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	<title>responsabilização &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Anistia Internacional pede responsabilização por ataque a escola no Irã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 17:40:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Anistia Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A organização Anistia Internacional defendeu que os responsáveis pelo ataque a uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã, sejam responsabilizados. Segundo investigação divulgada pela entidade, a ação teria sido realizada por forças dos Estados Unidos e resultou na morte de 168 pessoas, muitas delas crianças. De acordo com a organização de direitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A organização Anistia Internacional defendeu que os responsáveis pelo ataque a uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã, sejam responsabilizados. Segundo investigação divulgada pela entidade, a ação teria sido realizada por forças dos Estados Unidos e resultou na morte de 168 pessoas, muitas delas crianças.</p>
<p>De acordo com a organização de direitos humanos, o ataque atingiu diretamente um prédio escolar cheio de estudantes, além de outras estruturas localizadas em um complexo adjacente ligado à Guarda Revolucionária Islâmica. A ofensiva teria sido realizada com armas guiadas, mas, segundo a entidade, não foram tomadas todas as precauções necessárias para evitar vítimas civis, o que caracterizaria violação do direito internacional humanitário.</p>
<p>A investigação aponta que as forças norte-americanas podem ter usado informações desatualizadas, pois o edifício que atualmente funcionava como escola teria feito parte, no passado, de instalações militares. Mesmo assim, a organização afirma que atacar um local civil protegido, como uma escola, é proibido pelas normas internacionais de guerra.</p>
<p>A diretora sênior de pesquisa e campanhas da Anistia Internacional, Erika Guevara-Rosas, classificou o episódio como um exemplo trágico do impacto da guerra sobre a população civil. Segundo ela, o local que deveria servir como espaço seguro de aprendizado acabou se transformando em cenário de uma “matança em massa”.</p>
<p>A organização informou que pretende apresentar suas conclusões e recomendações às autoridades dos Estados Unidos, pedindo investigações independentes e responsabilização dos envolvidos no planejamento e execução do ataque.</p>
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		<title>STF retoma julgamento sobre responsabilidade de redes sociais por conteúdos ilegais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 14:50:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Civil da Internet]]></category>
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					<description><![CDATA[O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na próxima quarta-feira (25) o julgamento que pode mudar o entendimento jurídico sobre a responsabilidade das redes sociais por publicações ilegais feitas por usuários. Na última sessão, o plenário já havia formado maioria (7 votos a 1) pela possibilidade de responsabilização civil das plataformas mesmo sem ordem judicial prévia, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na próxima quarta-feira (25) o julgamento que pode mudar o entendimento jurídico sobre a responsabilidade das redes sociais por publicações ilegais feitas por usuários. Na última sessão, o plenário já havia formado maioria (7 votos a 1) pela possibilidade de responsabilização civil das plataformas mesmo sem ordem judicial prévia, em casos que envolvam discursos de ódio, racismo, homofobia, misoginia, ataques à honra ou incitação antidemocrática.</p>
<p>Ainda restam os votos dos ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia, mas a tese central já se consolidou: empresas de tecnologia podem ser punidas por não coibirem a disseminação de conteúdos ilícitos em suas plataformas. A decisão se dá no julgamento de dois recursos com repercussão geral, o que significa que a tese final terá efeito vinculante — ou seja, deverá ser seguida por todos os tribunais do país em casos semelhantes.</p>
<h3>Divergências entre os votos</h3>
<p>O debate gira em torno do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), que atualmente prevê que empresas só podem ser responsabilizadas por conteúdo de terceiros após o descumprimento de uma ordem judicial. Os relatores Dias Toffoli e Luiz Fux consideraram o artigo inconstitucional, por conferir às plataformas uma proteção indevida.</p>
<p>Eles defendem que, diante da notificação extrajudicial de uma vítima, o conteúdo ofensivo já deveria ser removido pelas empresas. O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, concordou em parte: para ele, crimes contra a honra — como calúnia, injúria e difamação — ainda exigiriam decisão judicial. Flávio Dino seguiu o mesmo entendimento.</p>
<p>Já o ministro Gilmar Mendes propôs regimes diferenciados de responsabilização, incluindo a responsabilização presumida de plataformas que aceitam anúncios e impulsionamentos ilegais. Alexandre de Moraes, por sua vez, foi enfático ao afirmar que redes sociais devem ser equiparadas a empresas de mídia e, portanto, têm responsabilidade direta sobre o que divulgam.</p>
<p>O único a divergir até o momento foi André Mendonça, que defendeu a manutenção da atual regra do Marco Civil, sob o argumento de que <strong>monitorar previamente os usuários seria censura</strong> e violaria o direito à liberdade de expressão.</p>
<h3>Pressão das big techs</h3>
<p>O julgamento é acompanhado de perto pelas big techs, como Google e Meta, que defendem a manutenção da legislação atual. Em sustentação oral, representantes do setor afirmaram que já atuam de forma proativa para remover conteúdos ilegais e alertaram que alterações no marco legal podem gerar riscos à liberdade de expressão e excesso de judicialização.</p>
<p>O desfecho do julgamento deve ter impacto direto na atuação das redes sociais no Brasil e pode estabelecer novos parâmetros para o combate à desinformação e aos discursos de ódio online.</p>
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