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	<title>Política Nacional de Proteção a Defensores de Direitos Humanos &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Política Nacional de Proteção a Defensores de Direitos Humanos &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Governo envia ao Congresso projeto para criar política nacional de proteção a defensores de direitos humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2025 19:16:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira (12), o Projeto de Lei que institui a Política Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. A iniciativa pretende criar um marco normativo permanente para assegurar condições mais seguras a indivíduos e coletivos que atuam na defesa de direitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="389" data-end="867">O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, nesta sexta-feira (12), o Projeto de Lei que institui a Política Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos. A iniciativa pretende criar um marco normativo permanente para assegurar condições mais seguras a indivíduos e coletivos que atuam na defesa de direitos fundamentais no Brasil — um dos países que mais registra assassinatos de defensores, segundo organismos internacionais.</p>
<p data-start="869" data-end="1324">Ao anunciar o envio da matéria durante a 13ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos (ConDH), em Brasília, Lula destacou a urgência da proposta.<br data-start="1015" data-end="1018" />“Infelizmente, o Brasil é um dos países que mais mata defensoras e defensores dos direitos humanos. Por isso, a aprovação e a implementação dessa política é tão necessária e urgente”, afirmou. O evento, retomado após quase uma década de hiato, ocorre desde quarta-feira (10) e não era realizado desde 2016.</p>
<p data-start="1326" data-end="1894">O presidente atribuiu o agravamento das ameaças contra defensores à ascensão da extrema-direita no mundo, fenômeno que, segundo ele, estimulou “uma inédita onda de negacionismo dos valores humanistas” e fortaleceu desigualdades estruturais como machismo e racismo.<br data-start="1590" data-end="1593" />“Os inimigos dos direitos humanos miram grupos tradicionalmente vulnerabilizados — negros, mulheres, indígenas, idosos, quilombolas, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e pessoas em situação de rua”, disse Lula, ao pedir engajamento dos movimentos sociais na pressão pela aprovação do projeto.</p>
<h2 data-start="1896" data-end="1951"><strong data-start="1899" data-end="1951">Condenações internacionais impulsionam o projeto</strong></h2>
<p data-start="1952" data-end="2259">A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, explicou que o PL responde diretamente a condenações impostas ao Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. Segundo ela, o texto propõe um sistema “permanente, federativo e interministerial” capaz de proteger vidas de forma efetiva.</p>
<p data-start="2261" data-end="2295">Entre as decisões citadas estão:</p>
<ul data-start="2296" data-end="2584">
<li data-start="2296" data-end="2375">
<p data-start="2298" data-end="2375"><strong data-start="2298" data-end="2349">o assassinato do advogado Gabriel Sales Pimenta</strong>, morto em 1982 no Pará;</p>
</li>
<li data-start="2376" data-end="2469">
<p data-start="2378" data-end="2469"><strong data-start="2378" data-end="2416">a execução de Manoel Luis da Silva</strong>, trabalhador rural assassinado em 1997 na Paraíba;</p>
</li>
<li data-start="2470" data-end="2584">
<p data-start="2472" data-end="2584"><strong data-start="2472" data-end="2517">o desaparecimento de Almir Muniz da Silva</strong>, liderança rural vista pela última vez em 2002, também na Paraíba.</p>
</li>
</ul>
<p data-start="2586" data-end="2788">Dados das Nações Unidas revelam que, entre 2015 e 2019, foram registrados <strong data-start="2660" data-end="2725">1.323 assassinatos de defensores de direitos humanos no mundo</strong>, sendo <strong data-start="2733" data-end="2750">174 no Brasil</strong>, o equivalente a 13% do total global.</p>
<h2 data-start="2790" data-end="2851"><strong data-start="2793" data-end="2851">Novas portarias: combate à violência e ao sub-registro</strong></h2>
<p data-start="2852" data-end="3058">Durante a conferência, Macaé Evaristo também assinou uma série de portarias. Em parceria com o Ministério das Mulheres, instituiu o <strong data-start="2984" data-end="3057">Fórum de Enfrentamento à Violência contra Mulheres em Situação de Rua</strong>.</p>
<p data-start="3060" data-end="3463">Outra medida, assinada juntamente com o Ministério da Saúde, cria o programa <strong data-start="3137" data-end="3160">Raízes da Cidadania</strong>, voltado à redução do sub-registro de nascimento em maternidades. Segundo a ministra, <strong data-start="3247" data-end="3337">77 mil crianças brasileiras de até cinco anos ainda não possuem certidão de nascimento</strong>. “Emitir o documento já na maternidade é um passo fundamental para garantir dignidade desde o primeiro dia de vida”, afirmou.</p>
<p data-start="3465" data-end="3637">Também foi lançado o <strong data-start="3486" data-end="3574">Plano Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (2025–2035)</strong>, desenvolvido com o Ministério da Justiça e Segurança Pública.</p>
<h2 data-start="3639" data-end="3691"><strong data-start="3642" data-end="3691">Convenção Interamericana contra Discriminação</strong></h2>
<p data-start="3692" data-end="4030">Lula ainda assinou a mensagem que encaminha ao Congresso a <strong data-start="3751" data-end="3834">Convenção Interamericana contra Todas as Formas de Discriminação e Intolerância</strong>, tratado que entrou em vigor em 2020 e que poderá ser ratificado pelo Brasil após aprovação parlamentar. A convenção define parâmetros jurídicos regionais para combater práticas discriminatórias.</p>
<h2 data-start="4032" data-end="4080"><strong data-start="4035" data-end="4080">Conferência Nacional retorna após 10 anos</strong></h2>
<p data-start="4081" data-end="4377">A 13ª ConDH marca a retomada de um importante espaço de diálogo plural e participativo voltado à formulação de diretrizes para o Sistema Nacional de Direitos Humanos. Desde o início do ano, mais de <strong data-start="4279" data-end="4323">200 etapas estaduais, regionais e livres</strong> foram realizadas, reunindo mais de <strong data-start="4359" data-end="4376">670 propostas</strong>.</p>
<p data-start="4379" data-end="4713">Para a presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), a defensora pública federal Charlene Borges, a presença de Lula no evento reforça o compromisso do Estado brasileiro com a participação social.<br data-start="4589" data-end="4592" />“Precisamos devolver ao povo aquilo que lhe pertence: a participação direta na construção das políticas públicas”, disse.</p>
<p data-start="4715" data-end="5093">Ela destacou que a diversidade de delegados presentes amplia a compreensão sobre as múltiplas formas de violação de direitos.<br data-start="4840" data-end="4843" />“Populações quilombolas, indígenas, ribeirinhas, ciganas, comunidades tradicionais, população negra, LGBT+, migrantes, refugiados, pessoas com deficiência e tantos outros grupos vulnerabilizados compõem a riqueza e a complexidade do Brasil”, afirmou.</p>
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