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		<title>Blocos LGBTQIA+ do Rio celebram diversidade, cidadania e alegria no Carnaval 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 13:34:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blocos de Carnaval]]></category>
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					<description><![CDATA[O Carnaval de Rua do Rio de Janeiro em 2026 promete ser um dos mais diversos de sua história, impulsionado pela força e criatividade dos blocos ligados à comunidade LGBTQIA+. Mais do que festa, essas agremiações transformam o carnaval em espaço de afirmação, cidadania e resistência, levando para as ruas discursos de respeito, pluralidade e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Carnaval de Rua do Rio de Janeiro em 2026 promete ser um dos mais diversos de sua história, impulsionado pela força e criatividade dos blocos ligados à comunidade LGBTQIA+. Mais do que festa, essas agremiações transformam o carnaval em espaço de afirmação, cidadania e resistência, levando para as ruas discursos de respeito, pluralidade e liberdade.</p>
<p>Criado em 2018 como resposta direta ao preconceito, o Sai, Hétero nasceu de uma brincadeira carnavalesca e se consolidou como um dos projetos culturais mais emblemáticos do Rio. Hoje, o bloco atrai foliões de diferentes partes do Brasil e do exterior. “Recebemos mensagens de gente de Roma, Paris, Manaus, querendo saber a data do desfile para se programar”, conta o fundador e presidente, Vitor Ribeiro.</p>
<figure id="attachment_88159" aria-describedby="caption-attachment-88159" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-88159" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Sai-Hetero-sai-na-terca-feira-de-carnaval-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C501&#038;ssl=1" alt="Bloco Sai Hétero Sai Na Terça Feira De Carnaval - Expresso Carioca" width="754" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Sai-Hetero-sai-na-terca-feira-de-carnaval-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Sai-Hetero-sai-na-terca-feira-de-carnaval-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Sai-Hetero-sai-na-terca-feira-de-carnaval-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Sai-Hetero-sai-na-terca-feira-de-carnaval-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C498&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88159" class="wp-caption-text">Bloco Sai Hétero sai na terça-feira de carnaval &#8211; Foto: Saulo Costa/ Bloco Sai Hétero</figcaption></figure>
<p>No dia 24 de janeiro, o bloco promove seu primeiro “esquenta” oficial do Carnaval 2026, na Marina da Glória, dentro do Parque do Flamengo, com evento voltado ao público LGBTQIA+, fantasia livre e atrações convidadas. Já o desfile principal acontece em 17 de fevereiro, em local ainda a ser definido, fora da programação oficial da prefeitura, por questões de segurança. Com público estimado entre 10 mil e 20 mil pessoas, o Sai, Hétero aposta em eventos estruturados, com camarotes, open bar, atrações musicais e a bateria da Unidos da Tijuca.</p>
<h3>Divinas Tretas aposta em cidadania e inclusão</h3>
<p>Outro destaque é o Divinas Tretas, bloco que integra o ecossistema cultural Carnabendita, responsável por articular 13 blocos de rua no Rio. Surgido a partir do histórico Toco-Xona, primeiro bloco LGBTQIA+ da cidade, criado em 2007, o Divinas Tretas se reinventou em 2022 para ampliar ainda mais seu compromisso com a diversidade no pós-pandemia.</p>
<figure id="attachment_88157" aria-describedby="caption-attachment-88157" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-88157" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Divinas-Tretas.-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Bloco Divinas Tretas. - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Divinas-Tretas.-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Divinas-Tretas.-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Divinas-Tretas.-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Divinas-Tretas.-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88157" class="wp-caption-text">Bloco Divinas Tretas.- Foto: Divinas Tretas/Gabriella Ribeiro</figcaption></figure>
<p>O desfile de 2026, marcado para 15 de fevereiro, na Praia do Flamengo, traz uma iniciativa inédita: ações de retificação de prenome e gênero para pessoas trans e não-binárias em situação de vulnerabilidade. “Queremos que o carnaval seja, além de festa, um instrumento de justiça social”, afirma Natália Guimarães, diretora do Carnabendita.</p>
<p>O bloco contará com área gradeada, segurança reforçada, equipe treinada, intérprete de Libras durante todo o percurso, sanitários inclusivos e campanhas de combate à violência contra a mulher, com divulgação do número 180, QR Codes sobre a Lei Maria da Penha e distribuição de preservativos. A contratação prioritária de profissionais LGBTQIA+, trans e não-binários também integra o compromisso do coletivo.</p>
<h3>Enxota Que Eu Vou: diversidade sem rótulos</h3>
<p>Fundado em 2010, o Enxota Que Eu Vou reforça que não é um bloco exclusivo LGBTQIA+, mas se define como um espaço plural e aberto. “Defendemos que o carnaval seja diverso, com respeito a todos os gêneros”, explica a presidente Camila Mendes. A bateria, batizada de Bateria Penetrante, conta com integrantes LGBTQIA+, e a rainha do bloco é a drag queen WQueer.</p>
<figure id="attachment_88158" aria-describedby="caption-attachment-88158" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-88158" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Enxota-que-eu-vou.-Foto-Enxota-Que-Eu-Vou-Bruno-Santos-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C502&#038;ssl=1" alt="Bloco Enxota Que Eu Vou. Foto Enxota Que Eu Vou Bruno Santos - Expresso Carioca" width="754" height="502" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Enxota-que-eu-vou.-Foto-Enxota-Que-Eu-Vou-Bruno-Santos-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Enxota-que-eu-vou.-Foto-Enxota-Que-Eu-Vou-Bruno-Santos-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Enxota-que-eu-vou.-Foto-Enxota-Que-Eu-Vou-Bruno-Santos-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Bloco-Enxota-que-eu-vou.-Foto-Enxota-Que-Eu-Vou-Bruno-Santos-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-88158" class="wp-caption-text">Bloco Enxota que eu vou. Foto: Enxota Que Eu Vou/ Bruno Santos &#8211; Foto: Enxota Que Eu Vou/ Bruno Santos</figcaption></figure>
<p>Em 2026, o bloco comemora 15 anos de história, com concentração marcada para 17 de fevereiro, às 13h, na Praça Tiradentes. O repertório celebra sambas-enredo clássicos e sucessos que marcaram a trajetória da agremiação, reunindo um público entre mil e duas mil pessoas.</p>
<h3>Banda das Quengas completa 35 anos</h3>
<p>Um dos nomes mais tradicionais do carnaval LGBTQIA+ carioca, a Banda das Quengas completa 35 anos em 2026. A comemoração acontece no dia 17 de fevereiro, na Lapa, com concentração a partir das 15h, na esquina da Rua Washington Luiz com a Avenida Mem de Sá. Parada, a banda já chegou a reunir 47 mil pessoas em edições anteriores.</p>
<p>Com o tema permanente “Aceitem ou nos respeitem”, a Banda das Quengas mantém a proposta de fantasia livre e reforça o caráter familiar e diverso do evento. “Ninguém é obrigado a aceitar, mas respeitar é essencial”, resume o vice-presidente Tbengston Martins, que define a banda como um espaço de convivência e celebração coletiva.</p>
<h3>Sereias da Guanabara: diversidade, mar e sustentabilidade</h3>
<figure id="attachment_88156" aria-describedby="caption-attachment-88156" style="width: 365px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-88156" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Djs-Leo-Solez-e-Jorge-Badaue-do-Bloco-Sereias-da-Guanabara-Expresso-Carioca.webp?resize=365%2C547&#038;ssl=1" alt="Djs Leo Solez E Jorge Badaue, Do Bloco Sereias Da Guanabara - Expresso Carioca" width="365" height="547" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Djs-Leo-Solez-e-Jorge-Badaue-do-Bloco-Sereias-da-Guanabara-Expresso-Carioca.webp?w=365&amp;ssl=1 365w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Djs-Leo-Solez-e-Jorge-Badaue-do-Bloco-Sereias-da-Guanabara-Expresso-Carioca.webp?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/01/23-Djs-Leo-Solez-e-Jorge-Badaue-do-Bloco-Sereias-da-Guanabara-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C225&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 365px) 100vw, 365px" /><figcaption id="caption-attachment-88156" class="wp-caption-text">Djs Leo Solez e Jorge Badaue, do Bloco Sereias da Guanabara &#8211; Foto: Acervo do bloco</figcaption></figure>
<p>Fechando o cortejo LGBTQIA+ do dia 17 de fevereiro, o Sereias da Guanabara desfila no Aterro do Flamengo, com concentração às 14h. O bloco tem como pilares diversidade, acessibilidade e sustentabilidade, e é reconhecido pelas fantasias inspiradas na fauna marinha, em tons de azul e verde.</p>
<p>Fundado em 2017, o bloco celebra em 2026 seu nono aniversário e carrega o Selo Verde de Sustentabilidade, conquistado no ano passado. “A Baía de Guanabara sofre, mas resiste. A vida continua, apesar das adversidades”, explica um dos fundadores, Leo Solez. O bloco utiliza materiais reciclados nas fantasias e promove ações constantes de conscientização ambiental durante o desfile.</p>
<p>Aberto a pessoas de todos os gêneros, o Sereias da Guanabara reafirma o carnaval como espaço de imaginação, respeito e transformação social. “A diversidade faz parte da nossa essência, assim como a do próprio Rio”, conclui Jorge Badaue, também fundador do bloco.</p>
<p>Em 2026, os blocos LGBTQIA+ mostram que o carnaval carioca segue sendo muito mais do que festa: é palco de inclusão, afirmação e liberdade.</p>
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		<title>Há 30 anos, o Rio inaugurava as paradas do orgulho no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ha-30-anos-o-rio-inaugurava-as-paradas-do-orgulho-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Nov 2025 13:25:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Arco-Íris]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbt]]></category>
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					<description><![CDATA[No próximo domingo (23), a Praia de Copacabana volta a ser palco de um momento histórico: a celebração dos 30 anos da primeira parada do orgulho LGBTI+ do Brasil, realizada em 1995. A edição comemorativa destacará a trajetória do movimento com o tema “30 anos fazendo história: das primeiras lutas pelo direito de existir à [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No próximo domingo (23), a Praia de Copacabana volta a ser palco de um momento histórico: a celebração dos <strong>30 anos da primeira parada do orgulho LGBTI+ do Brasil</strong>, realizada em 1995. A edição comemorativa destacará a trajetória do movimento com o tema <em>“30 anos fazendo história: das primeiras lutas pelo direito de existir à construção de futuros sustentáveis”</em> — um olhar para o passado e uma aposta no futuro.</p>
<p>A data faz referência à <strong>Marcha da Cidadania</strong>, ocorrida em 25 de junho de 1995, ao fim da 17ª Conferência Mundial da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA). A realização do evento no Rio, fruto de articulação intensa do movimento LGBTI+ brasileiro, ampliou a visibilidade da comunidade, conectou grupos de diferentes regiões e impulsionou a criação das paradas pelo país.</p>
<h3>O início de um movimento em transformação</h3>
<p>Nos anos 1980 e início dos 1990, a mobilização LGBTI+ tinha como foco central o enfrentamento à epidemia de HIV/Aids. A marcha de 1995 significou uma virada: um novo formato de manifestação, mais dialogado com a sociedade e com uma agenda de reivindicações mais ampla. “Não era a primeira vez que o movimento ia às ruas, mas é neste momento que nasce o formato de parada como conhecemos”, explica Renan Quinalha, professor da Unifesp.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O impacto foi profundo. O gesto inaugural do Rio abriu caminho para manifestações que, anos depois, reuniriam milhões de pessoas, como a Parada de São Paulo, que se tornaria a maior do mundo. “Dá para dizer que são as maiores manifestações democráticas do Brasil”, resume Quinalha.</p>
<h3>A tentativa que precedeu o marco</h3>
<p>A ideia de uma parada em Copacabana já circulava desde 1993, quando o Atobá, o recém-criado Grupo Arco-Íris e outros coletivos tentaram organizar uma marcha que reuniu menos de 30 pessoas. A frustração levou a reflexões importantes. “Em vez de culpar a comunidade, entendemos que precisávamos trabalhar autoestima e confiança”, recorda Cláudio Nascimento, hoje presidente do Grupo Arco-Íris.</p>
<figure id="attachment_86810" aria-describedby="caption-attachment-86810" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86810" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-Marcha-da-Cidadania-de-1995-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C509&#038;ssl=1" alt="Marcha Da Cidadania De 1995 - Expresso Carioca" width="754" height="509" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-Marcha-da-Cidadania-de-1995-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-Marcha-da-Cidadania-de-1995-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C203&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-Marcha-da-Cidadania-de-1995-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C101&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-Marcha-da-Cidadania-de-1995-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C506&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86810" class="wp-caption-text">Rio de Janeiro (RJ), 14/11/2025 – Ex-presidente do Grupo Arco Íris Augusto Andrade (esquerda), Luiz Carlos Ramos (centro), Claudio Nascimento (direito) na Marcha da Cidadania de 1995, a primeira Parada LGBT do Brasil Foto: Augusto Andrade/Arquivo pessoal &#8211; Augusto Andrade/Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>A mobilização mudou de patamar com a candidatura do Rio à conferência da ILGA, aprovada em 1993. Entre 1994 e 1995, encontros culturais, rodas de convivência e até uma cerimônia pública de casamento — entre Claudio e Adauto Belarmino — reforçaram o sentimento de pertencimento e fortaleceram o movimento.</p>
<p>Em uma dessas mobilizações, no jardim do MAM, 600 pessoas participaram. Para Cláudio, foi a prova de que a marcha de 1995 não apenas era possível — era necessária.</p>
<h3>1995: o ano que mudou tudo</h3>
<p>Quando o evento internacional começou, entre 18 e 25 de junho, o movimento já havia enfrentado dificuldades financeiras, estruturais e políticas para garantir sua realização. Doações de entidades internacionais, o apoio de sindicatos e a mobilização de artistas, como Renato Russo — nomeado padrinho da conferência — foram essenciais.</p>
<figure id="attachment_86809" aria-describedby="caption-attachment-86809" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86809" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-John-MacCarthy-esquerda-Jorge-Cae-Rodrigues-e-Gilza-na-Parada-LGBTI-do-Rio-em-2009-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C566&#038;ssl=1" alt="John MacCarthy (esquerda), Jorge Caê Rodrigues E Gilza, Na Parada LGBTI+ Do Rio Em 2009 - Expresso Carioca" width="754" height="566" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-John-MacCarthy-esquerda-Jorge-Cae-Rodrigues-e-Gilza-na-Parada-LGBTI-do-Rio-em-2009-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-John-MacCarthy-esquerda-Jorge-Cae-Rodrigues-e-Gilza-na-Parada-LGBTI-do-Rio-em-2009-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-John-MacCarthy-esquerda-Jorge-Cae-Rodrigues-e-Gilza-na-Parada-LGBTI-do-Rio-em-2009-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/17-John-MacCarthy-esquerda-Jorge-Cae-Rodrigues-e-Gilza-na-Parada-LGBTI-do-Rio-em-2009-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86809" class="wp-caption-text">John MacCarthy (esquerda), Jorge Caê Rodrigues e Gilza, na Parada LGBTI+ do Rio em 2009 Foto: Jorge Caê Rodrigues/Arquivo Pessoal</figcaption></figure>
<p>A marcha ao final do encontro consagrou o momento. O símbolo máximo foi a <strong>bandeira arco-íris gigante</strong>, com 124 metros de comprimento e 10 de largura. “Queríamos que todos pudessem segurar. E que a imprensa não tivesse escolha: a foto seria essa. Até hoje é assim”, diz Cláudio.</p>
<h3>Pertencimento e legado</h3>
<p>A ativista Rosangela Castro lembra da sensação de mudança: “Foram muitas mãos colaborando. A parada mostrava que havia muito mais gente do que imaginávamos”. Depois de 1995, ela participou da organização de marchas em outras cidades, incluindo a primeira edição da Parada de São Paulo, em 1997.</p>
<p>Para Jorge Caê Rodrigues, outro nome que ajudou a erguer a marcha, a história é também pessoal. Ao lado do marido, John MacCarthy, militou por décadas. “A parada foi a catarse. Já não era mais a semente — era a árvore forte, fincada”.</p>
<p>O legado permanece vivo. Em 2023, Jorge voltou à parada ao lado de seu novo companheiro, que nunca havia participado. A emoção, ele conta, foi renovada: “É poderoso ver alguém descobrir que não está sozinho”.</p>
<p>Trinta anos depois, a marcha que começou com menos de 30 pessoas se transformou em símbolo nacional e referência global. Uma história de resistência, coragem, comunidade — e futuro.</p>
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		<title>Brasil registra mais de 9 mil estudantes trans matriculados na educação básica</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-registra-mais-de-9-mil-estudantes-trans-matriculados-na-educacao-basica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 18:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[Pelo menos 9 mil estudantes trans estão matriculados em escolas públicas das redes estaduais de ensino no Brasil, com o uso de nome social garantido em 14 estados e no Distrito Federal. Os números foram divulgados pelo dossiê Registro Nacional de Mortes de Pessoas Trans no Brasil em 2024: da Expectativa de Morte a um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo menos 9 mil estudantes trans estão matriculados em escolas públicas das redes estaduais de ensino no Brasil, com o uso de nome social garantido em 14 estados e no Distrito Federal. Os números foram divulgados pelo dossiê <em>Registro Nacional de Mortes de Pessoas Trans no Brasil em 2024: da Expectativa de Morte a um Olhar para a Presença Viva de Estudantes Trans na Educação Básica Brasileira</em>, elaborado pela Rede Trans Brasil.</p>
<p>São Paulo, Paraná e Rio Grande do Norte lideram o ranking de matrículas, com 3.451, 1.137 e 839 estudantes, respectivamente. Outros estados, como Rio de Janeiro (780), Santa Catarina (557) e Espírito Santo (490), também se destacam. O levantamento foi realizado a partir de dados obtidos no Portal da Transparência e será lançado oficialmente no dia 29 deste mês.</p>
<h3>O Direito ao Nome Social e Sua Relevância</h3>
<p>Desde 2018, o uso do nome social na educação básica é garantido pela portaria 33/2018 do Ministério da Educação, permitindo que alunos maiores de 18 anos sejam identificados pelo nome que corresponde à sua identidade de gênero nos registros escolares. Para Isabella Santorinne, secretária adjunta de comunicação da Rede Trans Brasil, o nome social é mais do que uma questão administrativa; trata-se de um direito fundamental.</p>
<p>“O nome social na educação básica é uma questão de respeito e dignidade, não é uma moda. Quando uma pessoa trans é chamada pelo nome que corresponde à sua identidade de gênero, ela se sente acolhida e reconhecida naquele espaço”, afirma Santorinne.</p>
<p>Além disso, Santorinne destaca que o reconhecimento contribui diretamente para a permanência dos estudantes nas escolas, ajudando a reduzir os índices de evasão escolar. Segundo a pesquisa <em>Censo Trans</em> da Rede Trans Brasil, 63,9% das mulheres trans entrevistadas não completaram o ensino médio, enquanto 34,7% não concluíram o ensino fundamental.</p>
<h3>Avanços e Retrocessos nos Estados</h3>
<p>O dossiê aponta que, entre 2023 e 2024, apenas seis estados e o Distrito Federal registraram aumento nas matrículas com nome social: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso e o Distrito Federal. Sergipe manteve os números estáveis, enquanto os outros oito estados analisados apresentaram queda.</p>
<p>No Maranhão, o levantamento registrou um total de 74 estudantes trans matriculados com nome social entre 2018 e 2024, sem detalhamento por ano.</p>
<h3>Educação para a Diversidade</h3>
<p>Para Santorinne, uma educação mais inclusiva e diversa é fundamental para combater preconceitos e promover um ambiente de convivência respeitosa. “Ensinar sobre diversidade nas escolas é preparar os alunos para a sociedade, promovendo respeito independente de identidade de gênero, orientação sexual, raça ou cor”, defende.</p>
<h3>Violência Contra Pessoas Trans</h3>
<p>Apesar dos avanços na educação, o Brasil segue liderando o ranking mundial de violência contra pessoas trans. Em 2024, o país registrou 105 assassinatos de pessoas trans, 14 casos a menos que em 2023. Ainda assim, permanece, pelo 17º ano consecutivo, como o país que mais mata pessoas trans no mundo.</p>
<p>O dossiê da Rede Trans Brasil evidencia tanto os progressos quanto os desafios enfrentados pela população trans no Brasil, ressaltando a importância de políticas públicas que garantam direitos básicos, como educação e segurança, para essa comunidade historicamente marginalizada.</p>
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		<title>LGBTQIA+ reivindicam direitos básicos para existir de forma plena</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lgbtqia-reivindicam-direitos-basicos-para-existir-de-forma-plena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 14:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Declaração Universal dos Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbt]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbtqia+]]></category>
		<category><![CDATA[Neon Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[“Você conhece alguma coisa humana não nomeada?”. Quem lança a pergunta é uma ativista pelos direitos LGBTQIA+ e que está a frente de uma casa de acolhimento em São Bernardo Campo. “A importância de ter um nome? A importância de ter uma vida. O nome define sua vida. Eu sou Neon Cunha, mulher negra, ameríndia [&#8230;]]]></description>
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<p>“Você conhece alguma coisa humana não nomeada?”. Quem lança a pergunta é uma ativista pelos direitos LGBTQIA+ e que está a frente de uma casa de acolhimento em São Bernardo Campo. “A importância de ter um nome? A importância de ter uma vida. O nome define sua vida. Eu sou Neon Cunha, mulher negra, ameríndia e transgênera. Nessa ordem de importância.”<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Ter um nome é um direito tão básico que sequer há uma referência a isso na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completou 75 anos no último dia 10 de dezembro. Mas o direito de existir e viver com dignidade já aparece de cara no primeiro artigo. “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”, diz o texto.</p>
<p>Neon aprendeu bem jovem que precisaria lidar com o racismo, a discriminação, a violência de gênero e a transfobia. Ao fazer parte de um grupo que tem uma expectativa média de vida de 35 anos, Neon também aprendeu com a morte.</p>
<p>“Uma coisa que me marcou muito ao longo da vida foi que todas as minhas amigas foram enterradas de uma forma que eu nunca reconheci. Se eu tivesse que procurar hoje essas pessoas em uma lápide, eu jamais teria acesso. Porque as famílias requereram, porque o Estado requereu. Algumas foram como indigentes, outras as famílias ‘limparam essa sujeira’ que elas fizeram. Limparam seus nomes enterrando o morto. Não a morta”, relata.</p>
<p>Foi assim que Neon pediu para morrer. Ela entrou com um processo na Organização dos Estados Americanos (OEA), em 2014, para ter o direito de ser reconhecida como mulher. Foi ao limite. Pediu que, caso a sua existência, expressa no gênero e no nome, não fosse reconhecida, queria a autorização para uma morte assistida.</p>
<p>“Quando é que você percebe que não dá mais para viver sobre a condição do outro, sobre a condição imposta? Qual era a estratégia de sobrevivência? Porque eu nunca fui lida como homem. Eu me dei conta que eu não tinha nada mesmo”, conta a ativista sobre a decisão de levar a frente o processo.</p>
<p>Neon relata que foi expulsa de casa em 1992. “Aconteceu tudo o que tinha que acontecer com uma pessoa trans. Mas eu perdi mais o quê? O que não vai ter é esse nome [masculino] na lápide. Eu abri o processo, pedi uma morte assistida e denunciando também, mais uma vez, o Brasil nesse crime que ninguém conseguia nomear, que ninguém conseguia expor. Eu não falo nem de transfobia, eu falo de cissexismo. Essa ideia de que o gênero da pessoa cis é mais legítimo do que a pessoa trans”, explica.</p>
<p>Com a vitória, retificou o nome e o sexo sem precisar fazer cirurgias de redesignação de sexo. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) é de 2018 e abriu caminho para que homens e mulheres trans tivessem acesso ao mesmo direito.</p>
<p>“Transição? Todo mundo está em transição. A pessoa sai de feto, de feto para bebê, de bebê para criança e olha que estou só usando os termos neutros que cabem à primeira infância. E depois que se desenvolve para adolescente e depois para uma idade adulta. Eu não estou falando nem de gênero. Eu estou falando de uma transição humana. Transição está posta o tempo todo. Mas só essa determinada categoria de pessoas que reivindicam outro processo humano que é exigido o reconhecimento.”</p>
<h2>Conquistas</h2>
<p>A população LGBTQIA+ tem conquistado avanços na sociedade brasileira: o direito à união entre pessoas do mesmo sexo, o direito à retificação de sexo e o direito de adoção de filhos. No Brasil, essas decisões estão vinculadas, geralmente, ao Poder Judiciário. Na política, o Brasil elegeu, em 2022, as duas primeiras deputadas federais trans.</p>
<p>Para Marcos Tolentino, historiador e ativista, a Constituição de 1988 abriu o caminho. “A inspiração da Constituição de 88 em relação à Carta da Declaração Universal de Direitos Humanos é justamente buscar essa ideia de uma cidadania que é de todas as pessoas, de todos os setores sociais que estão no Brasil e, a partir disso, prever algumas especificidades”, aponta.</p>
<p>O historiador acrescenta que com a Constituição brasileira começam a ser previstas algumas especificidades, como direito de gênero, direito de povos indígenas e direito de pessoas negras. “Por entender que são grupos, são pessoas, são setores sociais que já vinham desse processo de exclusão de direitos.”</p>
<p>Mas ainda há muito a avançar. Há 14 anos o Brasil lidera o ranking dos países que mais matam pessoas trans. Em 2022, foram 131 pessoas assassinadas, de acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Vinte pessoas tiraram a própria vida em razão da discriminação e do preconceito.</p>
<p>“Toda vez que eu acesso esse lugar do direito humano, eu fico perguntando quando ele vai ser pleno para nós. E essa plenitude é justamente pelo que vou lutar. Eu vou lutar por políticas públicas, vou lutar enquanto ativista, vou disputar a política institucional, vou. Mas vai ser pleno? Toda vez que eu penso nisso, nessa questão de direito à humanidade plena, eu espero que um dia essa humanidade entenda que trans é um código de liberdade”, propõe.</p>
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		<title>Após dois anos de pandemia, 27ª Parada do Orgulho LGBTI ocorre no Rio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Nov 2022 15:54:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Grupo Arco-Íris]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Lgbt]]></category>
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		<category><![CDATA[Parada do Orgulho LGBTI+]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Após dois anos ocorrendo virtualmente, devido à pandemia da covid-19, a 27ª Parada do Orgulho LGBTI+ Rio ocorre hoje (27), na Praia de Copacabana, com o tema Coragem pra ser feliz. O evento tem atividades desde as 11h na pista da orla no Posto 5 da Avenida Atlântica. O desfile está previsto para começar às [&#8230;]]]></description>
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<p>Após dois anos ocorrendo virtualmente, devido à pandemia da covid-19, a 27ª Parada do Orgulho LGBTI+ Rio ocorre hoje (27), na Praia de Copacabana, com o tema Coragem pra ser feliz. O evento tem atividades desde as 11h na pista da orla no Posto 5 da Avenida Atlântica. O desfile está previsto para começar às 14h com percurso pela orla até a Rua Rodolfo Dantas. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Organizada pela ONG Grupo Arco-Íris, a Parada do Orgulho LGBTI+ Rio 2022 conta com dez trios elétricos e com alas temáticas que reforçam a importância da preservação da Amazônia e do meio ambiente e homenagem às vítimas da covid-19.</p>
<p>Segundo os organizadores, a marcha reúne diferentes grupos discriminados, como pessoas LGBTI+, negras, mulheres, povos originários, entre outros, com o objetivo de reforçar a luta por um Brasil igualitário.</p>
<p>“Esta é a parada do renascimento após um período de dor e perdas em razão da covid-19 e especialmente pelo aumento do discurso de ódio em parte da sociedade contra nossa comunidade LGBTI+ e do nosso renascimento como cidadãos de direitos”, disse Cláudio Nascimento, presidente do Grupo Arco-Íris e coordenador geral da Parada do Orgulho LGBTI+ Rio 2022.</p>
<p>“Sabemos que retomar o caminho para o respeito às nossas identidades exigirá coragem para romper com os últimos anos de conservadorismo e com a tentativa de fazer o ódio imperar. Somos sempre pelo afeto e pelo diálogo. Porque, no final, o amor venceu e sempre vencerá”, acrescentou Nascimento.</p>
<p>Para demarcar as reivindicações da comunidade LGBTI+ será divulgada a Carta Por Um Brasil sem LGBTIfobia, endereçada ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, com propostas de políticas públicas nos campos da segurança, saúde, educação, trabalho e renda, cultura, esporte e lazer, turismo, assistência social e direitos humanos.</p>
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