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	<title>Leishmaniose &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Fiocruz inova com tratamento para Leishmaniose Cutânea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2024 13:57:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) propõe uma nova abordagem para o tratamento da leishmaniose cutânea, oferecendo uma solução mais econômica e eficaz. A pesquisa, conduzida pelo dermatologista Marcelo Rosandiski Lyra, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), revela que a nova metodologia de tratamento intralesional, aplicada diretamente nas lesões, apresenta resultados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) propõe uma nova abordagem para o tratamento da leishmaniose cutânea, oferecendo uma solução mais econômica e eficaz. A pesquisa, conduzida pelo dermatologista Marcelo Rosandiski Lyra, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), revela que a nova metodologia de tratamento intralesional, aplicada diretamente nas lesões, apresenta resultados promissores com menor risco de efeitos colaterais.</p>
<p><strong>Tratamento menos tóxico</strong></p>
<p>&#8220;A grande luta nesse trabalho é evitar que pessoas sofram ou até falecem devido aos tratamentos tóxicos para uma doença que raramente é letal,&#8221; explicou Lyra à Agência Brasil. Os tratamentos tradicionais, conhecidos por sua toxicidade ao coração, fígado e pâncreas, apresentam sérias complicações mesmo quando não resultam em morte. Além dos riscos, os pacientes também enfrentam dores musculares e de cabeça, entre outros desconfortos.</p>
<p><strong>Evidências e Resultados</strong></p>
<p>O estudo, coordenado no Rio de Janeiro, dividiu pacientes em dois grupos para comparar os tratamentos convencional e intralesional, monitorando-os por dois anos. &#8220;Monitoramos todos os efeitos durante esse período, com acompanhamento rigoroso dos pacientes,&#8221; afirmou Lyra. Os resultados mostraram uma taxa de cura de 83% com o tratamento intralesional, em comparação com 68% do método convencional, além de uma significativa redução dos efeitos colaterais.</p>
<p><strong>Colaboração Nacional</strong></p>
<p>A pesquisa contou com a colaboração de diversas instituições, incluindo a Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB), Faculdade de Medicina Tropical de Manaus, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Essa colaboração fortaleceu a relevância nacional dos resultados obtidos.</p>
<p><strong>Sobre a Leishmaniose</strong></p>
<p>A leishmaniose é causada por protozoários do gênero Leishmania e transmitida pela picada de insetos hematófagos da família dos flebótomos, conhecidos como mosquito-palha. A doença, comum em regiões tropicais e em desenvolvimento, pode afetar tanto humanos quanto animais. Existem duas formas principais: a cutânea, que causa feridas na pele e mucosas, e a visceral, que afeta órgãos internos e pode ser fatal sem tratamento.</p>
<p><strong>Mudança nas Diretrizes</strong></p>
<p>O manual de tratamento da leishmaniose do Ministério da Saúde, atualizado pela última vez em 2017, deverá ser revisado até 2025. Lyra espera que o novo tratamento intralesional seja incluído nas diretrizes para casos com lesões maiores e múltiplas, ampliando o acesso dos pacientes a esse método mais seguro e eficaz.</p>
<p><strong>Reconhecimento Internacional</strong></p>
<p>O trabalho de Lyra foi reconhecido no 76º Congresso Brasileiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e considerado uma das dez publicações mais importantes em doenças parasitárias no Congresso Europeu sobre Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (ECCMID) em Barcelona. Publicado na revista *Clinical Infect Disease* em 2023, o estudo foi aclamado por minimizar os efeitos colaterais do tratamento convencional e oferecer uma opção mais acessível e segura.</p>
<p><strong>História de Sucesso</strong></p>
<p>Fernando Correa Losada, engenheiro civil e advogado de 65 anos, foi diagnosticado com leishmaniose cutânea e tratado com a nova abordagem intralesional devido a uma condição cardíaca que contraindicava o tratamento tradicional. &#8220;A resposta foi excelente,&#8221; relatou Losada, que atualmente está curado e realiza acompanhamento periódico.</p>
<p><strong>Desafios e Esperança</strong></p>
<p>Lyra lamenta o desinteresse da comunidade internacional, já que a leishmaniose afeta principalmente países em desenvolvimento, onde os lucros com medicamentos são menores. No entanto, ele acredita que o impacto positivo na saúde pública e a redução de custos serão fundamentais para promover a adoção desse tratamento inovador.</p>
<p>Essa nova abordagem, ao mesmo tempo que oferece um tratamento mais seguro e acessível, representa uma esperança significativa para os pacientes de leishmaniose cutânea e para a saúde pública como um todo.</p>
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