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	<title>Lgbtqia+ &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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		<title>LGBTQIA+ reivindicam saúde especializada para envelhecer com dignidade e orgulho</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lgbtqia-reivindicam-saude-especializada-para-envelhecer-com-dignidade-e-orgulho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 20:19:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Envelhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Idosos]]></category>
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		<category><![CDATA[Mês do Orgulho LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[No Mês do Orgulho LGBTQIA+, ativistas e especialistas alertam: o envelhecimento da população brasileira, embora crescente, não ocorre de forma igualitária. Para pessoas LGBTQIA+, a terceira idade chega marcada por vulnerabilidades específicas, mas também com orgulho de quem resistiu a múltiplas formas de opressão. “Envelhecer não é morrer, é viver cada dia mais”, afirma Dora [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Mês do Orgulho LGBTQIA+, ativistas e especialistas alertam: o envelhecimento da população brasileira, embora crescente, não ocorre de forma igualitária. Para pessoas LGBTQIA+, a terceira idade chega marcada por vulnerabilidades específicas, mas também com orgulho de quem resistiu a múltiplas formas de opressão.</p>
<p>“Envelhecer não é morrer, é viver cada dia mais”, afirma Dora Cudignola, 72 anos, presidente da EternamenteSOU, associação criada em São Paulo para acolher idosos LGBTQIA+. Dora, que se define como uma “idosa lésbica e atrevida”, defende a criação de instituições de longa permanência específicas para essa população, com acolhimento digno e comunitário.</p>
<p>Apesar de avanços, o sistema de saúde ainda não está preparado para as demandas da velhice LGBTQIA+. “Muitos profissionais não sabem como lidar com a nossa identidade. O atendimento precisa ser qualificado e respeitoso”, reforça Dora.</p>
<p>Em carta aberta divulgada recentemente, o gerontólogo Diego Felix Miguel, presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em São Paulo, destacou a urgência de políticas públicas que garantam segurança, cuidado e dignidade para idosos LGBTQIA+. “Muitas dessas pessoas, ao dependerem de cuidados em instituições, são forçadas a esconder quem são, retornando para o armário”, lamenta.</p>
<p>Dados preliminares de sua pesquisa indicam baixa capacitação de profissionais em instituições de longa permanência, muitas delas vinculadas a valores religiosos que reforçam preconceitos. Além do tratamento discriminatório, há a possibilidade de agressões vindas de familiares ou de outros residentes.</p>
<p>O geriatra Milton Crenitte, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP e apoiador da EternamenteSOU, lembra que a atual geração LGBTQIA+ idosa resistiu à ditadura, à epidemia de HIV e a uma vida de exclusão. Ele alerta que solidão e isolamento social, muito comuns nesse grupo, impactam diretamente na saúde, aumentando riscos de demência, doenças crônicas e até morte precoce.</p>
<p>“Solidão mata. A comunidade LGBTQIA+ envelhece mais isolada e com mais medo: de morrer sozinha, de ser discriminada no fim da vida”, explica Crenitte.</p>
<p>Cada letra da sigla LGBTQIA+ também enfrenta desafios específicos. Pessoas trans, por exemplo, envelhecem marcadas pela exclusão histórica do acesso à saúde, educação e emprego. Mulheres lésbicas realizam menos exames preventivos, como mamografia e papanicolau, e homens gays sofrem com a pressão estética e, muitas vezes, recorrem a procedimentos de risco para manter padrões de beleza.</p>
<p>Bruna Benevides, presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), denuncia que a negligência médica aos corpos trans atravessa toda a vida. “Na velhice, esse abandono se transforma em dores físicas, doenças não tratadas e saúde mental devastada. Envelhecemos de forma altamente precária, muitas vezes sem documentos retificados e sem acesso pleno à saúde”, afirma.</p>
<p>A Antra reivindica políticas de saúde transespecíficas e formação adequada dos profissionais, com foco não só técnico, mas também humanitário. “Ainda somos vistos como patologia, não como sujeitos de direitos com trajetória e futuro”, denuncia Bruna.</p>
<p>Para especialistas, envelhecer com dignidade é um direito humano fundamental. “Só teremos um futuro digno para todos se o envelhecimento for, para todas as pessoas, um processo com direitos e qualidade”, conclui Crenitte.</p>
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		<title>Pink Flamingo celebra 6 anos com comemoração tripla no fim de semana</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pink-flamingo-celebra-6-anos-com-comemoracao-tripla-no-fim-de-semana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Mar 2025 16:01:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entretê]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pink Flamingo]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Principal boate LGBTQIA+ do Rio, a Pink Flamingo comemora no próximo fim de semana seis anos. O espaço de resistência e acolhimento da comunidade, celebrado por dar amplo espaço a arte drag irá fazer uma comemoração tripla. As comemorações começam na sexta (21/03), às 20h, quando o espaço em Copacabana abre suas portas para uma Watch [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_80749" aria-describedby="caption-attachment-80749" style="width: 200px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-80749" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Logo_Entrete_200.png?resize=200%2C91&#038;ssl=1" alt="Entretê - Expresso Carioca" width="200" height="91" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Logo_Entrete_200.png?w=200&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Logo_Entrete_200.png?resize=150%2C68&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 200px) 100vw, 200px" /><figcaption id="caption-attachment-80749" class="wp-caption-text"><a href="https://www.instagram.com/entretee" target="_blank" rel="noopener">@entretee</a></figcaption></figure>
<p>Principal boate LGBTQIA+ do Rio, a Pink Flamingo comemora no próximo fim de semana seis anos. O espaço de resistência e acolhimento da comunidade, celebrado por dar amplo espaço a arte drag irá fazer uma comemoração tripla.</p>
<figure id="attachment_82327" aria-describedby="caption-attachment-82327" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-82327" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/03/17-Pink-Flamingo-celebra-6-anos-com-comemoracao-tripla-no-fim-de-semana-Expresso-Carioca-1.webp?resize=400%2C465&#038;ssl=1" alt="Pink Flamingo Celebra 6 Anos Com Comemoração Tripla No Fim De Semana - Expresso Carioca" width="400" height="465" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/03/17-Pink-Flamingo-celebra-6-anos-com-comemoracao-tripla-no-fim-de-semana-Expresso-Carioca-1.webp?w=400&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/03/17-Pink-Flamingo-celebra-6-anos-com-comemoracao-tripla-no-fim-de-semana-Expresso-Carioca-1.webp?resize=258%2C300&amp;ssl=1 258w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/03/17-Pink-Flamingo-celebra-6-anos-com-comemoracao-tripla-no-fim-de-semana-Expresso-Carioca-1.webp?resize=150%2C174&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-82327" class="wp-caption-text">Pink Brunch &#8211; Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p>As comemorações começam na sexta (21/03), às 20h, quando o espaço em Copacabana abre suas portas para uma <strong>Watch Party</strong> especial do mega sucesso ‘<strong>Beleza Fatal</strong>’. Todos os lolovers se reunirão para assistir as últimas cenas da novela que virou o assunto mais comentado nas redes sociais.</p>
<p>No sábado (22/03), a partir das 21h, a grande festa de comemoração dos seis anos da Pink Flamingo terá como destaque o <strong>show de Willam</strong>, única drag indicada ao Emmy em categoria de atuação e participante da quarta temporada de RuPaul’s Drag Race.</p>
<p>Fechando a programação, o domingo (23/03), das 14h às 19h, o <strong>Pink Brunch</strong>, primeiro brunch com drags do Rio de Janeiro, aporta em novo endereço. Desta vez o evento será no Grand Mercure Copacabana, com vista para a ‘princesinnha do mar’.</p>
<p><em>“Fizemos uma programação especial para o fim de semana que celebramos nossos seis anos. É muito bom comemorar junto ao nosso público e mostrar a versatilidade da nossa proposta como promotores de entretenimento”</em>, afirma Thiago Araujo, sócio da Pink Flamingo.</p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Watch Party Beleza Fatal</strong><strong><br />
</strong>Quando: 21 de março, às 20h<br />
Onde: Pink Flamingo (Rua Raul Pompéia, 102 – Copacabana)<br />
Ingressos: Entrada gratuita até às 22h</p>
<p><strong>Aniversário Pink Flamingo com Willam</strong><strong><br />
</strong>Quando: 22 de março, a partir das 21h<br />
Onde: Pink Flamingo (Rua Raul Pompéia, 102 – Copacabana)<br />
Ingressos: A partir de R$ 60 ou R$ 120 com Meet &amp; Greet – <a href="https://www.sympla.com.br/evento/pink-flamingo-06-anos-com-willam-rupaul-s-drag-race-sabado-22-de-marco-21h/2827739?" target="_blank" rel="noopener">venda online</a></p>
<p><strong>Pink Brunch</strong><strong><br />
</strong>Quando: 23 de março, das 14h às 19h<br />
Onde: Grand Mercure Copacabana (Rua Souza Lima, 48 – Copacabana)<br />
Ingressos: A partir de R$ 50 (entrada) – menu de comidas e bebidas à la carte – <a href="https://www.sympla.com.br/evento/pink-brunch-4-edicao-no-grand-mercury-23-de-marco-14h/2866617?referrer=www.google.com" target="_blank" rel="noopener">venda online</a></p>
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		<item>
		<title>Primeira drag indicada ao Emmy em categoria de atuação, Willam fará show no Rio</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/primeira-drag-indicada-ao-emmy-em-categoria-de-atuacao-willam-fara-show-no-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 15:18:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entretê]]></category>
		<category><![CDATA[6 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pink Flamingo]]></category>
		<category><![CDATA[Willam]]></category>
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					<description><![CDATA[O Rio de Janeiro continua recebendo a realeza do mundo drag queen. Para celebrar os seis anos da Pink Flamingo, principal boate LGBTQIA+ da cidade, Willam fará um show no dia 22 de março, a partir das 21h. “Para celebrar nosso aniversário quisemos trazer uma atração especial para se apresentar. Somo uma casa conhecida pela [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro continua recebendo a realeza do mundo drag queen. Para celebrar os seis anos da Pink Flamingo, principal boate LGBTQIA+ da cidade, Willam fará um show no dia 22 de março, a partir das 21h.</p>
<p><em>“Para celebrar nosso aniversário quisemos trazer uma atração especial para se apresentar. Somo uma casa conhecida pela valorização da arte drag, então nada mais justo que um show de uma super estrela como Willam”</em>, explica Thiago Araújo, sócio da Pink Flamingo.</p>
<p>Muita gente que viu Willam participar da quarta temporada de RuPaul’s Drag Race já conhecia aquele rosto. Ela já havia participado da série ‘Nip/Tuck’ quando entrou no mais famoso reality de arte drag do mundo.</p>
<p>Mas não parou por aí, após fazer uma participação na última versão de ‘Nasce uma estrela’, longa protagonizado por Lady Gaga e Bradley Cooper, acabou se tornando a primeira drag queen indicada ao Emmy em uma categoria de atuação por seu papel na temporada final da série de comédia ‘Eastsiders’.</p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Pink Flamingo 6 anos com Willam</strong></p>
<p><strong>Quando:</strong> 22 de março, às 21h<br />
<strong>Onde:</strong> Pink Flamingo (Rua Raul Pompéia, 102 – Copacabana)<br />
<strong>Ingressos:</strong> A partir de R$ 60 (entrada) e R$ 120 (entrada + Meet &amp; Greet) – <a href="https://www.sympla.com.br/evento/pink-flamingo-06-anos-com-willam-rupaul-s-drag-race-sabado-22-de-marco-21h/2827739?" target="_blank" rel="noopener">venda online</a></p>
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		<item>
		<title>Índice sobre direitos LGBTQIA+ aponta falhas em segurança e participação social</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/indice-sobre-direitos-lgbtqia-aponta-falhas-em-seguranca-e-participacao-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 22:57:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil ainda enfrenta desafios significativos na garantia dos direitos LGBTQIA+, especialmente em questões de segurança, participação social e implementação de políticas públicas inclusivas. Essas conclusões fazem parte do Índice de Monitoramento dos Direitos LGBTQIA+ no Brasil, lançado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Matizes, com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil ainda enfrenta desafios significativos na garantia dos direitos LGBTQIA+, especialmente em questões de segurança, participação social e implementação de políticas públicas inclusivas. Essas conclusões fazem parte do Índice de Monitoramento dos Direitos LGBTQIA+ no Brasil, lançado nesta terça-feira (28) pelo Instituto Matizes, com o apoio do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, da Equal Rights Coalition e do Consulado Geral da Alemanha em São Paulo.</p>
<h3>Metodologia e diagnóstico</h3>
<p>A ferramenta analisou <strong>43 indicadores</strong>, organizados em <strong>13 dimensões</strong> e distribuídos em <strong>quatro eixos temáticos</strong>:</p>
<ul>
<li><strong>Inseguranças e violências</strong>: abrangendo homicídios, agressões e LGBTfobia.</li>
<li><strong>Gestão, participação e transparência</strong>: avalia o espaço de participação social.</li>
<li><strong>Políticas públicas</strong>: mede a existência de ações específicas para a comunidade LGBTQIA+.</li>
<li><strong>Planejamento orçamentário</strong>: verifica a inclusão dessa população nos planos plurianuais dos estados.</li>
</ul>
<p>Os dados foram coletados ao longo de <strong>18 meses</strong> (2023–2024) e apresentados em uma escala de <strong>0 a 1</strong>, onde 0 reflete fragilidade e 1 indica maturidade em políticas e estruturação. Com base nessa escala, os estados receberam classificações: <strong>alto, médio-alto, médio-baixo e baixo grau de maturidade</strong>.</p>
<h3>Resultados</h3>
<ul>
<li><strong>Insegurança e violência</strong>: Pernambuco, Espírito Santo, Ceará, Roraima, Amapá, Minas Gerais e Distrito Federal são os estados com maior número de lesões corporais dolosas contra LGBTQIA+, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2022.</li>
<li><strong>Violações contra pessoas trans</strong>: São Paulo, Acre, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Goiás lideram em notificações, de acordo com o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan).</li>
<li><strong>Políticas públicas e saúde</strong>: Apenas 11% dos estados mencionam a comunidade LGBTQIA+ em seus <strong>Planos Plurianuais</strong> de orçamento.</li>
</ul>
<h3>Histórico e lacunas</h3>
<p>Segundo Lucas Bulgarelli, diretor executivo do Instituto Matizes, a ausência de políticas públicas robustas entre <strong>2010 e 2022</strong> agravou a vulnerabilidade da comunidade LGBTQIA+. Ele destacou que o Programa <strong>Brasil Sem Homofobia</strong> (2004) foi essencial para iniciar avanços na década de 2000, mas muitos programas posteriores foram descontinuados ou enfraquecidos.</p>
<p>Bulgarelli elogiou a criação da <strong>Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+</strong> no atual governo como uma medida estratégica que pode estimular estados e municípios a adotarem iniciativas semelhantes.</p>
<h3>Desafios na coleta de dados</h3>
<p>O diretor também apontou dificuldades metodológicas durante o estudo, que exigiu o cruzamento de bases de dados fragmentadas e inconsistentes. Ele destacou, por exemplo, a carência de informações detalhadas e de qualidade em áreas como a educação, o que dificulta a formulação de políticas eficazes.</p>
<h3>Consulta pública</h3>
<p>O relatório completo pode ser acessado no site oficial do <strong>Instituto Matizes</strong>, onde estão detalhados os dados e análises do Índice de Monitoramento dos Direitos LGBTQIA+.</p>
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		<item>
		<title>Brasil registra mais de 9 mil estudantes trans matriculados na educação básica</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-registra-mais-de-9-mil-estudantes-trans-matriculados-na-educacao-basica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 18:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbt]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Trans Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 9 mil estudantes trans estão matriculados em escolas públicas das redes estaduais de ensino no Brasil, com o uso de nome social garantido em 14 estados e no Distrito Federal. Os números foram divulgados pelo dossiê Registro Nacional de Mortes de Pessoas Trans no Brasil em 2024: da Expectativa de Morte a um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos 9 mil estudantes trans estão matriculados em escolas públicas das redes estaduais de ensino no Brasil, com o uso de nome social garantido em 14 estados e no Distrito Federal. Os números foram divulgados pelo dossiê <em>Registro Nacional de Mortes de Pessoas Trans no Brasil em 2024: da Expectativa de Morte a um Olhar para a Presença Viva de Estudantes Trans na Educação Básica Brasileira</em>, elaborado pela Rede Trans Brasil.</p>
<p>São Paulo, Paraná e Rio Grande do Norte lideram o ranking de matrículas, com 3.451, 1.137 e 839 estudantes, respectivamente. Outros estados, como Rio de Janeiro (780), Santa Catarina (557) e Espírito Santo (490), também se destacam. O levantamento foi realizado a partir de dados obtidos no Portal da Transparência e será lançado oficialmente no dia 29 deste mês.</p>
<h3>O Direito ao Nome Social e Sua Relevância</h3>
<p>Desde 2018, o uso do nome social na educação básica é garantido pela portaria 33/2018 do Ministério da Educação, permitindo que alunos maiores de 18 anos sejam identificados pelo nome que corresponde à sua identidade de gênero nos registros escolares. Para Isabella Santorinne, secretária adjunta de comunicação da Rede Trans Brasil, o nome social é mais do que uma questão administrativa; trata-se de um direito fundamental.</p>
<p>“O nome social na educação básica é uma questão de respeito e dignidade, não é uma moda. Quando uma pessoa trans é chamada pelo nome que corresponde à sua identidade de gênero, ela se sente acolhida e reconhecida naquele espaço”, afirma Santorinne.</p>
<p>Além disso, Santorinne destaca que o reconhecimento contribui diretamente para a permanência dos estudantes nas escolas, ajudando a reduzir os índices de evasão escolar. Segundo a pesquisa <em>Censo Trans</em> da Rede Trans Brasil, 63,9% das mulheres trans entrevistadas não completaram o ensino médio, enquanto 34,7% não concluíram o ensino fundamental.</p>
<h3>Avanços e Retrocessos nos Estados</h3>
<p>O dossiê aponta que, entre 2023 e 2024, apenas seis estados e o Distrito Federal registraram aumento nas matrículas com nome social: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso e o Distrito Federal. Sergipe manteve os números estáveis, enquanto os outros oito estados analisados apresentaram queda.</p>
<p>No Maranhão, o levantamento registrou um total de 74 estudantes trans matriculados com nome social entre 2018 e 2024, sem detalhamento por ano.</p>
<h3>Educação para a Diversidade</h3>
<p>Para Santorinne, uma educação mais inclusiva e diversa é fundamental para combater preconceitos e promover um ambiente de convivência respeitosa. “Ensinar sobre diversidade nas escolas é preparar os alunos para a sociedade, promovendo respeito independente de identidade de gênero, orientação sexual, raça ou cor”, defende.</p>
<h3>Violência Contra Pessoas Trans</h3>
<p>Apesar dos avanços na educação, o Brasil segue liderando o ranking mundial de violência contra pessoas trans. Em 2024, o país registrou 105 assassinatos de pessoas trans, 14 casos a menos que em 2023. Ainda assim, permanece, pelo 17º ano consecutivo, como o país que mais mata pessoas trans no mundo.</p>
<p>O dossiê da Rede Trans Brasil evidencia tanto os progressos quanto os desafios enfrentados pela população trans no Brasil, ressaltando a importância de políticas públicas que garantam direitos básicos, como educação e segurança, para essa comunidade historicamente marginalizada.</p>
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		<title>Grupos minoritários têm protagonismo no Presença Festival 2024</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/grupos-minoritarios-tem-protagonismo-no-presenca-festival-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 13:09:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Musica]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Presença Festival]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[Começa nesta terça-feira (28) a terceira edição do Presença Festival 2024: Uma Celebração à Diversidade, Equidade e Inclusão na Cultura, no Rio de Janeiro. O evento inaugura as comemorações do Mês do Orgulho LGBTQIA+ com uma programação diversa e inclusiva, destacando pessoas de grupos minoritários em posições de protagonismo. &#8220;O Presença mantém o formato dos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Começa nesta terça-feira (28) a terceira edição do Presença Festival 2024: Uma Celebração à Diversidade, Equidade e Inclusão na Cultura, no Rio de Janeiro. O evento inaugura as comemorações do Mês do Orgulho LGBTQIA+ com uma programação diversa e inclusiva, destacando pessoas de grupos minoritários em posições de protagonismo.</p>
<p>&#8220;O Presença mantém o formato dos últimos anos, mas aumentamos a programação para esta edição. O festival cresceu tanto em quantidade de atrações quanto em dias&#8221;, disse o idealizador, diretor artístico e curador do evento, José Menna Barreto.</p>
<p>Este ano, o festival apresenta atividades que incluem música, dança, artes visuais, teatro, cinema e empreendedorismo. A abertura será no Teatro Cesgranrio com a Mostra de Teatro, gratuita, que se estenderá até domingo (2), apresentando três espetáculos sobre diversidade.</p>
<p>Nos dias 28 e 29, às 20h, será apresentada a peça &#8220;Angu&#8221;, com duas indicações ao 34º Prêmio Shell de Teatro, que aborda histórias de pessoas negras gays celebrando a vida. Nos dias 30 e 31, também às 20h, &#8220;Meu Corpo Está Aqui&#8221; será encenada, explorando as descobertas afetivas e sexuais de atores e atrizes com deficiência. Nos dias 1º e 2 de junho, às 18h e 19h respectivamente, a peça &#8220;Dos Nossos para os Nossos&#8221; valoriza a cultura preta brasileira e sua ancestralidade. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do teatro uma hora antes de cada apresentação, sujeitos à lotação.</p>
<p>Nos dias 7 e 8 de junho, o Circo Voador sediará shows com elenco formado 100% por mulheres pretas, que são da comunidade LGBTQIA+ ou aliadas da causa. &#8220;Com isso, fazemos um recorte das camadas da diversidade. São mulheres pretas, mulheres trans e da comunidade LGBTQIA+. O Presença demonstra a importância de considerar essas camadas para que elas tenham espaço&#8221;, explicou o curador.</p>
<p>No dia 7, as cantoras baianas Luedji Luna e Majur, a rapper N.I.N.A, a DJ Laís Conti e o bloco Bloconcé abrirão os shows. No dia 8, Preta Gil e Gaby Amarantos, vencedora do Grammy Latino 2023, se apresentarão, junto com MC Soffia, DJ Sô Lyma e o bloco O Baile Todo. Os ingressos custam a partir de R$ 60 e podem ser adquiridos no site da Eventim, com meia entrada para estudantes e para quem doar um quilo de alimento não perecível. Há também um passaporte especial com desconto para os dois dias de shows.</p>
<p>Ainda no Circo Voador, nos dias 7 e 8 de junho, a exposição &#8220;Ixé Maku &#8211; Eu Ancestral&#8221;, da artista visual indígena Auá Mendes, destacará questões de identidade e pertencimento.</p>
<p>No dia 9 de junho, no Centro de Movimento Deborah Colker Gávea, haverá atividades gratuitas incluindo oficinas, exibição de curtas-metragens, exposição de artes visuais, feira de gastronomia, contação de histórias, workshops de dança, feira de moda, arte e design, além de apresentações musicais. &#8220;O dia 9 é focado em experiências de conhecimento e entretenimento, convidando toda a sociedade do Rio de Janeiro para participar gratuitamente&#8221;, destacou Menna Barreto.</p>
<p>Para o curador, o festival sempre foi diverso, mas este ano conseguiu dar &#8220;um belo salto para abarcar cada vez mais as identidades diversas presentes na arte e na cultura&#8221;. A programação completa do Presença Festival pode ser conferida no <a href="https://www.presencafestival.com.br/" target="_blank" rel="noopener">site do evento</a>.</p>
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		<title>Relatório Chocante: 257 Mortes Violentas de LGBTQIA+ no Brasil em 2023</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/relatorio-chocante-257-mortes-violentas-de-lgbtqia-no-brasil-em-2023/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jan 2024 10:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Gay da Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Mortes Violentas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Grupo Gay da Bahia (GGB), a organização não governamental LGBT mais antiga da América Latina, divulgou um relatório alarmante que revela que 257 pessoas LGBTQIA+ foram vítimas de mortes violentas no Brasil em 2023. Esses dados ressaltam que, a cada 34 horas, uma pessoa LGBTQIA+ perdeu a vida de maneira violenta no país, mantendo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Grupo Gay da Bahia (GGB), a organização não governamental LGBT mais antiga da América Latina, divulgou um relatório alarmante que revela que 257 pessoas LGBTQIA+ foram vítimas de mortes violentas no Brasil em 2023. Esses dados ressaltam que, a cada 34 horas, uma pessoa LGBTQIA+ perdeu a vida de maneira violenta no país, mantendo o Brasil como o país mais homotransfóbico do mundo no ano passado.</p>
<p>A ONG, que coleta informações sobre homicídios e suicídios de pessoas LGBTQIA+ há 44 anos, destaca que o número real pode ser ainda maior, com 20 mortes em fase de apuração, podendo elevar o total para até 277 casos. O fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, enfatiza que o governo continua ignorando esse &#8220;verdadeiro holocausto&#8221; que assola a comunidade LGBTQIA+.</p>
<p>O relatório revela uma preocupante inversão nas estatísticas, com as mortes de travestis ultrapassando em número absoluto as dos gays pela segunda vez em quatro décadas. O documento destaca que a chance de uma trans ou travesti ser assassinada é 19 vezes maior do que a de um gay ou lésbica.</p>
<p>Outro ponto alarmante é a faixa etária das vítimas, com 67% delas sendo jovens entre 19 e 45 anos. A Região Sudeste liderou as estatísticas, registrando 100 casos, seguida pelo Nordeste com 94 mortes. Pela primeira vez em 44 anos, o Sudeste assumiu o posto de região mais impactada.</p>
<p>Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará concentraram o maior número de mortes violentas da população LGBTQIA+ em 2023. O GGB destaca a necessidade urgente de ações e políticas públicas efetivas para combater a violência direcionada à comunidade LGBTQIA+. A ausência de dados oficiais é apontada como um reflexo da homofobia e homotransfobia institucional e estrutural. O Grupo Gay da Bahia insta o poder público a assumir a responsabilidade pela coleta oficial de estatísticas de ódio contra a comunidade LGBTQIA+ e implementar medidas para garantir sua segurança.</p>
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		<title>LGBTQIA+ reivindicam direitos básicos para existir de forma plena</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lgbtqia-reivindicam-direitos-basicos-para-existir-de-forma-plena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 14:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Declaração Universal dos Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbt]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Neon Cunha]]></category>
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					<description><![CDATA[“Você conhece alguma coisa humana não nomeada?”. Quem lança a pergunta é uma ativista pelos direitos LGBTQIA+ e que está a frente de uma casa de acolhimento em São Bernardo Campo. “A importância de ter um nome? A importância de ter uma vida. O nome define sua vida. Eu sou Neon Cunha, mulher negra, ameríndia [&#8230;]]]></description>
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<p>“Você conhece alguma coisa humana não nomeada?”. Quem lança a pergunta é uma ativista pelos direitos LGBTQIA+ e que está a frente de uma casa de acolhimento em São Bernardo Campo. “A importância de ter um nome? A importância de ter uma vida. O nome define sua vida. Eu sou Neon Cunha, mulher negra, ameríndia e transgênera. Nessa ordem de importância.”<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Ter um nome é um direito tão básico que sequer há uma referência a isso na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completou 75 anos no último dia 10 de dezembro. Mas o direito de existir e viver com dignidade já aparece de cara no primeiro artigo. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”, diz o texto.</p>
<p>Neon aprendeu bem jovem que precisaria lidar com o racismo, a discriminação, a violência de gênero e a transfobia. Ao fazer parte de um grupo que tem uma expectativa média de vida de 35 anos, Neon também aprendeu com a morte.</p>
<p>“Uma coisa que me marcou muito ao longo da vida foi que todas as minhas amigas foram enterradas de uma forma que eu nunca reconheci. Se eu tivesse que procurar hoje essas pessoas em uma lápide, eu jamais teria acesso. Porque as famílias requereram, porque o Estado requereu. Algumas foram como indigentes, outras as famílias ‘limparam essa sujeira’ que elas fizeram. Limparam seus nomes enterrando o morto. Não a morta”, relata.</p>
<p>Foi assim que Neon pediu para morrer. Ela entrou com um processo na Organização dos Estados Americanos (OEA), em 2014, para ter o direito de ser reconhecida como mulher. Foi ao limite. Pediu que, caso a sua existência, expressa no gênero e no nome, não fosse reconhecida, queria a autorização para uma morte assistida.</p>
<p>“Quando é que você percebe que não dá mais para viver sobre a condição do outro, sobre a condição imposta? Qual era a estratégia de sobrevivência? Porque eu nunca fui lida como homem. Eu me dei conta que eu não tinha nada mesmo”, conta a ativista sobre a decisão de levar a frente o processo.</p>
<p>Neon relata que foi expulsa de casa em 1992. “Aconteceu tudo o que tinha que acontecer com uma pessoa trans. Mas eu perdi mais o quê? O que não vai ter é esse nome [masculino] na lápide. Eu abri o processo, pedi uma morte assistida e denunciando também, mais uma vez, o Brasil nesse crime que ninguém conseguia nomear, que ninguém conseguia expor. Eu não falo nem de transfobia, eu falo de cissexismo. Essa ideia de que o gênero da pessoa cis é mais legítimo do que a pessoa trans”, explica.</p>
<p>Com a vitória, retificou o nome e o sexo sem precisar fazer cirurgias de redesignação de sexo. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) é de 2018 e abriu caminho para que homens e mulheres trans tivessem acesso ao mesmo direito.</p>
<p>“Transição? Todo mundo está em transição. A pessoa sai de feto, de feto para bebê, de bebê para criança e olha que estou só usando os termos neutros que cabem à primeira infância. E depois que se desenvolve para adolescente e depois para uma idade adulta. Eu não estou falando nem de gênero. Eu estou falando de uma transição humana. Transição está posta o tempo todo. Mas só essa determinada categoria de pessoas que reivindicam outro processo humano que é exigido o reconhecimento.”</p>
<h2>Conquistas</h2>
<p>A população LGBTQIA+ tem conquistado avanços na sociedade brasileira: o direito à união entre pessoas do mesmo sexo, o direito à retificação de sexo e o direito de adoção de filhos. No Brasil, essas decisões estão vinculadas, geralmente, ao Poder Judiciário. Na política, o Brasil elegeu, em 2022, as duas primeiras deputadas federais trans.</p>
<p>Para Marcos Tolentino, historiador e ativista, a Constituição de 1988 abriu o caminho. “A inspiração da Constituição de 88 em relação à Carta da Declaração Universal de Direitos Humanos é justamente buscar essa ideia de uma cidadania que é de todas as pessoas, de todos os setores sociais que estão no Brasil e, a partir disso, prever algumas especificidades”, aponta.</p>
<p>O historiador acrescenta que com a Constituição brasileira começam a ser previstas algumas especificidades, como direito de gênero, direito de povos indígenas e direito de pessoas negras. “Por entender que são grupos, são pessoas, são setores sociais que já vinham desse processo de exclusão de direitos.”</p>
<p>Mas ainda há muito a avançar. Há 14 anos o Brasil lidera o ranking dos países que mais matam pessoas trans. Em 2022, foram 131 pessoas assassinadas, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Vinte pessoas tiraram a própria vida em razão da discriminação e do preconceito.</p>
<p>“Toda vez que eu acesso esse lugar do direito humano, eu fico perguntando quando ele vai ser pleno para nós. E essa plenitude é justamente pelo que vou lutar. Eu vou lutar por políticas públicas, vou lutar enquanto ativista, vou disputar a política institucional, vou. Mas vai ser pleno? Toda vez que eu penso nisso, nessa questão de direito à humanidade plena, eu espero que um dia essa humanidade entenda que trans é um código de liberdade”, propõe.</p>
</div>
</div>
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		<title>Festival Madu Zona de Diversidade</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/festival-madu-zona-de-diversidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Oct 2023 17:38:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Festivais]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Madu Zona de Diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Festival Madu Zona de Diversidade chega para colorir Madureira e mostrar para o mundo a diversidade e potência cultural, artística, social e criativa do povo preto e LGBTQIA+ de favelas e comunidades das periferias e do subúrbio carioca. Serão 2 dias de muita música, samba, arte, cultura, lazer e diversidade para todas as idades, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Festival Madu Zona de Diversidade chega para colorir Madureira e mostrar para o mundo a diversidade e potência cultural, artística, social e criativa do povo preto e LGBTQIA+ de favelas e comunidades das periferias e do subúrbio carioca.</p>
<p>Serão 2 dias de muita música, samba, arte, cultura, lazer e diversidade para todas as idades, de forma acessível, gratuita, inclusiva e sustentável com uma rica programação artística e cultural, rodas de samba, Feira Diversidade Colorida, gastronomia, espaço para as crianças com Espaço Quilombinho, Ballroom Rio, oficina de charme, DJ’s, intervenção urbana e muito mais.</p>
<p>O festival é uma realização da Hub Diversidade Colorida que é a primeira Hub de Diversidade e Inovação no mundo com foco em Diversidade Inclusiva, conceito criado por Nanny Mathias, fundadora e CEO da hub para tratar a diversidade de forma inclusiva, impactar e transformar a vida de mulheres, pessoas pretas, LGBTQIA+, indígenas e PCD’s, de forma inovadora e sustentável.</p>
<p>O Line-up do evento contará com projetos e nomes artísticos da região que estão movimentando à cultura do povo preto e LGBTQIA+, ao qual também são partes, tais como:</p>
<p>Samba de Caboclo, Quintal da Magia, Marcelle Motta, Jeniffer Quintão, Só Damas, Axé Maior, Ballroom Rio, DJ Larii, DJ Anati, Crislayne Marques, entre outros.</p>
<p>“Queremos homenagear e visibilizar toda a potência de artistas, personalidades, empreendedores e líderes sociais e a importância de suas ações na vida e no dia dia daqueles que historicamente sofrem com a discriminação na sociedade e no mundo.” Diz Nanny Mathias criadora do festival e Isabelly Rossi sua esposa e Co-criadora.</p>
<p>O festival foi contemplado pelo edital Calendário Cultural Zonas de Cultura Festivais, programa de fomento à cultura do município do Rio de Janeiro promovido pela Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro, e que tem como Co-gestão a Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro (FETAERJ).</p>
<p><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/10/07-Festival-Madu-Zona-de-Diversidade-Expresso-Carioca-1.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-70038" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/10/07-Festival-Madu-Zona-de-Diversidade-Expresso-Carioca-1.png?resize=800%2C1000&#038;ssl=1" alt="Festival Madu Zona De Diversidade - Expresso Carioca" width="800" height="1000" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/10/07-Festival-Madu-Zona-de-Diversidade-Expresso-Carioca-1.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/10/07-Festival-Madu-Zona-de-Diversidade-Expresso-Carioca-1.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/10/07-Festival-Madu-Zona-de-Diversidade-Expresso-Carioca-1.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/10/07-Festival-Madu-Zona-de-Diversidade-Expresso-Carioca-1.png?resize=750%2C938&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a></p>
<hr />
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p><strong>Festival Madu Zona de Diversidade</strong></p>
<p><strong>Datas</strong></p>
<p><strong>14/10<br />
</strong><strong>Local: </strong>Santuário do Samba<strong><br />
Endereço:</strong>Estrada do Portela, 600, Madureira.<br />
<strong>Horário: </strong>15:00 às 23:00</p>
<p><strong>15/10<br />
Local: </strong>Centro Cultural Embaixada Madureira<strong><br />
</strong><strong>Endereço: </strong>Estrada do Portela, 563, Madureira<br />
<strong>Horário: </strong>14:00 às 23:00</p>
<p><strong>Classificação:</strong> Livre</p>
<p><strong>Evento Gratuito</strong></p>
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		<item>
		<title>Governo aprova rito simplificado para refúgio de pessoas LGBTQIA+</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-aprova-rito-simplificado-para-refugio-de-pessoas-lgbtqia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 16:01:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Conare]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Refúgio de pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Rito Simplificado]]></category>
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					<description><![CDATA[O Ministério da Justiça e Segurança Pública aprovou nesta quinta-feira (18) a adoção de procedimento simplificado para análise de pedidos de refúgio de pessoas LGBTQIA+ provindas de países que aplicam pena de morte ou prisão para gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. A medida foi deliberada em reunião ordinária do Comitê Nacional para Refugiados (Conare). O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O Ministério da Justiça e Segurança Pública aprovou nesta quinta-feira (18) a adoção de procedimento simplificado para análise de pedidos de refúgio de pessoas LGBTQIA+ provindas de países que aplicam pena de morte ou prisão para gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.</p>
<p>A medida foi deliberada em reunião ordinária do Comitê Nacional para Refugiados (Conare). O órgão reconhece a população em questão como “grupo social com temor de perseguição, que merece a proteção do Estado brasileiro”, conforme definido pelo Estatuto Nacional do Refugiado e pela Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados.</p>
<p>De acordo com o Conare, a decisão representa um marco histórico e possui caráter interministerial em razão da participação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.</p>
<blockquote><p>“Com esta decisão, simbólica, tendo em vista o Dia Internacional de Combate à Homofobia, em 17 de maio, o Conare ressalta a posição histórica do Brasil de país de vanguarda na defesa nacional e internacional da população LGBTQIA+ e cria possibilidades para a integração, de forma segura e humanitária, desses migrantes na sociedade brasileira.”</p></blockquote>
</div>
</div>
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