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	<title>Massacre de Realengo &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Especialistas orientam medidas a serem tomadas em meio ao aumento de casos de ataques em escolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2023 14:34:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há 12 anos, um jovem de 23 anos entrou na escola onde estudou, localizada no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e realizou um massacre que abalou o país. Armado com dois revólveres, ele atirou em alunos, matando 12 deles, antes de cometer suicídio. Na época, a imprensa tratou o terrível [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 12 anos, um jovem de 23 anos entrou na escola onde estudou, localizada no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e realizou um massacre que abalou o país. Armado com dois revólveres, ele atirou em alunos, matando 12 deles, antes de cometer suicídio. Na época, a imprensa tratou o terrível incidente como algo incomum no Brasil. No entanto, nos últimos anos, o aumento de casos semelhantes tem chamado a atenção das autoridades e preocupado pesquisadores, que indicam caminhos para enfrentar essa realidade.</p>
<p>Recentemente, no dia 5 de abril, uma creche em Blumenau (SC) foi alvo de um homem de 25 anos que tirou a vida de quatro crianças. Até o momento, as investigações preliminares não encontraram nenhuma conexão do agressor com a instituição. Menos de dez dias antes, um ataque na Escola Estadual Thomazia Montoro, no bairro Vila Sônia, em São Paulo, causou uma morte e deixou cinco pessoas feridas. O agressor foi um aluno de 13 anos.</p>
<p>Nos últimos anos, outros incidentes semelhantes ocorreram no país, com destaque para os ataques em Aracruz (ES) no ano passado e em Suzano (SP) em 2019, ambos realizados por estudantes ou ex-estudantes e que tiveram grande repercussão nacional.</p>
<h2>Ataques pelo país</h2>
<p>Segundo um mapeamento realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o primeiro registro de um ataque em escola por um aluno ou ex-aluno ocorreu em 2002. Na ocasião, um adolescente de 17 anos disparou contra duas colegas dentro de uma sala de aula em uma escola particular em Salvador. O levantamento da Unicamp exclui casos de violência não planejados, como brigas.</p>
<p>O mapeamento identificou 22 casos desde 2002, sendo que um envolveu dois estabelecimentos de ensino. Em três ocasiões, o ataque foi cometido por duas pessoas. Em cinco casos, os agressores cometeram suicídio logo após os ataques. Ao todo, 30 pessoas morreram, sendo 23 estudantes, cinco professores e dois funcionários de escolas.</p>
<p>De acordo com o estudo, mais da metade dos casos (13) ocorreu apenas nos últimos dois anos.</p>
<h2>Extremismo de direita</h2>
<p>A preocupação com a situação levou o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, a coordenar a criação de um grupo composto por 11 pesquisadores de universidades de diversos estados do país. No final do ano passado, eles elaboraram um documento analisando o cenário e propondo estratégias concretas para a ação governamental.</p>
<p>Os pesquisadores afirmam que esses casos devem ser classificados como extremismo de direita, uma vez que envolvem a cooptação de adolescentes por grupos neonazistas que se baseiam na ideia de supremacia branca e masculina e os estimulam a realizar os ataques. Esses grupos disseminam um discurso que valoriza o preconceito, a discriminação e o uso da força, encorajando, direta ou indiretamente, atos agressivos e violentos. Para os pesquisadores, medidas de prevenção só serão eficazes se atuarem nesse cenário.</p>
<p>&#8220;É necessário compreender que o processo de cooptação pela extrema-direita se dá por meio de interações virtuais, em que o adolescente ou jovem é exposto com frequência ao conteúdo extremista difundido em aplicativos de mensagens, jogos, fóruns de discussão e redes sociais&#8221;, registra o documento.</p>
<p>A presença de símbolos associados a ideologias de extrema-direita tem sido recorrente nestes atos violentos. O autor de um ataque realizado em fevereiro deste ano com bombas caseiras em uma escola em Monte Mor (SP), que não resultou em mortos ou feridos, vestia uma braçadeira com a suástica nazista. Artigo similar foi usado no massacre que deixou quatro mortos e diversos feridos em duas escolas de Aracruz em novembro do ano passado. O jovem responsável pelo episódio de violência usava sobre a manga de sua roupa camuflada uma braçadeira com um emblema que era usado por nazistas alemães.</p>
<h2><em>Siege mask</em></h2>
<p>Essa associação da siege mask com a caveira da Totenkopf e com o massacre em Suzano reforça a ideia de que esses atos de violência em escolas são motivados por ideologias extremistas de direita que buscam disseminar o ódio, a discriminação e a violência. Essas ideologias podem se apoiar em símbolos e referências históricas que remontam a regimes autoritários e genocidas do passado, como o nazismo.</p>
<p>O uso de símbolos e imagens associadas a essas ideologias pode servir para identificar e unificar seus seguidores, mas também pode contribuir para a disseminação de sua mensagem e para o recrutamento de novos membros. Por isso, é importante que as autoridades e a sociedade como um todo fiquem atentas a essas referências e combatam as ideologias extremistas de direita e sua propagação em todas as suas formas.</p>
<h2>&#8220;Sensação de pertencimento&#8221;</h2>
<p>As informações apresentadas pela educadora Telma Vinha são preocupantes e apontam para a complexidade do fenômeno dos ataques em escolas. É importante ressaltar que a relação entre transtornos mentais não diagnosticados ou não acompanhados e a violência escolar não é simples, pois a grande maioria das pessoas que sofrem de transtornos mentais não apresentam comportamentos violentos. No entanto, é importante que os transtornos sejam diagnosticados precocemente e que haja um acompanhamento adequado, tanto para a prevenção da violência como para o bem-estar dos indivíduos afetados.</p>
<p>Além disso, a cooptação por meio de jogos eletrônicos e redes sociais é uma realidade preocupante, que demanda ações de prevenção e intervenção. É importante que as escolas, as famílias e a sociedade em geral estejam atentos aos sinais de vulnerabilidade e que sejam criados espaços seguros de diálogo e convivência, que promovam valores como a tolerância, o respeito à diversidade e a cultura da paz.</p>
<p>&#8220;Mesmo agindo de forma isolada, acreditam que fazem parte de um movimento, se sentem parte de algo maior&#8221;, explica.</p>
<p>É importante ressaltar que as escolas não devem ser responsabilizadas pelos ataques. Telma Vinha, coordenadora da pesquisa da Unicamp, explica que os perfis das instituições são distintos, e não há motivos para culpá-las. Muitos professores já se perguntaram se fizeram algo de errado, mas essa é uma pergunta equivocada, segundo a pesquisadora. Ela destaca que a escola é um espaço fundamental para prevenir e identificar os sinais de violência e transtornos mentais nos jovens, e é importante que haja uma colaboração entre escola, família e comunidade para identificar e tratar precocemente esses casos. Além disso, é importante que haja um investimento em políticas públicas que garantam o acesso a tratamentos de saúde mental para jovens que precisam de acompanhamento.</p>
<blockquote><p>&#8220;Não há nada que explique porque aconteceu em determinada escola e não em outra. Pode acontecer em qualquer lugar. Tem escolas localizadas em regiões mais violentas dos que as que foram atacadas. Ataques ocorrem em escolas com diferentes níveis de estrutura&#8221;, pondera.</p></blockquote>
<h2>Caminhos</h2>
<p>É importante ressaltar que a questão da violência nas escolas envolve diversos aspectos, e que soluções efetivas não dependem apenas de medidas punitivas e de reforço da segurança. É necessário um olhar amplo e multidisciplinar para o problema, que considere aspectos como prevenção ao bullying, promoção da saúde mental, fortalecimento das relações interpessoais e o desenvolvimento de projetos pedagógicos que valorizem a cultura de paz e a resolução pacífica de conflitos.</p>
<p>Além disso, é fundamental que haja um diálogo aberto e constante entre os diversos setores envolvidos, incluindo professores, alunos, familiares, gestores escolares, policiais e autoridades governamentais, para que sejam construídas soluções efetivas e duradouras para a questão da violência nas escolas.</p>
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