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	<title>Museu Nacional &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Museu Nacional &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Descoberta de pinturas rupestres em Itatiaia mobiliza cientistas e reescreve história arqueológica do RJ</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Apr 2025 14:57:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma descoberta acidental nas montanhas da Serra da Mantiqueira pode revelar novos capítulos sobre os povos originários que habitaram o atual estado do Rio de Janeiro. Pinturas rupestres inéditas foram localizadas em uma gruta do Parque Nacional de Itatiaia (PNI), na divisa entre os estados do Rio e de Minas Gerais. A revelação mobilizou instituições [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma descoberta acidental nas montanhas da Serra da Mantiqueira pode revelar novos capítulos sobre os povos originários que habitaram o atual estado do Rio de Janeiro. Pinturas rupestres inéditas foram localizadas em uma gruta do Parque Nacional de Itatiaia (PNI), na divisa entre os estados do Rio e de Minas Gerais. A revelação mobilizou instituições como o Museu Nacional da UFRJ, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e o próprio parque, que agora integram um grupo de trabalho voltado à pesquisa e à preservação do sítio arqueológico.</p>
<p>Segundo a arqueóloga MaDu Gaspar, do Museu Nacional, a equipe está no estágio inicial da investigação, mapeando a área e procurando por possíveis conexões com outros vestígios de presença humana. <em>“Regiões com pinturas rupestres raramente são casos isolados. Estamos explorando rotas, trilhas e recursos para entender a ocupação do local”</em>, afirma.</p>
<p>Embora descobertas em 2023, as pinturas só foram divulgadas recentemente, como medida de proteção. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi acionado para acompanhar os trabalhos. O local agora está isolado, equipado com câmeras de segurança e sob vigilância constante, e há previsão de aplicação de multas para visitantes que desrespeitarem a interdição.</p>
<p><strong>Sítio pode ter até 3 mil anos</strong></p>
<p>Ainda não é possível afirmar a datação exata das pinturas, mas os cientistas trabalham com a possibilidade de que elas tenham entre dois e três mil anos. A confirmação virá com o aprofundamento dos estudos, que também buscam entender quem foram os autores das inscrições e como viviam.</p>
<p>A descoberta surpreendeu os arqueólogos por ter ocorrido em uma área relativamente acessível do parque. “<em>Achávamos que o estado do Rio já estava bem mapeado arqueologicamente, mas esse sítio mostra que ainda há muito a ser descoberto”</em>, ressalta MaDu.</p>
<p>Anderson Marques Garcia, professor da UERJ, reforça que o interior do estado foi historicamente menos explorado por pesquisadores. <em>“O foco sempre foi o litoral, e esse achado nos convida a olhar com mais atenção para outras regiões. É essencial preservar o local de curiosos e evitar escavações indevidas que comprometam os dados arqueológicos”</em>, alerta.</p>
<p><strong>A descoberta por acaso</strong></p>
<p>O sítio foi encontrado por Andres Conquista, supervisor operacional do parque, durante uma escalada. Ao se aproximar de uma florada de lírios vermelhos, ele notou uma formação rochosa incomum e resolveu investigar. Dentro da gruta, deparou-se com as pinturas. <em>“No começo achei que fosse pichação, mas percebi que não havia nomes nem datas. Foi emocionante”</em>, contou.</p>
<figure id="attachment_82848" aria-describedby="caption-attachment-82848" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-82848" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C471&#038;ssl=1" alt="Lírios Vermelhos Chamaram A Atenção E Proporcionaram Descoberta - Expresso Carioca" width="754" height="471" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C187&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/08-Lirios-vermelhos-chamaram-a-atencao-e-proporcionaram-descoberta-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C469&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82848" class="wp-caption-text">Lírios vermelhos chamaram a atenção e proporcionaram descoberta &#8211; Foto: Concessionária Parquetur/PNI/Divulgação</figcaption></figure>
<p><strong>Preservação em primeiro lugar</strong></p>
<p>A Parquetur, empresa responsável pela gestão da visitação no parque, confirmou que não há previsão de abertura do local ao público, e que a prioridade é garantir o controle de acesso até que os estudos estejam concluídos. <em>“A preservação do sítio é fundamental para que, futuramente, ele possa, quem sabe, ser integrado a ações educativas e turísticas de forma responsável”</em>, afirmou a empresa em nota.</p>
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		<title>BNDES destina R$ 50 milhões para reforma do Museu Nacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 22:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Aloizio Mercadante]]></category>
		<category><![CDATA[BNDES]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Roberto Medronho]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.instagram.com/entretee/" target="_blank" rel="noopener"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter wp-image-80840" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Banner_Entrete1.png?resize=300%2C37&#038;ssl=1" alt="Entretê - Expresso Carioca" width="300" height="37" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Banner_Entrete1.png?w=728&amp;ssl=1 728w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Banner_Entrete1.png?resize=300%2C37&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Banner_Entrete1.png?resize=150%2C19&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta quarta-feira (2), um novo aporte de R$ 50 milhões para a reconstrução do Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O apoio financeiro é não reembolsável e foi divulgado durante evento realizado na Sala das Vigas do Paço de São Cristóvão, sede do museu, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro.</p>
<p>Com esse novo investimento, o BNDES soma R$ 100 milhões destinados à recuperação do museu, considerando as operações anteriores de R$ 21,7 milhões em 2018 e R$ 28,3 milhões em 2020. Os recursos serão utilizados para a restauração do Paço de São Cristóvão, reforma da Biblioteca Central e iniciativas de divulgação e reativação do museu, que perdeu cerca de 85% do acervo de 20 milhões de itens no incêndio de 2018.</p>
<figure id="attachment_82733" aria-describedby="caption-attachment-82733" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-82733" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="O Meteorito Bendegó, Na Entrada Do Prédio Do Museu Nacional, Na Quinta Da Boa Vista - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-meteorito-Bendego-na-entrada-do-predio-do-Museu-Nacional-na-Quinta-da-Boa-Vista-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-82733" class="wp-caption-text">O meteorito Bendegó, na entrada do prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O presidente do BNDES, Aloisio Mercadante, destacou a importância histórica e cultural do Museu Nacional: &#8220;O museu é um registro vivo da história brasileira. Sua recuperação é essencial para a preservação da nossa identidade&#8221;.</p>
<h3><strong>Criação de fundo patrimonial</strong></h3>
<figure id="attachment_82734" aria-describedby="caption-attachment-82734" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82734" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-presidente-do-BNDES-Aloizio-Mercadante-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="O Presidente Do BNDES, Aloizio Mercadante - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-presidente-do-BNDES-Aloizio-Mercadante-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-presidente-do-BNDES-Aloizio-Mercadante-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-presidente-do-BNDES-Aloizio-Mercadante-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-82734" class="wp-caption-text">O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante anúncio de novo aporte de recursos para a reconstrução do Museu Nacional Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Durante o evento, Mercadante anunciou a proposta de um fundo patrimonial para garantir a sustentabilidade financeira do museu a longo prazo. O objetivo é assegurar recursos para manutenção e futuras reformas, independentemente do orçamento da União. &#8220;Estamos estruturando um fundo para captar recursos junto a parceiros, garantindo a estabilidade financeira do Museu Nacional&#8221;, afirmou.</p>
<p>O BNDES também trabalha na captação dos recursos necessários para a conclusão das obras até 2028. Do total de R$ 516 milhões orçados, já foram obtidos R$ 347 milhões, sendo que R$ 101 milhões estão em fase final de negociação. Restam, portanto, R$ 70 milhões, que o banco busca junto a instituições financeiras e parceiros.</p>
<p>O montante anunciado hoje é fruto de um acordo judicial entre a empresa Cosan e o BNDES, que também prevê um repasse adicional de R$ 3,6 milhões. Além disso, o banco negocia com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) o apoio de instituições financeiras para arrecadar mais R$ 18 milhões para a restauração.</p>
<h3><strong>Continuidade das obras</strong></h3>
<figure id="attachment_82732" aria-describedby="caption-attachment-82732" style="width: 365px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-82732" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-diretor-presidente-do-Instituto-Cultural-Vale-Hugo-Barreto-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="O Diretor Presidente Do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-diretor-presidente-do-Instituto-Cultural-Vale-Hugo-Barreto-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-diretor-presidente-do-Instituto-Cultural-Vale-Hugo-Barreto-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/04/02-O-diretor-presidente-do-Instituto-Cultural-Vale-Hugo-Barreto-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-82732" class="wp-caption-text">O diretor-presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo BarretoTomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A primeira etapa da reconstrução será entregue em 2026, e a previsão é concluir toda a obra até 2028. Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale e representante do Comitê Executivo do Projeto Museu Nacional Vive, enfatizou a importância do aporte do BNDES: &#8220;Esse investimento garante a continuidade das obras sem risco de paralisação. O gesto é estratégico, reforçando o compromisso com a revitalização do Museu Nacional&#8221;.</p>
<p>O Museu Nacional foi fundado em 1818 por d. João VI e, desde 1892, está localizado no Paço de São Cristóvão, antiga residência da família imperial brasileira. Atualmente, integra o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.</p>
<p>O reitor da universidade, Roberto Medronho, ressaltou a relevância da iniciativa: &#8220;A sociedade precisa reconhecer o valor da educação, ciência e cultura para o desenvolvimento do país. O Museu Nacional representa um patrimônio inestimável que deve ser preservado para as futuras gerações&#8221;.</p>
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		<title>Museu Nacional faz apelo urgente por doações para reconstrução</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2024 14:36:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Seis anos após o incêndio que devastou o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a instituição está fazendo um apelo à sociedade para conseguir doações que viabilizem a reabertura do palácio histórico no prazo previsto. O museu, que foi destruído por um incêndio em 2018, precisa de R$ 95 milhões até fevereiro de 2024 para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seis anos após o incêndio que devastou o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a instituição está fazendo um apelo à sociedade para conseguir doações que viabilizem a reabertura do palácio histórico no prazo previsto. O museu, que foi destruído por um incêndio em 2018, precisa de R$ 95 milhões até fevereiro de 2024 para manter o ritmo das obras e cumprir a meta de reabertura em abril de 2026.</p>
<p>O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, afirmou que, embora o trabalho de reconstrução esteja avançando, a continuidade das obras depende da captação desses recursos. &#8220;Se a gente não tiver, a obra não vai acontecer e não vamos entregar o museu&#8221;, alertou.</p>
<p><strong>Histórico e Avanços</strong></p>
<p>O Museu Nacional, que já arrecadou R$ 491,7 milhões de diversas fontes, incluindo o BNDES, o Ministério da Educação (MEC) e empresas privadas como Bradesco e Vale, viu 80% de seu acervo de 20 milhões de itens ser destruído pelas chamas. As obras emergenciais começaram logo após o incêndio, mas a reconstrução completa do prédio só se iniciou em 2021, com a recuperação das fachadas e telhados.</p>
<p>Cinquenta por cento do prédio já foi restaurado, e as obras no interior devem começar no segundo semestre de 2024. A direção do museu espera reabrir o Bloco 1 (histórico) em abril de 2026, com a reabertura total prevista para 2028.</p>
<p><strong>Doações e Participação Social</strong></p>
<p>Para que o museu atinja seus objetivos, Alexander Kellner destacou duas formas de colaboração: doações financeiras, que podem ser feitas por meio da Lei Rouanet, e doações de itens de acervo. Ele enfatizou a importância da participação de empresas, que podem destinar parte dos impostos para a reconstrução do museu.</p>
<p>Além disso, o museu lançou a campanha &#8220;Resgate o Gigante&#8221; para remontar o esqueleto do dinossauro Maxakalisaurus topai, que estava em exibição antes do incêndio. A campanha busca arrecadar R$ 300 mil para a montagem e exposição do dinossauro, com a instituição comprometendo-se a aportar mais R$ 200 mil para finalizar o projeto.</p>
<p><strong>Apoio da Sociedade</strong></p>
<p>Kellner reforçou a importância do apoio da sociedade para que o Museu Nacional, que além de ser um centro de exposição, realiza pesquisas e oferece cursos de pós-graduação, possa retomar suas atividades plenamente. “Não é possível que a gente abra em 2026 sem o nosso dinossauro montado”, destacou.</p>
<p>O apelo do Museu Nacional por doações destaca a necessidade de um esforço coletivo para preservar o patrimônio cultural e científico do Brasil, garantindo que as futuras gerações possam usufruir de sua rica história e conhecimento.</p>
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		<title>Museu Nacional precisa de R$ 180 milhões para reconstrução</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Sep 2023 14:04:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Museu Nacional Vive]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução]]></category>
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					<description><![CDATA[Cinco anos depois do incêndio que destruiu o Museu Nacional ainda faltam R$ 180 milhões para sua reconstrução. O orçamento preliminar estimado pelo Projeto Museu Nacional Vive é de R$ 445 milhões, sem considerar o acervo. Deste total, já foram captados R$ 265,3 milhões, o que equivale a 60% da meta. Até 80% dos 20 milhões [&#8230;]]]></description>
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<p>Cinco anos depois do incêndio que destruiu o Museu Nacional ainda faltam R$ 180 milhões para sua reconstrução. O orçamento preliminar estimado pelo Projeto Museu Nacional Vive é de R$ 445 milhões, sem considerar o acervo. Deste total, já foram captados R$ 265,3 milhões, o que equivale a 60% da meta. Até 80% dos 20 milhões de exemplares do museu foram afetados pelo incêndio.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A fachada principal do Paço de São Cristóvão foi inteiramente restaurada. Neste momento, as obras estão ocorrendo nos blocos 2 e 3 do Palácio, contemplando serviços como proteção dos elementos que sobreviveram ao incêndio; proteção das escavações e prospecções arqueológicas; construção e impermeabilização de lajes de coberturas; regeneração de todas as alvenarias remanescentes. Em meados de 2024, está prevista a abertura da sala do meteorito Bendegó e da escadaria monumental no palácio histórico. A previsão da reabertura total do museu é 2028.</p>
<p>“A gente não quer fazer um museu igual ao que era. Queremos fazer um museu moderno, sustentável que promova o diálogo com a sociedade”, disse o professor Alexander Kellner, diretor da instituição. “O Museu Nacional, para ser reconstruído, precisa da sociedade. Por outro lado, temos a convicção de que a sociedade precisa do seu Museu Nacional de volta o quanto antes”.</p>
<h2>Karajá</h2>
<p>O Museu Nacional recebeu doação do povo Karajá de peças de sua cultura para ajudar na recomposição do acervo, perdido no incêndio de 2018. O cacique tradicional e pajé Sokrowé Karajá, da aldeia Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal, em Tocantins, responsável pela doação, vai participar de roda de conversa no Festival Museu Nacional Vive .</p>
<p>O cacique já doou uma faca de ritual talhada em uma única peça de madeira, decorada com penas e plumas de pássaros, uma panela de cerâmica para ritual e um banco. Dessa vez, ele trouxe um cocar usado em festas e braceletes. “São objetos meus que estou entregando de coração de presente para o museu”, disse Sokrowé.</p>
<p>O historiador Crenivaldo Veloso, do setor de etnologia e etnografia do Museu Nacional, explicou que a principal proposta de reconstituição do acervo é estabelecer parcerias com as comunidades de origem dos materiais.</p>
<p>“A grande diferença é que as comunidades que produzem essas peças estão participando das escolhas, indicando quais peças devem ser enviadas para a instituição, quais narrativas podem ser apresentadas nas futuras exposições. Não tratamos como doação. Temos tratado essa experiência como compartilhamento porque eles estão compartilhando conosco suas histórias, memórias, ancestralidades”, disse Veloso.</p>
<h2>Festival</h2>
<p>Marcando os cinco anos dos trabalhos para reconstruir o Museu Nacional, destruído por um incêndio em 2 de setembro de 2018, a instituição e os parceiros do Projeto Museu Nacional Vive (UFRJ, Unesco e Instituto Cultural Vale) promovem a edição 2023 do Festival Museu Nacional Vive a partir das 10h deste domingo (3). Será uma oportunidade para o público ver de perto os avanços na restauração do Paço de São Cristóvão.</p>
<p>Na Tenda Científica, pesquisadores de diversos setores do museu vão interagir com o público por meio de 30 atividades, incluindo exposição de acervos, relatos, jogos e painéis. Será possível saber mais sobre as diferentes coleções do museu, ter contato com seres vivos e preservados, e até conhecer o processo de digitalização de acervos, com demonstração ao vivo.</p>
<p>O projeto Meninas com Ciência também participa do encontro, oferecendo uma oficina com madeiras. Já a atividade O Resgate dos Acervos &#8211; O Museu que sobreviveu ao fogo vai apresentar o processo de salvamento de acervos, com a exposição de itens da forma que foram recuperados, também peças que já foram tratadas e limpas, assim como réplicas e equipamentos utilizados.</p>
<p>O Museu da Vida da Fiocruz traz a atividade Por Dentro de Nós, que apresenta o funcionamento do corpo humano e suas interações, por meio de modelos anatômicos, além de permitir ao visitante interagir com microscópios e lupas.</p>
<p>Para Juliana Sayão, diretora adjunta de integração Museu e Sociedade, é fundamental que a sociedade não esqueça o que aconteceu no Museu Nacional para que esse tipo de situação não se repita em outros aparelhos culturais do país.</p>
<p>&#8220;É importante o museu marcar nessa data que está próximo do público, trabalhando e querendo atuar junto com a sociedade. Cada vez que a gente tem contato com o público do Museu Nacional, a gente tem a oportunidade de reviver os momentos felizes que eram tanto para nós quanto para o público de compartilhar as atividades desenvolvidas no museu”, disse Juliana.</p>
<h2>Festival Museu Nacional Vive</h2>
<p>Domingo, 03/09 | Alameda das Sapucaias (Quinta da Boa Vista)</p>
<h2>Tenda científica</h2>
<p>Atividades educativas promovidas por diferentes setores do Museu Nacional/UFRJ<br />
Das 10h às 16h</p>
<h2>Tenda cultural</h2>
<p>11h30 &#8211; Companhia Folclórica do Rio &#8211; UFRJ<br />
13h30 &#8211; Unicirco Marcos Frota<br />
15h30 &#8211; Roda de Samba com o Grupo Arruda</p>
<h2>Rodas de conversa</h2>
<p>0h &#8211; A Coleção Regional do Museu Nacional, com a Dra. Carla Costa Dias<br />
12h30 &#8211; Povo Iny Karajá da Ilha do Bananal (Tocantins) + Pintura corporal e grafismos</p>
<h2>Feira Junta local</h2>
<p>10h às 17h30 &#8211; Produtores comercializando comida boa, local e justa</p>
</div>
</div>
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		<title>Cinco anos após incêndio, Museu no Rio busca restauração e modernidade</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cinco-anos-apos-incendio-museu-no-rio-busca-restauracao-e-modernidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Sep 2023 13:58:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Incêndio]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Noite de 2 de setembro de 2018. Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro. A maior parte dos 20 milhões de itens que o museu abrigava foi destruída, sendo a área expositiva totalmente afetada. Entre os destaques que se perderam estavam o dinossauro conhecido como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Noite de 2 de setembro de 2018. Um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro.<img loading="lazy" decoding="async" src="file:///C:/Users/LILIAN~1.VEI/AppData/Local/Temp/msohtmlclip1/01/clip_image001.png" width="1" height="1" /><img loading="lazy" decoding="async" src="file:///C:/Users/LILIAN~1.VEI/AppData/Local/Temp/msohtmlclip1/01/clip_image001.png" width="1" height="1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A maior parte dos 20 milhões de itens que o museu abrigava foi destruída, sendo a área expositiva totalmente afetada. Entre os destaques que se perderam estavam o dinossauro conhecido como Dinoprata, as múmias egípcias e o esqueleto de uma baleia cachalote. O Museu também guardava o crânio de Luzia, o fóssil humano mais antigo já encontrado no Brasil, que foi encontrado, com danos, entre os escombros.</p>
<p>Agentes do corpo de bombeiros, com apoio de funcionários do museu, lutaram por horas para combater o fogo e salvar parte do acervo.</p>
<figure id="attachment_68928" aria-describedby="caption-attachment-68928" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Incendio-no-Museu-Nacional-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-68928" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Incendio-no-Museu-Nacional-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Incêndio No Museu Nacional - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Incendio-no-Museu-Nacional-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Incendio-no-Museu-Nacional-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Incendio-no-Museu-Nacional-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-68928" class="wp-caption-text">Incêndio no Museu Nacional &#8211; Vitor Abdala/ Arquivo Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A área mais afetada pelas chamas foi a de antropologia, segundo o curador das coleções etnográficas do museu, João Pacheco Oliveira.</p>
<p>“O material que acabou sendo pesadamente afetado foi o do departamento de antropologia pela própria característica dos materiais. Mineralogia trabalha com meteoros que passam na estratosfera e resistem a temperaturas altíssimas. Os nossos objetos eram de madeira, palha, penas. Então esse material foi quase todo dizimado”, afirmou o antropólogo.</p>
<p>Após um longo trabalho de restauro, felizmente, vários itens deste acervo foram recuperados, como mantos, armas, colares e objetos de reza.</p>
<figure id="attachment_68927" aria-describedby="caption-attachment-68927" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Diretor-do-Museu-Nacional-Alexander-Kellner.-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-68927" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Diretor-do-Museu-Nacional-Alexander-Kellner.-Expresso-Carioca.jpg?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Diretor Do Museu Nacional, Alexander Kellner - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Diretor-do-Museu-Nacional-Alexander-Kellner.-Expresso-Carioca.jpg?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Diretor-do-Museu-Nacional-Alexander-Kellner.-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /></a><figcaption id="caption-attachment-68927" class="wp-caption-text">Diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner. &#8211; Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O diretor do museu, Alexander Kellner, explica que o investimento na recuperação é de R$ 445 milhões, e desse total já foram captados em torno de 60%. Ele também ressalta que o prazo final para a entrega da obra é 2028, mas várias etapas já estão sendo concluídas ao longo deste período, com uma proposta diferenciada de instituição.</p>
<p>“A gente não quer fazer um museu igual ao que era. Queremos fazer um museu moderno, sustentável, inclusivo e que, sobretudo, promova o diálogo com a sociedade”, disse o professor Alexander Kellner, diretor da instituição.</p>
<figure id="attachment_68932" aria-describedby="caption-attachment-68932" style="width: 365px" class="wp-caption alignright"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Parte-interna-do-Museu-Nacional-recuperada-apos-quatro-anos-do-incendio-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-68932" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Parte-interna-do-Museu-Nacional-recuperada-apos-quatro-anos-do-incendio-Expresso-Carioca.jpg?resize=365%2C243&#038;ssl=1" alt="Parte Interna Do Museu Nacional Recuperada Após Quatro Anos Do Incêndio - Expresso Carioca" width="365" height="243" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Parte-interna-do-Museu-Nacional-recuperada-apos-quatro-anos-do-incendio-Expresso-Carioca.jpg?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/02-Parte-interna-do-Museu-Nacional-recuperada-apos-quatro-anos-do-incendio-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /></a><figcaption id="caption-attachment-68932" class="wp-caption-text">Parte interna do Museu Nacional recuperada após quatro anos do incêndio. &#8211; Tânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A fachada do Museu, entregue restaurada este ano, é um dos primeiros resultados da revitalização. A obra envolveu em torno de 150 profissionais. Também já foram entregues grande parte da cobertura do primeiro bloco refeita e todas as esculturas de mármore restauradas. Para o ano de 2024, uma grande atração prevista é a abertura da sala do meteorito Bendegó e da escadaria monumental.</p>
<p>A diretora adjunta de integração Museu e Sociedade, Juliana Sayão, ressalta que o Museu Nacional é de grande importância para a população. E que as atividades não pararam com o fechamento do local devido ao incêndio.</p>
<p>“A gente criou vários projetos educativos e de extensão que permitiram esse contato. A gente teve Museu Nacional Vivo nas Escolas, em vez de receber as escolas no museu, a equipe do educativo ia até as escolas para desenvolver esse trabalho”.</p>
<p>A trajetória do Museu Nacional remonta à história do Brasil. Criado em 1818 por D. João VI, é a primeira instituição de pesquisa e o primeiro museu do país, construído com o objetivo de atender aos interesses de progresso cultural e econômico do Brasil na época. Seu acervo inclui peças de arqueologia, geologia, paleontologia, e zoologia, entre outras.</p>
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		<title>Museu Nacional recebe doação de manto tupinambá do século 17</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/museu-nacional-recebe-doacao-de-manto-tupinamba-do-seculo-17/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 13:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Manto Tupinambá]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com 1,80m de altura e milhares de penas vermelhas de pássaros guará, o manto tupinambá é uma peça imponente. Está guardado, ao lado de outros quatro mantos, no Museu Nacional da Dinamarca. Chegou a Copenhague em 1689, mas foi provavelmente produzido quase um século antes. A expectativa é que ele seja uma das principais peças [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com 1,80m de altura e milhares de penas vermelhas de pássaros guará, o manto tupinambá é uma peça imponente. Está guardado, ao lado de outros quatro mantos, no Museu Nacional da Dinamarca. Chegou a Copenhague em 1689, mas foi provavelmente produzido quase um século antes. A expectativa é que ele seja uma das principais peças do acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, já a partir do ano que vem, quando está prevista a reabertura parcial do prédio destruído por um incêndio em 2018. A doação do manto foi anunciada esta semana, depois de cerca de um ano de negociações entre as instituições dos dois países.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Além do valor estético e histórico para o Brasil, a doação da peça representa o resgate de uma memória transcendental para o povo tupinambá, como explica o antropólogo e curador das exposições etnológicas do Museu Nacional, João Pacheco de Oliveira. Os indígenas consideram o manto um material vivo, capaz de conectá-los diretamente com os ancestrais e as práticas culturais do passado.</p>
<p>“Nunca houve uma repatriação de um objeto etnográfico dos indígenas brasileiros dessa importância. O povo não faz essa peça há muitos séculos. Ela só aparece nas primeiras imagens dos cronistas do século 16. Depois desse período, teve todo um processo de guerra do governo português contra os tupinambás. Muitos morreram e povoados foram destruídos. Os que sobreviveram foram obrigados a abandonar língua e hábitos culturais”, diz João Pacheco.</p>
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<figure id="attachment_60527" aria-describedby="caption-attachment-60527" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/29-Manto-Tupinamba-e-devolvido-ao-Brasil-pela-Dinamarca-apos-mais-de-tres-seculos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-60527" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/29-Manto-Tupinamba-e-devolvido-ao-Brasil-pela-Dinamarca-apos-mais-de-tres-seculos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C499&#038;ssl=1" alt="Manto Tupinambá. Foto: Museu Nacional Da Dinamarca - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="463" height="499" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/29-Manto-Tupinamba-e-devolvido-ao-Brasil-pela-Dinamarca-apos-mais-de-tres-seculos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/29-Manto-Tupinamba-e-devolvido-ao-Brasil-pela-Dinamarca-apos-mais-de-tres-seculos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=278%2C300&amp;ssl=1 278w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-60527" class="wp-caption-text">Manto Tupinambá é devolvido ao Brasil pela Dinamarca após mais de três séculos. Foto: Museu Nacional da Dinamarca</figcaption></figure>
<p>O antropólogo explica que, além da equipe do Museu Nacional e da embaixada do Brasil na Dinamarca, representantes dos tupinambás tiveram papel fundamental no retorno do manto. A previsão é que eles continuem participando ativamente da curadoria da peça e ajudando a pensar as melhores formas de exposição para o público. Estudiosos indígenas já vêm contribuindo para ampliar o conhecimento que se tem sobre esse tipo de vestimenta.</p>
<p>“O manto aparece descrito em fontes do século 16 como parte de um ritual político antropofágico, quando prisioneiros eram sacrificados. Essas fontes mostram homens guerreiros usando o manto. Mas os pesquisadores indígenas dizem que os mantos não eram só dos guerreiros. Também eram usados pelas mulheres em outras ocasiões específicas ritualísticas”, disse.</p>
<p>“Certamente é uma peça extremamente solene. Não faz parte do cotidiano. O artesão que a produziu pode ter gasto meses ou mais de um ano para fazer algo dessa natureza”, completou.</p>
<h2>Cooperação entre museus</h2>
<p>O Museu Nacional da Dinamarca e o do Brasil também negociam acordos de cooperação em iniciativas educacionais. Um dos projetos já previstos é a digitalização da coleção brasileira que está na instituição europeia. Quanto ao acervo físico, o diretor do Museu Nacional Alexander Kellner diz que há um empenho para a instituição receba novas peças de valor histórico, como o manto tupinambá. Mas lembra que o país precisa investir constantemente no cuidado do seu patrimônio.</p>
<p>“Estamos pleiteando junto ao Ministério da Educação que no orçamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que é responsável pelo Museu Nacional, seja colocada uma linha orçamentária para manutenção e funcionamento do prédio e do acervo. Temos que mostrar ao mundo que nós sabemos fazer melhor, que nós vamos cuidar dessa e de outras peças que vamos receber”.</p>
<p>Segundo ele, o incêndio que destruiu o museu, em 2018, arranhou a imagem do país. Kellner entende que o Brasil tem a oportunidade de mostrar que aprendeu com a tragédia e merece repatriar outras peças. “E um dos pontos importantes é oferecer melhores normas de segurança para os visitantes e para o nosso patrimônio”.</p>
</div>
</div>
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		<title>Acervo do Museu Nacional renasce com novas abordagens de pesquisa</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/acervo-do-museu-nacional-renasce-com-novas-abordagens-de-pesquisa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jun 2022 23:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acervo etnográfico]]></category>
		<category><![CDATA[entomologia]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[A memória de povos indígenas, representada em mais de 40 mil objetos feitos de plumas, trançados, madeira e cerâmica no acervo etnográfico do Museu Nacional, não resistiu ao incêndio e ao desabamento do Palácio Paço de São Cristóvão, sede do Museu Nacional, em 2 de setembro de 2018. Mas, passados quase quatro anos da tragédia, a instituição comemora [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A memória de povos indígenas, representada em mais de 40 mil objetos feitos de plumas, trançados, madeira e cerâmica no acervo etnográfico do Museu Nacional, não resistiu ao incêndio e ao desabamento do Palácio Paço de São Cristóvão, sede do Museu Nacional, em 2 de setembro de 2018. Mas, passados quase quatro anos da tragédia, a instituição comemora nesta segunda-feira (6) 204 anos, em meio a um trabalho de reinventar como essas e tantas outras histórias devem ser reunidas, tratadas e contadas em futuras exposições, com reinauguração completa prevista para 2027.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Curador do acervo etnográfico, o antropólogo João Pacheco chama de depressão o sentimento que se seguiu ao incêndio, quando constatou que praticamente todas as peças de seu departamento tinam sido destruídas. &#8220;Existiam coleções históricas muito importantes, formadas ainda no Império, coleções formadas na República, por Marechal Rondon e Roquette Pinto. E também coleções mais recentes, feitas por vários antropólogos. Por mim, inclusive.&#8221;</p>
<p>Entre essas peças históricas, havia tesouros como uma máscara Tikuna desenhada por Jean-Baptiste Debret, durante a Missão Artística Francesa ao interior do Brasil, entre 1816 e 1831, e um escudo trançado Tukano descrito em 1861 pelo poeta Gonçalves Dias, que também se dedicou à etnografia.</p>
<p>Apesar da identificação dos dois artistas renomados que, de alguma forma, participaram do caminho feito por essas obras até chegar ao acervo, o Museu Nacional não sabia informar, por exemplo, quem foi o artesão responsável pelas peças, em que ano foram confeccionadas e como seus povos descreveriam a importância cultural e simbólica de cada uma. Pacheco diz que essa é a virada proposta para a nova coleção. &#8220;Não é questão de resgate, nem de reconstrução. É questão de renascimento. A nova coleção do Museu Nacional está surgindo de maneira muito diferente da antiga e muito mais adaptada aos padrões atuais de pensamento&#8221;, afirma o antropólogo.</p>
<p>Segundo Paheco, isso também garante um salto qualitativo para a produção científica. &#8220;As novas coleções estão sendo refeitas principalmente através do contato direto com os povos e comunidades indígenas. Nosso material é totalmente identificado pelos indígenas. Se tiver um colar, teremos o nome dele na língua indígena, as ocasiões em que ele é usado ritualmente, de que materiais ele é composto, e quem fez o objeto, quem foi o artesão e a comunidade que construiu, em que ano foi feito.&#8221;</p>
<p>O antropólogo explica que, além de recompor o acervo, o projeto visa trazer os indígenas para este processo e produzir resultados que levem um retorno a seus povos. Isso já está acontecendo em outro processo de aquisição de acervo, em que museus no Brasil e no exterior compartilharam com o Museu Nacional imagens de 12 mil peças de origem indígena brasileira que compõem suas coleções. É o caso de um manto sagrado Tupinambá, que foi levado para a Europa no fim do século 16 e está conservado há quase 500 anos. Ao obter imagens detalhadas dessa peça, o Museu Nacional as compartilhou com comunidades Tupinambás da atualidade, que passaram a trabalhar em reproduções e releituras da peça.</p>
<p>&#8220;Quando a gente manda esse material para os indígenas, cria-se uma conexão muito grande na cabeça deles, e o passado se junta com o presente deles. Eles podem começar a reproduzir a cultura material de um modo muito impressionante. Coisas que nunca viram e só ouviram os avós contarem, eles agora estão vendo. É uma iniciativa importante que está tendo repercussões na vida das comunidades&#8221;, acrescenta.</p>
<h2>Ciência sobre o resgate</h2>
<figure id="attachment_50137" aria-describedby="caption-attachment-50137" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-50137" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C1005&#038;ssl=1" alt="Intervenções Para Conservação E Tratamento Em Peças Da Coleção De Paleovertebrados - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="1005" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=640%2C853&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C200&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Intervencoes-para-conservacao-e-tratamento-em-pecas-da-colecao-de-paleovertebrados-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C1000&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-50137" class="wp-caption-text">Intervenções para conservação e tratamento em peças da coleção de paleovertebrados &#8211; Divulgação/Luciana Carvalho</figcaption></figure>
<p>Paleontóloga e curadora da coleção de paleovertebrados, Luciana Carvalho foi uma das coordenadoras do trabalho de resgate no sítio arqueológico em que os escombros do palácio se transformaram. Entre as tantas espécies fossilizadas que faziam parte do acervo, uma trouxe um alívio especial à pesquisadora quando foi encontrada nas escavações. &#8220;São dois blocos de vértebras e ossos de um dinossauro do Maranhão que ainda estava sendo descrito, uma espécie nova. Por serem blocos muito grandes, eles não cabiam nos armários e ficavam apoiados no chão. Quando o museu desabou, esse material recebeu o peso dos três andares. Quando escavamos a sala, começaram a aparecer os blocos e pensamos que estava [tudo] destruído, mas não estava. Estava igual a antes, só com marcas de fuligem&#8221;, lembra Luciana.</p>
<p>Para a paleontóloga, o material ainda é capaz de revelar a espécie nova, ainda sem nome, por meio da pesquisa científica.</p>
<p>Os armários a que Luciana se refere garantiram que boa parte da coleção sobrevivesse, e o acervo dos paleovertebrados ocupa estantes em uma área de 100 metros quadrados na nova reserva técnica do museu. Na semana passada,começou a avaliação, peça por peça, de quais danos os exemplares sofreram e a contagem de quantos exatamente foram resgatados, já que muitos saíram dos escombros em gavetas retiradas diretamente dos armários soterrados. De acordo com Luciana, este é um trabalho longo, porque a coleção tinha 7,7 mil exemplares, que chegavam a ter 12 mil peças, se fosse contado separadamente cada osso de um fóssil, por exemplo.</p>
<p>&#8220;Vai ser avaliado qual peça ainda pode fazer parte da coleção e servir como estudo tradicional e qual peça foi perdida. Tem também um meio termo. São peças que, apesar de não poderem mais fazer parte de um estudo tradicional, como o de reconhecer uma nova espécie, servem como outro tipo de estudo. Elas nos ajudam a entender como é o processo de incêndio, o que acontece com essas peças, e como podemos evitar ou minimizar uma situação como essa&#8221;, ressalta a paleontóloga.</p>
<p>A busca de referências para o trabalho de resgate mostrou que as pesquisas podem ser extremamente relevantes, porque a equipe não encontrou trabalhos que tratassem de como recuperar o acervo após o incêndio em um museu tão diverso quanto o Museu Nacional, onde havia desde documentos até múmias egípcias e fósseis de dinossauros. As primeiras conclusões já foram publicadas em dois livros: <em>500 Dias de Resgate: Memória, Coragem e Imagem</em>, voltado ao público em geral, e <em>Depois das Cinzas: Conservação Preventiva das Coleções Recuperadas pelo Núcleo de Resgate de Acervos do Museu Nacional,</em> destinado à comunidade científica, com o detalhamento de protocolos usados no resgate e na identificação e avaliação das peças. Tanto conhecimento adquirido inaugura no museu um novo campo de estudo para os pesquisadores da instituição.</p>
<p>&#8220;É o iniciozinho. A gente tem muita coisa para publicar, mas é o início dessa linha de pesquisa voltada para a compreensão do que é o incêndio em uma coleção, como atuar e como as peças agora resgatadas podem nos dizer e nos orientar em situações semelhantes&#8221;, conclui Luciana.</p>
<h2>Expedições e doações</h2>
<figure id="attachment_50136" aria-describedby="caption-attachment-50136" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-50136" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C534&#038;ssl=1" alt="Gavetas Entomológicas Com Exemplares De Borboletas E Mariposas Da Nova Coleção Do Museu - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="534" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=120%2C86&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/06/05-Gavetas-entomologicas-com-exemplares-de-borboletas-e-mariposas-da-nova-colecao-do-museu-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C531&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-50136" class="wp-caption-text">Gavetas entomológicas com exemplares de borboletas e mariposas da nova coleção do museu &#8211; Divulgação/Thamara Zacca</figcaption></figure>
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<p>Em uma visita ao Museu Nacional antes do incêndio, era impossível ficar indiferente à coleção de borboletas e mariposas, selecionadas em um acervo que contava com mais de 180 mil exemplares, reunidos desde o início do século 20. Considerado muito delicado, todo esse material estava armazenado no palácio e se perdeu.</p>
<p>A coleção era considerada referência para pesquisadores de todo o mundo, até pela biodiversidade da fauna brasileira. A bióloga Thamara Zacca lembra que chegou a fazer quatro visitas ao museu para completar a pesquisa de mestrado e doutorado em entomologia, o estudo dos insetos. Apaixonada pelo palácio e seu acervo, Thamara prestou concurso para ser professora da instituição no ano de 2018, mas a notícia de que o fogo havia destruído os exemplares que ela pretendia pesquisar causou desesperança.</p>
<p>&#8220;Quando vi o incêndio, eu pensei: ‘acabou qualquer sonho e chance de trabalhar no museu’. Eu estava fazendo um trabalho de campo, e uma amiga ligou e disse que o museu tinha pegado fogo. Eu fui atrás de um local que tivesse televisão para assistir e vi aquela cena. Na hora, é uma sensação de dor. Você não consegue entender o que está acontecendo. Passei um tempo sem conseguir falar sobre isso&#8221;, conta.</p>
<p>Thamara seguiu com sua pesquisa de pós-doutorado em São Paulo e até participou do trabalho de separação de 1 mil exemplares que a Universidade de Campinas doou ao Museu Nacional após o incêndio. No fim do ano de 2020, a bióloga foi surpreendida com a convocação no concurso que havia prestado antes da tragédia, e hoje ela é curadora da coleção de borboletas e mariposas do museu, tarefa que começou com o catálogo das peças que ela mesma havia ajudado a doar.</p>
<p>&#8220;É um trabalho de tentar não olhar tanto para trás e olhar o daqui para a frente. Os exemplares que existiam, por mais que se volte nessas áreas, não se consegue recompor. Então, é pensar em uma nova coleção&#8221;, diz ela. &#8220;Em 2018, houve essa primeira doação de 1 mil exemplares. Entre 2018 e dezembro de 2020, a coleção chegou a 2 mil exemplares. Com a minha chegada e, a partir de fevereiro de 2021, eu investi bastante em saídas de campo e coletas. Hoje, já estamos com quase 10 mil exemplares&#8221;.</p>
<p>A bióloga reconhece que o número é pequeno se comparado à imensidão do acervo anterior, mas destaca que representa um avanço importante. &#8220;É um número interessante e já permite começar a desenvolver algum tipo de pesquisa. Já temos exemplares de espécies não descritas pela ciência e espécies que não eram encontradas mais.&#8221;</p>
<p>Thamara lamenta que tenha que custear suas próprias expedições em busca de novos exemplares e conta com sete estudantes de graduação que se apresentaram como voluntários para ajudar no trabalho em seu laboratório, já que ainda não dispõe de bolsas de pós-graduação. &#8220;Já tirei muito dinheiro do meu próprio bolso, e não só eu. Vários pesquisadores fazem isso, porque, se não fizerem, não tem como fazer pesquisa.&#8221;</p>
<p>Mesmo assim, ela vê com otimismo o futuro da coleção e do museu. &#8220;Quando eu cheguei, fiz o cálculo de quantos anos eu precisaria trabalhar para ter aqueles 186 mil exemplares,e, obviamente, não me fez bem olhar dessa maneira&#8221;, pondera a bióloga, que usa o <a href="https://www.instagram.com/lapel.mn/" target="_blank" rel="noopener">Instagram</a> para divulgar o progresso do acervo sob sua curadoria. &#8220;Uma coleção biológica é mais do que números, é representatividade. Mesmo com 10 mil exemplares, ela abrange mais grupos de borboletas e mariposas do que tinha na coleção antiga. Então, meu foco é pensar na qualidade do material e pensar nas possibilidades de pesquisa com esse novo material.&#8221;</p>
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		<title>Quinta da Boa Vista é reformada para bicentenário da Independência</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/quinta-da-boa-vista-e-reformada-para-bicentenario-da-independencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2022 14:25:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bicentenário]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Independência do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Quinta da Boa Vista]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma]]></category>
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					<description><![CDATA[O parque da Quinta da Boa Vista, tradicional área de lazer da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, está passando por reformas para comemorar os 200 anos da independência do país. O local serviu de residência para o imperador Dom Pedro I, governante brasileiro que rompeu com Portugal e tornou o Brasil independente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O parque da Quinta da Boa Vista, tradicional área de lazer da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, está passando por reformas para comemorar os 200 anos da independência do país. O local serviu de residência para o imperador Dom Pedro I, governante brasileiro que rompeu com Portugal e tornou o Brasil independente em 7 de setembro de 1822.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A Quinta, como é conhecida, inclui o antigo palácio real (atual sede do Museu Nacional) e todo o terreno em volta do edifício. Também viveu ali o pai de Dom Pedro I, Dom João VI, monarca que, de 1808 a 1821, governou o império português sediado no Rio de Janeiro.</p>
<p>Dom João recebeu a Quinta como presente do negociante Elias Antônio Lopes, em 1809. E o local serviu como residência oficial para a família até 1889, quando Dom Pedro II, que nascera ali em 1825, teve que sair do país depois da proclamação da República.</p>
<h2>Reformas</h2>
<p>O parque recebeu tratamento paisagístico de Augusto François Marie Glaziou e do major Gomes Archer, de 1869 a 1875, e conserva até hoje a marca deste período.</p>
<p>A revitalização da área, que teve seu início oficial hoje (13), incluirá reformas nos monumentos, portões, calçadas, pontes, quadras esportivas, sistema de drenagem e banheiros, além da limpeza dos canais.</p>
<p>“Aqui é um dos lugares mais emblemáticos da nossa história, então estamos tendo um cuidado especial com essa obra. E essa é uma grande obra, porque além do parque, em si, teremos também [reformas] do entorno, avenida Dom Pedro II, Largo da Cancela, avenida São Cristóvão, que vão receber o Asfalto Liso [projeto de recapeamento de vias], para ficar tudo pronto para o dia 7 de setembro”.</p>
<p>As reformas custarão R$ 14,6 milhões apenas no interior do parque e têm previsão de conclusão até o dia 6 de setembro.</p>
<h2>Museu Nacional</h2>
<figure id="attachment_49262" aria-describedby="caption-attachment-49262" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-49262" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/13-Obras-na-sede-do-Museu-Nacional-apos-incendio-que-atingiu-o-palacio-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Obras Na Sede Do Museu Nacional, Após Incêndio Que Atingiu O Palácio - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/13-Obras-na-sede-do-Museu-Nacional-apos-incendio-que-atingiu-o-palacio-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/13-Obras-na-sede-do-Museu-Nacional-apos-incendio-que-atingiu-o-palacio-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/05/13-Obras-na-sede-do-Museu-Nacional-apos-incendio-que-atingiu-o-palacio-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-49262" class="wp-caption-text">Obras na sede do Museu Nacional, após incêndio que atingiu o palácio &#8211; Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
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<p>A residência propriamente dita, que hoje abriga o Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também está passando por obras, depois do grande incêndio que destruiu o edifício em setembro de 2018.</p>
<p>Segundo o diretor do Museu, Alexander Kellner, a previsão é que a reconstrução termine em 2027. Mas parte da reforma deve ser concluída a tempo das comemorações do bicentenário. “Pretendemos entregar parte [da obra] ainda para 7 de setembro”, afirmou Kellner.</p>
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		<title>Museu Nacional receberá tubarão-martelo encontrado no Rio de Janeiro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/museu-nacional-recebera-tubarao-martelo-encontrado-no-rio-de-janeiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jan 2022 22:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Tubarão-martelo]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 23 de dezembro, às vésperas do Natal, o pesquisador do Museu Emilio Goeldi, em Belém (PA), Alberto Akama, visitava pescadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, apenas por curiosidade, para observar os peixes capturados nas redes. Nesse dia, uma surpresa: um tubarão-martelo havia ficado enroscado em uma rede de pesca e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>No dia 23 de dezembro, às vésperas do Natal, o pesquisador do Museu Emilio Goeldi, em Belém (PA), Alberto Akama, visitava pescadores na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, apenas por curiosidade, para observar os peixes capturados nas redes.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Nesse dia, uma surpresa: um tubarão-martelo havia ficado enroscado em uma rede de pesca e já estava sem vida quando foi encontrado. Ciente do valor do achado, Akama prontamente entrou em contato com o Museu Nacional do Rio de Janeiro, onde o tubarão passará a fazer parte do acervo em exposição.</p>
<p>Visitar os pescadores da Colônia Z-13, na praia de Copacabana, para observar os peixes é rotina para Akama. Dessa vez, ele saiu com os pescadores César, Edson e Moisés. O tubarão-martelo estava na rede, próximo às Ilhas Cagarras, na altura de Ipanema. “Foi uma captura acidental”, conta Akama. “O tubarão se enroscou na rede e acabou morrendo”.</p>
<p>Foram necessárias três pessoas para carregar o animal, que pesa mais de 100 quilogramas (kg) e tem 2,5 metros. “Não é uma coisa rara encontrar tubarões, mas esse foi o maior que foi pescado no ano, com certeza”, diz. Akama logo pensou que seria interessante para o Museu Nacional do Rio de Janeiro contar com um exemplar de tubarão-martelo encontrado no mar carioca.</p>
<p>O animal representa também, de acordo com o pesquisador, a recuperação do meio ambiente. O local onde foi encontrado é próximo à Unidade de Conservação Monumento Natural das Ilhas Cagarras, criada pela Lei 12.229 em 2010. A unidade está localizada a aproximadamente 5 quilômetros da praia de Ipanema e é parte do cartão postal do Rio.</p>
<p>“[O local] estava bem deteriorado. A partir do momento que se torna monumento, foram retiradas toneladas de entulho, sujeira e lixo que as pessoas tinham deixado. Agora, as condições do monumento são diferentes”, explica, Akama. “[O tubarão] tem esse significado muito importante de que a vida marinha volta se voltarmos a cuidar”.</p>
<h2>Riscos a banhistas</h2>
<p>No mesmo dia em que foi encontrado, o tubarão-martelo da espécie <em>Sphyrna lewini</em> foi encaminhado ao museu. Akama entrou em contato com o amigo e colega de profissão Marcelo Britto, que é professor no Museu Nacional e especialista em peixes.</p>
<p>Britto, explica que o tubarão é também um registro histórico. “Ele é testemunho da ocorrência dessa espécie nas águas litorâneas do Rio de Janeiro. A preservação vai permitir que diversas gerações possam verificar isso”, diz.</p>
<p>Segundo o professor, não é comum encontrar tubarões-martelo no litoral carioca, ainda mais desse porte. Uma das hipóteses, de acordo com Britto, é que ele tenha sido atraído por algum cardume de peixes que caçava. Como se trata de um animal que precisa se mover com frequência, ter se enroscado na rede pode ter feito com que não tivesse oxigenação suficiente.</p>
<p>Britto conta ainda que a espécie não oferece risco aos banhistas uma vez que, apesar de serem avistadas da costa, as Ilhas Cagarras estão distantes da praia. Além disso, comparadas a outras espécies de tubarão, são raros os acidentes e ataques envolvendo tubarões-martelo.</p>
<p>A conservação deste exemplar em formol será possível porque, no ano passado, o museu adquiriu um tanque especial para armazenar o corpo de Margarida, tubarão fêmea da espécie mangona.</p>
<p>Margarida foi o primeiro grande tubarão a viver no AquaRio, aquário público situado no bairro da Gamboa, na Zona Central da cidade. Agora, segundo Britto, os dois tubarões dividirão o tanque.</p>
<h2>Recomposição do acervo</h2>
<p>Segundo o diretor do museu Alexandre Kellner, o tubarão chega ao museu por conta de uma conjunção de fatores: a pessoa certa, no lugar certo, e no momento em que a instituição está em campanha para a recomposição de seu acervo. Caso isso não tivesse ocorrido, “possivelmente, o tubarão teria sido descartado”, diz Kellner.</p>
<p>Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu Nacional localiza-se na Quinta da Boa Vista e é a mais antiga instituição científica do Brasil. Foi fundado por D.João VI em 1818.</p>
<p>Em 2018, um incêndio de grandes proporções arrasou exemplares raros, como esqueletos de animais pré-históricos, artefatos etnográficos e múmias.</p>
<p>Em uma área total de 21 mil metros quadrados (m²), sendo 11.417 m² de área construída, o Paço de São Cristóvão abrigava aproximadamente 5 mil itens nas salas de exposição e 3,5 milhões de itens no acervo da seção de Memória e Arquivo. De acordo com Kellner, o museu perdeu, no incêndio, 85% do acervo.</p>
<p>O diretor da instituição ressalta que o museu segue em intensa campanha para a recomposição do acervo. Mais informações sobre doações e outras ações podem ser obtidas no <a href="https://recompoe.mn.ufrj.br/" target="_blank" rel="noopener">portal #Recompõe</a>.</p>
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