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	<title>Primeira Turma do STF &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Moraes vota por transformar acusados de atentado a bomba em réus no STF</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 19:18:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (12) pelo recebimento da denúncia contra os três envolvidos no atentado frustrado com bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022. George Washington de Oliveira Souza, Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (12) pelo recebimento da denúncia contra os três envolvidos no atentado frustrado com bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, em 24 de dezembro de 2022.</p>
<p>George Washington de Oliveira Souza, Alan Diego dos Santos Rodrigues e Wellington Macedo de Souza foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de <strong>associação criminosa armada</strong>, <strong>tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito</strong>, <strong>golpe de Estado</strong> e <strong>atentado contra a segurança de transporte aéreo</strong>.</p>
<p>Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a ação fez parte de um plano mais amplo para deflagrar um golpe de Estado — esquema pelo qual centenas de pessoas já foram condenadas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como líder da articulação.</p>
<h3><strong>Condenações anteriores e prisão mantida</strong></h3>
<p>O trio já havia sido condenado pela Justiça do Distrito Federal por crimes relacionados ao episódio, como <strong>explosão</strong>, <strong>incêndio criminoso</strong>, <strong>posse ilegal de arma de fogo</strong> e <strong>confecção de artefato explosivo</strong>.</p>
<p>Eles seguem em <strong>prisão preventiva</strong>, determinada por Alexandre de Moraes, que justificou a medida pela “gravidade dos atos” e pela necessidade de preservar a ordem pública.<br />
Segundo o ministro, o plano apresentou “grave ameaça” ao anunciar o risco de uma “catástrofe coletiva”.</p>
<h3><strong>Votação ocorre em sessão virtual</strong></h3>
<p>O julgamento do recebimento da denúncia acontece em sessão virtual da Primeira Turma do STF. Os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin têm até o dia <strong>19 de dezembro</strong> para registrar seus votos. A Agência Brasil segue buscando contato com a defesa dos acusados.</p>
<h3><strong>O plano do atentado</strong></h3>
<p>De acordo com a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, George Washington deixou o Pará rumo à capital federal para se juntar a atos em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro. No acampamento montado diante do Quartel-General do Exército, ele se encontrou com Alan Diego e Wellington Macedo, com quem teria planejado o ataque.</p>
<p>A intenção, segundo a polícia, era <strong>provocar grande comoção social</strong> e precipitar uma possível intervenção militar. Inicialmente, chegaram a cogitar explodir uma instalação elétrica. A decisão final, no entanto, foi instalar o explosivo em um caminhão de querosene próximo ao aeroporto — a detonação, porém, falhou.</p>
<p>George Washington foi preso no mesmo dia, identificado como o responsável pela fabricação do artefato.</p>
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		<title>Braga Netto insiste em mais prazo para defesa em denúncia de golpe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Mar 2025 22:26:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre de Moraes]]></category>
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					<description><![CDATA[Os advogados do general Braga Netto protocolaram um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliar o prazo de apresentação da defesa prévia contra a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o ex-ministro da Defesa de participação em uma tentativa de golpe de Estado. O relator do caso, ministro Alexandre de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os advogados do general Braga Netto protocolaram um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliar o prazo de apresentação da defesa prévia contra a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o ex-ministro da Defesa de participação em uma tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, já havia negado um primeiro pedido de extensão do prazo. Agora, a defesa solicita uma reconsideração ou que o pedido seja analisado pela Primeira Turma do STF.</p>
<p>O prazo estabelecido pela Corte para a apresentação da defesa encerra na sexta-feira (7). No entanto, os advogados alegam que o tempo disponível é insuficiente para examinar os documentos e provas incluídos na denúncia. Segundo a defesa, um dos HDs recebidos contém 390 gigabytes de dados e mais de 110 mil arquivos, o que impossibilitaria uma análise detalhada dentro do período estipulado.</p>
<h3><strong>Direito de se manifestar após delator</strong></h3>
<p>A defesa também reivindica que Braga Netto tenha o direito de apresentar sua versão somente após o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, que firmou um acordo de delação premiada. O pedido se baseia no artigo 4º da Lei de Colaboração Premiada, que garante ao delatado a possibilidade de se manifestar depois do delator.</p>
<p>No entanto, Moraes já rejeitou esse argumento, afirmando que essa previsão se aplica apenas após a eventual abertura de ação penal, ou seja, depois que a denúncia for aceita ou não pelo STF.</p>
<p>Os advogados contestam essa interpretação, alegando que restringir o direito de defesa viola os princípios da ampla defesa e do contraditório. Para reforçar o pedido, apresentaram precedentes do próprio ministro Alexandre de Moraes que, segundo eles, justificariam a manifestação do acusado somente após o delator.</p>
<h3><strong>Acesso às provas contestado</strong></h3>
<p>Outro ponto levantado pela defesa de Braga Netto é a alegação de que não teve acesso completo às provas utilizadas pela PGR na denúncia. Segundo os advogados José Luis Oliveira Lima e Rodrigo Dall’Acqua, há diferenças entre os documentos recebidos por diferentes bancas de defesa, com mais de mil arquivos a menos no material disponibilizado a Braga Netto.</p>
<p>Além disso, processos físicos que ainda não foram digitalizados também não teriam sido disponibilizados à defesa, o que, segundo os advogados, prejudica a análise do caso.</p>
<p>Na primeira negativa ao pedido, Moraes rebateu os argumentos e afirmou que não há restrição de acesso às provas. Ele também criticou a alegação da defesa, sugerindo que os advogados &#8220;parecem não ter consultado os autos&#8221; antes de fazerem a solicitação.</p>
<h3><strong>Denúncia e próximos passos</strong></h3>
<p>Braga Netto foi denunciado no fim de fevereiro pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros 32 investigados. Eles são acusados de envolvimento no planejamento e tentativa de execução de um golpe de Estado e na tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.</p>
<p>Caso a denúncia seja aceita pelo STF, Braga Netto e os demais acusados passarão a ser réus e responderão a um processo criminal. O julgamento do pedido de ampliação do prazo da defesa segue indefinido.</p>
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