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	<title>Inca &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Inca &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Exames para câncer de intestino crescem no SUS e reforçam importância do diagnóstico precoce</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2026 14:49:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde registrou um crescimento expressivo na última década. Dados divulgados durante a campanha Março Azul apontam que a quantidade de testes praticamente triplicou no período. Entre 2016 e 2025, os exames de pesquisa de sangue oculto nas fezes passaram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados pelo Sistema Único de Saúde registrou um crescimento expressivo na última década. Dados divulgados durante a campanha Março Azul apontam que a quantidade de testes praticamente triplicou no período.</p>
<p>Entre 2016 e 2025, os exames de pesquisa de sangue oculto nas fezes passaram de cerca de 1,1 milhão para mais de 3,3 milhões, o que representa um aumento próximo de 190%. Já as colonoscopias saltaram de pouco mais de 261 mil para cerca de 640 mil procedimentos, avanço de aproximadamente 145%.</p>
<p>O crescimento está associado principalmente ao fortalecimento de ações de conscientização e prevenção. A campanha Março Azul, realizada por entidades médicas, tem incentivado a população a buscar diagnóstico precoce, promovendo mutirões, ações educativas e mobilização em unidades de saúde em todo o país.</p>
<p>Além disso, a maior visibilidade do tema na sociedade, inclusive com casos de figuras públicas, contribuiu para ampliar o debate e estimular a realização de exames. Esse movimento tem impacto direto na identificação precoce da doença, fator determinante para aumentar as chances de cura.</p>
<p>Os dados também revelam desigualdades regionais. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina concentram o maior volume de exames, enquanto unidades como Amapá, Acre e Roraima apresentam os menores números registrados.</p>
<p>Especialistas alertam que, apesar do avanço, ainda é necessário ampliar o acesso ao rastreamento. A estimativa é que os casos da doença continuem crescendo nos próximos anos, impulsionados pelo envelhecimento da população, diagnóstico tardio e baixa cobertura de exames preventivos.</p>
<p>A detecção precoce segue como principal estratégia para reduzir mortes, já que o câncer de intestino pode ser tratado com maior eficácia quando identificado nas fases iniciais.</p>
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		<title>Inca lança cartilha que alia saberes dos terreiros à prevenção do câncer em mulheres negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 13:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
		<category><![CDATA[Cartilha]]></category>
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					<description><![CDATA[O Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou a cartilha “Saúde com Axé: mulheres negras e prevenção do câncer”, uma publicação que propõe unir conhecimento científico e saberes tradicionais dos terreiros para ampliar o acesso à informação e estimular o cuidado integral com a saúde de mulheres negras. Disponível gratuitamente na internet, o material aborda os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou a cartilha “Saúde com Axé: mulheres negras e prevenção do câncer”, uma publicação que propõe unir conhecimento científico e saberes tradicionais dos terreiros para ampliar o acesso à informação e estimular o cuidado integral com a saúde de mulheres negras. Disponível gratuitamente na internet, o material aborda os tipos de câncer mais frequentes nesse grupo, hábitos que podem reduzir ou aumentar riscos e a importância do diagnóstico precoce.</p>
<p>Escrita em tom de conversa e ilustrada com imagens de mulheres e famílias negras, a cartilha traz referências à mitologia iorubá e destaca práticas de autocuidado inspiradas nas yabás — as orixás femininas. Entre os temas tratados estão a relevância da amamentação na prevenção do câncer de mama, os sinais de alerta para o câncer colorretal e informações sobre a transmissão do câncer do colo do útero, associado à via sexual.</p>
<p>Além da orientação clínica, o material dedica espaço ao debate sobre como o racismo estrutural e o racismo religioso impactam diretamente o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. A publicação aponta que estigmas históricos, como o mito de que mulheres negras suportam mais a dor, contribuem para atrasos no atendimento e para a subnotificação de sintomas. Também aborda situações de discriminação vividas por praticantes de religiões de matriz africana nos serviços de saúde.</p>
<p>A cartilha foi desenvolvida para circular nos terreiros e é resultado da pesquisa “Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer em Mulheres Negras”, realizada entre 2023 e 2025 por pesquisadoras do Inca, em parceria com mulheres de casas de candomblé do estado do Rio de Janeiro. Participaram do processo o Ilê Axé Obá Labí, em Pedra de Guaratiba, na zona oeste carioca, e o Ilê Axé Egbé Iyalodê Oxum Karê Adê Omi Arô, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.</p>
<p>Para Iyá Katiusca de Yemanjá, liderança do terreiro Obá Labí e colaboradora da cartilha, a discriminação cotidiana ainda afasta mulheres negras dos serviços de saúde. Ela relata situações de constrangimento relacionadas ao uso do nome religioso e reforça que os terreiros historicamente desempenham papel fundamental na promoção da saúde comunitária. Segundo a sacerdotisa, práticas como banhos de ervas, chás e cuidados específicos com a saúde íntima fazem parte de uma visão integrada do corpo, especialmente importante para mulheres sobrecarregadas pela rotina de trabalho e responsabilidades familiares.</p>
<p>A publicação também chama atenção para episódios de intolerância relacionados à indumentária religiosa. Mãe Nilce de Iansã, coordenadora-geral da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde (Renafro), aponta que há casos de pacientes pressionadas a retirar fios de conta durante atendimentos médicos, mesmo quando não há necessidade clínica. Para ela, o racismo religioso é um determinante social de saúde que influencia diretamente a qualidade do cuidado recebido.</p>
<p>Ao aproximar os saberes ancestrais dos conhecimentos técnicos da medicina, a cartilha busca fortalecer vínculos, ampliar o acesso à informação e promover a prevenção. As autoras defendem que os terreiros são espaços de acolhimento, solidariedade e cuidado, e que o diálogo entre ciência e cultura é essencial para enfrentar desigualdades e reduzir o impacto do câncer na vida das mulheres negras.</p>
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		<title>Especialista do Inca alerta sobre os riscos da fumaça das queimadas para a saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Sep 2024 21:48:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fumaça]]></category>
		<category><![CDATA[Inca]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios florestais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Queimadas]]></category>
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					<description><![CDATA[A fumaça das queimadas no Brasil representa um sério risco à saúde pública, especialmente devido à sua composição altamente tóxica. A epidemiologista Ubirani Otero, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), alerta que a exposição contínua a esses poluentes pode provocar um aumento significativo de cânceres relacionados ao sistema respiratório nas próximas décadas. &#8220;A melhor prevenção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A fumaça das queimadas no Brasil representa um sério risco à saúde pública, especialmente devido à sua composição altamente tóxica. A epidemiologista Ubirani Otero, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), alerta que a exposição contínua a esses poluentes pode provocar um aumento significativo de cânceres relacionados ao sistema respiratório nas próximas décadas. &#8220;A melhor prevenção contra o câncer é a eliminação da exposição&#8221;, afirmou Ubirani, enfatizando que medidas urgentes são necessárias para mitigar os efeitos dessas queimadas.</p>
<p>A especialista explica que a fumaça liberada pelos incêndios contém monóxido de carbono, metais pesados, hidrocarbonetos aromáticos e fuligem, substâncias que são potencialmente cancerígenas. Segundo ela, o tipo de câncer mais diretamente associado à exposição prolongada à fumaça é o câncer de pulmão, mas os efeitos podem demorar até 30 anos para se manifestar, devido ao longo período de latência da doença.</p>
<p><strong>Panorama atual das queimadas no Brasil</strong></p>
<p>O Brasil enfrenta um cenário grave de queimadas em 2024. De janeiro a agosto, o país viu 11,39 milhões de hectares devastados pelo fogo, de acordo com o Monitor do Fogo do Mapbiomas. Apenas em agosto, 5,65 milhões de hectares foram destruídos, o equivalente ao tamanho do estado da Paraíba.</p>
<p>A situação tem preocupado as autoridades, que estão mobilizando esforços para conter os incêndios e proteger a saúde pública. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião com os chefes dos Três Poderes da República para discutir o problema, e investigações da Polícia Federal tentam identificar possíveis ações criminosas por trás das queimadas.</p>
<p><strong>Recomendações e grupos de risco</strong></p>
<p>A fumaça afeta mais gravemente crianças, idosos e trabalhadores expostos, como bombeiros. A especialista recomenda que os profissionais que combatem as chamas estejam bem equipados com máscaras e outros equipamentos de proteção individual (EPIs), e que as roupas contaminadas pela fuligem sejam manuseadas com cuidado.</p>
<p>Entre as recomendações para a população, estão evitar sair de casa durante os períodos críticos, usar máscaras, beber bastante água e realizar a lavagem das narinas para minimizar os impactos da fumaça no sistema respiratório.Ubirani Otero também destaca que a exposição à fumaça pode ser tão prejudicial quanto o fumo de tabaco, com os riscos de câncer aumentando exponencialmente para fumantes que convivem com a poluição atmosférica gerada pelos incêndios.</p>
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		<title>INCAvoluntário esclarece sobre campanha fake de doação de toucas e pede itens necessários para os pacientes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 20:54:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Fake News]]></category>
		<category><![CDATA[Inca]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos os anos, com a proximidade do inverno, a notícia falsa se espalha pela população por meio de mensagens pelo WhatsApp: uma campanha de doação de gorros/toucas de tricô para aquecer pacientes oncológicos em tratamento no Instituto Nacional de Câncer (INCA) e que tenham perdido os cabelos no tratamento. O motivo é nobre, no entanto, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os anos, com a proximidade do inverno, a notícia falsa se espalha pela população por meio de mensagens pelo WhatsApp: uma campanha de doação de gorros/toucas de tricô para aquecer pacientes oncológicos em tratamento no Instituto Nacional de Câncer (INCA) e que tenham perdido os cabelos no tratamento. O motivo é nobre, no entanto, a campanha é fake e não atende às reais necessidades desses pacientes: neste mês de junho, por exemplo, é urgente receber doações de leite em pó integral 400gr e fralda geriátrica M e G.</p>
<blockquote><p>“Por ser uma campanha falsa, até o local indicado para entrega dos itens está incorreto, o que nos dá ainda mais trabalho”, destaca a Gerente Geral do INCAvoluntário, Fernanda Vieira. Todos os anos recebemos uma grande quantidade que é suficiente para atender os nossos pacientes e ainda doamos para outras instituições”, destaca a gestora.</p></blockquote>
<p>O endereço correto para entrega de doações aos pacientes atendidos pelo INCAvoluntário é Rua Washington Luís, 35, Centro, próximo à Praça Cruz Vermelha. O funcionamento é das 8h às 16h, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados. Além disso, todas as campanhas que dependem do apoio da população são divulgadas pelos canais de comunicação oficiais do INCAvoluntário: site (<a href="http://incavoluntario.org.br/" target="_blank" rel="noopener">incavoluntario.org.br</a>), Instagram (@incavoluntario), Facebook (<a href="https://www.instagram.com/incavoluntario/" target="_blank" rel="noopener">@incavoluntario</a>), Twitter (<a href="https://twitter.com/incavoluntario1" target="_blank" rel="noopener">@incavoluntario1</a>) e Linkedin (<a href="https://www.linkedin.com/company/incavoluntario/" target="_blank" rel="noopener">@incavoluntario</a>).</p>
<blockquote><p>“Estamos abertos para tirar quaisquer dúvidas sobre como são feitas nossas campanhas, arrecadações e quais estão em andamento, foram encerradas e as futuras. Uma forma de verificar a veracidade da informação é visitando nossos canais oficiais”, orienta Fernanda.</p></blockquote>
<p><strong><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20-INCAvoluntario-esclarece-sobre-campanha-fake-de-doacao-de-toucas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.png?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-60290" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20-INCAvoluntario-esclarece-sobre-campanha-fake-de-doacao-de-toucas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.png?resize=800%2C1000&#038;ssl=1" alt="INCAvoluntário Esclarece Sobre Campanha Fake De Doação De Toucas - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="800" height="1000" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20-INCAvoluntario-esclarece-sobre-campanha-fake-de-doacao-de-toucas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.png?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20-INCAvoluntario-esclarece-sobre-campanha-fake-de-doacao-de-toucas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20-INCAvoluntario-esclarece-sobre-campanha-fake-de-doacao-de-toucas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/20-INCAvoluntario-esclarece-sobre-campanha-fake-de-doacao-de-toucas-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.png?resize=750%2C938&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></a>Sobre o INCAvoluntário</strong></p>
<p>O INCAvoluntário é responsável pelo planejamento e promoção das ações voluntárias no Instituto Nacional de Câncer e conta com a colaboração de pessoas e empresas que realizam ou apoiam as atividades do programa junto aos usuários em tratamento no Instituto. Os objetivos são humanizar o ambiente hospitalar, resgatar a cidadania e melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus acompanhantes, trazendo mais dignidade ao tratamento.</p>
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		<title>Fumantes usam 8% da renda familiar per capita para compra de cigarros</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/fumantes-usam-8-da-renda-familiar-per-capita-para-compra-de-cigarros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 May 2023 19:13:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cigarros]]></category>
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					<description><![CDATA[Os brasileiros que fumam destinam cerca de 8% da renda familiar per capita (por indivíduo), mensalmente, para a compra de cigarros industrializados. O gasto mensal chega a quase 10% da renda entre os fumantes na faixa etária de 15 a 24 anos, atingindo 11% entre aqueles com ensino fundamental incompleto. Os dados constam de pesquisa do Instituto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os brasileiros que fumam destinam cerca de 8% da renda familiar <em>per capita</em> (por indivíduo), mensalmente, para a compra de cigarros industrializados. O gasto mensal chega a quase 10% da renda entre os fumantes na faixa etária de 15 a 24 anos, atingindo 11% entre aqueles com ensino fundamental incompleto. Os dados constam de pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que será apresentada nesta quarta-feira (31), na sede da instituição, no Rio de Janeiro, durante o lançamento da campanha &#8220;Precisamos de comida, não tabaco”, da Organização Mundial da Saúde (OMS).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A campanha marca o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio. A sondagem teve por base dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.</p>
<p>“De maneira geral, a variação maior ocorre no rendimento e não tanto no gasto. Para pessoas que têm escolaridade mais baixa, que moram em estados ou regiões em que a renda média é menor, o gasto com cigarro acaba tendo uma contribuição relativa maior”, destacou, em entrevista à <strong>Agência Brasil,</strong> o médico André Szklo, um dos autores do estudo, realizado pela Divisão de Pesquisa Populacional do Inca. Por isso, entre os fumantes de baixa escolaridade, o comprometimento do gasto com cigarro, em função da renda domiciliar <em>per capita</em> do domicílio onde reside, é maior do que entre fumantes que tenham escolaridade mais elevada.</p>
<p>A mesma coisa ocorre em regiões do país. No Norte e Nordeste, onde a renda média é menor, comparada com o Sudeste e Sul, o comprometimento do gasto com o cigarro acaba sendo maior também, indicou Szklo. Por sexo, o percentual alcança 8% para os homens e 7% para as mulheres.</p>
<h2>Por regiões</h2>
<p>As regiões Norte e Nordeste concentram os maiores gastos com o tabagismo, sendo o Acre o estado com o maior comprometimento de renda (14%), seguido por Alagoas (12%), Ceará, Pará e Tocantins (11% cada). Na Região Sul, Paraná e Rio Grande do Sul registram 8% de gastos com cigarros e Santa Catarina, 7%. No Sudeste, Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentam gastos em torno também de 8%, enquanto São Paulo e Espírito Santo atingem 7%. Os menores índices de comprometimento de renda, em contrapartida, aparecem na Região Centro-Oeste, com Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal mostrando gastos de 6% cada. Mato Grosso e Goiás alcançam 9% cada.</p>
<p>André Szklo informou que essa contribuição é derivada de duas variáveis: quanto a pessoa está gastando em média, naquele mês, com cigarro, e o rendimento médio dos domicílios daqueles estados onde há um morador fumante. “Não necessariamente vai ser o mesmo (gasto) para todos os estados. Porque tem a relação de quanto você gasta e o rendimento médio do domicílio daquele estado, <em>per capita</em>’. Por exemplo, quando se nota que Mato Grosso do Sul tem contribuição menor, isso pode ser em função tanto de um rendimento maior domiciliar entre as famílias que têm pelo menos um fumante, como também um gasto proporcional menor desse fumante de Mato Grosso do Sul, não necessariamente porque ele está comprando menos cigarro, mas também pelo preço que está pagando pelo produto.</p>
<h2>Preço mais barato</h2>
<p>O pesquisador do Inca lembrou que Mato Grosso do Sul faz fronteira com o Paraguai, porta de entrada importante para cigarros que não pagam imposto, os chamados ilegais, cujo preço é menor do que o do produto legal. Depois do Paraguai, o Brasil é o país que tem o cigarro mais barato das Américas. “Desde 2017 que a gente tem uma queda real, isto é, já descontada a inflação, do preço do cigarro legal brasileiro. É um cigarro muito barato”. No gasto analisado pelo Inca, está incluído o gasto com cigarro legal e ilegal.</p>
<p>Como se consome um cigarro muito barato no Brasil, André Szklo disse que isso leva a pessoa a não parar de fumar e, também, que adolescentes e jovens, principalmente, acabem sendo motivados e conduzidos a começar a fumar, estimulados pelo preço muito baixo. O pesquisador alertou que o gasto com cigarro que está comprometendo a renda domiciliar poderia ser aproveitado de outra forma, como no consumo de alimentos saudáveis ou investindo em atividades de lazer, físicas, esportivas, de prevenção de uma série de doenças. Mas, ao contrário, ele está sendo direcionado para o consumo de cigarros.</p>
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<figure id="attachment_59962" aria-describedby="caption-attachment-59962" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/31-TDia-Mundial-sem-Tabaco-31-de-maio-de-2023-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-59962" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/31-TDia-Mundial-sem-Tabaco-31-de-maio-de-2023-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C754&#038;ssl=1" alt="TDia Mundial Sem Tabaco, 31 De Maio De 2023 - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="754" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/31-TDia-Mundial-sem-Tabaco-31-de-maio-de-2023-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/31-TDia-Mundial-sem-Tabaco-31-de-maio-de-2023-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/31-TDia-Mundial-sem-Tabaco-31-de-maio-de-2023-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/31-TDia-Mundial-sem-Tabaco-31-de-maio-de-2023-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=75%2C75&amp;ssl=1 75w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/31-TDia-Mundial-sem-Tabaco-31-de-maio-de-2023-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=350%2C350&amp;ssl=1 350w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/05/31-TDia-Mundial-sem-Tabaco-31-de-maio-de-2023-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C750&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-59962" class="wp-caption-text">Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio de 2023. Imagens da campanha – Organização Pan-Americana de Saúde/OPAS – Arte: OPAS</figcaption></figure>
<p>A recomendação é que é preciso voltar a criar barreira, defendeu Szklo. “E essa barreira para o gasto com cigarro é voltar a aumentar o preço”. Na avaliação do pesquisador do Inca, aumentar as alíquotas que incidem sobre os produtos finais do tabaco e, consequentemente, sobre o preço final do cigarro, é a medida mais efetiva de saúde pública e controle do tabaco, para reduzir a iniciação e estimular a suspensão desse hábito. “Se a gente voltar a aumentar o preço do cigarro, os fumantes vão acabar gastando menos, porque vão parar de fumar”.</p>
<h2>SUS</h2>
<p>O estudo do Inca destaca a importância de ser criado de fato um imposto específico para produtos derivados do tabaco, de forma que se possa voltar a ter aumento de preço. Os recursos desse imposto devem ser canalizados para o Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, para tratamento de doenças relacionadas ao uso do tabaco. “O custo do tabagismo para o país representa muito mais do que é arrecadado em termos de impostos pela indústria do tabaco”. Segundo Szklo, a arrecadação chega a 10% do custo estimado de R$ 125 milhões por ano.</p>
<p>O médico do Inca insistiu que o estudo é um alerta para que se volte a aumentar o preço do cigarro, a fim de que os gastos dos brasileiros com a compra do produto deixem de ser feitos. “Para que os fumantes parem de fumar ou nem comecem a fumar e, com isso, a gente possa reduzir a iniquidade na distribuição de fumantes na população e, também, em termos de desfechos de saúde. Porque é exatamente nas populações de menor renda, nos estados mais pobres, entre as famílias de menor escolaridade, que o cigarro acaba comprometendo mais o rendimento domiciliar <em>per capita</em>&#8220;.</p>
<p>Szklo reforçou que se os integrantes desses domicílios pararem de fumar ou nem começarem a fumar, esse dinheiro que hoje é gasto com cigarro poderá ser canalizado para outras ações de promoção da saúde das pessoas, além da compra de alimentos, que é o tema deste ano do Dia Mundial sem Tabaco.</p>
<p>A pesquisa mostra que se a pessoa não estiver gastando com tabaco, ela pode usar o dinheiro para comprar comida, sem cair, porém, na interferência da indústria de alimentos ultraprocessados, mas dando preferência a alimentos saudáveis. “Obviamente, se tiver menor consumo de tabaco, vai ter mais comida no prato do brasileiro, porque a pessoa pode destinar também uma parte da área empregada atualmente no cultivo de folhas de tabaco para alimentos como arroz e feijão, entre outros. O estudo alerta para que o país continue avançando no combate ao tabagismo”.</p>
<h2>Ações</h2>
<p>A campanha da OMS é liderada no Brasil pelo Inca. Ela destaca a importância de ações que incentivem a produção de alimentos sustentáveis em substituição ao cultivo do tabaco, além da diversificação da produção, da proteção do meio ambiente e da melhoria da saúde dos trabalhadores envolvidos com essa cultura.</p>
<p>Durante evento alusivo ao Dia Mundial sem Tabaco, o Inca exibirá estratégias que visam à redução do consumo. O órgão do Ministério da Saúde receberá, na ocasião, prêmio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em reconhecimento às ações que contribuem para a diminuição do consumo de produtos de tabaco no país. Em parceria com as secretarias estadual e municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o Inca promove ainda ação na Praça da Cruz Vermelha, região central da capital fluminense, destinada à sensibilização de tabagistas para que parem de fumar. Serão distribuídos materiais informativos à população.</p>
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		<title>Por 40 anos, assassinatos de mulheres foram subestimados no Brasil</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/por-40-anos-assassinatos-de-mulheres-foram-subestimados-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 00:20:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo]]></category>
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		<category><![CDATA[Violência contra a Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Violência de Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante 40 anos no Brasil, de 1980 a 2019, as taxas de homicídio de mulheres foram subestimadas. Os dados revelam um aumento de 28,62%, de 4,58 para 5,89 homicídios por 100 mil mulheres, na mesma proporção. Esse estudo foi conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante 40 anos no Brasil, de 1980 a 2019, as taxas de homicídio de mulheres foram subestimadas. Os dados revelam um aumento de 28,62%, de 4,58 para 5,89 homicídios por 100 mil mulheres, na mesma proporção. Esse estudo foi conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).</p>
<p>De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma região é considerada de extrema violência quando a taxa de óbitos ultrapassa 3 por 100 mil mulheres.</p>
<p>A pesquisa utilizou um método de correção para analisar as mortes violentas de mulheres e identificar a violência de gênero. Os dados foram coletados a partir do registro de óbitos no Sistema de Informação sobre Mortalidade do Sistema Único de Saúde (SIM/Datasus).</p>
<p>Karina Meira, pesquisadora da UFRN e coordenadora do estudo, explica o método utilizado:</p>
<blockquote><p>“Existem técnicas demográficas que permitem identificar fatores de correção para esse problema de subnotificação. Primeiro nós fizemos a correção para as causas indeterminadas e depois nós fizemos as correções para a subnotificação, e aí a gente teve um número de óbitos, de homicídios, corrigido”.</p></blockquote>
<p>O estudo apontou um aumento na frequência de óbitos de mulheres causados por violência em todas as regiões do Brasil. Na Região Norte, por exemplo, esse tipo de ocorrência foi 49,88% maior do que o número apresentado pelo governo. O menor índice foi registrado na Região Sul, com um aumento de 9,13%.</p>
<p>Rafael Guimarães, coautor do estudo e pesquisador do Departamento de Ciências Sociais da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fiocruz, explicou as disparidades entre as regiões.</p>
<p>“A gente tem aí uma redução do risco de óbito para o Sudeste e para o Sul e um aumento no Norte e Nordeste, o que significa dizer que ao longo destes últimos 40 anos, gradativamente, esse problema de saúde pública foi se tornando particularmente mais penalizante para mulheres do Norte e do Nordeste do que pro Sul do Brasil”.</p>
<h2>Recorte racial</h2>
<p>Um dado alarmante apontado pelo estudo é a questão dos assassinatos de mulheres negras. Entre 2009 e 2019, houve uma redução dos homicídios de mulheres brancas no Brasil, porém, um aumento significativo entre as mulheres negras.</p>
<p>Em 2019, uma mulher negra tinha, em média, 1,7 vezes mais chances de ser assassinada do que uma mulher branca, sendo que em alguns estados essa situação era ainda mais grave. No Rio Grande do Norte, por exemplo, uma mulher negra tinha um risco 5,1 vezes maior de ser morta.</p>
<p>Karina Meira, uma das autoras do estudo, destaca que esse resultado reflete a persistência do racismo no país.</p>
<blockquote><p>“A gente é um país que tem um racismo, que a gente vivenciou a escravidão por mais de 300 anos, e nós temos um país em que os corpos negros, tanto de mulheres quanto de homens, têm menos valor”.</p></blockquote>
<h2>Recorte etário e regional</h2>
<p>O estudo também analisou a faixa etária das mulheres e constatou que aquelas entre 20 e 39 anos enfrentam um risco maior de sofrerem violência em comparação a mulheres de outros grupos etários. Além disso, o local onde vivem também é um fator de influência, sendo que mulheres em cidades com culturas patriarcais mais conservadoras enfrentam um risco maior de sofrer violência doméstica do que mulheres em locais onde há mais discussões sobre violência.</p>
<p>Rafael Guimarães enfatizou a importância do estudo.</p>
<p>“A gente considera importante discutir o assassinato de mulheres neste mês em particular de março porque é o mês em que a gente celebra o Dia Internacional da Mulher e a gente pretende que este nosso diagnóstico seja uma pequena contribuição para os estudos de iniquidades do gênero neste país”.</p>
<p>A análise também apontou os principais métodos usados nos assassinatos, entre eles armas de fogo, objetos contundentes ou perfurantes e estrangulamento.</p>
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		<title>O câncer se torna a principal causa de morte por doença em crianças</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/o-cancer-se-torna-a-principal-causa-de-morte-por-doenca-em-criancas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2023 13:54:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
		<category><![CDATA[Crianças]]></category>
		<category><![CDATA[dia internacional de luta]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[O câncer infantil é a principal causa de morte por doença em crianças e a segunda causa geral de mortalidade infantil, com acidentes ocupando o primeiro lugar. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que haverá 7.930 novos casos de câncer em crianças e jovens de 0 a 19 anos de idade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O câncer infantil é a principal causa de morte por doença em crianças e a segunda causa geral de mortalidade infantil, com acidentes ocupando o primeiro lugar. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que haverá 7.930 novos casos de câncer em crianças e jovens de 0 a 19 anos de idade a cada ano no triênio de 2023 a 2025.</p>
<p>No Dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil, celebrado em 15 de fevereiro, a chefe da Seção de Pediatria e oncologista pediátrica do Inca, Sima Ferman, destacou que, atualmente, a doença possui uma alta possibilidade de cura. &#8220;<em>Essa é a principal informação que a gente tem</em>”, disse.</p>
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<p>Em entrevista, Sima afirmou que como a incidência de câncer vem aumentando lentamente ao longo dos anos, ele começa a aparecer como causa importante de doença em criança. “Como nem todas são curadas, a doença pode ter, na verdade, um percentual de mortalidade infantil também. Os dados mais recentes, de 2020, revelam que foram registrados 2.280 óbitos em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no Brasil.</p>
<p>Entre os tipos mais comuns de câncer infantojuvenil estão leucemia, linfoma e tumores do sistema nervoso central. A médica do Inca ressaltou, contudo, que os tumores em crianças são diferentes dos que acometem pessoas adultas. “<em>Adulto tem muito carcinoma, tumores de células diferenciadas”. Os tumores de crianças são diferentes. Embora esses três tipos sejam mais frequentes, existe uma gama de tumores, como os embrionários, que ocorrem nos primeiros anos de vida. São exemplos os da retina, de rim, de gânglio simpático. “São tumores que acontecem, mais frequentemente, em crianças menores. Mas todos eles são muito diferenciados e respondem bem ao tratamento quimioterápico, normalmente. Essa é a principal informação que a gente tem para dar nesse dia tão importante</em>”, reiterou a especialista.</p>
<p>Para a oncologista, a doença é muito séria, mas trouxe, ao longo dos anos, uma esperança de busca pela vida. Há possibilidade de cura, se o paciente é diagnosticado precocemente e tratado nos centros especializados de atenção à criança.</p>
<h2>Alerta</h2>
<p>Nos países de alta renda, entre 80% e 85% das crianças acometidas por câncer podem ser curadas atualmente. No Brasil, o percentual é mais baixo e variável entre as regiões, mas apresenta média de cura de 65%. “<em>É menos do que nos países de alta renda porque muitas crianças já chegam aos centros de tratamento com sinais muito avançados”</em>. Sima Ferman reafirmou que o diagnóstico precoce é muito importante. Por outro lado, admitiu que esse diagnóstico é, muitas vezes, difícil, tendo em vista que sinais e sintomas se assemelham a doenças comuns de criança.</p>
<p>O Inca faz treinamento com profissionais de saúde da atenção primária para alertá-los da importância de uma investigação mais profunda, quando há possibilidade de o sintoma não ser comum e constituir doença mais séria. Sima lembrou que criança não inventa sintoma. Afirmou que os pais devem sempre acompanhar a consulta e o tratamento dos filhos e dar atenção a todas as queixas feitas por eles, principalmente quando são muito recorrentes e permanecem por um tempo. “<em>É importante estar alerta porque pode ser uma coisa mais séria do que uma doença comum</em>”.</p>
<p>Podem ser sinais de tumores em crianças uma febre prolongada por mais de sete dias sem causa aparente, dor óssea, anemia, manchas roxas no corpo, dor de cabeça que leva a criança a acordar à noite, seguida de vômito, alterações neurológicas como perda de equilíbrio, massas no corpo. “<em>São situações em que é preciso estar alerta e que podem levar a pensar em doença como câncer</em>”.</p>
<p>Para os profissionais de saúde da atenção primária, especialmente, a médica recomendou que devem levar a sério as queixas dos pais e das crianças e acompanhar o menor durante todo o período até elucidar a situação para a qual a criança foi procurar atendimento. “<em>E, se for o caso, fazer exames mais profundos e ver se há alguma doença que precisa ser tratada</em>”.</p>
<h2>Individualização</h2>
<p>Para cada tipo de câncer, os oncologistas do Inca procuram estudar a biologia da doença, para dar um tratamento que possa levar à chance de cura, com menos efeitos no longo prazo. “<em>Para conseguir isso, temos que saber especificamente como a doença se apresentou à criança e, muitas vezes, as características biológicas do tumor. Isso vai nos guiar sobre o tratamento que oferece mais ou menos riscos para esse paciente ficar curado e seguir a vida</em>”.</p>
<p>Em geral, o tratamento de um câncer infantil leva de seis meses a dois anos, dependendo do tipo de doença apresentada pelo paciente. Após esse prazo, a criança fica em acompanhamento, ou “no controle”, por cinco anos. Se a doença não voltar a se manifestar durante esses cinco anos, pode-se considerar o paciente curado. “Cada vez, a chance de a doença voltar vai diminuindo mais. A chance é maior no primeiro ano, quando termina o tratamento, e vai diminuindo mais e mais”, disse a oncologista pediátrica.</p>
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		<title>Redução prevista da mortalidade por câncer precoce no Brasil até 2030</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/reducao-prevista-da-mortalidade-por-cancer-precoce-no-brasil-ate-2030/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 19:21:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Inca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[mortes prematuras]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[OMS]]></category>
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					<description><![CDATA[A mortalidade prematura por câncer no Brasil deverá diminuir no período de 2026/2030. A projeção foi feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em comparação à mortalidade prematura observada entre 2011 e 2015, para a faixa etária de 30 a 69 anos de idade, com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>A mortalidade prematura por câncer no Brasil deverá diminuir no período de 2026/2030. A projeção foi feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em comparação à mortalidade prematura observada entre 2011 e 2015, para a faixa etária de 30 a 69 anos de idade, com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade (SIM). Apesar disso, a redução prevista ficará ainda distante da Meta 3.4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu até 2030 diminuição do risco de morte prematura de um terço para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), que incluem os diversos tipos de câncer.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A pesquisadora Marianna Cancela, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca (Conprev), informou que, para certos tipos de câncer, há previsão de aumento e, para outros, de queda. Para 2026/2030, a previsão é de uma redução nacional de 12% na taxa de mortalidade padronizada por idade por câncer prematuro entre os homens e uma queda menor, de 4,6%, entre as mulheres. Em termos regionais, há uma variação de 2,8% entre as mulheres, na Região Norte, a 14,7% entre os homens, na Região Sul. As previsões foram calculadas usando o <em>software</em> Nordpred, desenvolvido pelo Registro de Câncer da Noruega, e amplamente utilizado para fazer previsões de longo prazo sobre a incidência e mortalidade por câncer.</p>
<p>Marianna explicou que, quando se fala em número de casos, todos os tipos de câncer terão aumento no período compreendido entre 2026 e 2030 por duas razões. A primeira envolve o aumento da população e mudança na estrutura populacional, com o envelhecimento de boa parcela dos brasileiros, para quem a maioria das DCNTs são mais prevalentes; a segunda razão é o aumento dos fatores de risco.</p>
<p>De acordo com o artigo do Inca <em>Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para o Câncer Podem Ser Cumpridos no Brasil?</em>, publicado na revista científica<em> Frontiers in Oncology</em> no último dia 10 de janeiro, as DCNTs responderam por 15 milhões de mortes prematuras na faixa de 30 a 69 anos, em todo o mundo, em 2016, sendo que mais de 85% dessas mortes ocorreram em países de baixa e média renda. O câncer foi responsável por 9 milhões de mortes anualmente, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares (17,9 milhões de mortes/ano), considerada a principal causa de morte por DCNT no mundo. A perspectiva é que as DCNTs continuem a aumentar em países de baixa e média renda, contribuindo para perdas econômicas associadas a mortes prematuras da ordem de US$ 7 trilhões nesses países, nos próximos 15 anos.</p>
<h2>Maior aumento</h2>
<p>De acordo com o estudo do Inca, o câncer de intestino, ou colorretal, é o que deverá apresentar maior aumento de risco de óbitos prematuros para homens e mulheres até 2030, no Brasil, de cerca de 10%. Por regiões, o Norte do país deve mostrar o maior aumento (52%) entre os homens, seguido pelo Nordeste (37%), Centro-Oeste (19,3%), Sul (13,2%) e Sudeste (4,5%). Segundo Marianna Cancela, a incidência mais alta “é consequência da chamada ocidentalização, dos hábitos de vida, maior obesidade, sedentarismo, a questão da alimentação, com preferência por consumir produtos industrializados”. Nas regiões onde a incidência está mais baixa atualmente, é previsto um aumento maior. Entre as mulheres, o Nordeste lidera, com projeção de expansão de 38%, seguido por Sudeste (7,3%), Norte (2,8%), Centro-Oeste (2,4%) e Sul (0,8%).</p>
<p>O câncer de intestino é o segundo tipo mais incidente no país, ficando atrás do de próstata entre os homens, e do de mama, entre as mulheres. O Inca estima que, em cada ano do triênio 2023/2025, serão diagnosticados cerca de 46 mil casos novos de câncer colorretal, correspondendo a cerca de 10% do total de tumores diagnosticados no Brasil, à exceção do câncer de pele não melanoma.</p>
<h2>Outros tipos de câncer</h2>
<p>Marianna Cancela informou que o câncer de pulmão entre os homens foi o que apresentou maior projeção de queda, próximo de 30%, evidenciando a efetividade de todas as políticas contra o tabagismo implementadas desde a década de 1980. Para as mulheres, a projeção é de aumento de probabilidade de morte prematura de 1,1%.</p>
<p>No câncer de colo de útero, observou-se queda na mortalidade prematura em todas as regiões. “Só que, mesmo com essa queda, a taxa de mortalidade prematura na Região Norte continua sendo extremamente elevada, na comparação aos outros lugares e à média nacional”. No Norte do Brasil, a mortalidade prematura era mais alta do país entre 2011/2015: 28 mortes por 100 mil pessoas, contra média nacional de 16 óbitos por 100 mil.</p>
<p>A projeção para 2026/2030 na Região Norte é de 24 mortes por 100 mil, enquanto a média brasileira fica em 11 óbitos por 100 mil. “Mesmo com essa queda, continua sendo muito elevada”, avalia Marianna. A pesquisadora destacou, que além de ser uma região complicada em termos de logística, existe no Norte brasileiro um vazio assistencial. “Para certos tipos de câncer, a gente vê exatamente isso que, mesmo com queda, o número continua extremamente alto.”</p>
<p>Em relação ao câncer de mama, as projeções para até 2030 são de queda no Sudeste, certa estabilidade no Brasil e na Região Sul e aumento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Marianna esclareceu que, nesse tipo de câncer, há fatores hormonais que tornam complicado evitar a doença. A diminuição do número de filhos por mulher e o fato de uma mulher não ter tido filhos aumentam o risco de câncer de mama. “A amamentação é um fator protetor”. Tal como acontece com o câncer colorretal, aumentam o risco de câncer de mama a questão da alimentação, p sedentarismo e o consumo de álcool. Outro fator que aumenta o risco é o fato de as mulheres ficarem grávidas mais velhas, adiando a maternidade. “Tudo isso acaba resultando em aumento do risco.”</p>
<p>Sobre o câncer de estômago, apesar de ser projetada queda, a mortalidade prematura continua alta na Região Norte. É um câncer de origem infecciosa, que acomete mais homens que mulheres. “A gente tem aí uma mistura de câncer de países em desenvolvimento com câncer de países desenvolvidos que resulta nessa dupla carga de doença”. Entre 2011/2015, a mortalidade prematura de câncer de estômago no Brasil estava em 20 óbitos por 100 mil pessoas. No Norte, eram 21 mortes por 100 mil, no Sudeste, 23; e no Sul, 24. “Só que a queda [projetada] nas outras regiões foi muito mais acentuada”. A Região Norte tem queda prevista até 2030 para 19 óbitos por 100 mil habitantes; Sudeste e Sul, para 13 casos, cada, e Brasil, para 12. Ou seja, a queda é mais acentuada nas regiões mais ricas do país, constatou o estudo.</p>
<h2>Políticas públicas</h2>
<p>O câncer respondeu, em 2019, por 232.040 óbitos no Brasil, em todas as idades. Na faixa de 30 a 69 anos, foram 121.264 mortes. “No geral, a gente tem visto uma leve queda”, disse a pesquisadora. Entre 2011/2015, eram 145,8 casos por 100 mil entre homens e 118,3 casos por 100 mil entre mulheres. Para 2026/2030, a projeção é de 127,1 óbitos por 100 mil entre homens (queda de 14,8%), e 113 casos entre mulheres, por 100 mil (-4,7%). Isso foi observado em todas as regiões, exceto no Norte, onde se prevê um ligeiro aumento (1,3% nos homens e 3,5% nas mulheres). Marianna reiterou que, mesmo com essa queda, vai ter aumento de casos porque acaba acompanhando o envelhecimento populacional.</p>
<p>O artigo do Inca conclui que há necessidade de políticas públicas, especialmente para prevenção do câncer, de maneira multissetorial. “Tem que ter um acesso mais eficaz a todas as fases de controle do câncer: prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, para poder garantir que tenha uma diminuição”, destacou a pesquisadora.</p>
<p>Ela ponderou, que tal como ocorreu em relação ao câncer de pulmão, os esforços têm que ser contínuos e de longo prazo, porque o câncer é uma doença que tem uma latência longa, ou seja, precisa de anos de exposição para se desenvolver. Por isso, precisa de políticas de prevenção junto à população durante anos, para que possa haver queda nos números.</p>
<p>Para prevenir o aparecimento de câncer, os especialistas recomendam não fumar, não beber, praticar atividade física, evitar o sedentarismo, dar preferência a alimentos não processados. As pessoas devem sempre prestar atenção a sinais que o corpo dá e não hesitar em procurar atendimento médico, recomendou a pesquisadora do Inca.</p>
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		<title>Inca prevê 44 mil casos novos de câncer colorretal no Brasil por ano</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/inca-preve-44-mil-casos-novos-de-cancer-colorretal-no-brasil-por-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jan 2023 14:09:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
		<category><![CDATA[Colorretal]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Inca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica o surgimento de 44 mil novos casos por ano de câncer de intestino, ou câncer colorretal, no Brasil, com 70% concentrados nas regiões Sudeste e Sul. “É uma doença muito prevalente. É a terceira. Ela vai perder para [câncer de] mama, vai perder para [câncer de] próstata. Em terceiro lugar, vem [&#8230;]]]></description>
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<p>Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica o surgimento de 44 mil novos casos por ano de câncer de intestino, ou câncer colorretal, no Brasil, com 70% concentrados nas regiões Sudeste e Sul. “É uma doença muito prevalente. É a terceira. Ela vai perder para [câncer de] mama, vai perder para [câncer de] próstata. Em terceiro lugar, vem o câncer colorretal”, disse o cirurgião oncológico Rubens Kesley, coordenador do Grupo de Câncer Colorretal do Inca.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>De acordo com o especialista, países desenvolvidos, como os Estados Unidos, tendem a apresentar maior número de novos casos desse tipo de câncer a cada ano. Entre os norte-americanos, que têm população em torno de 300 milhões de habitantes, a estimativa é de surgimento de 150 mil novos casos anuais. Como o Brasil está melhorando, progressivamente, sua condição socioeconômica, a perspectiva é de expansão de casos. “Há aumento vertiginoso. É uma curva acentuada”.</p>
<p>Rubens Kesley lembrou que há cinco anos, o Brasil apresentava 25 mil casos novos/ano de câncer colorretal, e a expectativa para o próximo quinquênio é atingir 80 mil casos/ano. “De uma maneira mais simples: hoje, são 44 mil e aumentando. E vai subir bastante a incidência”.</p>
<h2>Fatores</h2>
<p>A alimentação pobre em fibras está relacionada ao aumento do número de casos de câncer colorretal, confirmou o cirurgião oncológico. Isso se explica porque, à medida que as condições socioeconômicas de um país melhoram, as pessoas passam a comer mais alimentos industrializados e ultraprocessados e deixam de comer alimentos com fibras. “A fibra é como se fosse um varredor. Imagina uma vassourinha que limpa o cólon, o intestino grosso. Quando você deixa de usar a vassourinha, o lixo vai se acumulando. Então, a falta de alimentos ricos em fibras faz com que aumente muito a incidência&#8221;.</p>
<p>Outro fator que pode levar ao câncer colorretal é a carne vermelha, especialmente aquela usada em churrascos, queimada, com muita gordura. “Porque ela é rica em hidrocarbonetos, que são muito cancerígenos”. A carne cozida é melhor. Outras coisas que favorecem o surgimento de câncer do intestino são tabagismo, sedentarismo, etilismo, obesidade, principalmente na barriga. Entre esses, Kesley destacou como fatores principais para o desenvolvimento do câncer colorretal a obesidade, falta de atividade física e os alimentos industrializados e pobres em fibras. “Esses são, realmente, o carro-chefe dos fatores de risco mais agressivos”.</p>
<p>Outro cuidado que se deve ter é com a saúde bucal, porque há uma bactéria na boca que favorece o desenvolvimento da doença. “Essa bactéria se associa a uma incidência altíssima de câncer colorretal”. Estudo recente de pesquisadores da Escola de Odontologia de Columbia, em Nova York, mostrou como o <em>Fusobacterium nucleatum</em>, uma das bactérias da boca, pode acelerar o crescimento desse tipo de câncer. Daí a importância da profilaxia bucal, recomendou o médico.</p>
<h2>Colonoscopia</h2>
<p>Em todo o mundo, a colonoscopia foi o método considerado mais eficiente para a prevenção do câncer colorretal, afirmou Kesley. Isso se explica porque o câncer do intestino não começa grande. “Ele é descoberto grande. Mas já foi um pólipo, já foi pequenininho”. Nesse estágio, a colonoscopia retira esses pequenos pólipos. “A colonoscopia é uma arma, comparável a uma bomba nuclear, contra o câncer colorretal, porque ela consegue prevenir, identificar precocemente, ver ainda na fase de pólipo, e consegue tratar, porque remove o pólipo, sem precisar de cirurgia, economizando milhões. No diagnóstico, o médico identifica que ali há um tumor, e no tratamento, se houver um pequeno tumor, você já cura o doente. O câncer é removido por colonoscopia, em algumas situações selecionadas.</p>
<p>O prazo para refazer o exame de colonoscopia vai depender se houver pólipo. Se o paciente faz a colonoscopia e está tudo normal, ele pode repetir o exame a cada cinco anos. Se tiver pólipo de um tipo específico (adenoma), que é precursor do câncer colorretal, o paciente deve repetir a colonoscopia no ano seguinte. O prazo para renovação do exame se estende, portanto, de um a cinco anos.</p>
<h2>Idade certa</h2>
<p>Para a grande maioria da população, que não tem história de câncer na família, são pacientes de vida saudável, com risco muito baixo, que não fumam nem bebem, têm evacuação diária normal, o ideal é fazer colonoscopia aos 55 anos de idade. “Mas isso tem que ser visto pelo coloproctologista. Essa é uma decisão médica porque, dependendo do risco, você pode precisar antes”, advertiu o especialista.</p>
<p>No caso, por exemplo, de pessoas que têm histórico de câncer na família, como ocorreu com a atriz Angelina Jolie, elas não podem esperar. Têm que procurar um bom profissional que dirá qual o melhor momento para fazer colonoscopia.</p>
<p>Esse exame pode ser feito, entretanto, antes dos 55 anos, na presença de sintomas. Pacientes com anemia ou com dores de repetição (cólicas intestinais) devem procurar um médico para afastar o risco de um câncer colorretal. Nesse caso, são pacientes com alterações do hábito intestinal, ou seja, a frequência com que evacuam, que abrangem diarreias ou constipação com cólica.</p>
<h2>Estágio avançado</h2>
<p>Segundo Rubens Kesley, a falta de colonoscopistas, principalmente no interior do país, faz com que a maioria dos pacientes seja diagnosticada com câncer de intestino em estágio avançado, como ocorreu com os jogadores de futebol Pelé e Roberto Dinamite. “Normalmente, esse estágio avançado é fator determinante da gravidade do câncer”. Ou seja, o estágio da doença é que determina o prognóstico.</p>
<p>O cirurgião do Inca ressaltou, por outro lado, que a evolução do tratamento foi tão grande nos últimos anos que mesmo que o estágio seja muito avançado, há possibilidade de sobrevida. Do total de doentes com câncer colorretal, 20% sobrevivem, 80% morrem. “Vale a pena o paciente correr atrás porque, mesmo que o estágio seja muito avançado, ele pode ser curado”. A chance de cura é menor. De cada cinco pacientes com câncer avançado, um vai sobreviver. “Mas há chance. Se a gente consegue salvar um em cinco, é um grande avanço”, afirmou Kesley.</p>
<p>Ele admitiu, entretanto, que o câncer ainda é um desafio para a ciência. A doença é uma mutação do DNA, que está protegido por duas membranas. Infelizmente, não há drogas hoje capazes de reorganizar o DNA. Então, quando um paciente já tem uma doença que é resistente à quimioterapia e à radioterapia e já se espalhou, o tratamento do câncer se torna ineficiente. No caso de Pelé e Roberto Dinamite, o tumor já havia se tornado resistente à quimioterapia e à radioterapia, e a cirurgia se tornou fútil. Ou seja, quando as células cancerígenas já se espalharam, a possibilidade de cura é muito reduzida.</p>
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		<title>Brasil registrou 44 mortes por câncer de próstata por dia em 2021</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/brasil-registrou-44-mortes-por-cancer-de-prostata-por-dia-em-2021/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Oct 2022 17:22:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer de Próstata]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Inca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Novembro Azul]]></category>
		<category><![CDATA[urologia]]></category>
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					<description><![CDATA[O câncer de próstata é o mais incidente no homem (excluindo-se o câncer de pele não melanoma) e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, de 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>O câncer de próstata é o mais incidente no homem (excluindo-se o câncer de pele não melanoma) e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, de 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo de tumor. No ano passado, 16.055 homens morreram em consequência da doença, o que corresponde a cerca de 44 mortes por dia.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 65.840 novos casos de câncer de próstata em 2022.</p>
<p>Para mudar esse cenário e incentivar o cuidado com a saúde de uma forma global, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realiza mais uma edição da campanha Novembro Azul, que este ano traz a mensagem: “Saúde também é papo de homem”.</p>
<p>Ao longo de novembro, o conteúdo das redes sociais do <a href="https://portaldaurologia.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Portal da Urologia</a> será voltado para a saúde masculina, e haverá <em>lives</em> com médicos de diversas especialidades.</p>
<p>Segundo o presidente da SBU, Alfredo Félix Canalini, o objetivo é conscientizar os homens sobre a necessidade dos cuidados com a própria saúde de forma rotineira, e não somente quando aparece algum problema.</p>
<p><em>“Além da divulgação dos hábitos para se ter uma vida saudável, também informamos que muitas doenças, na fase inicial, são totalmente assintomáticas, mas podem ser diagnosticadas e tratadas mais facilmente com exames periódicos de check-up. O câncer da próstata é o melhor exemplo disso</em>”, disse o médico.</p>
<p>Em 2019, foram registradas 15.983 mortes em decorrência do câncer de próstata; em 2020, 15.841 e, em 2021, 16.055. De acordo com a diretora de Comunicação da SBU, Karin Anzolch, os números mostram um ligeiro aumento da mortalidade por câncer de próstata em 2021 comparado aos dois anos anteriores.</p>
<p><em>&#8220;Ainda não sabemos se é um fato isolado, ou se poderá ser reflexo de um aumento em decorrência da pandemia, quando já havia uma preocupação por parte da nossa Sociedade porque muitos tratamentos e acompanhamentos acabaram sendo impactados. Os próximos números devem nos ajudar a entender melhor esse cenário&#8221;</em>, afirmou a médica.</p>
<p>Segundo a SBU, outro indicador do Ministério da Saúde mostra o impacto da doença no país. Em 2020, foram registradas 31.888 biópsias, em 2021, 34.673, e até agosto deste ano, mais de 27 mil. A biópsia é solicitada quando o médico desconfia de que há algo errado ao analisar os exames de toque retal e dosagem de PSA.</p>
<p>Apesar de poder atingir qualquer homem, os principais fatores de risco da doença são: idade (é um câncer raro antes dos 40 anos e aumenta com o envelhecimento); histórico familiar de câncer de próstata em pai, irmão ou tio; homens de raça negra; obesidade.</p>
<p>A neoplasia de próstata em estágio inicial, quando as chances de cura chegam a 90%, não apresenta sintomas. Quando aparecem, o tumor geralmente está em uma fase mais avançada, podendo o homem ter dificuldade para urinar, micção frequente, disfunção erétil, presença de sangue na urina ou no sêmen e dores pélvicas ou ósseas.</p>
<p>Para o diagnóstico precoce da doença, a SBU recomenda que homens a partir de 50 anos, mesmo sem apresentar sintomas, procurem um urologista para avaliação individualizada. Aqueles que integram o grupo de risco são orientados a começar os exames mais cedo, a partir dos 45 anos.</p>
<p>&#8220;<em>Essas orientações quanto à idade valem quando não houver sintomas. Se houver, a procura pelo urologista deve ser feita o mais breve possível. Vale lembrar que os sintomas não são exclusivos de câncer de próstata, nem mesmo de outras doenças da próstata, mas que, por não serem normais, sempre devem ser avaliados porque podem indicar problemas que também podem ter impacto importante na saúde do homem</em>&#8220;, afirmou Karin.</p>
<p>Os exames iniciais para detecção precoce do câncer de próstata compreendem a dosagem de PSA e o toque retal.</p>
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