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	<title>infância &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Ferreirinha usa metáfora sobre “infância raiz” ao defender menos telas e mais brincadeiras entre crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2026 21:31:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Deputado]]></category>
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		<category><![CDATA[Renan Ferreirinha]]></category>
		<category><![CDATA[Uso do Celular]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma declaração do deputado federal Renan Ferreirinha (PSD-RJ) durante entrevista sobre o uso de celulares por crianças e adolescentes gerou ampla repercussão nas redes sociais e no meio político. O parlamentar afirmou que gostaria de “voltar a ver criança com braço quebrado andando na rua”, ao defender a redução do tempo de exposição às telas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma declaração do deputado federal Renan Ferreirinha (PSD-RJ) durante entrevista sobre o uso de celulares por crianças e adolescentes gerou ampla repercussão nas redes sociais e no meio político. O parlamentar afirmou que gostaria de “voltar a ver criança com braço quebrado andando na rua”, ao defender a redução do tempo de exposição às telas e a retomada de brincadeiras presenciais entre jovens.</p>
<p>Ferreirinha, que foi relator da lei que restringiu o uso de celulares nas escolas brasileiras, fez a declaração ao comentar os impactos do excesso de dispositivos eletrônicos na infância. Segundo Renan, a intenção era destacar a importância das experiências presenciais e das atividades ao ar livre no desenvolvimento infantil.</p>
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</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Na entrevista, o deputado também utilizou a expressão “infância raiz” para se referir a um modelo de convivência marcado por brincadeiras fora de casa, interação social e menor dependência tecnológica. O parlamentar afirmou que a diminuição do uso de celulares pode contribuir para uma infância mais ativa e para a construção de memórias afetivas ligadas ao convívio entre crianças.</p>
<blockquote><p>“Eu sou o autor da lei que proibiu o uso de celular nas escolas e um dos grandes objetivos para isso é porque eu quero voltar a ver criança com braço quebrado, andando na rua”, disse. A fala ocorreu durante entrevista à página independente Mendanha Notícias e foi divulgada no sábado (18/4).</p></blockquote>
<p>O trecho rapidamente viralizou nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos. Parte dos usuários interpretou a fala como uma metáfora relacionada às brincadeiras tradicionais de rua e à liberdade infantil vivida por gerações anteriores. Outros avaliaram que a declaração foi inadequada e banalizou acidentes envolvendo crianças.</p>
<p>O episódio ampliou o debate sobre os impactos do uso excessivo de telas na infância e adolescência. Especialistas em educação e saúde mental têm apontado preocupação crescente com questões como sedentarismo, ansiedade, dificuldades de concentração e isolamento social associados ao uso prolongado de dispositivos eletrônicos.</p>
<p>Nos últimos meses, Ferreirinha ganhou projeção nacional por atuar em pautas relacionadas ao ambiente digital e à educação. Além da lei que restringiu celulares em escolas, o deputado também apresentou um projeto que propõe limitar o acesso de menores de 16 anos às redes sociais no Brasil.</p>
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		<title>Pandemia ainda impacta educação no Brasil, aponta estudo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pandemia-ainda-impacta-educacao-no-brasil-aponta-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 17:10:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Adolescência]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil ainda não se recuperou, na educação, dos impactos gerados na pandemia. O acesso à educação, que vinha melhorando, teve piora durante a pandemia e ainda não recuperou o mesmo patamar observado em 2019. A alfabetização das crianças, que tiveram as aulas presenciais suspensas, piorou e o percentual daquelas que ainda não sabem ler [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil ainda não se recuperou, na educação, dos impactos gerados na pandemia. O acesso à educação, que vinha melhorando, teve piora durante a pandemia e ainda não recuperou o mesmo patamar observado em 2019. A alfabetização das crianças, que tiveram as aulas presenciais suspensas, piorou e o percentual daquelas que ainda não sabem ler e escrever aos 8 anos de idade aumentou consideravelmente entre 2019 e 2023.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>As informações são do estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil – 2017 a 2023, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta quinta-feira (16). O estudo, que é baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em relação à educação, analisou as privações de acesso à escola na idade certa e alfabetização.</p>
<p>Os dados mostram que em relação ao acesso, ao longo dos anos houve oscilações, com avanços e retrocessos, muitos deles ocorridos no período de pandemia. Em 2017, 8,5% das crianças e adolescentes de até 17 anos estavam privados de educação de alguma forma. Essa porcentagem caiu para 7,1% em 2019, subiu para 8,8% em 2021 e caiu para 7,7% em 2023.</p>
<p>Ao todo, são quatro milhões de crianças e adolescentes que estão atrasados nos estudos, que repetiram de ano ou que não foram alfabetizados até os 7 anos. Apesar de representarem um percentual inferior a 2017, o país ainda não retomou o patamar que havia alcançado em 2019.</p>
<p>O estudo mostra ainda que há no país 619 mil crianças e adolescentes em privação extrema da educação, ou seja, que não frequentam as escolas. Eles correspondem a 1,2% daqueles com até 17 anos. Esse percentual, que chegou a 2,3% em 2021, na pandemia, é inferior ao registrado em 2019, 1,6%.</p>
<figure id="attachment_81307" aria-describedby="caption-attachment-81307" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-81307" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/16-Chefe-de-Politica-Social-da-Unicef-no-Brasil-Liliana-Chopitea-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C308&#038;ssl=1" alt="Chefe De Política Social Da Unicef No Brasil, Liliana Chopitea - Expresso Carioca" width="463" height="308" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/16-Chefe-de-Politica-Social-da-Unicef-no-Brasil-Liliana-Chopitea-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/16-Chefe-de-Politica-Social-da-Unicef-no-Brasil-Liliana-Chopitea-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/01/16-Chefe-de-Politica-Social-da-Unicef-no-Brasil-Liliana-Chopitea-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-81307" class="wp-caption-text">Chefe de Política Social da Unicef no Brasil, Liliana Chopitea. Foto: Agência Brasília/Divulgação &#8211; Agência Brasília/Divulgação</figcaption></figure>
<p>No Brasil, a educação é obrigatória dos 4 até os 17 anos é obrigatória no Brasil de acordo com a Emenda Constitucional 59 e com o Plano Nacional de Educação (PNE).</p>
<p>&#8220;Sabemos que na educação, leva-se muito mais tempo recuperar os impactos. Então, essa faixa é a que mais sofreu e os dados mostram realmente a importância de que se façam políticas mais focadas e se fortaleçam as que estão sendo implementadas&#8221;, diz a chefe de Políticas Sociais do Unicef no Brasil, Liliana Chopitea.</p>
<h2>Alfabetização</h2>
<p>Já em relação à alfabetização, a pesquisa mostra que cerca de 30% das crianças de 8 anos não estavam alfabetizadas em 2023. Uma piora em relação a 2019, quando esse percentual era 14%.</p>
<p>“Esta disparidade sugere que as crianças que tinham entre 5 e 7 anos de idade em 2020, e que, consequentemente, experimentaram interrupções educacionais críticas durante a pandemia, enfrentam um dano persistente em sua alfabetização. O ensino remoto e as dificuldades associadas a ele, como falta de acesso a recursos educacionais adequados e suporte pedagógico, podem ter contribuído para essa defasagem significativa”, destaca o estudo.</p>
<p>O estudo também mostra que há maior disparidade entre as crianças que vivem em áreas rurais. “Notavelmente, para crianças de 7 a 8 anos de idade em áreas rurais, o percentual de analfabetismo em 2023 atinge cerca de 45%, demonstrando uma grave deficiência no acesso ou na qualidade da educação inicial nessas localidades”, diz o texto.</p>
<h2>Renda familiar</h2>
<p>Há ainda desigualdades de aprendizagem de acordo com a renda das famílias. Segundo a pesquisa, em 2019, os 25% mais pobres da população apresentaram um percentual de analfabetismo de 15,6%, enquanto o quintil (medida estatística) mais alto, ou seja, os 20% mais ricos, registrava apenas 2,5%. Em 2023, essa diferença aumenta. O quintil mais baixo passa para cerca de 30%, e o quintil mais alto aumenta ligeiramente para 5,9%.</p>
<p>“Este padrão sugere que crianças de famílias de menor renda foram desproporcionalmente afetadas pelas interrupções na educação causadas pela pandemia de Covid-19, enquanto aquelas em situações econômicas mais favoráveis tiveram mais recursos e resiliência para mitigar os impactos negativos no aprendizado. A crescente disparidade entre os quintis de renda destaca a necessidade urgente de intervenções educacionais direcionadas que possam fornecer suporte adicional às crianças das famílias mais vulneráveis”, diz o estudo.</p>
<p>A meta do Brasil de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece o que as crianças e os adolescentes devem aprender a cada etapa de ensino na escola, é que todas as crianças estejam alfabetizadas ao fim do 2º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 7 anos de idade.</p>
<p>Em 2023, o governo federal instituiu o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, para garantir o direito à alfabetização na idade certa e também para recuperar as aprendizagens das crianças do 3º, 4º e 5º ano do ensino fundamental afetadas pela pandemia.</p>
<p>O estudo diz que há indicações de “progressos significativos”, nos últimos dois anos. A taxa de analfabetismo entre crianças de 8 anos caiu de 29,9%, em 2022, para 23,3%, em 2024. Entre as crianças de 9 anos, houve uma redução de 15,7%, em 2022, para 10,2%, em 2024.</p>
<blockquote><p>&#8220;É urgente que se tenha políticas públicas coordenadas em nível nacional, estadual e municipal para reverter o problema do analfabetismo e retomar essa aprendizagem. Muitas políticas e programas estão sendo desenvolvidos nos últimos anos. Como vimos, leva mais tempo para recuperar o que foi o impacto da pandemia, mas é importante continuar investindo nesses programas, como, por exemplo, o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que justamente tem como finalidade garantir o direito à alfabetização das crianças até o fim do segundo ano de ensino fundamental&#8221;, defende Chopitea.</p></blockquote>
<h2>Pobreza Multidimensional</h2>
<p>Além da educação, o estudo, analisou outras dimensões que considera fundamentais para garantir o bem-estar de crianças e adolescentes: renda, acesso à informação, água, saneamento, moradia, proteção contra o trabalho infantil e segurança alimentar. Esta é a quarta edição desta pesquisa, realizada pelo Unicef.</p>
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