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	<title>ONU &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>ONU &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Impasse na ONU adia decisão sobre intervenção no Estreito de Ormuz em meio a tensão global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2026 09:15:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu adiar a votação de uma resolução que pode autorizar ações para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. A deliberação, inicialmente prevista para o início de abril, foi postergada sem definição de uma nova [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu adiar a votação de uma resolução que pode autorizar ações para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. A deliberação, inicialmente prevista para o início de abril, foi postergada sem definição de uma nova data.</p>
<p>A proposta, apresentada pelo Bahrein — atual presidente do conselho —, prevê a adoção de medidas para proteger o tráfego comercial na região, incluindo a possibilidade de uso de força em caráter defensivo. No entanto, divergências entre os países-membros impediram o avanço imediato do texto.</p>
<p>O Estreito de Ormuz, localizado na costa do Irã, conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo e gás natural. Nas últimas semanas, a circulação de navios foi afetada por um cenário de conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, o que provocou impactos diretos no abastecimento energético e na alta dos preços internacionais.</p>
<p>A interrupção parcial da rota ocorre após ataques realizados no fim de fevereiro, que desencadearam uma escalada militar na região. Desde então, o Irã passou a exercer maior controle sobre a passagem de embarcações, elevando a preocupação da comunidade internacional com a segurança do comércio marítimo.</p>
<p>Nos bastidores diplomáticos, a proposta enfrenta resistência significativa de países como China e Rússia, que demonstraram oposição à autorização explícita do uso da força. A China, em especial, tem posição estratégica no cenário, já que mantém relações econômicas estreitas com o Irã e possui poder de veto no conselho.</p>
<p>Diante das críticas, o texto da resolução passou por ajustes para suavizar sua redação, retirando menções mais diretas a ações militares obrigatórias e enfatizando o caráter defensivo das medidas. Ainda assim, o documento não conseguiu reunir apoio suficiente para ser votado.</p>
<p>A expectativa entre diplomatas é de que a discussão seja retomada nos próximos dias, possivelmente na semana seguinte, à medida que negociações avancem em busca de um consenso mínimo entre as potências.</p>
<p>Caso aprovada, a resolução poderá autorizar ações por um período inicial de pelo menos seis meses, com possibilidade de revisão futura pelo próprio Conselho de Segurança. Enquanto isso, o impasse evidencia as dificuldades da comunidade internacional em responder de forma unificada a crises geopolíticas envolvendo interesses estratégicos e econômicos de grande escala.</p>
<p>O adiamento reforça o clima de incerteza em torno da região, considerada vital para o comércio global, e mantém em aberto a definição de medidas concretas para garantir a livre circulação de navios em um dos corredores marítimos mais sensíveis do mundo.</p>
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		<title>Escalada militar no Oriente Médio provoca deslocamento de 275 mil pessoas, alerta ONU</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/escalada-militar-no-oriente-medio-provoca-deslocamento-de-275-mil-pessoas-alerta-onu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 13:59:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Acnur]]></category>
		<category><![CDATA[Ataque no Irã]]></category>
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					<description><![CDATA[A intensificação dos confrontos no Oriente Médio já obrigou cerca de 275 mil pessoas a deixarem suas casas desde o início dos ataques contra o Irã, de acordo com informações divulgadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). O número reúne deslocados internos e pessoas que cruzaram fronteiras em busca de segurança diante da escalada militar. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A intensificação dos confrontos no Oriente Médio já obrigou cerca de 275 mil pessoas a deixarem suas casas desde o início dos ataques contra o Irã, de acordo com informações divulgadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). O número reúne deslocados internos e pessoas que cruzaram fronteiras em busca de segurança diante da escalada militar.</p>
<p>Segundo dados apresentados por agências humanitárias da ONU, os deslocamentos ocorrem principalmente em áreas próximas aos bombardeios e em países vizinhos afetados pelo aumento das tensões. Comunidades inteiras passaram a abandonar suas residências por medo de novos ataques e da ampliação do conflito.</p>
<p>A crise se intensificou após ofensivas militares que atingiram alvos em território iraniano, ampliando o risco de confrontos diretos entre forças regionais e aliados internacionais. O cenário tem provocado preocupação entre organismos internacionais, que acompanham a possibilidade de uma expansão do conflito para outras áreas do Oriente Médio.</p>
<p>Além do deslocamento em massa, a ONU destaca que o agravamento da situação compromete o acesso da população a serviços essenciais, como atendimento médico, alimentação e abrigo. A destruição de infraestrutura e a interrupção de rotas de abastecimento dificultam a chegada de ajuda humanitária às regiões afetadas.</p>
<p>Agências internacionais também alertam que muitos dos países impactados já convivem com crises prolongadas e grande número de refugiados. Com o avanço das hostilidades, existe o risco de sobrecarga nos sistemas de assistência e acolhimento, o que pode ampliar ainda mais a emergência humanitária na região.</p>
<p>A organização segue monitorando os desdobramentos do conflito e reforçou o apelo por medidas diplomáticas capazes de reduzir a violência e garantir proteção às populações civis.</p>
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		<title>ONU classifica violência contra mulheres como “emergência global”</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/onu-classifica-violencia-contra-mulheres-como-emergencia-global/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 14:34:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[A violência contra mulheres e meninas atingiu um patamar alarmante e deve ser tratada como uma “emergência global”. O alerta foi feito por Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta sexta-feira (27). Segundo Türk, cerca de 50 mil mulheres [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A violência contra mulheres e meninas atingiu um patamar alarmante e deve ser tratada como uma “emergência global”. O alerta foi feito por Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta sexta-feira (27).</p>
<p>Segundo Türk, cerca de 50 mil mulheres e jovens foram assassinadas em 2024, a maioria morta por integrantes da própria família — um dado que expõe a gravidade da violência doméstica e do feminicídio em escala mundial.</p>
<p>Ao abordar casos emblemáticos, o alto comissário citou a francesa Gisèle Pelicot, drogada e violentada por dezenas de homens ao longo de uma década, e o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. Para Türk, ambos revelam estruturas sociais que silenciam vítimas e protegem homens poderosos.</p>
<p>“Esses abusos são facilitados por sistemas que falham em responsabilizar agressores”, afirmou, ao cobrar investigações rigorosas, proteção às sobreviventes e justiça sem favorecimentos.</p>
<p>O discurso também ampliou o foco para o cenário global. Türk alertou para a “normalização do uso da força” como mecanismo de resolução de conflitos. De acordo com ele, o número de guerras quase dobrou desde 2010, alcançando cerca de 60 conflitos ativos. Ataques a hospitais, que antes geravam indignação internacional imediata, hoje ocorrem, em média, dez vezes por dia.</p>
<p>“O mundo está se tornando mais perigoso”, declarou, defendendo a preservação do direito internacional humanitário e dos direitos humanos como pilares essenciais diante da escalada de violência e autoritarismo.</p>
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		<title>ONU lança campanha emergencial para proteger refugiados do frio intenso</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/onu-lanca-campanha-emergencial-para-proteger-refugiados-do-frio-intenso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 13:37:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Acnur]]></category>
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					<description><![CDATA[O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) lançou uma campanha global de emergência para ajudar milhões de pessoas deslocadas e refugiadas a enfrentarem o inverno rigoroso em diversas regiões do mundo. O alerta surge em meio a uma grave crise de financiamento, que ameaça deixar milhares de famílias sem abrigo, aquecimento ou roupas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) lançou uma campanha global de emergência para ajudar milhões de pessoas deslocadas e refugiadas a enfrentarem o inverno rigoroso em diversas regiões do mundo. O alerta surge em meio a uma grave crise de financiamento, que ameaça deixar milhares de famílias sem abrigo, aquecimento ou roupas adequadas.</p>
<p>Segundo a agência da ONU, a redução drástica dos recursos humanitários impede a manutenção de programas básicos de apoio, colocando em risco a vida de idosos, crianças e famílias inteiras. “Com o frio intenso e menos assistência, muitos ficarão sem quase nada para se proteger”, afirmou Dominique Hyde, diretora de Relações Externas do Acnur.</p>
<p>A campanha busca arrecadar US$ 35 milhões para reparar casas destruídas, distribuir cobertores, roupas térmicas e alimentos quentes, além de garantir aquecimento e medicamentos em regiões como Síria, Jordânia, Afeganistão e Ucrânia — locais onde o inverno pode alcançar temperaturas de até -20°C.</p>
<p>Os cortes nos financiamentos humanitários, intensificados após decisões políticas nos Estados Unidos que reduziram o orçamento da Usaid, já impactam gravemente a assistência global. De acordo com um estudo publicado pela <em>The Lancet</em>, a suspensão desses recursos pode resultar em mais de 14 milhões de mortes prematuras até 2030, a maioria em países pobres.</p>
<p>Com orçamentos no limite, o Acnur faz um apelo urgente: “As famílias deslocadas não devem enfrentar o inverno sozinhas. Precisamos de mais apoio para salvar vidas enquanto ainda há tempo”, concluiu Hyde.</p>
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		<item>
		<title>Brasil lança propostas de financiamento climático em Nova York</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-lanca-propostas-de-financiamento-climatico-em-nova-york/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 10:03:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da ONU, António Guterres, conduzem nesta terça-feira (23), em Nova York, um diálogo sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). A iniciativa integra a programação da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas e busca novas soluções de financiamento climático. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da ONU, António Guterres, conduzem nesta terça-feira (23), em Nova York, um diálogo sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). A iniciativa integra a programação da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas e busca novas soluções de financiamento climático.</p>
<p>O TFFF pretende reunir US$ 25 bilhões em aportes públicos iniciais até a COP30, marcada para novembro em Belém. A expectativa é que, a partir desse capital “júnior”, seja possível mobilizar mais de US$ 100 bilhões do setor privado, criando um fundo fiduciário permanente.</p>
<p>Segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a proposta “não é doação, mas um mecanismo de mercado”, no qual cada dólar de aporte público deve atrair quatro do setor privado. Os recursos serão destinados a países que comprovarem a conservação de suas florestas, com monitoramento via satélite. Parte obrigatória de 20% do valor será direcionada a povos indígenas e comunidades tradicionais.</p>
<p>A estimativa é de US$ 4 bilhões por hectare preservado, beneficiando até 74 países com florestas tropicais. O fundo foi idealizado pelo Brasil e lançado em 2023, durante a COP28 em Dubai, já contando com o apoio de Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia, além de investidores potenciais como Alemanha, França, Noruega, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.</p>
<p>Além do TFFF, será debatida a criação de uma coalizão de mercados de crédito de carbono, que funcionará de forma complementar, valorizando tanto a conservação ambiental quanto ações de redução de gases de efeito estufa.</p>
<p>Os resultados das discussões serão compilados em um relatório a ser apresentado na quarta-feira (24), com recomendações que servirão de base para a preparação da COP30.</p>
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		<item>
		<title>Lula participa de conferência da ONU sobre Palestina em Nova York</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lula-participa-de-conferencia-da-onu-sobre-palestina-em-nova-york/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 12:04:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Assembleia geral]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta segunda-feira (22), na sede da ONU, em Nova York, com líderes globais para discutir a solução pacífica da questão palestina. O encontro, convocado por França e Arábia Saudita, tem como foco a implementação da proposta de dois Estados. O governo brasileiro espera que a conferência [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta segunda-feira (22), na sede da ONU, em Nova York, com líderes globais para discutir a solução pacífica da questão palestina. O encontro, convocado por França e Arábia Saudita, tem como foco a implementação da proposta de dois Estados.</p>
<p>O governo brasileiro espera que a conferência estimule mais países a reconhecerem formalmente a Palestina. No domingo (21), Reino Unido, Canadá e Austrália anunciaram apoio ao reconhecimento, condenando os ataques de Israel em Gaza e responsabilizando também o Hamas pelos atentados de 2023.</p>
<p>Lula chegou aos Estados Unidos no domingo (21) e, como tradição desde 1955, será o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (23).</p>
<p>Além da pauta palestina, a agenda do presidente inclui a participação no encontro <em>Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo</em>, na quarta-feira (24), e em um debate sobre crise climática, que o Brasil vai copresidir ao lado do secretário-geral da ONU, António Guterres.</p>
<p>Lula também deve reforçar em Nova York a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que será lançado em Belém, e participar de discussões sobre adaptação às mudanças climáticas.</p>
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		<item>
		<title>Papa Leão critica salários bilionários de executivos e questiona ONU</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/papa-leao-critica-salarios-bilionarios-de-executivos-e-questiona-onu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Sep 2025 11:17:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O papa Leão, em sua primeira entrevista à imprensa desde que assumiu o pontificado, fez críticas aos pacotes de remuneração de executivos, como o plano de US$ 1 trilhão da Tesla para Elon Musk, classificando-os como um reflexo preocupante da desigualdade global. “Há 60 anos, CEOs ganhavam de quatro a seis vezes mais do que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O papa Leão, em sua primeira entrevista à imprensa desde que assumiu o pontificado, fez críticas aos pacotes de remuneração de executivos, como o plano de US$ 1 trilhão da Tesla para Elon Musk, classificando-os como um reflexo preocupante da desigualdade global.</p>
<p>“Há 60 anos, CEOs ganhavam de quatro a seis vezes mais do que um trabalhador comum. Hoje, recebem até 600 vezes mais”, afirmou. “Se essa é a única coisa que tem valor, então estamos em um grande problema.”</p>
<p>Natural de Chicago e eleito em maio para suceder o papa Francisco, Leão também questionou a eficácia da ONU, dizendo que a organização “perdeu sua capacidade de reunir as pessoas em questões multilaterais”.</p>
<p>O pontífice contou ainda que se sentiu inicialmente mais preparado para liderar espiritualmente os 1,4 bilhão de católicos do mundo, mas menos para exercer o papel diplomático. “O aspecto totalmente novo deste trabalho é ser lançado ao nível de líder mundial. Estou aprendendo muito e me sentindo desafiado, mas não sobrecarregado”, afirmou.</p>
<p>Leão relembrou também seu período como missionário no Peru e falou sobre a expectativa de que a paz prevaleça no conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura três anos.</p>
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		<item>
		<title>ONU alerta: mais de 2 bilhões de pessoas vivem sem acesso seguro à água potável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2025 14:10:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Água Potável]]></category>
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		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso à água potável em condições seguras, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (26) pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Unicef, alerta que o ritmo atual é insuficiente para atingir a meta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso à água potável em condições seguras, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (26) pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento, elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Unicef, alerta que o ritmo atual é insuficiente para atingir a meta de cobertura universal até 2030.</p>
<p>As agências estimam que uma em cada quatro pessoas não teve acesso seguro à água no último ano, e mais de 100 milhões ainda dependem de fontes superficiais, como rios, lagoas e canais. O atraso na ampliação dos serviços de água, saneamento e higiene, segundo o relatório, expõe milhares de pessoas a doenças graves.</p>
<blockquote><p>“Água, saneamento e higiene não são privilégios: são direitos humanos fundamentais. Devemos acelerar nossas ações, especialmente para as comunidades mais marginalizadas”, afirmou Rüdiger Krech, responsável pela área de ambiente e mudanças climáticas da OMS.</p></blockquote>
<h3><strong>Avanços e desigualdades</strong></h3>
<p>O estudo analisou cinco níveis de serviços de abastecimento, do mais elevado — “gestão segura”, com fornecimento no domicílio e livre de contaminação — até o mais precário, de uso direto de água de superfície.</p>
<p>Entre os 2,1 bilhões de pessoas sem acesso seguro, 106 milhões ainda utilizam água de superfície. Houve, no entanto, redução de 61 milhões nesse grupo ao longo da última década. Atualmente, 154 países já eliminaram totalmente o uso de água de superfície para consumo.</p>
<p>Em relação ao saneamento, 1,2 bilhão de pessoas conquistaram acesso a serviços considerados seguros desde 2015, elevando a cobertura global de 48% para 58%. Já o número de pessoas que praticam defecação a céu aberto caiu de 429 milhões para 354 milhões, cerca de 4% da população mundial.</p>
<p>No quesito higiene, 1,6 bilhão de pessoas passaram a ter acesso a serviços básicos — como a possibilidade de lavar as mãos com água e sabão — em dez anos. Hoje, esse recurso está disponível para 80% da população mundial, contra 66% em 2015.</p>
<h3><strong>Impactos sociais</strong></h3>
<p>A falta de acesso à água potável e ao saneamento afeta diretamente a saúde, a educação e o futuro das crianças, destacou Cecilia Scharp, diretora do programa Wash (água potável, saneamento e higiene) do Unicef.</p>
<p>Segundo ela, as desigualdades recaem com maior peso sobre meninas e jovens, que muitas vezes são responsáveis por buscar água e enfrentam dificuldades adicionais durante o período menstrual.</p>
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		<item>
		<title>ONU alerta para aquecimento global sem precedentes nos próximos cinco anos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/onu-alerta-para-aquecimento-global-sem-precedentes-nos-proximos-cinco-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2025 13:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
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		<category><![CDATA[Organização Meteorológica Mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Previsão]]></category>
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					<description><![CDATA[O mundo está cada vez mais próximo de enfrentar um aquecimento global sem precedentes. Segundo relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, há 80% de chance de que o planeta registre ao menos um novo recorde anual de calor até 2029. O cenário indica riscos crescentes de secas extremas, inundações e incêndios [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo está cada vez mais próximo de enfrentar um aquecimento global sem precedentes. Segundo relatório divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, há 80% de chance de que o planeta registre ao menos um novo recorde anual de calor até 2029. O cenário indica riscos crescentes de secas extremas, inundações e incêndios florestais.</p>
<p>Pela primeira vez, os dados indicam uma pequena, mas chocante, probabilidade de o mundo viver um ano 2°C mais quente do que os níveis pré-industriais antes de 2030 — algo que os cientistas consideravam impossível há poucos anos. O secretário-geral adjunto da OMM, Ko Barrett, foi direto: “Acabamos de viver os dez anos mais quentes já registrados. Infelizmente, este relatório não mostra sinais de abrandamento”.</p>
<p>O estudo aponta 70% de chance de que a temperatura média global entre 2025 e 2029 ultrapasse 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Esse patamar é considerado o mais ambicioso do Acordo de Paris, mas já se tornou um limite que o planeta está prestes a ultrapassar, mesmo que o tratado se baseie numa média de 20 anos.</p>
<p>Em 2024, pela primeira vez, o aquecimento superou 1,5°C na média anual — um marco considerado até recentemente como improvável. A probabilidade de que ao menos um dos próximos cinco anos ultrapasse esse limiar já é de 86%, contra 40% no relatório de 2020.</p>
<p>Os efeitos do aquecimento são claros: mais ondas de calor, precipitações extremas, secas severas e o derretimento de calotas polares. Para o climatologista Peter Thorne, da Universidade de Maynooth (Irlanda), “é inteiramente consistente estarmos próximos de exceder 1,5°C a longo prazo até o final da década de 2020 ou início da década de 2030”.</p>
<h3>Risco de atingir 2°C já não é mais impossível</h3>
<p>Embora ainda remota, a possibilidade de que o planeta atinja um aquecimento de 2°C antes de 2030 foi considerada pela primeira vez nos modelos climáticos, com chance estimada em 1%. Segundo o meteorologista Adam Scaife, do Met Office britânico, “é chocante que os 2°C sejam plausíveis. Essa probabilidade aumentará à medida que o clima continuar aquecendo”.</p>
<p>A temperatura média global atual, combinando observações e projeções, já está em cerca de 1,44°C acima dos níveis pré-industriais, muito próxima da estimativa do observatório europeu Copernicus (1,39°C).</p>
<h3>Cenário preocupante, mas reversível</h3>
<p>O relatório prevê que 2025 será provavelmente um dos três anos mais quentes da história. Para Chris Hewitt, diretor dos Serviços Climáticos da OMM, o quadro é “preocupante para as ondas de calor e a saúde humana”, mas ele ressalta: “Ainda não é tarde demais para limitar o aquecimento se reduzirmos rapidamente as emissões de combustíveis fósseis”.</p>
<p>A necessidade de ação imediata fica evidente diante dos eventos recentes: a China já registrou temperaturas acima de 40°C em algumas regiões, os Emirados Árabes Unidos chegaram a 52°C, e o Paquistão foi assolado por ventos mortais após uma intensa onda de calor. Ao mesmo tempo, inundações devastaram Austrália, França, Argélia, Índia, China e Gana, enquanto incêndios florestais atingiram o Canadá.</p>
<p>“Continuar a depender do petróleo, do gás e do carvão em 2025 é uma loucura absoluta”, alertou a climatologista Friederike Otto, do Imperial College de Londres.</p>
<h3>Impactos regionais distintos</h3>
<p>As previsões indicam que o aquecimento no Ártico continuará a superar a média global. Lá, os invernos devem aquecer 3,5 vezes mais rápido do que no restante do planeta, agravando o derretimento do gelo marinho, especialmente nos mares de Barents, Bering e Okhotsk.</p>
<p>A floresta Amazônica deve sofrer com mais secas, enquanto regiões como o sul da Ásia, o Sahel e o norte da Europa podem enfrentar aumento das chuvas. No Ártico, a perda de gelo reduz a capacidade de refletir a radiação solar, acelerando ainda mais o aquecimento.</p>
<p>Apesar da gravidade das previsões, os especialistas reforçam que a trajetória pode ser alterada com a rápida redução das emissões de CO₂ e a transição para fontes de energia limpas e sustentáveis.</p>
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		<title>Ausência de mulheres negras na ciência ainda é um desafio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2025 18:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ensino científico]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres cientístas]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Negras]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[A presença de mulheres negras na ciência ainda é um grande desafio, especialmente nas áreas de exatas e biológicas. Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) defenda a igualdade de gênero como um fator essencial para o desenvolvimento sustentável, os dados mostram que essa inclusão ainda é limitada. No Brasil, a situação é ainda mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presença de mulheres negras na ciência ainda é um grande desafio, especialmente nas áreas de exatas e biológicas. Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) defenda a igualdade de gênero como um fator essencial para o desenvolvimento sustentável, os dados mostram que essa inclusão ainda é limitada. No Brasil, a situação é ainda mais preocupante quando se cruza o recorte de gênero com o de raça.</p>
<p>De acordo com um estudo do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Gemaa/UERJ), em 2023, apenas 2,5% dos professores de pós-graduação em ciências exatas, da terra e biológicas eram mulheres negras, pardas ou indígenas. Já as mulheres brancas somavam 29,2%, enquanto os homens brancos dominavam o setor, com quase 61% dos cargos.</p>
<p>&#8220;A desigualdade de gênero já é evidente nessas áreas, mas a desigualdade racial torna o cenário ainda pior. Quando falamos da presença feminina nas ciências exatas, percebemos que a situação para mulheres negras é ainda mais grave&#8221;, avalia a pesquisadora Márcia Cândido, do Gemaa.</p>
<h3>Representatividade e desafios acadêmicos</h3>
<p>A professora Márcia Pereira, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), conhece essa realidade de perto. Ela é a única mulher negra no quadro de docentes do Centro Tecnológico da UFES, que conta com sete cursos de graduação e seis de pós-graduação em engenharia e informática. &#8220;Quando entrei na universidade, já era um ambiente predominantemente masculino e branco. Hoje, como docente, a situação ainda não mudou muito&#8221;, conta.</p>
<p>Para ela, a presença de mulheres negras na ciência é essencial para inspirar as novas gerações. &#8220;Eu sempre participei de palestras em escolas e atividades acadêmicas para mostrar às crianças que elas podem ocupar esse espaço. A representatividade é fundamental para romper barreiras.&#8221;</p>
<h3>O papel das cotas na transformação do ensino</h3>
<p>A política de cotas tem sido apontada como uma das ferramentas essenciais para ampliar a diversidade no ensino superior. A estudante Daphny Santos, de 19 anos, é um exemplo desse avanço. Ela faz parte da primeira turma de bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação do ImpaTech, faculdade do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), e ingressou pelo sistema de cotas.</p>
<p>&#8220;A diversidade na sala de aula me fez sentir mais acolhida e motivada. Ter outras pessoas com histórias parecidas com a minha mostra que podemos chegar longe&#8221;, afirma Daphny.</p>
<p>O ImpaTech reserva 50% das vagas para alunos de escola pública, e dentro desse percentual, há cotas específicas para negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. Além disso, há uma reserva de vagas para garantir que pelo menos 25% dos alunos sejam mulheres.</p>
<h3>Desafios na docência e na pesquisa</h3>
<p>Apesar do avanço das cotas no ingresso universitário, o acesso das mulheres negras a cargos de docência e pesquisa ainda enfrenta obstáculos. A médica e pesquisadora Monique França, doutoranda em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ressalta que a diversidade na ciência não é apenas uma questão de inclusão, mas uma necessidade para ampliar a qualidade das pesquisas.</p>
<p>&#8220;Quando você tem diferentes vivências dentro da academia, as pesquisas se tornam mais ricas e abrangentes. Muitas questões antes ignoradas começam a ser discutidas, como o impacto do racismo na saúde da população negra&#8221;, afirma Monique.</p>
<p>Além disso, a maternidade ainda é vista como um entrave na carreira acadêmica das mulheres. &#8220;Quando engravidei no mestrado, me perguntaram como eu faria para continuar os estudos. Essa pergunta nunca seria feita para um homem que está prestes a ser pai&#8221;, critica Monique.</p>
<h3>Caminhos para ampliar a diversidade</h3>
<p>A aplicação das cotas em concursos para professores universitários ainda enfrenta desafios. Segundo um estudo da Universidade Federal do Vale do São Francisco e do Insper, cerca de 10 mil professores negros poderiam ter sido contratados entre 2014 e 2022 caso as vagas não fossem fracionadas por departamento, o que impede a aplicação da reserva de 20% das vagas para negros, prevista na lei de cotas do serviço público.</p>
<p>Em 2023, o Congresso Nacional aprovou um projeto para ampliar a reserva de vagas para 30% e incluir indígenas e quilombolas. A proposta ainda está em tramitação no Senado.</p>
<p>Enquanto isso, pesquisadores e docentes defendem soluções alternativas, como editais únicos para diferentes áreas do conhecimento e seleções direcionadas para garantir mais equidade. &#8220;A diversidade na ciência não beneficia apenas as minorias. Ela promove inovação e desenvolvimento para toda a sociedade&#8221;, conclui Márcia Cândido.</p>
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