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	<title>MASP &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>MASP &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Exposição no Masp destaca narrativas da comunidade LGBTQIA+</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Dec 2024 23:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exposições]]></category>
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					<description><![CDATA[O Museu de Arte de São Paulo (Masp) apresenta, até 13 de abril, a exposição Histórias LGBTQIA+, uma celebração das múltiplas vivências, desafios e conquistas dessa comunidade ao longo do tempo. Com cerca de 150 obras de artistas de diferentes países e uma ampla gama de materiais, como fotografias, recortes de jornais e instalações, a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Museu de Arte de São Paulo (Masp) apresenta, até 13 de abril, a exposição <strong>Histórias LGBTQIA+</strong>, uma celebração das múltiplas vivências, desafios e conquistas dessa comunidade ao longo do tempo. Com cerca de 150 obras de artistas de diferentes países e uma ampla gama de materiais, como fotografias, recortes de jornais e instalações, a mostra explora as dimensões públicas e privadas dos corpos dissidentes e suas lutas.</p>
<h3>Narrativas de resistência e diversidade</h3>
<figure id="attachment_80943" aria-describedby="caption-attachment-80943" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-80943" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Ato-no-MASP-contra-projeto-que-equipara-o-aborto-de-gestacao-acima-de-22-semanas-ao-homicidio-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Ato No MASP Contra Projeto Que Equipara O Aborto De Gestação Acima De 22 Semanas Ao Homicídio - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Ato-no-MASP-contra-projeto-que-equipara-o-aborto-de-gestacao-acima-de-22-semanas-ao-homicidio-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Ato-no-MASP-contra-projeto-que-equipara-o-aborto-de-gestacao-acima-de-22-semanas-ao-homicidio-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Ato-no-MASP-contra-projeto-que-equipara-o-aborto-de-gestacao-acima-de-22-semanas-ao-homicidio-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Ato-no-MASP-contra-projeto-que-equipara-o-aborto-de-gestacao-acima-de-22-semanas-ao-homicidio-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-80943" class="wp-caption-text">São Paulo &#8211; Ato no MASP contra projeto que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio. &#8211; Foto Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Organizada em oito núcleos temáticos — <strong>Amor e desejo</strong>, <strong>Ícones e musas</strong>, <strong>Espaços e territórios</strong>, <strong>Ecossexualidades e fantasias transcendentais</strong>, <strong>Sagrado e profano</strong>, <strong>Abstrações</strong>, <strong>Arquivos</strong> e <strong>Biblioteca Cuir</strong> —, a exposição reflete sobre as diversas realidades da comunidade LGBTQIA+. Entre os destaques estão obras que dialogam com questões contemporâneas, como a inclusão e os direitos das pessoas trans, e registros históricos de exclusão e resistência.</p>
<p>A curadoria propõe uma abordagem abrangente, incluindo momentos de dor e celebração. Homenagens a militantes assassinados, como a artista lésbica chilena Mónica Briones Puccio, executada em 1984, contrastam com representações de práticas culturais e cotidianas, como o “banheirão”, espaço de encontros gays em banheiros públicos.</p>
<h3>Arte e tecnologia como ferramentas de expressão</h3>
<p>Entre as obras, chama a atenção o trabalho de Mayara Ferrão, que utiliza inteligência artificial para criar narrativas sobre lésbicas negras. Outras peças trazem técnicas tradicionais, como esculturas em madeira e desenhos digitais, explorando temas como exposição corporal e resistência.</p>
<h3>Debate e confronto dentro da comunidade</h3>
<figure id="attachment_80944" aria-describedby="caption-attachment-80944" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-80944" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Exposicao-Historias-LGBTQIA-no-Masp-com-150-obras-de-artistas-brasileiros-e-estrangeiros-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C488&#038;ssl=1" alt="Exposição Histórias LGBTQIA+, No Masp, Com 150 Obras De Artistas Brasileiros E Estrangeiros - Expresso Carioca" width="754" height="488" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Exposicao-Historias-LGBTQIA-no-Masp-com-150-obras-de-artistas-brasileiros-e-estrangeiros-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Exposicao-Historias-LGBTQIA-no-Masp-com-150-obras-de-artistas-brasileiros-e-estrangeiros-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C194&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Exposicao-Historias-LGBTQIA-no-Masp-com-150-obras-de-artistas-brasileiros-e-estrangeiros-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/28-Exposicao-Historias-LGBTQIA-no-Masp-com-150-obras-de-artistas-brasileiros-e-estrangeiros-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C485&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-80944" class="wp-caption-text">São Paulo &#8211; Exposição Histórias LGBTQIA+, no Masp, com 150 obras de artistas brasileiros e estrangeiros. &#8211; Foto Letycia Bond/Agência BrasilNotícias</figcaption></figure>
<p>A exposição também aborda tensões internas da comunidade LGBTQIA+, como as divergências com feministas radicais que rejeitam a inclusão de mulheres trans e travestis. O ensaio fotográfico de Angela Jimenez, por exemplo, documenta o Michigan Womyn’s Music Festival, palco de debates acirrados sobre inclusão, que levou ao encerramento do evento em 2015.</p>
<h3>O Brasil como protagonista</h3>
<p>O Brasil ocupa lugar central na mostra, com menções a eventos e instituições que promovem a diversidade, como a Parada LGBTQIA+ de São Paulo, considerada a maior do mundo, e o Museu Transgênero de História e Arte (MUTHA). Ao mesmo tempo, o país também é destacado como aquele que mais registra assassinatos de pessoas trans e travestis, evidenciando o contraste entre avanços e desafios.</p>
<h3>Reflexão e memória</h3>
<p>Iniciativas internacionais, como o projeto Takweer, que preserva histórias queer árabes, também estão presentes, ampliando o alcance da exposição. A mostra reafirma o papel do museu como espaço de reflexão e de construção de memórias, conectando-se às mobilizações sociais e à luta contínua por direitos e reconhecimento.</p>
<p><strong>Histórias LGBTQIA+</strong> convida o público a mergulhar em um universo repleto de narrativas potentes, reafirmando a importância da arte como ferramenta de transformação social.</p>
<hr />
<h2>Serviço</h2>
<p><strong>Exposição Histórias LGBTQIA+</strong></p>
<p>De 13 de dezembro de 2024 a 13 de abril de 2025</p>
<p>Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)<br />
Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista | São Paulo<br />
1º andar, mezanino e 2º subsolo</p>
<p>Horários: terças grátis e primeira quinta-feira do mês grátis; terças, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.<br />
Agendamento <em>online</em> obrigatório no <em>site</em> <a href="https://masp.org.br/visite#visit-tickets" target="_blank" rel="noopener">masp.org.br/ingressos</a></p>
<p>Ingressos: R$ 70 (entrada); R$ 35 (meia-entrada)</p>
<p>Todas as exposições temporárias do Masp têm recursos de acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante. São oferecidas visitas em libras ou descritivas, além de textos e legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil – com narração, legendagem e interpretação em libras que descrevem e comentam os espaços e as obras.</p>
<p>Telefone: (11) 3149-5959</p>
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		<title>Histórias indígenas ocupam centro da programação do Masp em 2023</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Mar 2023 18:24:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Exposições]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[O Museu de Arte de São Paulo (Masp) inaugurou nesta sexta-feira (24) três novas exposições temporárias. Todas elas têm olhar voltado às histórias indígenas, tema que foi escolhido para a programação do museu durante todo este ano de 2023 e que pretende apresentar a diversidade e complexidade dessas culturas, além de discutir o silêncio da história oficial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Museu de Arte de São Paulo (Masp) inaugurou nesta sexta-feira (24) três novas exposições temporárias. Todas elas têm olhar voltado às histórias indígenas, tema que foi escolhido para a programação do museu durante todo este ano de 2023 e que pretende apresentar a diversidade e complexidade dessas culturas, além de discutir o silêncio da história oficial da arte em relação a essa produção artística.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“O ano de 2023 é dedicado [no Masp] aos povos indígenas e às artes indígenas. Particularmente considero que é um passo muito grande de reconhecimento das artes e dos saberes indígenas, que historicamente foram excluídos e estiveram à margem dos museus, e hoje estão sendo convidados para participar dessas instituições, particularmente do Masp”, disse Edson Kayapó, curador adjunto de arte indígena do Masp, em entrevista.</p>
<figure id="attachment_58546" aria-describedby="caption-attachment-58546" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-58546" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="São Paulo (SP), 24/03/2023 - O Museu de Arte de São Paulo (Masp) recebe a exposição Mirações, do Movimento dos Artistas Huni Kuin - MAHKU, na programação anual dedicada às histórias indígenas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil - Fernando Frazão/Agência Brasil" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-1-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58546" class="wp-caption-text">São Paulo (SP), 24/03/2023 &#8211; O Museu de Arte de São Paulo (Masp) recebe a exposição Mirações, do Movimento dos Artistas Huni Kuin &#8211; MAHKU, na programação anual dedicada às histórias indígenas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil &#8211; Fernando Frazão/Agência Brasil<span style="color: #333333; font-size: 15px;">.</span></figcaption></figure>
<p>Uma das mostras abertas é <em>Carmézia Emiliano: a Árvore da Vida</em>, com pinturas que retratam o cotidiano da comunidade da artista indígena macuxi. A segunda, e maior delas, é <em>Mahku: Mirações</em>, que apresenta pinturas, desenhos e esculturas produzidas pelo grupo de etnia huni kuin. Na sala de vídeo do museu são exibidos curtas do coletivo <em>Bepunu Mebengokré</em>. “São exposições que inauguram o ano de histórias indígenas [no Masp]. Elas abordam diferentes mídias, suportes e linguagens dessa produção, revelando a diversidade que está contido nas histórias indígenas, histórias que o Brasil deixou de olhar com consistência durante muito tempo”, disse Amanda Carneiro, curadora assistente.</p>
<p>Esta não é a primeira vez que as culturas indígenas ocupam os espaços do museu. Ao longo de sua história, o Masp organizou diversas exposições com objetos e registros de comunidades localizadas no território brasileiro tais como a <em>Exposição de arte indígena</em> (1949), <em>Alguns índios</em> (1983), <em>Arte karajá</em> (1984), <em>Índios yanomami</em> (1985) e <em>Arte indígena kaxinawa</em> (1987). Em 2019, o Masp também chegou a ter sua primeira curadora indígena, Sandra Benites. “Nos anos 70, o museu abrigou uma série de exposições de arte indígena. Mas agora é um novo momento. Esse é um ano todo dedicado às histórias indígenas, mas muito mais voltado para a produção de arte indígena contemporânea, baseada em outros marcadores. Agora estamos olhando atores e agentes que têm sua identidade e seu estilo”, disse Guilherme Giufrida, curador do Masp.</p>
<h2>Carmézia Emiliano</h2>
<p>Chamada de <em>Carmézia Emiliano: a Árvore da Vida</em>, a exposição apresenta 35 pinturas sobre tela produzidas pela artista, oito delas inéditas e desenvolvidas especialmente para a mostra. As pinturas figuram e refletem paisagens e o cotidiano da comunidade da artista indígena macuxi, povo que se localiza principalmente na Maloca do Japó, Normandia, no estado de Roraima. A curadoria é de Amanda Carneiro.</p>
<p>“A árvore da vida, também chamada de wazaká, é tema muito significativo na produção da Carmézia, se liga a Macunaíma, romance muito conhecido por nós, e fala de um mito em que uma árvore frondosa foi derrubada e tem seu tronco transformado no Monte Roraima. Isso virou o mote da exposição e fala dessa capacidade de renovação e de perpetuação dos saberes e das vivências indígenas”, disse a curadora.</p>
<p>Autodidata, Carmézia nasceu em 1960 e começou a pintar motivada pelo impacto que teve ao visitar uma exposição de arte em Boa Vista. “A Carmézia Emiliano é uma artista macuxi que começou a sua produção na década de 90 e que produz pinturas, sobretudo, sempre ligadas a temas de vida comunitária e dessa relação de profundo respeito entre os macuxis e a natureza”, explicou a curadora. Sua pintura traz cores vivas, muito movimento e elementos de mitos e saberes macuxis.</p>
<figure id="attachment_58547" aria-describedby="caption-attachment-58547" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58547" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Histórias Indígenas Ocupam Centro Da Programação Do Masp Em 2023 - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58547" class="wp-caption-text">São Paulo (SP), 24/03/2023 &#8211; O Museu de Arte de São Paulo (Masp) recebe a exposição Mirações, do Movimento dos Artistas Huni Kuin &#8211; MAHKU, na programação anual dedicada às histórias indígenas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil &#8211; Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>A exposição começa com um autorretrato feito pela artista, em que ela aparece pintando o Monte Roraima. Esse quadro compõe o primeiro dos sete núcleos com que os trabalhos de Carmézia estão sendo apresentados na mostra. Há também núcleos dedicados às danças, às manifestações lúdicas, à coletividade, às representações da fauna e da flora, aos rios e à transmissão dos saberes. “Eles [quadros] foram divididos em temas que são mais trabalhados pela artista como, por exemplo, a figuração do Monte Roraima; a dança do parixara, uma celebração que acontece em comemoração à colheita da mandioca; as brincadeiras ligadas ao cultivo; as formas de transmissão de saber; e a relação da vida comunitária, entre outros”, afirmou a curadora.</p>
<p>O Masp vai também publicar um catálogo com reproduções de trabalhos produzidos pela artista, além de ensaios desenvolvidos especialmente para essa exposição, que estará em cartaz até o dia 11 de junho.</p>
<h2>Coletivo Bepunu Mebengokré</h2>
<p>A produção de grafismos nos rituais de pintura corporal é retratado em dois curtas apresentados na sala de vídeo do Masp. Produzidos pelo coletivo<em> Bepunu Mebengokré</em>, os curtas abordam desde a extração dos pigmentos até os sentidos simbólicos e ancestrais dessas práticas. Os vídeos serão apresentados até o dia 18 de junho, no segundo subsolo do museu. A curadoria é de Edson Kayapó, que também é curador adjunto de arte indígena do Masp.</p>
<p>O coletivo é liderado pelo jovem cineasta Bepunu Kayapó, que tem assumido protagonismo na apresentação das histórias e das ancestralidades do povo mebengokré e é um formador de novos cineastas. Bepunu é filho do cacique Bepkaeti e mora na aldeia Moikarakô, localizada no município de São Félix do Xingu, sul do Pará. “O coletivo é gerado nesse movimento de formação de cineastas indígenas para pensar as questões do povo mebengokré”, disse o curador, que também é mebengokré. “A nossa arte tem muito desse objetivo de mostrar quem somos nós, o que fazemos, que línguas falamos, quantos somos e como vivemos”, disse.</p>
<p>O primeiro curta, <em>Menire djê: grafismo das mulheres Mebengokré-Kayapó</em> (2019), narra o processo de produção da tinta de jenipapo, mostrando desde a colheita até a mistura com o carvão moído para dar a pigmentação e consistência adequadas para ser aplicada no corpo.</p>
<p>O segundo curta, <em>Mê’ok: nossa pintura</em> (2014), apresenta uma série de entrevistas e registros com pessoas que cresceram com a pintura do jenipapo e urucum feita por suas mães.</p>
<p>“As mulheres são, por excelência, as produtoras das tintas de jenipapo e de urucum e são as que produzem a pintura corporal”, disse o curador. “Um dos filmes exibidos é mais curto e focado no papel das mulheres nesse movimento de produção das tintas e das pinturas. O outro traz mais elementos vinculados às tradições, a ancestralidade e às cosmologias”.</p>
<h2>Mahku</h2>
<p>Até o dia 4 de junho, o segundo subsolo do museu apresenta a maior exposição dedicada ao coletivo indígena Mahku, grupo de etnia huni kuin que vive no estado do Acre, na fronteira com o Peru. A curadoria é de Adriano Pedrosa, Guilherme Giufrida e Ibã Huni Kuin. “Essa é a primeira grande retrospectiva individual desse coletivo”, afirmou Giufrida, em entrevista.</p>
<p>A exposição celebra os dez anos do grupo, que surgiu oficialmente em 2013, embora tenha iniciado seus trabalhos bem antes, no início dos anos 2000, nos cursos de licenciatura indígena da Universidade Federal do Acre. “Naquele momento, por meio de oficinas universitárias, muitas práticas que são orais do povo huni kuin começaram a ser traduzidas em papéis e em desenhos, como se fossem partituras”, explicou o curador.</p>
<p>A mostra<em> Mahku: Mirações</em> apresenta cerca de 110 pinturas, desenhos e esculturas, que expressam as traduções de cantos, mitos, história da ancestralidade e visões do grupo. “A matéria-prima do trabalho do Mahku são as mirações &#8211; como eles chamam e que dá nome à exposição &#8211; que experienciam e visualizam nos rituais de ayahuasca, chamados de nixi pae”, acrescentou.</p>
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<figure id="attachment_58548" aria-describedby="caption-attachment-58548" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58548" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Histórias Indígenas Ocupam Centro Da Programação Do Masp Em 2023 - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/25-Historias-indigenas-ocupam-centro-da-programacao-do-Masp-em-2023-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58548" class="wp-caption-text">São Paulo (SP), 24/03/2023 &#8211; O Museu de Arte de São Paulo (Masp) recebe a exposição Mirações, do Movimento dos Artistas Huni Kuin &#8211; MAHKU, na programação anual dedicada às histórias indígenas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil &#8211; Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p><em>Nixi pae</em> são as bebidas sagradas, que surgem do mito da jiboia, animal que está muito presente nas pinturas feitas pelo grupo e que é considerada o ser da transformação. O mito narra o encontro de Yube Inu, um homem indígena, com Yube Shanu, a mulher-jiboia. O homem indígena se apaixona por ela e passa a viver junto ao povo da jiboia. Ali, ingere a bebida sagrada e experimenta as mirações. Por um momento de ciúme de seu sogro, devido ao conhecimento adquirido, Yube Inu foi mordido pela jiboia e acabou adoecendo, mas, antes de morrer, retorna ao povo de origem e ensina a receita da bebida. “Na verdade, esse é o momento em que o humano atravessou para o universo da jiboia e conheceu seu mundo, aprendeu a receita da bebida e a visualizar o mundo a partir desse paradigma”, afirmou o curador.</p>
<p>As obras apresentadas nessa mostra têm grandes dimensões e cores saturadas, sempre em tons vibrantes e intensos. A cor remete ao universo psicodélico presenciado pelos artistas durante os rituais com a bebida da ayahuasca. As imagens são ricamente carregadas de elementos, com jiboias e jacarés aparecendo com muita constância em cada tela. Há também obras feitas especialmente para o Masp, dedicadas a representar a Avenida Paulista bastante colorida, vista de cima e com prédios e carros deitados. Um olhar dos povos indígenas sobre o mundo urbano.</p>
<p>Outro destaque dessa exposição é um mural pintado em cores vibrantes nas laterais da rampa vermelha do museu, que interliga o primeiro e o segundo subsolos. “É muito comum que eles apresentem também pintura mural, feita especialmente para a arquitetura daquela galeria, algo que depois é desfeito”, disse Giufrida. “Tivemos a ideia de convidá-los a pintar a própria rampa. Foram feitas aprovações no Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] e no Condephaat [Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico] e foi permitida essa intervenção provisória de um ano. É uma pintura mural de 200 metros quadrados, somando-se todas as faces da rampa. O grupo veio completo do Acre para fazer essa pintura. Foi um trabalho bem árduo e acho que será bem impactante para o visitante”.</p>
<p>Além das pinturas, esculturas, desenhos e do mural pintado na rampa, a exposição também vai apresentar alguns cantos huni khuin, gravados e traduzidos para português e inglês.</p>
<p>Mais informações sobre as mostras podem ser obtidas no<em> <a href="https://masp.org.br/" target="_blank" rel="noopener">site</a></em><a href="https://masp.org.br/" target="_blank" rel="noopener"> do museu</a> . O Masp tem entrada gratuita às terças-feiras.</p>
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		<title>Estudantes fazem passeata pela revogação do novo ensino médio em SP</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-sp/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Mar 2023 20:53:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Organizações estudantis fizeram nesta quarta-feira (15) um ato pedindo a revogação do novo ensino médio. A lei de 2017 estabeleceu um novo currículo que passou a ser implementado obrigatoriamente em 2022. Estudantes e professores se reuniram pela manhã na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e saíram em passeata [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Organizações estudantis fizeram nesta quarta-feira (15) um ato pedindo a revogação do novo ensino médio. A lei de 2017 estabeleceu um novo currículo que passou a ser implementado obrigatoriamente em 2022. Estudantes e professores se reuniram pela manhã na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e saíram em passeata em direção à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Do carro de som foram chamadas palavras de ordem, pedindo a revogação do novo currículo que reduz a obrigatoriedade de algumas disciplinas e cria itinerários, que permitem que os alunos se aprofundem nos temas de interesse. Entre as opções, está a ênfase em linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou no ensino técnico. A oferta de itinerários, entretanto, depende da capacidade das redes de ensino e das escolas.</p>
<h2>Despreparados para o vestibular</h2>
<figure id="attachment_58389" aria-describedby="caption-attachment-58389" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58389" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Estudantes Fazem Passeata Pela Revogação Do Novo Ensino Médio Em SP - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-2-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58389" class="wp-caption-text">São Paulo (SP), 15/03/2023 &#8211; Estudantes secundaristas protestam pedindo a revogação do Novo Ensino Médio, na Avenida Paulista. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil &#8211; Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Com faixas e cartazes, os estudantes criticaram as mudanças, que veem como um esvaziamento do ensino que, entre outros problemas, os deixa menos preparados para ingressar nas universidades públicas. “Como a gente vai se preparar para a universidade, para o vestibular, para o mercado de trabalho se a gente está preocupado em fazer brigadeiro? Enquanto as escolas particulares estão preparando para pegarem as melhores vagas das universidades”, criticou a estudante do 2º ano do ensino médio, Júlia Oliveira.</p>
<p>A jovem de 17 anos, que também faz parte da diretoria da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo, reivindica que uma nova base curricular seja feita a partir de um debate amplo. “A gente sabe que o ensino médio anterior, antes dessa reforma, não era lá essas coisas. Todo mundo reclamava. Com certeza, um novo ensino médio de qualidade deveria ser feito com diálogo com os alunos, com a Secretaria de Educação, os professores, quem está no dia a dia da escola. Deveriam ter aulas mais dinâmicas, conteúdos precisos sobre o vestibular e sobre o cotidiano de fato”, diz.</p>
<p>Moradora de Osasco, na Grande São Paulo, Sofia Almeida, de 17 anos afirma que já percebe os impactos negativos das mudanças no ensino. “A gente sente o quanto isso afeta a gente no cotidiano. Principalmente a gente que vem de escola pública”, ressalta. Para ela, os conteúdos agora são oferecidos “muito por cima”, sem o aprofundamento necessário. “A gente perdeu um monte de matérias. Não temos mais biologia, sociologia, e isso vai respingar muito nos vestibulares, com certeza”, acrescenta.</p>
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<figure id="attachment_58390" aria-describedby="caption-attachment-58390" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58390" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Estudantes Fazem Passeata Pela Revogação Do Novo Ensino Médio Em SP - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/15-Estudantes-fazem-passeata-pela-revogacao-do-novo-ensino-medio-em-SP-3-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58390" class="wp-caption-text">São Paulo (SP), 15/03/2023 &#8211; Estudantes secundaristas protestam pedindo a revogação do Novo Ensino Médio, na Avenida Paulista. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil &#8211; Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Para o professor de geografia Alex Guedes, o novo ensino médio reduz os horizontes dos estudantes. “Essa contrarreforma veio no sentido de tornar o ensino ainda mais precário, ainda mais técnico, não dando possibilidade do desenvolvimento dos estudantes, de pensamento crítico que vá no sentido de transformar essa sociedade, de pautar os interesses da maioria da população.”</p>
<h2>Prisão</h2>
<p>O ato chegou em frente a Alesp após caminhar pela Avenida Paulista e descer a Avenida Brigadeiro Luiz Antonio. No local, policiais militares fizeram algumas revistas pessoais em pessoas que estavam com mochilas. Um rapaz foi detido e encaminhado à delegacia após uma pedra ter sido encontrada no bolso da calça dele. Segundo o tenente Artilha, do 12º Batalhão da Polícia Militar, a pedra poderia ser usada contra os policiais e o rapaz foi levado ao 27º Distrito Policial, do Campo Belo.</p>
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