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	<title>nova edição &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Livro resgata a história do Teatro Experimental do Negro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 14:22:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[Está nas livrarias a obra “Teatro Experimental do Negro: testemunhos e ressonâncias”, organizada originalmente por Abdias do Nascimento, em 1966, e agora recuperada e ampliada pela socióloga Elisa Larkin Nascimento e pelo gestor cultural Jessé Oliveira. O livro revisita a trajetória e a importância histórica do Teatro Experimental do Negro (TEN), marco fundamental na luta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Está nas livrarias a obra <strong>“Teatro Experimental do Negro: testemunhos e ressonâncias”</strong>, organizada originalmente por Abdias do Nascimento, em 1966, e agora recuperada e ampliada pela socióloga Elisa Larkin Nascimento e pelo gestor cultural Jessé Oliveira. O livro revisita a trajetória e a importância histórica do Teatro Experimental do Negro (TEN), marco fundamental na luta por protagonismo negro nas artes cênicas brasileiras.</p>
<p>Abdias do Nascimento (1914–2011) foi uma das figuras mais influentes da cultura e do pensamento negro no Brasil. Artista plástico, dramaturgo, ator, escritor, poeta, professor universitário, economista, ativista político, deputado federal e senador, ele dedicou sua vida à defesa da liberdade, da igualdade racial e da transformação social.</p>
<p>Lançada em novembro, durante a última primavera, a nova edição celebra os 80 anos de fundação do TEN, criado em outubro de 1944. A publicação é uma parceria entre a <strong>Edições Sesc</strong> e a <strong>Editora Perspectiva</strong>, com 328 páginas que reúnem textos históricos, análises críticas e registros visuais inéditos.</p>
<p>Entre os autores presentes na obra estão nomes como Nelson Rodrigues, o poeta Efrain Tomás Bó e os cientistas sociais Guerreiro Ramos e Florestan Fernandes. O livro também inclui um ensaio fotográfico de José Medeiros, com imagens em preto e branco do elenco do TEN, oferecendo um valioso registro visual da companhia.</p>
<h3>Protagonismo negro no teatro brasileiro</h3>
<p>Criado menos de 60 anos após a abolição da escravidão, o Teatro Experimental do Negro tinha como objetivo central valorizar a herança cultural afro-brasileira, contar histórias a partir da perspectiva negra e garantir espaço a autores e atores historicamente marginalizados. Entre 1945 e 1958, o TEN encenou mais de 20 espetáculos, nacionais e internacionais, e revelou talentos como Léa Garcia e Ruth de Souza.</p>
<p>“Quem definia os temas das peças, os textos e o rumo das atuações eram as pessoas negras”, destaca Jessé Oliveira. “O Teatro Experimental do Negro é um divisor de águas. Ele amplia o debate sobre as questões raciais e estabelece o profissionalismo de uma companhia teatral negra no Brasil.”</p>
<p>Para Elisa Larkin Nascimento, o TEN cumpre um papel decisivo ao conectar o teatro moderno ao contemporâneo no país. Segundo ela, o grupo apresentou uma visão da sociedade brasileira distinta do discurso oficial e da ideia de “democracia racial” defendida por parte da intelectualidade da época.</p>
<p>A nova edição mantém o propósito da publicação original: registrar de forma consistente a história do TEN e combater o apagamento de sua importância. “Nas escolas de teatro, muitos alunos sequer conhecem o Teatro Experimental do Negro, mesmo estudando a história do teatro brasileiro”, lamenta Elisa.</p>
<p>Ao revisitar as concepções de Abdias do Nascimento, o livro evidencia como suas ideias seguem vivas em práticas cênicas e coletivos atuais, reafirmando o teatro como espaço de resistência, memória e construção de uma arte verdadeiramente antirracista.</p>
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