postos médicos, que serão operados pela Secretaria Municipal de Saúde, a partir de hoje, data do início oficial dos desfiles.</p>
<p>Os foliões vão contar ainda com 34 mil estações de banheiros, sendo 10% destinados para portadores de deficiência, entre containeres e banheiros químicos, todos posicionados por onde passarão os blocos.</p>
<p>O Bloco da Alegria, primeiro bloco do pré-carnaval, faz a entrega das faixas da corte hoje. A folia continua amanhã (21) com o Bloco das Divas, que se apresenta no centro, e o bloco Nem Muda Nem Sai de Cima anima a Tijuca. No domingo (22), os foliões poderão curtir, na zona sul, o Pega Rex, em Ipanema, a Banda Saens Peña, na Tijuca, e o Xodó da Piedade, em Piedade, animam a folia.</p>
<h2 style="text-align: center;">Programação</h2>
<p style="text-align: center;"><strong>20 de janeiro &#8211; Dia de São Sebastião – sexta-feira</strong></p>
<p><strong>BLOCO DA ALEGRIA (Entrega das Faixas da Corte)</strong></p>
<p>Onde: Rua dos Inválidos, 3, Centro<br />
Concentração: 16h</p>
<hr />
<p><strong>BLOCO CARNAVALESCO NEM MUDA NEM SAI DE CIMA</strong></p>
<p>Onde: Avenida Maracanã com Rua Garibaldi, Tijuca<br />
Concentração: 16h<br />
Início: 17h</p>
<hr />
<p><strong>BLOCO DAS DIVAS</strong></p>
<p>Onde: Centro<br />
Concentração: 18h<br />
Início: 20h</p>
<hr />
<p><strong>22 de Janeiro – Domingo</strong></p>
<p><strong>PEGA REX</strong></p>
<p>Local: Ipanema<br />
Concentração: 15h<br />
Início: 16h</p>
<hr />
<p><strong>BLOCO CARNAVALESCO XODÓ DA PIEDADE</strong></p>
<p>Local: Piedade<br />
Concentração: 14h<br />
Início: 16h</p>
<hr />
<p><strong>BANDA DA SAENS PEÑA</strong></p>
<p>Local: Tijuca<br />
Concentração: 14h<br />
Início: 14h</p>
<p><em>* Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara</em></p>
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