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	<title>Imunização &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Dia Nacional da Imunização alerta para baixas coberturas vacinais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jun 2023 19:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Há 14 anos, a pediatra Natália Bastos atende desde pacientes recém-nascidos a adolescentes. Ela lembra, entretanto, que o atendimento pediátrico, sobretudo nas emergências de todo o país, mudou drasticamente ao longo das últimas décadas. Ela cita como exemplo a triagem de crianças com suspeita de meningite. “Antigamente, a gente tinha inúmeras crianças esperando para fazer punção lombar, a gente já não tinha vaga no isolamento. Hoje, os residentes mal têm como fazer a punção lombar porque, graças a Deus, são poucas as crianças com quadro de meningite devido à vacinação”.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Em meio a um consultório repleto de brinquedos, a médica, vestindo um jaleco decorado com temas de desenhos infantis, admite que o maior desafio é a lida com os pais, sobretudo quando o assunto é a imunização dos pequenos. <em>“No caso da vacina da gripe, por exemplo, sempre lançam fake news, dizendo que a dose não é segura, que contém cepa antiga, que não protege contra novos sorotipos. Tenho que ficar trabalhando pra desmistificar essas informações e garantir que a vacina é segura e protege as nossas crianças”.</em></p>
<p><em>“Temos também o exemplo da vacina contra a covid e como ela mudou o aspecto padrão da pandemia. Hoje, a gente pode sair sem máscara na rua graças à vacinação em amplo espectro”</em>, disse.</p>
<figure id="attachment_60126" aria-describedby="caption-attachment-60126" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Pediatra-Natalia-Bastos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-60126" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Pediatra-Natalia-Bastos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C617&#038;ssl=1" alt="Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="463" height="617" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Pediatra-Natalia-Bastos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Pediatra-Natalia-Bastos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-60126" class="wp-caption-text">Pediatra Natália Bastos &#8211; Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Outra dose comumente questionada pelos pais, segundo Natália, é a contra o HPV, indicada atualmente para crianças a partir dos 9 anos de idade. A infecção pelo vírus pode causar lesões na pele associadas ao câncer de colo de útero. <em>“Há sempre todo um trabalho de explicar que a vacina é segura e pode mudar a vida de uma mulher no futuro”</em>, destacou.</p>
<p>Para o também pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o Dia Nacional da Imunização, lembrado nesta sexta-feira (9), funciona como uma oportunidade para reforçar a urgência na retomada das altas coberturas vacinais em todo o país.</p>
<p>Em entrevista, ele lembrou que, este ano, comemora-se ainda os 50 anos do Programa Nacional de Imunizações, primeiro programa de imunizações estruturado da região das Américas.</p>
<p><em>“O Brasil foi pioneiro no continente na eliminação de doenças, na erradicação e no controle de outras. Certamente a data nos remete a esse histórico de conquistas, a todos os avanços que conseguimos em 50 anos de um programa de vacinação que, infelizmente, nos últimos anos, vem sofrendo abalos na sua estrutura, falta de investimento na sua manutenção, desconfiança da população no valor da vacinas e chegada de grupos antivacina que têm colocado todas essas conquistas sob risco”.</em></p>
<p>Segundo Kfouri, o momento é de comemoração de êxitos e, ao mesmo tempo, de preocupação. “Não há exagero nenhum em dizer que o país está sob risco de retorno de diversas doenças já erradicadas”, alertou, ao citar que, atualmente, três em cada dez crianças que completam 1 ano de idade no país estão sem as três doses contra a poliomielite. “E não só isso. O Brasil não faz uma boa vigilância de casos suspeitos, não monitora o vírus em esgoto. A Organização Pan-americana da Saúde (Opas) classifica o Brasil, junto com Haiti, Honduras e Peru, como um dos países de mais alto risco de reintrodução da poliomielite. É um risco real”.</p>
<p>O rol de doenças que voltaram a assombrar o país inclui ainda a rubéola, a difteria, a rubéola congênita, o tétano e o sarampo. <em>“Na verdade, são todas as doenças, mas essas estão em um radar mais próximo em função do risco mais acentuado pela epidemiologia da região”,</em> explicou o pediatra. Para ele, diversos fatores explicam a queda nas coberturas vacinais no Brasil ao longo dos últimos anos e as estratégias para reverter esse cenário devem levar em consideração as particularidades de regiões, estados e municípios.</p>
<p><em>“O que tem diminuído a cobertura vacinal num país tão grande e desigual como o nosso não são os mesmos fatores. O que faz uma pessoa não se vacinar numa grande metrópole não é, certamente, o mesmo que motiva a não vacinação em outras regiões do país. É preciso enfrentar cada uma dessas realidades, dificuldades de comunicação são fundamentais, acesso, treinamento e capacitação dos profissionais de saúde. Precisamos investir muito também na produção de vacinas, para não haver falta”.</em></p>
<p><em>“Notificação, registro de doses aplicadas, sistema de informação. Há muito o que avançar. O Brasil tem um programa absolutamente democrático, descentralizado, que hoje contempla mais de 38 mil salas de vacina em todo o país. Precisamos de investimento. Só vamos começar a recuperar essa cobertura vacinal com um grande programa, um grande pacto entre sociedade civil, ministério, estados e municípios, que realizam na prática a vacinação”</em>, recomenda o pediatra.</p>
<figure id="attachment_60125" aria-describedby="caption-attachment-60125" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-1.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-60125" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=754%2C1950&#038;ssl=1" alt="Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo. - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="1950" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-1.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=116%2C300&amp;ssl=1 116w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=442%2C1142&amp;ssl=1 442w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=594%2C1536&amp;ssl=1 594w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/06/09-Dia-Nacional-da-Imunizacao-alerta-para-baixas-coberturas-vacinais-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca-1.jpg?resize=750%2C1940&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-60125" class="wp-caption-text">09/06/2023 &#8211; Brasília &#8211; Arte produzida pelo ministério da saúde para o dia Nacional da Imunização. Arte: Agência Brasil</figcaption></figure>
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		<title>Covid-19: Anvisa reitera segurança das doses da vacina bivalente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Mar 2023 17:51:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com a Anvisa, as vacinas bivalentes BA.1 e BA.4/BA.5 contra a covid-19, produzidas pela Pfizer, estão seguras para uso, já que estão dentro do prazo de validade. A agência reguladora afirmou em nota divulgada nesta sexta-feira (17) que os imunizantes possuem validade de 18 meses, a contar da data de fabricação. &#8220;Anteriormente aprovadas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a Anvisa, as vacinas bivalentes BA.1 e BA.4/BA.5 contra a covid-19, produzidas pela Pfizer, estão seguras para uso, já que estão dentro do prazo de validade. A agência reguladora afirmou em nota divulgada nesta sexta-feira (17) que os imunizantes possuem validade de 18 meses, a contar da data de fabricação.</p>
<p>&#8220;Anteriormente aprovadas para uso em até 12 meses, essas vacinas passaram por um rigoroso processo de avaliação técnica da Agência de estudos de estabilidade, antes da aprovação da ampliação do prazo de validade&#8221;, diz a nota.</p>
<p>De acordo com a Anvisa, a análise dos dados dos estudos também demonstrou que não houve alteração nas especificações de qualidade das vacinas durante o período adicional ao prazo anteriormente autorizado.</p>
<blockquote><p>“As vacinas são seguras, eficazes e podem ser utilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, conforme os estudos de estabilidade avaliados e aprovados pela Agência”, garante a diretora Meiruze Sousa Freitas.</p></blockquote>
<p>A Anvisa destaca que a ampliação do prazo de validade das vacinas bivalentes da Pfizer foi permitida mediante a adoção de medidas de comunicação e rastreabilidade dos lotes. Entre essas medidas, a empresa incluiu em seu portal eletrônico e no Comirnaty Education a listagem de todos os lotes disponíveis no Brasil e seus respectivos prazos de validade para consulta dos profissionais de saúde e cidadãos. A agência reforça que os cuidados de conservação das vacinas permanecem os mesmos e que a empresa Pfizer é responsável pela qualidade e segurança dos produtos.</p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<h2>Variantes</h2>
<p>As vacinas bivalentes da Pfizer oferecem proteção contra a variante original do vírus causador da Covid-19 e contra as cepas que surgiram posteriormente, incluindo a Ômicron, variante de preocupação no momento.</p>
<p>Essas vacinas foram autorizadas para uso como dose de reforço na população a partir de 12 anos. A Anvisa reforça que a imunização continua sendo essencial no combate à covid-19, especialmente na prevenção de casos graves e mortes.</p>
<h2>Desperdício</h2>
<p>Essa semana o Ministério da Saúde divulgou nota informando que perdeu de milhões doses de vacinas contra a covid-19. Segundo a pasta, isso aconteceu pelo fato de o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro ter negado à equipe de transição informações sobre estoques e validade de vacinas.</p>
<blockquote><p>&#8220;Ao todo, incluindo o quantitativo perdido em 2023, o desperdício de vacinas contra a covid-19 chegou a 38,9 milhões de doses desde 2021. Um prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões aos cofres públicos&#8221;, informou a pasta.</p></blockquote>
<p>Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro não compartilhou dados sobre os estoques com a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a transição de governo.</p>
</div>
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