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	<title>Registro &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Registro de Indicação Geográfica abre caminhos para cachaça de Paraty</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Oct 2022 14:19:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A cachaça artesanal de Paraty vive um momento de ascensão com troféus em concursos internacionais de destilados, experimentação de blends e busca de novos mercados. O reconhecimento da cidade histórica do sul fluminense como Indicação Geográfica (IG) &#8211; registro legal concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) &#8211; foi passo fundamental para a valorização do produto.  Em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cachaça artesanal de Paraty vive um momento de ascensão com troféus em concursos internacionais de destilados, experimentação de<em> blends</em> e busca de novos mercados. O reconhecimento da cidade histórica do sul fluminense como <a href="https://www.expressocarioca.com.br/o-que-e-um-produto-com-indicacao-geografica/" target="_blank" rel="noopener">Indicação Geográfica (IG)</a> &#8211; registro legal concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) &#8211; foi passo fundamental para a valorização do produto. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em parceria com o Sebrae, o programa <em><a href="https://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem" target="_blank" rel="noopener">Caminhos da Reportagem</a></em>, da <strong>TV Brasil</strong>, gravou a série <em>Riquezas da Nossa Terra</em>, que vai mostrar produtos de Indicações Geográficas brasileiras. O primeiro dos 12 episódios, <em>Uma Dose de Paraty,</em> fala sobre a tradição da produção de cachaça na região. O programa vai ao ar neste <span id="OBJ_PREFIX_DWT333_com_zimbra_date" role="link"><span id="OBJ_PREFIX_DWT342_com_zimbra_date" role="link">domingo</span></span> (9), às 22h, e vai ficar disponível na internet.</p>
<h2>Selo</h2>
<p><span id="OBJ_PREFIX_DWT328_com_zimbra_date" role="link"><span id="OBJ_PREFIX_DWT338_com_zimbra_date" role="link">Hoje</span></span>, seis empresas familiares produzem de 350 mil a 400 mil litros de cachaça por ano e usam o selo da <a href="https://www.expressocarioca.com.br/o-que-e-um-produto-com-indicacao-geografica/" target="_blank" rel="noopener">Indicação Geográfica (IG)</a>. A maior parte da produção é vendida para os turistas que passam pela cidade.</p>
<p>Até três décadas atrás as cachaçarias estavam em declínio na cidade, quando um grupo de produtores resolveu investir na renovação das instalações e resgatar a tradição. A qualidade e o modo de fazer a bebida, passado de geração em geração, desde o período colonial, fizeram de Paraty a primeira cidade do país a <span id="OBJ_PREFIX_DWT329_com_zimbra_date" role="link"><span id="OBJ_PREFIX_DWT339_com_zimbra_date" role="link">ter</span></span> o registro de IG pela produção da cachaça, em 2007, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).</p>
<p>Os irmãos Paulo e Carlos José Miranda (Casé), sócios da Paratiana, relacionam a conquista da IG com o aumento do turismo de degustação nos alambiques e com a abertura de mercados.  Eles exportam parte da produção para os Estados Unidos e Alemanha. Já ganharam prêmios nesses países e em outros, como Bruxelas e China. Casé conta que a empresa tem tido bons resultados com o envelhecimento em barris feitos de madeiras brasileiras, “o que faz todo sentido, já que a cachaça é uma bebida exclusivamente brasileira”, afirma.</p>
<p>Atualmente, o Brasil produz 800 mil litros da bebida e tem capacidade para produzir 1,2 milhão de litros anuais, segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça, IBRAC. Paulo Miranda ressalta que em todo o país há um aperfeiçoamento na produção da cachaça. “Eu tenho muito orgulho de produzir esse destilado que é nosso, paratiense, brasileiro e que, de fato, tem sofrido uma influência para melhorar cada vez mais. A gente não produz só cachaça aqui em Paraty, a gente produz a nossa tradição”, conclui.</p>
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<figure id="attachment_53254" aria-describedby="caption-attachment-53254" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Paraty-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-53254" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Paraty-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C303&#038;ssl=1" alt="Paraty - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="463" height="303" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Paraty-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Paraty-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Paraty-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-53254" class="wp-caption-text">Paraty &#8211; Reuters/Eddie Keogh/Direitos reservados</figcaption></figure>
<p>Coautor do livro <em>Mucungo: a História da Cachaça em Paraty</em>, lançado em 2021, Flávio Leão diz que não é possível saber a data exata do início produção do destilado de cana-de-açúcar, “mas com certeza antes do ano de 1600 já havia alambiques na cidade”. A abundância de rios na região favoreceu a instalação das rodas d’água, fundamentais para a moagem da cana-de-açúcar em grande escala e para a instalação dos engenhos.</p>
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<p>Eduardo Mello, da cachaçaria Coqueiro, é o produtor há mais tempo em atividade e preserva a receita dos antepassados, que começaram a produzir cachaça em 1803. Os filhos Ângelo e Eduardo dividem com o pai o trabalho na cachaçaria.  “Ver o amor que o meu pai tinha pelo produto, pelo modo de fazer, pela qualidade, é que acabou nos encantando&#8221;, diz Ângelo.</p>
<h2>Registro</h2>
<p>Além de comprovar a tradição da atividade, no registro da <a href="https://www.expressocarioca.com.br/o-que-e-um-produto-com-indicacao-geografica/" target="_blank" rel="noopener">Indicação Geográfica</a> são definidos padrões técnicos e de qualidade para o produto. Para usar o selo da IG, os produtores interessados precisam submeter a bebida à Associação dos Produtores e Amigos da Cachaça de Paraty (Apacap), que avalia se as normas estão sendo cumpridas. “O interessante, na Indicação Geográfica,  é que ela é concedida a uma associação ou entidade ligada aos produtores daquela região, então a gestão tem que ser coletiva. Isso obriga o produtor a estar organizado”, explica Celso Merola, chefe da divisão de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura no Rio<span id="OBJ_PREFIX_DWT330_com_zimbra_date" role="link"> de Janeiro</span>.</p>
<p>Na produção artesanal a dedicação tem que ser constante, explica o presidente da Apacap e proprietário da cachaçaria Pedra Branca, Lúcio Gama Freire. O chamado corte da cachaça é feito manualmente. Isso significa que após a bebida ser destilada, é preciso retirar as partes de maior teor alcóolico (cabeça) e menor (cauda) para selecionar o coração da cachaça, que é enviado para a maturação, armazenamento e envelhecimento antes da comercialização. O teor alcóolico da cachaça pode variar de 38° a 48° de acordo com a legislação brasileira.</p>
<p>Do plantio ao engarrafamento, a produtora Maria Izabel acompanha todas as etapas de perto. O fermento é feito no fogão à lenha da casa onde mora, no Sítio Santo Antônio, na margem da baía de Paraty. Quando decidiu montar o alambique, nos anos 90, não havia energia elétrica na propriedade e ela tirou proveito do declive do terreno fazendo com que a gravidade atuasse no processo, dispensando o uso de bombas. <span id="OBJ_PREFIX_DWT331_com_zimbra_date" role="link"><span id="OBJ_PREFIX_DWT340_com_zimbra_date" role="link">Hoje,</span></span> a cachaça que produz é certificada como orgânica. “Não é só porque ela tem um certificado, ela é orgânica porque a gente trabalha como organismo. Tudo aqui tá interligado. É da terra que vem a cana, então a gente cuida da terra e a terra cuida da gente. Isso cria o equilíbrio, essa harmonia”, explica.</p>
<figure id="attachment_53248" aria-describedby="caption-attachment-53248" style="width: 463px" class="wp-caption alignright"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Charme-das-casas-coloridas-e-ruas-de-pedras-em-Paraty-TV-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-53248" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Charme-das-casas-coloridas-e-ruas-de-pedras-em-Paraty-TV-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C260&#038;ssl=1" alt="Charme Das Casas Coloridas E Ruas De Pedras Em Paraty TV Brasil - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="463" height="260" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Charme-das-casas-coloridas-e-ruas-de-pedras-em-Paraty-TV-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Charme-das-casas-coloridas-e-ruas-de-pedras-em-Paraty-TV-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/10/08-Charme-das-casas-coloridas-e-ruas-de-pedras-em-Paraty-TV-Brasil-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-53248" class="wp-caption-text">Charme das casas coloridas e ruas de pedras em Paraty &#8211; TV Brasil</figcaption></figure>
<p>A procura pela aguardente famosa movimenta o turismo e o comércio do centro histórico.  A chef Ana Bueno, do restaurante Banana da Terra, explica que a cachaça está cada vez mais presente nos cardápios dos restaurantes e é um ingrediente versátil na elaboração dos pratos.</p>
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<p>Criado no Quilombo do Campinho, o <em>drink</em> Mata Atlântica foi premiado em uma das últimas edições do Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty. A bebida é preparada com cachaça e juçara, uma palmeira cujos frutos são muito presentes na alimentação e na economia dos povos tradicionais da região. Daniele Elias Santos, vice-presidente da associação de moradores, conta que a comunidade foi formada por três mulheres que vieram da África escravizadas para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar. “<span id="OBJ_PREFIX_DWT332_com_zimbra_date" role="link"><span id="OBJ_PREFIX_DWT341_com_zimbra_date" role="link">Hoje</span></span> são outros tempos. A gente tem nossos empreendimentos, a gente trabalha com turismo de base comunitária e recebe grupos do Brasil e do mundo.”</p>
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