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	<title>Márcio Elias Rosa &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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		<title>Governo reforça negociações com os EUA para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 18:57:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O governo federal intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar impedir a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. Nesta quinta-feira (2), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a orientação do governo é manter o diálogo aberto até o limite das tratativas. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O governo federal intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar impedir a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados ao mercado americano. Nesta quinta-feira (2), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a orientação do governo é manter o diálogo aberto até o limite das tratativas.</p>
<p>Segundo o ministro, o Brasil atua seguindo a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorizar a negociação. “Nunca abandone a mesa de negociação”, reproduziu a fala de Lula. “Quem defende o multilateralismo, como o Brasil, tem que saber lutar contra as barreiras que são impostas”.</p>
<p>Márcio Elias assumiu o comando da pasta em abril, após a saída de Geraldo Alckmin, e passou a integrar diretamente a equipe responsável pelas conversas com o governo americano. Nesta quinta-feira, ele participou de uma reunião virtual com representantes da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), acompanhado por integrantes do Ministério das Relações Exteriores e da assessoria especial da Presidência da República.</p>
<p>Após o encontro, o ministro destacou que o governo trabalha contra o tempo para chegar a uma solução antes de 15 de julho, data prevista para o início da cobrança das tarifas. “O tempo corre contra porque o prazo é 15 de julho”, ressaltou. Segundo ele, fatores políticos acabam dificultando o andamento das negociações.</p>
<p>Ao comentar esse cenário, Márcio Elias citou manifestações de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, sem mencionar nomes diretamente. Ele fez referência a publicações de um ex-deputado federal que teria reivindicado participação na adoção das medidas tarifárias e também a manifestações favoráveis à decisão nas redes sociais.</p>
<p>Na avaliação do ministro, esse tipo de comportamento introduz elementos políticos em uma discussão que deveria permanecer restrita às relações comerciais entre os dois países.</p>
<p>“Não cabe na mesa de negociação da economia, do comércio bilateral, questões ideológicas, eleitoreiras, pessoalmente oportunistas, isso não tem cabimento”, afirmou.</p>
<p>As declarações foram dadas após sua participação no 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.</p>
<p>De acordo com o ministro, a reunião virtual desta quinta-feira foi a quarta realizada em nível ministerial para tratar da questão com autoridades americanas. Além desses encontros, já ocorreram outras oito reuniões técnicas.</p>
<p>Durante a conversa entre os dois governos, também foram discutidos temas relacionados ao combate ao crime organizado transnacional, lavagem de dinheiro, imigração, cooperação policial, atração de investimentos em data centers e proteção à propriedade intelectual. Sobre esse último ponto, Márcio Elias afirmou que o Brasil já segue os padrões internacionais.</p>
<p>A possibilidade de aplicação das tarifas surgiu após a abertura de uma investigação pela USTR, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O governo do presidente Donald Trump sustenta que o Brasil adota práticas consideradas desleais no comércio internacional e menciona o Pix entre os fatores que, segundo Washington, prejudicariam empresas americanas. O governo brasileiro rejeita essas alegações.</p>
<p>Também presente ao evento no BNDES, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, contestou outra justificativa apresentada pelos Estados Unidos para defender a adoção das tarifas, relacionada ao desmatamento e ao comércio ilegal de madeira.</p>
<p>Segundo ele, o país mantém o desmatamento sob controle e conta com um sistema de rastreabilidade que impede a exportação de madeira obtida ilegalmente.</p>
<p>“O Ibama libera a exportação verificando toda essa cadeia de custódia, todo o processo regulamentado, registrado”, certificou Capobianco.</p>
<p>O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, também comentou a carta enviada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Para Mercadante, o conteúdo do documento envolve temas estratégicos para o país.</p>
<p>“São informações do Estado brasileiro, de estratégia, de desenvolvimento, da defesa, de tecnologia, da área de energia”, listou.</p>
<p>“É uma afronta à soberania e aos interesses nacionais”, concluiu.</p>
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