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	<title>Mapbiomas Antártica &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Mapeamento inédito revela dimensão das áreas livres de gelo na Antártica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 13:22:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um mapeamento inédito realizado por uma iniciativa científica brasileira revelou, pela primeira vez, a extensão precisa das áreas livres de gelo e da cobertura vegetal na Antártica. O levantamento, parte do projeto MapBiomas Antártica, identificou que apenas 2,4 milhões de hectares — menos de 1% de todo o continente — ficam expostos durante o verão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um mapeamento inédito realizado por uma iniciativa científica brasileira revelou, pela primeira vez, a extensão precisa das áreas livres de gelo e da cobertura vegetal na Antártica. O levantamento, parte do projeto MapBiomas Antártica, identificou que apenas 2,4 milhões de hectares — menos de 1% de todo o continente — ficam expostos durante o verão austral. Desses, 107 mil hectares apresentam algum nível de vegetação.</p>
<p>A pesquisa, que utiliza imagens de satélite combinadas a algoritmos de <em>machine learning</em> e ferramentas de processamento em nuvem, inaugura uma nova fase na observação da dinâmica natural de um dos ambientes mais sensíveis do planeta.</p>
<h3>Território extremo, dados inéditos</h3>
<p>Coordenado pela pesquisadora Eliana Fonseca, o estudo estabelece um marco para o monitoramento ambiental antártico.<br />
“O mapa de áreas livres de gelo é essencial para acompanhar a fauna, já que a reprodução das espécies ocorre nesses espaços durante o verão. Já o mapa de vegetação permite medir a produtividade dos ecossistemas e identificar regiões vulneráveis às mudanças climáticas”, explica Fonseca.</p>
<p>O levantamento identificou a presença de musgos, algas terrestres, gramíneas e uma rica variedade de líquens, encontrados tanto nas zonas costeiras quanto no interior do continente — organismos resilientes que persistem mesmo sob condições extremas.</p>
<p>Para analisar a saúde e a densidade dessa vegetação rara, os cientistas utilizaram indicadores específicos de sensoriamento remoto, que permitem medir o vigor biológico a partir das imagens.</p>
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<h3>Ecossistemas que dialogam com o Brasil</h3>
<p>A pesquisa também destacou similaridades entre a flora antártica e formações vegetais presentes em biomas brasileiros. Segundo Fonseca, crostas biológicas do solo — compostas por líquens, musgos e algas — são comuns tanto no continente gelado quanto em regiões áridas do Brasil, como Pampa e Caatinga.<br />
“As gramíneas, por sua vez, são plantas pioneiras e aparecem em todos os biomas brasileiros, desempenhando papel essencial na manutenção do solo”, afirma.</p>
<h3>O continente que regula o clima do Hemisfério Sul</h3>
<p>A influência da Antártica sobre o clima brasileiro segue decisiva. Considerado o berço das frentes frias que avançam pelo Hemisfério Sul, o continente gelado molda regimes de chuva e oscilações de temperatura.<br />
“O contraste entre o ar frio e seco oriundo da Antártica e o ar quente e úmido formado sobre o Brasil influencia diretamente o volume e a frequência das chuvas”, explica Fonseca. Em episódios mais intensos, essa massa polar consegue provocar quedas de temperatura até mesmo nas regiões Centro-Oeste e Norte.</p>
<h3>Satélites que mudam a compreensão do continente</h3>
<p>O estudo só se tornou possível após a entrada em operação dos satélites Sentinel-2, capazes de registrar imagens de alta resolução em órbita polar. As coletas analisadas, feitas entre 2017 e 2025, abrangem exclusivamente o verão austral — período de maior luminosidade e do fenômeno conhecido como “sol da meia-noite”, quando o Sol permanece visível por 24 horas e projeta longas sombras das cadeias montanhosas da região.</p>
<p>A dependência desse intervalo específico limita a observação contínua da dinâmica anual, mas representa um primeiro passo.<br />
“Esta é apenas a primeira versão do mapeamento”, afirma Júlia Shimbo, coordenadora científica do MapBiomas. “Esperamos que as próximas coleções envolvam ainda mais grupos de pesquisa e tragam novas variáveis, aprimorando o monitoramento de um território essencial para compreender o clima global.”</p>
<p>Com o novo mapeamento, o Brasil se insere de forma estratégica na produção de conhecimento sobre a Antártica — um continente remoto, mas com impacto direto sobre a vida e o clima de milhões de pessoas no Hemisfério Sul.</p>
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