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	<title>Produção &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Produção &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Anvisa discute nesta quarta regras para a produção de cannabis medicinal no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 15:32:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (28), às 9h30, em Brasília, para discutir a definição de regras específicas para a produção de cannabis medicinal no país. O encontro prevê a análise da revisão da Resolução nº 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reúne nesta quarta-feira (28), às 9h30, em Brasília, para discutir a definição de regras específicas para a produção de cannabis medicinal no país. O encontro prevê a análise da revisão da Resolução nº 327/2019, que atualmente regula o acesso a produtos à base de cannabis no Brasil.</p>
<p>A discussão atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em novembro de 2024, decidiu que o plantio da cannabis pode ser regulamentado no país desde que destinado exclusivamente a fins medicinais e farmacológicos, com limites rigorosos de controle.</p>
<h3>Propostas em análise</h3>
<p>No início da semana, a Anvisa apresentou três propostas de resolução que tratam da produção da cannabis medicinal, do desenvolvimento de pesquisas científicas com a planta e da atuação de associações de pacientes.</p>
<p>Em entrevista coletiva, o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou o crescimento expressivo da demanda por produtos derivados da cannabis ao longo da última década.</p>
<blockquote><p>“Entre 2015 e 2025, foram mais de 660 mil autorizações individuais de importação. Hoje, há 49 produtos de 24 empresas aprovados pela Anvisa e cerca de 500 decisões judiciais autorizando o plantio por pessoas físicas ou jurídicas”, afirmou.</p></blockquote>
<p>Safatle também ressaltou que cinco estados brasileiros já possuem leis próprias que autorizam o cultivo de cannabis medicinal, o que reforça a necessidade de uma regulamentação nacional.</p>
<h3>Regras e critérios de segurança</h3>
<p>As normas propostas restringem a produção de cannabis a pessoas jurídicas, com exigência de inspeção sanitária prévia. Entre os critérios de segurança estão o monitoramento por câmeras 24 horas, o georreferenciamento das áreas de cultivo e o controle rigoroso da cadeia produtiva.</p>
<p>Outro ponto central é o limite do teor de tetrahidrocanabinol (THC), que deverá ser igual ou inferior a 0,3%, patamar considerado sem efeitos entorpecentes.</p>
<p>As propostas também abrem espaço para a produção sem fins lucrativos por associações de pacientes, por meio de chamamento público, com o objetivo de avaliar a viabilidade da produção em pequena escala fora do modelo industrial.</p>
<p>O diretor da Anvisa Thiago Campos reforçou que as resoluções seguem padrões técnicos rigorosos e estão alinhadas a normas internacionais.</p>
<blockquote><p>“As medidas atendem às exigências da ONU e da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes e estão plenamente alinhadas à decisão do STJ”, afirmou.</p></blockquote>
<h3>Decisão judicial e prazos</h3>
<p>Em novembro de 2024, o STJ entendeu que a Lei de Drogas não se aplica a espécies de cannabis com baixo teor de THC. Na ocasião, a Corte autorizou uma empresa a importar sementes com alto teor de canabidiol (CBD) e baixo teor de THC, e determinou que o país regulamentasse importação, cultivo, industrialização e comercialização dessas espécies.</p>
<p>O prazo inicial de seis meses para a regulamentação venceu em setembro de 2025, mas foi prorrogado em novembro, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). Desde então, a Anvisa afirma ter iniciado a coleta de contribuições da sociedade civil e a elaboração dos documentos técnicos necessários.</p>
<h3>Crescimento do uso medicinal</h3>
<p>Segundo estimativas da Anvisa, mais de 670 mil pessoas utilizam atualmente produtos à base de cannabis no Brasil, com acesso predominantemente via decisões judiciais. Desde 2022, o Ministério da Saúde já atendeu cerca de 820 determinações judiciais para fornecimento desses produtos.</p>
<p>“Mesmo sem uma regulamentação específica, diversas associações obtiveram autorização judicial para a produção de cannabis exclusivamente para fins medicinais”, informou a agência.</p>
<p>As propostas agora passam pela avaliação do colegiado. Se aprovadas, as resoluções entram em vigor na data de publicação e terão validade inicial de seis meses, período que servirá para monitoramento, ajustes e avaliação do novo marco regulatório.</p>
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		<title>China deve produzir mais da metade dos robôs humanoides do mundo em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Apr 2025 16:36:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Produção]]></category>
		<category><![CDATA[robôs humanoides]]></category>
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					<description><![CDATA[A China caminha para dominar a produção global de robôs humanoides, com previsão de fabricar mais de 10 mil unidades em 2025 — mais da metade da produção mundial — e movimentar cerca de 8,24 bilhões de yuans (US$ 1,14 bilhão) em receita. A estimativa é de um relatório divulgado pela empresa Leaderobot em parceria [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China caminha para dominar a produção global de robôs humanoides, com previsão de fabricar mais de 10 mil unidades em 2025 — mais da metade da produção mundial — e movimentar cerca de 8,24 bilhões de yuans (US$ 1,14 bilhão) em receita. A estimativa é de um relatório divulgado pela empresa Leaderobot em parceria com outras nove instituições.</p>
<p>O estudo indica que a indústria chinesa de robótica está prestes a sair dos projetos-piloto para alcançar a comercialização em larga escala, impulsionada por custos menores, avanços tecnológicos e apoio estatal. A trajetória, segundo o relatório, é semelhante à rápida ascensão do país no mercado de veículos elétricos.</p>
<p>Um exemplo recente do avanço é o anúncio feito em março pela UBTech Robotics: 20 robôs humanoides industriais serão implantados na montadora Dongfeng Liuzhou Motor ainda no primeiro semestre deste ano.</p>
<p>Segundo Wang Tianmiao, diretor honorário de robótica da Universidade de Beihang, o crescimento acelerado é tanto uma resposta à demanda de mercado quanto uma estratégia geopolítica. “Inteligência artificial e robótica são áreas-chave na disputa pela liderança tecnológica global”, afirmou.</p>
<p>O relatório projeta que o mercado chinês de robôs com inteligência incorporada — que une IA a interações físicas — chegará a 5,3 bilhões de yuans em 2025 e poderá atingir 103,8 bilhões até 2030, com 45% do mercado global sob influência chinesa.</p>
<p>Como parte desse esforço, Pequim lançou em fevereiro o <em>Plano de Ação para Inovação Científica e Cultivo Industrial de Inteligência Incorporada</em>, com metas até 2027 de superar 100 tecnologias-chave e lançar pelo menos dez produtos de destaque internacional.</p>
<p>O estudo alerta, no entanto, para a necessidade de políticas públicas que estabeleçam padrões e regulem o setor, evitando riscos como bolhas de avaliação ou corrida por imitação.</p>
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		<title>Países Europeus se unem para desenvolver mísseis de longo alcance</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/paises-europeus-se-unem-para-desenvolver-misseis-de-longo-alcance/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jul 2024 13:11:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo]]></category>
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		<category><![CDATA[Países Europeus]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Washington, quatro países europeus &#8211; Alemanha, França, Itália e Polônia &#8211; firmaram um memorando de entendimento para cooperar no desenvolvimento e produção de mísseis de longo alcance. Este acordo, assinado na quinta-feira (11), visa reforçar a capacidade militar dos países envolvidos e fortalecer [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Washington, quatro países europeus &#8211; Alemanha, França, Itália e Polônia &#8211; firmaram um memorando de entendimento para cooperar no desenvolvimento e produção de mísseis de longo alcance. Este acordo, assinado na quinta-feira (11), visa reforçar a capacidade militar dos países envolvidos e fortalecer a base industrial e de defesa europeia, especialmente diante da ameaça representada pela agressão militar da Rússia à Ucrânia.</p>
<p><strong>Plano ELSA e Cooperação Ampliada</strong></p>
<p>O acordo, denominado plano ELSA (Abordagem Europeia de Ataque de Longo Alcance), estabelece uma estratégia de longo prazo para aprimorar os arsenais europeus e fortalecer sua capacidade de dissuasão. Este plano inclui a produção de mísseis de cruzeiro com alcance superior a 500 quilômetros. Detalhes específicos do projeto serão divulgados no final do ano, com a publicação do primeiro documento com especificações.</p>
<p>A cooperação inicial envolve Alemanha, França, Itália e Polônia, mas adota uma abordagem inclusiva, permitindo que outros parceiros se juntem ao projeto. O ministro da Defesa francês, Sébastien Lecornu, mencionou a possibilidade do Reino Unido, atualmente liderado pelo governo trabalhista de Keir Starmer, aderir à iniciativa em breve.</p>
<p><strong>Apoio dos Estados Unidos e Reação da Rússia</strong></p>
<p>Paralelamente à assinatura do plano ELSA, a Otan anunciou que os Estados Unidos instalarão equipamentos militares de longo alcance na Alemanha em 2026. Essa medida é vista como um compromisso de Washington com a &#8220;dissuasão integrada europeia&#8221;. Os novos armamentos incluirão mísseis SM-6, Tomahawk e armas hipersônicas, que possuem alcance significativamente maior do que os atuais materiais terrestres na Europa.</p>
<p>A decisão dos Estados Unidos foi criticada pelo Kremlin, que a descreveu como uma &#8220;volta à Guerra Fria&#8221;, em um momento de intenso conflito armado na Ucrânia.</p>
<p><strong>Envio de Sistemas de Defesa para a Ucrânia</strong></p>
<p>Além do plano ELSA, os Estados Unidos e quatro países europeus &#8211; Países Baixos, Alemanha, Itália e Romênia &#8211; anunciaram o envio de sistemas de defesa aérea Patriot para a Ucrânia. Esta decisão foi tomada após uma recente onda de ataques russos que resultou em quase 40 mortos e 170 feridos.</p>
<p>Com essas iniciativas, a Otan demonstra uma forte resposta conjunta às ameaças emergentes, promovendo a segurança e a estabilidade na Europa através de cooperação militar e avanços tecnológicos no campo da defesa.</p>
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		<title>Agricultura familiar ajuda a aumentar produção leiteira no Nordeste</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/agricultura-familiar-ajuda-a-aumentar-producao-leiteira-no-nordeste/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 May 2023 13:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
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					<description><![CDATA[A produtora rural Rafaela da Silva Alves, de 36 anos, tem uma pequena propriedade no povoado Maranduba, em Poço Redondo, semiárido de Sergipe. “Temos umas 15 vacas leiteiras, alguns bezerros, algumas novilhas e um boi. Esse é o nosso rebanho hoje”, conta a pedagoga de formação. “Mas sou mesmo é camponesa”, reforça. O pai dela era [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A produtora rural Rafaela da Silva Alves, de 36 anos, tem uma pequena propriedade no povoado Maranduba, em Poço Redondo, semiárido de Sergipe. “Temos umas 15 vacas leiteiras, alguns bezerros, algumas novilhas e um boi. Esse é o nosso rebanho hoje”, conta a pedagoga de formação. “Mas sou mesmo é camponesa”, reforça. O pai dela era o dono da terra. “Ele dividiu para os quatro filhos, tenho um pouco menos de terra porque fiquei com a sede da propriedade”, conta.</p>
<p>No sertão do Nordeste, a agricultura familiar e de pequenos produtores vem crescendo, especialmente na produção leiteira. O produtor nessa região depende, em grande parte, da receita mensal do leite para sua sobrevivência.</p>
<p>Os desafios são muitos, afirma Rafaela. “Temos grandiosos desafios, considerando que estamos no sertão, no semiárido. É o desafio de sempre pensar no inverno produtivo, para ter comida suficiente para os animais, no acesso ao abastecimento de água, que é por carro-pipa, por isso temos cisternas e poço. O tamanho da terra dos pequenos agricultores também é um dos problemas que enfrentamos para ir avançando com essa produção de gado leiteiro”.</p>
<p>A produtora, que também é integrante e porta-voz do <a href="http://%20https//mpabrasil.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Movimento dos Pequenos Agricultores</a>, diz que outro desafio é a ausência de incentivos para a produção avançar. “É uma carência muito grande de programas e políticas públicas para os pequenos agricultores que têm vaca leiteira. No último período mesmo, não tivemos acesso a nada”, lamenta.</p>
<p>Há carência também de acompanhamento técnico. “Ainda coloco no patamar dos desafios um acompanhamento técnico mais contextualizado para essa realidade dos pequenos e médios produtores que não têm tanta estrutura, tanta terra. Seria importante um acompanhamento para que haja melhoria genética do rebanho e condições de tratamentos mais alternativos para os pequenos agricultores que sobrevivem do leite”.</p>
<p>Mesmo com tantos desafios, os dados mais recentes do IBGE mostram que o Nordeste teve crescimento na produção (12,8%) e alcançou a marca de 5,5 bilhões de litros. Os dados mais recentes são referentes a 2021 e fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Investimentos no setor e condições climáticas mais favoráveis nos últimos anos fazem a região aumentar a produção pelo quinto ano seguido, informou o órgão.</p>
<div class="post-item alt-font">
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<p>Rafaela Alves espera que o clima favorável se mantenha no inverno que está chegando. “Nós camponeses esperamos um bom inverno, mas ao mesmo tempo estamos em dúvida por causa dos sinais que o tempo está dando. No ano passado, tivemos um inverno bem melhor, talvez um dos melhores dos últimos 30 anos!” A expectativa de produção depende do clima, observa. “A expectativa que a gente faz com a produção para o próximo período depende muito do inverno. É um grande desafio assegurar comida para o rebanho e, sem chuva, tudo isso fica muito mais complexo”, diz.</p>
<p>Os dados do IBGE, analisados pela Embrapa Gado de Leite, indicaram queda da produção no Brasil no primeiro trimestre de 2022, se comparado ao mesmo período de 2021, mas alguns estados do Nordeste apresentaram crescimento, <a href="https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1151050/1/Estado-de-Sergipe-agronegocio-do-leite-em-expansao.pdf" target="_blank" rel="noopener">Ser</a></p>
<figure id="attachment_59582" aria-describedby="caption-attachment-59582" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/09-No-sertao-do-nordeste-brasileiro-a-produtora-rural-Rafaela-Alves-conta-os-desafios-com-a-producao-do-gado-leiteiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-59582" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/09-No-sertao-do-nordeste-brasileiro-a-produtora-rural-Rafaela-Alves-conta-os-desafios-com-a-producao-do-gado-leiteiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C475&#038;ssl=1" alt="Agricultura Familiar Ajuda A Aumentar Produção Leiteira No Nordeste - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="475" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/09-No-sertao-do-nordeste-brasileiro-a-produtora-rural-Rafaela-Alves-conta-os-desafios-com-a-producao-do-gado-leiteiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/09-No-sertao-do-nordeste-brasileiro-a-produtora-rural-Rafaela-Alves-conta-os-desafios-com-a-producao-do-gado-leiteiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C189&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/09-No-sertao-do-nordeste-brasileiro-a-produtora-rural-Rafaela-Alves-conta-os-desafios-com-a-producao-do-gado-leiteiro-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C472&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-59582" class="wp-caption-text">São Paulo SP &#8211; No sertão do nordeste brasileiro, a produtora rural Rafaela Alves conta os desafios com a produção do gado leiteiro. Rafaela e sua filha Ana Luiza, na pequena propriedade de gado leiteiro em Sergipe. &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p><a href="https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1151050/1/Estado-de-Sergipe-agronegocio-do-leite-em-expansao.pdf" target="_blank" rel="noopener">gipe</a> está entre eles, sendo o segundo estado com maior crescimento na produção leiteira.</p>
<p>De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Região Nordeste é exceção na redução geral da produção de leite, registrando aumento de 4,1% de 2021 para 2022, com destaque para o estado de Sergipe.</p>
<p>“Para a Conab, o aumento da produção do Nordeste, em especial Sergipe, inclui fatores como melhora genética do rebanho, desenvolvimento da produção da palma forrageira para suplementação da alimentação e custos mais baixos, mas lembrando que isso é para a produção em geral, não específica da agricultura familiar”, detalha Ernesto Galindo, diretor substituto do Departamento de Avaliação, Monitoramento, Estudos e Informações Estratégicas do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).</p>
<h2>Fatores</h2>
<p>O presidente da Cooperativa de Produtores de Leite de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro, explica como a alimentação do rebanho com a palma forrageira favorece a produção no Nordeste. “A palma forrageira é a base de alimentação do gado leiteiro no Nordeste, é plantada em regiões semiáridas e sobrevive a grandes estiagens. É um cacto altamente saboroso para o gado, que se alimenta dele misturado com silagem de milho, uma combinação muito boa para o rebanho da região, caminho para o desenvolvimento da área”, afirmou Monteiro.</p>
<p>O presidente da CPLA informou que em Alagoas há cerca de 39 mil pequenos agricultores familiares e 2 mil médios e grandes produtores. “Mesmo numa região territorial pequena, é uma concentração muito grande de pequenos produtores”. A melhora das condições climáticas também tem sido um fator positivo, acrescenta Monteiro.</p>
<p>“Acredito que o crescimento no Nordeste se deve à vocação do produtor, aliado às condições climáticas, boa para a produção de leite, porque é uma região que durante o dia é quente, mas a noite é fresca, uma característica que foi fundamental para o desenvolvimento da cadeia produtiva de todo o Nordeste. Nos últimos três anos, saímos de uma condição de seca muito severa, então essa melhora nas condições climáticas começou a trazer novos negócios para Alagoas e, principalmente, para Sergipe, que despontou muito, favoreceram a silagem de milho e a produção de palma forrageira”, completa.</p>
<p>A produtora Rafaela, de Sergipe, conta que alimenta seu rebando com a palma. “O rebanho come palma forrageira, com rolão ou silo. Para as vacas de leite, acrescento a ração concentrada: milho moído, soja, caroço e núcleo de leite”, detalha.</p>
<h2>Fortalecimento</h2>
<p>Monteiro explica outros fatores que fortalecem a produção leiteira. “Alagoas conseguiu desonerar a cadeia produtiva do leite, do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um incentivo fiscal muito grande para as indústrias do estado. Isso fez com que conseguissem escoar sua produção. Ainda temos novas fábricas de Sergipe entrando em Alagoas, um fator também importante”.</p>
<p>Segundo o presidente da CPLA, outra iniciativa vai incentivar a agricultura familiar do estado. “Estamos montando a primeira secadora de leite em pó da agricultura familiar, para atender a esses 39 mil pequenos produtores do estado. A secadora vai ter capacidade para 400 mil litros de leite/dia, tudo isso cria uma condição boa para a região e facilita o escoamento”.</p>
<p>“Há diversas causas para esse predomínio, uma delas é o padrão histórico de ocupação fundiária com concentração de terra e muitos minifúndios”, afirma Ernesto Galindo, do MDA. Segundo ele, incentivos federais foram reforçados em anos anteriores, “apesar do enfraquecimento das políticas nos anos recentes, algo que está sendo retomado atualmente”.</p>
<p>Quanto aos incentivos, Galindo diz que as políticas de reforma agrária existem há décadas, reforçadas nos últimos 30 anos com políticas de crédito fundiário. “Políticas de crédito produtivo específicas para o setor surgiram no fim da década de 90, políticas de assistência técnica, acompanhadas ou não de fomento, já alcançaram centenas de milhares de agricultores. Além disso, há também políticas de garantia de preço, garantia de safra, seguro produtivo agrícola e mais recentemente, a partir da década de 2000, compras públicas. Muitas delas concentradas em número no Nordeste, mas com concentração histórica de valores na Região Sul do país”, detalha.</p>
<h2>Característica regional</h2>
<p>“A predominância da agricultura familiar e de pequenos produtores no sertão se deve ao fato de que o sertanejo tem experiência em conviver com a seca e fixa raízes no campo para que possa sobreviver”, observa o professor João Batista Barbosa, do Instituto Federal de Sergipe Campus Glória (IFS), na área de Laticínios/Alimentos.</p>
<p>No Nordeste, a produção leiteira é influenciada pelas condições climáticas, economia de cada estado, tipo de alimentação disponível para os animais, entre outros fatores, afirma Barbosa. “Vale ressaltar que nas regiões do Semiárido Nordestino a produção de leite é afetada pela seca. Nas estações primavera e verão, as temperaturas são altas e a falta de chuva dificulta a produção de leite”, explica.</p>
<p>De acordo com dados da Pesquisa de Leite do 4º trimestre, do IBGE, a produção de leite inspecionada no Nordeste se destaca nos estados do Ceará, de Pernambuco, Sergipe e da Bahia. “Esse fato pode ser explicado pela implantação e melhoria das indústrias presentes em cada região”, afirma o professor.</p>
<p>Na visão do médico veterinário George Pires Martins, o crescimento se deve ao aumento do beneficiamento do leite. “As indústrias estão crescendo e abrindo novas empresas, e a produção de alimentos, principalmente na região de Sergipe, que desponta como forte produtor de grãos, acaba barateando o leite”.</p>
<p>Para ele, o crescimento tecnológico também é fator de destaque. “É uma região que tem muita cultura leiteira, e agora as tecnologias estão começando a chegar, alguns produtores já estão com sistemas que produzem volume maior de leite e isso rentabiliza mais”, afirma Pires, que também é consultor de laticínios com atuação técnica no Nordeste e criador do canal <a href="https://youtube.com/@LeiteseDerivados" target="_blank" rel="noopener">Leites e Derivados</a>, em que fala sobre a cadeia produtiva do leite.</p>
<p>O consultor concorda com a produtora Rafaela Alves em relação ao acompanhamento técnico. “Não temos uma política de assistência técnica rural voltada para o pequeno produtor. Acredito que essa atividade é muito mais forte  por causa da cultura da região do que por incentivos ou por resultado financeiro como um todo. Então, vem muito mais da cultura da região, de quem está morando na zona rural, esse pequeno produtor acaba fazendo a diferença no volume geral produzido aqui no Nordeste”, destaca Martins.</p>
<p>Ele e outros especialistas do setor lácteo, como produtores de leite, cooperativas e profissionais se reúnem nos próximos dias 11 e 12 de maio em Garanhuns, Pernambuco, para o <a href="https://www.milkexperience.com.br/me/" target="_blank" rel="noopener">Milk Experience</a>, evento para discutir temas relacionados ao setor lácteo e às práticas inovadoras. Segundo o <a href="https://www.oecd-ilibrary.org/agriculture-and-food/oecd-fao-agricultural-outlook-2021-2030_19428846-en" target="_blank" rel="noopener">Agricultural Outlook 2022-2031,</a> relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), os laticínios deverão ser o setor pecuário de mais rápido crescimento na próxima década, com a oferta global de leite prevista para aumentar em 23%.</p>
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		<title>Produção de petróleo e gás é de 3,967 milhões de barris por dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 15:13:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[ANP]]></category>
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					<description><![CDATA[A produção de petróleo e gás natural em agosto atingiu 3,967 milhões de barris de óleo equivalente por dia (Mmboe/d). Desse total, foram 3,087 milhões de barris diários (MMbbl/d) de petróleo e 139,96 milhões de metros cúbicos diários (MMm3/d) de gás natural. Os dados preliminares foram divulgados hoje (13), no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do [&#8230;]]]></description>
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<p>A produção de petróleo e gás natural em agosto atingiu 3,967 milhões de barris de óleo equivalente por dia (Mmboe/d). Desse total, foram 3,087 milhões de barris diários (MMbbl/d) de petróleo e 139,96 milhões de metros cúbicos diários (MMm3/d) de gás natural.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Os dados preliminares foram divulgados <span id="OBJ_PREFIX_DWT1077_com_zimbra_date" role="link">hoje</span> (13), no Rio de Janeiro, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural.</p>
<p>Na área do pré-sal, a produção ficou em 2,966 Mmboe/d. O volume é correspondente a 74,8% do total nacional. Boa parte foi obtida no campo de Tupi, que produziu 1,046 MMboe/d, o equivalente a 26,4% do total nacional. Já no campo Búzios, a produção chegou a 719,63 Mboe/d, que correspondem a 18,1% do total nacional.</p>
<p>O Polo Pré-Sal da Bacia de Santos reúne os maiores campos produtores do país, como Tupi e Búzios.</p>
<p>Segundo a ANP, com o volume de 3,214 MMboe/d, o estado do Rio<span id="OBJ_PREFIX_DWT1078_com_zimbra_date" role="link"> de Janeiro</span> produziu 84,7% do petróleo nacional e 81% da produção total brasileira. “A produção no estado teve origem em 45 campos com 383 poços produtores”, anunciou a ANP.</p>
<h2>Poços produtores</h2>
<p>O Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural mostra dados mensais e anuais consolidados, permitindo visualizar a evolução histórica da produção no país.</p>
<p>É possível também filtrar, entre outras, as informações por campo, bacia, instalação, poço, estado, período de tempo e operador. Também podem ser vistos os principais parâmetros de movimentação de gás, como queima e injeção. “Essas informações têm como fonte os dados declaratórios das operadoras”, informou.</p>
<p>Quem quiser buscar informações do Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural pode acessar o<a href="https://www.gov.br/anp/pt-br/centrais-de-conteudo/paineis-dinamicos-da-anp/paineis-dinamicos-sobre-exploracao-e-producao-de-petroleo-e-gas/paineis-dinamicos-de-producao-de-petroleo-e-gas-natural" target="_blank" rel="noopener"> site</a>.</p>
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		<title>IBGE estima safra recorde de 261,9 milhões de toneladas em 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 15:21:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Produção]]></category>
		<category><![CDATA[Safra]]></category>
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					<description><![CDATA[A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 261,9 milhões de toneladas em 2022, de acordo com a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o IBGE, o resultado é um novo recorde na série [&#8230;]]]></description>
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<p>A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 261,9 milhões de toneladas em 2022, de acordo com a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (6), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Para o IBGE, o resultado é um novo recorde na série histórica, iniciada em 1975, e representa aumento de 3,4% ou 8,7 milhões de toneladas em relação a 2021.</p>
<p>Segundo o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o principal produto que está puxando o resultado recorde é o milho, principalmente o milho 2ª safra, com um crescimento de 35,5% frente ao ano anterior.</p>
<blockquote><p>“A produção está se recuperando de problemas climáticos em 2021, como a falta de chuvas. Essa recuperação ajuda a explicar a produção em 2022. Além disso, também houve crescimento de área do milho 2ª safra, incentivado pelos bons preços que os produtores têm conseguido nos últimos anos”, disse Guedes, em nota.</p></blockquote>
<p>A estimativa para a safra foi de crescimento em quatro grandes regiões: Centro-Oeste (11,4%), Norte (11%), Sudeste (10,8%) e Nordeste (10,3%). No Sul, a previsão é de queda de 14,6%.</p>
<p>O pesquisador avaliou como as condições climáticas exerceram impacto nos resultados divulgados. “A falta de chuvas, causada pelo fenômeno <em>La Niña</em>, impactou mais a região Sul e o Mato Grosso do Sul. Já Goiás e Mato Grosso não foram afetados por problemas climáticos. Com isso, temos a região Centro-Oeste, que é bastante representativa na produção de grãos, com um crescimento de 11,4%”, argumentou.</p>
<h2>Trigo</h2>
<p>A estimativa da produção de trigo foi de 9,6 milhões de toneladas, declínio de 0,9% em relação a agosto e aumento de 23% em relação a 2021. Segundo o gerente de agricultura, o trigo é um produto cuja produção não é autossuficiente.</p>
<p>“Consumimos em torno de 12 ou 13 milhões de toneladas, portanto, ainda teremos que importá-lo, mas bem menos do que em anos anteriores. Essa produção de 9,6 milhões de toneladas é um recorde para o Brasil. Ucrânia e Rússia são dois grandes exportadores de trigo e, com a guerra, os preços estão elevados. Os produtores, de olho nessa melhora dos preços, aumentaram as áreas aqui no país”, acrescentou.</p>
<h2>Café</h2>
<p>Conforme o levantamento, a estimativa da produção brasileira de café para 2022, considerando-se as duas espécies &#8211; arábica e <em>canéfora &#8211;</em> foi de 3,1 milhões de toneladas, ou 52,3 milhões de sacas de 60 quilos, queda de 2,7% em relação a agosto e aumento de 6,6% em relação a 2021.</p>
<p>“A produção do café arábica deveria ter crescido mais neste ano em decorrência da bienalidade positiva da safra. Isso não aconteceu, pois ano passado tivemos um inverno muito frio, inclusive com ocorrência de geadas nas regiões mais frias de cultivo desse produto. Isso fez com que o potencial de produção da safra de 2022 fosse reduzido”, afirmou o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.</p>
<h2>Soja</h2>
<p>Principal <em>commodity</em> do país, a produção de soja manteve-se em 119,5 milhões de toneladas, estimativa que representa aumento mensal de 0,6%, entretanto, retração de 11,4% em comparação à obtida no ano anterior, com queda de 15,6% no rendimento médio. “Embora a área colhida tenha crescido 4,9%, problemas climáticos derrubaram a produção de soja em 2022”, disse Barradas.</p>
<h2>Regiões</h2>
<p>Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas teve a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 129,8 milhões de toneladas (49,6%); Sul, 65,1 milhões de toneladas (24,8%); Sudeste, 27,6 milhões de toneladas (10,6%); Nordeste, 25,4 milhões de toneladas (9,7%) e Norte, 14 milhões de toneladas (5,3%).</p>
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