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	<title>Marinha do Brasil &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>MPF pede aumento de indenização à União por declarações da Marinha sobre a Revolta da Chibata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:08:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para ampliar o valor da indenização por dano moral coletivo aplicada à União em uma ação relacionada às manifestações institucionais da Marinha do Brasil sobre a Revolta da Chibata e seu principal líder, João Cândido Felisberto. O órgão pede que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para ampliar o valor da indenização por dano moral coletivo aplicada à União em uma ação relacionada às manifestações institucionais da Marinha do Brasil sobre a Revolta da Chibata e seu principal líder, João Cândido Felisberto. O órgão pede que a reparação seja elevada dos atuais R$ 200 mil para R$ 5 milhões.</p>
<p>Na decisão de primeira instância, a Justiça Federal determinou que a União pagasse R$ 200 mil por danos morais coletivos e proibiu a utilização de expressões depreciativas em manifestações oficiais sobre os marinheiros que participaram do movimento ocorrido em novembro de 1910. Para o MPF, entretanto, a quantia fixada é insuficiente diante da gravidade do caso e da dimensão histórica da perseguição sofrida pelos envolvidos na revolta.</p>
<p>Segundo o recurso, a controvérsia teve origem em um ofício encaminhado em 2024 pelo então comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, à Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, durante a discussão de um projeto de lei que propunha incluir João Cândido no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. No documento, o militar classificou a Revolta da Chibata como uma &#8220;deplorável página da história nacional&#8221;, descreveu os marinheiros como &#8220;abjetos&#8221; e afirmou que a atuação de João Cândido representava um &#8220;reprovável exemplo&#8221;.</p>
<p>Antes de ingressar com a ação judicial, o Ministério Público informou que tentou solucionar a questão por meio de uma recomendação formal para que a Marinha revisse sua posição, mas a manifestação foi rejeitada pela instituição.</p>
<p>No recurso encaminhado ao TRF-2, assinado pelo procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão, Julio Araujo, o MPF sustenta que as declarações oficiais refletem uma perseguição institucional que atravessa mais de um século e que continuou mesmo após a morte de João Cândido, em 1969. O órgão afirma que o episódio de 2024 não pode ser analisado como um fato isolado, mas como parte de um processo contínuo de desvalorização da memória dos participantes da Revolta da Chibata.</p>
<p>Além do aumento da indenização, o Ministério Público solicita que, caso o pedido seja acolhido pela Justiça, os R$ 5 milhões sejam destinados exclusivamente ao financiamento de projetos voltados à preservação, valorização e divulgação da história de João Cândido e dos acontecimentos relacionados à Revolta da Chibata. A proposta prevê que os recursos sejam administrados por entidades públicas ou privadas reconhecidas para esse tipo de atuação.</p>
<p>Conhecido como &#8220;Almirante Negro&#8221;, João Cândido liderou, em 1910, o movimento organizado por marinheiros que reivindicavam o fim dos castigos físicos, especialmente o uso da chibata, prática herdada do período escravocrata. Embora os participantes tenham recebido anistia inicialmente, a medida foi revogada poucos dias depois, desencadeando prisões, perseguições e expulsões de diversos integrantes do movimento.</p>
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