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	<title>redação &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>redação &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>MEC Publica resultados do Enem 2023 nesta terça-feira</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mec-publica-resultados-do-enem-2023-nesta-terca-feira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 14:33:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Educação (MEC) divulgará a partir desta terça-feira (16) os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, realizado nos dias 5 e 12 de novembro do ano passado. Os participantes terão acesso às notas por meio da Página do Participante, no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Educação (MEC) divulgará a partir desta terça-feira (16) os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, realizado nos dias 5 e 12 de novembro do ano passado. Os participantes terão acesso às notas por meio da Página do Participante, no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), utilizando o login único da plataforma Gov.br.</p>
<p>Segundo o MEC, as notas dos &#8220;treineiros&#8221;, participantes que realizaram o exame para autoavaliação sem concorrer a vagas, serão divulgadas em março. Mais de 3,9 milhões de pessoas participaram do certame.</p>
<p>O espelho com a avaliação das redações estará disponível 90 dias após a divulgação dos resultados. O MEC enfatiza que as redações são avaliadas com base nas cinco competências da matriz de referência, podendo atingir até 1.000 pontos. Fatores como fuga ao tema, extensão total de até sete linhas, trecho desconectado do tema proposto, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame podem resultar em nota zero.</p>
<p>Além de avaliar o desempenho escolar ao final da educação básica, o Enem é a principal forma de ingresso na educação superior no Brasil, através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de programas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).</p>
<p>Os resultados também são utilizados como critério único ou complementar em processos seletivos, além de servirem como referência para acesso a auxílios governamentais, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).</p>
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		<title>Desigualdade de gênero sobrecarrega mulheres no trabalho de cuidar</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/desigualdade-de-genero-sobrecarrega-mulheres-no-trabalho-de-cuidar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2023 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Enem 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Tema]]></category>
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					<description><![CDATA[Como em todos os anos, o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ganha ampla repercussão no país. No primeiro dia das provas do Enem 2023, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o tema do texto dissertativo exigido pelo exame: &#8220;Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do [&#8230;]]]></description>
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<p>Como em todos os anos, o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ganha ampla repercussão no país. No primeiro dia das provas do Enem 2023, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o tema do texto dissertativo exigido pelo exame: &#8220;Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil&#8221;.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua 2022, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, enquanto os homens utilizam 11,7 horas.</p>
<p>Essa situação, na avaliação de especialistas ouvidas pela reportagem, penaliza excessivamente as mulheres, criando barreiras para entrada no mercado de trabalho em igualdade de condições, bem como para a participação na vida pública e em outros espaços sociais ainda dominado hegemonicamente por homens.</p>
<p>&#8220;É uma realidade para a qual não se presta muita atenção, há uma naturalização de que a tarefa de cuidar das pessoas é algo que compete às mulheres, algo que se entende como uma natureza feminina. Isso tem a ver como uma forma que se organiza as tarefas de gênero na sociedade, a provisão de recursos, o que sobrecarrega as famílias&#8221;, aponta a socióloga Laís Abramo, secretária nacional de Cuidados e Família, órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).</p>
<p>Para ela, que está à frente de um grupo de trabalho (GT) para elaborar a Política Nacional de Cuidados, o tema ter sido cobrado na redação do Enem é algo muito necessário. &#8220;Sabemos da importância dessa prova em termos de democratização do acesso ao ensino superior e de que todos os temas colocados na redação são momentos de reflexão. Quando vi, fiquei muito contente&#8221;, comentou em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>A expectativa de Laís Abramo é que, em maio do ano que vem, o governo federal apresente propostas de um marco normativo que reconheça efetivamente o direito ao cuidado, e os direitos de quem cuida, além de fomentar a ampliação de políticas públicas já existentes e até mesmo a criação de novos direitos.</p>
<p>A jornalista e pesquisadora Ismália Afonso, oficial para os temas de gênero e raça do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, também destaca o alcance que o assunto ganhou ao ser cobrado na prova do Enem, &#8220;que tem uma força para pautar do debate público&#8221;. &#8220;Além disso, o tema da redação parte da ideia de que a gente olha para desigualdade, não se discute se o problema existe ou não. Isso nos coloca em outro patamar de discussão&#8221;, observa.</p>
<p>Autora do livro Nem trabalha nem estuda? Desigualdade de gênero e raça na trajetória das jovens da periferia de Brasília (Appris, 2018), a pesquisadora também argumenta que a invisibilidade do trabalho de cuidado feito por mulheres, não apenas no Brasil, é uma expressão da desigualdade de gênero, ou seja, da estrutura social que valoriza homens e mulheres de maneiras diferentes. &#8220;Homens não são preparados para naturalizar certos tipos de trabalho, enquanto mulheres são socialmente construídas para isso. Ainda que haja legislações que remunerem mulheres pelo trabalho de cuidar, a gente precisa fomentar uma mudança cultural&#8221;, defendeu em entrevista à Agência Brasil.</p>
<h2>Referências internacionais</h2>
<p>A retomada das políticas sociais por igualdade de gênero no país, que foram descontinuadas nos últimos anos, também busca colocar o Brasil no patamar de outros países latino-americanos que avançaram nos últimos anos. Um decreto editado pelo governo argentino, em 2021, passou a reconhecer o cuidado materno como tempo de serviço considerado para a concessão de aposentadoria.</p>
<p>&#8220;Estamos, desde o começo dessa discussão, olhando muito para as experiências internacionais. Existem vários países da América Latina que estão mais avançados na estruturação de políticas nacionais de cuidado&#8221;, aponta.</p>
<p>Laís Abramo cita uma experiência de Bogotá, capital da Colômbia, que instituiu os chamados Quarteirões do Cuidado, que são equipamentos públicos como lavanderias coletivas, cozinhas solidárias e restaurantes populares concentrados em um raio territorial pequeno, como forma mitigar o tempo e o esforço do trabalho de cuidado.</p>
<p>No Brasil, a secretária nacional de Cuidados e Famílias destaca, por exemplo, o pagamento adicional de R$ 150 aos beneficiários do programa Bolsa Família com crianças até 6 anos de idade, que foi instituído em março. &#8220;O cuidado é um direito humano. Todas as pessoas precisam de cuidado. E a gente entende que o cuidado é um trabalho, que implica muitas horas diárias ao longo da vida inteira. Você não pode fazer com que a provisão desse cuidado recaia sobre as mulheres de maneira não remunerada&#8221;, argumenta Laís Abramo.</p>
<p>Na próxima quarta-feira (8), em Brasília, o governo federal vai sediar um seminário internacional, envolvendo altas autoridades da área de assistência social dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), justamente para debater o fortalecimento de políticas públicas sobre o cuidado. O evento ocorre no contexto da presidência temporária do Brasil à frente do bloco regional sul-americano.</p>
<h2>Propostas em debate</h2>
<p>Entre as propostas que estão em debate no GT criado pelo governo federal está a ampliação da licença-maternidade para mães que estão fora do mercado de trabalho. A licença-paternidade, atualmente de apenas 5 dias para trabalhadores com carteira assinada, é considerada insuficiente por especialistas. Também está em estudo a ideia de instituir uma licença-parental, que seria um período de afastamento a ser dividido entre os pais ou responsáveis legais da criança.</p>
<p>Há também metas na área da educação que têm impacto direto na mitigação desse trabalho não-remunerado, como a meta de ampliar o acesso à creche para 50% das crianças de 0 a 3 anos. Atualmente, essa cobertura está em 35%. A ampliação da escola em tempo integral desde o Ensino Fundamental também é considerada medida fundamental para evitar que mulheres tenham que abdicar de trabalho ou carreira para cuidar dos filhos durante o turno em que não estão na escola.</p>
<p>Para Ismália Afonso, enfrentar esse desafio requer um leque amplo de medidas, inclusive um novo pacto social. &#8220;Precisamos atuar tanto do ponto de vista das políticas públicas quanto do ponto de vista de um novo acordo social, sobre quem faz o quê dentro das famílias, dentro do mundo trabalho não remunerado e dentro da estrutura social que atribui poderes diferentes para homens e mulheres&#8221;, diz.</p>
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		<title>Inep aciona PF por suposto vazamento da prova de redação do Enem</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/inep-aciona-pf-por-suposto-vazamento-da-prova-de-redacao-do-enem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2023 00:34:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Enem 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) acionou, na tarde deste domingo (5), a Polícia Federal para investigar a imagem de uma prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 que circula nas redes sociais e em grupos do WhatsApp.  A assessoria de imprensa do Inep confirmou a reprodução [&#8230;]]]></description>
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<p>O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) acionou, na tarde deste domingo (5), a Polícia Federal para investigar a imagem de uma prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 que circula nas redes sociais e em grupos do WhatsApp. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A assessoria de imprensa do Inep confirmou a reprodução da imagem e a medida adotada. “Supostas imagens da prova do Enem passaram a circular nas redes sociais, depois do início da aplicação do exame. Acionamos a Polícia Federal que está investigando para tomar as providências cabíveis”, informou.</p>
<p>A imagem reproduzida na internet mostra a página 19 do caderno de provas do tipo 3, branco. Na fotografia, há o tema da redação: “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”, bem como instruções aos candidatos para redigirem a dissertação, como número de linhas da folha, uso de caneta preta e penalidade com nota zero quando houver fuga do tema proposto. A imagem mostra ainda quatro textos de apoio relacionados ao tema proposto.</p>
<h2>Proibição</h2>
<p>Pelas regras do Enem, <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/edital-n-30-de-5-de-maio-de-2023-481632388">descritas no edital do Enem 2023</a>, não é permitido o uso de eletrônicos no local de prova, nem postar fotos do exame durante a aplicação da prova. Os participantes flagrados tirando fotos das provas estão cometendo um crime e são, automaticamente, eliminados do Enem.</p>
<p>Os portões dos locais de prova do Enem fecharam às 13h, deste domingo. As provas foram iniciadas às 13h30. A partir de 15h30, os candidatos puderam sair das salas, mas sem o Caderno de Questões da prova &#8211; o que pode ocorrer somente a partir dos últimos 30 minutos que antecedem o término da prova, neste caso, a partir de 18h30.</p>
<p>Portanto, segundo edital, é motivo de eliminação do candidato a saída em definitivo da sala de provas com o Cartão-Resposta, a folha de redação ou qualquer material de aplicação, antes dos 30 minutos finais do exame, com exceção do Caderno de Questões.</p>
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		<item>
		<title>Tema de redação do Enem traz à luz organização patriarcal da sociedade</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/tema-de-redacao-do-enem-traz-a-luz-organizacao-patriarcal-da-sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Nov 2023 00:26:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Enem 2023]]></category>
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					<description><![CDATA[O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 traz à luz uma questão estrutural da sociedade brasileira: mulheres que cuidam de familiares, de filhos, de companheiros e da casa e que muitas vezes têm duplas ou triplas jornadas diárias sem opção de escolha e sem remuneração ou reconhecimento. Para professores de [&#8230;]]]></description>
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<p>O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 traz à luz uma questão estrutural da sociedade brasileira: mulheres que cuidam de familiares, de filhos, de companheiros e da casa e que muitas vezes têm duplas ou triplas jornadas diárias sem opção de escolha e sem remuneração ou reconhecimento. Para professores de redação entrevistados, o tema segue a linha de temas anteriores, chamando atenção para uma problemática social. Apesar disso, pode ser bastante desafiador para os candidatos do exame.  <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O tema da redação deste ano é &#8220;Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil&#8221;.</p>
<p>Ao ler o tema, a professora de língua portuguesa e produção textual do colégio Mopi Tatiana Nunes Camara comemorou: “Eu adorei. Eu acho que é bem interessante porque nós, mulheres, temos realmente tantos trabalhos e não temos reconhecimento nenhum. São tantas mulheres com tantas jornadas de trabalho dentro e fora de casa”, diz.</p>
<p>Segundo a professora, o tema é atual e está em linha também com acontecimentos recentes deste ano. Um deles é o lançamento e o sucesso de bilheteria do filme Barbie. O filme discute a organização patriarcal da sociedade em contraposição ao mundo da Barbie, onde as mulheres ocupam a centralidade e os cargos de liderança. O filme, de acordo com a professora, pode servir de repertório para a elaboração do texto.</p>
<p>Além disso, o governo brasileiro anunciou este ano a criação de um grupo de trabalho para a elaboração da Política Nacional de Cuidados. A política é voltada para aqueles que cuidam de crianças, de adolescentes, de idosos, de pessoas com deficiência ou com alguma limitação, trabalho majoritariamente realizado por mulheres. Segundo o grupo, as mulheres dedicam ao trabalho de cuidados não remunerado no interior dos seus próprios domicílios em média 22 horas por semana (o dobro do tempo dos homens).</p>
<p>“Eu acho que o aluno que estudou, que acompanhou as notícias e toda essa trajetória de assuntos está bem preparado e vai conseguir fazer”, diz Camara. Um dos erros que os estudantes podem cometer é, segundo a professora, questionar se esse trabalho é invisível ou mesmo se é um trabalho. “[O candidato] vai ter que ter cuidado para entender que o tema foca na invisibilidade do trabalho de cuidado. Ou seja, não é para questionar se é ou não invisível. Ele é invisível. Tem que partir de que o Inep já está dizendo que é invisível”.</p>
<p>Os estudantes precisam também elaborar uma proposta de intervenção, ou seja, o que é preciso fazer para buscar uma solução para a questão. “A gente pode pensar em subsídios fiscais para empresas contratarem mulheres, em investimento público em creches públicas, porque muitas mães não conseguem trabalhar porque não têm com quem deixar os filhos e na criação de leis que garantam subsídios a essas mulheres cujo trabalho muitas vezes, quase nunca é reconhecido”, diz.</p>
<p>Para o professor de língua portuguesa Noslen Borges, da plataforma Clube do Noslen, o tema segue a linha de edições anteriores da prova. “Eu acho que vem dentro do histórico do Enem, que trabalha com problemáticas brasileiras, focando em grupos deixados de lado. Isso faz parte da estrutura do Enem”, diz.</p>
<p>Segundo ele, mais do que uma discussão pertinente, é uma realidade há muitos anos não só no Brasil, mas em todo o mundo. “Com certeza esse trabalho invisível é um tema pertinente e profundo, mas não sei o quanto os adolescentes conseguem discutir sobre isso. E que esse tema não fique só no Enem, mas que essa discussão venha para a sociedade”, acrescenta.</p>
<p>Segundo o professor, os estudantes devem buscar qualificar a discussão. Citar filmes e livros e situações em que isso acontece pode ser formas de qualificar o texto. Em relação à proposta de intervenção, ele diz que um caminho é propor a criação de leis para que esse trabalho saia da invisibilidade e que as pessoas recebam suporte e mesmo bolsas para essas atividades.</p>
<p>A professora de redação da plataforma de estudos Descomplica Roberta Panza diz que é importante os candidatos se aterem ao que está sendo pedido na prova. Um caminho é discutir no texto por que é tão difícil combater a invisibilidade desse trabalho. “É muito importante que o aluno entenda a força da palavra enfrentamento. Estamos falando de combate a uma perspectiva. Tem que refletir por que é tão difícil combater a invisibilidade desse tipo de trabalho”, explica</p>
<p>De acordo com Panza, o tema chama atenção não apenas para um recorte de gênero, por ser um trabalho mais realizado por mulheres, mas também para o recorte racial, já que muitas vezes são as mulheres negras que desempenham essas atividades. Outro ponto a ser levado em consideração é que historicamente esse tipo de trabalho é relegado às mulheres, mas as tarefas domésticas poderiam ser feitas por todas as pessoas que moram na casa.</p>
<p>Ela aponta ainda como uma das problemáticas que podem ser incluídas no texto o fato de que mudanças poderiam ser feitas por meio de leis, mas as leis são feitas majoritariamente por homens, que são maioria nas casas legislativas. Segundo dados da Câmara dos Deputados, as mulheres ocupam 17,7% das cadeiras da Casa.</p>
<h2>Enem 2023</h2>
<p>Os participantes do Enem 2023 fazem neste domingo as provas de linguagens, redação e ciências humanas. No próximo domingo (12), os candidatos farão as provas de ciências da natureza e matemática. Ao todo, são 180 questões, sendo 45 de cada área do conhecimento.</p>
<p>O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. O Enem é a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A nota também pode ser usada para ingresso em universidades no exterior.</p>
<p>O Canal Educação transmite neste domingo o programa Caiu no Enem, com a participação ao vivo de professores que irão analisar as principais questões que caíram na prova, a partir de 20h a 22h. A primeira hora do programa também será exibida pela TV Brasil e emissoras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), de 20h a 21h. A Rádio Nacional retransmitirá a íntegra do programa para os ouvintes, a partir das 20h. O público pode participar enviando dúvidas e comentários para os perfis do Canal Educação nas redes sociais @canaleducacaobr e usando a hashtag #CaiuNoEnem.</p>
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		<title>Confira as principais apostas para os temas da redação do Enem</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/confira-as-principais-apostas-para-os-temas-da-redacao-do-enem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2023 14:35:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Temas ligados ao meio ambiente, saúde, tecnologia e inteligência artificial são algumas das apostas de professores para a prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicada no próximo sábado (5). Além de conhecer as exigências sobre a estrutura do texto, os alunos devem estar bem informados sobre os principais acontecimentos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Temas ligados ao meio ambiente, saúde, tecnologia e inteligência artificial são algumas das apostas de professores para a prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicada no próximo sábado (5). Além de conhecer as exigências sobre a estrutura do texto, os alunos devem estar bem informados sobre os principais acontecimentos no Brasil.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O eixo do meio ambiente é uma das principais apostas da professora de redação Roberta Panza, da plataforma de estudos Descomplica. “É um tema muito atual e, de uns anos para cá, a discussão sobre o clima tem sido cada vez mais presente”, diz. Nesse eixo, podem ser abordados temas como aquecimento global e mudanças climáticas, educação ambiental e crise climática, hídrica e energética.</p>
<p>Os impactos das mudanças climáticas também estão entre as apostas da professora de língua portuguesa e redação do colégio Mopi Tatiana Nunes Camara. “A consciência dos cidadãos, no que diz respeito a como manter equilibrado o meio ambiente, é o ponto de partida para que os impactos negativos sejam minimizados”, afirma Tatiana. Questões sobre insegurança hídrica, desmatamento e mudanças climáticas também são citadas pela professora Mariana Bravo, do Ateliê da Redação.</p>
<p>A inteligência artificial é outro tema que pode ser abordado no tema da redação, na avaliação da professora Tatiana, por ser um assunto em voga na contemporaneidade. “Há segmentos da sociedade que rechaçam os recursos criados a partir da inteligência artificial, enquanto há muitas pessoas que [a] veem como uma grande oportunidade de evolução em vários setores da sociedade, inclusive provocando impactos profundos na educação brasileira”, diz a professora, lembrando também a abordagem da exclusão digital. Para a professora Roberta, o Enem pode trazer o tema da inteligência artificial e as mudanças que o recurso pode gerar no mercado de trabalho, especialmente para a juventude.</p>
<p>Na saúde, é possível que apareçam temas como obesidade, sedentarismo e os hábitos de vida que levam a doenças, acrescenta Roberta. Para a professora Mariana, o tema pode vir abordando o uso de “drogas da inteligência” para melhorar a performance cerebral de estudantes e trabalhadores sem que haja diagnóstico, fenômeno chamado de “<em>doping</em> cognitivo” ou “psiquiatria cosmética”. A eficiência da vacinação, a importância do SUS (Sistema Único de Saúde), o combate às infecções sexualmente transmissíveis e os transplantes no Brasil são temas citados pela professora de redação do Cursinho CPV Isabela Arraes.</p>
<p>Entre os temas ligados à educação, as mudanças no ensino médio, a alfabetização e a evasão escolar no contexto da pós-pandemia de covid-19 são possibilidades de abordagem, segundo a professora Roberta. Outra abordagem possível é a importância da educação de jovens e adultos. “A formação escolar é importante, principalmente, em um país como o Brasil, no qual as desigualdades sociais são tão latentes”, diz Tatiana.</p>
<p>Outras possibilidades de assuntos para a redação do Enem deste ano são: <em>fake news</em>, <em>bullying</em> e violência nas escolas, segurança pública, violência policial, combate à fome no país e insegurança alimentar, questão habitacional no Brasil, pessoas em situação de rua, trabalho análogo à escravidão, etarismo, idosos e mães “solo”.</p>
<p>O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).</p>
<h2>Foco na estrutura</h2>
<p>Se, por um lado, muitos professores gostam de trabalhar vários temas possíveis para a redação com os alunos, outros defendem que saber o tema com antecedência não é tão importante para o desempenho do aluno. “Meu conselho para a redação é não se preocupar com o tema. O tema que vier, vamos fazer o básico para garantir uma nota alta, e se vier um tema que ele domina melhor, ainda consegue <em>firular</em> para garantir a nota mil”, diz a professora Carol Mendonça, do canal Português para Desesperados.</p>
<p>Segundo Carol, é importante credibilizar os argumentos apresentados com alguma associação artística, estatística, resultado de pesquisa, retomada histórica ou com a fala de um especialista, por exemplo. “Sempre tentar sair do campo da opinião para o campo do fato. Independentemente do que você pensa, vai colocar o que pode ser provado”, aconselha a professora.</p>
<p>Para o professor Luis Junqueira, cofundador da plataforma de letramento Letrus, o mais importante é seguir a estrutura da redação, fazendo uma contextualização geral, definindo a tese, e apresentando uma proposta de intervenção social. Segundo ele, os textos de apoio e as informações que estão na prova já são suficientes para dar uma base para o aluno sobre o assunto.</p>
<p>“Se você tem insegurança com o tema que caiu na prova, você pode traduzir as informações do infográfico. O texto vai ter que ter uma tese, um contexto e uma orientação para a proposta de intervenção social. Independente do tema, a estrutura da redação é a mesma, concentre-se nessa estrutura”, diz o professor.</p>
<p>Na redação do Enem, os candidatos deverão fazer um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política, defendendo um ponto de vista (uma opinião a respeito do tema proposto), apoiado em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão. Também deve ser elaborada uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto. Essa proposta deve respeitar os direitos humanos.</p>
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		<title>Professores contam como preparam alunos para prova de redação do Enem</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/professores-contam-como-preparam-alunos-para-prova-de-redacao-do-enem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Oct 2023 14:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Prova]]></category>
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<p>No primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 5 de novembro, os candidatos resolverão questões de linguagens, ciências humanas e farão a prova de redação. A redação é a única parte discursiva do exame e não zerar essa prova é requisito para participar de processos seletivos para vagas no ensino superior. A duas semanas para o exame, professores de escolas públicas contam como estão preparando os alunos e dão dicas para quem fará as provas este ano. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Eu costumo dizer que o Enem é o pagamento, como se fosse a prestação de conta do discente com seus responsáveis e com a escola, de tudo que estudou tanto no ensino fundamental quanto médio”, define o professor de Língua Portuguesa do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Gilberto Mestrinho, em Manaus (AM), José Félix da Costa Filho.</p>
<p>A professora de língua portuguesa e redação, Bruna Ribeiro, da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Escritor Paulo Cavalcanti, em Olinda (PE), concorda. “Estamos sempre tranquilizando muito os estudantes. Na verdade, eles vão consolidar nessa prova tudo que sabem. Não é nada novo, que possa causar medo ou travá-los, eles são muito capazes de realizar essa prova e a passar por essa etapa da vida estudantil”, diz.</p>
<h2>Escrita e vivência</h2>
<p>O Ceti Gilberto Mestrinho está localizado na periferia da capital do Amazonas. Buscando aliar vivências práticas ao aprendizado, a escola promove visitas e cursos para os estudantes em teatros, museus e órgão públicos na cidade. Essas visitas e vivências acabam se transformando em texto nas aulas de Filho, que aproveita para cobrar as competências exigidas no Enem. “Os estudantes vão a campo e, ao retornar, fazem o registro escrito de tudo, a partir dessa narrativa de experimentação”, explica.</p>
<p>Outra estratégia da rede de ensino é envolver as famílias no aprendizado desde cedo: “Os alunos têm a prática da produção textual com ajuda da família desde as séries iniciais do ensino fundamental. Contam, não só com a comunidade escolar, mas com a família. Aqui temos o apoio, a família está presente quando solicitada. As temáticas são discutidas e produzidas na sala de aula semanalmente”, afirma.</p>
<p>Na prova de redação do Enem, os estudantes precisam escrever um texto dissertativo-argumentativo. No texto devem defender um ponto de vista – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. Além disso, os candidatos precisam elaborar uma proposta de intervenção social para o problema, apresentado no desenvolvimento do texto, que respeite os direitos humanos.</p>
<p>O texto produzido é avaliado por pelo menos dois professores graduados em letras ou linguística, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Essa é a única prova que uma nota de zero a mil. Caso tire zero, o candidato é eliminado de processos seletivos que utilizam a nota do exame para selecionar estudantes para vagas no ensino superior. Os temas abordados na redação são de ordem social, científica, cultural ou política.</p>
<p>Sobre os temas cobrados, Filho diz que sempre são de relevância nacional. Podem ser temas que se referem a determinada região, como a Amazônia, onde a própria escola está inserida, mas sempre são assuntos com relevância nacional. “O que temos para 2023 é o grande desafio, o grande paradigma. Eu ainda aposto na questão climática e na questão ambiental, tendo em vista que temos também a desinformação tecnológica.  Desenvolvemos tanta tecnologia que hoje estamos desinformados”.</p>
<h2>Reforço da prática</h2>
<p>A estratégia de Bruna Ribeiro é aumentar a prática nessa reta final. Para se preparar para a prova, a professora recomenda treino constante. “Nessa reta final, estamos buscando muito a prática, diante de tudo que estudamos durante o ano letivo. Nessa reta final, a gente indica que alunos pratiquem, que coloquem todas essas ideias e o repertorio do que estudou ao longo do ano e que fiquem tranquilos”.</p>
<p>Outra dica para um bom texto é a leitura de notícias, para estar informado sobre questões atuais. Livros e cinema também trazem repertório para os textos dos estudantes. Além  disso, é importante conhecer legislações-chave, como a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener">Constituição Federal</a> e a <a href="https://www.ohchr.org/en/human-rights/universal-declaration/translations/portuguese?LangID=por" target="_blank" rel="noopener">Declaração Universal dos Direitos Humanos</a>.</p>
<p>Sobre os temas cobrados na prova, a professora diz que eles buscam que os estudantes sejam capazes de refletir sobre a realidade do país e questões da atualidade. Segundo ela, os assuntos costumam ser importantes não apenas para a prova, mas “para a vida, enquanto cidadãos e para a formação para o mercado de trabalho e para a sociedade”, diz. Entre os assuntos estão, por exemplo, O trabalho na construção da dignidade humana (2010) e Caminhos para combater o racismo no Brasil (2016).</p>
<p>“Na minha opinião, os assuntos abordados na prova são muito pertinentes, são temas sociais que não são inventados. São propostos de acordo com a realidade do país. Então, com certeza, buscam que o aluno esteja sempre antenado, por dentro de políticas públicas, e atento às lutas das minorias e à  busca por uma sociedade mais igualitária, justa e inclusiva”, diz.</p>
<h2>Enem 2023</h2>
<p>O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Também podem ser usadas para vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)</p>
<p>Para ajudar os estudantes a se prepararem para a prova de redação, o Inep disponibiliza a Cartilha do Participante com informações sobre a Matriz de Referência da prova de redação. Além disso, a cartilha traz <a href="https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/acervo-linha-editorial/publicacoes-institucionais/avaliacoes-e-exames-da-educacao-basica/a-redacao-no-enem-2023-cartilha-do-participante" target="_blank" rel="noopener">amostras comentadas de redações </a>que receberam pontuação máxima, mil pontos, no Enem 2022.</p>
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		<title>Saiba orientações para a prova e exemplos de redações do Enem</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/saiba-orientacoes-para-a-prova-e-exemplos-de-redacoes-do-enem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Oct 2023 16:31:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Cartilha]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Inep]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[redação]]></category>
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<p>As principais orientações para a elaboração da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano já estão disponíveis para os candidatos. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou o documento <a href="https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/acervo-linha-editorial/publicacoes-institucionais/avaliacoes-e-exames-da-educacao-basica/a-redacao-no-enem-2023-cartilha-do-participante" target="_blank" rel="noopener"><em>A Redação do Enem 2023 – Cartilha do Participante</em></a>, com informações sobre a Matriz de Referência da prova, além de apresentar amostras comentadas de redações que receberam pontuação máxima (1.000 pontos) no Enem do ano passado.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A prova de redação, que neste ano será aplicada no dia 5 de novembro, exige a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política. O candidato deverá defender um ponto de vista apoiado em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. Também deve elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto. Essa proposta deve respeitar os direitos humanos.</p>
<p>Os aspectos avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas durante os anos de escolaridade. Ao elaborar a redação, os participantes devem ficar atentos às cinco competências que serão exigidas do texto:</p>
<p>* Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;</p>
<p>* Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;</p>
<p>* Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;</p>
<p>* Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;</p>
<p>* Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.</p>
<p>Entre os critérios que podem conferir nota zero à redação estão a fuga ao tema, texto com até sete linhas, trecho deliberadamente desconectado do tema, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame.</p>
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