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	<title>Pessoas Com Deficiência Visual &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Startup ReachUp! inova sobre a acessibilidade em shoppings e museus com soluções inteligentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Apr 2024 12:02:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A ReachUp!, startup de impacto social, oferece soluções inovadoras para tornar shoppings e museus mais acessíveis para pessoas com deficiência visual. Em uma entrevista exclusiva com Guilherme Djrdjrjan, fundador e CEO da ReachUp!, nos contou os detalhes por trás das soluções inteligentes e como elas podem impactando positivamente a vida das pessoas. &#8220;A ReachUp! tem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ReachUp!, startup de impacto social, oferece soluções inovadoras para tornar shoppings e museus mais acessíveis para pessoas com deficiência visual. Em uma entrevista exclusiva com Guilherme Djrdjrjan, fundador e CEO da ReachUp!, nos contou os detalhes por trás das soluções inteligentes e como elas podem impactando positivamente a vida das pessoas.</p>
<figure id="attachment_76138" aria-describedby="caption-attachment-76138" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-76138 size-full" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/17-Startup-ReachUp-inova-sobre-a-acessibilidade-em-shoppings-e-museus-com-solucoes-inteligentes-Expresso-Carioca-1.webp?resize=400%2C685&#038;ssl=1" alt="Startup ReachUp! Inova Sobre A Acessibilidade Em Shoppings E Museus Com Soluções Inteligentes - Expresso Carioca" width="400" height="685" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/17-Startup-ReachUp-inova-sobre-a-acessibilidade-em-shoppings-e-museus-com-solucoes-inteligentes-Expresso-Carioca-1.webp?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/17-Startup-ReachUp-inova-sobre-a-acessibilidade-em-shoppings-e-museus-com-solucoes-inteligentes-Expresso-Carioca-1.webp?resize=175%2C300&amp;ssl=1 175w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/17-Startup-ReachUp-inova-sobre-a-acessibilidade-em-shoppings-e-museus-com-solucoes-inteligentes-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C257&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-76138" class="wp-caption-text">Guilherme Djrdjrjan, fundador e CEO da ReachUp! &#8211; Foto: Rodrigo Souza/Expresso Carioca</figcaption></figure>
<p>&#8220;A ReachUp! tem como missão principal trazer mais acessibilidade informacional para pessoas com deficiência visual. Queremos ajudar as pessoas a alcançar tudo o que desejam e acessar informações relevantes ao seu redor. Nossas soluções &#8216;Google Maps&#8217; proporcionam experiências culturais e de varejo inteligentes e inclusivas&#8221;, explicou Guilherme.</p>
<p>A empresa desenvolveu um aplicativo que utiliza tecnologia de localização para guiar pessoas com deficiência visual em shoppings e museus. &#8220;Nosso aplicativo oferece uma solução completa para pessoas com deficiência visual, ajudando-as a navegar de forma independente e segura em ambientes internos. Além disso, oferecemos funcionalidades como alertas de promoções e informações sobre produtos, tornando a experiência de compras mais acessível&#8221;, acrescentou o CEO da ReachUp!.</p>
<p>As soluções da ReachUp! não se limitam apenas à acessibilidade informacional. A startup também se preocupa com a acessibilidade física, oferecendo recursos para melhorar a infraestrutura de locais como shoppings e supermercados. &#8220;Nós fornecemos dispositivos inteligentes que ajudam os gerentes de estabelecimentos a identificar e corrigir problemas de acessibilidade física, como rampas inadequadas ou banheiros interditados. Queremos tornar todos os ambientes mais inclusivos e acessíveis para pessoas com deficiência&#8221;, ressaltou Guilherme.</p>
<p>Com uma missão alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a ReachUp! está expondo suas soluções no Web Summit Rio 2024, buscando ampliar seu impacto e promover a inclusão em ambientes inteligentes. &#8220;Estamos comprometidos em reduzir as desigualdades, promover a inovação e criar comunidades sustentáveis e inteligentes&#8221;, concluiu Guilherme.</p>
<h4><strong>Sobre a ReachUp!</strong></h4>
<p>A ReachUp! tem como missão principal trazer mais acessibilidade informacional para pessoas com deficiência visual. Suas soluções inteligentes utilizam tecnologia de localização para guiar pessoas em shoppings, museus e outros ambientes, proporcionando uma experiência inclusiva e independente. A empresa é incubada pela USP/Ipen (Programa DNA) e está comprometida com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.</p>
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		<title>Braille: acessibilidade melhora no Brasil, mas ainda precisa avançar</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/braille-acessibilidade-melhora-no-brasil-mas-ainda-precisa-avancar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jan 2023 15:19:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Pontos em relevo que, combinados, formam 63 sinais para serem lidos com as pontas dos dedos. Há quase 200 anos, o braille passou a permitir a escrita e a leitura por pessoas cegas ou com baixa visão. Hoje (4), Dia Mundial do Braille, especialistas mostram que o país melhorou a acessibilidade, mas ainda precisa avançar. [&#8230;]]]></description>
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<p>Pontos em relevo que, combinados, formam 63 sinais para serem lidos com as pontas dos dedos. Há quase 200 anos, o braille passou a permitir a escrita e a leitura por pessoas cegas ou com baixa visão. Hoje (4), Dia Mundial do Braille, especialistas mostram que o país melhorou a acessibilidade, mas ainda precisa avançar. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“<em>Eu costumo dizer que a humanidade teve grande conquista com a invenção da escrita e, durante esse tempo todo, houve tentativas de desenvolver uma escrita para cegos. A grande conquista veio com o braille. A partir desse momento, as pessoas cegas passaram a participar da história</em>”, diz a coordenadora de Revisão da Fundação Dorina Nowill para Cegos e membro do Conselho Mundial e do Conselho Ibero-americano do Braille, Regina Oliveira.</p>
<p>Segundo Regina, o braille é ferramenta fundamental para a alfabetização e a independência de cegos e pessoas com baixa visão. Ela nasceu com glaucoma e, aos 7 anos, perdeu por completo a visão. Ainda pequena, teve seu primeiro contato com a Fundação Dorina Nowill para Cegos, onde foi alfabetizada em braille.</p>
<p>A importância do Sistema Braille, de acordo com Regina, está tanto no acesso a informações de cosméticos, medicamentos, contas de consumo, quanto na privacidade para consultar um extrato bancário, a fatura do cartão de crédito, além dos estudos. <em>“Não há outra maneira de alfabetizar a criança cega a não ser por meio do braille. Mais tarde, pode usar outros formatos, como o livro digital falado, leitores de tela, mas aí a pessoa vai ouvir, ler, só consegue ler por meio do braille, e isso é bastante importante”</em>.</p>
<p>O último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, mostra que existem no Brasil mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 506 mil cegas e cerca de 6 milhões com baixa visão. Entre as pessoas cegas, 110 mil com 15 anos ou mais de idade não são alfabetizadas. Entre as pessoas com baixa visão, 1,5 milhão não sabem ler ou escrever. Isso significa dizer que cerca de uma em cada quatro pessoas (25%) com alguma deficiência visual era considerada não alfabetizada. Um índice maior do que o da população em geral, que em 2010 era de aproximadamente 8% para essa faixa etária.</p>
<p><em>“Infelizmente são poucas as  instituições especializadas para dar suporte. O atendimento da sala de recursos, a meu ver, é insuficiente. Há poucos professores com conhecimento do braille nas redes de ensino públicas e privadas do país”</em>, diz a professora do Instituto Benjamin Constant Margareth de Oliveira Olegario Teixeira, que integra o Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (GRUPEM/PUC-Rio),</p>
<p>Houve avanços. Desde 2019, por exemplo, pelo Programa Nacional do Livro Didático Acessível (PNLD/Acessível), os livros didáticos passaram a ser impressos em braille e letras ampliadas em português. Os alunos cegos e com baixa visão passaram a receber os mesmos livros que o restante dos alunos da classe.</p>
<p>Segundo Margareth e Regina, no entanto, ainda faltam tanto imprimir mais livros e materiais em braille, quanto o amplo acesso a equipamentos como a Linha Braille, que ainda é muito cara. Essa linha é um equipamento que exibe em braille o que está na tela de computadores, tablets e celulares. “Para mim, está no campo do sonho de consumo”, diz Margareth. Regina ressalta que o Brasil é muito rico em legislação. <em>“A grande questão é colocar essa legislação em vigor, fazer tudo funcionar”</em>.</p>
<p>Margareth reforça que o braille não deve ser substituído por leitores de tela ou outros recursos. “<em>Os recursos digitais de informática não substituem o braille</em>&#8220;, complementa. Para ela, pessoas cegas têm direito ao braille. &#8220;<em>Muitas vezes, quer ler uma partitura, uma cifra de música, precisa desse contato com o braille. [O sistema] facilita a compreensão de alguns recursos, facilita, por exemplo, o estudo de língua estrangeira</em>”, diz.</p>
<p>O Sistema Braille foi criado em 1825 pelo francês Louis Braille, cego aos três anos de idade devido a um acidente que causou a infecção dos dois olhos. A versão mais conhecida data de 1837. O sistema permite a comunicação em várias línguas.</p>
<p>O sistema, formado por símbolos alfabéticos e numéricos, possibilitam a escrita e leitura, por meio da combinação de um a seis pontos. A leitura, com uma ou ambas as mãos, se faz da esquerda para a direita. Os pontos em relevo obedecem a medidas padrão e a dimensão da cela braille corresponde à unidade de percepção da ponta dos dedos.</p>
<p>No Brasil, o braille foi introduzido por José Álvares de Azevedo, idealizador da primeira escola para o ensino de cegos no país, o Imperial Instituto de Meninos Cegos, atual Benjamin Constant. No dia 8 de abril, aniversário de Azevedo, é comemorado o Dia Nacional do Braille.</p>
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