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	<title>Rachadinha &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>MP Denuncia sete por rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro, mas arquiva investigação contra vereador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2024 09:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, no dia 5 de setembro, sete pessoas ligadas ao gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PL) por envolvimento em um esquema de &#8220;rachadinha&#8221;, que teria funcionado entre 2005 e 2021. A prática, comum em investigações de corrupção no Brasil, envolve o desvio de parte dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, no dia 5 de setembro, sete pessoas ligadas ao gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PL) por envolvimento em um esquema de &#8220;rachadinha&#8221;, que teria funcionado entre 2005 e 2021. A prática, comum em investigações de corrupção no Brasil, envolve o desvio de parte dos salários de assessores para um líder do esquema, geralmente em troca da nomeação para cargos públicos.</p>
<p>A denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital e lista como principais envolvidos Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro, e outros seis assessores e ex-assessores: Juciara da Conceição Raimundo da Cunha, Alexander Florindo Baptista Junior, Thiago Medeiros da Silva, José Francisco dos Santos, Andrea Cristina da Cruz Martins e Regina Célia Sobral Fernandes. Todos foram nomeados para cargos no gabinete durante o período investigado e teriam participado do desvio de pelo menos R$ 1,7 milhão.</p>
<p>De acordo com o Ministério Público, Jorge Fernandes teria utilizado sua proximidade com a &#8220;família Bolsonaro&#8221; para garantir a nomeação dos demais envolvidos, que repassavam parte de seus salários para ele. Fernandes também seria o responsável por gerenciar os valores desviados, utilizando uma conta bancária específica para esse fim.</p>
<p>O caso segue agora para a 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, onde os acusados deverão ser ouvidos e terão oportunidade de apresentar defesa.</p>
<p><strong>Vereador Carlos Bolsonaro fora da denúncia</strong></p>
<p>Apesar da gravidade das acusações, o MPRJ optou por arquivar a investigação contra o vereador Carlos Bolsonaro, alegando falta de provas. Segundo a Promotoria, não foram encontrados indícios de que o parlamentar tenha se beneficiado financeiramente do esquema ou tenha cometido qualquer irregularidade diretamente ligada às movimentações financeiras dos assessores.</p>
<p>A Promotoria também destacou que, embora houvesse indícios de que os assessores não cumpriam integralmente a jornada de trabalho para a qual foram contratados, tais condutas configurariam infração administrativa, mas não crime. Assim, a decisão de arquivar o procedimento investigatório criminal em relação ao vereador foi tomada com base na inexistência de elementos que configurassem infração penal.</p>
<p>Carlos Bolsonaro, que ocupa cargo de vereador desde 2001, não se manifestou oficialmente sobre a denúncia, e sua assessoria de imprensa não foi localizada até o momento desta publicação.</p>
<p>O desdobramento do caso será acompanhado com atenção, dada a proximidade do vereador com figuras de destaque da política brasileira e o impacto das investigações sobre a imagem da família Bolsonaro, que já foi alvo de outras denúncias envolvendo &#8220;rachadinhas&#8221;.</p>
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