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	<title>Insegurança Alimentar &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Insegurança Alimentar &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Uma em cada dez famílias brasileiras enfrenta insegurança alimentar</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/uma-em-cada-dez-familias-brasileiras-enfrenta-inseguranca-alimentar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 13:53:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[A insegurança alimentar moderada ou grave atingia 7,4 milhões de famílias brasileiras (ou 9,4% do total) no último trimestre de 2023. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (25). Segundo o IBGE, esses mais de 7 milhões de lares [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A insegurança alimentar moderada ou grave atingia 7,4 milhões de famílias brasileiras (ou 9,4% do total) no último trimestre de 2023. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (25).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo o IBGE, esses mais de 7 milhões de lares que convivem com a redução na quantidade de alimentos consumidos ou com a ruptura em seus padrões de alimentação abrigam 20,6 milhões de pessoas.</p>
<p>A metodologia da pesquisa envolve um questionário sobre a situação alimentar do domicílio nos 90 dias que antecederam a entrevista. “A gente não fala de pessoas [individualmente], a gente fala de pessoas que vivem em domicílios que têm um grau de segurança ou insegurança alimentar”, destaca o pesquisador do IBGE Andre Martins.</p>
<p>O domicílio é, então, classificado em quatro níveis, segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. O grau segurança alimentar demonstra que aquela família tem acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente.</p>
<p>De acordo com o IBGE, 56,7 milhões de famílias brasileiras (que reúnem 152 milhões de pessoas) encontram-se nessa situação.</p>
<p>O grau insegurança alimentar leve afeta 14,3 milhões de famílias (43,6 milhões de pessoas) e significa que há preocupação ou incerteza em relação aos alimentos no futuro, além de consumo de comida com qualidade inadequada de forma a não comprometer a quantidade de alimentos.</p>
<p>Já a insegurança alimentar moderada atinge 4,2 milhões de famílias (11,9 milhões de pessoas) e demonstra redução quantitativa de alimentos entre os adultos e/ou ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre os adultos.</p>
<p>Por fim, a situação mais severa é a insegurança alimentar grave, que representa uma redução quantitativa de comida e ruptura nos padrões de alimentação resultante da falta de alimentos entre todos os moradores, incluindo as crianças. São 3,2 milhões de famílias, ou 8,7 milhões de pessoas, que se encontram nesse cenário.</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<h2><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-76292" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Uma-em-cada-dez-familias-brasileiras-enfrenta-inseguranca-alimentar-Expresso-Carioca.png?resize=670%2C963&#038;ssl=1" alt="Uma Em Cada Dez Famílias Brasileiras Enfrenta Insegurança Alimentar - Expresso Carioca" width="670" height="963" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Uma-em-cada-dez-familias-brasileiras-enfrenta-inseguranca-alimentar-Expresso-Carioca.png?w=670&amp;ssl=1 670w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Uma-em-cada-dez-familias-brasileiras-enfrenta-inseguranca-alimentar-Expresso-Carioca.png?resize=209%2C300&amp;ssl=1 209w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/04/25-Uma-em-cada-dez-familias-brasileiras-enfrenta-inseguranca-alimentar-Expresso-Carioca.png?resize=150%2C216&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" />Orçamentos familiares</h2>
<p>Na comparação com o último levantamento sobre segurança alimentar, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada em 2017 e 2018, no entanto, houve uma melhora na situação.</p>
<p>O percentual de domicílios em situação de segurança alimentar subiu de 63,3% em 2017/2018 para 72,4% em 2023. Já aqueles que apresentavam insegurança alimentar moderada ou grave recuaram de 12,7% para 9,4%. A insegurança alimentar leve também caiu, de 24% para 18,2%.</p>
<p>“A gente teve todo um investimento em programas sociais, em programas de alimentação, principalmente esses programas de [transferência de] renda. Isso reflete diretamente na escala de insegurança alimentar, que responde bem a esse tipo de intervenção”, afirma Martins. “A recuperação da renda, do trabalho também se reflete na segurança alimentar”.</p>
<p>Outro indicador que provoca melhora da situação é a redução dos preços dos alimentos. Em 2023, por exemplo, os produtos alimentícios para consumo no domicílio tiveram queda de preços de 0,52%.</p>
<p>O pesquisador do IBGE Leonardo de Oliveira ressalta, no entanto, que não é possível atribuir apenas ao ano de 2023 o avanço ocorrido, uma vez que se passaram cinco anos entre a POF 2017/2018 e a Pnad Contínua do quarto trimestre de 2023. E não houve nenhuma pesquisa do IBGE sobre segurança alimentar entre essas duas.</p>
<p>“É importante ter em mente que esse movimento não são melhorias de um único ano. O resultado aqui é consequência de todos os movimentos da renda e movimentos de preço que aconteceram entre esses dois períodos”, destaca Oliveira. “Esse resultado não é apenas do que aconteceu no último ano, embora coisas que tenham acontecido nesse último ano são importantes”.</p>
<p>A situação de segurança alimentar, no entanto, ainda está inferior àquela observada no ano de 2013, quando o assunto foi abordado pela Pnad. Naquele ano, a segurança alimentar era garantida a 77,4% dos lares, enquanto a insegurança alimentar leve atingia 14,8% dos domicílios, a insegurança moderada, 4,6% e a insegurança grave, 3,2%.</p>
</div>
</div>
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		<title>Livro destaca o papel da ciência brasileira no combate à fome</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/livro-destaca-o-papel-da-ciencia-brasileira-no-combate-a-fome/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2024 14:15:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Combate À Fome]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança Alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Um novo livro lança luz sobre a crucial importância da ciência brasileira no combate à fome e na construção de um futuro mais seguro e sustentável para todos. A obra será lançada nesta quinta-feira (14 de março) na Academia Brasileira de Ciências (ABC), em um evento que reunirá especialistas, autoridades e público em geral. Desvendando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="markdown markdown-main-panel" dir="ltr">
<p data-sourcepos="5:1-5:397">Um novo livro lança luz sobre a crucial importância da ciência brasileira no combate à fome e na construção de um futuro mais seguro e sustentável para todos. <span class="citation-0 entailed citation-end-0" tabindex="0" role="button">A obra será lançada nesta quinta-feira (14 de março) na Academia Brasileira de Ciências (ABC), em um evento que reunirá especialistas, autoridades e público em geral.</span></p>
<p data-sourcepos="7:1-7:438"><strong><span class="citation-1 contradictory" tabindex="0" role="button">Desvendando o potencial da ciência</span></strong></p>
<p data-sourcepos="7:1-7:438"><span class="citation-1 contradictory citation-end-1" tabindex="0" role="button">O livro, organizado por renomados pesquisadores, reúne uma série de artigos que exploram as diversas maneiras pelas quais a ciência brasileira contribui para a segurança alimentar e nutricional.</span> <span class="citation-2 contradictory citation-end-2" tabindex="0" role="button">Desde o desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas até a criação de políticas públicas eficazes, a obra demonstra o potencial transformador da ciência na luta contra a fome.</span></p>
<p data-sourcepos="9:1-9:298"><strong>Um compromisso com o futuro</strong></p>
<p data-sourcepos="9:1-9:298">O lançamento do livro marca um momento importante na luta contra a fome no Brasil. Ao destacar as conquistas da ciência nacional, a obra reforça o compromisso do país com a construção de um futuro onde todos tenham acesso a uma alimentação nutritiva e de qualidade.</p>
<p data-sourcepos="21:1-21:21"><strong>A fome no Brasil</strong></p>
<p data-sourcepos="23:1-23:253">Embora o Brasil tenha feito progressos significativos na luta contra a fome nas últimas décadas, o problema ainda persiste. Segundo dados do IBGE, em 2020, cerca de 10,5 milhões de pessoas ainda viviam em situação de insegurança alimentar grave no país.</p>
<p data-sourcepos="25:1-25:23"><strong>O papel da ciência</strong></p>
<p data-sourcepos="27:1-27:328"><span class="citation-3 entailed citation-end-3" tabindex="0" role="button">A ciência desempenha um papel fundamental na busca por soluções para o problema da fome. </span>Através de pesquisas inovadoras e do desenvolvimento de novas tecnologias, a ciência contribui para aumentar a produtividade agrícola, reduzir o desperdício de alimentos e garantir o acesso de todos à alimentação de qualidade.</p>
<p data-sourcepos="29:1-29:12"><strong>O livro</strong></p>
<p data-sourcepos="31:1-31:293">O novo livro sobre o papel da ciência brasileira no combate à fome é uma leitura essencial para todos aqueles que se interessam pela segurança alimentar e nutricional. A obra oferece uma visão abrangente do tema, destacando as conquistas do país e os desafios que ainda precisam ser superados.</p>
<p data-sourcepos="33:1-33:28"><strong>Participe do lançamento</strong></p>
<p data-sourcepos="35:1-35:227">O lançamento do livro é uma oportunidade única para aprender mais sobre o papel da ciência brasileira na luta contra a fome. Agende sua presença e participe desse importante debate sobre o futuro da segurança alimentar no país.</p>
<hr />
<p data-sourcepos="11:1-11:23"><strong>Serviço</strong></p>
<ul data-sourcepos="13:1-20:0">
<li data-sourcepos="13:1-13:45"><strong>Data:</strong> Quinta-feira, 14 de março de 2024</li>
<li data-sourcepos="14:1-14:18"><strong>Horário:</strong> 19h</li>
<li data-sourcepos="15:1-15:115"><strong>Local:</strong> Academia Brasileira de Ciências (ABC) &#8211; Avenida das Nações, 76, Centro, Rio de Janeiro &#8211; RJ, 20785-000</li>
<li data-sourcepos="16:1-20:0"><strong>Programação:</strong>
<ul data-sourcepos="17:5-20:0">
<li data-sourcepos="17:5-17:27">Apresentação do livro</li>
<li data-sourcepos="18:5-18:32">Palestras de especialistas</li>
<li data-sourcepos="19:5-20:0">Debate com autoridades e público</li>
</ul>
</li>
</ul>
</div>
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		<title>Pandemia acentua insegurança alimentar para pessoas trans</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pandemia-acentua-inseguranca-alimentar-para-pessoas-trans/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 May 2023 15:39:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança Alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas Trans]]></category>
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					<description><![CDATA[Sete em cada dez pessoas transgênero enfrentaram insegurança alimentar durante a pandemia de covid-19. Para um quinto do grupo minoritário, o quadro foi severo, já que não tinha condições de fazer todas as refeições do dia, nem como comprar alimentos, passando fome. É o que comprova estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Sete em cada dez pessoas transgênero enfrentaram insegurança alimentar durante a pandemia de covid-19. Para um quinto do grupo minoritário, o quadro foi severo, já que não tinha condições de fazer todas as refeições do dia, nem como comprar alimentos, passando fome.</p>
<p>É o que comprova estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal da Paraíba (UFPB), publicado hoje (10), no periódico científico <em>Plos One</em>.</p>
<p>Como forma de averiguar o cenário, a equipe de cientistas analisou relatos de experiências de 109 pessoas, por meio de um questionário. Os participantes, que responderam de modo voluntário, eram de todas as regiões do país, sendo a maioria negra.</p>
<p>O critério aplicado para se definir o estado de insegurança alimentar foi o da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que entende como contextos em que o acesso ao alimento está sob ameaça. Isso significa quantidades insuficientes de comida, medo de o alimento acabar e a falta de estabilidade no fornecimento. Também se enquadra na classificação a inadequação da comida disponível, do ponto de vista cultural e/ou nutricional.</p>
<h2>Mortes</h2>
<p>Sávio Marcelino Gomes, autor principal do artigo,  nutricionista e docente da UFPB, destaca que a comunidade trans é uma das mais vulneráveis. &#8220;O Brasil, apesar de a gente ter alguns avanços na saúde, como o processo transexualizador e de existir uma política nacional de saúde para a população LGBTQIA+, de forma geral, é também o país que mais mata pessoas trans em todo o mundo&#8221;, assegura.</p>
<p>O pesquisador comenta que, ao não poder entrar no mercado de trabalho, por conta da discriminação, chamada, nesse caso, de transfobia, as pessoas trans acabam em uma circunstância de suscetibilidade quanto à alimentação, camada que se soma à da fragilização por meio da violência. Gomes faz, ainda, uma crítica aos dados sobre a população trans que se tem, atualmente, à disposição no Brasil.</p>
<p>&#8220;À medida que sofrem rejeições de empregos, sofrem violências dentro do mercado de trabalho, do setor da educação e também na área de assistência em saúde, quando tentam acessar a atenção primária, essas pessoas sofrem também experiências de estigma, e tudo isso junto, coloca essas pessoas em uma posição social de vulnerabilidade aos piores males que nossa sociedade tem. E a fome é um deles, apesar de a gente não [ter] esse resultado de forma nacional, porque nossos inquéritos, por muito tempo, também não mostram essa população. É uma população que está invisibilizada&#8221;, afirma Gomes, que é doutor em saúde pública.</p>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Fome no Brasil afeta também os moradores do campo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fome-no-brasil-afeta-tambem-os-moradores-do-campo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 14:38:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fome]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança Alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[prato vazio]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de ser um importante produtor de alimentos, o Brasil ainda enfrenta altos índices de insegurança alimentar no campo, afetando diretamente os próprios produtores. De acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), seis em cada dez moradores de áreas rurais apresentam algum grau de insegurança alimentar, sendo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de ser um importante produtor de alimentos, o Brasil ainda enfrenta altos índices de insegurança alimentar no campo, afetando diretamente os próprios produtores. De acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan), seis em cada dez moradores de áreas rurais apresentam algum grau de insegurança alimentar, sendo que 18,6% estão em situação de insegurança alimentar grave e passam fome. Já nas áreas urbanas, os percentuais são um pouco menores, mas ainda alarmantes.</p>
<p>Segundo o mesmo estudo, 57,8% da população urbana é afetada por insegurança alimentar e 15% enfrentam a fome. Um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2022 revelou que a situação vem piorando nos últimos anos, com o índice de famílias em situação de insegurança alimentar no campo subindo de 35,3% em 2013 para 46,4% em 2018, de acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) 2017-2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>“Isso significa fome”, explicou o pesquisador do Ipea Alexandre Arbex Valadares, em nota, à época.</p>
<blockquote><p><em>“Os dados da POF-2018 surpreenderam porque, nas pesquisas anteriores, os indicadores apontavam uma tendência de superação da insegurança alimentar no país, trajetória que mudou sensivelmente em 2018”, completou.</em></p></blockquote>
<p>Além da insegurança alimentar, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) constatou que a renda das famílias rurais no Brasil vem sofrendo uma queda significativa. De acordo com um relatório divulgado em 2022, entre 2008 e 2018, houve uma queda de 5,3% na renda média das famílias rurais brasileiras. Esse empobrecimento da população do campo tem sido um fator agravante para a insegurança alimentar e outros problemas sociais enfrentados pelos moradores das áreas rurais.</p>
<h2>Famílias <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></h2>
<p>Daiane e Gabriela são duas irmãs que vivem com sete crianças e adolescentes entre 2 e 15 anos na zona rural de Guapimirim, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Elas moram em uma casa humilde de alvenaria, com parte do acabamento emboçado e parte com tijolo aparente. Apesar de receberem o Bolsa Família, que evita que elas passem fome, o dinheiro é curto e muitas vezes não é suficiente para garantir comida durante todo o mês. Essa é a única fonte de renda das irmãs, o que evidencia a dificuldade enfrentada por muitas famílias na zona rural do país.</p>
<p>“A gente recebe [o Bolsa Família] e consegue abastecer o armário. Mas, no fim do mês, é difícil. A gente fica sempre preocupado se vai faltar comida. Mas tem algumas pessoas que ajudam a gente”, conta Daiane, que está treinando para poder trabalhar como cuidadora e melhorar a renda da família.</p>
<p>Além da queda na renda das famílias rurais, a pesquisa também constatou que houve menos dinheiro disponível para a compra de comida em comparação com dez anos antes. Segundo o Ipea, os gastos dessas pessoas com alimentos caíram 14% nesse período.</p>
<p>Um exemplo dessas dificuldades é a realidade de Maria e Everaldo, que vivem com os três filhos em São José da Tapera, na caatinga alagoana. Eles residem em uma casa precária feita com estacas de madeira, de apenas dois cômodos, em que um é utilizado como dormitório para as crianças e o outro como quarto para o casal, banheiro e cozinha. Os alimentos e a água são armazenados em dois tambores de plástico. Everaldo não consegue trabalhar na terra devido a um problema na coluna, e a renda de R$ 600 proveniente do Bolsa Família não é suficiente para garantir uma alimentação adequada a todos. A família faz apenas duas refeições por dia, com a necessidade de controlar rigorosamente a quantidade de comida para que ela não acabe antes do fim do mês.  “São R$ 600 pra tudo. E o Everaldo ainda toma remédios controlados. Não tem como comer mais do que duas vezes por dia. É complicado”, conta Maria.</p>
<h2>Concentração de terra</h2>
<p>Segundo o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Sérgio Sauer, a fome no campo é resultado da “profunda desigualdade socioeconômica” que afeta a sociedade brasileira. Na zona rural, isso se materializa na concentração de terra que faz com que muitos moradores do campo não tenham acesso a um local para cultivar.</p>
<p>“Além da desigualdade estrutural, proporcionalmente, há mais gente com fome no campo devido a problemas históricos na formulação e implementação <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />de políticas governamentais ou estatais. Historicamente, inclusive com as políticas públicas socioassistenciais, houve uma concentração de investimentos nas cidades”, explica Sauer.</p>
<p>A fome não poupa nem os próprios produtores de alimentos. A pesquisa da Penssan mostrou que a fome atingia 21,8% de agricultores familiares e produtores rurais no país. A insegurança alimentar, em todos seus graus, afetava 69,7% dessas pessoas.</p>
<p>No Norte do país, a insegurança alimentar atinge 79,9% dos produtores rurais/agricultores familiares. Quatro em dez dessas pessoas (40,2%) passam fome. No Nordeste, 83,6% enfrentam insegurança alimentar em algum grau e 22,6% encaram a fome.</p>
<blockquote><p><em>“Do ponto de vista ético e de direitos humanos, é inadmissível <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />que o espaço produtor de alimentos abrigue pessoas passando fome. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />Essa contradição é o elemento &#8211; político, <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />ético, <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />humano &#8211; que torna a fome no campo tão marcante, inclusive porque não é possível justificá-la <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />com argumentos equivocados como, por exemplo, ‘há fome porque faltam alimentos’”, destaca o pesquisador.</em></p></blockquote>
<p>Sauer afirma que, nos últimos anos, houve um desmantelamento de políticas públicas voltadas para a população do campo, o que, junto com a pandemia de covid-19, fez com que a situação piorasse.</p>
<blockquote><p><em>“O <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />crescimento da fome no campo, inclusive entre produtores de alimentos, se deve aos cortes orçamentários, quando não à extinção de políticas públicas, desenhadas para atender à população do campo. A fome aumentou, portanto, devido aos cortes nos investimentos e ao desmantelamento <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />de políticas depois de 2016, particularmente depois de 2018.”</em></p></blockquote>
<p>Entre as políticas desmanteladas nos últimos anos, segundo Débora Nunes, da coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que incentiva a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares, e o acesso ao crédito para <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />pequenos produtores rurais.</p>
<p>“A gente imagina que, quem está no campo, teria melhores condições de produzir o alimento. Por isso, é importante a gente relacionar a fome à garantia de políticas públicas que contribuem, para quem está no campo, produzir o alimento, com acesso ao crédito, à política da reforma agrária, a políticas públicas como o PAA, como PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar], que ajudam no fortalecimento da produção e, consequentemente, fazem com que as famílias tenham melhores condições de existência”, afirma Débora.</p>
<p>Segundo ela, a fome no Brasil também tem relação direta com o modelo agrícola adotado no país, que privilegia a exportação de <em>commodities</em>, como a soja, em vez da produção de alimentos para os brasileiros.</p>
<blockquote><p><em>“O modelo do agronegócio exige a concentração da terra, não gera emprego e não produz alimentos, não produz comida, produz commodities para exportação. E é um modelo que destrói o meio ambiente, com o uso intensivo de agrotóxicos, o envenenamento do nosso lençol freático e a destruição das nossas matas.”</em></p></blockquote>
<p>&#8220;O outro modelo é o da agricultura familiar, da reforma agrária, que justamente propõe o inverso, partindo da democratização do acesso à terra. É um modelo que compreende que, para sua existência, precisa <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />ter <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />uma relação saudável com o meio ambiente. Só consigo <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />ter <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />água na minha cacimba, se preservamos o ambiente&#8221;, completa.</p>
<p>Para Sergio Sauer, combater a fome no campo exige “medidas estruturantes”, com políticas de Estado que independam do governo da ocasião e que permitam o acesso da população à terra para produzir.</p>
<p>“As experiências históricas de acesso à terra (criação de projetos de assentamentos) ou garantia de permanência na terra (reconhecimento de direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais e povos indígenas) demonstram claramente a diminuição da fome e melhorias nas condições de vida no campo&#8221;, ressalta.</p>
<p>&#8220;Esses programas são, ou deveriam ser, acompanhados de outras políticas públicas (assistência técnica, crédito, construção de infraestrutura, acesso à saúde, acesso à educação, etc), que resultam diretamente na produção de alimentos, consequentemente na diminuição da fome e na melhoria da vida no campo”, conclui <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />Sauer.</p>
<h2>Governo</h2>
<p>Segundo a <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, historicamente “a pobreza é mais dura” na zona rural e lembra que essas áreas  <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />englobam populações tradicionais que são muito afetadas pela desnutrição.</p>
<p>“Ela é mais dura porque você considera comunidades indígenas, reservas extrativistas e populações quilombolas onde os indicadores de desnutrição, geralmente, têm sido maiores. E mesmo nos últimos anos foram os núcleos duros da desnutrição. É onde a gente tem que fazer nossas políticas chegarem. É claro que esse núcleo duro se ampliou nas áreas rurais e cresceu muito nos últimos anos. Isso se reverte enxergando primeiro essas populações, buscando onde estão e criando políticas públicas específicas, desde políticas de saúde até as políticas sociais”, afirma.</p>
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<p>De acordo com a secretária, o governo quer reforçar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a recuperação do <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />orçamento e uma reformulação <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />com foco nas famílias mais vulneráveis.</p>
<p>“Nossa ideia é focar o PAA cada vez mais nas famílias do Cadastro Único, nas mulheres e famílias, para a compra de alimentos. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />Nos últimos anos, o programa deixou de ser operado com as organizações da agricultura familiar. Houve uma concentração de operações nas prefeituras e produtores de pessoas físicas. Nossa ideia é, de alguma forma, retomar a atuação com as organizações da agricultura familiar até para poder fortalecer o modelo associativo.”</p>
<p>A secretária destacou que, apesar disso, o PAA continuará atuando com os entes federativos. Ela ressaltou também a importância de <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />ter <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" />programas que fomentam a inclusão das famílias do campo no setor produtivo, seja pela própria agricultura seja por outras atividades empreendedoras.</p>
<blockquote><p><em>“A gente tem que enxergar essas famílias, saber as carências e organizar uma oferta de políticas públicas para que a situação possa ser revertida no curto prazo. Isso passa pela transferência de renda, mas, às vezes, pela própria oferta de comida. Programas que comprem a comida que elas produzem, mas também façam a comida chegar onde não está chegando”, afirma.</em></p></blockquote>
<p>Ela destacou também a importância de garantir o acesso à água. “A insegurança hídrica potencializa a insegurança alimentar. Tem programas que nos permitem reduzir isso de forma bastante concentrada, como o programa de cisternas no semiárido. Nossa proposta é chegar onde não chegamos. Já tem mais de 1 milhão de cisternas implementadas, mas ainda tem cerca de 300 mil a 350 mil famílias que precisam receber cisternas.”</p>
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