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	<title>Lei Maria da Penha &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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		<title>Decisão Judicial se Apoia em Cordel para Recusar Aplicação da Lei Maria da Penha a Homem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Aug 2023 13:48:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma passagem do cordel &#8220;A Lei Maria da Penha em Cordel,&#8221; escrito pelo artista cearense Tião Simpatia, foi destacada durante um julgamento presidido pelo juiz paranaense Marcelo Quintin em 2019. Nesse caso, um homem buscava indenização e medidas protetivas contra sua esposa. O juiz utilizou essa passagem como embasamento para sua sentença, na qual ele [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma passagem do cordel &#8220;A Lei Maria da Penha em Cordel,&#8221; escrito pelo artista cearense Tião Simpatia, foi destacada durante um julgamento presidido pelo juiz paranaense Marcelo Quintin em 2019. Nesse caso, um homem buscava indenização e medidas protetivas contra sua esposa. O juiz utilizou essa passagem como embasamento para sua sentença, na qual ele rejeitou a aplicação da Lei Maria da Penha.</p>
<p>O trecho em questão, que diz &#8220;E se acaso for o homem que da mulher apanhar, é violência doméstica, você pode me explicar? Tudo pode acontecer no âmbito familiar, mas nesse caso é diferente, a lei é bastante clara por ser uma questão de gênero, somente a mulher ampara. Se a mulher for valente, o homem que livre a cara,&#8221; foi empregado para fundamentar o argumento do juiz. Ele explicou que, apesar de ser uma expressão artística, o cordel oferece informações jurídicas detalhadas e ajudou a simplificar o entendimento da questão para as partes envolvidas.</p>
<p>O juiz Quintin explicou sua escolha, detalhando que optou por citar o trecho que discute a exclusão do homem da proteção da Lei Maria da Penha para explicar como a legislação visa promover igualdade de gênero e equidade. Ele ressaltou que a maioria dos crimes no Brasil atualmente está relacionada à violência doméstica, enfatizando a importância de abordar essa questão de maneira objetiva.</p>
<p>Quintin compartilhou que, na época da decisão, recebeu críticas de homens que questionavam a ausência de leis para protegê-los em situações de violência doméstica. Ele esclareceu que a legislação comum já oferece proteção aos homens, mas a Lei Maria da Penha foi criada para tratar da desigualdade enfrentada pelas mulheres nessa área específica.</p>
<p>O juiz observou que desde 2019 houve progressos na lei, como a inclusão de punições para o crime de perseguição e para a violência psicológica. No entanto, ele ressaltou a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e um melhor atendimento às vítimas em áreas remotas do país, onde o acesso às autoridades e aos direitos das vítimas pode ser mais difícil.</p>
<p>Quintin alertou que a frequência de feminicídios em casos de violência doméstica é significativamente maior do que os casos de homicídio em outras circunstâncias. Ele enfatizou a importância de interromper a violência nos estágios iniciais, quando ela se limita a ameaças psicológicas ou perseguição, a fim de evitar a escalada para a violência física.</p>
<p>O juiz compartilhou um exemplo de um agressor que começou com ameaças e crimes menores, mas acabou cometendo um homicídio. Ele destacou que isso ocorre com frequência preocupante e salientou a importância de tomar medidas para prevenir essas situações.</p>
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		<title>Expressão Cordelística sobre Maria da Penha: Uma Valiosa Contribuição para a Sociedade, Afirma Artista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Aug 2023 13:33:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[17 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Cordel]]></category>
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					<description><![CDATA[Há 17 anos atrás, o talentoso artista cearense Tião Simpatia empreendeu uma jornada inspiradora ao compor um cordel dedicado à elucidativa Lei Maria da Penha. O gérmen dessa ideia frutificou quando ele cruzou caminhos com Paulinha Castro, na época assessora de Maria da Penha, a inspiradora da mencionada legislação. Desse encontro brotou não apenas música, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 17 anos atrás, o talentoso artista cearense Tião Simpatia empreendeu uma jornada inspiradora ao compor um cordel dedicado à elucidativa Lei Maria da Penha. O gérmen dessa ideia frutificou quando ele cruzou caminhos com Paulinha Castro, na época assessora de Maria da Penha, a inspiradora da mencionada legislação. Desse encontro brotou não apenas música, mas também uma amizade sincera e uma nova missão: transmitir conhecimento e sensibilização sobre a violência contra as mulheres através de sua arte. Tião viu nessa ação a oportunidade de contribuir como artista e como cidadão engajado, movido pela indignação diante de tal desrespeito.</p>
<p>&#8220;É nossa maneira de contribuir como artistas, cidadãos sensíveis à causa, recusando-se a aceitar a violência e o maltrato infligidos às mulheres. Empregamos nossa voz e arte para iluminar essa causa crucial. Hoje, estou ainda mais contente, pois nossa mensagem, que começou timidamente quando a lei foi concebida, agora se multiplica através de outros indivíduos, inclusive crianças e adolescentes que recitam os cordéis de memória e nos enviam vídeos frequentemente, diretamente das escolas. Também visitamos escolas, colaborando para formar um coro coletivo de não violência contra a mulher&#8221;, compartilha Tião.</p>
<p>O encontro com Maria da Penha provocou uma transformação profunda em Tião. Mesmo não tendo vivido em um ambiente de abusos, ele reconhece seus próprios resquícios de machismo. Entretanto, essa vivência o levou a uma metamorfose, alterando sua abordagem e incentivando-o a compreender as mulheres dentro de um contexto multifacetado: político, social, econômico, histórico e educacional.</p>
<p>&#8220;Minha transformação foi radical, tanto em termos de respeito quanto de não perpetuar estereótipos. Minha criação literária e musical agora é centrada no respeito à mulher e na disseminação da lei. Essa mudança me tornou um artista mais consciente, um cidadão em constante evolução, esforçando-me para influenciar positivamente os outros&#8221;, revela Tião.</p>
<p>Essa influência é notável. Samy Abreu é uma das admiradoras de Tião e, aos 8 anos de idade, já declamava o cordel de cor e salteado. Hoje, aos 13 anos, ela não apenas detém conhecimento sobre inúmeras histórias de abuso contra as mulheres, mas também se orgulha do impacto que teve ao recitar o cordel na infância, conscientizando milhares de pessoas com a mensagem veiculada.</p>
<p>&#8220;No Facebook, minhas apresentações acumularam mais de 12 milhões de visualizações, o que significa que 12 milhões de pessoas foram tocadas e agora estão familiarizadas com a lei de maneira acessível, através da descontração característica do Cordel. Essa abordagem também alerta os homens e outras pessoas em geral sobre a importância de não perpetuar os erros cometidos por agressores e indivíduos violentos na sociedade&#8221;, destaca Samy.</p>
<p>A trajetória de Samy é uma constelação na esfera artística, pautada em temas sociais. Ela firmou parcerias para atuar em prol da sociedade e propagar o bem-estar. &#8220;Com o tempo, me adaptei a muitos cenários e formei colaborações. Consegui harmonizar minha carreira com o viés didático da literatura de Cordel. Sinto-me profundamente gratificada por influenciar as pessoas por meio da minha arte, através da literatura de cordel, que tanto aprecio, especialmente quando abordando assuntos tão sérios&#8221;, expressa com convicção Samy.</p>
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		<title>Câmara aprova fiscalização mais rigorosa de medidas protetivas</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/camara-aprova-fiscalizacao-mais-rigorosa-de-medidas-protetivas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 01:58:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></category>
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		<category><![CDATA[Fiscalização]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (29) um projeto de lei (PL) que estabelece o funcionamento ininterrupto das delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam). A matéria retorna para análise do Senado.O texto também prevê mais ações de fiscalização das medidas protetivas para mulheres em situação de violência doméstica. As medidas devem ser custeadas com recursos [&#8230;]]]></description>
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<div>A Câmara dos Deputados aprovou nesta <span id="OBJ_PREFIX_DWT468_com_zimbra_date" role="link">ter</span>ça-feira (29) um projeto de lei (PL) que estabelece o funcionamento ininterrupto das delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam). A matéria retorna para análise do Senado.O texto também prevê mais ações de fiscalização das medidas protetivas para mulheres em situação de violência <span id="OBJ_PREFIX_DWT469_com_zimbra_date" role="link">dom</span>éstica. As medidas devem ser custeadas com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Pela proposta, a Polícia Militar, os estados e o Distrito Federal poderão criar as chamadas Patrulhas Maria da Penha com o objetivo de prevenir e reprimir crimes de violência <span id="OBJ_PREFIX_DWT470_com_zimbra_date" role="link">dom</span>éstica, familiar ou sexual contra mulheres. A proposta inclui a criação de delegacias eletrônicas com interface amigável, além de Núcleos Investigativos de Feminicídio e de equipes especializadas para o atendimento e a investigação das violências graves contra a mulher.</p>
<p>Segundo a relatora, deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), o dispositivo aprovado faz alterações na Lei Maria da Penha, “no intuito de agregar aprimoramentos visando a contrapor, à escalada da violência contra a mulher, mecanismos condizentes de prevenção, repressão e atendimento às vítimas”.</p>
<p>De acordo com a proposta, as delegacias especializadas deverão funcionar sem interrupção, inclusive em feriados e fins de semana, para atender mulheres vítimas de violência <span id="OBJ_PREFIX_DWT471_com_zimbra_date" role="link">dom</span>éstica e familiar ou para apurar crimes contra a dignidade sexual e feminicídios.</p>
<p>&#8220;Não queremos apenas a delegacia da mulher como um espaço físico. Nós queremos uma política efetiva, uma política que garanta um atendimento de qualidade, que funcione 24 horas, porque a maior parte dos casos de violência contra a mulher acontece, sim, no final de semana ou no horário da noite. E nós precisamos de uma equipe qualificada para isso, uma equipe preferencialmente composta de mulheres, mas que seja formada para fazer essa abordagem diferenciada&#8221;, afirmou a deputada Vivi Reis (PSOL-PA).</p>
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		<title>Superior Tribunal de Justiça aceitou aplicação da Lei Maria da Penha para mulheres trans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Apr 2022 15:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Lei Maria da Penha]]></category>
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		<category><![CDATA[Mulheres transexuais]]></category>
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					<description><![CDATA[O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ontem  dia 5 de abril, que a Lei Maria da Penha pode ser aplicada para proteção de mulheres transexuais. A decisão vale somente para o caso julgado, mas pode abrir precedente para ser aplicada aos demais casos que estão em tramitação no Judiciário em todo o país. O [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ontem  dia 5 de abril, que a Lei Maria da Penha pode ser aplicada para proteção de mulheres transexuais. A decisão vale somente para o caso julgado, mas pode abrir precedente para ser aplicada aos demais casos que estão em tramitação no Judiciário em todo o país. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O caso foi julgado pela Sexta Turma da Corte, a partir de um recurso contra decisão de primeira instância da Justiça de São Paulo que afastou a aplicação da norma, por entender que a lei não abrange situações envolvendo identidade de gênero, ou seja, beneficiando pessoas que se identificam como mulheres.</p>
<p>Criada em 2006, a Lei Maria da Penha criou mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher, estabelecendo medidas protetivas de afastamento do convívio familiar, criação de juízos de violência doméstica e medidas de assistência às vítimas.</p>
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