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	<title>Professores &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Professores &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Rede estadual do RJ alcança 20 mil professores em plataforma com IA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 14:29:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cada vez mais conectados às tecnologias educacionais, os professores da rede estadual do Rio de Janeiro já somam mais de 20 mil usuários cadastrados na e-Rio. Disponibilizada pela Secretaria de Educação (Seeduc-RJ), a plataforma oferece trilhas formativas, planos de aula, sequências didáticas, ferramentas de interação com o estudante e conteúdos diversos. Um dos destaques do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez mais conectados às tecnologias educacionais, os professores da rede estadual do Rio de Janeiro já somam mais de 20 mil usuários cadastrados na e-Rio. Disponibilizada pela Secretaria de Educação (Seeduc-RJ), a plataforma oferece trilhas formativas, planos de aula, sequências didáticas, ferramentas de interação com o estudante e conteúdos diversos. Um dos destaques do ambiente virtual é a ProfessorIA, recurso de inteligência artificial com mediação de professores especialistas para colaborar com o trabalho docente.</p>
<p>O número de professores cadastrados na plataforma dobrou em um ano, com avanço mais acelerado nos últimos quatro meses, período em que o crescimento mensal de novos usuários tem sido em média de 20%. Esse resultado está diretamente ligado à estratégia de visitas para o letramento digital implementada nas escolas estaduais, que tem como objetivo capacitar os educadores para o uso do e-Rio e da ProfessorIA, ambas desenvolvidas pelo Grupo Eureka para o projeto Educação do Amanhã da Seeduc-RJ. Até o momento, uma equipe de 16 formadores já visitou cerca de 550 escolas, e a meta é alcançar todas as 1.203 unidades da rede até o fim do ano.</p>
<p>“Estamos muito felizes ao ver que mais de 20 mil professores já acessam a plataforma e-Rio. Esse número mostra o forte engajamento da nossa rede, que reconhece na tecnologia, especialmente na inteligência artificial, uma aliada para enriquecer o trabalho em sala de aula. Temos uma rede diversa, com muitos educadores experientes, e vê-los aderindo a novas ferramentas é um sinal claro de que estão dispostos a participar ativamente desse novo momento da educação”, ressalta a subsecretária de Gestão do Ensino, Joilza Rangel.</p>
<p><strong>IA com propósito</strong></p>
<p>A ProfessorIA, lançada há um ano dentro da plataforma e-Rio, surgiu a partir da escuta ativa dos professores da rede estadual durante encontros formativos realizados nas regionais de ensino. De acordo com a superintendente Pedagógica da Seeduc-RJ, Flavia Costa, o objetivo da ferramenta é promover o uso da inteligência artificial com intencionalidade pedagógica. “O professor continua — e sempre será — o centro da experiência educacional. Por isso, mais do que alcançar adesão, a ferramenta vem sendo aprimorada pelos próprios educadores. Desde o início, ficou claro que não se tratava de uma estrutura fixa, mas de uma solução em constante evolução. Cada nova funcionalidade incorporada reflete uma demanda real do cotidiano escolar”, pontua.</p>
<p>Mais do que a inteligência artificial, o grande diferencial da ProfessorIA é a mediação humana feita por professores especialistas. Mas como isso funciona, na prática? Em julho, por exemplo, uma professora perguntou à Maria de Fátima — personagem virtual que representa a IA: “Como elaborar uma proposta de redação para o Enem?”. A resposta recebeu a colaboração do professor especialista Thiago Alberto de Carvalho, que complementou a orientação com sugestões de links para propostas de redação de anos anteriores, úteis para treinar os estudantes. As interações com os docentes também servem de base para a realização de aulas especiais e a elaboração de novas propostas de atividades.</p>
<p>A professora Ivonete Hermínio da Silva Rego teve seu primeiro contato com uma ferramenta de inteligência artificial por meio da ProfessorIA. Ela leciona Língua Portuguesa e Projeto de Vida no Ciep 424 Pedro Amorim, em Itaboraí. “Achei muito interessante. Meu diretor compartilhou algumas dicas de prompts [instruções para a IA] para melhorar as pesquisas e, com isso, consegui agilizar meu trabalho”, conta.</p>
<p><strong>De professor para professor</strong></p>
<p>A coordenadora pedagógica Ana Carolina Souza, do Ciep 426, também de Itaboraí, promoveu uma formação com os docentes da escola antes mesmo da chegada da equipe técnica do projeto. “Percebemos que muitos professores tinham dificuldades com o uso do computador e, em alguns casos, até certo preconceito em relação à inteligência artificial”, disse. Para ela, o letramento digital é essencial para que os educadores se sintam seguros ao incorporar novas tecnologias à prática pedagógica.</p>
<p>Para o professor Marco Saliba, do Grupo Eureka, parceiro da Seeduc-RJ, a adesão de 20 mil docentes à plataforma é uma resposta concreta dos professores às demandas da sociedade. Ele destaca como exemplo a “Semana da Escuta das Adolescências”, que ouviu cerca de 2 milhões de jovens em todo o país. Na iniciativa do Ministério da Educação, uma das principais solicitações foi a ampliação do uso de tecnologias e mídias digitais no processo de aprendizagem. “Estamos vencendo barreiras e nos aproximando das expectativas dos estudantes. A maioria de nós não é nativamente letrada digital, e esse avanço só está sendo possível graças a um esforço coletivo que envolve os professores e, sobretudo, o trabalho cuidadoso da Secretaria de Educação, que tem visitado cada escola com escuta e apoio”, afirma.</p>
<p>Saliba chama também a atenção para o fato de que o número de docentes cadastrados já supera o público-alvo inicial do projeto Educação do Amanhã, voltado à recomposição das aprendizagens em Língua Portuguesa e Matemática. “Percebemos que professores de outras disciplinas também passaram a utilizar a plataforma como recurso para qualificar o processo de ensino-aprendizagem. Além disso, têm contribuído ativamente para o aperfeiçoamento dos serviços oferecidos”, explica.</p>
<p><strong>Celebração</strong></p>
<p>A evolução da plataforma e-Rio e, especificamente da ferramenta ProfessorIA, foram celebrados em uma live especial, transmitida pelo YouTube. O encontro reuniu representantes da comunidade escolar, Seeduc-RJ e do Grupo Eureka para compartilhar experiências, apresentar dados sobre o uso da plataforma e destacar as contribuições da inteligência artificial no cotidiano escolar. Durante a transmissão, também foram anunciadas as próximas etapas da formação continuada e do aprimoramento da ferramenta a partir das sugestões dos próprios educadores.</p>
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		<title>Professores de universidades e instituições federais encerram greve</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/professores-de-universidades-e-instituicoes-federais-encerram-greve/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2024 19:08:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[ANDES]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Greve]]></category>
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					<description><![CDATA[Após cerca de 60 dias de greve, professores de universidades e institutos federais de educação e o governo federal chegaram a um consenso. O acordo foi fechado neste domingo (23) e será formalmente assinado na próxima quarta-feira (26). O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) informou que o fim da greve [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após cerca de 60 dias de greve, professores de universidades e institutos federais de educação e o governo federal chegaram a um consenso. O acordo foi fechado neste domingo (23) e será formalmente assinado na próxima quarta-feira (26).</p>
<p>O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) informou que o fim da greve começa nesta segunda-feira (24) e deve ser consolidado até o dia 3 de julho.</p>
<p>“Reunido em Brasília neste fim de semana, o Comando Nacional de Greve informa que, após a sistematização dos resultados das assembleias estaduais realizadas entre os dias 17 e 21 de junho, a categoria docente decidiu pela assinatura do termo de acordo apresentado pelo governo, a ser realizada em 26 de junho, bem como pela saída unificada da greve a partir de tal data, até 3 de julho”, declarou o Andes em nota.</p>
<h4><strong>Avanços na negociação</strong></h4>
<p>Em comunicado, o Andes destacou que, embora as propostas do governo não atendam completamente às demandas dos docentes, o movimento grevista será encerrado. A entidade afirmou que os termos do acordo refletem avanços obtidos graças à greve. &#8220;Além das conquistas já obtidas, as últimas negociações com o governo federal indicam os limites deste processo negocial&#8221;, acrescentou.</p>
<p>O sindicato reconheceu que a greve &#8220;alcançou seu limite&#8221; e que é momento de &#8220;seguir a luta por outras frentes&#8221;.</p>
<p>A proposta do governo, aceita pelo Comando Nacional de Greve, prevê reajuste zero em 2024 devido a limitações orçamentárias. Como compensação, foi oferecida uma elevação do reajuste linear até 2026, de 9,2% para 12,8%, sendo 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.</p>
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		<title>Professores de 25 universidades decidem encerrar greve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jun 2024 12:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Professores de pelo menos 25 universidades federais decidiram encerrar a greve iniciada em abril, conforme informações da Agência Brasil. O prazo para que os docentes realizem assembleias para discutir as propostas do governo e deliberar sobre o retorno às aulas termina hoje (21). Essas consultas foram solicitadas pelo comando nacional de greve dos professores universitários, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Professores de pelo menos 25 universidades federais decidiram encerrar a greve iniciada em abril, conforme informações da Agência Brasil. O prazo para que os docentes realizem assembleias para discutir as propostas do governo e deliberar sobre o retorno às aulas termina hoje (21). Essas consultas foram solicitadas pelo comando nacional de greve dos professores universitários, vinculado ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).</p>
<p>Apesar do fim da greve, o retorno imediato às aulas e outras atividades acadêmicas não está garantido. Cada universidade possui autonomia administrativa para readequar seu calendário acadêmico, de forma a concluir o primeiro semestre letivo de 2024 e iniciar o segundo semestre letivo de 2024. Na Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, os professores anunciaram a retomada das aulas na próxima quarta-feira (26).</p>
<p>No final de semana, o comando nacional de greve planeja compilar as respostas das seções sindicais, das secretarias regionais e dos comandos locais sobre a continuidade ou término da greve. Eles também irão decidir sobre o retorno das atividades e a reposição das aulas, que poderá ocorrer na próxima semana ou apenas no início de julho.</p>
<p>Além disso, o retorno às aulas depende do trabalho do pessoal técnico e administrativo, responsável por atualizar os novos calendários acadêmicos e processar eventuais trancamentos de matrícula nos departamentos universitários.</p>
<p>A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) também está avaliando os resultados das assembleias realizadas pelas entidades de base ao longo desta semana.</p>
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		<title>Professores concursados em escolas estaduais diminuem em dez anos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/professores-concursados-em-escolas-estaduais-diminuem-em-dez-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 13:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de professores concursados nas escolas estaduais do país chegou ao menor patamar dos últimos dez anos em 2023. Enquanto diminuem os concursados, aumentam os contratos temporários, que já são maioria nessas redes. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e fazem parte de estudo inédito do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-sider-select-id="da48c7c7-ac06-43d7-91bd-a85fb132e9fe">O número de professores concursados nas escolas estaduais do país chegou ao menor patamar dos últimos dez anos em 2023. Enquanto diminuem os concursados, aumentam os contratos temporários, que já são maioria nessas redes. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e fazem parte de estudo inédito do movimento Todos Pela Educação, divulgado nesta quinta-feira (25).</p>
<p>O número de professores concursados passou de 505 mil em 2013, o que representava 68,4% do total de docentes nas redes estaduais, para 321 mil em 2023, ou 46,5% do total. Já os contratos temporários superaram os efetivos em 2022 e, em 2023 chegaram aos 356 mil, representando 51,6% do total de contratações. Em 2013, eram 230 mil, o equivalente a 31,1% do total.</p>
<figure id="attachment_76276" aria-describedby="caption-attachment-76276" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-76276" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C512&#038;ssl=1" alt="Número De Professores Concursados Nas Escolas Estaduais é O Menor Dos últimos Dez Anos - Expresso Carioca" width="754" height="512" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C509&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-76276" class="wp-caption-text">Brasília &#8211; Número de professores concursados nas escolas estaduais é o menor dos últimos dez anos &#8211; Fonte Saeb/Divulgação</figcaption></figure>
<p data-sider-select-id="eddec0ba-6c06-4ecd-be53-1d1aca90ea64">Não há uma legislação específica que limite o número de contratos temporários, nem há penalidades previstas aos estados. Mas, o Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014, que estabelece metas e estratégias para todas as etapas de ensino e a valorização do setor, prevê que pelo menos 90% dos professores das escolas públicas tenham cargos efetivos. Essa estratégia deveria ter sido cumprida até 2017.</p>
<p>“Em tese, o ideal é que você consiga suprir todo o seu quadro com professores efetivos. E a figura do professor temporário é para suprir eventual ausência. Então, por exemplo, um professor vai trabalhar na secretaria, você precisa de um professor temporário para cumprir aquela carga horária. Ou ele foi afastado, readaptado, a gente sabe que acontece esse tipo de coisa, né?”, diz o gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação, Ivan Gontijo. “Professores temporários são super importantes para suprir o quadro, para garantir que os alunos tenham aula com profissionais com formação adequada, mas esse artifício da contratação temporária deveria ser exceção à regra”, defende.</p>
<p>Segundo Gontijo, o estudo mostra que o que deveria ser exceção tem se tornado regra nas redes estaduais. Essas redes são responsáveis pela oferta de ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental, etapa que vai do 6º ao 9º ano. As contratações temporárias, além de causar impacto nas condições de trabalho dos professores, por exemplo, com vínculos mais instáveis e salários geralmente inferiores aos professores efetivos, podem ainda, de acordo com a publicação, interferir na aprendizagem dos estudantes.</p>
<h2>Contratações no país</h2>
<p>A proporção de docentes temporários e efetivos varia de acordo com a unidade federativa do país. No ano passado, 15 dessas unidades tinham mais professores temporários que efetivos e, ao longo da década, 16 aumentaram o número de professores temporários e diminuíram o quadro de concursados.</p>
<div>
<figure id="attachment_76277" aria-describedby="caption-attachment-76277" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-76277" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-1.webp?resize=754%2C516&#038;ssl=1" alt="Número De Professores Concursados Nas Escolas Estaduais é O Menor Dos últimos Dez Anos - Expresso Carioca" width="754" height="516" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-1.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-1.webp?resize=300%2C205&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C103&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-1.webp?resize=750%2C513&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-76277" class="wp-caption-text">Brasília &#8211; Número de professores concursados nas escolas estaduais é o menor dos últimos dez anos &#8211; Fonte Saeb/Divulgação</figcaption></figure>
<p data-sider-select-id="c3698f1d-3bff-4d3b-8c99-ffb11f5daed9">Em relação ao perfil desses professores, o estudo mostra que a média de idade dos proﬁssionais temporários é de 40 anos. Entre os efetivos é 46 anos. Além disso, quase metade (43,6%) dos temporários atua há pelo menos 11 anos como professor, o que conforme a pesquisa, indica que esse tipo de contratação tem sido utilizada não apenas para suprir uma demanda pontual, mas também para compor o corpo docente ﬁxo de algumas redes de ensino.</p>
<h2>Valorização docente</h2>
<p>A pesquisa destaca que três aspectos podem explicar os possíveis impactos negativos de professores temporários sobre os resultados dos estudantes. O primeiro deles é a alta rotatividade docente, que pode prejudicar o vínculo com a comunidade escolar e o efetivo desenvolvimento dos estudantes. Além disso, os processos seletivos utilizados pelas redes de ensino, nem sempre tão rigorosos quanto os concursos públicos, também impactam na qualidade do ensino. Por fim, a pesquisa aponta as condições de trabalho dos professores, que podem ser piores que a dos efetivos.</p>
<p>“Essa é uma pauta muito ligada à valorização docente. Se a gente, como país, quer valorizar os professores, não dá para admitir alguns cenários. Como um país que quer valorizar seus professores está dando condições de trabalho mais desafiadoras e vínculos de trabalho mais frágeis? Por isso que é importante a gente avançar numa agenda de solução desses problemas”, diz Gontijo.</p>
<p>Em 15 redes de ensino, o estudo mostra que o salário dos professores temporários, calculados por hora, é menor que o de professores efetivos em início de carreira, chegando a uma diferença de até 140%, no caso de Pernambuco. Nas outras dez redes analisadas, não há diferença.</p>
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<figure id="attachment_76278" aria-describedby="caption-attachment-76278" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-76278" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-2.webp?resize=754%2C460&#038;ssl=1" alt="Número De Professores Concursados Nas Escolas Estaduais é O Menor Dos últimos Dez Anos - Expresso Carioca" width="754" height="460" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-2.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-2.webp?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-2.webp?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Numero-de-professores-concursados-nas-escolas-estaduais-e-o-menor-dos-ultimos-dez-anos-Expresso-Carioca-2.webp?resize=750%2C458&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-76278" class="wp-caption-text">Brasília &#8211; Número de professores concursados nas escolas estaduais é o menor dos últimos dez anos &#8211; Fonte Saeb/Divulgação</figcaption></figure>
<h2 data-sider-select-id="2b5e97b8-94ac-4357-9c15-a4a225bedd28">Aprendizagem</h2>
<p>O estudo mostra ainda possíveis impactos na aprendizagem dos estudantes. A pesquisa utiliza os dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que medem o desempenho dos estudantes em matemática e língua portuguesa, do 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, etapas que ficam a cargo das redes estaduais.</p>
<p>Em 2019, quando resultados de aprendizagem ainda não tinham sido impactados pela pandemia, os estudantes que tiveram professores temporários no 9º ano obtiveram nota, em média, 3,1 pontos menor em matemática do que os estudantes que tiveram aulas com docentes efetivos. No ensino médio, em 2019, os estudantes que tiveram aulas com professores temporários obtiveram nota, em média, 5,5 pontos menor em matemática e 5,6 pontos menor em língua portuguesa do que os estudantes que tiveram aulas com docentes efetivos.</p>
<p>Os pesquisadores, no entanto, fazem uma ressalva: “É importante frisar que essa análise precisa ser observada com cautela. Ela pode ter vieses, uma vez que outras variáveis não consideradas podem impactar o regime de contratação e a proficiência dos estudantes”, diz o texto.</p>
<p>“Tem uma coisa muito importante na educação, que é a criação de vínculos. A gente precisa disso para uma educação de qualidade. Então, o professor conseguir construir bom vínculo com o aluno, conseguir ter carga horária fixa de 40 horas em uma mesma escola, para ele ter tempo para conhecer os estudantes, trabalhar de forma mais aprofundada. Os professores temporários, em média, têm rotatividade muito maior, porque são temporários e trabalham em mais escolas também”, diz Gontijo.</p>
<h2>Desafios</h2>
<p>As contratações temporárias dão mais flexibilidade e são menos custosas para os entes federados do que as contratações efetivas, mas elas têm também impactos, tanto para os docentes quanto para os estudantes. Gontijo defende que garantir que concursos públicos sejam feitos de maneira adequada é papel não apenas dos estados e municípios, mas também do governo federal. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei 9.394/1996, prevê que a União “prestará assistência técnica aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios na elaboração de concursos públicos para provimento de cargos dos profissionais da educação”.</p>
<p>“Também há uma agenda do governo federal, que é como o governo federal pode ajudar as redes municipais e estaduais a fazerem mais concursos. Isso, inclusive, está previsto na LDB, que diz que o governo federal deve ajudar as redes de ensino nos processos de ingresso, porque sozinha as redes não estão conseguindo fazer concursos com o tamanho e a frequência adequados. Então, o governo federal tem um papel aqui também de apoiar as redes nos concursos públicos, para ter mais concurso público”, afirma.</p>
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		<title>Professores contam como preparam alunos para prova de redação do Enem</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/professores-contam-como-preparam-alunos-para-prova-de-redacao-do-enem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Oct 2023 14:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[ENEM]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[Prova]]></category>
		<category><![CDATA[redação]]></category>
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					<description><![CDATA[No primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 5 de novembro, os candidatos resolverão questões de linguagens, ciências humanas e farão a prova de redação. A redação é a única parte discursiva do exame e não zerar essa prova é requisito para participar de processos seletivos para vagas no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>No primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no dia 5 de novembro, os candidatos resolverão questões de linguagens, ciências humanas e farão a prova de redação. A redação é a única parte discursiva do exame e não zerar essa prova é requisito para participar de processos seletivos para vagas no ensino superior. A duas semanas para o exame, professores de escolas públicas contam como estão preparando os alunos e dão dicas para quem fará as provas este ano. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Eu costumo dizer que o Enem é o pagamento, como se fosse a prestação de conta do discente com seus responsáveis e com a escola, de tudo que estudou tanto no ensino fundamental quanto médio”, define o professor de Língua Portuguesa do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Gilberto Mestrinho, em Manaus (AM), José Félix da Costa Filho.</p>
<p>A professora de língua portuguesa e redação, Bruna Ribeiro, da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Escritor Paulo Cavalcanti, em Olinda (PE), concorda. “Estamos sempre tranquilizando muito os estudantes. Na verdade, eles vão consolidar nessa prova tudo que sabem. Não é nada novo, que possa causar medo ou travá-los, eles são muito capazes de realizar essa prova e a passar por essa etapa da vida estudantil”, diz.</p>
<h2>Escrita e vivência</h2>
<p>O Ceti Gilberto Mestrinho está localizado na periferia da capital do Amazonas. Buscando aliar vivências práticas ao aprendizado, a escola promove visitas e cursos para os estudantes em teatros, museus e órgão públicos na cidade. Essas visitas e vivências acabam se transformando em texto nas aulas de Filho, que aproveita para cobrar as competências exigidas no Enem. “Os estudantes vão a campo e, ao retornar, fazem o registro escrito de tudo, a partir dessa narrativa de experimentação”, explica.</p>
<p>Outra estratégia da rede de ensino é envolver as famílias no aprendizado desde cedo: “Os alunos têm a prática da produção textual com ajuda da família desde as séries iniciais do ensino fundamental. Contam, não só com a comunidade escolar, mas com a família. Aqui temos o apoio, a família está presente quando solicitada. As temáticas são discutidas e produzidas na sala de aula semanalmente”, afirma.</p>
<p>Na prova de redação do Enem, os estudantes precisam escrever um texto dissertativo-argumentativo. No texto devem defender um ponto de vista – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual. Além disso, os candidatos precisam elaborar uma proposta de intervenção social para o problema, apresentado no desenvolvimento do texto, que respeite os direitos humanos.</p>
<p>O texto produzido é avaliado por pelo menos dois professores graduados em letras ou linguística, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Essa é a única prova que uma nota de zero a mil. Caso tire zero, o candidato é eliminado de processos seletivos que utilizam a nota do exame para selecionar estudantes para vagas no ensino superior. Os temas abordados na redação são de ordem social, científica, cultural ou política.</p>
<p>Sobre os temas cobrados, Filho diz que sempre são de relevância nacional. Podem ser temas que se referem a determinada região, como a Amazônia, onde a própria escola está inserida, mas sempre são assuntos com relevância nacional. “O que temos para 2023 é o grande desafio, o grande paradigma. Eu ainda aposto na questão climática e na questão ambiental, tendo em vista que temos também a desinformação tecnológica.  Desenvolvemos tanta tecnologia que hoje estamos desinformados”.</p>
<h2>Reforço da prática</h2>
<p>A estratégia de Bruna Ribeiro é aumentar a prática nessa reta final. Para se preparar para a prova, a professora recomenda treino constante. “Nessa reta final, estamos buscando muito a prática, diante de tudo que estudamos durante o ano letivo. Nessa reta final, a gente indica que alunos pratiquem, que coloquem todas essas ideias e o repertorio do que estudou ao longo do ano e que fiquem tranquilos”.</p>
<p>Outra dica para um bom texto é a leitura de notícias, para estar informado sobre questões atuais. Livros e cinema também trazem repertório para os textos dos estudantes. Além  disso, é importante conhecer legislações-chave, como a <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener">Constituição Federal</a> e a <a href="https://www.ohchr.org/en/human-rights/universal-declaration/translations/portuguese?LangID=por" target="_blank" rel="noopener">Declaração Universal dos Direitos Humanos</a>.</p>
<p>Sobre os temas cobrados na prova, a professora diz que eles buscam que os estudantes sejam capazes de refletir sobre a realidade do país e questões da atualidade. Segundo ela, os assuntos costumam ser importantes não apenas para a prova, mas “para a vida, enquanto cidadãos e para a formação para o mercado de trabalho e para a sociedade”, diz. Entre os assuntos estão, por exemplo, O trabalho na construção da dignidade humana (2010) e Caminhos para combater o racismo no Brasil (2016).</p>
<p>“Na minha opinião, os assuntos abordados na prova são muito pertinentes, são temas sociais que não são inventados. São propostos de acordo com a realidade do país. Então, com certeza, buscam que o aluno esteja sempre antenado, por dentro de políticas públicas, e atento às lutas das minorias e à  busca por uma sociedade mais igualitária, justa e inclusiva”, diz.</p>
<h2>Enem 2023</h2>
<p>O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Também podem ser usadas para vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)</p>
<p>Para ajudar os estudantes a se prepararem para a prova de redação, o Inep disponibiliza a Cartilha do Participante com informações sobre a Matriz de Referência da prova de redação. Além disso, a cartilha traz <a href="https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/acervo-linha-editorial/publicacoes-institucionais/avaliacoes-e-exames-da-educacao-basica/a-redacao-no-enem-2023-cartilha-do-participante" target="_blank" rel="noopener">amostras comentadas de redações </a>que receberam pontuação máxima, mil pontos, no Enem 2022.</p>
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		<title>Pesquisa mostra que 71% dos professores estão estressados</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pesquisa-mostra-que-71-dos-professores-estao-estressados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Apr 2023 20:18:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[estresse]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[Todos pela Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 71% dos professores brasileiros estão estressados pela sobrecarga de trabalho, mostrou um levantamento feito pelo instituto de pesquisa Ipec, encomendado por entidades como Todos Pela Educação, Itaú Social, Instituto Península e Profissão Docente. O levantamento foi realizado com 6.775 professores de escolas públicas (municipais e estaduais) de todo o país, entre julho e dezembro de 2022. “Outro [&#8230;]]]></description>
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<p>Pelo menos 71% dos <a href="https://todospelaeducacao.org.br/noticias/pesquisa-de-opiniao-de-professores/" target="_blank" rel="noopener">professores</a> brasileiros estão estressados pela sobrecarga de trabalho, mostrou um levantamento feito pelo instituto de pesquisa Ipec, encomendado por entidades como Todos Pela Educação, Itaú Social, Instituto Península e Profissão Docente. O levantamento foi realizado com 6.775 professores de escolas públicas (municipais e estaduais) de todo o país, entre julho e dezembro de 2022.</p>
<p>“Outro aspecto que nos chamou atenção é uma opinião [dos professores] de que a gestão educacional deveria priorizar, nos próximos dois anos, o apoio psicológico a estudantes e docentes”, afirma a pesquisadora Esmeralda Macana, especialista em desenvolvimento e soluções do Itaú Social.</p>
<p>O apoio psicológico está no topo das preocupações dos professores, entre dez medidas relacionadas pela pesquisa. Essa necessidade é lembrada por 18% dos pesquisados e fica à frente de aumento no salário dos profissionais (17%).</p>
<h2>Chamar atenção</h2>
<p>Esmeralda Macana avalia que o cenário é muito complicado nesse período de pós-pandemia. “Estamos nesse desafio de dar conta de recuperar essa aprendizagem e poder engajar os estudantes em todo o processo”.</p>
<p>A pesquisadora em desenvolvimento humano explica que os professores também sinalizaram que um dos problemas que enfrentam é o desinteresse dos estudantes pela escola. Esse problema foi apontado por 31% dos professores consultados. Para 28%, outra questão é a defasagem na aprendizagem dos alunos.</p>
<p>Segundo a pesquisadora, esse cenário deve permanecer por um tempo em função do impacto das crises sanitária e social. “Isso gera necessidade de inovar as estratégias pedagógicas para acelerar o processo de aprendizagem”.</p>
<p>Uma questão é que estudantes voltaram para o ensino presencial com dificuldades de alfabetização, e também em temas da língua portuguesa e matemática.</p>
<h2>Risco de desânimo</h2>
<p>Nesse contexto, as dificuldades com os conteúdos acabam desanimando os estudantes ao não conseguir acompanhar as aulas. “Eles [os alunos] também se sentem sobrecarregados e estressados, assim como os professores, tentando inovar, priorizar o currículo e buscar outras formas de motivação e de engajamento”, diz Esmeralda Macana.</p>
<p>A especialista defende que a gestão educacional precisa considerar a necessidade de fortalecer a formação continuada dos professores. “Parte da [ideia e sentimento de] desvalorização se dá pelo docente se sentir sozinho lidando com desafios muito grandes e complexos”.</p>
<p>A pesquisadora observa que, de acordo com pesquisas, as famílias de estudantes da rede pública valorizam ainda mais o trabalho do professor depois da pandemia. “As famílias também perceberam quão difícil e desafiador é o trabalho dos professores”. Mesmo com as dificuldades, os pesquisados entendem que a profissão é gratificante. “Nove em cada dez docentes escolheriam ser professores novamente”.</p>
<p>Segundo o levantamento, 84% dos professores concordam que cursos presenciais formam profissionais mais bem preparados para o início da profissão.</p>
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		<title>Dia da Educação: professores explicam caminhos de ensino antirracista</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/dia-da-educacao-professores-explicam-caminhos-de-ensino-antirracista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Apr 2023 20:15:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino antirracista]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
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					<description><![CDATA[A violência surgiu de onde ela menos esperava. Em pleno Dia das Mulheres, há quase dois meses, a professora Edmar Sônia Vieira Valéria, de 50 anos, em uma escola da região administrativa de Ceilândia (DF), recebeu de “surpresa” de um aluno uma palha de aço. A ação, considerada de caráter racista e machista, abalou a docente, mas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>A violência surgiu de onde ela menos esperava. Em pleno Dia das Mulheres, há quase dois meses, a professora Edmar Sônia Vieira Valéria, de 50 anos, em uma escola da região administrativa de Ceilândia (DF), recebeu de “surpresa” de um aluno uma palha de aço. A ação, considerada de caráter racista e machista, abalou a docente, mas não alterou as convicções de que é necessário e possível uma educação antirracista.</p>
<p>“O nosso trabalho deve ser com amor. Devemos levar em conta que as características dos alunos de hoje são muito diferentes das de 20 anos atrás”, afirmou a professora em entrevista. As agressividades, segundo ela, são voltadas para serem filmadas e espalhadas pelas redes.</p>
<p>O celular, segundo testemunha, virou protagonista no dia a dia educacional. “Tudo acontece por meio do telefone dentro de uma escola. É por ali que eles combinam qualquer ato, qualquer ação. É o que eles usam para se agredirem, por onde se ameaçam. Ou quando desejam filmar um professor recebendo um pacote de palha de aço, como aconteceu comigo”.</p>
<p>Ela defende maior participação das famílias na escola e uma revisão geral do processo de ensino-aprendizagem para efetivação de uma escola antirracista.</p>
<p>“Nós precisamos de ações efetivas. Além das leis, precisamos de modelos de educação mais atuantes, uma escola mais atraente. O caminho é a educação séria e não o castigo&#8221;. Para ela, as escolas precisam contar histórias de pessoas negras a fim de que os alunos se vejam representados.</p>
<p>A professora explica que o aluno que a ofendeu pediu desculpas em diferentes ocasiões desde então e crê que ele aprendeu com o erro.</p>
<p>&#8220;Ele nunca foi um aluno agressivo. Chegava sempre com muita alegria. Sentava próximo à minha mesa. Ele se arrependeu e entendeu”. A conscientização passou pelo caminho da repercussão e da solidariedade à professora, que se seguiram à violência, e pelas constantes conversas em sala.</p>
<h2>Sem tabu</h2>
<p>O caminho para uma educação antirracista, no entender do cientista social Vidal Mota Junior, obriga que o tema deixe de ser tratado como tabu e seja reconhecido como um problema a ser discutido e enfrentado em sala de aula.</p>
<p>“A gente vê como um longo caminho de conscientização. Mais de 56% da população são negros e menos representados em posições de liderança ou dentro de uma sala de aula”, afirma o especialista, que coordena a organização não governamental (ONG) Dacor, com sede em São Paulo, que promove políticas e campanhas de conscientização sobre a questão racial no Brasil.</p>
<p>Para o pesquisador, é preciso que essa violência do racismo não seja naturalizada e todos os crimes gerem intervenções sérias. “A escola tem que chamar os alunos que cometem a violência para reensiná-los. E mostrar para toda a comunidade escolar que o preconceito racial não terá vez naquele espaço”.</p>
<h2>Protagonismos e prioridades</h2>
<p>Além disso, segundo os professores, a escola deve apresentar sinais nítidos de democracia racial, com inclusão e protagonismos de histórias de heróis negros e não os clássicos personagens brancos de origem europeia.</p>
<p>Em 2023, ano em que a Lei Antirracista nas escolas completou 20 anos, a legislação tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira. O desafio dos sistemas educacionais, de todos os âmbitos, é que, além da lei, efetivamente se promova empatia e estrutura para que os estudantes entendam as próprias raízes, e de uma forma atraente.</p>
<p>Essa necessidade é reconhecida pela advogada brasiliense Karina Berardo, mãe de dois filhos negros adolescentes. “Na escola deles, a lei não saiu do papel. Não tem professores ou diretores negros. Para enfrentar isso, eles vão ter que cortar na própria carne. Claro que não precisa ser negro para falar sobre democracia racial”.</p>
<p>Outra preocupação de Karina é o que chega pelos celulares, como alertaram os pesquisadores. Ela procura acompanhar, por exemplo, os grupos de mensagens dos filhos. “Não raras vezes, eu encontro a utilização de termos utilizados para agredir e diminuir as pessoas. Os meninos têm hábito de um chamar o outro<em> de gay</em>, de retardado, de preto. Quer dizer: utilizam termos de forma completamente equivocada. Eu conversei isso na escola: é preciso trazer pessoas deficientes, pessoas <em>gays</em>, pessoas negras para conversarem com os alunos. As escolas precisam abraçar a causa de verdade”.</p>
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		<title>Desigualdades são ampliadas pelo novo ensino médio, afirmam educadores</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/desigualdades-sao-ampliadas-pelo-novo-ensino-medio-afirmam-educadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2023 16:02:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[MEC]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Novo Ensino Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[Revogação]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas em educação afirmam que o novo ensino médio, que começou a ser implementado no país no ano passado, está acentuando as desigualdades educacionais, com impactos maiores nas escolas públicas e nas pessoas mais pobres e vulneráveis. Não são apenas os educadores e especialistas que têm criticado a reforma. Nesta quarta-feira (19), estudantes de todo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Especialistas em educação afirmam que o novo ensino médio, que começou a ser implementado no país no ano passado, está acentuando as desigualdades educacionais, com impactos maiores nas escolas públicas e nas pessoas mais pobres e vulneráveis.</p>
<p>Não são apenas os educadores e especialistas que têm criticado a reforma. Nesta quarta-feira (19), estudantes de todo o país planejam manifestações nas ruas exigindo que o Ministério da Educação (MEC) revogue o novo sistema.</p>
<p>Durante um seminário na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), na semana passada, uma professora compartilhou sua experiência com o novo ensino médio. Como formada em Ciências Sociais, ela foi forçada, após a lei de 2017 que modificou o ensino médio no país, a ensinar oito diferentes itinerários formativos, que consistem em conjuntos de disciplinas, projetos, oficinas e núcleos de estudo que os estudantes podem escolher durante o ensino médio.</p>
<p>“Tenho 28 turmas do ensino médio e 34 aulas por semana. Essa é a realidade hoje da reforma do ensino médio no estado de São Paulo”, disse ela durante o evento. “O que temos observado é que os alunos que estão se formando não foram nem para o mercado de trabalho e nem para a universidade. Boa parte deles tem ido trabalhar como jovens aprendizes. Depois disso, tiveram que ir para outra área profissional”, afirmou.</p>
<p>A professora destacou que, por São Paulo ser um dos primeiros estados a iniciar a implementação do novo ensino médio, já existem algumas turmas se formando sob essa nova metodologia. Infelizmente, o resultado que ela tem vivenciado nas escolas como professora tem sido desesperador. “O que eu vejo é que esses alunos estão se distanciando cada vez mais das universidades públicas. O chão de fábrica na escola pública está muito pior do que a gente imagina”.</p>
<p>&#8220;Temos uma reforma de ensino médio em curso que aumenta a desigualdade e produz desigualdades. E isso é uma coisa gravíssima&#8221;, disse Fernando Cássio, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC). Ele também integra a Rede Escola Pública e Universidade (Repu) e o comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.</p>
<p>De acordo com Cássio, um dos aspectos que torna a reforma ainda mais desigual é a implementação dos itinerários formativos. Problemas que incluem remuneração insuficiente dos professores, condições precárias de trabalho, falta de concursos públicos, infraestrutura inadequada, falta de investimento e formação insuficiente dos docentes afetam principalmente as escolas públicas. Isso se torna ainda mais evidente em cidades menores ou bairros periféricos. “Os mais vulneráveis são os mais prejudicados, sempre. Escola indígena, quilombola, rural, de assentamento, EJA [educação de jovens e adultos], Fundação Casa, classes penitenciárias, regiões pobres do estado e com baixo Índice de Desenvolvimento Humano [IDH]: todas elas são escolas com menos itinerários formativos à escolha dos alunos”, disse.</p>
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<p>A professora de matemática Elenira Vilela, que também é coordenadora-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), concorda. Para ela, o novo ensino médio “aprofunda barbaramente as desigualdades”.</p>
<p>“Existe o mito de que os jovens vão poder escolher itinerários formativos dos quais eles sejam mais próximos. Mas, na realidade, metade dos municípios do Brasil tem uma única escola de ensino médio que mal dá conta de oferecer uma formação padrão para todo mundo. Então, essas escolas não vão conseguir ou não estão conseguindo oferecer os diversos itinerários formativos”.</p>
<p>“Os mais pobres não vão ter acesso. Quem estuda em escolas particulares ou federais, ou quem tem família com mais condições de acessar museus, escolas e viagens, vai ter formação mais ampla. Os mais pobres, os que vivem nas periferias e os que estudam em escolas do interior terão formação mais restrita e piorada do que se tinha antes, de conhecimento geral. Além disso, não vão fortalecer as possibilidades do mundo do trabalho como se tem propagado. Existem lugares, por exemplo, em que estão sorteando qual o itinerário formativo que o estudante vai fazer. Isso não vai criar uma relação melhor dele com o aprendizado”, observou.</p>
<p>A desigualdade tem se agravado porque a reforma determinou um teto máximo de horas para o chamado ensino propedêutico, que visa dar uma formação geral e básica para que o aluno possa ingressar em curso superior. Com isso, horas que poderiam ser destinadas a disciplinas consideradas essenciais como matemática, português, história e geografia estão sendo retiradas para a aplicação dos itinerários, que podem variar conforme a capacidade da escola.</p>
<p>“Você propõe a criação dos itinerários formativos como uma alternativa à ação propedêutica. Eles criam um limite para a formação geral, o que acaba afastando mais os jovens, principalmente os mais pobres, da possibilidade de alcançar uma universidade. E, ao mesmo tempo, não oferece uma formação para o trabalho que seja eficaz, de acordo com as demandas do mundo do trabalho”, disse Elenira.</p>
<p>Para esses educadores e professores, o que tem acontecido é que as escolas particulares não estão cumprindo o limite de horas para o ensino propedêutico e continuariam ministrando mais conteúdos considerados essenciais do que itinerários formativos. Com isso, seus alunos estariam mais preparados para vestibulares e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).</p>
<p>Isso tem sido observado pelo professor Fábio Miguel, 43 anos, que dá aulas tanto para o ensino médio privado quanto para a rede pública estadual da cidade de Santo Antônio do Pinhal, no interior de São Paulo. “Acredito, sim, que [o novo ensino médio] vai aumentar as desigualdades. As particulares não estão seguindo exatamente essa fórmula que está na rede pública, com essa questão dos itinerários, e que acabou retirando várias disciplinas como biologia, química e boa parte das aulas de matemática e de língua portuguesa”, disse ele, em entrevista. “Eu, por exemplo, trabalho com língua portuguesa e literatura. Enquanto antes [da reforma do ensino médio] eu dava cinco aulas, agora são somente duas. Então, como trabalhar em duas aulas com conteúdo que era para cinco? Isso vai causar desigualdade não só para quando esse aluno for prestar o vestibular, mas também em sua vida profissional e, consequentemente, em sua vida acadêmica”, acrescentou.</p>
<p>“Os estudantes sabem que, na escola privada, não há nenhuma aula de química a menos. Ninguém substitui a aula de química para aprender a fazer brigadeiro na escola privada. Uma das funções da escola deveria ser oferecer formação sólida. E isso será a garantia da liberdade de escolha futura”, disse Fernando Cássio.</p>
<p>“A primeira coisa que não funciona [nesse novo ensino médio] é a ideia de flexibilização curricular, com supressão de disciplinas. Você não melhora a qualidade da escola suprimindo conhecimento substantivo. Isso é uma excrescência. A escola deve ser um lugar onde os estudantes têm acesso ao conhecimento científico, à cultura, às ciências humanas e naturais. Tem que ter isso. Não é possível, em primeiro lugar, você propor uma flexibilização curricular que vai substituir o conteúdo substantivo da escola por quinquilharia curricular. Isso não funciona, não vai funcionar, não tem como funcionar”, afirmou.</p>
<p>O presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Bruno Eizerik, não concorda com a afirmação de que o novo ensino médio está ampliando as desigualdades no país. Para ele, as dificuldades encontradas pelas escolas públicas na sua implementação dizem mais respeito à falta de gestão. “Nós temos um problema de gestão na rede pública. Se nosso aluno da escola privada custa menos e conseguimos fazer mais, é porque alguma coisa está errada e isso diz respeito à gestão”. “O que acho é que devemos melhorar as condições físicas da escola e implementar o novo ensino médio. Não são coisas excludentes. Acho também que alguns estados estão exagerando no número de itinerários. E, às vezes, pinçam o exemplo de uma escola estadual que está ensinando a fazer brigadeiro. Mas, ao mesmo tempo, temos estados que estão propondo no máximo quatro itinerários. E isso dá para fazer. O que eu acho errado é usar a desculpa de que a escola pública não está pronta [para o novo ensino médio]: ela não está pronta nem para o antigo ensino médio”, afirmou.</p>
<p>Segundo Eizerik, o novo ensino médio está funcionando nas escolas privadas porque elas têm buscado oferecer poucos itinerários. “O novo ensino médio é dividido em duas partes: a primeira é a base nacional curricular comum, que todos os alunos fazem. Aqui temos 1,8 mil horas, com quatro disciplinas que são obrigatórias: português, matemática, língua inglesa e artes”, explicou. “Temos 1,2 mil horas de itinerários formativos, e a rede privada tem trabalhado com basicamente quatro itinerários: um para aqueles alunos que querem entrar na área da ciência, outro para os que querem humanas, outro para a área da matemática e engenharias, e o último para linguagens e letras. Há um quinto caminho para quem quer fazer um curso técnico”.</p>
<h2>Teoria e prática</h2>
<p>Para Fernando Cássio, o fato de o novo ensino médio ter sido aprovado a toque de caixa, sem ter sido discutido com a sociedade e, principalmente, com os atores da educação, fez com que ele funcionasse apenas em teoria. “No fim das contas, o que vemos hoje no debate público é uma tentativa de defender os valores da reforma, de dizer que essa reforma é boa, que a ideia de flexibilizar o currículo e dar liberdade é boa. O problema é que essas pessoas estão falando em tese, em teoria. Mas essa reforma, com essa flexibilização, não está produzindo nenhum benefício para os estudantes. Pelo contrário: a flexibilização destruiu a escola. Não adianta a gente defender os valores abstratos de uma reforma que está objetiva e concretamente produzindo tragédia”, disse</p>
<p>O presidente da Fenep contesta. Segundo ele, a reforma do ensino médio não aconteceu de uma hora para outra: ela vinha sendo discutida no país desde a década de 90. “O único país que tem uma escola única do ensino médio é o Brasil, onde todo mundo estuda a mesma coisa. E isso começou quando tivemos um regime de exceção não democrático. Se formos para a Argentina, o Chile, Uruguai, os Estados Unidos, o Canadá, a Europa e Ásia, todos esses continentes e países, temos um ensino médio muito parecido com o que temos agora, com uma base geral e itinerários para os alunos escolherem”.</p>
<p>Além de ter faltado transparência durante as discussões que precederam o novo ensino médio, faltou também informação após ele ter sido aprovado e se tornado lei, disse o professor Fábio Miguel. Ele reclama que os pais, alunos e o restante da comunidade não foram informados sobre como ele funcionaria. “Não foi passado claramente o que seria esse novo ensino médio”.</p>
<h2>Revogação</h2>
<p>Para Fernando Cássio, a única solução possível para o novo ensino médio é a sua revogação imediata. &#8220;Não acredito que a reforma do ensino médio seja reformável”.</p>
<p>Elenira também é a favor da revogação da reforma. “A gente precisa revogar tudo o que estruturalmente foi colocado por essa reforma, que é o teto máximo do ensino propedêutico e a obrigatoriedade dos itinerários formativos”, disse. “É óbvio que é preciso um processo de transição para quem foi vítima dessa implantação. Há redes, como Santa Catarina e São Paulo, que já estavam fazendo antes. Então, as vítimas desse processo têm que ser reparadas e ver como se recupera esse aprendizado. Daqui para a frente, temos que consertar esse erro gravíssimo”.</p>
<p>O professor Fábio Miguel aponta falhas na reforma. Mas ele não tem certeza se a revogação seria o melhor caminho. “Não acredito que ela precisaria ser totalmente revogada. A ideia é boa. Só que precisa, talvez, debatê-la mais, discuti-la mais. Essas manifestações [que pedem a revogação] são válidas porque mostram que as pessoas não estão muito contentes com a ideia. O que eu sinto é que boa parte dos alunos não está gostando”.</p>
<p>Para ele, uma das questões que precisaria ser proposta é uma consulta preliminar aos alunos para que se conheça suas necessidades, que itinerários poderiam ser mais úteis a eles. “A ideia da mudança do novo ensino médio não é ruim. Ela é boa. Porém, o que se deveria ser feito é uma consulta aos alunos para saber, antes de abrir os itinerários, qual seria a opção deles, o que mais desejavam aprender. E só depois montar esse itinerário”, disse.</p>
<p>O presidente da Fenep, por sua vez, é contra a revogação. “Existem 13 instituições que têm defendido que a implementação do ensino médio não deve parar. Primeiro, a Fenep. Em segundo, o colegiado de secretários estaduais de Educação, que respondem pelas escolas públicas. É importante que não pareça que, para a escola privada, está tudo bem e para a escola pública não está tudo bem. Os secretários estaduais de Educação e os conselhos estaduais de Educação, que tratam das escolas públicas, também entendem que o novo ensino médio deve continuar a ser implementado&#8221;.</p>
<p>“Não achamos que o novo ensino médio funcione às mil maravilhas ou que está perfeito. Nós ainda estamos aprendendo com essa implementação. E isso é um processo. A gente precisa dar continuidade a esse processo e ver quais são os resultados”, ponderou.</p>
<p>Para Eizerik, o que poderia ser proposto para melhorar a reforma é uma regulamentação dos itinerários. “É muito complicado a gente pensar em sugestões antes de terminar a própria implementação. Mas a criação de poucos itinerários ajuda. E aí temos a questão que tem sido levantada: como ficam aquelas escolas do interior e que são únicas? Podemos ter o que a gente chama de trilhas integradas, itinerários integrados, onde o aluno vai estudar um pouco de cada um. É possível fazer várias construções. E se a rede privada for chamado a opinar, estamos dispostos a sentar à mesa”.</p>
<p>Com muitas reclamações direcionadas ao novo ensino médio, o Ministério da Educação decidiu suspender o calendário de implantação e propor a realização de uma consulta pública para debater caminhos com a sociedade.</p>
<p>Para o presidente da Fenep, essas audiências públicas podem ser produtivas se todos os atores puderem participar. “Em primeiro lugar, preciso fazer uma crítica. O ensino privado, que responde por 9 milhões de alunos na educação básica e 20% do total de alunos do país, não foi chamado para o grupo que vai estudar as modificações que o governo pretende fazer”. Quando o governo cria um grupo de trabalho e não chama a escola privada, esse grupo já começa errado”, observou.</p>
<p>Fernando Cássio, no entanto, acha as audiências públicas não vão adiantar. Para ele, o ideal seria a realização de conferências de educação que proponham novo modelo de ensino. “O que defendo é uma escola pública que ofereça formação sólida para os estudantes como ideia geral. Acho que isso pode ser construído. Não vejo a revogação da reforma do ensino médio como último passo, vejo como passo inicial. Ela precisa ser revogada imediatamente porque precisamos disparar um processo nacional de construção de uma política educacional para o ensino médio que tenha o mínimo de consenso. Precisamos, por exemplo, fazer uma Conferência Nacional de Educação para discutir o ensino médio. Aí sim, as posições em disputa vão entrar na arena e vamos ter uma política pública que vai refletir anseios, expectativas e concepções de educação de uma sociedade mais ampla &#8211; e não de meia duzia de atores privados, como vem acontecendo”, disse.</p>
<p>“A questão de ser uma conferência é porque seminário não é um processo deliberativo. Seminário a gente senta, conversa, cada um fala o que pensa e não tem fórmula de sistematização. Conferência você tem formas deliberativas e chega ao final com um documento elaborado pela sociedade brasileira, dizendo o que quer para o ensino médio. O que a gente quer é um espaço deliberativo, não só consultivo”, acrescentou Elenira.</p>
<p>Para ela, um dos modelos que funcionam no país e que poderia ser levado em conta na construção de um novo ensino médio seria o adotado pelos institutos federais. “Na rede em que atuo, que é a dos institutos federais, fazemos um ensino médio técnico integrando muito bem o que chamamos de conhecimento propedêutico com o mundo do trabalho, com formação profissional que realmente habilita o estudante para o trabalho, além de desenvolver capacidade crítica na relação com a cultura e a sociedade”.</p>
<p>“A principal crítica a esse modelo é que ele seria muito mais caro, então, não poderia ser a referência. De fato, é um modelo mais caro porque temos professores e trabalhadoras da educação em geral muito mais formados, com salários bons, com condições de trabalho e que fazem pesquisa e extensão de maneira articulada. Mas aí há coisas que temos que nos questionar como país: a gente quer um país que tenha educação de ponta e que realmente possa impulsionar o desenvolvimento dos nossos jovens e o desenvolvimento técnico e científico brasileiro? Se queremos, precisamos fazer um brutal investimento em educação”.</p>
<p>Procurado, o MEC informou que não vai emitir opinião sobre as manifestações que pedem ou não a revogação do novo ensino médio. A pasta disse que “todos os atores do Ministério da Educação e entidades que conduzem a consulta pública estão trabalhando coletivamente na construção dessa agenda”.</p>
<p>Segundo o ministério, “os detalhamentos dos instrumentos serão tornados públicos assim que concluídos&#8221;.</p>
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		<title>Professores dão dicas para segundo dia de provas do Enem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 13:22:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[enem 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Professores]]></category>
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					<description><![CDATA[No próximo domingo (20), os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) resolverão as questões de matemática e de ciências da natureza, que englobam química, física e biologia. Ao todo, serão 90 questões objetivas. A aplicação terá cinco horas de duração. Às vésperas do último dia de provas, a dica é focar na revisão, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>No próximo domingo (20), os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) resolverão as questões de matemática e de ciências da natureza, que englobam química, física e biologia. Ao todo, serão 90 questões objetivas. A aplicação terá cinco horas de duração. Às vésperas do último dia de provas, a dica é focar na revisão, especialmente dos conteúdos frequentes. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O primeiro passo, segundo o gerente de Ensino e Inovações Educacionais do SAS Plataforma de Educação, Idelfranio Moreira, é &#8220;fazer de conta que o primeiro dia não existiu e encarar o segundo dia como se fosse a primeira prova&#8221;. Todas as dicas de autocuidado, de revisão, de alimentação e de descanso valem também para o segundo dia de exame. Mesmo quem não se saiu muito bem no primeiro dia de provas, pode ter a chance de recuperar agora o desempenho.</p>
<p>&#8220;Não adianta ficar nos conteúdos mais difíceis ou estudar o que nunca caiu. É estudar matemática básica; em física, estudar mecânica, eletricidade; estudar química geral; e, em biologia, conteúdos como meio ambiente, fisiologia. Focar nos conteúdos mais recorrentes&#8221;, recomenda Moreira. Para isso, a dica é refazer questões de exames anteriores e o que não conseguir resolver, revisar aquele conteúdo específico.</p>
<p>O professor explica que é importante o estudante manter coerência no exame e acertar principalmente as questões mais fáceis, por causa do sistema de correção do Enem, que segue a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Caso acerte apenas as difíceis e erre as fáceis, o sistema entende que o aluno pode ter chutado e ele ganha menos pontos pelas questões mais complexas do que outro que acertou tanto as fáceis quanto as difíceis.</p>
<p>A orientação é para que os candidatos leiam a prova e resolvam aqueles itens nos quais têm mais facilidade. Os mais difíceis devem ser assinalados para serem resolvidos em seguida. Calma na hora de ler os enunciados também é importante. De acordo com Moreira, ali podem estar informações valiosas e mesmo repostas às questões.</p>
<p>O professor de física em pré-vestibulares Mário Roullet concorda com as recomendações e acrescenta: &#8220;É fundamental dormir bem. Os estudantes que não dormem, não descansam, não conseguem estar relaxados na hora da prova. Nessa reta final, participei de vários aulões, em lugares diferentes. São vários sentimentos. Há pessoas mais relaxadas, mais focadas, pessoas mais estressadas, mas todo mundo está empenhado em fazer uma boa prova&#8221;.</p>
<p>Além das aulas presenciais, Roullet usa as redes sociais para, como ele mesmo diz, democratizar o conhecimento. É pelas redes sociais como o <a href="https://www.instagram.com/mariofis/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a> e o <a href="https://www.youtube.com/c/F%C3%ADsicacomM%C3%A1rioRoullet" target="_blank" rel="noopener">Youtube</a>, que ele compartilha conteúdos e troca informações com os mais de 30 mil seguidores que estão se preparando para o Enem.</p>
<p>&#8220;Eu enxergo a rede social como algo importante. É a oportunidade que a gente tem de fazer a diferença, de democratizar o conteúdo para alunos e professores&#8221;, diz. Para quem está usando a internet para estudar, ele recomenda, no entanto, cuidado. É importante fazer buscas sobre os professores para saber quem são e qual é a formação deles, além de dar uma olhada nos comentários.</p>
<p>&#8220;Saber fazer um filtro na internet é fundamental porque qualquer pessoa pode gravar qualquer coisa. Uma coisa é um professor assistir, ele sabe o que está bom e o que não está, mas o aluno, muitas vezes, não sabe fazer esse filtro do conteúdo. É importante saber quem é essa pessoa e qual a experiência profissional dela&#8221;, alerta.</p>
<p>Os professores acreditam que o Enem 2022 vai seguir a tendência das edições anteriores. A partir de 2019, a prova passou a ser mais conteudista, segundo Roullet, e a cobrar os conteúdos mais separadamente, ou seja, é possível identificar claramente as questões de física, química e biologia. Antes, as questões da prova de ciências da natureza eram mais interpretativas e envolviam mais uma competência. &#8220;Não acho que vai encontrar nada muito diferente dos últimos anos&#8221;, complementa Moreira.</p>
<h2>Enem 2022</h2>
<p>No primeiro dia de prova, no último domingo (13), os participantes fizeram as questões de linguagens, ciências humanas e a redação. No segundo dia, farão as provas de matemática e ciências da natureza. Os locais de prova estão disponíveis no Cartão de Confirmação de Inscrição na<a href="http://https//enem.inep.gov.br/participante/#!/" target="_blank" rel="noopener"> Página do Participante</a>.</p>
<p>Quem está se preparando para o Enem pode acessar todas as provas e gabaritos de edições anteriores no<em> <a href="https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enem/orientacoes/provas-e-gabaritos" target="_blank" rel="noopener">site</a></em><a href="https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enem/orientacoes/provas-e-gabaritos" target="_blank" rel="noopener"> do Inep</a>. Para testar os conhecimentos, os estudantes podem acessar gratuitamente o <a href="https://questoesenem.ebc.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Questões Enem</a>, um banco preparado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que reúne questões de provas de anos anteriores. No sistema, é possível escolher as áreas do conhecimento que se quer estudar. O banco seleciona as questões de maneira aleatória.</p>
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		<title>Alerj derruba veto e garante equiparação na remuneração de diretores de escolas no Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Feb 2022 20:33:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Deputado Sergio Fernandes]]></category>
		<category><![CDATA[Diretores]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
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					<description><![CDATA[Após amplo debate, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou o veto do Executivo ao projeto de lei 4.424/21, que autoriza o governo do estado a considerar a carga horária de 40 horas para todos os servidores que integram a equipe técnico-pedagógica da rede estadual de ensino. De acordo com a proposta do deputado Sergio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após amplo debate, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) derrubou o veto do Executivo ao projeto de lei 4.424/21, que autoriza o governo do estado a considerar a carga horária de 40 horas para todos os servidores que integram a equipe técnico-pedagógica da rede estadual de ensino.</p>
<p>De acordo com a proposta do deputado Sergio Fernandes (PDT), diretores gerais e adjuntos, coordenadores e orientadores pedagógicos que têm matrícula de carga horária 16 horas, 22 horas ou 30 horas semanais poderão receber como os concursados de 40 horas quando estiverem no exercício das funções gratificadas. Após a derrubada do veto, o projeto volta para o governador Claudio Castro (PL). Caso não seja sancionada, a lei será promulgada pelo presidente André Ceciliano (PT).</p>
<p>Segundo o autor, o secretário de Educação, Alexandre Valle, entendeu a importância de corrigir distorções nas remunerações finais dos diretores de escolas estaduais.</p>
<p>&#8220;O secretário se comprometeu a implementar a lei rapidamente. A derrubada do veto foi fundamental no processo de valorização e reconhecimento de diretores e equipes diretivas, que estão na linha de frente abrindo e fechando escolas, exercendo diversas funções, mas que não ganham como tal por serem oriundos de matrículas de 16h, 22h e 30 horas. Estamos fazendo justiça&#8221;, comemorou Sergio Fernandes.</p>
<p>O projeto ganhou a autoria de outros 35 parlamentares, e a derrubada do veto foi amplamente defendida no plenário. Na noite de quarta-feira (24), os autores da proposta e o presidente André Ceciliados se reuniram com representantes da Associação dos Diretores de Escolas Públicas (Aderj) para discutir caminhos para a implementação da lei.</p>
<p>O presidente da associação, Almir Morgado, defendeu que o projeto é necessário para corrigir incoerências que se arrastam por anos na categoria. Ele explicou que as gratificações podem ter os mesmos valores, mas a remuneração total fica discrepante porque o salário base continua sendo de acordo com o concurso feito.</p>
<p>&#8220;O professor eleito diretor, cujo cargo efetivo é de 16, 22 ou 30 horas, vai ter remuneração total bem menor do que aquele que fez o concurso de 40 horas. Ambos vão ter a mesma função e trabalhar 40 horas ou mais em escolas de mesma tipologia, mas a diferença salarial pode chegar a R$ 4 mil. E isso fere a isonomia&#8221;, explicou Almir Morgado.</p>
<p>Dados da Aderj mostram que o projeto pode corrigir a diferença salarial de mais de quatro mil diretores, coordenadores e orientadores pedagógicos.</p>
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