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	<title>MST &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>MST &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>MST chama atenção para necessidade de produção sustentável</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mst-chama-atencao-para-necessidade-de-producao-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 23:29:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Arte e Cultura da Agroecologia]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
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					<description><![CDATA[O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) faz 40 anos em 2024 e de lá para cá registrou avanços e enfrentou desafios. Uma das constatações da organização de ativismo político e social neste período foi verificar que o modelo de produção atual de alimentos está diretamente vinculado à crise global do meio ambiente. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) faz 40 anos em 2024 e de lá para cá registrou avanços e enfrentou desafios. Uma das constatações da organização de ativismo político e social neste período foi verificar que o modelo de produção atual de alimentos está diretamente vinculado à crise global do meio ambiente. A conclusão é de Maíra Pereira Santiago, integrante da direção estadual do MST em Minas Gerais que participou nesta terça-feira (21) do Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, evento vinculado ao Congresso Brasileiro de Agroecologia, que acontece nesta semana no Rio de Janeiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<figure id="attachment_70959" aria-describedby="caption-attachment-70959" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-70959" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Festival De Arte E Cultura Da Agroecologia - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-70959" class="wp-caption-text">Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro &#8211; Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Para o enfrentamento desta questão, Maíra enxerga a reforma agrária como importante ação para a democratização de terras e socialização de bens comuns e também para minimizar a crise ambiental. “De pandemias, de clima, de chuvas, de falta de alimento, com a fome, por exemplo. Esse é um avanço pra nós muito importante e entender essa crise ambiental e como a gente pode colocar a reforma agrária à disposição para conter tudo isso”, disse em entrevista.</p>
<p>A coordenadora participou nesta terça-feira (21) de uma roda de conversa do Barracão Contra Agrotóxicos e Transgênicos Tenda Rachel Karlson, no Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, no Parque do Passeio Público, centro do Rio de Janeiro.</p>
<p>O local é um dos oito barracões dos saberes montados no evento, que reúne cerca de 350 expositores e expositoras de povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, em 150 barracas. De hoje até quinta-feira das 8h às 18h,  serão vendidas peças de artesanato e produtos de alimentação saudável.</p>
<p>A participação da agricultura familiar dentro da produção agrícola do Brasil, segundo Maíra, apesar de ter registrado um crescimento ao longo da vida do MST, representou um desafio.</p>
<blockquote><p>“Nos últimos sete, oito anos deixamos de acessar muitas políticas públicas que são direitos dos agricultores familiares, e aí fez com que o que a gente vinha conseguindo de avançar na produção de alimentos saudáveis e fazer com que esses alimentos sejam vinculados, de fato, às populações, retrocedesse. Retrocedeu tanto que hoje a gente tem 33 milhões de pessoas que não comem [no país] e outros milhões com insegurança alimentar”, pontuou.</p></blockquote>
<p>Um avanço no período, de acordo com Maíra que também é uma das coordenadoras no país do Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis, foi o aumento da conscientização de agricultores familiares na produção mais saudável.</p>
<p>“Na pandemia, a gente conseguiu, não só o MST, mas a agricultura familiar como um todo ter o que é crucial na existência humana que é a solidariedade. Diante de uma complexidade tão grande que a sociedade passava e a fome tão presente a gente conseguiu vincular territórios à produção de alimentos que estava sendo distribuído para comunidades urbanas periféricas das cidades. Com isso, a gente conseguiu a ampliação dessa nossa produção de alimentos saudáveis”, observou,</p>
<p>O Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis, lançado em 2020, tem a perspectiva de plantar 100 mil árvores até 2030 em todas as áreas de assentamento e acampamento em todo Brasil.</p>
<p>“Queremos ampliar isso para outros territórios com a sociedade, nas cidades, nos parques para o plantio de árvores. Para isso acontecer, trabalhamos estratégias diferentes de coletas de sementes e construção de viveiros, hoje temos mais de 300 viveiros no Brasil todo que produzem mudas”.</p>
<h2>Indígenas</h2>
<p>A preocupação com a demarcação das terras indígenas foi o foco de Júlio Garcia Karai Xiju da etnia guarani de uma aldeia de Angra dos Reis, na costa verde do Rio. O indígena, que participa da coordenação da comissão guarani para o Sul e Sudeste, defendeu durante uma palestra no Barracão dos Povos Indígenas que a demarcação preserva a cultura dos seus ancestrais e ainda garante a produção de alimentos tradicionais dos indígenas como o aipim e o milho crioulo, uma espécie com grãos avermelhados como ocorre no seu território de 2017 hectares, que foi demarcado em 1985.</p>
<figure id="attachment_70965" aria-describedby="caption-attachment-70965" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Pecas-produzidas-por-indigenas-a-venda-no-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-70965" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Pecas-produzidas-por-indigenas-a-venda-no-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Peças Produzidas Por Indígenas à Venda No Festival De Arte E Cultura Da Agroecologia - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Pecas-produzidas-por-indigenas-a-venda-no-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Pecas-produzidas-por-indigenas-a-venda-no-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Pecas-produzidas-por-indigenas-a-venda-no-Festival-de-Arte-e-Cultura-da-Agroecologia-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-70965" class="wp-caption-text">Peças produzidas por indígenas à venda no Festival de Arte e Cultura da Agroecologia &#8211; Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Para o enfrentamento desta questão, Maíra enxerga a reforma agrária como importante ação para a democratização de terras e socialização de bens comuns e também para minimizar a crise ambiental. “De pandemias, de clima, de chuvas, de falta de alimento, com a fome, por exemplo. Esse é um avanço pra nós muito importante e entender essa crise ambiental e como a gente pode colocar a reforma agrária à disposição para conter tudo isso”, disse em entrevista.</p>
<p>A coordenadora participou nesta terça-feira (21) de uma roda de conversa do Barracão Contra Agrotóxicos e Transgênicos Tenda Rachel Karlson, no Festival de Arte e Cultura da Agroecologia, no Parque do Passeio Público, centro do Rio de Janeiro.</p>
<p>O local é um dos oito barracões dos saberes montados no evento, que reúne cerca de 350 expositores e expositoras de povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais, em 150 barracas. De hoje até quinta-feira das 8h às 18h,  serão vendidas peças de artesanato e produtos de alimentação saudável.</p>
<p>A participação da agricultura familiar dentro da produção agrícola do Brasil, segundo Maíra, apesar de ter registrado um crescimento ao longo da vida do MST, representou um desafio.</p>
<blockquote><p>“Nos últimos sete, oito anos deixamos de acessar muitas políticas públicas que são direitos dos agricultores familiares, e aí fez com que o que a gente vinha conseguindo de avançar na produção de alimentos saudáveis e fazer com que esses alimentos sejam vinculados, de fato, às populações, retrocedesse. Retrocedeu tanto que hoje a gente tem 33 milhões de pessoas que não comem [no país] e outros milhões com insegurança alimentar”, pontuou.</p></blockquote>
<p>Um avanço no período, de acordo com Maíra que também é uma das coordenadoras no país do Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis, foi o aumento da conscientização de agricultores familiares na produção mais saudável.</p>
<p>“Na pandemia, a gente conseguiu, não só o MST, mas a agricultura familiar como um todo ter o que é crucial na existência humana que é a solidariedade. Diante de uma complexidade tão grande que a sociedade passava e a fome tão presente a gente conseguiu vincular territórios à produção de alimentos que estava sendo distribuído para comunidades urbanas periféricas das cidades. Com isso, a gente conseguiu a ampliação dessa nossa produção de alimentos saudáveis”, observou,</p>
<p>O Plano Nacional Plantar Árvores e Produzir Alimentos Saudáveis, lançado em 2020, tem a perspectiva de plantar 100 mil árvores até 2030 em todas as áreas de assentamento e acampamento em todo Brasil.</p>
<p>“Queremos ampliar isso para outros territórios com a sociedade, nas cidades, nos parques para o plantio de árvores. Para isso acontecer, trabalhamos estratégias diferentes de coletas de sementes e construção de viveiros, hoje temos mais de 300 viveiros no Brasil todo que produzem mudas”.</p>
<h2>Indígenas</h2>
<p>A preocupação com a demarcação das terras indígenas foi o foco de Júlio Garcia Karai Xiju da etnia guarani de uma aldeia de Angra dos Reis, na costa verde do Rio. O indígena, que participa da coordenação da comissão guarani para o Sul e Sudeste, defendeu durante uma palestra no Barracão dos Povos Indígenas que a demarcação preserva a cultura dos seus ancestrais e ainda garante a produção de alimentos tradicionais dos indígenas como o aipim e o milho crioulo, uma espécie com grãos avermelhados como ocorre no seu território de 2017 hectares, que foi demarcado em 1985.</p>
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<div class="post-item-wrap">
<blockquote>
<figure id="attachment_70962" aria-describedby="caption-attachment-70962" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Marcus-Andre-e-Francisco-Asturiano-no-stand-da-dupla-com-produtos-da-agricultura-familiar-Expresso-Carioca.webp?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-70962" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Marcus-Andre-e-Francisco-Asturiano-no-stand-da-dupla-com-produtos-da-agricultura-familiar-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Marcus André E Francisco Asturiano No Stand Da Dupla, Com Produtos Da Agricultura Familiar - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Marcus-Andre-e-Francisco-Asturiano-no-stand-da-dupla-com-produtos-da-agricultura-familiar-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Marcus-Andre-e-Francisco-Asturiano-no-stand-da-dupla-com-produtos-da-agricultura-familiar-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/11/13-Marcus-Andre-e-Francisco-Asturiano-no-stand-da-dupla-com-produtos-da-agricultura-familiar-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-70962" class="wp-caption-text">Marcus André e Francisco Asturiano no stand da dupla, com produtos da agricultura familiar &#8211; Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>“São plantações que se agregam uma à outra. Planto aipim, mas do lado planto milho que vai jogar nitrogênio para a planta do aipim. É consorciado. É toda uma dinâmica diferente. Não é a grande quantidade de produtos, mas é consciência de que a terra está sana e recebe aquilo que precisa para produzir da forma correta”, disse.</p></blockquote>
<p>Para Mateus André, que divide a barraca com Francisco, o grande gargalo do pequeno produtor continua sendo o transporte. “Infelizmente não temos no Brasil uma forma de escoamento democrática. É distância, frete sempre tem esse empecilho todo. Eu faço entrega a domicílio e participo também de feiras patrocinadas pela Abio [Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro] do Circuito Carioca de Feiras, onde tenho uns pontos e escoo um pouco desses produtos”, conta</p>
<p>Segundo o agricultor, participar da Feira é uma forma de dar mais visibilidade aos produtos de pequenos produtores.</p>
<blockquote><p>“É importante que a sociedade de uma maneira geral reconheça o trabalho do pequeno agricultor porque somos nós, na verdade, que produzimos o alimento são e sem agrotóxicos, sem importações, utilizando aquilo que temos aqui. Não é só orgânico, mas a característica principal que é a sustentabilidade e o respeito pela terra”.</p></blockquote>
<p>Marcos André, que produz mel a partir de abelhas nativas sem ferrão, está satisfeito de poder apresentar o seu produto na Feira que considera muito qualificado. De acordo com ele, essas abelhas têm origem no Brasil e ao longo dos anos ajudaram a polinizar florestas do país. Ele destacou ainda a importância desta abelha em áreas reflorestadas.</p>
<p>“As árvores não são grandes o suficiente e não têm oco para as abelhas nativas, então o meliponicultor, quando cultiva a abelha nativa ele está oferecendo um espaço para que exista esta abelha em áreas recém florestadas”, explica.</p>
<p>Marcos André conta que a produção na Fazenda São Marcos ainda é pequena, mas tem avançado, e espera em breve chegar a uma quantidade maior de mel produzido no local. “Estou trabalhando com três espécies e à medida que a gente for expandindo vai aumentando o número de espécies”, comentou, completando que o valor agregado no mel dessas abelhas é maior do que de a do tipo apis .</p>
<p>“A abelha jataí [um tipo de nativa], por exemplo, produz de meio a um litro de mel por ano, então elas têm um valor agregado maior e também para a saúde. Elas desenvolveram vários antibactericidas. O mel e o própolis delas são antibióticos naturais. Ela tem uma produção bem menor, mas a gente cobra um valor maior por todo benefício que traz para as pessoas e para o meio ambiente”, disse.</p>
<p>O produtor explicou que é chamado de apicultor quem produz a partir da abelha apis, que tem origem na Europa e n África.</p>
<p>Isabela Santos Gonçalves Costa, da Firmeza Hub, empresa que organizou a feira, disse que o papel do evento é trazer a diversidade dos produtores para se encontrar com os consumidores de uma forma mais próxima. “Além da feira voltada à venda de produtos populares e de alimentos a gente tem os barracões dos saberes, que são espaços acadêmicos, de fala e de compartilhamento”, completou, destacando a presença de alunos de escolas públicas que visitam a feira no Parque do Passeio</p>
<p>Além disso, a escolha do Parque do Passeio Público, no centro do Rio, local que já teve muita representação no passado e atualmente é pouco aproveitado por moradores e visitantes da cidade, foi intencional. “Estamos fazendo um processo de revitalização de espaços públicos por meio da agroecologia e de incidência cultural. Estamos ocupando o Parque do Passeio com pessoas do Brasil inteiro, de comunidades tradicionais, quilombolas e com uma produção negra, disse.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Mulheres do Movimento sem Terra ocupam fazenda em Goiás</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/mulheres-do-movimento-sem-terra-ocupam-fazenda-em-goias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Mar 2023 22:16:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Goiás]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[MST]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 600 Famílias Sem Terra ocuparam a Fazenda São Lukas, no município de Hidrolândia, em Goiás, na madrugada de hoje (25). Em nota, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) informou que a ação foi realizada por mulheres ligadas ao movimento e faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Mais de 600 Famílias Sem Terra ocuparam a Fazenda São Lukas, no município de Hidrolândia, em Goiás, na madrugada de hoje (25). Em nota, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) informou que a ação foi realizada por mulheres ligadas ao movimento e faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre em todo país durante o mês de março. A finalidade é que a propriedade seja destinada para reforma agrária.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo o MST, a área ocupada integra o patrimônio da União desde 2016. No entanto, antes, a propriedade pertencia a um grupo criminoso, condenado, em 2009, pelos crimes de exploração sexual e tráfico internacional de pessoas.</p>
<p>O movimento cita dados da Polícia Federal (PF), de que a quadrilha era composta a época por 18 pessoas e utilizava o local para aprisionar dezenas de mulheres, muitas delas adolescentes, que posteriormente eram traficadas para a Suíça e submetidas à exploração sexual. O esquema foi mantido por três anos e as vítimas eram, principalmente, mulheres goianas de origem humilde das cidades de Anápolis, Goiânia e Trindade. Segundo a PF, a própria fazenda foi adquirida com dinheiro oriundo do tráfico humano. Integrantes da quadrilha chegaram a estar na lista de Difusão Vermelha da Interpol para foragidos internacionais.</p>
<p>“Com a nossa Jornada, denunciamos o crescimento da violência contra as mulheres do campo e esta área representa o grau de violência que sofremos”, explicou em nota Patrícia Cristiane, da direção nacional do MST. Além da denúncia contra a exploração sexual das mulheres e adolescentes, a ocupação também busca que a terra cumpra sua função social.</p>
<p>“Exigimos que esta área, que antes era usada para violentar mulheres, seja destinada para o assentamento destas famílias, para que possamos produzir alimentos saudáveis e combater a violência”, avaliou Patrícia Cristiane.</p>
<h2>Feminicídio</h2>
<p>Entre os anos de 2019 e 2022 os casos de feminicídio cresceram 121,4% em Goiás. No ano passado, foram registrados 322 casos de estupro e mais de 15 mil ameaças contra mulheres no estado. Em todo país, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) estima que apenas 8,5% dos casos de estupro não chegaram ao conhecimento da polícia.</p>
</div>
</div>
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