<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Injúria Racial &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<atom:link href="https://www.expressocarioca.com.br/tag/injuria-racial/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 Nov 2024 00:50:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/cropped-favicon_logo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>Injúria Racial &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">165599006</site>	<item>
		<title>Justiça condena mulher por injúria contra seguranças de Flávio Dino</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/justica-condena-mulher-por-injuria-contra-segurancas-de-flavio-dino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2024 12:02:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Dino]]></category>
		<category><![CDATA[Injúria Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça do Distrito Federal]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=80249</guid>

					<description><![CDATA[A Justiça do Distrito Federal condenou uma mulher por injúria racial contra dois seguranças do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. A pena aplicada foi de um ano e cinco meses de prisão, mas a condenação foi convertida em prestação de serviços à comunidade. Com a decisão, Elisângela Rocha Pires de Jesus deverá [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Justiça do Distrito Federal condenou uma mulher por injúria racial contra dois seguranças do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A pena aplicada foi de um ano e cinco meses de prisão, mas a condenação foi convertida em prestação de serviços à comunidade.</p>
<p>Com a decisão, Elisângela Rocha Pires de Jesus deverá indenizar os seguranças em R$ 5.680, além da prestação dos serviços.</p>
<p>O caso de injúria ocorreu no dia 29 de dezembro de 2022 em um <em>shopping</em> de Brasília.</p>
<p>De acordo com a acusação feita pelo Ministério Público, a mulher abordou o ministro no estabelecimento comercial e passou a chamá-lo de &#8220;ladrão&#8221; e &#8220;vagabundo&#8221; e o acusou de &#8220;roubar o país&#8221;.</p>
<p>Ao ser contida pelos policiais que faziam a segurança pessoal do ministro e receber voz de prisão, a mulher chamou os profissionais de &#8220;macacos&#8221; e fez comentários preconceituosos ao se referir ao Maranhão, estado natal do ministro e dos seguranças.</p>
<p>Na decisão proferida no dia 30 de novembro, o juiz Marcos Francisco Batista reconheceu que houve crime nas ofensas praticadas pela acusada.</p>
<p>&#8220;Não há dúvida, pois, quanto à prática de injúria racial, em razão da procedência nacional das vítimas, uma vez que a acusada utilizou expressões que, naquele contexto, notoriamente foram empregadas para ofender as vítimas, em nítida discriminação em razão da origem delas&#8221;, afirmou o magistrado.</p>
<p>Durante o processo, os advogados defenderam a absolvição da acusada por entenderem que as falas não configuraram crime.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">80249</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Entenda a nova lei que equipara a injúria racial ao racismo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/entenda-a-nova-lei-que-equipara-a-injuria-racial-ao-racismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2023 15:25:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[equiparação]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade Presbiteriana Mackenzie]]></category>
		<category><![CDATA[Injúria Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=56665</guid>

					<description><![CDATA[A equiparação do crime de injúria racial ao de racismo, sancionada nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, corrige uma distorção, afirmam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. “Essa mudança na lei vem reparar uma grande injustiça”, diz o presidente da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) em São Paulo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>A equiparação do crime de injúria racial ao de racismo, sancionada nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, corrige uma distorção, afirmam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. “Essa mudança na lei vem reparar uma grande injustiça”, diz o presidente da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) em São Paulo, Irapuã Santana do Nascimento da Silva, em referência à Lei 14.532 de 2023.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Irapuã explica que o crime de racismo está previsto pela Lei 7.716 de 1989, mas que, em 1997, houve uma mudança que acabou criando a diferenciação entre as ofensas racistas dirigidas diretamente a uma pessoa e a discriminação racial. “Se observarmos o que aconteceu dentro do processo legislativo, na calada da noite, simplesmente colocaram a injúria racial no Código Penal em vez de colocar na Lei 7.716.”</p>
<p>Assim, na prática, a injúria se tornou um crime menos grave, com pena menor, que poderia ter a possibilidade de punição extinta após um prazo determinado, diferentemente do racismo, que é imprescritível. Do mesmo modo, a injúria racial previa a possibilidade de o acusado responder em liberdade com o pagamento de fiança, o que não é autorizado no caso de racismo.</p>
<p>De acordo com Irapuã, a mudança legal acompanha os entendimentos recentes dos tribunais superiores. Em outubro de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o crime de injúria racial não prescreve e que os casos poderiam ser enquadrados criminalmente como racismo.</p>
<p>O professor da Faculdade Presbiteriana Mackenzie e autor do livro <em>Racismo Recreativo</em>, Adilson Moreira, diz que a injúria racial é uma das modalidades de discriminação por raça, cor ou origem.</p>
<p>Segundo Moreira, racismo é quando se comete um ato intencional e arbitrário para colocar uma pessoa racializada em desvantagem. Isso pode acontecer pela negação de direitos, pela não prestação de serviço por uma instituição pública ou privada, pelo impedimento ao acesso a postos de trabalho. Essas condutas já estavam explicitamente proibidas pela lei que punia o racismo.</p>
<p>A injúria, ressalta Moreira, é o ataque à honra, no caso da ofensa racial, envolvendo a cor, raça ou origem da pessoa. “[É] quando uma determinada mensagem afeta o senso de dignidade pessoal.”</p>
<p>Apesar da diferenciação entre as condutas que vigorava até a semana passada, o professor afirma que a intenção das ações é a mesma. “É um ato intencional que procura impor uma desvantagem a alguém”, destaca. “Motivados por estereótipos, por falsas generalizações sobre um determinado grupo, pela ideia de que essas pessoas, por serem inferiores, não merecem nem as mesmas oportunidades, nem o mesmo nível de respeitabilidade social que pessoas brancas têm.”</p>
<h2>Falta de punição</h2>
<p>Porém, a diferenciação legal entre injúria e racismo fazia com que, na prática, não houvesse punição para a maior parte dos crimes. “Praticamente ninguém foi até hoje condenado pelo crime de racismo”, diz. “O que muitos advogados sempre fizeram era solicitar a desclassificação do crime de racismo para o crime de injúria racial”, acrescenta.</p>
<p>Na avaliação de Moreira, isso também tem a ver com a aplicação da lei pela polícia e pelo Judiciário. “Grande parte do dos juízes dos tribunais tem pouco ou nenhum conhecimento do que é racismo, do que é discriminação, do que é o direito antidiscriminatório. E, além disso, nossos tribunais são fundamentalmente compostos por pessoas brancas, heterossexuais de classe alta. Portanto, sempre houve uma negação da relevância social do racismo, seja pelos delegados, seja pelo Ministério Público, e também pelos juízes.”</p>
<p>A nova lei acerta, na opinião do professor, ao trazer penas mais duras se as ofensas racistas ocorreram em ambientes culturais, esportivos ou pelo humor. Para Moreira, piadas e supostas brincadeiras são uma forma usada para praticar o racismo de forma escamoteada. “Quando pessoas brancas, ou instituições controladas por pessoas brancas, utilizam o humor hostil para reproduzir estereótipos raciais para atingir pessoas negras, asiáticas e indígenas”, explica.</p>
<p>O professor enfatiza que o ódio e desprezo expressos dessa maneira, muitas vezes, servem para garantir o espaço das pessoas brancas nas melhoras posições sociais, em detrimento das negras e indígenas. “O que está por trás desse racismo maroto é a supremacia branca [ideia de que as populações brancas são superiores às demais]”, enfatiza sobre as ações que acabam criando ambientes em que as pessoas negras não conseguem permanecer.</p>
<p>Citando um exemplo real, Moreira contou o caso em que uma mulher negra que assumiu cargo de chefia em um banco e foi alvo de um ataque coordenado com piadas e ofensas racistas por outros funcionários de seu setor. Ela acabou pedindo demissão por causa do nível de hostilidade no ambiente de trabalho. Se ela tivesse sido simplesmente demitida, o caso poderia ser enquadrado como racismo, enquanto as ofensas, antes da nova lei, poderiam ser classificadas apenas como injúria racial, apesar de terem o mesmo resultado na prática.</p>
<p>As penas para injúria na nova lei, inicialmente entre dois e cinco anos de prisão e multa, também podem ser aumentadas caso as ofensas sejam feitas para atacar a religiosidade de alguém. De acordo com Moreira, ataques às religiões de matriz africana são um problema “muito grave” no Brasil e têm partido, essencialmente, de “radicais religiosos” de algumas correntes evangélicas.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">56665</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Lula sanciona lei que equipara crime de injúria racial ao racismo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lula-sanciona-lei-que-equipara-crime-de-injuria-racial-ao-racismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 01:34:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Anielle Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Injúria Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=56399</guid>

					<description><![CDATA[O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (11) uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que equipara o crime de injúria racial ao de racismo e amplia as penas. A solenidade de sanção ocorreu durante a cerimônia fr posse, no Palácio do Planalto, das ministras Sônia Guajajara (Ministério dos Povos Indígenas) e Anielle Franco (Ministério da Igualdade Racial) Agora, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (11) uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que equipara o crime de injúria racial ao de racismo e amplia as penas. A solenidade de sanção ocorreu durante a cerimônia fr posse, no Palácio do Planalto, das ministras <a href="https://www.expressocarioca.com.br/sonia-guajajara-diz-que-povos-indigenas-vivem-crise-humanitaria/" target="_blank" rel="noopener">Sônia Guajajara</a> (Ministério dos Povos Indígenas) e <a href="https://www.expressocarioca.com.br/ministra-diz-que-brasil-do-futuro-precisa-responder-dividas-do-passado/" target="_blank" rel="noopener">Anielle Franco</a> (Ministério da Igualdade Racial)<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Agora, a injúria racial pode ser punida com reclusão de 2 a 5 anos. Antes, a pena era de 1 a 3 anos. A pena será dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas. Também haverá aumento da pena se o crime de injúria racial for praticado em eventos esportivos ou culturais e para finalidade humorística.</p>
<p>A nova legislação se alinha ao entendimento do Supremo Tribunal Federal que, em outubro do ano passado, equiparou a injúria racial ao racismo e, por isso, tornou a injúria, assim como o racismo, um crime inafiançável e imprescritível.</p>
<p>A injúria racial é a ofensa a alguém, um indivíduo, em razão da raça, cor, etnia ou origem. E o racismo é quando uma discriminação atinge toda uma coletividade ao, por exemplo, impedir que uma pessoa negra assuma uma função, emprego ou entre em um estabelecimento por causa da cor da pele.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">56399</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Entenda a diferença entre injúria racial e crime de racismo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/entenda-a-diferenca-entre-injuria-racial-e-crime-de-racismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 May 2022 13:59:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Injúria Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[vereador Camilo Cristófaro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=49592</guid>

					<description><![CDATA[A principal diferença entre o crime de injúria racial e racismo é a quem é dirigida a ofensa. Nessa sexta-feira (20), a corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo aprovou a abertura de processo disciplinar contra o vereador Camilo Cristófaro (Avante) por uma frase racista dita por ele em sessão da Casa. A Agência Brasil conversou com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>A principal diferença entre o crime de injúria racial e racismo é a quem é dirigida a ofensa. Nessa sexta-feira (20), a corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo aprovou a abertura de processo disciplinar contra o vereador Camilo Cristófaro (Avante) por uma frase racista dita por ele em sessão da Casa. A Agência Brasil conversou com o presidente da Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil São Paulo (OAB-SP), Irapuã Santana do Nascimento da Silva, que explicou a diferença entre as tipificações penais.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Se você tem uma ofensa dirigida para uma pessoa ou um grupo determinado de pessoas, que você consiga destacar essas pessoas, é injúria racial. Quando você tem um número grande de pessoas sem conseguir individualizar, se você pratica essa ofensa para toda uma coletividade, você tem o crime de racismo. No caso do vereador, como ele fala que é coisa de preto, isso acaba trazendo uma ofensa a toda a comunidade negra, que são mais de 100 milhões de pessoas”, explicou o presidente da comissão.</p>
<p>No último dia 3 de maio, Camilo Cristófaro participava de forma remota de uma sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Aplicativos, na Câmara Municipal de São Paulo. Como o microfone do vereador estava aberto, o áudio da fala dele com outra pessoa acabou vazando para a reunião: “Não lavaram a calçada, é coisa de preto, né?”, foi a frase ouvida durante a sessão.</p>
<p>Irapuã Santana do Nascimento da Silva acrescenta que a pena prevista para os dois crimes é igual, de um a três anos de detenção. A diferença está no tratamento da injúria racial como um crime que cabe fiança e pode prescrever, o que não se aplica aos casos de racismo. O advogado explica, no entanto, que essa confusão teve origem em 1997 quando o crime de injúria racial foi incluído no Código Penal, e não na lei dos crimes de racismo, <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei 7.716, de 1989</a>.</p>
<p>“Como o crime de injúria está previsto no Código Penal, as pessoas falaram: olha, se tá fora da lei de crime de racismo, ela não pode ser colocada como um crime imprescritível e inafiançável. Veio daí essa diferenciação, mas, na verdade, se a gente for pegar tudo na origem, era tudo equiparado”, apontou. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em um caso específico, que o crime de injúria não é prescritível.</p>
<p>“O Supremo fez esse julgamento dentro de um processo que era de <em>habeas corpus</em>, então esse tipo de julgamento não irradia para outras matérias, só cria efeitos para aquele processo. Existe agora a ação, que é a Ação Direta de Inconstitucionalidade, que é justamente para colocar esse entendimento para todo o ordenamento jurídico. Por enquanto, continua da mesma forma: injúria racial é afiançável e prescritível; e o crime de racismo é imprescritível e inafiançável”, apontou o representante da OAB.</p>
<p>Outro caminho para equiparar o crime de injúria racial com o de racismo é a aprovação de uma lei no Congresso Nacional. Nesta semana, o Senado Federal aprovou um projeto de lei com esse entendimento. “Ele [projeto] precisa ir para Câmara para passar pelo processo legislativo, votação, deliberação e a partir daí segue para sanção ou veto presidencial. Basicamente, a gente teria essa interpretação correta, de que o crime de injúria é uma espécie de crime de racismo e, por esse motivo, seria inafiançável e imprescritível.”</p>
<p>O projeto de lei em votação no Congresso também estabelece o aumento da pena para dois a cinco anos e que os ofensores ficam proibidos por três anos de participarem de eventos esportivos, artísticos e culturais.</p>
<p>O advogado reforça que diversos tipos de prova podem compor um processo de injúria racial ou racismo. “Todas as formas possíveis de demonstrar que aquele fato ocorreu podem influenciar no julgamento do processo. Às vezes, não se tem uma prova cabal, mas tem indício. Testemunha, vídeo, áudio, foto, um <em>post</em>, qualquer coisa nesse sentido vai servir de um elemento para que o magistrado, na hora de julgar o caso, possa se convencer de que aquele fato criminoso ocorreu e a partir daí fazer a aplicação da pena.”</p>
<p>No caso do vereador de São Paulo, além do processo administrativo, ele pode responder criminalmente pela prática de racismo. “Inclusive, seria cabível até uma ação civil pública indenizatória para que ele reparasse a violação que aconteceu com ofensa em relação a toda coletividade”, avalia Silva. Cristófaro nega que tenha sido racista e se referiu ao episódio como uma “brincadeira” em resposta, na ocasião.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">49592</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Detido por injúria racial, torcedor do Boca é solto após pagar fiança</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/detido-por-injuria-racial-torcedor-do-boca-e-solto-apos-pagar-fianca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 22:02:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Boca Juniors]]></category>
		<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Injúria Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Libertdores]]></category>
		<category><![CDATA[Neo Química Arena]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Prisão]]></category>
		<category><![CDATA[Pública]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Segurança]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=48529</guid>

					<description><![CDATA[Um torcedor do Boca Juniors foi detido em flagrante na noite de terça-feira (26), em São Paulo, por imitar um macaco em manifestação direcionada à torcida do Corinthians, durante a partida entre o clube argentino e o brasileiro, na Neo Química Arena, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. O homem, que não teve [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um torcedor do Boca Juniors foi detido em flagrante na noite de terça-feira (26), em São Paulo, por imitar um macaco em manifestação direcionada à torcida do Corinthians, durante a partida entre o clube argentino e o brasileiro, na Neo Química Arena, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores. O homem, que não teve a identidade revelada em nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP) paulista, foi liberado nesta quarta-feira (27), após pagamento de fiança.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo o comunicado da SSP, o torcedor do Boca foi denunciado por três brasileiros aos policiais militares no estádio. O centro de comando operacional registrou os gestos pelas câmeras de segurança interna. O homem foi localizado na torcida argentina, situada no setor sul da arena, e levado à Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), &#8220;onde foi lavrado o presente auto de prisão em flagrante delito&#8221;.</p>
<p>O crime de injúria racial é previsto no artigo 140 do Código Penal. O parágrafo terceiro indica uma pena de reclusão de um a três anos, além do pagamento de multa.</p>
<p>https://twitter.com/Corinthians/status/1519159650700169216?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1519159650700169216%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_c10&#038;ref_url=https%3A%2F%2Fagenciabrasil.ebc.com.br%2Fesportes%2Fnoticia%2F2022-04%2Fdetido-por-injuria-racial-torcedor-do-boca-e-solto-apos-pagar-fianca</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Em nota, o Corinthians declarou repúdio a &#8220;todo e qualquer ato de racismo e discriminação&#8221; e afirmou que o caso &#8220;só reforça a importância de nossa luta por um futebol sem ódio&#8221;. Pela rede social Twitter, o Boca expressou &#8220;absoluto repúdio&#8221; aos gestos &#8220;racistas e xenófobos&#8221; do torcedor e que os dirigentes avaliarão medidas e sanções a serem implementadas e aplicadas.</p>
<p>Vale lembrar que, no mês passado, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires (Argentina), um torcedor do anfitrião River Plate foi flagrado jogando uma banana na torcida do Fortaleza, durante o jogo entre as equipes, também pela Libertadores. A equipe argentina identificou o homem como sócio do clube e o suspendeu.</p>
<p>O artigo 17 do Código Disciplinar da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) prevê que os clubes cujos torcedores atentem &#8220;contra a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas [&#8230;] por motivos de cor de pele, raça, sexo, orientação sexual, etnia, idioma, credo e origem&#8221; sejam multados em US$ 30 mil (R$ 149,7 mil, na cotação atual). A punição pode ser aplicada diretamente nos valores de premiação por participação.</p>
<p>Em campo, o Corinthians derrotou o Boca por 2 a 0, com gols do volante Maycon. O resultado levou o Timão à liderança do Grupo E da competição sul-americana.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">48529</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
