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	<title>PMMA &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA em procedimentos na pele</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/conselho-federal-de-medicina-proibe-uso-de-pmma-em-procedimentos-na-pele/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 20:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ANVISA]]></category>
		<category><![CDATA[CFM]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução que proíbe médicos de utilizar o polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos e reparadores realizados na pele. A medida entra em vigor nesta semana e representa uma das mais significativas mudanças recentes na regulamentação da medicina estética no país. A decisão foi tomada após análises de estudos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução que proíbe médicos de utilizar o polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos e reparadores realizados na pele. A medida entra em vigor nesta semana e representa uma das mais significativas mudanças recentes na regulamentação da medicina estética no país.</p>
<p>A decisão foi tomada após análises de estudos científicos, registros de complicações graves e discussões realizadas pelo conselho ao longo dos últimos anos. Segundo o CFM, o material tem sido associado a reações severas, deformidades permanentes, processos inflamatórios crônicos e, em situações extremas, mortes de pacientes submetidos a procedimentos de preenchimento.</p>
<p>Com a nova norma, médicos ficam impedidos de aplicar ou divulgar tratamentos que utilizem PMMA para fins estéticos ou reparadores. A única exceção prevista pela resolução envolve pacientes com HIV/Aids que apresentam lipodistrofia facial, condição relacionada à perda de gordura no rosto provocada por tratamentos antirretrovirais. Nesses casos, o procedimento continuará permitido exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e seguindo protocolos específicos do Ministério da Saúde.</p>
<p>O PMMA é uma substância sintética permanente que não é absorvida pelo organismo. Diferentemente de outros preenchedores utilizados na medicina estética, o material permanece no corpo de forma definitiva após a aplicação. Especialistas apontam que essa característica pode provocar complicações tardias, surgindo meses ou até anos depois do procedimento.</p>
<p>Entre os problemas associados ao produto estão migração da substância para outras regiões do corpo, formação de granulomas, necrose de tecidos, deformidades estéticas e danos sistêmicos que podem atingir órgãos como os rins. Em alguns casos relatados pelo conselho, pacientes precisaram passar por cirurgias complexas para remover parte do material ou corrigir sequelas permanentes.</p>
<p>Apesar da proibição estabelecida pelo CFM, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém o entendimento de que os produtos à base de PMMA atualmente registrados no país apresentam relação risco-benefício aceitável quando utilizados dentro das indicações aprovadas. A agência reforça, porém, que a substância não possui indicação para aumento de volume corporal com finalidade exclusivamente estética.</p>
<p>Em nota, a Anvisa destacou que o PMMA é autorizado para situações específicas de correção de defeitos na pele e volumetria associadas a necessidades de saúde, e não para procedimentos voltados apenas à aparência estética. A agência também reiterou que a aplicação deve ocorrer sob indicação médica e por profissionais devidamente capacitados.</p>
<p>O Conselho Federal de Medicina defende agora que a Anvisa avance para uma restrição ainda maior, retirando o produto do mercado brasileiro. A entidade argumenta que os riscos observados ao longo dos anos superam os benefícios da utilização da substância em procedimentos de preenchimento.</p>
<p>A nova resolução surge em um momento de crescente debate sobre a segurança de procedimentos estéticos no Brasil. Nos últimos anos, casos de complicações graves envolvendo o uso de PMMA reacenderam discussões sobre fiscalização, qualificação profissional e regulamentação dos produtos utilizados em intervenções estéticas.</p>
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		<title>Entenda o que é PMMA e os riscos do uso em procedimentos estéticos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/entenda-o-que-e-pmma-e-os-riscos-do-uso-em-procedimentos-esteticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jul 2024 14:25:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ANVISA]]></category>
		<category><![CDATA[cimento ortopédico]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[implantes de esôfago]]></category>
		<category><![CDATA[lentes de contato]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[PMMA]]></category>
		<category><![CDATA[polimetilmetacrilato]]></category>
		<category><![CDATA[procedimentos estéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[O polimetilmetacrilato (PMMA) é um componente plástico com diversos tipos de aplicação, tanto na saúde quanto em setores produtivos, a depender da forma de processamento e desenvolvimento da matéria-prima. O PMMA pode ser encontrado, por exemplo, em lentes de contato, implantes de esôfago e cimento ortopédico. No campo estético, o PMMA pode ser usado para [&#8230;]]]></description>
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<p>O polimetilmetacrilato (PMMA) é um componente plástico com diversos tipos de aplicação, tanto na saúde quanto em setores produtivos, a depender da forma de processamento e desenvolvimento da matéria-prima. O PMMA pode ser encontrado, por exemplo, em lentes de contato, implantes de esôfago e cimento ortopédico. No campo estético, o PMMA pode ser usado para preenchimento cutâneo, em forma semelhante a um gel.</p>
<p>Relatos de complicações relacionadas ao uso do componente em procedimentos estéticos se tornaram mais frequentes no Brasil. Em 2020, uma <em>influencer</em> (influenciadora digital) perdeu parte da boca e do queixo após fazer preenchimento labial com PMMA. Nesta semana, outra <em>influencer </em>morreu após se submeter a um procedimento estético para aumentar os glúteos.</p>
<p>Segundo parentes, ela apresentou um quadro de infecção generalizada em razão da aplicação de PMMA.</p>
<h2>Uso e limites de aplicação</h2>
<p>No Brasil, o PMMA para preenchimento subcutâneo precisa ser registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por se tratar de um produto de uso em saúde da classe IV ou risco máximo. “Somente após a análise técnica, esses produtos são liberados para venda e uso, visando à proteção do paciente e do consumidor”, informou a agência reguladora.</p>
<p>O componente está autorizado para correção de lipodistrofia, um tipo de alteração no organismo que leva à concentração de gordura em algumas partes do corpo, geralmente provocada pelo uso de medicamentos antirretrovirais em pacientes com HIV/aids, e correção volumétrica facial e corporal, uma forma de tratar alterações como irregularidades e depressões no corpo fazendo o preenchimento em áreas afetadas por meio de bioplastia.</p>
<p>Segundo a Anvisa, a concentração de PMMA em produtos estéticos varia e há indicações claras dos locais do corpo onde as aplicações podem ser feitas, como derme profunda, tecido muscular subcutâneo ou em nível intramuscular. “A dose usada é aquela estritamente necessária para correção de defeitos tegumentares ou da pele. Portanto, depende de avaliação médica”, reforçou a agência.</p>
<p>Em casos de atrofia facial associada ao HIV/aids, por exemplo, um dos fabricantes de PMMA registrados no país explica que a quantidade necessária varia de 4 a 12 mililitros (ml) para cada lado do rosto. Já em sequelas de poliomielite com atrofia de musculatura da panturrilha, a dose deve ser de cerca de 120ml, implantada de uma vez ou em etapas sucessivas, com 45 dias de intervalo, dependendo da elasticidade da pele de cobertura.</p>
<p>A Anvisa destaca que o PMMA deve ser administrado por profissionais médicos habilitados e treinados para o uso. “Para cada paciente, o médico deve determinar as doses injetadas e o número de injeções necessárias, dependendo das características cutâneas, musculares e osteocartilaginosas de cada paciente, das áreas a serem tratadas e do tipo de indicação”, detalhou a agência.</p>
<p>“A Anvisa também esclarece que o produto não é contraindicado para aplicação nos glúteos para fins corretivos. Porém, não há indicação para aumento de volume, seja corporal ou facial. Cabe ao profissional médico responsável avaliar a aplicação de acordo com a correção a ser realizada e as orientações técnicas de uso do produto.”</p>
<h2>Etiqueta de rastreabilidade</h2>
<p>A chamada etiqueta de rastreabilidade consiste em um documento com dados como o número do registro, códigos, descrição do modelo, lote, razão social do fabricante e/ou importador. O regulamento vigente define que é obrigatório o fornecimento de, no mínimo, três etiquetas de rastreabilidade, a serem fixadas no prontuário clínico do paciente, na documentação fiscal que gera cobrança pelo serviço e no documento que deve ser entregue ao paciente.</p>
<p>Segundo a Anvisa, a etiqueta de rastreabilidade é um direito do paciente e deve ser solicitada sempre que o consumidor passar por procedimentos cirúrgicos como:</p>
<p>&#8211; implantação de um dispositivo cardíaco ou ortopédico;<br />
&#8211; implantes de coluna ou articulações;<br />
&#8211; <em>stents </em>coronarianos;<br />
&#8211; implantes dentários;<br />
&#8211; válvulas cardíacas;<br />
&#8211; endopróteses vasculares;<br />
&#8211; implantes mamários;<br />
&#8211; preenchedores intradérmicos à base de PMMA.</p>
<p>A agência reguladora destaca que a etiqueta de rastreabilidade não deve ser confundida com rótulo, instruções de uso ou bula. Trata-se de um documento adicional que deve constar na própria embalagem do produto.</p>
<p>“Mesmo com a existência de diversos mecanismos para o controle sanitário dos dispositivos médicos, é importante compreender que podem ocorrer eventos adversos ou queixas técnicas decorrentes do seu uso. Nesses casos, as etiquetas de rastreabilidade constituem importantes instrumentos que permitem a execução de ações por parte da agência e do fabricante na busca de soluções.”</p>
<h2>Serviço ao consumidor</h2>
<p>Todos os produtos usados em procedimentos médicos e estéticos em comercialização no Brasil precisam ter registro na Anvisa, órgão responsável pela avaliação da segurança, eficácia e qualidade dos itens.</p>
<p>Em caso de dúvidas, a orientação é que o consumidor busque um dos canais de atendimento disponíveis no <em>site</em> da <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br" target="_blank" rel="noopener">Anvisa</a>, para esclarecer questões relacionadas a medicamentos, insumos farmacêuticos, cosméticos e alimentos, dentre outros.</p>
<h2>Alerta</h2>
<p>A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) elencou as principais intervenções estéticas feitas no Brasil por profissionais não médicos que causam complicações ou mesmo a morte de pacientes. O levantamento inclui aplicação de PMMA no rosto; aplicação de ácido hialurônico em rinomodelação; lipoenzimática no intuito de eliminar gordura localizada de várias partes do corpo; <em>peeling</em> de fenol contra rugas e flacidez e luz intensa pulsada em melanoma.</p>
<p>De acordo com a SBD, os procedimentos são rotineiramente realizados por dentistas, biomédicos, farmacêuticos, fisioterapeutas e enfermeiros, dentre outros profissionais que não têm “outorga legal para procedimentos invasivos”.</p>
<p>No mês passado, a entidade, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) apresentaram, durante o I Fórum de Defesa do Ato Médico, um dossiê com uma lista de procedimentos estéticos considerados invasivos e a serem realizados apenas por médicos. São os seguintes:</p>
<p>&#8211; procedimentos estéticos invasivos que envolvem a aplicação de toxina botulínica, conhecida popularmente como botox;<br />
&#8211; preenchedores cutâneos para harmonização facial com ácidos hialurônico e polilático;<br />
&#8211; bioestimuladores de colágeno;<br />
&#8211; PMMA;<br />
&#8211; eletrocauterização e exérese de lesões como nevus, verrugas e queloides;- endolaser para tratamento de celulite;<br />
&#8211; <em>peelings</em> químicos como o de fenol, usado contra rugas e flacidez.</p>
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