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	<title>Literatura &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Literatura &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Livro recupera a trajetória de jornalista perseguido pela ditadura militar</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/livro-recupera-a-trajetoria-de-jornalista-perseguido-pela-ditadura-militar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 16:14:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A trajetória de Paulo Cezar Branco, jornalista que enfrentou perseguições durante a ditadura militar e fez da atividade profissional uma forma de resistência, ganha um novo registro em “Em Confidência: as memórias de um jornalista de coragem”. Escrito por seu filho, Paulo Branco Filho, o livro é publicado pela Artêra, selo da Editora Appris, e reúne documentos, reportagens, registros históricos e lembranças familiares para reconstruir a história do jornalista.</p>
<figure id="attachment_92181" aria-describedby="caption-attachment-92181" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-92181" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/19-Paulo-Branco-Filho-conta-a-historia-do-pai-no-livro-Em-Confidencia-Expresso-Carioca.jpg?resize=400%2C500&#038;ssl=1" alt="Paulo Branco Filho Conta A História Do Pai No Livro Em Confidência - Expresso Carioca" width="400" height="500" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/19-Paulo-Branco-Filho-conta-a-historia-do-pai-no-livro-Em-Confidencia-Expresso-Carioca.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/19-Paulo-Branco-Filho-conta-a-historia-do-pai-no-livro-Em-Confidencia-Expresso-Carioca.jpg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/19-Paulo-Branco-Filho-conta-a-historia-do-pai-no-livro-Em-Confidencia-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C188&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-92181" class="wp-caption-text">Livro Recupera A Trajetória De Jornalista Perseguido Pela Ditadura Militar &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>A obra parte da trajetória profissional de Paulo Cezar Branco para também recuperar uma relação entre pai e filho que passou a ser observada sob uma nova perspectiva durante o processo de pesquisa. O trabalho reúne informações sobre a atuação do jornalista em um dos períodos mais repressivos da história recente do país e contribui para preservar registros sobre o exercício do jornalismo durante o regime militar.</p>
<p>Nascido em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro, em 1948, Paulo Cezar Branco foi preso na capital fluminense em 1968, acusado de distribuir panfletos com críticas ao regime militar. Depois, passou a trabalhar na Tribuna da Imprensa, veículo que esteve entre os jornais mais perseguidos pela ditadura.</p>
<p>A atuação profissional levou o jornalista a ser acompanhado pelos órgãos de repressão. Seu nome passou a constar nos registros do Serviço Nacional de Informações (SNI), enquanto suas reportagens continuavam abordando denúncias e questões relacionadas ao período político. Mesmo submetido à vigilância, manteve uma postura independente no exercício da profissão.</p>
<h3>Uma pesquisa baseada em milhares de documentos</h3>
<p>Para escrever o livro, Paulo Branco Filho realizou uma extensa pesquisa sobre a produção jornalística do pai. Aproximadamente três mil colunas e reportagens foram analisadas, ao lado de processos judiciais, documentos do antigo SNI e outros registros produzidos durante o período.</p>
<p>O levantamento também incluiu entrevistas e conversas com jornalistas e historiadores que conheceram ou acompanharam a atuação de Paulo Cezar Branco. Entre eles está Marco Morel, responsável pelo prefácio da obra e pela contextualização da trajetória do jornalista dentro da imprensa brasileira daquele período.</p>
<p>A pesquisa permitiu reconstruir não apenas os episódios de perseguição política, mas também a continuidade da carreira de Paulo Cezar Branco após o fim da ditadura.</p>
<p>Com a redemocratização, ele continuou produzindo um jornalismo marcado por denúncias. Algumas publicações chegaram a resultar em processos judiciais, posteriormente acompanhados pela confirmação dos fatos denunciados.</p>
<p>Sua atuação também incorporou questões internacionais. Entre as causas defendidas pelo jornalista estava a soberania dos povos árabes, especialmente a questão palestina. Em determinado momento de sua trajetória, Paulo Cezar Branco chegou a se encontrar com Yasser Arafat, então líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).</p>
<h3>A descoberta de um pai além da memória familiar</h3>
<p>O processo de pesquisa levou Paulo Branco Filho a reexaminar a imagem que tinha do pai. A documentação reunida e o contato com pessoas que acompanharam sua carreira revelaram aspectos de sua personalidade e de sua maneira de exercer o jornalismo.</p>
<p>&#8220;O que esse mergulho revelou foi um homem corajoso, estudioso e muito humano. Meu pai enfrentava uma ditadura que prendia, torturava e assassinava pessoas, mas acreditava que a melhor forma de resistir era fazendo jornalismo. Defendia suas ideias com firmeza, sem transformar diferenças políticas em ataques pessoais&#8221;, afirma o autor.</p>
<p>Embora tenha escolhido uma área profissional diferente, Paulo Branco Filho também construiu uma trajetória marcada pela disciplina e pela atuação pública. Ex-atleta de kickboxing, conquistou títulos intermunicipais, estaduais, brasileiros e sul-americanos. Em 2005, foi escolhido como melhor atleta de sua categoria.</p>
<p>Atualmente, trabalha como professor de artes marciais e dirige a Escola de Artes Marciais Paulo Branco. Também atua como cronista político, mantendo a escrita entre suas atividades profissionais.</p>
<h3>Memória como registro histórico</h3>
<p>Ao reunir a produção jornalística do pai e documentos relacionados à repressão política, o autor procura preservar uma parte da história da imprensa brasileira e mostrar como jornalistas atuaram em um período de restrições às liberdades e perseguição a profissionais que confrontavam o regime.</p>
<p>Para Paulo Branco Filho, a pesquisa também estabelece uma relação entre memória pessoal e conhecimento histórico. O livro parte de uma história familiar, mas amplia o olhar para acontecimentos que ultrapassam a trajetória individual de seu pai.</p>
<p>&#8220;Espero que o leitor perceba como é importante conhecer a história da nossa família e do nosso país. Só assim conseguimos fazer escolhas com mais consciência e evitar que erros se repitam&#8221;, conclui.</p>
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		<title>Justiça Eleitoral abre urnas ao público para explicar funcionamento do sistema de votação, diz Nunes Marques</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/justica-eleitoral-abre-urnas-ao-publico-para-explicar-funcionamento-do-sistema-de-votacao-diz-nunes-marques/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 20:21:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Carla Madeira]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender neste domingo (9) a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro e destacou as iniciativas adotadas pela Justiça Eleitoral para aproximar a população do funcionamento das urnas. A declaração ocorreu durante a abertura da Corrida pela Democracia, realizada pelo TSE no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, voltou a defender neste domingo (9) a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro e destacou as iniciativas adotadas pela Justiça Eleitoral para aproximar a população do funcionamento das urnas.</p>
<p>A declaração ocorreu durante a abertura da Corrida pela Democracia, realizada pelo TSE no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. O evento encerrou a primeira Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, realizada entre os dias 3 e 9 de agosto com uma série de atividades destinadas a explicar o funcionamento, a segurança, a transparência e a possibilidade de auditoria do sistema eleitoral.</p>
<p>Durante o discurso, Nunes Marques ressaltou que o TSE e os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) promoveram ações em diferentes locais para permitir que a população conhecesse mais de perto a tecnologia utilizada nas eleições.</p>
<p>Segundo o ministro, entre as iniciativas estiveram demonstrações públicas de desmontagem das urnas eletrônicas, exposições, votações simuladas em shopping centers, escolas públicas, espaços públicos e eventos como a Rio Innovation Week. A proposta foi mostrar aos cidadãos o que existe por trás do equipamento e explicar as diferentes etapas do caminho percorrido pelo voto.</p>
<p>“A Justiça Eleitoral abriu urnas diante da população de diversos estados para mostrar o que existe por trás do equipamento e explicar o caminho do voto”, afirmou Nunes Marques.</p>
<p>O presidente do TSE também citou visitas ao Museu do Voto, ações de acessibilidade e iniciativas voltadas ao combate à desinformação. Para ele, a aproximação entre a Justiça Eleitoral e a sociedade é parte importante da construção de uma democracia mais participativa e transparente.</p>
<p>A semana de mobilização foi criada justamente para ampliar o conhecimento da população sobre o sistema eletrônico de votação. Ao levar demonstrações para diferentes ambientes, a Justiça Eleitoral buscou mostrar, de maneira prática, mecanismos relacionados à segurança e à auditabilidade das eleições.</p>
<figure id="attachment_91968" aria-describedby="caption-attachment-91968" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-91968" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritora-Carla-Madeira-participa-do-bate-papo-Elas-por-Elas-Astrid-Fontenelle-entrevista-Carla-Madeira-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Escritora Carla Madeira Participa Do Bate Papo Elas Por Elas Astrid Fontenelle Entrevista Carla Madeira - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritora-Carla-Madeira-participa-do-bate-papo-Elas-por-Elas-Astrid-Fontenelle-entrevista-Carla-Madeira-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritora-Carla-Madeira-participa-do-bate-papo-Elas-por-Elas-Astrid-Fontenelle-entrevista-Carla-Madeira-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritora-Carla-Madeira-participa-do-bate-papo-Elas-por-Elas-Astrid-Fontenelle-entrevista-Carla-Madeira-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritora-Carla-Madeira-participa-do-bate-papo-Elas-por-Elas-Astrid-Fontenelle-entrevista-Carla-Madeira-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-91968" class="wp-caption-text">Escritora Carla Madeira participa do bate papo Elas por Elas: Astrid Fontenelle entrevista Carla Madeira, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho &#8211; Flipelô, no Largo do Pelourinho, centro histórico da capital baiana. &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h2>Urnas como patrimônio da democracia</h2>
<p>A defesa do sistema eletrônico de votação vem sendo uma das principais mensagens de Nunes Marques desde que assumiu a presidência do TSE. No início da semana, durante a retomada das sessões presenciais do tribunal, o ministro classificou a urna eletrônica brasileira como um “patrimônio da democracia”.</p>
<p>A estratégia do tribunal também inclui o enfrentamento à desinformação em um momento de preparação para as eleições de 2026. Na sexta-feira (7), o TSE instituiu o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional, que terá a função de assessorar a presidência do tribunal em medidas relacionadas ao uso indevido de inteligência artificial e à disseminação de conteúdos falsos durante a campanha eleitoral.</p>
<p>A preocupação ganhou ainda mais relevância diante da proximidade do calendário eleitoral. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Na data, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro.</p>
<h2>Corrida pela Democracia encerra programação</h2>
<p>A Corrida pela Democracia, realizada neste domingo em Brasília, marcou o encerramento da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. A iniciativa reuniu participantes no Autódromo Internacional Nelson Piquet e simbolizou, segundo o TSE, a conclusão de uma semana dedicada à aproximação entre a Justiça Eleitoral e a sociedade.</p>
<p>Para Nunes Marques, ações desse tipo ajudam a fortalecer a participação popular e a compreensão sobre as instituições responsáveis pela organização das eleições.</p>
<p>Ao longo da semana, além das demonstrações técnicas das urnas, o TSE e os TREs promoveram atividades educativas e iniciativas de acessibilidade e de combate à desinformação. A intenção foi levar ao público informações sobre as etapas do processo eleitoral e os mecanismos utilizados para garantir a segurança e a transparência da votação.</p>
<p>Com a aproximação das eleições de outubro, a Justiça Eleitoral pretende ampliar esse trabalho de informação. A aposta é que o acesso direto da população às demonstrações do sistema ajude a reduzir dúvidas e a combater informações falsas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas.</p>
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		<title>Milton Hatoum destaca papel da memória na literatura durante a Flipelô</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/milton-hatoum-destaca-papel-da-memoria-na-literatura-durante-a-flipelo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 20:11:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[A memória ocupa um lugar central na trajetória literária de Milton Hatoum. O escritor manauara voltou ao tema durante sua participação na 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador, onde apresentou reflexões sobre sua obra mais recente, os impactos da ditadura militar brasileira e a importância de preservar experiências individuais e coletivas. Hatoum [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A memória ocupa um lugar central na trajetória literária de Milton Hatoum. O escritor manauara voltou ao tema durante sua participação na 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador, onde apresentou reflexões sobre sua obra mais recente, os impactos da ditadura militar brasileira e a importância de preservar experiências individuais e coletivas.</p>
<p>Hatoum participou de uma mesa no Museu Eugênio Teixeira Leal, onde discutiu literatura, memória e tempo. A relação entre lembranças e criação literária acompanha o autor desde seu primeiro romance, <em>Relato de um Certo Oriente</em>, e permanece presente em <em>Dança de Enganos</em>, publicado no fim de 2025 e responsável por encerrar a trilogia <em>O Lugar Mais Sombrio</em>.</p>
<p>A obra mais recente é construída a partir das memórias e anotações de Lina, mãe de Martim, personagem central dos dois volumes anteriores, <em>A Noite da Espera</em> e <em>Pontos de Fuga</em>. Ao assumir o protagonismo da narrativa, Lina revisita acontecimentos familiares e confronta marcas deixadas por um período de autoritarismo no país.</p>
<p>Para Hatoum, a memória ganha sentido quando estabelece uma ligação entre diferentes tempos.</p>
<p>“A memória na literatura é, vamos dizer, fundamental. Ela é uma espécie de musa tutelar dos escritores. Mas a memória não é algo que está cristalizado no passado. A memória só faz sentido na literatura – e eu acho que na própria vida – quando você traz o passado para o presente e ela adquire um significado mais forte.<br />
Porque tudo que nós vivenciamos hoje tem a ver com o nosso passado, não apenas recente, mas distante também”, disse ele a jornalistas, antes de participar de uma mesa promovida pela Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) no Museu Eugênio Teixeira Leal, em Salvador.</p>
<figure id="attachment_91964" aria-describedby="caption-attachment-91964" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-91964" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritor-Milton-Hatoum-na-mesa-A-Palavra-a-Memoria-e-o-Tempo-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Escritor Milton Hatoum Na Mesa A Palavra, A Memória E O Tempo - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritor-Milton-Hatoum-na-mesa-A-Palavra-a-Memoria-e-o-Tempo-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritor-Milton-Hatoum-na-mesa-A-Palavra-a-Memoria-e-o-Tempo-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritor-Milton-Hatoum-na-mesa-A-Palavra-a-Memoria-e-o-Tempo-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/09-Escritor-Milton-Hatoum-na-mesa-A-Palavra-a-Memoria-e-o-Tempo-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-91964" class="wp-caption-text">Escritor Milton Hatoum na mesa A Palavra, a Memória e o Tempo: um Encontro sobre Literatura, com mediação de Rodrigo Casarin, no Museu Eugênio Leal, durante a 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho &#8211; Flipelô &#8211; Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h2>Família no centro da trilogia</h2>
<p>Embora a ditadura militar seja o contexto histórico que atravessa os três romances de <em>O Lugar Mais Sombrio</em>, Hatoum explica que a questão familiar está no centro da narrativa. Os livros acompanham personagens jovens que atravessam infância, juventude e parte da vida adulta em um ambiente marcado por repressão, censura e violência política.</p>
<p>“A trilogia O Lugar Mais Sombrio fala basicamente disso, de um grupo de jovens, de personagens jovens, que, enfim, passaram a infância, a juventude e uma parte da vida adulta durante um período de opressão, de autoritarismo, de brutalidade, de repressão e de censura. Isso é um tema tratado nesses três romances, mas não é o tema principal”, disse o escritor.</p>
<p>No último volume, a narrativa muda de perspectiva e acompanha a mãe de Martim. Lina utiliza suas próprias lembranças para reconstruir a história da família e descobrir acontecimentos que desconhecia.</p>
<p>“E esse último volume é o livro da mãe, que é um livro de memórias, justamente em que ela praticamente fala sobre a família, sobre ela e descobre coisas muito surpreendentes – e por isso o título é Dança de Enganos. Ela viveu durante um período da vida dela movida por enganos, por falsidades. E então ela descobre coisas que só mesmo essa presença da memória faz com que ela tenha consciência do que ela é”, explicou.</p>
<p>Durante o encontro, o escritor também contou que teve acesso a diários e relatos de amigos que foram presos e torturados durante a ditadura. Esse material serviu como referência para a construção dos romances, mas Hatoum optou por transformar as experiências documentadas por meio da ficção.</p>
<p>“E eu li muitas vezes chocado porque são relatos muito duros, de uma crueza assim incrível e impressionante. Mas eu usei muito pouca coisa desse material que eu li, porque eu queria, a partir do que li, inventar. Porque esse é o grande pilar do romance, a imaginação”.</p>
<p>A própria experiência de sua geração também influenciou a construção da trilogia. Hatoum relatou que muitos jovens envolvidos no movimento estudantil ou na resistência à ditadura tiveram amigos presos, torturados ou mortos.</p>
<p>“Foi também uma vingança. Quem da minha geração participou do movimento estudantil ou participou ativamente da luta contra a ditadura, quem não perdeu amigos ou não teve um amigo preso, foi submetido à tortura”.</p>
<h2>Literatura e o presente</h2>
<p>A relação entre passado e presente também aparece na maneira como Hatoum revisitou os textos da trilogia durante o processo de escrita. O escritor contou que alterou trechos dos livros diante do cenário político brasileiro e do surgimento de manifestações favoráveis ao retorno de um período autoritário.</p>
<p>“Foi o momento em que eu encontrei para também me posicionar. Quer dizer, não como um texto de denúncia porque eu não aprecio muito isso, nem também de uma forma didática, mas eu mudei muita coisa sobretudo entre o segundo e o terceiro volumes [da trilogia]. Eu reescrevi muitas coisas em função dessa catástrofe política que se abateu sobre o Brasil. Como é que eu vou definir essa gente? São absolutamente facínoras”.</p>
<p>Ao falar sobre o cenário atual, o escritor também apontou a empatia como um elemento necessário para enfrentar as tensões sociais.</p>
<p>“A empatia também serve para a crise que nós estamos vivendo. Porque ela é exatamente o contrário, o oposto do egotismo. Uma pessoa empática integra as suas necessidades básicas ou vitais com o coletivo, com a necessidade dos outros. E é isso que falta”, refletiu.</p>
<h2>Novo integrante da Academia Brasileira de Letras</h2>
<p>A participação de Hatoum na Flipelô ocorreu poucos meses depois de sua posse na Academia Brasileira de Letras (ABL). O escritor destacou que sua entrada na instituição representa também a presença da literatura produzida a partir da Amazônia.</p>
<p>“Por acaso, sou o primeiro escritor da Amazônia na Academia Brasileira de Letras. Mas, enfim, continuo a fazer o que eu venho fazendo há mais de 35 anos, que é dar palestras, falar basicamente sobre literatura, ler muitos livros e escrever alguns poucos”, disse.</p>
<p>Autor premiado e um dos nomes de destaque da literatura brasileira contemporânea, Hatoum teve o auditório do Museu Eugênio Teixeira Leal lotado durante sua participação na festa literária.</p>
<h2>Educação como instrumento de cidadania</h2>
<p>A educação também apareceu entre os assuntos discutidos com o público. Hatoum defendeu a reconstrução da escola pública e relacionou a questão ao fortalecimento da cidadania e à redução das desigualdades.</p>
<p>“Isso seria fantasticamente um ato patriótico, de formar cidadania e de dar condições de igualdade a todos da escola pública.”</p>
<p>Ao abordar sua própria formação, o escritor recordou Maria Luiza Freitas Pinto, professora responsável por alfabetizá-lo. A lembrança veio acompanhada de uma história que Hatoum considera marcante em sua trajetória.</p>
<p>“Pode parecer um pouco piegas, mas eu vou contar. Quando eu publiquei meu primeiro livro, eu morava em Manaus, em 1989. E ela estava na fila [para autógrafos]. Ela chegou, abriu a bolsa e disse: ‘vou te mostrar uma coisa&#8217;. Aí ela tirou um papel amarelo, desdobrou e disse: ‘Essa é a sua primeira redação. Eu guardei porque eu achava que você ia se tornar um escritor’. Ela morreu aos 104 anos. E até os 100 anos, ela ia aos lançamentos do meu livro”.</p>
<p>A 10ª edição da Flipelô começou na quarta-feira (5) e termina neste domingo (9), reunindo escritores, leitores e artistas em diferentes espaços do Centro Histórico de Salvador.</p>
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		<title>Flipelô abre décima edição em Salvador com homenagens, música e celebração da literatura brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2026 19:34:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) começou em Salvador reunindo literatura, música, teatro e grande participação do público no Centro Histórico da capital baiana. A programação, que segue até domingo (9), transforma ruas, largos e espaços culturais do Pelourinho em palco para centenas de atividades gratuitas voltadas à valorização da produção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) começou em Salvador reunindo literatura, música, teatro e grande participação do público no Centro Histórico da capital baiana. A programação, que segue até domingo (9), transforma ruas, largos e espaços culturais do Pelourinho em palco para centenas de atividades gratuitas voltadas à valorização da produção literária brasileira.</p>
<p>A cerimônia de abertura foi realizada na noite de quarta-feira (5) e teve como destaque uma apresentação da cantora e compositora Belô Velloso, além de uma intervenção teatral inspirada na obra da poeta baiana Myriam Fraga (1937–2016), homenageada desta edição do festival. A escritora, que também foi idealizadora da Flipelô e ex-diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, é lembrada ao longo de toda a programação por meio de atividades que celebram sua contribuição para a literatura brasileira.</p>
<p>Considerada um dos principais eventos literários do país, a Flipelô chega à sua décima edição reunindo escritores, artistas, pesquisadores, estudantes e leitores em uma extensa agenda de debates, lançamentos de livros, oficinas, exposições, apresentações musicais, espetáculos teatrais e atividades voltadas ao público infantil. A programação é totalmente gratuita e está distribuída por diversos espaços do Pelourinho.</p>
<figure id="attachment_91940" aria-describedby="caption-attachment-91940" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-91940" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/06-Flip10a-edicao-da-Festa-Literaria-Internacional-do-Pelourinho-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Flip10ª Edição Da Festa Literária Internacional Do Pelourinho - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/06-Flip10a-edicao-da-Festa-Literaria-Internacional-do-Pelourinho-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/06-Flip10a-edicao-da-Festa-Literaria-Internacional-do-Pelourinho-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/06-Flip10a-edicao-da-Festa-Literaria-Internacional-do-Pelourinho-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/08/06-Flip10a-edicao-da-Festa-Literaria-Internacional-do-Pelourinho-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-91940" class="wp-caption-text">As escritoras Maria do Carmo e Magnólia Gomes de Oliveira participam da abertura da 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho &#8211; Flipelô &#8211; Foto Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Durante a abertura, a presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, destacou o simbolismo da homenagem dedicada à mãe e a importância da escritora para a consolidação do evento.</p>
<p>&#8220;Minha mãe acreditava profundamente na força da literatura como instrumento de transformação e de encontro entre as pessoas. Ver sua obra celebrada na Flipelô é uma emoção muito grande para toda a família.&#8221;</p>
<p>Além da homenagem a Myriam Fraga, a programação deste ano reúne aproximadamente 500 escritores e convidados, promovendo encontros entre autores consagrados, novos talentos e o público em diferentes formatos de atividades culturais. A expectativa da organização é repetir o sucesso das edições anteriores, consolidando a Flipelô como um dos maiores festivais literários do Brasil.</p>
<p>Até o encerramento, no domingo, o evento continuará oferecendo uma programação diversificada, reforçando o papel da literatura como elemento de integração entre diferentes manifestações artísticas e aproximando leitores de todas as idades do universo dos livros e da cultura brasileira.</p>
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		<title>No Dia dos Pais, Zé Luiz Rinaldi lança livros que transformam a infância e a paternidade em poesia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 00:58:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Paternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Poema para a criança]]></category>
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					<description><![CDATA[O Dia dos Pais ganhará um convite especial à reflexão sobre os vínculos que nos constituem. No próximo dia 9 de agosto, o poeta, compositor, diretor e filósofo Zé Luiz Rinaldi lança os livros Paternidade e Poema para a criança, pela Contra Capa Editora, em um casarão da Glória, Rio de Janeiro. Realizado em parceria [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia dos Pais ganhará um convite especial à reflexão sobre os vínculos que nos constituem. No próximo dia 9 de agosto, o poeta, compositor, diretor e filósofo Zé Luiz Rinaldi lança os livros Paternidade e Poema para a criança, pela Contra Capa Editora, em um casarão da Glória, Rio de Janeiro. Realizado em parceria com a Arte Ato Tecnologia, o evento será aberto ao público, com início às 14h.</p>
<figure id="attachment_91843" aria-describedby="caption-attachment-91843" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-91843" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/28-No-Dia-dos-Pais-Ze-Luiz-Rinaldi-lanca-livros-que-transformam-a-infancia-e-a-paternidade-em-poesia-Expresso-Carioca-1.webp?resize=400%2C600&#038;ssl=1" alt="No Dia Dos Pais, Zé Luiz Rinaldi Lança Livros Que Transformam A Infância E A Paternidade Em Poesia - Expresso Carioca" width="400" height="600" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/28-No-Dia-dos-Pais-Ze-Luiz-Rinaldi-lanca-livros-que-transformam-a-infancia-e-a-paternidade-em-poesia-Expresso-Carioca-1.webp?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/28-No-Dia-dos-Pais-Ze-Luiz-Rinaldi-lanca-livros-que-transformam-a-infancia-e-a-paternidade-em-poesia-Expresso-Carioca-1.webp?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/28-No-Dia-dos-Pais-Ze-Luiz-Rinaldi-lanca-livros-que-transformam-a-infancia-e-a-paternidade-em-poesia-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C225&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-91843" class="wp-caption-text">Poeta, compositor e filósofo Zé Luiz Rinaldi &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>Mais do que novos títulos em sua trajetória literária, as obras nascem de um mesmo território: a experiência humana do cuidado, da descoberta e do afeto. Em Paternidade, Rinaldi percorre as transformações de se tornar pai e a construção cotidiana dos vínculos familiares. Já Poema para a criança se volta ao universo da infância, convidando crianças e adultos a olharem o mundo com mais curiosidade, imaginação e delicadeza.</p>
<p>&#8220;Os adultos não têm as respostas. O que perdura são as perguntas&#8221;, escreve o autor em um dos poemas do livro, uma síntese da obra que enxerga na infância não apenas um período da vida, mas uma forma de estar no mundo, aberta ao espanto, à descoberta e à escuta. Em outro momento, o livro faz um convite simples e potente: &#8220;Brinca, brinca muito! Só isso lhe prepara para a vida&#8221;, reafirmando a brincadeira, a imaginação e a alegria como experiências fundamentais da existência.</p>
<p>O lançamento no Dia dos Pais reforça a proposta dos livros de promover uma conversa sobre presença, cuidado e escuta em um momento em que a paternidade vem sendo ressignificada e novos modelos de relação entre pais e filhos ganham espaço na sociedade. Mais do que uma celebração da figura paterna, o encontro será um convite para famílias, leitores e amantes da poesia se reunirem em torno de temas universais: a infância, o amor, a imaginação e os laços que construímos ao longo da vida.</p>
<p><strong>Sobre Zé Luiz Rinaldi</strong></p>
<p>Poeta, compositor, diretor e filósofo, Zé Luiz Rinaldi é doutor em Filosofia pela UFRJ, com pesquisa sobre a Questão da Arte apoiada pelo CNPq, e realizou pós-doutorado em Artes Cênicas pela UNIRIO. Autor de oito livros, sua trajetória é marcada pelo diálogo entre literatura, música e cena, investigando as relações humanas e a potência poética do cotidiano. Entre seus principais trabalhos estão a ópera Deslimites da Palavra, contemplada pela Bolsa Vitae de Artes, a premiada série radiofônica Palavra que eu uso me inclui nela, vencedora do 1º Prêmio Roquete Pinto, e a série poética audiovisual O ar que falta. Também dirige o projeto musical MEB_Música Extemporânea Brasileira e integra o coletivo Estudos em Companhia: Investigação e Residência Artísticas.</p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Lançamento dos livros &#8220;Paternidade&#8221; e &#8220;Poema para a criança&#8221; &#8211; Zé Luiz Rinaldi</strong></p>
<p><strong>Data:</strong> 9 de agosto de 2026 (Dia dos Pais) Horário: 14h<br />
<strong>Local:</strong> Rua da Lapa, 242, Glória</p>
<p><strong>Entrada:</strong> Gratuita</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Flavio Lima celebra o lançamento de &#8220;Rosa dos Ventres&#8221; na Livraria Folha Seca</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/flavio-lima-celebra-o-lancamento-de-rosa-dos-ventres-na-livraria-folha-seca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 14:23:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Flavio Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Livraria Folha Seca]]></category>
		<category><![CDATA[Livro Rosa dos Ventres]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A Livraria Folha Seca,  guardiã da boemia e da literatura no Centro do Rio, abre suas portas na terça-feira, 28 de julho de 2026, às 17h, para o lançamento de &#8220;Rosa dos Ventres&#8221;,  obra do geógrafo, educador e compositor Flávio Lima. Publicado pela Mórula Editorial, o livro chega ao coração histórico da cidade após uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">A Livraria Folha Seca,  guardiã da boemia e da literatura no Centro do Rio, abre suas portas na terça-feira, 28 de julho de 2026, às 17h, para o lançamento de &#8220;Rosa dos Ventres&#8221;,  obra do geógrafo, educador e compositor Flávio Lima.</p>
<p dir="ltr">Publicado pela Mórula Editorial, o livro chega ao coração histórico da cidade após uma marcante e calorosa estreia na CASARTI (Casa do Artista Independente), em Cordovil.</p>
<figure id="attachment_91787" aria-describedby="caption-attachment-91787" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-91787" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23-Flavio-Lima-celebra-o-lancamento-de-Rosa-dos-Ventres-na-Livraria-Folha-Seca-Expresso-Carioca-1.png?resize=400%2C524&#038;ssl=1" alt="Flavio Lima Celebra O Lançamento De Rosa Dos Ventres Na Livraria Folha Seca - Expresso Carioca" width="400" height="524" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23-Flavio-Lima-celebra-o-lancamento-de-Rosa-dos-Ventres-na-Livraria-Folha-Seca-Expresso-Carioca-1.png?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23-Flavio-Lima-celebra-o-lancamento-de-Rosa-dos-Ventres-na-Livraria-Folha-Seca-Expresso-Carioca-1.png?resize=229%2C300&amp;ssl=1 229w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/23-Flavio-Lima-celebra-o-lancamento-de-Rosa-dos-Ventres-na-Livraria-Folha-Seca-Expresso-Carioca-1.png?resize=150%2C197&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-91787" class="wp-caption-text">Flavio Lima celebra o lançamento de Rosa dos Ventres na Livraria Folha Seca &#8211; Foto: Ilana Marques e Juliana Portella</figcaption></figure>
<p dir="ltr">A tarde de autógrafos na Rua do Ouvidor promete costurar o lirismo das periferias ao pulsar do Centro, celebrando os 50 anos de dedicação do autor à arte, à educação e ao fomento comunitário.</p>
<p dir="ltr">O evento ganhará contornos de sarau e roda musical com a presença de parceiros históricos do compositor, como a cantora Rose Maia, Reizilan Cartola Neto e Mequetrefe, além de participações especiais que prometem transformar o calçamento da Rua do Ouvidor em um grande palco de celebração popular.</p>
<p dir="ltr">Funciona como um registro sensível do cotidiano periférico, costurando temas como ancestralidade, negritude, diversidade e a potência da cultura popular. O projeto editorial reúne ainda uma cronologia histórica do artista, fotografias de seu acervo pessoal e ilustrações desenvolvidas por artistas plásticos convidados.</p>
<p dir="ltr">Para Flávio Lima, entrelaçar música, poesia e memória em uma obra é uma forma de dar voz ao cotidiano que a história oficial tantas vezes tentou silenciar. Ao falar sobre o verdadeiro significado de trazer esse livro ao mundo, ele resgata suas próprias origens:</p>
<p dir="ltr">&#8220;A música está na minha vida desde a infância; cresci ouvindo meu pai cantando em serestas e ouvindo os clássicos da música brasileira em casa e no serviço de alto-falantes da favela da Rocinha, onde nasci. Quero dizer que mesmo na zona sul, eu era parte de uma população social e economicamente periférica. Vivi e convivi com os fazeres da cultura popular onde passei, das folias de reis as rodas de samba, do movimento negro, dos festivais de música estudantil. Então, publicar &#8220;Rosa dos Ventres&#8221;, em um momento onde estamos sob risco de termos o retorno do autoritarismo e do ódio à cultura, é mais que lançar um livro, é empunhar uma lança na defesa de ideias de igualdade e soberania dos povos&#8221;, celebra o autor.</p>
<p dir="ltr">Ao longo de cinco décadas, a sua arte transformou o subúrbio carioca em matéria-prima literária e musical.</p>
<p dir="ltr">&#8220;Meu livro é um singelo porém possante tambor de ressonância desta cultura!&#8221;, completa Flávio.</p>
<p dir="ltr">A viabilização deste volume é fruto de uma parceria entre a CASARTI e o Instituto 215, que inscreveu o trabalho de Flávio no edital &#8220;Literatura do Rio ao RJ&#8221;, garantindo o patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa (SECEC RJ).</p>
<p dir="ltr">Segundo Teresa Guilhon, coordenadora do projeto editorial e diretora executiva do Instituto 215, a palavra de Flávio Lima se junta a tantas outras vozes que vêm colocando as periferias no centro, não só da qualidade artística, como da expressão urbana. &#8220;Ao compilar cinco décadas de produção, Rosa dos Ventres revela uma trajetória artística altamente representativa das vozes daqueles que chamamos de &#8216;mestres das periferias'&#8221;.</p>
<p dir="ltr">O escritor, pesquisador e professor Fábio Rodrigo Penna define a obra como um gesto de resistência cultural e afetiva. &#8220;Este livro é um movimento apaixonado que representa os imaginários das vidas que existem e resistem nos territórios marginalizados do subúrbio carioca. Se os ventres são todos os caminhos percorridos e retratados, a obra é a rosa que dele nasce. Antes de tudo, Rosa dos Ventres é a música interna de Flávio Lima&#8221;, escreve Penna.</p>
<p dir="ltr">O livro Rosa dos Ventres está disponível para venda presencial na sede da CASARTI, em Cordovil, e pode ser adquirido virtualmente através do site oficial da Mórula Editorial. O título também já começa a circular nas principais livrarias e espaços de resistência literária pelo Rio de Janeiro. <a href="https://morula.com.br/loja/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://morula.com.br/loja/</a></p>
<hr />
<p dir="ltr"><strong>Serviço</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>Lançamento do livro &#8220;Rosa dos Ventres&#8221;, de Flávio Lima </strong><em>(Noite de autógrafos e apresentações musicais)</em></p>
<p dir="ltr"><strong>Data:</strong> ´Terça-feira, 28 de julho de 2026, às 17 horas<br />
<strong>Local:</strong> Livraria Folha Seca, Rua do Ouvidor, 37, Centro, Rio de Janeiro<br />
<strong>Editora:</strong> Mórula Editorial &#8211; <a href="https://morula.com.br/loja/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://morula.com.br/loja/</a></p>
<p dir="ltr"><strong>Patrocínio:</strong> Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa (SECEC RJ) através do Edital &#8220;Literatura do Rio ao RJ&#8221;</p>
<p dir="ltr">Entrada Gratuita</p>
<hr />
<p dir="ltr"><strong>Sobre o Autor</strong></p>
<p dir="ltr">Flávio Lima é geógrafo, cantor, compositor e letrista. Atuou como professor durante 40 anos. Gestor cultural e educador fundamental na Zona Norte carioca, idealizou e fundou o centro cultural CASARTI (hoje reconhecido como Ponto de Cultura) e o M.A.I.S. (Movimento dos Artistas Independentes dos Subúrbios).</p>
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		<title>Flip homenageia Orides Fontela com lançamentos que ampliam o acesso à sua obra</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/flip-homenageia-orides-fontela-com-lancamentos-que-ampliam-o-acesso-a-sua-obra/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 14:33:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Flip]]></category>
		<category><![CDATA[Flip 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Orides Fontela]]></category>
		<category><![CDATA[Paraty]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[A 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que será realizada entre os dias 22 e 26 de julho, terá como um de seus principais destaques a celebração da obra de Orides Fontela. Escolhida como autora homenageada desta edição, a poeta paulista será lembrada por meio de uma série de lançamentos editoriais e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que será realizada entre os dias 22 e 26 de julho, terá como um de seus principais destaques a celebração da obra de Orides Fontela. Escolhida como autora homenageada desta edição, a poeta paulista será lembrada por meio de uma série de lançamentos editoriais e atividades que buscam apresentar sua produção a novos leitores e aprofundar o conhecimento sobre sua trajetória literária.</p>
<p>Entre as novidades preparadas para o festival estão três publicações da editora Hedra. A primeira é <strong>Pelos Olhos de Orides</strong>, livro ilustrado voltado ao público infantojuvenil, com seleção de poemas de Augusto Massi, ilustrações de Cynthia Cruttenden e posfácio assinado por Odilon Moraes. A proposta é aproximar crianças e jovens da poesia da autora por meio de uma linguagem acessível e visual.</p>
<p>Outra obra que chega ao público durante a Flip é <strong>Conversas: Escritos e Entrevistas de Orides Fontela</strong>, organizada por Ieda Lebensztayn, Mário Alex Rosa e Augusto Massi. O volume reúne entrevistas, ensaios e outros textos da escritora, oferecendo uma visão mais ampla de seu pensamento sobre literatura, filosofia e criação poética.</p>
<p>A programação também marca o lançamento de uma edição revisada e ampliada da biografia <strong>O Enigma Orides</strong>, escrita pelo pesquisador Gustavo de Castro. Além de atualizar a trajetória da poeta, a nova versão traz um capítulo inédito, apresentação renovada e um caderno iconográfico com fotografias e documentos históricos, ampliando o registro sobre sua vida e sua produção intelectual.</p>
<p>Ao longo do evento, diferentes mesas e encontros abordarão a importância de Orides Fontela para a literatura brasileira. Entre as atividades previstas estão debates sobre sua poesia, conversas com pesquisadores e escritores e um sarau dedicado à autora, reforçando a proposta da Flip de ampliar a circulação de sua obra e estimular novas leituras.</p>
<p>Nascida em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, Orides Fontela construiu uma carreira marcada pelo rigor da linguagem e pelo diálogo entre poesia e filosofia. Autora de livros como <em>Transposição</em>, <em>Helianto</em>, <em>Alba</em>, <em>Rosácea</em> e <em>Teia</em>, recebeu importantes reconhecimentos ao longo da carreira, entre eles o Prêmio Jabuti de Poesia pelo livro <em>Alba</em>. Embora seja considerada uma das grandes referências da poesia brasileira do século XX, sua produção permaneceu por muitos anos restrita a um público mais especializado, cenário que a homenagem da Flip pretende ajudar a transformar.</p>
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		<item>
		<title>Crônicas trazem reflexões sobre desafios para envelhecer em paz na sociedade</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cronicas-trazem-reflexoes-sobre-desafios-para-envelhecer-em-paz-na-sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 15:07:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[“Envelhecer ainda é permeado de desafios para muitas pessoas.” É a partir dessa provocação que a psicóloga, pesquisadora e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Heloísa Ferreira lança &#8220;Me deixem envelhecer em paz!”, pela editora Appris. A obra reúne 30 crônicas inéditas da autora sobre envelhecimento, idadismo, saúde mental, menopausa, finitude [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Envelhecer ainda é permeado de desafios para muitas pessoas.” É a partir dessa provocação que a psicóloga, pesquisadora e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Heloísa Ferreira lança &#8220;Me deixem envelhecer em paz!”, pela editora Appris. A obra reúne 30 crônicas inéditas da autora sobre envelhecimento, idadismo, saúde mental, menopausa, finitude e os desafios emocionais enfrentados ao longo da vida adulta.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-91401 alignright" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/06/26-Cronicas-trazem-reflexoes-sobre-desafios-para-envelhecer-em-paz-na-sociedade-Capa-do-Livo-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C418&#038;ssl=1" alt="Crônicas Trazem Reflexões Sobre Desafios Para Envelhecer Em Paz Na Sociedade Capa Do Livo - Expresso Carioca" width="300" height="418" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/06/26-Cronicas-trazem-reflexoes-sobre-desafios-para-envelhecer-em-paz-na-sociedade-Capa-do-Livo-Expresso-Carioca.jpg?w=300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/06/26-Cronicas-trazem-reflexoes-sobre-desafios-para-envelhecer-em-paz-na-sociedade-Capa-do-Livo-Expresso-Carioca.jpg?resize=215%2C300&amp;ssl=1 215w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/06/26-Cronicas-trazem-reflexoes-sobre-desafios-para-envelhecer-em-paz-na-sociedade-Capa-do-Livo-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C209&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /> Com experiências pessoais, humor, reflexões acadêmicas e observações do cotidiano, Heloísa constrói uma narrativa sensível e acolhedora sobre um tema que ainda provoca desconforto em grande parte da sociedade. Ela conta que o livro nasceu justamente às vésperas dos seus 40 anos, momento em que passou a olhar para o próprio envelhecimento de forma mais concreta. “Estudar o envelhecimento é muito diferente de refletir sobre o próprio envelhecimento. Eu quis me permitir fazer as duas coisas”, afirma a autora, que é professora do Instituto de Psicologia da UERJ e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Envelhecimento (GEPE) da mesma universidade.</p>
<p>Heloísa utiliza o formato das crônicas para aproximar o debate da vida cotidiana e levar para além da universidade reflexões que considera urgentes. Ao longo da obra, a autora questiona crenças idadistas profundamente enraizadas, especialmente aquelas direcionadas às mulheres. Temas como cabelos brancos, mudanças corporais, menopausa e pressão estética aparecem associados ao impacto emocional provocado pelo culto à juventude e pelas expectativas sociais em torno do envelhecimento feminino. “Além disso, muitas mulheres envelhecem sob a sobrecarga histórica de cuidado com os outros, o que também impacta sua saúde física e emocional. No livro, procuro denunciar essas formas de idadismo e de injustiça”, destaca a autora.</p>
<p>“O preconceito contra a palavra ‘pessoa idosa’ revela o desconforto social que ainda existe em relação ao envelhecimento”, diz Heloísa. Além do idadismo, o livro aborda a negligência em relação à saúde mental das pessoas idosas. A professora observa que, muitas vezes, sintomas de depressão, solidão ou isolamento social são vistos como “normais da idade”, quando, na verdade, demandam atenção, cuidado e intervenção. A dificuldade coletiva de falar sobre morte também é tema do livro. Para Heloísa, evitar discussões sobre esse assunto torna o envelhecimento ainda mais difícil. “O medo da morte é legítimo. O problema é simplesmente não considerar que a vida é finita. Quando olhamos para essa questão com mais honestidade, conseguimos viver com mais clareza sobre o que realmente importa”, diz.</p>
<p>A autora chama atenção para a falta de preparo do Brasil diante do envelhecimento acelerado da população. “O país ainda enfrenta muita desigualdade social, pobreza e falta de acesso a serviços básicos de saúde, mas também há muitas atitudes, crenças e comportamentos negativos em relação à velhice, à pessoa idosa e ao processo de envelhecimento”, diz ela. Para Heloísa, é importante gerar reflexões capazes de desafiar o idadismo estrutural. “Além disso, quando pensamos na preparação para o envelhecimento populacional, não estamos falando apenas de saúde. Trata-se também de mobilidade urbana, moradia, acessibilidade, segurança, inclusão digital, previdência e oportunidades de participação social”, conclui.</p>
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		<title>Projeto “Escritas Subversivas” promove imersão literária com mulheres de favelas e periferias no Sesc Nova Iguaçu</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/projeto-escritas-subversivas-promove-imersao-literaria-com-mulheres-de-favelas-e-periferias-no-sesc-nova-iguacu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 00:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto. Escritas Subversivas]]></category>
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					<description><![CDATA[O projeto Escritas Subversivas realiza, durante o mês de maio, uma série de quatro encontros presenciais voltados à valorização da produção literária de mulheres de favelas e periferias do Rio de Janeiro. A programação acontece no Sesc Nova Iguaçu e propõe espaços de escuta, troca e reflexão crítica a partir de experiências atravessadas por território, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto Escritas Subversivas realiza, durante o mês de maio, uma série de quatro encontros presenciais voltados à valorização da produção literária de mulheres de favelas e periferias do Rio de Janeiro. A programação acontece no Sesc Nova Iguaçu e propõe espaços de escuta, troca e reflexão crítica a partir de experiências atravessadas por território, gênero, raça e classe.</p>
<p>Com formato que combina debates e intervenções literárias, os encontros articulam leitura, escrita e performance como práticas de expressão, memória e resistência. A proposta também busca aproximar o público das autoras, estimulando a formação de leitores e o fortalecimento de redes culturais locais, com a participação de estudantes, professores, mediadores de leitura, escritores iniciantes e agentes culturais.</p>
<figure id="attachment_90809" aria-describedby="caption-attachment-90809" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-90809" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/22-Projeto-Escritas-Subversivas-promove-imersao-literaria-Expresso-Carioca-1.webp?resize=400%2C265&#038;ssl=1" alt="Projeto “Escritas Subversivas” Promove Imersão Literária - Expresso Carioca" width="400" height="265" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/22-Projeto-Escritas-Subversivas-promove-imersao-literaria-Expresso-Carioca-1.webp?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/22-Projeto-Escritas-Subversivas-promove-imersao-literaria-Expresso-Carioca-1.webp?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/22-Projeto-Escritas-Subversivas-promove-imersao-literaria-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-90809" class="wp-caption-text">Foto: Ramon Vellasco</figcaption></figure>
<p>Inspirado no conceito de “escrevivência”, da escritora Conceição Evaristo, o projeto entende a literatura como ferramenta de enunciação política e construção de narrativas historicamente marginalizadas. A programação também dialoga com referências como bell hooks, Audre Lorde e Gloria Anzaldúa, conectando literatura, educação e transformação social.</p>
<p>“Ao longo dos encontros, vamos construir um espaço de troca, escuta e criação coletiva, com bate-papos, reflexões e dinâmicas que atravessam temas como escrita e território, oralidade e escrevivência, circulação da palavra e mediação de leitura. A proposta também é pensar a literatura como prática de comunidade, resistência e construção de redes”, comenta Liz Córdova, idealizadora e curadora do projeto.</p>
<p>A programação inclui conversas temáticas, leituras públicas, performances poéticas e momentos de partilha com o público, ampliando o diálogo em torno das práticas literárias e de suas conexões com memória e território.</p>
<p>Os encontros têm duração de duas horas cada e contam com mediação das pesquisadoras Liz Córdova e Carol Nunes. O curso contará ainda com emissão de certificado para participantes. Além das atividades presenciais, o projeto prevê o registro e a difusão dos conteúdos, contribuindo para a preservação e ampliação da literatura periférica produzida por mulheres.</p>
<p>“Escritas Subversivas está completando seis anos em 2026 e, ao olhar para nossa trajetória, me sinto muito honrada em ver essa plataforma literária assumindo novas frentes no campo literário, sobretudo em parceria com uma instituição tão importante quanto o Sesc, na busca por refletir, difundir e produzir memórias a partir da literatura de mulheres de periferias e favelas”, complementa Liz.</p>
<p>Este projeto é realizado por meio do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, iniciativa do Sesc que incentiva a produção artística e cultural em suas diversas manifestações.</p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Escritas Subversivas – Imersão Literária</strong></p>
<p><strong>Local:</strong> Sesc Nova Iguaçu<br />
<strong>Datas:</strong> 14, 21 e 28 de maio de 2026 (sempre às quintas-feiras)<br />
<strong>Horários:</strong> das 18h30 às 20h30<br />
<strong>Inscrições abertas:</strong> <a href="https://forms.gle/TJU4VqMBiUKvSqxe8" target="_blank" rel="noopener">https://forms.gle/TJU4VqMBiUKvSqxe8</a><br />
<strong>Classificação:</strong> 14 anos</p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p>21 de maio – Comunidade, resistência e redes literárias (intervenção: Davlyn Lótus)<br />
28 de maio – Escrita, território e experiência vivida (intervenção: TSant)</p>
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		<title>Biblioteca digital do MEC ultrapassa meio milhão de usuários e amplia acesso gratuito à leitura no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 20:14:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca digital]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[MEC]]></category>
		<category><![CDATA[MEC Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A plataforma MEC Livros, criada pelo Ministério da Educação, alcançou a marca de mais de 566 mil usuários cadastrados poucas semanas após seu lançamento, consolidando-se como uma das principais iniciativas recentes de incentivo à leitura no país. Desde que entrou em operação, no início de abril, o serviço já registrou cerca de 263 mil empréstimos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A plataforma MEC Livros, criada pelo Ministério da Educação, alcançou a marca de mais de 566 mil usuários cadastrados poucas semanas após seu lançamento, consolidando-se como uma das principais iniciativas recentes de incentivo à leitura no país. Desde que entrou em operação, no início de abril, o serviço já registrou cerca de 263 mil empréstimos de livros digitais.</p>
<p>Disponibilizada gratuitamente, a biblioteca virtual reúne um acervo de aproximadamente oito mil títulos, incluindo obras nacionais e internacionais. O catálogo abrange desde clássicos da literatura até best-sellers contemporâneos, permitindo que leitores de diferentes perfis tenham acesso facilitado a conteúdos variados sem custo.</p>
<h3>Crescimento acelerado e adesão nacional</h3>
<p>O avanço no número de usuários reflete a rápida adesão do público à proposta digital. Em menos de uma semana após o lançamento, a plataforma já havia registrado quase 300 mil acessos e ultrapassado 290 mil usuários, indicando forte demanda por alternativas de leitura acessíveis e integradas às novas tecnologias.</p>
<p>Com o passar dos dias, os números continuaram a crescer de forma consistente, atingindo meio milhão de usuários ativos e consolidando a ferramenta como um dos principais projetos digitais do governo federal na área educacional.</p>
<h3>Como funciona o sistema de empréstimo</h3>
<p>Inspirado no modelo de bibliotecas físicas, o sistema permite que os usuários realizem o empréstimo de obras por um período de 14 dias, com possibilidade de renovação. O acesso é feito por meio de login na conta <a href="https://www.gov.br/pt-br" target="_blank" rel="noopener">Gov.br</a>, tanto pelo site quanto por <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.gov.mec.meclivros&amp;pli=1" target="_blank" rel="noopener">dispositivos móveis</a>, como celulares e tablets.</p>
<p>A navegação na plataforma é organizada por categorias, como obras em destaque, autores clássicos e títulos mais populares. Antes de iniciar a leitura, o usuário pode consultar informações sobre o livro, como sinopse e detalhes editoriais, facilitando a escolha.</p>
<h3>Obras mais procuradas</h3>
<p>Entre os títulos mais acessados pelos leitores estão clássicos da literatura mundial e obras contemporâneas. Livros como <em>Crime e Castigo</em>, de Fiódor Dostoiévski, <em>A Cabeça do Santo</em>, de Socorro Acioli, e <em>A Vegetariana</em>, da escritora sul-coreana Han Kang, figuram entre os mais populares na plataforma.</p>
<p>O desempenho desses títulos evidencia a diversidade do acervo, que combina obras consagradas com produções recentes, atendendo tanto leitores iniciantes quanto públicos mais especializados.</p>
<h3>Objetivos educacionais e inclusão digital</h3>
<p>Segundo o Ministério da Educação, a iniciativa tem como foco ampliar o acesso à literatura, incentivar o hábito da leitura e integrar recursos tecnológicos ao processo educacional. A plataforma também busca apoiar práticas pedagógicas e contribuir para a formação de estudantes, inclusive aqueles que se preparam para exames como o Enem.</p>
<p>Além disso, o sistema incorpora ferramentas de acessibilidade, como ajustes de fonte, contraste e compatibilidade com leitores de tela, tornando a experiência mais inclusiva para pessoas com deficiência ou dificuldades de leitura.</p>
<h3>Modernização do acesso ao conhecimento</h3>
<p>O lançamento do MEC Livros representa mais um passo na digitalização de serviços públicos educacionais no Brasil. A proposta segue a tendência de expansão de bibliotecas virtuais, permitindo que conteúdos literários sejam acessados de forma prática, sem barreiras geográficas.</p>
<p>A iniciativa também reforça o papel da tecnologia como aliada no processo de ensino e aprendizagem, ao mesmo tempo em que amplia o alcance de obras literárias que, muitas vezes, não estão disponíveis fisicamente para grande parte da população.</p>
<p>Com crescimento acelerado e adesão significativa em curto período, a plataforma deve continuar evoluindo com novas funcionalidades e ampliação do acervo, consolidando-se como ferramenta estratégica para democratizar o acesso à leitura no país.</p>
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