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	<title>Medalha Tiradentes &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Historiadora Helena Theodoro recebe maior honraria do Rio de Janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 19:21:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura afro-brasileira]]></category>
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<p>O som do atabaque, dança afro e canto de origem africana tomaram conta do plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (16). A apresentação fez parte da sessão solene que concedeu a Medalha Tiradentes – maior honraria do estado do Rio de Janeiro – à intelectual Helena Theodoro, primeira doutora negra do país.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Helena Theodoro é referência em pesquisa sobre história e cultura afro-brasileiras. A iniciativa de homenagear a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de 80 anos, que coleciona graduações em pedagogia, ciências jurídicas, mestrado em educação, doutorado em filosofia e pós-doutorado em história comparada foi da deputada estadual Renata Souza (PSOL).</p>
<p>Da plateia, ativistas de movimentos negros assistiram à homenagem. O filho, Nei Lopes, e a neta, Larissa Lopes, dividiram a mesa principal do plenário com a professora. Ao entregar a medalha, Renata Souza destacou a origem carioca e a trajetória de luta da intelectual.</p>
<p>“Ter a presença de Helena Theodoro aqui é invocar a história da resistência da cultura afro-brasileira. Esta heroína do povo brasileiro, do estado do Rio de Janeiro, da Tijuca [bairro carioca], orgulhosamente salgueirense, liderou e ainda vai liderar por muitos e muitos anos o movimento negro. Helena Theodoro é uma intelectual em plena erupção”, afirmou Renata.</p>
<p>A deputada, que é negra, ressaltou o fato de a homenageada também ser negra. “Quantos negros e negras foram homenageados antes por essa Casa ocupada por brancos endinheirados? [É] por isso que eu não perco a oportunidade de poder reconhecer um dos nossos.”</p>
<h2>Gerações</h2>
<p>Ao discursar, Helena Theodoro lembrou de esforços para defender e valorizar a igualdade racial e a importância da troca de informação entre as gerações. “A gente acumula vivência, experiência, alegria e &#8216;sofrença&#8217;, mas pode pensar sobre isso e ajudar os jovens a aprender a superar dificuldades e trilhar nossos caminhos”, afirmou.</p>
<p>Outra marca da trajetória de vida de Helena Theodoro é o radialismo. Aos 15 anos de idade, ela começou a carreira na <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2023-04/helena-theodoro-radio-publica-nao-tem-dono-tem-que-ser-plural" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rádio MEC</strong></a>, hoje uma das emissoras da <strong>Empresa Brasil de Comunicação </strong>(<strong>EBC</strong>).</p>
<p>A radialista aposentada mantém planos profissionais. Segundo Helena, o próximo é fazer um musical inspirado em um livro de sua autoria, <em>Martinho da Vila: Reflexos no Espelho</em>. “Falando de gente preta, de alegria, de perda, mas falando de muitos ganhos”, adiantou.</p>
<p>Citando a filosofia africana Ubuntu, Helena Theodoro defendeu a ideia de autodeterminação das pessoas. “Que possamos fazer com que este país trilhe caminhos que sejam caminhos do Ubuntu, eu sou porque nós somos, que entendamos que cada um tem direito à escolha de seus caminhos, e não ser igual a um rebanho que tem um pastor que o leva para onde quer. Cada um tem o direito de trilhar os seus caminhos em busca da alegria, da felicidade e da realização, em qualquer idade.”</p>
<p>Presente à mesa, a atriz Jana Guinond ressaltou que toda a produção de Helena foi voltada especialmente para a população negra. &#8220;O tempo todo Helena se dedicou à nossa comunidade preta, à nossa felicidade, à nossa liberdade.&#8221;</p>
<h2>Constituinte</h2>
<p>Ela lembrou ainda que Helena Theodoro, ao lado da também intelectual e ativista Lélia Gonzalez (1935-1994), foi uma das poucas mulheres negras que puderam participar e ter voz na Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou a Constituição de 1988.</p>
<p>A ata da reunião de instauração da Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas, Pessoas com Deficiência e Minorias da Constituinte, em 7 de abril de 1987, registra um dos discursos da historiadora.</p>
<p>“Se eu não conseguir mudar este país para mim, nem para o meu filho, que seja para os meus netos ou bisnetos. Mas vou continuar lutando para mudar alguma coisa, porque eu acredito que o homem é capaz de transformar. Acredito que podemos fazer o país crescer. E acredito, como elemento, que posso ajudar este país a crescer. Então, por que não vou ter possibilidade de lutar por um espaço? Quero um espaço, sim. Por que só alguns podem ter o poder? Eu também quero ser poder. Poder é bom! Eu também quero o que é bom. Por que não? Qual é o crime?”, declarou à época.</p>
<h2>Medalha Chiquinha Gonzaga</h2>
<p>A sessão da Alerj abriu espaço para outra homenagem. Helena Theodoro recebeu também a Medalha Chiquinha Gonzaga, honraria concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro em reconhecimento a personalidades femininas que tenham se destacado em prol das causas democráticas, humanitárias, artísticas e culturais. A iniciativa foi da vereadora Thais Ferreira (PSOL).</p>
<p>“Que esses ganhos de hoje representem gente batalhadora, gente que luta, gente que acredita que pode encontrar muitos novos horizontes pela frente. Não é apenas hoje que a gente pode estar aqui”, disse a homenageada.</p>
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		<title>A Casa de Samba Candongueiro em Niteói receberá Medalha Tiradentes</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/a-casa-de-samba-candongueiro-em-niteoi-recebera-medalha-tiradentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jun 2022 16:08:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Casa de Samba Candongueiro]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Medalha Tiradentes]]></category>
		<category><![CDATA[Niteroi]]></category>
		<category><![CDATA[Rio do Ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[A Alerj aprovou ontem (15/06) a entrega da Medalha Tiradentes, a mais alta honraria do Estado do Rio de Janeiro, à casa de samba Candongueiro, localizada em Rio do Ouro, Niterói. A iniciativa é dos deputados estaduais Eliomar Coelho e Waldeck Carneiro, ambos do PSB. &#8220;É a roda de samba mais tradicional da cidade e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Alerj aprovou ontem (15/06) a entrega da Medalha Tiradentes, a mais alta honraria do Estado do Rio de Janeiro, à casa de samba Candongueiro, localizada em Rio do Ouro, Niterói.</p>
<p>A iniciativa é dos deputados estaduais Eliomar Coelho e Waldeck Carneiro, ambos do PSB.</p>
<blockquote><p>&#8220;É a roda de samba mais tradicional da cidade e uma das mais conhecidas do país. Reconhecido por sua fidelidade ao estilo e pela consistência musical, o Candongueiro proporciona interação com o público, uma vez que a mesa sem palco permite a proximidade com os músicos, em sambas cantados ininterruptamente em coro e batidos na palma da mão, como os antigos sambistas faziam&#8221;, lembra Waldeck, um dos autores da homenagem.</p></blockquote>
<p><strong>Medalha Tiradentes</strong></p>
<p>A Medalha Tiradentes é uma honraria concedida pelo Governo e destinada a premiar pessoas que prestaram relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro.</p>
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