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	<title>Mudanças Climáticas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Mudanças Climáticas &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Caravana da Resposta parte rumo à COP30 para denunciar megaprojetos do agronegócio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2025 17:01:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Indígenas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil lançaram a Caravana da Resposta, uma mobilização que percorrerá mais de 3 mil quilômetros entre Mato Grosso e Belém (PA) até a COP30, conferência climática da ONU marcada para novembro de 2025. O objetivo é denunciar os impactos da monocultura e dos grandes projetos logísticos do agronegócio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Indígenas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil lançaram a Caravana da Resposta, uma mobilização que percorrerá mais de 3 mil quilômetros entre Mato Grosso e Belém (PA) até a COP30, conferência climática da ONU marcada para novembro de 2025. O objetivo é denunciar os impactos da monocultura e dos grandes projetos logísticos do agronegócio sobre os povos tradicionais e os biomas da Amazônia e do Cerrado.</p>
<p>Mais de 300 participantes, entre representantes de comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e movimentos populares, seguirão pela chamada “rota da soja”, em um trajeto que combina estrada e rios. Durante o percurso, estão previstas manifestações culturais, atos públicos e rodas de diálogo com comunidades locais.</p>
<p>A etapa final será feita por barco, que funcionará como alojamento coletivo e cozinha solidária em Belém, garantindo a presença dos participantes durante a conferência climática. A ação busca contrapor o modelo de desenvolvimento baseado na exportação de commodities, que — segundo os organizadores — “concentra riqueza, destrói florestas e ameaça modos de vida”.</p>
<figure id="attachment_86495" aria-describedby="caption-attachment-86495" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-86495" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-Alessandra-Korap-Munduruku-lider-dos-povos-indigenas-Munduruku-da-Amazonia-brasileira-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Alessandra Korap Munduruku, Líder Dos Povos Indígenas Munduruku Da Amazônia Brasileira - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-Alessandra-Korap-Munduruku-lider-dos-povos-indigenas-Munduruku-da-Amazonia-brasileira-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-Alessandra-Korap-Munduruku-lider-dos-povos-indigenas-Munduruku-da-Amazonia-brasileira-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-Alessandra-Korap-Munduruku-lider-dos-povos-indigenas-Munduruku-da-Amazonia-brasileira-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-Alessandra-Korap-Munduruku-lider-dos-povos-indigenas-Munduruku-da-Amazonia-brasileira-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86495" class="wp-caption-text">Alessandra Korap Munduruku, líder dos povos indígenas Munduruku da Amazônia brasileira, fala durante o TEDxAmazônia &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>Corredores logísticos e resistência</h3>
<p>A mobilização é organizada pela Aliança Chega de Soja, criada em 2024 e formada por mais de 40 organizações socioambientais. Um dos principais focos da campanha é impedir a construção da Ferrogrão, ferrovia planejada para ligar Sinop (MT) a Itaituba (PA) e escoar a produção de grãos.</p>
<p>Estudos da Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio) indicam que o projeto pode causar até 49 mil km² de desmatamento, o equivalente a 30 vezes a área da cidade de São Paulo. Atualmente, a obra está suspensa por decisão liminar do STF, aguardando o retorno do julgamento após pedido de vista do ministro Flávio Dino.</p>
<p>Além da Ferrogrão, a caravana denuncia os projetos de hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, apontados como ameaças aos ecossistemas e aos territórios tradicionais. Os participantes defendem a agroecologia, a pesca artesanal e uma infraestrutura voltada às pessoas — e não ao lucro.</p>
<blockquote><p>“Querem transformar nossos rios em hidrovias mortas e nossas casas em corredores logísticos. Mas nós vamos defender nossos territórios, porque disso depende o futuro de todo mundo”, afirma a liderança indígena Alessandra Munduruku.</p></blockquote>
<h3>Um outro caminho possível</h3>
<p>A Caravana da Resposta também pretende destacar alternativas sustentáveis, com foco em agroecologia, sociobiodiversidade e economia solidária. O percurso de 14 dias seguirá pela BR-163, a “rodovia da soja”, e pelos rios Tapajós e Amazonas, com paradas em Miritituba e Santarém para atividades conjuntas com comunidades locais.</p>
<p>Em Belém, os participantes se juntarão à Cúpula dos Povos e à COP do Povo, eventos paralelos à conferência oficial da ONU, reforçando o protagonismo dos povos da floresta na construção de uma agenda climática justa, inclusiva e anticolonial.</p>
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		<title>Mudança climática: árvores gigantes da Amazônia guardam segredos valiosos para a ciência</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mudanca-climatica-arvores-gigantes-da-amazonia-guardam-segredos-valiosos-para-a-ciencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2025 13:12:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[angelim-vermelho]]></category>
		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Floresta Amazônica]]></category>
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					<description><![CDATA[No Dia da Amazônia (5/9), especialistas reforçam a importância de proteger as chamadas árvores gigantes, como o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), que pode ultrapassar 80 metros de altura e armazenar quantidades impressionantes de carbono. Em 2022, pesquisadores localizaram no município de Almeirim (PA) o maior exemplar já registrado no Brasil: um angelim-vermelho de 88,5 metros, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Dia da Amazônia (5/9), especialistas reforçam a importância de proteger as chamadas árvores gigantes, como o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), que pode ultrapassar 80 metros de altura e armazenar quantidades impressionantes de carbono.</p>
<p>Em 2022, pesquisadores localizaram no município de Almeirim (PA) o maior exemplar já registrado no Brasil: um angelim-vermelho de 88,5 metros, o equivalente a um prédio de 30 andares. Ao todo, já são 20 árvores com mais de 70 metros encontradas na região do Rio Jari, entre o Pará e o Amapá.</p>
<p>Segundo o pesquisador Diego Armando Silva (IFAP), uma única árvore pode concentrar até 80% da biomassa de um hectare, o que a torna peça-chave no combate às mudanças climáticas. Estimativas iniciais sugerem que esses exemplares podem ter entre 400 e 500 anos de idade, funcionando como verdadeiros arquivos da história da floresta.</p>
<figure id="attachment_85518" aria-describedby="caption-attachment-85518" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-85518" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Angelim Vermelho Na Floresta Estadual Do Paru, No Pará - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/09/05-Angelim-vermelho-na-Floresta-Estadual-do-Paru-no-Para-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-85518" class="wp-caption-text">Angelim-vermelho na Floresta Estadual do Paru, no Pará &#8211; Foto: Fundação Amazônia Sustentável/Divulgação</figcaption></figure>
<h3><strong>Ameaças e proteção</strong></h3>
<p>Apesar de seu valor ambiental, muitas dessas árvores estão fora de unidades de conservação ou em áreas que permitem exploração madeireira. A diretora da Rede Pró-UC, Ângela Kuczach, alerta:</p>
<blockquote><p>“O maior angelim-vermelho do Brasil é a terceira maior árvore do mundo, mas estava em área de manejo florestal. Sem proteção efetiva, corre risco de desaparecer.”</p></blockquote>
<p>A mobilização de ambientalistas levou à criação do Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia (Pagam), em 2024, no Pará, com 560 hectares de proteção integral. No entanto, a pressão do garimpo, desmatamento e grilagem ainda ameaça a região.</p>
<h3><strong>Próximos passos</strong></h3>
<p>Pesquisadores defendem a ampliação da proteção e o avanço nos estudos. O plano é criar um comitê gestor e um programa de monitoramento para avaliar de forma mais detalhada o impacto dessas árvores na absorção de carbono, no ciclo das chuvas e na biodiversidade amazônica.</p>
<p>“Ainda podemos descobrir árvores gigantes fora de áreas protegidas. Se não agirmos rápido, elas podem desaparecer antes mesmo de serem conhecidas pela ciência”, alerta Kuczach.</p>
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		<title>Natureza, Agricultura e Produtores: Uma aliança necessária para o futuro sustentável</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/natureza-agricultura-e-produtores-uma-alianca-necessaria-para-o-futuro-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 13:49:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[princípios básicos]]></category>
		<category><![CDATA[Produção de alimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[O renomado cientista paquistanês Rattan Lal, integrante da equipe vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2007, destaca que a agricultura pode ser uma grande aliada no combate às mudanças climáticas, desde que sejam seguidos princípios técnicos sustentáveis. Em visita a Brasília para um evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre cooperação agrícola [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O renomado cientista paquistanês Rattan Lal, integrante da equipe vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2007, destaca que a agricultura pode ser uma grande aliada no combate às mudanças climáticas, desde que sejam seguidos princípios técnicos sustentáveis.</p>
<p>Em visita a Brasília para um evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre cooperação agrícola entre Brasil e África, Lal reforçou que natureza, agricultura e produtores devem atuar em conjunto. &#8220;A atividade agrícola também retira carbono da atmosfera&#8221;, afirmou.</p>
<h3>Os Cinco Princípios para uma Agricultura Sustentável</h3>
<p>Segundo Rattan Lal, a produção eficiente de alimentos depende mais da qualidade técnica do cultivo do que da extensão de terra utilizada. Ele elenca cinco princípios fundamentais:</p>
<ol>
<li><strong>Evitar a Aragem do Solo</strong>: Essa prática tradicional degrada a qualidade do solo e deve ser substituída por técnicas de conservação.</li>
<li><strong>Manter a Cobertura Vegetal</strong>: A proteção do solo após a colheita reduz a erosão e melhora a retenção de nutrientes.</li>
<li><strong>Gerenciar Nutrientes de Forma Integrada</strong>: O uso de fertilizantes químicos deve ser moderado e aplicado apenas quando necessário.</li>
<li><strong>Rotacionar Culturas</strong>: Alternar os tipos de cultivo aumenta a fertilidade do solo e reduz a incidência de pragas.</li>
<li><strong>Integrar Lavoura, Pecuária e Floresta</strong>: Esse modelo promove um ecossistema equilibrado e maximiza a produtividade.</li>
</ol>
<p>Lal destaca a importância da preservação de florestas como a Amazônica e a do Congo para a captura de carbono. Ele também sugere políticas de remuneração para populações locais manterem as árvores em pé.</p>
<h3>Parcerias Brasil-África para a Segurança Alimentar</h3>
<p>A cooperação entre Brasil e África visa compartilhar conhecimentos agrícolas para combater a fome e melhorar a produtividade no continente africano. Para Lal, essa parceria também beneficiará o Brasil, que poderá aplicar soluções inovadoras em regiões com condições similares, como o Cerrado.</p>
<h3>Eficiência na Produção de Alimentos</h3>
<p>Com uma população mundial de 8,2 bilhões de pessoas e uma previsão de crescimento para 10 bilhões em 25 anos, Lal defende que a agricultura seja vista como solução, não como problema. Atualmente, 5,2 bilhões de hectares são utilizados para agricultura, sendo 1,5 bilhão destinado à produção de alimentos e 3,7 bilhões para pecuária. Com técnicas avançadas, apenas metade dessa área seria necessária para suprir a demanda global.</p>
<p>No entanto, cerca de 35% dos alimentos produzidos são desperdiçados, evidenciando a necessidade de soluções para evitar perdas e otimizar a distribuição.</p>
<h3>Agricultura Urbana: Um Caminho para o Futuro</h3>
<p>A produção de alimentos em centros urbanos tem ganhado espaço por meio de técnicas como a hidroponia e a aeroponia, que utilizam soluções nutritivas em água ou névoa, dispensando o uso de solo.</p>
<p>Lal destaca que grandes cidades consomem milhares de toneladas de comida diariamente e que a agricultura urbana pode atender até 20% da demanda por alimentos frescos, tornando-se uma alternativa sustentável para o futuro.</p>
<h3>A Relação entre Solo e Paz Mundial</h3>
<p>Professor emérito da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, Rattan Lal acumula importantes premiações, como o World Food Prize e o Japan Prize. Ao refletir sobre a conexão entre o uso do solo e a paz mundial, ele é categórico: &#8220;Sem terra, povos e pessoas brigam. A produção de alimentos é um assunto político, além de científico&#8221;.</p>
<p>Com princípios sustentáveis e políticas adequadas, a agricultura pode ser uma ferramenta poderosa para garantir a segurança alimentar e a estabilidade global.</p>
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		<title>Prefeitos cobram apoio para enfrentar mudanças climáticas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/prefeitos-cobram-apoio-para-enfrentar-mudancas-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 14:24:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro de Prefeitos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[As mudanças climáticas têm impactado diretamente os municípios brasileiros, e prefeitos de diversas regiões do país se reuniram em Brasília para discutir estratégias e buscar apoio para enfrentar os desafios impostos por eventos extremos. No encontro, que reuniu representantes de 3,3 mil cidades, gestores municipais reforçaram a necessidade de capacitação e recursos para lidar com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As mudanças climáticas têm impactado diretamente os municípios brasileiros, e prefeitos de diversas regiões do país se reuniram em Brasília para discutir estratégias e buscar apoio para enfrentar os desafios impostos por eventos extremos. No encontro, que reuniu representantes de 3,3 mil cidades, gestores municipais reforçaram a necessidade de capacitação e recursos para lidar com enchentes, avanço do mar, secas e outros fenômenos que vêm se intensificando.</p>
<p>No arquipélago do Marajó (PA), por exemplo, o prefeito de Soure, Paulo Victor Silva, destacou como os padrões climáticos se tornaram imprevisíveis. “Antes, sabíamos que a maré ficava mais alta em março e nos preparávamos. Agora, isso acontece em meses variados, como setembro, dezembro e janeiro”, relatou. Segundo ele, moradores que dependem da natureza para seu sustento enfrentam uma realidade cada vez mais instável.</p>
<h3>Capacitação para enfrentamento de desastres</h3>
<p>Durante o evento, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, enfatizou a importância de preparar os prefeitos para agir diante de desastres ambientais. Uma das iniciativas apresentadas foi a plataforma <em>Prefeitar</em>, que permite simulações dinâmicas de emergência para orientar gestores sobre como acionar a Defesa Civil e organizar respostas rápidas a crises climáticas.</p>
<p>A secretária executiva adjunta da SRI, Juliana Carneiro, explicou que muitos gestores desconhecem os trâmites burocráticos necessários para acessar recursos federais. “Às vezes, o prefeito não sabe que precisa entrar no sistema da Defesa Civil e preencher corretamente os formulários para que a situação de emergência seja reconhecida e os auxílios sejam liberados”, pontuou.</p>
<h3>Pequenos municípios também são afetados</h3>
<p>Independentemente do tamanho das cidades, os impactos da crise climática são sentidos em todo o país. Edemark Pinheiro, prefeito de Santo Antônio do Jacinto (MG), afirmou que as enchentes vêm se tornando cada vez mais frequentes entre outubro e março, gerando prejuízos à população. Já em Orindiúva (SP), cidade com 7 mil habitantes, a prefeita Mireli Martins reforçou que a gestão municipal precisa se adaptar. “Meu município não tinha Defesa Civil, e nós criamos uma. Isso aumenta os custos, mas é fundamental estar preparado para qualquer situação”, afirmou.</p>
<p>O presidente da Associação Brasileira de Municípios, Ary Vanazzi, ressaltou que os prefeitos devem assumir um papel ativo no enfrentamento da crise climática. “Muitos acham que esse é um problema do governo federal ou de instâncias internacionais, mas a crise climática começa no município. Cada gestor precisa tomar consciência disso”, alertou.</p>
<p>Diante do cenário de mudanças climáticas cada vez mais evidentes, prefeitos saíram do encontro com um consenso: é urgente agir para mitigar os impactos ambientais e garantir que suas cidades estejam preparadas para os desafios que o futuro reserva.</p>
<p><em>Fonte: Agência Brasil</em></p>
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		<title>Governo do Estado assina contrato com a UFRJ para enfrentamento às mudanças climáticas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-do-estado-assina-contrato-com-a-ufrj-para-enfrentamento-as-mudancas-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Oct 2024 15:04:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Rossi]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Governo do Estado]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Seas]]></category>
		<category><![CDATA[UFRJ]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), deu um importante passo na luta contra os impactos das mudanças climáticas. Nesta terça-feira (15/10), o governador Cláudio Castro assinou um contrato com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a execução do Programa Rio Clima II. O projeto, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo do Estado, por meio da Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), deu um importante passo na luta contra os impactos das mudanças climáticas. Nesta terça-feira (15/10), o governador Cláudio Castro assinou um contrato com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para a execução do Programa Rio Clima II. O projeto, que contará com um aporte de R$ 4 milhões e terá a duração de dois anos, tem como principal objetivo desenvolver ações que contribuam para a adaptação e mitigação dos riscos associados às mudanças climáticas.</p>
<p>Entre as iniciativas planejadas estão a atualização do Plano Estadual de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, a criação do &#8220;Portal de Gestão de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas&#8221;, e a realização de estudos focados em compensação de carbono nas áreas de agricultura, florestas e uso da terra. O programa também prevê a criação de um sistema de certificação de créditos florestais para o Estado do Rio de Janeiro.</p>
<p><em>– Essa parceria com a UFRJ permitirá aprimorar a comunicação, a transparência, o planejamento e a identificação das vulnerabilidades sociais e ambientais do nosso estado. A questão ambiental e a adaptação às mudanças climáticas são prioridades inadiáveis. Estamos agindo com urgência para reduzir os impactos, assegurando mais segurança para a população fluminense</em> – declarou o governador Cláudio Castro.</p>
<p><strong>Segunda fase do Rio Clima I</strong></p>
<p>O Programa Rio Clima II é uma extensão do Rio Clima I. Nesta nova fase, o foco será a identificação das vulnerabilidades sociais e ambientais do estado, com o objetivo de fortalecer os instrumentos de gestão voltados para o desenvolvimento sustentável. A parceria com o Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais da UFRJ permitirá a realização de estudos e projetos voltados à descarbonização, adaptação e resiliência climática.</p>
<p><em>– Os efeitos das mudanças climáticas têm sido cada vez mais devastadores para nossas economias, modos de vida, saúde, ecossistemas e infraestrutura. A colaboração entre o Poder Executivo e a academia, com seus pesquisadores especializados, é fundamental para otimizar os processos de adaptação climática</em> – destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.</p>
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		<title>Marina Silva defende criação de marco regulatório de emergência climática</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/marina-silva-defende-criacao-de-marco-regulatorio-de-emergencia-climatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2024 18:15:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[emergências climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Extremos Climáticos]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, nesta quarta-feira (4), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou a gravidade das mudanças climáticas no Brasil, especialmente para o bioma Pantanal, que corre risco de desaparecer até o final do século. Ela pediu ao Congresso a criação de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado, nesta quarta-feira (4), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou a gravidade das mudanças climáticas no Brasil, especialmente para o bioma Pantanal, que corre risco de desaparecer até o final do século. Ela pediu ao Congresso a criação de um marco regulatório de emergência climática, citando que 1.942 municípios já estão em situação de risco climático extremo.</p>
<p>Marina Silva destacou que o aumento das queimadas, desmatamentos e mudanças no regime hídrico são fatores que agravam a situação, colocando o Pantanal, a Amazônia e o Cerrado em situações críticas. Segundo a ministra, o fenômeno de baixa precipitação e alta evapotranspiração pode comprometer o ciclo de cheias do Pantanal, afetando a vegetação e a biodiversidade da região.</p>
<p>Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostraram um aumento alarmante de queimadas, com 68,3 mil focos registrados em agosto de 2024, um crescimento de 144% em comparação ao mesmo período de 2023.</p>
<p>Marina também negou cortes no orçamento da pasta e defendeu a continuidade de políticas públicas fundamentadas em evidências, como o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) e no Cerrado (PPCerrado). Ela apontou que, sem as ações implementadas pelo atual governo, a situação ambiental do país estaria &#8220;incomparavelmente pior&#8221;.</p>
<p>A presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, senadora Leila Barros, também destacou a urgência da adaptação ao cenário de emergência climática e prestou homenagem ao brigadista Wellington dos Santos, que morreu combatendo incêndios no Parque Indígena do Xingu.</p>
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		<title>Adaptação das cidades à crise climática exige mudança de paradigma</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/adaptacao-das-cidades-a-crise-climatica-exige-mudanca-de-paradigma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 May 2024 16:14:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[crise climática]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[A reconstrução das cidades gaúchas e a adaptação dos territórios urbanos à crise climática exigem uma mudança de paradigma, com estratégias de mitigação de impactos climáticos em confluência com a preservação dos recursos naturais e modelos baseados em soluções da natureza. A avaliação é de especialistas ouvidos. O coordenador de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A reconstrução das cidades gaúchas e a adaptação dos territórios urbanos à crise climática exigem uma mudança de paradigma, com estratégias de mitigação de impactos climáticos em confluência com a preservação dos recursos naturais e modelos baseados em soluções da natureza. A avaliação é de especialistas ouvidos.</p>
<figure id="attachment_76933" aria-describedby="caption-attachment-76933" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-76933" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-Coordenador-de-Justica-Climatica-do-Greenpeace-Brasil-Igor-Travassos-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C314&#038;ssl=1" alt="Coordenador De Justiça Climática Do Greenpeace Brasil, Igor Travassos - Expresso Carioca" width="463" height="314" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-Coordenador-de-Justica-Climatica-do-Greenpeace-Brasil-Igor-Travassos-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-Coordenador-de-Justica-Climatica-do-Greenpeace-Brasil-Igor-Travassos-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-Coordenador-de-Justica-Climatica-do-Greenpeace-Brasil-Igor-Travassos-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-76933" class="wp-caption-text">Coordenador de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Igor Travassos &#8211; Fael Miranda/ASCOM Talíria Petrone</figcaption></figure>
<p>O coordenador de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Igor Travassos, reforça que é preciso se adaptar a essa realidade de ocorrência de eventos climáticos extremos. “Não adianta a gente simplesmente reconstruir as coisas do mesmo jeito, a gente já entendeu que as estruturas vão ser impactadas, onde chega o nível do rio”, diz. Ele defende um processo participativo de reconstrução das cidades afetadas pelas enchentes no Sul do país, junto à população dos territórios mais impactados e a pesquisadores.</p>
<p>Além disso, Travassos avalia que a prevenção e a resposta a esses eventos têm que ser política prioritária em todas as esferas de governo. “Porque se adaptar a essa realidade é garantir, sobretudo, o direito constitucional à vida das pessoas. Tem pessoas morrendo diante de eventos climáticos extremos, a gente precisa garantir políticas públicas que assegurem o direito à vida dessas pessoas”, diz.</p>
<p>Entre as ações, estão o incentivo à cultura de prevenção e planos de adaptação às mudanças climáticas e de gestão de risco e desastre. No entanto, ele enfatiza que os planos precisam sair do papel.</p>
<blockquote><p>“O que a gente precisa é que exista a vontade política e o orçamento público destinado para a efetivação desse plano. Antes de tudo, é colocar como prioridade. Prevenção e adaptação às mudanças climáticas e resposta a eventos climáticos extremos têm que ser política prioritária, tanto em orçamento, como prioridade de ações e medidas do poder público, seja ele municipal, estadual ou federal”, destaca o coordenador do Greenpeace Brasil.</p></blockquote>
<p>“A gente vem num contexto, nas últimas décadas, de intensificação desses eventos climáticos extremos. No ano passado, por exemplo, no Rio Grande do Sul, as comportas do Guaíba foram acionadas mais de uma vez, a gente lidou com eventos de grande proporção que ocasionaram mortes. Já tinha sinais de que precisava de um investimento pesado e de que isso fosse colocado como prioridade”, aponta.</p>
<p>Com base nos dados da Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, o Greenpeace Brasil identificou que somente R$ 7,6 milhões da LOA do Rio Grande do Sul, de um total de mais de R$ 80 bilhões foram destinados para ações da Defesa Civil. O montante equivale a apenas 0,009% da receita total do estado, o que é “escandaloso”, na avaliação de Travassos. Considerando apenas as ações da Defesa Civil relacionadas à prevenção, resposta, emergência e reconstrução, o valor é ainda menor, cerca de R$ 5 milhões.</p>
<h2>Ações locais</h2>
<p>Apesar da necessidade de um plano nacional de adaptação às mudanças climáticas, o especialista ressalta que é “importante entender que adaptação não é receita de bolo” e que cada território vai lidar de uma forma diferente com a questão. Isso porque cada região tem diferenças geológicas, hidrológicas e sociais. Ele aponta a necessidade de análise e mapeamento de risco dos territórios para que, a partir daí, seja feita uma adaptação.</p>
<p>Em relação à cultura de prevenção, ele ressalta que deve haver um planejamento de evacuação, as pessoas precisam saber em que local se abrigar e o que fazer com animais de estimação, por exemplo, diante de tais eventos. “Não adianta a gente instalar sirene se a gente não souber o que fazer quando ela disparar.” Sobre estruturas nas cidades, ele cita obras de contenção de encostas onde há risco de deslizamento e soluções baseadas na natureza.</p>
<p>“Por muito tempo, a gente fez uma cultura de impermeabilizar tudo, de uma estrutura cinza na cidade. A gente precisa urgentemente criar outras formas de escoamento e de absorção da água pelo solo. Inclusive, a própria restauração das áreas degradadas é também para isso, para estimular que o solo e a natureza cumpram seu papel de absorção da água”, diz.</p>
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<h2>Estratégias de drenagem</h2>
<figure id="attachment_76934" aria-describedby="caption-attachment-76934" style="width: 463px" class="wp-caption alignright"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-76934" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-Paulo-Pellegrino-professor-da-Faculdade-de-Arquitetura-e-Urbanismo-da-USP-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C316&#038;ssl=1" alt="Paulo Pellegrino, Professor Da Faculdade De Arquitetura E Urbanismo Da USP - Expresso Carioca" width="463" height="316" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-Paulo-Pellegrino-professor-da-Faculdade-de-Arquitetura-e-Urbanismo-da-USP-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-Paulo-Pellegrino-professor-da-Faculdade-de-Arquitetura-e-Urbanismo-da-USP-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C205&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/05/19-Paulo-Pellegrino-professor-da-Faculdade-de-Arquitetura-e-Urbanismo-da-USP-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C102&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-76934" class="wp-caption-text">Paulo Pellegrino, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP &#8211; Leonor Calasans/IEA-USP</figcaption></figure>
<p>O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo Paulo Pellegrino lembra que o modelo atual de drenagem nas cidades tende a se livrar das águas. “Tem uma sequência de superfícies impermeáveis que vai levando a água cada vez mais rapidamente, em maior volume, ladeira abaixo. Quer dizer, rumo ao rio, rumo aos principais canais, às planícies de alagamento, nos pontos onde as águas se acumulam lá embaixo”, explica. No contexto da crise climática, ele avalia que tais modelos têm que ser revistos.</p>
<blockquote><p>“Se nós continuarmos usando as mesmas ideias antigas de condução das águas, de tentar conter as águas e fazer estruturas de cimento, concreto e alvenaria para se proteger das águas, vai ser uma perda de tempo. Vai ser muito dinheiro jogado fora se tentarmos reconstruir a mesma infraestrutura que estava antes lá”, diz o professor sobre a reconstrução no Sul.</p></blockquote>
<p>Para o urbanista, as cidades precisam abrir espaços para as águas. “Nós estamos presenciando fenômenos extremos, de muita água caindo em pouco tempo, em uma frequência muito maior do que era previsto. Quando chega a esse ponto, você vai ter que forçosamente mudar o seu paradigma”, diz. Para mitigação dos impactos de chuvas intensas, são necessárias estratégias para reter a água e reduzir a velocidade desse fluxo, evitando que seja direcionada uma grande quantidade de água para um mesmo lugar.</p>
<p>“Tem que desenhar, por exemplo, nessas áreas que são factíveis de se receber água, áreas para plantio de culturas que recebam inundações periódicas, parques alagáveis, áreas de recuperação ambiental, ou outras estruturas de usos que podem ser amigáveis com as águas, receber e devolver as águas, e até tratá-las nesse caminho”, aponta o urbanista, que também defende a eficácia de modelos baseados nas soluções da natureza.</p>
<p>Pellegrino cita exemplos de outros países, como cidades na China que estão tornando seus solos mais permeáveis, numa solução que ficou conhecida como cidades-esponja. &#8220;São grandes espaços que estão sendo abertos, para que recebam e absorvam as águas.”</p>
<p>Ele acrescenta que a cidade de Bangkok, capital da Tailândia, também está sofrendo muito com o aumento do nível das águas. Diante dessa realidade, em espaços que eram totalmente impermeáveis, estão sendo criados grandes parques alagáveis, relata o professor.</p>
<p>Além de garantirem espaços permeáveis para as águas, as superfícies de água, as áreas úmidas e com vegetação podem ser utilizadas para lazer quando as águas baixam. Elas se configuram ainda como ilhas de frescor na paisagem urbana, um sistema de condicionamento climático. “O sistema tradicional que eliminava a água, que enterrava em galerias subterrâneas e canalizava córregos em concreto, aumenta a temperatura, deixando a cidade mais suscetível a ondas de calor”, diz.</p>
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		<title>PL sobre adaptação a mudanças climáticas é aprovado no Senado</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pl-sobre-adaptacao-a-mudancas-climaticas-e-aprovado-no-senado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2024 16:07:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jaques Wagner]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[PL 4.129/2021]]></category>
		<category><![CDATA[Senado]]></category>
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					<description><![CDATA[O Senado Federal aprovou, na noite dessa quarta-feira (15), o Projeto de Lei (PL) 4.129/2021, que estabelece regras para a elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas. Aprovado no plenário em votação simbólica, o texto substitutivo foi apresentado pelo relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Jaques Wagner (PT-BA). Como houve modificações, [&#8230;]]]></description>
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<p>O Senado Federal aprovou, na noite dessa quarta-feira (15), o Projeto de Lei (PL) 4.129/2021, que estabelece regras para a elaboração de planos de adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>Aprovado no plenário em votação simbólica, o texto substitutivo foi apresentado pelo relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Jaques Wagner (PT-BA). Como houve modificações, a proposta foi enviada à Câmara dos Deputados, para nova análise.</p>
<p>O texto reúne diretrizes propostas para a gestão e a redução do risco climático, a partir da adoção de medidas econômicas e socioambientais com o objetivo de adaptar os sistemas produtivos e de infraestrutura. A proposta determina a elaboração de um plano nacional de adaptação à mudança do clima, que deverá ser elaborado em um ano e orientará planos estaduais e municipais.</p>
<p>Além de alinhados à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, os planos deverão fomentar a agricultura de baixo carbono e garantir segurança alimentar e nutricional, hídrica e energética.</p>
<p>No relatório, Jaques Wagner destaca a urgência apontada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas na efetivação de medidas que garantam a segurança aos sistemas naturais e humanos:</p>
<blockquote><p>“As regras propostas harmonizam-se com os preceitos constitucionais que determinam o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e à sadia qualidade de vida.”</p></blockquote>
<p>O PL de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) foi aprovado pela Câmara dos Deputados em dezembro de 2022. No Senado, foi modificado na Comissão de Meio Ambiente e posteriormente na CCJ.</p>
<p>A proposta será ainda revisada pela Câmara dos Deputados para análise das alterações. Se aprovadas, o PL será enviado à sanção presidencial.</p>
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		<title>Nova onda de desabrigados começa a chegar aos abrigos de Porto Alegre</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/nova-onda-de-desabrigados-comeca-a-chegar-aos-abrigos-de-porto-alegre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2024 13:29:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[Desabrigados]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
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					<description><![CDATA[Porto Alegre conta com cerca de 13 mil desabrigados, distribuídos em 130 abrigos, segundo dados da prefeitura. Só no centro de triagem montado no Clube Geraldo Santana, na zona leste, já passaram 15 mil pessoas, sendo que uma boa parte se realocou na casa de amigos ou parentes, o que os coloca na situação de [&#8230;]]]></description>
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<p>Porto Alegre conta com cerca de 13 mil desabrigados, distribuídos em 130 abrigos, segundo dados da prefeitura. Só no centro de triagem montado no Clube Geraldo Santana, na zona leste, já passaram 15 mil pessoas, sendo que uma boa parte se realocou na casa de amigos ou parentes, o que os coloca na situação de desalojados.</p>
<p>Porém, nos últimos dias, um outro perfil de desabrigado tem chegado ao local. São pessoas que relutaram em sair de suas casas, com medo de saques, mas que ficaram sem comida ou condições básicas de moradia, pediram resgate e agora buscam auxílio.</p>
<p>Ao acessarem o centro de triagem, todos recebem atendimento psicológico e um kit básico, com roupas, artigos de higiene e comida. Após, são encaminhados a algum abrigo mais próximo, que tenha capacidade de atendimento.</p>
<p>Um desses, que atualmente possui cerca de 200 desabrigados, funciona no Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE), no bairro Menino Deus. Lá, encontram-se 60 crianças e 22 idosos. Além disso, o espaço também acolhe os bichinhos de estimação, juntamente com seus donos:19 cães, três gatos, um porquinho da Índia e uma porca.</p>
<p>Segundo os funcionários da prefeitura, como está prevista mais chuvas ao longo dos próximos dias, juntamente com a chegada de uma nova frente fria, é possível que o fluxo de desabrigados continue. Entre os donativos que os abrigos vem recebendo, como roupas e alimentos, eles pedem agora dois artigos essenciais: roupas de frio e cobertores.</p>
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		<title>Climatologista aponta risco de mais desastres ambientais no mundo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/climatologista-aponta-risco-de-mais-desastres-ambientais-no-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2024 13:16:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Nobre]]></category>
		<category><![CDATA[Chuvas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>
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					<description><![CDATA[Chuvas intensas como as que ocorrem no Rio Grande do Sul são eventos extremos com tendência de ser mais frequentes em todo o mundo. Segundo o pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e co-presidente do Painel Científico para a Amazônia, Carlos Nobre, é preciso haver conscientização sobre as mudanças [&#8230;]]]></description>
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<p>Chuvas intensas como as que ocorrem no Rio Grande do Sul são eventos extremos com tendência de ser mais frequentes em todo o mundo. Segundo o pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e co-presidente do Painel Científico para a Amazônia, Carlos Nobre, é preciso haver conscientização sobre as mudanças climáticas.</p>
<p>“Todo mundo precisa abrir o olho. No mundo inteiro, esses fenômenos extremos estão acontecendo. Em 2021 tivemos recorde de chuvas em uma parte da Europa, e morreram mais de 100 pessoas. Em 2022, houve recorde de chuva no Grande Recife e, em duas horas, em Petrópolis. No ano passado, em fevereiro, tivemos o maior volume de chuva da história do Brasil com 600 milímetros (mm) em 24 horas no litoral norte de São Paulo, na cidade de São Sebastião”, disse o climatologista em entrevista.</p>
<p>Carlos Nobre destacou ainda as temperaturas extremas que estão ocorrendo, com o registro de 2023 e parte de 2024 como os anos mais quentes da história em um longo período.</p>
<p>“O Instituto Climático Copernicus mostrou que foram os anos mais quentes em 125 mil anos. Para ver a temperatura a que o planeta Terra chegou no ano passado e neste ano, tem que ir ao último período interglacial, 125 mil anos atrás. Esses fenômenos extremos, quando os oceanos estão muito quentes, marcaram recordes no ano passado e neste ano. Com isso, evapora muita água, e a água é o alimento de chuvas muito intensas em um lugar ou de seca em outro”, explicou.</p>
<h2>Seca</h2>
<p>De acordo com Nobre, os fenômenos da seca são o outro lado da moeda das mudanças climáticas enfrentadas pelo Rio Grande do Sul.</p>
<p>“As secas de 20, 21 e 22 foram causadas pelo mais longo fenômeno La Niña, que foi muito forte porque as águas do Oceano Pacífico ficaram muito quentes perto da Indonésia e induziram secas mais pronunciadas em boa parte do Sul do Brasil. Com El Niño, ocorre o contrário, com a indução de chuvas muito fortes como as de setembro no ano passado em boa parte do Rio Grande do Sul”, ressaltou.</p>
<p>Segundo o climatologista, o revezamento dos dois tipos de fenômeno vai continuar existindo. “Isso está acontecendo no mundo inteiro. Tivemos no ano passado a seca histórica mais forte no Amazonas e no Cerrado. Os anos de 2023 e 2024 estão batendo todos os recordes de ondas de calor em inúmeras partes do Brasil, o Sudeste, o Centro-Oeste, o Nordeste e partes da Amazônia. Secas, chuvas intensas e ondas de calor estão batendo recordes em todo o mundo.”</p>
<p>Nobre disse que a população tem que se conscientizar de que aquilo que estava previsto para as próximas décadas está ocorrendo agora e que é preciso se adaptar às mudanças climáticas.</p>
<p>“A população tem que entender que esses eventos extremos são quase uma pandemia climática. Dando o exemplo da covid, quando a Organização Mundial da Saúde [OMS] anunciou que era uma pandemia global, praticamente todos os países decretaram o uso de máscara, o chamado <em>lockdown</em>. E todo mundo ficou em casa”, enfatizou.</p>
<p>O climatologista lembrou que a OMS decretou emergência, e todo mundo respondeu. “Agora estamos entrando em uma emergência climática. As populações têm que responder ao que foi na covid. Não tem mais volta. Não vamos mais baixar a temperatura. Com muito esforço global, poderemos, quem sabe, baixar a temperatura no século 22. A conta já está dada”, apontou.</p>
<h2>Negacionismo</h2>
<p>Para o pesquisador, o combate ao negacionismo, que existe em relação às mudanças climáticas, tem que ser por meio da educação. Ele exemplificou com o Japão, que além de fazer construções mais resilientes, transmite informações desde cedo às crianças sobre como se proteger de terremotos, que são frequentes naquele país.</p>
<p>“O número de mortos em terremotos diminuiu muito por causa do sistema educacional”, disse Carlos Nobre, destacando que &#8220;houve melhora na infraestrutura, embora o sistema educacional seja essencial”. Nos Estados Unidos, as crianças também recebem informações sobre como enfrentar tornados, que são também destruidores.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, os alertas sobre a ocorrência de chuvas foram feitos dias antes e, por isso, é preciso educar a população para melhor enfrentar situações extremas, acrescentou Nobre.</p>
<p>Apesar de recomendar a saída para locais mais protegidos quando chuvas mais intensas chegarem, o pesquisador destacou que algumas pessoas temem deixar suas casas com receio de saques e invasões. Para esta situação, Nobre sugeriu que órgãos públicos incluam em seu planejamento um esquema de segurança.</p>
<p>“Tem que ter uma ação das polícias para evitar que ladrões e criminosos se aproveitem desses desastres.” De acordo com Nobre, isso já é feito em Campos do Jordão, em São Paulo, onde as chuvas costumam provocar deslizamentos de terra.</p>
<p>Conforme o climatologista, o desmatamento é uma das causas de tais desastres e, no caso do Rio Grande do Sul, contribui para prejudicar o processo de escoamento das águas. Nobre alertou para reflexos também nas encostas, onde há construções irregulares.</p>
<p>“Temos mais de 3 milhões de brasileiros vivendo em áreas de altíssimo risco de deslizamento de encostas. De fato não tem como manter as populações em áreas de risco para a vida. Grande parte é pobre, então tem que haver investimento público”, concluiu.</p>
<h2>Previsão de mais chuva</h2>
<p>De acordo com Carlos Nobre, embora em menor volume, ainda há previsão de chuvas no estado neste final de semana com a entrada de uma nova frente fria. A repetição das ocorrências mantém os rios e as áreas alagadas ainda com níveis elevados de água.</p>
<p>“As previsões meteorológicas não indicam uma chuva na quantidade que caiu na semana passada, mas, ainda assim, o desastre continua e pode levar uma semana para o nível das regiões inundadas baixar”, contou.</p>
<p>Outro fator que causa influência é a posição do vento que se dirige do oceano para a parte terrestre ou se movimenta da Argentina saindo de sudoeste para noroeste. Nesses casos, segundo Nobre, o escoamento da água da Lagoa dos Patos fica prejudicado por diminuir o fluxo e acaba mantendo o nível elevado e as enchentes em Porto Alegre e regiões próximas. “As estimativas são na faixa de 100 a 150 mm. Isso é bem menos do que caiu na semana passada de 700 a 800 mm”, completou.</p>
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