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	<title>Religiões Matriz Africana &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Ampliação do acervo de objetos de religiões afro-brasileiras é prevista em acordo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 00:41:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta segunda-feira (20), o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, firmou um convênio de pesquisa com o objetivo de investigar e ampliar o acervo de objetos sagrados de religiões de matriz africana. O acervo atualmente possui 519 objetos, incluindo roupas, chapéus e atabaques, que foram apreendidos pela polícia estadual entre 1890 e 1946. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira (20), o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, firmou um convênio de pesquisa com o objetivo de investigar e ampliar o acervo de objetos sagrados de religiões de matriz africana. O acervo atualmente possui 519 objetos, incluindo roupas, chapéus e atabaques, que foram apreendidos pela polícia estadual entre 1890 e 1946. O convênio prevê uma cooperação técnico-científica entre a Defensoria Pública da União e o Museu da República, que irão analisar mais de 300 inquéritos policiais do período para identificar outros artefatos a serem adicionados à coleção.</p>
<p>“As batidas policiais aconteciam frequentemente durante as cerimônias religiosas. Mesmo depois dos sacerdotes e sacerdotisas soltos, os objetos sagrados permaneciam presos como prova documental de um crime. Que crime o povo de axé cometeu? É crime cultuar os orixás? Claro que não, mas por cultuar o sagrado, o povo de santo foi perseguido&#8221;, disse o diretor do Museu da República, Mário Chagas.</p>
<p>“Os objetos sagrados que foram guardados como prova de um crime que não existiu, hoje testemunham o crime, esse sim concreto, cometido pelo Estado contra as religiões de matriz afro-brasileira”, acrescentou.</p>
<p>Segundo o ministro Silvio Almeida, o convênio firmado representa um importante passo no aprofundamento do processo de reparação histórica aos candomblecistas e umbandistas. A iniciativa visa não somente a ampliação do acervo, mas também a valorização e resgate da história e cultura dessas religiões que tanto contribuíram para a formação da identidade brasileira. Ele destacou a importância de reconhecer o valor desses objetos sagrados e o papel fundamental que desempenham nas práticas religiosas afro-brasileiras.</p>
<p>&#8220;Falar de perseguição às religiões de matriz africana, na verdade, é a gente falar de racismo. Naquilo que se classifica de racismo religioso. Essa discriminação sistemática contra pessoas que são de religiões africanas é porque estão relacionadas ao que representa ser negro no Brasil. É uma perseguição articulada pelas instituições jurídicas e políticas&#8221;, afirmou o ministro. &#8220;É muito importante nós conhecermos essa dimensão da memória, da verdade e da justiça como ponto de partida para que a gente mude a sociedade brasileira&#8221;, destacou.</p>
<h2>Acervo</h2>
<p>Em 1938, parte do acervo de objetos sagrados de religiões de matriz africana, conhecido como “Coleção Museu de Magia Negra”, foi tombado pelo então Serviço do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (SPHAN) e ficou sob responsabilidade do Museu da Polícia Civil do Rio de Janeiro. No entanto, a comunidade religiosa que se utiliza desses objetos passou décadas solicitando a transferência das peças para outro espaço que não fosse ligado à lógica de criminalização.</p>
<p>Em 2017, a Mãe Meninazinha de Oxum, uma das principais referências do candomblé, liderou uma campanha oficial chamada de “Liberte Nosso Sagrado”, que teve o apoio de diferentes movimentos da sociedade civil. A questão ganhou destaque e chegou ao Ministério Público e à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).</p>
<p>Após uma série de debates, foi assinado um termo de cessão e o acervo foi transferido para o Museu da República em 21 de setembro de 2020. Agora, o convênio assinado entre a Defensoria Pública da União e o Museu da República busca aprofundar o processo de reparação histórica aos candomblecistas e umbandistas, além de ampliar o acervo com a recuperação de outros objetos. O intercâmbio de conhecimentos e de práticas técnico-científicas será realizado por meio da análise de mais de 300 inquéritos policiais do período entre 1890 e 1946.</p>
<h2>Novo nome</h2>
<p>O superintendente regional do Iphan no Rio, Paulo Vidal, informou que uma portaria será publicada nesta terça-feira (21) para mudar oficialmente o nome do acervo, que no livro de tombo etnográfico ainda consta como &#8220;Magia Negra”, e agora vai ser oficialmente reconhecido como “Nosso Sagrado”. Para quem lutou tanto tempo para proteger e repatriar os artefatos, o evento trouxe vitórias importantes.</p>
<p>“Muito feliz pelo nosso trabalho ter sido reconhecido. Do Nosso Sagrado ser reconhecido como sagrado. É o primeiro passo de muitas outras coisas. O caminho é muito grande, mas vamos chegar lá com a benção dos orixás”, celebrou Mãe Meninazinha de Oxum.</p>
<h2>Catálogo Moda de Terreiro</h2>
<p>No Museu da República, o ministro Silvio de Almeida participou do lançamento do catálogo impresso “Moda de Terreiro”. A coordenação do projeto fica a cargo de Mãe Meninazinha de Oxum, no Ilê Omolu Oxum, em São João de Meriti, região metropolitana do Rio de Janeiro. A publicação de 40 páginas apresenta vestimentas sagradas, confeccionadas por mulheres do Ateliê Obirim Odara, sob a coordenação de Mãe Nilce de Iansã.</p>
<p>O catálogo é patrocinado pelo Fundo de Investimento Social (ELAS) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA Brasil). As vestimentas são parte de uma tradição da Bahia, trazida por Iyá Davina (1880-1964), mãe de santo e avó materna de Mãe Meninazinha de Oxum, matriarca do Ilê Omolu Oxum. O Ateliê Obirim Odara surge a partir do programa de combate à misoginia e à violência doméstica do Ilê Omolu Oxum, que acolhe mulheres vítimas desses crimes.</p>
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