<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>negros &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<atom:link href="https://www.expressocarioca.com.br/tag/negros/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Sat, 06 Dec 2025 14:55:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/cropped-favicon_logo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>negros &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">165599006</site>	<item>
		<title>Cotas raciais da Uerj completam 22 anos e seguem transformando trajetórias</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cotas-raciais-da-uerj-completam-22-anos-e-seguem-transformando-trajetorias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2025 14:55:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Cotas]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino Superior]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Uerj]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=87258</guid>

					<description><![CDATA[Ao completar 22 anos, a política de cotas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) revela histórias que sintetizam seu impacto na mobilidade social brasileira. Ex-cotistas reunidos na instituição, no fim de novembro, destacaram como o sistema – pioneiro no país desde 2003 – redefiniu suas vidas e defendem ajustes para a próxima revisão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao completar 22 anos, a política de cotas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) revela histórias que sintetizam seu impacto na mobilidade social brasileira. Ex-cotistas reunidos na instituição, no fim de novembro, destacaram como o sistema – pioneiro no país desde 2003 – redefiniu suas vidas e defendem ajustes para a próxima revisão da lei, prevista para 2028.</p>
<p>“Eu tenho muita clareza de que a cota transforma”, afirmou Henrique Silveira, egresso de geografia e hoje subsecretário de Tecnologias Sociais da Prefeitura do Rio. Nascido em Imbariê, na Baixada Fluminense, Henrique recorda a infância trabalhando com entrega de material de construção numa carroça. “Sou o tipo de transformação que essa política proporciona: tira um jovem pobre da periferia, coloca na universidade e lhe oferece outra trajetória.”</p>
<p>A dentista Maiara Roque, cotista em 2013, ressaltou os desafios enfrentados ao ingressar em um curso integral como odontologia. Mesmo uma década após a implementação do sistema, ela ainda lidou com questionamentos sobre a capacidade dos alunos cotistas. “Depois que você entra, adquire um sentimento de pertencimento. Eu pensava: ‘não queriam que eu estivesse aqui, mas estou. Vou fazer valer’”, disse. Hoje, com consultório próprio na Penha, ela afirma devolver à comunidade a oportunidade que recebeu: “As pessoas se sentem à vontade com uma doutora negra do bairro, que não faz julgamentos.”</p>
<p>Segundo o IBGE, embora a presença de pretos e pardos no ensino superior tenha crescido, ainda representa menos da metade da taxa de pessoas brancas. A Uerj, diferente das universidades federais, cruza autodeclaração racial com critérios socioeconômicos. Pelo modelo, 32 mil estudantes já ingressaram na instituição. Ex-alunos, porém, defendem rever o corte atual — renda familiar per capita de R$ 2.277 — considerado baixo, especialmente para a pós-graduação.</p>
<p>Outro egresso, David Gomes, morador do Complexo da Penha e ativista dos direitos humanos, reforçou que as ações afirmativas abriram perspectivas concretas. “Algumas pessoas que cresceram onde eu cresci não têm a vida que eu tenho. O estudo me permitiu trilhar um caminho que gerou outras oportunidades”, afirmou. Ele defende eliminar o critério de renda na pós-graduação e ampliar o debate na graduação.</p>
<p>A Uerj trabalha agora para mapear trajetórias profissionais e formar uma rede de ex-alunos, passo considerado essencial para orientar a próxima fase da política. Para Henrique, dados são a base para decisões consistentes. Ele também destaca a importância de reduzir a burocracia para comprovação de renda e fortalecer os pré-vestibulares populares — espaços em que muitos estudantes tomam consciência de sua identidade racial. “No Brasil, você não nasce negro; torna-se negro”, disse.</p>
<p>A política de ações afirmativas da Uerj, estabelecida pela Lei 8.121/2018, reserva 20% das vagas para cotistas raciais — incluindo indígenas e quilombolas — e outros 20% para egressos da rede pública. A legislação também permite acumular bolsas, ampliando as condições de permanência estudantil.</p>
<p>Duas décadas após revolucionar o acesso ao ensino superior, a Uerj discute agora sua nova etapa — uma revisão construída não apenas em números, mas nas vozes de quem teve sua vida profundamente transformada pela política de cotas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">87258</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cotas raciais em concursos públicos ganham novas regras: negros, indígenas e quilombolas terão reservas específicas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cotas-raciais-em-concursos-publicos-ganham-novas-regras-negros-indigenas-e-quilombolas-terao-reservas-especificas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jun 2025 15:22:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Concursos Públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cotas Raciais]]></category>
		<category><![CDATA[Distribuição]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Indigenas]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=84468</guid>

					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que regulamenta a nova política de cotas raciais em concursos públicos, detalhando como será feita a distribuição dos 30% de vagas reservadas para ações afirmativas em órgãos federais. Publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta-feira (27), o texto divide as cotas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que regulamenta a nova política de cotas raciais em concursos públicos, detalhando como será feita a distribuição dos 30% de vagas reservadas para ações afirmativas em órgãos federais. Publicado em edição extra do <em>Diário Oficial da União</em> nesta sexta-feira (27), o texto divide as cotas da seguinte forma:</p>
<ul>
<li><strong>25% para pessoas pretas e pardas</strong>,</li>
<li><strong>3% para indígenas</strong>,</li>
<li><strong>2% para quilombolas</strong>.</li>
</ul>
<p>A regra vale para todos os concursos e seleções públicas da administração pública federal direta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.</p>
<p>Caso não haja candidatos suficientes para ocupar uma das cotas, as vagas serão redistribuídas entre os demais grupos cotistas antes de voltarem à ampla concorrência. Candidatos que se enquadrarem em mais de uma categoria de reserva serão classificados apenas na de maior percentual.</p>
<p>Além de concorrer pelas cotas, todos os inscritos também disputarão as vagas da ampla concorrência. Se aprovados por essa via, não ocuparão vagas reservadas.</p>
<h3>Verificação de autodeclaração</h3>
<p>A confirmação da autodeclaração será obrigatória. No caso de negros, haverá banca de heteroidentificação com cinco membros. Para indígenas e quilombolas, a validação será feita por comissões específicas de maioria representativa. Documentos exigidos incluem declarações de comunidades e, no caso de quilombolas, certificação da Fundação Cultural Palmares.</p>
<h3>Regras para os concursos</h3>
<p>O decreto proíbe a publicação de vários editais para burlar a aplicação das cotas, salvo justificativas formalizadas. Também será exigido que os candidatos cotistas tenham acesso a todas as fases do concurso, desde que atinjam a nota mínima.</p>
<p>A política será acompanhada por um comitê nacional e os procedimentos de verificação poderão ser revistos após dois anos, com participação da sociedade civil.</p>
<p>Com isso, o governo federal reforça o compromisso com a inclusão racial no serviço público, ampliando a política de cotas e assegurando representatividade real nos quadros da administração pública.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">84468</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Arquitetos negros vão transformar a Pequena África em museu a céu aberto no Rio</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/arquitetos-negros-vao-transformar-a-pequena-africa-em-museu-a-ceu-aberto-no-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jun 2025 15:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[Cais do Valongo]]></category>
		<category><![CDATA[diáspora africana]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pequena África]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=84462</guid>

					<description><![CDATA[Três propostas criadas por arquitetos e urbanistas negros foram selecionadas para transformar a Pequena África, no centro do Rio de Janeiro, em um grande museu a céu aberto. O concurso, promovido pelo BNDES, teve seu resultado divulgado na última quarta-feira (25) e faz parte de uma estratégia para resgatar e valorizar a importância histórica e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Três propostas criadas por arquitetos e urbanistas negros foram selecionadas para transformar a Pequena África, no centro do Rio de Janeiro, em um grande museu a céu aberto. O concurso, promovido pelo BNDES, teve seu resultado divulgado na última quarta-feira (25) e faz parte de uma estratégia para resgatar e valorizar a importância histórica e simbólica da região, marcada pela presença africana na formação do Brasil.</p>
<figure id="attachment_84463" aria-describedby="caption-attachment-84463" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-84463" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Arquitetos-negros-sao-escolhidos-para-intervencoes-na-Pequena-Africa-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C309&#038;ssl=1" alt="Arquitetos Negros São Escolhidos Para Intervenções Na Pequena África - Expresso Carioca" width="463" height="309" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Arquitetos-negros-sao-escolhidos-para-intervencoes-na-Pequena-Africa-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Arquitetos-negros-sao-escolhidos-para-intervencoes-na-Pequena-Africa-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Arquitetos-negros-sao-escolhidos-para-intervencoes-na-Pequena-Africa-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-84463" class="wp-caption-text">Arquitetos negros são escolhidos para intervenções na Pequena África &#8211; Foto: André Telles/BNDES</figcaption></figure>
<p>O projeto vencedor foi o “Pequena África: Memória Continental”, liderado pela arquiteta Sara Zewde, dos Estados Unidos. Inspirado no calçadão de Copacabana, o trabalho propõe padrões de pavimento que dialoguem com a história da diáspora africana. Os outros dois projetos premiados foram: “Pequena África: Território Akpalô”, dos brasilienses Carlos Henrique Magalhães de Lima e Júlia Huff Theodoro, e “Sankofa e a Trama da Pequena África”, do arquiteto Clovis Nascimento Jr. com o escritório de Patrícia Akinaga.</p>
<p>A seleção privilegiou ações de mobilidade urbana, sinalização, mobiliário e comunicação visual, com o objetivo de estimular a economia criativa, preservar o patrimônio e ampliar o acesso à cultura na região que já atrai turistas de todo o mundo.</p>
<figure id="attachment_84466" aria-describedby="caption-attachment-84466" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-84466" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Mapa-do-Projeto-Viva-Pequena-Africa-elaborado-pelo-BNDES-mostra-principais-pontos-da-regiao-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C533&#038;ssl=1" alt="Mapa Do Projeto Viva Pequena África, Elaborado Pelo BNDES, Mostra Principais Pontos Da Região - Expresso Carioca" width="754" height="533" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Mapa-do-Projeto-Viva-Pequena-Africa-elaborado-pelo-BNDES-mostra-principais-pontos-da-regiao-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Mapa-do-Projeto-Viva-Pequena-Africa-elaborado-pelo-BNDES-mostra-principais-pontos-da-regiao-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Mapa-do-Projeto-Viva-Pequena-Africa-elaborado-pelo-BNDES-mostra-principais-pontos-da-regiao-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Mapa-do-Projeto-Viva-Pequena-Africa-elaborado-pelo-BNDES-mostra-principais-pontos-da-regiao-Expresso-Carioca.webp?resize=120%2C86&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Mapa-do-Projeto-Viva-Pequena-Africa-elaborado-pelo-BNDES-mostra-principais-pontos-da-regiao-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C530&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-84466" class="wp-caption-text">Mapa do Projeto Viva Pequena África, elaborado pelo BNDES, mostra principais pontos da região &#8211; Arte/BNDES/Divulgação</figcaption></figure>
<p>“O fortalecimento da Pequena África é parte de um projeto de desenvolvimento que reconhece sua contribuição histórica para o país”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.</p>
<figure id="attachment_84465" aria-describedby="caption-attachment-84465" style="width: 463px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-84465" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Cais-do-Valongo-na-zona-portuaria-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C308&#038;ssl=1" alt="Cais Do Valongo, Na Zona Portuária Do Rio De Janeiro - Expresso Carioca" width="463" height="308" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Cais-do-Valongo-na-zona-portuaria-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Cais-do-Valongo-na-zona-portuaria-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/06/28-Cais-do-Valongo-na-zona-portuaria-do-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-84465" class="wp-caption-text">Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro &#8211; Foto:Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A Pequena África reúne marcos fundamentais da cultura negra no Brasil, como o Cais do Valongo – Patrimônio Mundial da Unesco –, o Cemitério dos Pretos Novos, a Pedra do Sal e a Casa da Tia Ciata. É um território de resistência, memória e ancestralidade, onde se busca, por meio dessas intervenções, ressignificar o espaço urbano como ferramenta de justiça histórica.</p>
<p>Além de impulsionar o turismo de base cultural, a iniciativa também reafirma o protagonismo negro no pensamento urbano. Um passo simbólico e concreto rumo a uma cidade mais representativa, inclusiva e conectada com sua história real.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">84462</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Quase 85% da população preta no Brasil relata ter sofrido discriminação racial</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/quase-85-da-populacao-preta-no-brasil-relata-ter-sofrido-discriminacao-racial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 May 2025 13:17:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[discriminação racial]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito Racial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=83650</guid>

					<description><![CDATA[Uma pesquisa apoiada pelo Ministério da Igualdade Racial revelou um dado alarmante: 84% da população preta afirma já ter sofrido discriminação racial no Brasil. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (20), utilizou questionários baseados na escala de discriminação cotidiana, aplicados a 2.458 pessoas entre agosto e setembro de 2024. As perguntas abordaram situações comuns, como receber [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa apoiada pelo Ministério da Igualdade Racial revelou um dado alarmante: 84% da população preta afirma já ter sofrido discriminação racial no Brasil. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (20), utilizou questionários baseados na escala de discriminação cotidiana, aplicados a 2.458 pessoas entre agosto e setembro de 2024.</p>
<p>As perguntas abordaram situações comuns, como receber atendimento inferior em lojas e restaurantes, ser tratado com menos gentileza ou respeito, ser seguido em estabelecimentos e até mesmo sofrer ameaças. Os dados mostram uma diferença brutal no tratamento entre brancos e negros:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Situação</th>
<th>Pretos</th>
<th>Pardos</th>
<th>Brancos</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Menos gentileza</td>
<td>51,2%</td>
<td>44,9%</td>
<td>13,9%</td>
</tr>
<tr>
<td>Menos respeito</td>
<td>49,5%</td>
<td>32,1%</td>
<td>9,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Atendimento pior</td>
<td>57%</td>
<td>28,6%</td>
<td>7,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Seguido em lojas</td>
<td>21,3%</td>
<td>8,5%</td>
<td>8,5%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além do racismo, os entrevistados também relataram discriminações por orientação sexual, condição financeira, religião e aparência física. O grupo mais atingido por múltiplas formas de preconceito foi o de mulheres pretas, com 72% delas relatando sofrer mais de um tipo de discriminação.</p>
<figure id="attachment_83651" aria-describedby="caption-attachment-83651" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-83651" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/19-Pesquisa-indica-que-72-das-mulheres-pretas-sofreram-mais-de-um-tipo-de-preconceito-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Pesquisa Indica Que 72% Das Mulheres Pretas Sofreram Mais De Um Tipo De Preconceito - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/19-Pesquisa-indica-que-72-das-mulheres-pretas-sofreram-mais-de-um-tipo-de-preconceito-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/19-Pesquisa-indica-que-72-das-mulheres-pretas-sofreram-mais-de-um-tipo-de-preconceito-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/19-Pesquisa-indica-que-72-das-mulheres-pretas-sofreram-mais-de-um-tipo-de-preconceito-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/05/19-Pesquisa-indica-que-72-das-mulheres-pretas-sofreram-mais-de-um-tipo-de-preconceito-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-83651" class="wp-caption-text">Pesquisa indica que 72% das mulheres pretas sofreram mais de um tipo de preconceito &#8211; Foto: Joédson Alves/Arquivo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Segundo o diretor da Vital Strategies Brasil, Pedro de Paula, os dados evidenciam a “brutal desigualdade racial” no país e reforçam os impactos do racismo na saúde, no acesso a serviços, no bem-estar e na autoestima. Já Evelyn Santos, da organização Umane, ressaltou que esta foi a primeira aplicação nacional da escala de discriminação cotidiana no Brasil, com apoio técnico da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Instituto Devive.</p>
<p>Os pesquisadores defendem que os resultados devem guiar políticas públicas mais efetivas no combate ao racismo, especialmente no sistema de saúde. “Negros recebem menos analgesia, menos atenção médica e sofrem mais com violência obstétrica”, destacou de Paula.</p>
<p>Outros estudos reforçam a desigualdade: o Atlas da Violência aponta que negros têm 2,7 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio, e o Censo 2022 revela que pretos e pardos representam 72,9% dos moradores de favelas no Brasil.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">83650</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Entidades reivindicam ações contra a violência política nas eleições</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/entidades-reivindicam-acoes-contra-a-violencia-politica-nas-eleicoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Aug 2024 23:13:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Marielle Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Violência política]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=78672</guid>

					<description><![CDATA[Nesta segunda-feira (5), entidades de defesa dos direitos humanos enviaram uma carta aos partidos políticos, propondo medidas para combater a violência política de gênero e raça nas eleições de 2024. O documento é assinado por diversas organizações, incluindo o Instituto Marielle Franco, Mulheres Negras Decidem e Justiça Global, entre outras. Os movimentos destacam a necessidade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta segunda-feira (5), entidades de defesa dos direitos humanos enviaram uma carta aos partidos políticos, propondo medidas para combater a violência política de gênero e raça nas eleições de 2024. O documento é assinado por diversas organizações, incluindo o Instituto Marielle Franco, Mulheres Negras Decidem e Justiça Global, entre outras.</p>
<p>Os movimentos destacam a necessidade de aumentar a presença de mulheres negras e periféricas no poder, garantindo que elas não sejam interrompidas. “Nestas eleições de 2024, temos a oportunidade de garantir que as Câmaras de Vereadores e prefeituras tenham mais mulheres, pessoas negras e faveladas que defendem nossos direitos”, afirma a carta, assinada por mais de 1.500 pessoas.</p>
<p>A carta ressalta que hoje, 5 de agosto de 2024, é o prazo para os partidos decidirem sobre coligações e candidatos para prefeito, vice-prefeito e vereador. “Os números de denúncias de violência política continuam crescendo, e as mulheres negras seguem sub-representadas na política institucional: elas representam apenas 6,3% nas câmaras legislativas e 5% nas prefeituras, segundo dados das eleições de 2020”, alerta o documento.</p>
<p>A Lei nº 14.192/2021 define a violência política contra a mulher como qualquer ação, conduta ou omissão que impeça ou restrinja seus direitos políticos. Apesar da existência dessa legislação, a carta denuncia que muitos partidos políticos negligenciam a criação de políticas internas para proteger mulheres negras candidatas e parlamentares.</p>
<p>As organizações afirmam que não é possível aumentar a participação de mulheres negras no poder sem prevenir e combater a violência política de gênero e raça. A diretora executiva do Instituto Marielle Franco, Lígia Batista, reforça a importância da campanha “Não Seremos Interrompidas”, que cobra dos partidos políticos a implementação das resoluções do TSE e da Lei de Violência Política.</p>
<p>Os partidos políticos foram alertados pela Procuradoria-Geral Eleitoral sobre a necessidade de adequar seus estatutos conforme a nova lei. Em fevereiro de 2022, foi emitida uma recomendação para que os partidos fizessem as alterações necessárias, utilizando as melhores práticas internacionais.</p>
<p>A carta também aponta o crescimento do extremismo de direita e ataques antidemocráticos, destacando a resistência de movimentos sociais e coletivos de mulheres negras. Um exemplo de retrocesso é a PEC da Anistia, que perdoa partidos que descumpriram a Lei de Cotas de recursos do Fundo Eleitoral e tempo de propaganda.</p>
<p>Entre as recomendações, as organizações pedem que os partidos implementem medidas como apoio financeiro adequado às pré-candidatas e candidatas vítimas de violência política, especialmente mulheres negras, trans e defensoras de direitos humanos. Também é solicitado que os partidos cumpram as recomendações do TSE e ofereçam apoio jurídico e político em casos de violência política.</p>
<p>A carta enviada às legendas políticas busca promover um ambiente eleitoral mais justo e seguro para mulheres negras e periféricas, defendendo seus direitos e assegurando maior representação nas eleições municipais de 2024.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">78672</post-id>	</item>
		<item>
		<title>CNJ Divulga Levantamento sobre Igualdade Racial e de Gênero no Judiciário</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cnj-divulga-levantamento-sobre-igualdade-racial-e-de-genero-no-judiciario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 21:07:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[CNJ]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[magistrados]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=77225</guid>

					<description><![CDATA[O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou na terça-feira (28) o mais recente levantamento sobre igualdade racial e de gênero no Judiciário brasileiro, conforme os dados da pesquisa Justiça em Números 2024. No Brasil, 14,25% dos juízes se declaram negros, enquanto a porcentagem sobe para 27,1% entre os servidores do Poder Judiciário. A Justiça Eleitoral [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou na terça-feira (28) o mais recente levantamento sobre igualdade racial e de gênero no Judiciário brasileiro, conforme os dados da pesquisa Justiça em Números 2024. No Brasil, 14,25% dos juízes se declaram negros, enquanto a porcentagem sobe para 27,1% entre os servidores do Poder Judiciário.</p>
<p>A Justiça Eleitoral apresenta o maior percentual de magistrados negros (18,1%), seguida pela Justiça do Trabalho (15,9%), Justiça Estadual (13,1%), Justiça Federal (11,6%) e Justiça Militar (6,7%). Em termos regionais, os tribunais do Acre, Piauí, Sergipe e Bahia têm os maiores índices de juízes negros, enquanto os tribunais do Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina têm a menor presença de magistrados negros.</p>
<p>Comentando as estatísticas, o presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que o órgão já implementou medidas para aumentar o número de juízes negros, incluindo um programa de bolsas para financiar os estudos de candidatos negros à magistratura. Ele afirmou: &#8220;Nós pretendemos mudar progressivamente essa estatística, que não reflete a demografia da sociedade brasileira.&#8221;</p>
<p>No que diz respeito à participação feminina, a pesquisa mostra que a média nacional de juízas é de 36,8%, com o número de servidoras atingindo 53,3%. A Justiça do Trabalho lidera com 39,7% de juízas, seguida pela Justiça Estadual (38,2%), Justiça Eleitoral (32,9%) e Justiça Federal (31,3%). Os tribunais superiores (23,2%) e a Justiça Militar (22,2%) têm a menor presença de magistradas.</p>
<p>Barroso observou que o percentual mais baixo de mulheres na magistratura ocorre na Justiça de segunda instância, com a média nos tribunais regionais federais abaixo de 20%. Ele mencionou a política do CNJ de alternância nas promoções por merecimento, onde a promoção de um homem deve ser seguida pela promoção de uma mulher, visando equilibrar raça e gênero na Justiça brasileira.</p>
<p>Além disso, a pesquisa revelou que a produtividade do Judiciário aumentou 7% em 2023. O custo do Judiciário foi de R$ 132,8 bilhões, equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a Justiça arrecadou R$ 68 bilhões para os cofres públicos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">77225</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A cada 100 mortos pela polícia em 2022, 65 eram negros, mostra estudo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/a-cada-100-mortos-pela-policia-em-2022-65-eram-negros-mostra-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 16:28:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[mortos pela polícia]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de Observatórios da Segurança]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=70914</guid>

					<description><![CDATA[O número de pessoas mortas pela polícia em apenas oito estados brasileiros chegou a 4.219 em 2022. Desse total, 2.700 foram considerados negros (pretos ou pardos) pelas autoridades policiais, ou seja, 65,7% do total. Se considerados apenas aqueles com cor/raça informada (3.171), a proporção de negros chega a 87,4%.  Os dados são do estudo Pele Alvo: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O número de pessoas mortas pela polícia em apenas oito estados brasileiros chegou a 4.219 em 2022. Desse total, 2.700 foram considerados negros (pretos ou pardos) pelas autoridades policiais, ou seja, 65,7% do total. Se considerados apenas aqueles com cor/raça informada (3.171), a proporção de negros chega a 87,4%. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Os dados são do estudo <em>Pele Alvo: a Bala não Erra o Negro</em>, realizado pela Rede de Observatórios da Segurança, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), e divulgado nesta quinta-feira (16), com base em estatísticas fornecidas pelas polícias do Rio de Janeiro, de São Paulo, da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).</p>
<p>Dos oito estados, apenas o Maranhão não informou a cor/raça de qualquer um dos mortos. Já nos estados do Ceará e Pará, há um grande número de mortos sem identificação de cor/raça: 69,7% e 66,2% do total, respectivamente.</p>
<p>Os dados mostram que a polícia baiana foi a mais letal no ano passado, com 1.465 mortos (1.183 tinham cor/raça informada). Desse total, 1.121 eram negros, ou seja, 94,8% daqueles com cor/raça informada, bem acima da parcela de negros na população total do estado (80,8%), segundo a pesquisa, feita com base em dados do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>Aliás, isso ocorre em todos os sete estados que informaram a cor/raça de parte das vítimas. No Pará, por exemplo, 93,9% dos mortos com cor e raça identificadas eram negros, enquanto o percentual de negros na população é de 80,5%, de acordo com o estudo.</p>
<p>Os demais estados apresentaram as seguintes proporções de mortes de negros entre aqueles com cor/raça informada e percentuais de negros na população: Pernambuco (89,7% e 65,1%, respectivamente), Rio de Janeiro (87% e 54,4%), Piauí (88,2% e 79,3%), Ceará (80,43% e 71,7%) e São Paulo (63,9% e 40,3%).</p>
<h2>Racismo</h2>
<p>“Os negros são a grande parcela dos mortos pelos policiais. Quando se comparam essas cifras com o perfil da população, vê-se que tem muito mais negros entre os mortos pela polícia do que existe na população. Esse fator é facilmente explicado pelo racismo estrutural e pela anuência que a sociedade tem em relação à violência que é praticada contra o povo negro”, diz o coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Pablo Nunes.</p>
<p>Nunes também destaca que há falta de preocupação em registrar a cor e raça dos mortos pela polícia em estados como Maranhão, Ceará e Pará. “A dificuldade de ser transparente com esses dados também revela outra face do racismo, que é a face de não ser tratado com a devida preocupação que deveria. Se a gente não tem dados para demonstrar o problema, a gente ‘não tem’ o problema e, se ‘não há’ problema, políticas públicas não precisam ser desenhadas.”</p>
<p>O estudo mostrou ainda que, neste ano, a Bahia ultrapassou o Rio no total de óbitos (1.465 contra 1.330). Em terceiro lugar, aparece Pernambuco, com 631 mortes. “Isso significa um cenário de degradação das forças policiais baianas e um processo de falta de políticas públicas de ação do governo estadual para lidar com essa questão, elencando-a como prioridade e estabelecendo metas e indicadores de redução dessa letalidade por parte das forças policiais”, afirma Nunes.</p>
<p>Segundo a Rede de Observatórios, a quarta edição do estudo demonstra o crescente nível da letalidade policial contra pessoas negras. “Em quatro anos de estudo, mais uma vez, o número de negros mortos pela violência policial representa a imensa maioria. E a constância desse número, ano a ano, ressalta a estrutura violenta e racista na atuação desses agentes de segurança nos estados, sem apontar qualquer perspectiva de real mudança de cenário”, afirma Silvia Ramos, pesquisadora da rede.</p>
<p>Segundo ela, é preciso entender esse fenômeno como uma questão política e social. “As mortes em ação também trazem prejuízos às próprias corporações que as produzem. Precisamos alocar recursos que garantam uma política pública que efetivamente traga segurança para toda a população”, completa.</p>
<h2>Posicionamentos</h2>
<p>A Secretaria de Segurança de São Paulo informou, por meio de nota, que as abordagens da Polícia Militar obedecem a parâmetros técnicos disciplinados por lei, que criou a Divisão de Cidadania e Dignidade Humana e que seus protocolos de abordagem foram revisados. Além disso, oferece cursos para aperfeiçoar seu trabalho – nos cursos de formação, os agentes estudam ações antirracistas.</p>
<p>Uma comissão analisa todas as ocorrências por intervenção policial e se dedica a ajustar procedimentos. A Polícia Civil paulista busca “estabelecer diretrizes e parâmetros objetivos, racionais e legais, sem qualquer tipo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, origem, onde o policial civil, no desempenho da sua atividade”.</p>
<p>A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) informa que, de janeiro a outubro de 2023, o estado alcançou redução de 22% nas mortes por intervenção de agentes do Estado, se comparado ao mesmo período de 2022, quando foram registrados, respectivamente,  440 e 569 casos em todo o Pará. A Segup ressalta que as ocorrências são registradas no Sistema Integrado de Segurança Pública pela Polícia Civil e que o campo “raça/cor” não é de preenchimento obrigatório, sendo a informação de natureza declaratória por parte de parentes ou da vítima no momento do registro.</p>
<p>Na Bahia, a Secretaria da Segurança Pública ressalta que as ações policiais são pautadas dentro da legalidade e que qualquer ocorrência que fuja dessa premissa é rigorosamente apurada e todas as medidas legais são adotadas. A secretaria informa que investe constantemente na capacitação dos efetivos e também em novas tecnologias, buscando sempre a redução da letalidade e a preservação da vida.</p>
<p>Para tanto, foi criado um grupo de trabalho voltado para a discussão e criação de políticas que auxiliem na redução da letalidade policial, promovendo uma análise mais aprofundada das informações provenientes dessas ocorrências, como o perfil das pessoas envolvidas, contextualização e região, entre outros dados que possam colaborar para a redução desses índices. A secretaria destaca ainda que a maioria dos acionamentos  policiais se dá a partir dos chamados via 190 (Centro Integrado de Comunicações) e 181 (Disque Denúncia), além das operações para cumprimentos de mandados determinados pela Justiça.</p>
<p>No Rio de Janeiro, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, em todos os cursos de formação e aperfeiçoamento de praças e oficiais, a corporação insere nas grades curriculares como prioridade absoluta disciplinas como direitos humanos, ética, direito constitucional e leis especiais. A questão racial perpassa, de forma muito incisiva, por todas essas doutrinas na formação dos quadros da corporação.</p>
<p>De acordo com a assessoria, internamente, a Polícia Militar do Rio de Janeiro tem feito a sua parte para enfrentar o desafio do racismo estrutural ao longo de mais de dois séculos. Foi a primeira corporação a oferecer a pretos uma carreira de Estado, e hoje mais de 40% do seu efetivo é composto por afrodescendentes.</p>
<p>A instituição orgulha-se também de seu pioneirismo em ter pretos nos postos de comando. O coronel PM negro Carlos Magno Nazareth Cerqueira comandou a corporação durante duas gestões, nas décadas de 1980 e 1990, tornando-se uma referência filosófica para toda a tropa, ao introduzir os conceitos de polícia cidadã e polícia de proximidade. No decorrer dos últimos 40 anos, outros oficiais negros ocuparam o cargo máximo da corporação.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">70914</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Candinho, único filho vivo de João Cândido, luta por reparação</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/candinho-unico-filho-vivo-de-joao-candido-luta-por-reparacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2023 14:45:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[João Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Livro de Heróis e Heroínas da Pátria]]></category>
		<category><![CDATA[Marinha]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[novembro negro 2023]]></category>
		<category><![CDATA[Reparação]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta da Chibata]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=70821</guid>

					<description><![CDATA[Em novembro de 1910, cerca de dois mil marinheiros tomam o controle de embarcações da Marinha na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Eles pedem o fim de castigos corporais, as chibatadas, e são liderados pelo marinheiro João Cândido Felisberto, ou simplesmente João Cândido. Os canhões dos navios são apontados para aquela que era [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro de 1910, cerca de dois mil marinheiros tomam o controle de embarcações da Marinha na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Eles pedem o fim de castigos corporais, as chibatadas, e são liderados pelo marinheiro João Cândido Felisberto, ou simplesmente João Cândido.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Os canhões dos navios são apontados para aquela que era a capital do Brasil na época, não com a intenção de bombardear, mas para chamar a atenção a práticas que ainda remetiam à recém-extinta escravidão. O estopim para a revolta foi a punição do marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes com 250 chibatadas.</p>
<p>O motim tomou grandes proporções e João Cândido foi alçado a herói e celebridade. Mas, assim como cresceu, a revolta foi abafada a ponto da sua importância ter sido invisibilizada por muitos anos.</p>
<p>Os marinheiros que sobreviveram tiveram a anistia negociada na época. João Cândido, no entanto, apesar de ter sido também anistiado, foi duramente perseguido, até ser expulso da Marinha, em 1912. Ele morreu aos 89 anos, em 1969, na pobreza.</p>
<p>Hoje, a história é contada e recontada por Adalberto Cândido, o seu Candinho, único filho vivo de João Cândido. “É uma história muito bonita, é uma história de um herói popular. Um país que não tem história não é um país, e meu pai deixou uma parte da história do Brasil”, diz.</p>
<figure id="attachment_70810" aria-describedby="caption-attachment-70810" style="width: 1170px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-MPF-pede-manifestacao-do-Estado-sobre-memoria-de-Joao-Candido-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-70810" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-MPF-pede-manifestacao-do-Estado-sobre-memoria-de-Joao-Candido-Expresso-Carioca.webp?resize=1170%2C700&#038;ssl=1" alt="MPF Pede Manifestação Do Estado Sobre Memória De João Cândido - Expresso Carioca" width="1170" height="700" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-MPF-pede-manifestacao-do-Estado-sobre-memoria-de-Joao-Candido-Expresso-Carioca.webp?w=1170&amp;ssl=1 1170w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-MPF-pede-manifestacao-do-Estado-sobre-memoria-de-Joao-Candido-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-MPF-pede-manifestacao-do-Estado-sobre-memoria-de-Joao-Candido-Expresso-Carioca.webp?resize=1142%2C683&amp;ssl=1 1142w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-MPF-pede-manifestacao-do-Estado-sobre-memoria-de-Joao-Candido-Expresso-Carioca.webp?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-MPF-pede-manifestacao-do-Estado-sobre-memoria-de-Joao-Candido-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C449&amp;ssl=1 750w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-MPF-pede-manifestacao-do-Estado-sobre-memoria-de-Joao-Candido-Expresso-Carioca.webp?resize=1140%2C682&amp;ssl=1 1140w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption id="caption-attachment-70810" class="wp-caption-text">João Cândido Felisberto foi o principal líder da Revolta da Chibata, ocorrida no Rio de Janeiro em 1910, que acabou com os castigos corporais na Marinha de Guerra &#8211; Prefeitura de São João de Meriti/Reprodução</figcaption></figure>
<h2>Casa da Memória</h2>
<p>No dia que se encontrou com a equipe da Agência Brasil, Candinho participaria, em seguida, de reunião para a construção da Casa de Memória Marinheiro João Cândido. A casa será construída pela Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), em parceria com a prefeitura de São João de Meriti, onde Candinho nasceu e onde o pai viveu grande parte da vida.  “Agora já tem peça de teatro, tem doutorado, tudo que você imaginar. Tudo que possa ter ele, tem”, diz. Se antes apenas citar o nome de João Cândido já trazia consequências para quem o fazia na Marinha, hoje batem continência para mim”, revela. João Cândido &#8211; também chamado de Almirante Negro &#8211; patente eternizada na canção Mestre Sala dos Mares, de João Bosco.</p>
<p>O reconhecimento, no entanto, é recente, e ainda tem um longo caminho. A família luta por reparação financeira do Estado e pela inclusão do nome de João Cândido no livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.</p>
<p>Criado em 1992, o livro de aço &#8211; abrigado no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, &#8211; registra os nomes das pessoas que tiveram uma trajetória importante na formação da história do país. Entre elas, estão, por exemplo, Tiradentes, Chico Mendes e Machado de Assis.</p>
<p>João Cândido nasceu em 1880 e era filho de escravizados. Entrou para a Marinha em uma época que a corporação reunia jovens excluídos socialmente. A maior parte dos marinheiros era negra.</p>
<p>João Cândido tinha muito talento. Segundo o filho, chegou a dar aulas para os oficiais e operava navios de alta tecnologia para a época, como o Minas Geraes, usado na Revolta da Chibata. Ele tinha um senso de coletividade e lutava por justiça.</p>
<p>“Ele nunca levou um castigo, mas não aceitava que os companheiros dele [passassem por isso], entende?”, diz. “Ele tinha convivência com oficiais e tudo, mas tinha aquele ideal, não era porque tinha convivência com oficial da Marinha que aceitava aquilo”.</p>
<p>Tudo que sabe sobre o pai, Candinho aprendeu depois da morte dele. Era a irmã, Zeelândia Cândido de Andrade, quem cuidava da história e legado do pai. “Meu pai era muito fechado. Gaúcho. Ele não contava nada. Eu só vim entrar depois do falecimento dele e da minha irmã, que minha irmã era mais atuante. Eu também, trabalhando, não tinha tempo. Agora, só tem eu para advogar”, explica.</p>
<p>João Cândido nasceu em Encruzilhada (RS) e, ao longo da vida, teve pelo menos sete filhos. “Meu pai era marinheiro, né”, brinca, Candinho. Depois de ser expulso da Marinha, ele teve muita dificuldade para conseguir emprego. Viveu da pesca, segundo o filho, “até a estrutura dele não dar mais”. E viveu sempre próximo ao mar. “Ele dizia que o mar era família dele, que era amigo”, conta o filho.</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<figure id="attachment_70818" aria-describedby="caption-attachment-70818" style="width: 1170px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-Candinho-unico-filho-vivo-de-Joao-Candido-luta-por-reparacao-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-70818 size-full" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-Candinho-unico-filho-vivo-de-Joao-Candido-luta-por-reparacao-Expresso-Carioca.webp?resize=1170%2C700&#038;ssl=1" alt="Candinho, único Filho Vivo De João Cândido, Luta Por Reparação - Expresso Carioca" width="1170" height="700" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-Candinho-unico-filho-vivo-de-Joao-Candido-luta-por-reparacao-Expresso-Carioca.webp?w=1170&amp;ssl=1 1170w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-Candinho-unico-filho-vivo-de-Joao-Candido-luta-por-reparacao-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-Candinho-unico-filho-vivo-de-Joao-Candido-luta-por-reparacao-Expresso-Carioca.webp?resize=1142%2C683&amp;ssl=1 1142w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-Candinho-unico-filho-vivo-de-Joao-Candido-luta-por-reparacao-Expresso-Carioca.webp?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-Candinho-unico-filho-vivo-de-Joao-Candido-luta-por-reparacao-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C449&amp;ssl=1 750w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/10-Candinho-unico-filho-vivo-de-Joao-Candido-luta-por-reparacao-Expresso-Carioca.webp?resize=1140%2C682&amp;ssl=1 1140w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a><figcaption id="caption-attachment-70818" class="wp-caption-text">Adalberto Cândido, filho de João Cândido &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h2>Busca por direitos</h2>
<p>Esta semana, o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro enviou documento ao Executivo e à Câmara dos Deputados defendendo a reparação &#8211; inclusive financeira &#8211; à família de João Cândido. O MPF pediu a manifestação da Comissão de Anistia e da Coordenação-Geral para Memória e Verdade sobre Escravidão e o Tráfico Transatlântico, ambas vinculadas ao Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, no prazo de um mês.</p>
<p>O MPF argumenta que &#8211; embora anistiado duas vezes – em 2008 ele recebeu uma anistia depois de morrer no governo de Luiz Inácio Lula da Silva – o marinheiro não chegou a receber nenhuma compensação. Pela carreira na Marinha, da qual ele foi privado, teria uma série de benefícios, não apenas para ele como para a família. Um arcabouço de leis, citado pelo MPF &#8211; corrobora o direito a esse tipo de compensação.</p>
<p>“Minha família vive toda com dificuldade. São trabalhadores. Então, se houver essa reparação para eles&#8230; Porque para mim, eu já estou mais para lá, com 85 anos, mas eles não”, afirma Candinho.</p>
<p>“Os marinheiros foram anistiados, uns chegaram a capitão de corveta, capitão de fragata, meu pai, não. Ele foi absorvido, mas não teve mais espaço na Marinha, nem indenização, nem nada”, reclama.</p>
<p>Além disso, o MPF e a família defendem que ele seja oficialmente considerado herói, que tenha o nome inscrito no livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A inclusão está tramitando no Congresso Nacional e ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados antes de ir para a sanção presidencial. Atualmente, o Projeto de Lei (PL) 4046/2021, já aprovado pelo Senado Federal, está na Comissão de Cultura da Câmara.</p>
<h2>Samba-enredo</h2>
<p>Candinho e a família preparam-se para levar a história de João Cândido para o carnaval de 2024 do Rio de Janeiro. A escola de samba Paraíso do Tuiuti irá homenagear o líder da Revolta da Chibata com o samba-enredo Glória ao Almirante Negro. “Recebi com muita gratidão essa notícia”, opina Candinho. Ele irá desfilar em um dos carros alegóricos com outros familiares. “Querem até que eu faça ginástica, exercício físico”, sorri.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">70821</post-id>	</item>
		<item>
		<title>MPF pede manifestação do Estado sobre memória de João Cândido</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mpf-pede-manifestacao-do-estado-sobre-memoria-de-joao-candido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Nov 2023 14:21:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[João Cândido]]></category>
		<category><![CDATA[Livro de Heróis e Heroínas da Pátria]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[MPF]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta da Chibata]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=70812</guid>

					<description><![CDATA[O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro solicitou uma manifestação da Comissão de Anistia e da Coordenação-Geral de Memória e Verdade sobre Escravidão e o Tráfico Transatlântico, ambas vinculadas ao Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, em relação à reparação financeira aos familiares do líder da Revolta da Chibata, João Cândido, e também em relação à inclusão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro solicitou uma manifestação da Comissão de Anistia e da Coordenação-Geral de Memória e Verdade sobre Escravidão e o Tráfico Transatlântico, ambas vinculadas ao Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, em relação à reparação financeira aos familiares do líder da Revolta da Chibata, João Cândido, e também em relação à inclusão do nome dele no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. Ambas terão 30 dias para se manifestar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Conhecido como almirante negro, o marinheiro João Cândido Felisberto liderou, na Marinha, uma revolta para acabar com as práticas violentas contra os marinheiros. A Revolta da Chibata ocorreu em 1910, quando o grupo liderado por Cândido tomou o controle de embarcações na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Eles exigiam melhores condições e o fim dos castigos físicos e ameaçaram bombardear a capital. O estopim foi quando o marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes foi punido com 250 chibatadas.</p>
<p>Mesmo sendo anistiado duas vezes, nem João Cândido nem a família receberam nenhum tipo de reparação financeira. O MPF abriu, então, um inquérito civil para acompanhar as medidas de valorização à memória do almirante negro.</p>
<blockquote><p>“O debate insere-se no contexto de busca pela valorização de figuras negras históricas importantes, de modo a promover a reparação pela escravidão – e de seu legado no pós-abolição – e o enfrentamento do racismo institucional ainda tão presente na sociedade brasileira”, destaca o documento do MPF, assinado pelo procurador Julio José Araujo Junior.</p></blockquote>
<p>O Ministério Público Federal cita o direito à memória e à dignidade humana, garantidos na Constituição Federal, assim como o Estatuto da Igualdade Racial. O MPF também menciona tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, como instrumentos que exigiriam uma resposta do Estado brasileiro tanto em relação à reparação financeira quanto ao reconhecimento do papel de João Cândido como herói brasileiro.</p>
<p>O texto argumenta também que, mesmo anistiado – tanto em 1910, quanto após a sua morte, em 2008 –, João Cândido foi perseguido e expulso da Marinha, o que acarretou uma série de consequências financeiras para ele e para a família. A reparação econômica está, por lei, entre as garantias aos anistiados políticos no Brasil.</p>
<blockquote><p>“A declaração de anistia foi um importante passo, mas veio desacompanhada de compensações à família de João Cândido, que tanto sofreu os efeitos da injusta postura do Estado brasileiro. Na prática, a justiça foi feita, porém de forma parcial”, diz o texto.</p></blockquote>
<p>Por fim, o MPF defende a inclusão de João Cândido no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. Criado em 1992, o também chamado Livro de Aço, abrigado no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, registra os nomes das pessoas que tiveram uma trajetória importante na formação da história do país. Entre essas pessoas estão, por exemplo, Tiradentes, Chico Mendes e Machado de Assis.</p>
<p>O Projeto de Lei (PL) 4.046/2021, que trata da inclusão de João Cândido no livro, tramita na Câmara dos Deputados. “Mais do que uma reparação simbólica, o reconhecimento do Estado brasileiro em favor de João Cândido é uma sinalização de que nunca mais tais violações se repetirão. Constitui também um olhar para o futuro, de compromisso firme com o enfrentamento do racismo e da discriminação”, defende o MPF.</p>
<p>Além de ter sido enviado ao Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, o documento foi encaminhado, apenas para conhecimento, à presidência da Câmara dos Deputados e à presidência e aos parlamentares integrantes da Comissão de Cultura da Câmara, onde tramita o projeto de lei.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">70812</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Anielle: medidas para população negra devem ser anunciadas dia 20</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/anielle-medidas-para-populacao-negra-devem-ser-anunciadas-dia-20/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2023 19:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Anielle Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Dia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Consciência Negra]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Medidas]]></category>
		<category><![CDATA[Ministra]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=70507</guid>

					<description><![CDATA[A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse, nesta quarta-feira (1º), que é preciso fazer com que os brasileiros passem a ter consciência racial. Em entrevista a emissoras de rádio, durante o programa Bom dia, Ministra, do Canal Gov, ela lembrou que apesar de ter 56% da população negra, o país continua registrando dados alarmantes de racismo. “Costumo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse, nesta quarta-feira (1º), que é preciso fazer com que os brasileiros passem a ter consciência racial. Em entrevista a emissoras de rádio, durante o programa <em>Bom dia, Ministra</em>, do <strong>Canal Gov</strong>, ela lembrou que apesar de ter 56% da população negra, o país continua registrando dados alarmantes de racismo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Costumo dizer que este é um mês em que se fala muito, assim como os meses de março (Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial) e julho (.Julho das Mulheres Negras). A gente precisa entender esse ministério, o retorno do presidente Lula e o retorno da pauta da consciência racial como ferramenta para que as pessoas negras possam viver as realidades que, infelizmente, ainda as cercam.”</p>
<p>Segundo Anielle, o governo federal pretende entregar no próximo dia 20 &#8211; Dia da Consciência Negra &#8211; um segundo pacote de medidas voltadas para a população negra, incluindo a publicação de editais e a estruturação de programas.</p>
<h2>Cotas</h2>
<p>Uma das políticas de destaque citadas pela ministra é a chamada Lei de Cotas nas universidades brasileiras, que recentemente passou por uma revisão. Segundo ela, antes da lei, entre 3% e 5% dos estudantes de ensino superior eram negros. O percentual, agora chega a 50%. “Sou fruto de cotas. Entrei na UERJ [Universidade do Estado do Rio de Janeiro] em terceiro lugar para fazer minha graduação como cotista”.</p>
<h2>Crimes</h2>
<p>Durante o programa, Anielle defendeu mais punição para crimes de racismo e voltou a destacar a importância de educar a população para conscientizar as pessoas sobre o preconceito racial. “É inadmissível que a gente tenha, em 2023, pessoas que cometem atos racistas, que achem que estão corretas e que ainda culpam o governo”.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">70507</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
