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		<title>Projetos Águas da Guanabara ultrapassa 2 mil toneladas de resíduos retirados e avança para novas fases</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 14:44:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Baía de Guanabara]]></category>
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					<description><![CDATA[O Projeto Águas da Guanabara atingiu um marco histórico ao ultrapassar a marca de 2 mil toneladas de resíduos retirados de rios, manguezais, praias e ilhas da região. A iniciativa, que entra em seu quarto ano de atuação, segue em expansão com o início da 13ª fase em Magé e da 11ª fase em São [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Projeto Águas da Guanabara atingiu um marco histórico ao ultrapassar a marca de 2 mil toneladas de resíduos retirados de rios, manguezais, praias e ilhas da região. A iniciativa, que entra em seu quarto ano de atuação, segue em expansão com o início da 13ª fase em Magé e da 11ª fase em São Gonçalo, Itaboraí e no distrito de Itambi, reforçando sua presença em pontos estratégicos da Baía de Guanabara.</p>
<p>Criado em 2022, o projeto vem se consolidando como uma das principais ações de recuperação ambiental aliadas à transformação social no estado do Rio de Janeiro. Com equipes atuando diariamente em campo, são retiradas, em média, cerca de duas toneladas de resíduos por dia, evitando que o lixo continue degradando ecossistemas sensíveis e impactando a atividade pesqueira.</p>
<p><em>“Ultrapassar a marca de 2 mil toneladas retiradas mostra a força do projeto e o compromisso com a recuperação da Baía de Guanabara. Esse resultado é fruto de um trabalho contínuo e do envolvimento direto das comunidades locais”,</em> destaca Luiz Claudio Stabille Furtado, presidente da Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Desde 2022, o Águas da Guanabara atua diretamente na área do parque, contribuindo para a conservação ambiental e a recuperação de um território que foi profundamente afetado pelo vazamento de óleo na Baía de Guanabara, em 2000.</p>
<p>Hoje, a região apresenta sinais concretos de regeneração, com a recuperação de áreas de manguezal e o retorno de diversas espécies de aves e vida marinha.</p>
<p><strong>Impacto ambiental e social</strong></p>
<p>Mais do que os números expressivos, o Águas da Guanabara se diferencia pelo impacto direto nas comunidades tradicionais. Ao todo, mais de 2,2 mil pescadores artesanais já foram beneficiados, participando ativamente das ações de coleta, triagem e monitoramento ambiental.</p>
<p>A iniciativa garante geração de renda, oferece melhores condições de trabalho e promove capacitação, fortalecendo a pesca artesanal, atividade historicamente afetada pela poluição das águas.</p>
<p><em>“Esse projeto mudou a realidade de muitos pescadores. A gente limpa o nosso ambiente de trabalho e, ao mesmo tempo, consegue levar sustento para casa com mais dignidade”</em>, afirma Gilberto Alves, presidente da colônia Z8, em São Gonçalo.</p>
<p>Além da geração de renda, a retirada de resíduos contribui diretamente para a recuperação da fauna e flora locais. A diminuição do lixo nos manguezais e cursos d’água reduz danos às redes de pesca, melhora a qualidade da água e favorece o retorno de espécies importantes para o equilíbrio ambiental.</p>
<p><strong>Atuação em áreas estratégicas da Baía de Guanabara</strong></p>
<p>No âmbito do Projeto Águas da Guanabara, foi realizado um mapeamento entre dezembro de 2025 e março de 2026 com o objetivo de avaliar as áreas que já haviam sido alvo de ações de limpeza.</p>
<p>O que foi encontrado é alarmante.</p>
<p>Em poucos meses, as mesmas áreas voltaram a ser tomadas por uma quantidade expressiva de resíduos, evidenciando um problema grave e contínuo: o descarte irregular de lixo por parte da população.</p>
<p>Esse lixo não desaparece. Ele tem destino. E esse destino são os manguezais.</p>
<p>Ambientes essenciais para a vida marinha estão sendo sufocados por resíduos, afetando diretamente a fauna e comprometendo o sustento de pescadores que dependem desses ecossistemas para sobreviver.</p>
<p>Mas há também resistência e trabalho contínuo sendo realizado.</p>
<p>O projeto mantém a exposição permanente “Transformar”, no Parque Natural Municipal Barão de Mauá, onde visitantes podem conhecer de perto a dimensão das ações e os impactos positivos gerados ao longo dos anos.</p>
<p>Em Magé, as equipes concentram esforços em áreas de alta relevância ecológica, como a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim e a APA Estrela, regiões reconhecidas como berçários da vida marinha.</p>
<p>Já em Itaboraí e Itambi, o trabalho tem caráter estratégico ao interceptar resíduos que chegam pelos rios antes de atingirem a Baía de Guanabara, funcionando como uma barreira ambiental.</p>
<p>Todo o material recolhido passa por pesagem, triagem e destinação adequada, contribuindo para a redução de impactos ambientais e para o fortalecimento da economia circular.</p>
<p><em>“Ver mais de 2 mil toneladas de lixo fora do ecossistema e saber que mais de 2,2 companheiros de pesca hoje têm uma condição de vida melhor mostra que o projeto é um verdadeiro divisor de águas para a nossa região”</em>, ressalta Elaine Cristina, presidente da colônia de pescadores Z-9 em Magé.</p>
<p>Ainda assim, o cenário atual deixa um alerta urgente. Não basta recuperar, é preciso preservar.</p>
<p>Até quando o esforço de anos será comprometido pela falta de responsabilidade no descarte do lixo?</p>
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