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	<title>Imprensa &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>Imprensa &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>STF Reconhece Assédio Judicial contra Jornalistas e Veículos de Imprensa</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/stf-reconhece-assedio-judicial-contra-jornalistas-e-veiculos-de-imprensa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 May 2024 00:04:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[assédio judicial]]></category>
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		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[Em uma decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu nesta quarta-feira (22) a existência de &#8220;assédio judicial&#8221; contra jornalistas e veículos de imprensa. Com essa medida, a Corte declarou ilegal a prática de ajuizamento de várias ações judiciais com o intuito de constranger ou dificultar o trabalho da imprensa. De acordo com o entendimento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma decisão unânime, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu nesta quarta-feira (22) a existência de &#8220;assédio judicial&#8221; contra jornalistas e veículos de imprensa. Com essa medida, a Corte declarou ilegal a prática de ajuizamento de várias ações judiciais com o intuito de constranger ou dificultar o trabalho da imprensa.</p>
<p>De acordo com o entendimento do STF, processos em que indivíduos mencionados em reportagens jornalísticas buscam indenizações deverão ser julgados na cidade onde o jornalista reside. Atualmente, os autores das ações podem escolher o local de tramitação, o que resulta na pulverização de processos contra a imprensa em diferentes jurisdições.</p>
<p>Os ministros também determinaram que a responsabilização de jornalistas e veículos de comunicação só deve ocorrer em casos de dolo ou culpa grave, isto é, negligência profissional intencional para prejudicar a pessoa mencionada na reportagem.</p>
<p>A decisão foi provocada por ações movidas pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI).</p>
<p><strong>Base da Decisão</strong></p>
<p>A questão foi decidida com base no voto do ministro Luís Roberto Barroso, que citou exemplos de 100 ações ajuizadas simultaneamente em diversos estados contra jornalistas. As ações são frequentemente movidas por pessoas mencionadas em reportagens que buscam indenizações por danos morais.</p>
<p>Durante a sessão, o ministro Barroso lembrou o histórico do Brasil com relação à liberdade de imprensa. &#8220;A história do Brasil teve censura à imprensa, com páginas em branco, receitas de bolo, poemas de Camões. Todas as músicas tinham que ser submetidas ao departamento de censura, e até o balé Bolshoi foi proibido por ser considerado propaganda comunista&#8221;, comentou.</p>
<p>A ministra Cármen Lúcia reforçou que o assédio judicial contra jornalistas é uma forma de perseguição. &#8220;Se vivemos a década de 1970 com toda forma de censura, hoje enfrentamos novas formas particulares de censura. Não queremos dar guarida a novas censuras; estamos defendendo a liberdade&#8221;, concluiu.</p>
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		<title>Vini Jr, em meio a lágrimas, revela &#8220;menos vontade de jogar&#8221; devido a racismo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/vini-jr-em-meio-a-lagrimas-revela-menos-vontade-de-jogar-devido-a-racismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luan Cavalcante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 22:10:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Amistoso]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ofensas racistas]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Real Madrid]]></category>
		<category><![CDATA[Santiago Bernabéu]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius Júnior]]></category>
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					<description><![CDATA[Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid, enfrentará a Espanha nesta terça-feira (26) no Estádio Santiago Bernabéu, vestindo a camisa da seleção brasileira. A partida, que ocorre às 17h30 (horário de Brasília) em solo espanhol, tem como objetivo principal reforçar a luta antirracista liderada por Vini Jr ao longo do último ano na Espanha. Em uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid, enfrentará a Espanha nesta terça-feira (26) no Estádio Santiago Bernabéu, vestindo a camisa da seleção brasileira. A partida, que ocorre às 17h30 (horário de Brasília) em solo espanhol, tem como objetivo principal reforçar a luta antirracista liderada por Vini Jr ao longo do último ano na Espanha. Em uma emocionante entrevista coletiva na segunda-feira (25), às vésperas do amistoso, Vini Jr não conteve as lágrimas ao revelar sua desmotivação para continuar jogando futebol no país.</p>
<p>&#8220;É muito difícil e tenho lutado bastante por tudo que vem acontecendo comigo. É desgastante porque você está meio que sozinho em tudo, porque eu já fiz tanta denúncia e ninguém é punido, nenhum clube é punido. A cada dia que passa eu venho lutando por todas aquelas pessoas que vão vir, porque se fosse apenas por mim, pela minha família, eu acredito que eu já teria desistido de tudo que venho lutando. A cada dia quer vou para casa fico mais triste, mas eu fui escolhido para defender uma causa tão importante, que cada dia eu estudo mais sobre [o racismo], eu venho aprendendo para que num futuro muito próximo, o meu irmão que tem cinco anos não venha a passar por tudo que estou passando&#8221;, desabafou o atacante, que relatou ao menos 10 episódios de racismo aos procuradores do Campeonato Espanhol.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true">
<p lang="pt" dir="ltr">DESABAFO<a href="https://twitter.com/vinijr?ref_src=twsrc%5Etfw">@vinijr</a> se emocionou durante a entrevista coletiva nesta segunda (25) enquanto falava sobre os ataques racistas que recebe constantemente.</p>
<p>&quot;Acredito que seja muito triste tudo que eu venho passando a cada jogo, a cada dia, a cada denúncia vai aumentando esse… <a href="https://t.co/1NhJyivUdS">pic.twitter.com/1NhJyivUdS</a></p>
<p>&mdash; CBF Futebol (@CBF_Futebol) <a href="https://twitter.com/CBF_Futebol/status/1772326477750469113?ref_src=twsrc%5Etfw">March 25, 2024</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O amistoso contra a Espanha em Madri será marcado por uma forte identidade visual em preto e branco. Durante o hino nacional, os jogadores brasileiros usarão jaquetas pretas com o slogan &#8220;uma só pele; uma só identidade&#8221;, em português, inglês e espanhol.</p>
<p>Durante a coletiva, Vini Jr chorou algumas vezes, especialmente ao abordar o tratamento recebido pela imprensa espanhola.</p>
<p>&#8220;Acredito que eles [jornalistas] têm que falar menos de tudo o que eu faço de errado dentro de campo, é claro que tenho que evoluir, mas tenho 23 anos, é um processo natural, saí muito novo do Brasil, não pude aprender tantas coisas. Tenho 23 anos e sigo estudando. Por que os repórteres da Espanha, que são mais velhos do que eu, não podem estudar e ver o que realmente está acontecendo? Cada vez estou mais triste, cada vez tenho menos vontade de jogar, mas vou seguir lutando&#8221;, disse Vini Jr, enxugando as lágrimas.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="500" data-dnt="true">
<p lang="pt" dir="ltr">Um jogo de 90 minutos por uma luta secular! ✊🏾</p>
<p>Brasil e Espanha não será apenas uma partida. Será também um manifesto contra o racismo no futebol e no mundo, a partir do slogan &quot;Uma Só Pele, Uma Só Identidade&quot;.</p>
<p>Vamos em busca da vitória. Dentro e fora do campo. </p>
<p>Parceiros:… <a href="https://t.co/OXhT39dj2f">pic.twitter.com/OXhT39dj2f</a></p>
<p>&mdash; CBF Futebol (@CBF_Futebol) <a href="https://twitter.com/CBF_Futebol/status/1772342106624847888?ref_src=twsrc%5Etfw">March 25, 2024</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Apesar dos desafios, o jogador demonstrou entusiasmo pelo amistoso desta terça, especialmente após a recente vitória do Brasil contra a Inglaterra, sob o comando do técnico Dorival Júnior.</p>
<p>&#8220;Vai ser um sonho realizado para mim, poder jogar na minha casa aqui na Espanha, o Bernabéu, com a camisa da seleção brasileira, onde sempre sonhei estar. E pela primeira vez com a torcida contra. Vai ser um duelo muito importante para as duas seleções, algumas das maiores do mundo, faz tempo que não se enfrentam. A gente gosta de jogar contra os melhores, como foi contra a Inglaterra, conseguimos fazer um grande jogo&#8221;.</p>
<p>Vinicius também compartilhou sua frustração com a falta de punições para os casos de racismo e expressou gratidão pelo apoio recebido dentro e fora de campo.</p>
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		<title>Desrespeito à Imprensa: A Liesa e o lado podre do maior Carnaval do Mundo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/desrespeito-a-imprensa-a-liesa-e-o-lado-podre-do-maior-carnaval-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Feb 2024 12:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Desrespeito]]></category>
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					<description><![CDATA[O Carnaval do Rio de Janeiro, um dos maiores espetáculos do mundo, deveria ser uma celebração aberta à cobertura jornalística transparente e livre. Porém, nos bastidores da Marquês de Sapucaí, o que se viu foi um quadro de censura, favorecimento a influenciadores e desrespeito flagrante à imprensa, revelando uma face obscura da organização do evento. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Carnaval do Rio de Janeiro, um dos maiores espetáculos do mundo, deveria ser uma celebração aberta à cobertura jornalística transparente e livre. Porém, nos bastidores da Marquês de Sapucaí, o que se viu foi um quadro de censura, favorecimento a influenciadores e desrespeito flagrante à imprensa, revelando uma face obscura da organização do evento.</p>
<h4><strong>Sala de Imprensa: Um Impedimento à Transparência</strong></h4>
<figure id="attachment_74183" aria-describedby="caption-attachment-74183" style="width: 1170px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-74183 size-full" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca.webp?resize=1170%2C700&#038;ssl=1" alt="Desrespeito à Imprensa: A Liesa E O Lado Podre Do Maior Carnaval Do Mundo - Expresso Carioca" width="1170" height="700" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca.webp?w=1170&amp;ssl=1 1170w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C179&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca.webp?resize=1142%2C683&amp;ssl=1 1142w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca.webp?resize=768%2C459&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C449&amp;ssl=1 750w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca.webp?resize=1140%2C682&amp;ssl=1 1140w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /><figcaption id="caption-attachment-74183" class="wp-caption-text">Sala da Imprensa &#8211; Para alguns, a cobertura do carnaval foi pelas janelas com grade, abertas até chegar a ordem de mantê-las fechadas. &#8211; Foto: Rodrigo Souza | Expresso Carioca</figcaption></figure>
<p>A liberdade de imprensa é uma pedra angular da democracia, porém, durante os desfiles de Carnaval, a sala de imprensa se tornou um local de &#8220;censura&#8221;. As janelas, únicas formas de visualização dos desfiles, foram gradeadas, impossibilitando a completa observação dos jornalistas e fotógrafos.</p>
<figure id="attachment_74199" aria-describedby="caption-attachment-74199" style="width: 400px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-74199" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca-2.webp?resize=400%2C534&#038;ssl=1" alt="Desrespeito à Imprensa A Liesa E O Lado Podre Do Maior Carnaval Do Mundo - Expresso Carioca" width="400" height="534" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca-2.webp?w=500&amp;ssl=1 500w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-Expresso-Carioca-2.webp?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption id="caption-attachment-74199" class="wp-caption-text">Cinegrafista Gordon Durnin da CGTN News um importante canal de notícias inglês, fazendo seu trabalho entre as grades das janelas. &#8211; Foto: Rodrigo Souza | Expresso Carioca</figcaption></figure>
<p>Os fotógrafos e cinegrafistas, que dependem de ângulos privilegiados para capturar a essência do espetáculo, encontraram suas lentes impedidas de captar a beleza dos desfiles. Já os jornalista, que precisam de uma visão ampla para analisar setor por setor e detalhes de cada agramiação, também não tiveram essa facilidade. Caso fosse necessário havia outro meio de acompanhar os desfiles, uma TV de &#8220;42 polegadas&#8221; disponibilizada na sala, uma formiga diante de um elefante. Enquanto um telão de LED de mais de 300 polegadas mostrava apenas Tweets sobre o evento.</p>
<p>Além de todo desconforto, a água disponibilizada era quente em todos os dias como acontece em todos os anos, enquanto o café só foi disponibilizado nos desfiles do Grupo Especial, deixando claro a diferença entre as Ligas. Em alguns momentos aparecia as meninas da &#8220;Águas do Rio&#8221; com água gelada,  mas o a disponibilidade era por vontade própria e mesmo assim tinham que convencer os segurança de que o bebedouro não estava funcionando.</p>
<p>A rotina da maioria dos profissionais de imprensa é corrida e longa, é costume chegar ao local com pelo menos uma hora de antecedência, afim de se organizar para a cobertura que leva cerca de 12h por noite no local, muitas vezes com fome e &#8220;sede&#8221;. Para um evento patrocinado por uma das maiores empresas de bebidas do Brasil, não ter uma água digna é vergonhoso e uma prova concreta de que a imprensa não é valorizada pela organização do evento.</p>
<h4><strong>Privilégios Injustificados e Desrespeito aos Profissionais</strong></h4>
<p>A distribuição de credenciais seguiu critérios duvidosos, privilegiando influenciadores em detrimento de jornalistas que trabalham arduamente durante todo o ano. O descontentamento era notório entre os jornalistas desde que iniciaram as respostas negativas do credenciamento. Equipes inteiras foram cortadas, para exemplificar: um veículo de comunicação precisa muitas vezes de um mínimo de pessoas, o que chamamos de equipe de apoio: um jornalista, um repórter, um fotográfo ou cinegrafista e um técnico de apoio que fica no computador fixo na sala. Sabemos que muitas vezes não é possível o credenciemanto de uma equipe muito grande, mas reduzir esse número a um profissional em um evendo de grande porte, é também um grande desrespeito. Sem contar aqueles que sequer obteve acesso ao local, enquanto alguns veículos obtiveram cerca de 14 credenciais, e ainda foram agraciados com transito livre e coletes fixos.</p>
<p>Enquanto jornalistas foram barrados, influenciadores digitais celebravam nas redes sociais sua presença na Sapucaí, gerando ainda mais indignação entre os profissionais da imprensa. As influenciadoras Anna Estrella e Victoria Terra postaram em suas redes sociais comemorando o credenciamendo para o Carnaval da Marquês de Sapucaí. O vídeo postado na sexta-feira (9), não foi bem recebido pela imprensa e internautas, que seguiram questionando os critérios de seleção da Liesa.</p>
<figure id="attachment_74186" aria-describedby="caption-attachment-74186" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-74186" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Influenciadoras-credenciadas-para-o-carnaval-na-sapucai-Expresso-Carioca.webp?resize=800%2C500&#038;ssl=1" alt="Influenciadoras Credenciadas Para O Carnaval Na Sapucaí - Expresso Carioca" width="800" height="500" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Influenciadoras-credenciadas-para-o-carnaval-na-sapucai-Expresso-Carioca.webp?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Influenciadoras-credenciadas-para-o-carnaval-na-sapucai-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Influenciadoras-credenciadas-para-o-carnaval-na-sapucai-Expresso-Carioca.webp?resize=1142%2C714&amp;ssl=1 1142w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Influenciadoras-credenciadas-para-o-carnaval-na-sapucai-Expresso-Carioca.webp?resize=768%2C480&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Influenciadoras-credenciadas-para-o-carnaval-na-sapucai-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C469&amp;ssl=1 750w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Influenciadoras-credenciadas-para-o-carnaval-na-sapucai-Expresso-Carioca.webp?resize=1140%2C713&amp;ssl=1 1140w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-74186" class="wp-caption-text">Após vetar jornalistas, Liesa prioriza influencers com acesso livre a pista dos desfiles. &#8211; Reprodução Redes Sociais</figcaption></figure>
<h4><b>Credenciais, Coletes e Rodízio</b></h4>
<p>Como divulgado internamente e também de forma pública nas redes sociais pela Rio Carnaval, segue na integra os seguintes tipos de credenciais, a partir da análise interna da Comissão de Credenciamento:</p>
<p><strong>CREDENCIAL DE TRÂNSITO LIVRE ARMAÇÃO (TLA)</strong> &#8211; Permite acesso ao Sambódromo, circulação e permanência em todas as suas dependências (exceto nos locais destinados ao público pagante e a pista de desfiles), incluindo as áreas de concentração (na Avenida Presidente Vargas, de ambos os lados) e armação (no Setor 1).</p>
<p><strong>CREDENCIAL DE TRÂNSITO LIVRE (TL)</strong> &#8211; Permite acesso ao Sambódromo, circulação e permanência em todas as suas dependências (exceto nos locais destinados ao público pagante e a pista de desfiles), incluindo apenas a área de concentração (na Avenida Presidente Vargas, de ambos os lados) no caso da pista de desfiles, com permanência vedada na armação (Setor 1) e na dispersão.</p>
<p><strong>CREDENCIAL SERVIÇO PRESS (SV)</strong> &#8211; Permite acesso à concentração do Sambódromo (na Avenida Presidente Vargas, de ambos os lados), e permanência na sala de imprensa, salas destinadas a cada veículo ou cabines de rádio, quando for o caso. É proibida a permanência nos locais destinados ao público pagante e na dispersão, bem como é vedado o acesso à pista de desfiles.</p>
<p>Os números não foram divulgados, mas para a maior parte da imprensa a credencial cedida segundo análise interna foi <strong>CREDENCIAL SERVIÇO PRESS (SV). </strong>Limitando os jornalistas à concentração e a &#8220;sala de imprensa&#8221;. Para acessar a pista foram disponibilizados coletes.</p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-74193" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-1-Expresso-Carioca.webp?resize=334%2C424&#038;ssl=1" alt="Desrespeito à Imprensa A Liesa E O Lado Podre Do Maior Carnaval Do Mundo - Expresso Carioca" width="334" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-1-Expresso-Carioca.webp?w=334&amp;ssl=1 334w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-Desrespeito-a-Imprensa-A-Liesa-e-o-lado-podre-do-maior-Carnaval-do-Mundo-1-Expresso-Carioca.webp?resize=236%2C300&amp;ssl=1 236w" sizes="(max-width: 334px) 100vw, 334px" />A distribuição dos coletes ocorria de acordo com o grau de proximidade entre os profissionais e a equipe organizadora, privilegiando os mais íntimos com coletes fixos, alguns foram por critérios válidos, enquanto os demais eram submetidos ao famoso sistema de rodízio. No entanto, havia critérios decididos na hora para a utilização. Por vezes jornalistas eram proibidos de pisar na pista, o motivo, era somente permitidos fotógrafos. Mesmo sabendo que pelo corte feito pela Liga, havia profissionais que estavam acumulando funções e o uso do celular para filmagem e fotos faz parte da vida profissional de um jornalista nos dias de hoje.  É nesse momento que mais privilégios eram expostos, enquanto um não poderia adentrar o recinto, os amigos eram contemplados com coletes. Eram fotógrafos? Não! Enquanto um era barrado pela sua função outros eram permitidos pela intimidade. Critério duvidosos era o que não faltava, o fotógrafo que era permitido também era vetado de acordo com a sua mídia/veículo. Por vários momentos fotógrafos de rádios, foram impedidos de pegar o colete por ser fotógrafo de uma rádio.</p>
<p>Podemos pontuar que esse sistema falhava em sua aplicação, permitindo que alguns profissionais retivessem os coletes por períodos prolongados, às vezes durante todo o tempo dos desfiles. Além disso, havia uma demora significativa na aquisição dos coletes, formando fila e tornando o processo ainda mais desorganizado. Os responsáveis pela equipe não tomavam providências diante dessas irregularidades, o que evidenciava uma falta de fiscalização e controle eficazes. Enquanto os jornalistas imploravam por um colete, os sorrisos e deboches eram contínuos diante das reclamações.</p>
<h4><strong>Aos nossos quase 40 milhões de leitores, fica aqui uma reflexão sobre o futuro do Carnaval Carioca</strong></h4>
<p>Diante desses acontecimentos, é crucial que a sociedade reflita sobre o futuro do Carnaval do Rio de Janeiro. A censura, os privilégios injustificados e o desrespeito à imprensa minam a credibilidade do evento e comprometem sua imagem internacional. É hora de exigir transparência, ética e respeito por parte da organização do Carnaval e das autoridades responsáveis.</p>
<p>O Carnaval é muito mais do que uma festa. É uma expressão cultural que atrai milhões de turistas e promove a diversidade e a criatividade do povo brasileiro. Portanto, é dever de todos zelar pela integridade e pelo prestígio desse evento tão emblemático. Que os próximos anos tragam mudanças positivas e um ambiente mais justo e inclusivo para todos os profissionais da imprensa e amantes do Carnaval.</p>
<p>A cobertura jornalística do carnaval desempenha um papel crucial na preservação e divulgação da cultura nacional. Os jornalistas, por meio de seu trabalho, trazem uma valiosa perspectiva histórica e social para essa festividade, enriquecendo a compreensão pública do Carnaval.</p>
<p>Através de reportagens, análises contextuais e entrevistas perspicazes, os profissionais da imprensa oferecem ao público uma visão abrangente das tradições, desafios e evoluções que caracterizam o Carnaval. Além disso, eles destacam as questões sociais e políticas que estão intrinsecamente ligadas a essa celebração, promovendo uma reflexão crítica sobre o seu impacto na sociedade.</p>
<figure id="attachment_74205" aria-describedby="caption-attachment-74205" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-74205" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-A-Imprensa-pede-respeito-Expresso-Carioca.webp?resize=800%2C600&#038;ssl=1" alt="A Imprensa Pede Respeito - Expresso Carioca" width="800" height="600" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-A-Imprensa-pede-respeito-Expresso-Carioca.webp?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-A-Imprensa-pede-respeito-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-A-Imprensa-pede-respeito-Expresso-Carioca.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/02/16-A-Imprensa-pede-respeito-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-74205" class="wp-caption-text">Unidos do Viradouro &#8211; Foto: Rodrigo Souza | Expresso Carioca</figcaption></figure>
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		<title>Em 1 ano, imprensa da Amazônia sofreu 66 ataques, aponta relatório</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/em-1-ano-imprensa-da-amazonia-sofreu-66-ataques-aponta-relatorio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 23:14:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[ataques à imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Repórteres Sem Fronteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[Em 1 ano, de 30 de junho de 2022 a 30 de junho de 2023, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) registrou 66 casos de ataques à imprensa nos nove estados que compõem a Amazônia Legal. A informação consta do relatório Amazônia: Jornalismo em Chamas, divulgado nesta quinta-feira (21) pela entidade, ressaltando que a região impõe desafios aos jornalistas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>Em 1 ano, de 30 de junho de 2022 a 30 de junho de 2023, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) registrou 66 casos de ataques à imprensa nos nove estados que compõem a Amazônia Legal. A informação consta do <a href="https://rsf.org/pt-br/amaz%C3%B4nia-jornalismo-em-chamas-rsf-lan%C3%A7a-relat%C3%B3rio-sobre-os-desafios-do-jornalismo-local-em-uma" target="_blank" rel="noopener">relatório <em>Amazônia: Jornalismo em Chamas</em></a>, divulgado nesta quinta-feira (21) pela entidade, ressaltando que a região impõe desafios aos jornalistas, como a concentração de veículos nas mãos de poucos e a dificuldade de angariar fundos para o jornalismo independente.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Do total de episódios relacionados pela entidade, 16 aconteceram enquanto os profissionais da mídia produziam reportagens sobre agronegócio, mineração, povos indígenas e direitos humanos. No período das eleições presidenciais de 2022, ocorreram um terço dos excessos contra a imprensa.</p>
<p>Entram na contagem da RSF agressões físicas, assédio e ameaças. Os casos foram coletados por um observatório integrado por profissionais da imprensa e organizações da sociedade civil.</p>
<p>Outro aspecto pontuado no documento é a desigualdade na esfera da tecnologia, na qual os jornalistas podem esbarrar. A RSF propõe, ao inventariar os problemas próprios da região, já conhecida por sua complexidade, provocar o Poder Público e as redações de jornalismo a refletir sobre o assunto e ampliar possibilidades para facilitar a cobertura de fatos.</p>
<p>Negra, e premiada com um Prêmio Esso e um Vladimir Herzog, a jornalista Kátia Brasil (foto), cofundadora com Elaíze Farias, da agência <em>Amazônia Real</em>, tem anos de estrada no jornalismo, diz que a estratégia que adotou para conseguir aguentar o tranco da cobertura na região foi constituir &#8220;uma casca de tartaruga&#8221;.</p>
<p>A tática, complementa ela, que se vê como &#8220;sobrevivente&#8221; dos ambientes ameaçadores, serviu também para se resguardar dos assédios e do racismo das redações por onde passou.</p>
<p>A fala de Kátia Brasil vai ao encontro da do jornalista Daniel Camargos, da <em>Repórter Brasil</em>, que vai guiando o espectador pelo documentário Relatos de um correspondente da guerra na Amazônia, em que rememora o período da apuração do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, de quem se aproximou. O filme foi exibido na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, e assistido pela reportagem, durante a mostra Histórias da Amazônia, promovida pelo Pulitzer Center.</p>
<p>No documentário, a equipe da <em>Repórter Brasil</em> também abre uma discussão sobre como é relevante o apoio institucional das redações para que os repórteres e demais profissionais que saem às ruas possam ter condições de exercer com segurança seu ofício. Além disso, comentam como a <em>Repórter Brasil</em> mudou a percepção sobre dar espaço ao contraditório, depois do assassinato de Dom e Bruno, em virtude do clima de extrema hostilidade de quem dá essa outra versão dos fatos, o chamado &#8220;o outro lado&#8221;.</p>
<p>Perguntada sobre como a redação que comanda há quase uma década lida com protocolos de segurança das equipes de reportagem, Kátia disse que segue as regras de um plano de segurança já consolidado entre os colegas do veículo. Em média, a <em>Amazônia Real</em> faz cinco viagens por ano, e toda vez que alguma equipe está em campo apurando informações, outro colega fica responsável por acompanhar cada passo e sabe exatamente a coordenada da equipe, para poder socorrê-la, caso entre em perigo.</p>
<p>Uma regra de ouro que os profissionais da agência de jornalismo independente e investigativo estabeleceram foi a de não aproveitar o transporte usado por lideranças das comunidades que protegem por meio de seu trabalho, como as indígenas. Isso porque, entendem que ao estarem em sua companhia nesses momentos fazem com que os líderes se tornem mais suscetíveis a ataques de inimigos.</p>
<p>Conforme enfatiza a jornalista da <em>Amazônia Real</em>, as fontes de financiamento são a régua por onde se mede a autonomia de um veículo da imprensa. Ou seja, tem que se ter em mente que o dinheiro pode terminar até onde os repórteres podem vasculhar para levantar informações, porque, eventualmente, acabam incomodando quem paga as contas da redação. Segundo Kátia, a independência na linha editorial é um dos princípios que a agência mais busca preservar intactos.</p>
<p>&#8220;Apesar de sermos uma mídia pequena e sem fins lucrativos, a gente pensa muito no autocuidado com o jornalista dentro da redação, e para que tenha equipes que trabalhem de forma tranquila, porque os assuntos que a gente escreve são muito duros para a gente, que nos deixam abalados durante a cobertura. Durante a pandemia, teve o apoio da RSF para ter investimento e permitir que nossa equipe fosse cuidada por psicólogos&#8221;, revelou Kátia, acrescentando que 15 funcionários foram beneficiados pela medida.</p>
<p>Em junho deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública finalizou as inscrições para a composição do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, criado em fevereiro. O grupo está sob a coordenação-geral da Secretaria Nacional de Justiça e é formado por pesquisadores, juristas e representantes de entidades de defesa da liberdade de imprensa e de expressão.</p>
<p>Ao todo, são 33 membros, sendo 22 atuando como titulares e 11 suplentes. O governo federal tem três assentos; o Ministério Público, dois, um escritório de advocacia, um; pesquisadores de universidades federais, dois; e 26 lugares são reservados a representantes de federações, associações e institutos.</p>
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		<title>Ministro anuncia órgão para monitorar violência contra jornalistas Proposta de sindicatos e Fenaj foi acolhida por Flávio Dino</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/ministro-anuncia-orgao-para-monitorar-violencia-contra-jornalistas-proposta-de-sindicatos-e-fenaj-foi-acolhida-por-flavio-dino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2023 23:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Flávio Dino]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou nesta terça-feira (17) a criação, no âmbito da pasta, do Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas. A proposta foi levada ao ministro pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). &#8220;Acolhendo o pedido das entidades sindicais dos jornalistas, vamos instalar no Ministério da Justiça o Observatório Nacional [&#8230;]]]></description>
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<p>O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou nesta terça-feira (17) a criação, no âmbito da pasta, do Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas. A proposta foi levada ao ministro pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>&#8220;Acolhendo o pedido das entidades sindicais dos jornalistas, vamos instalar no Ministério da Justiça o Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas, a fim de dialogar com o Poder Judiciário e demais instituições do sistema de justiça e segurança pública&#8221;, disse o ministro em postagem nas redes sociais.</p>
<p>Dino se reuniu ontem (16) com a presidenta da entidade, Samira de Castro, e representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).</p>
<p>O anúncio ocorre pouco mais de uma semana depois dos atos golpistas dia 8 de dezembro, em Brasília. Na ocasião, foram reportados ao menos 16 casos de agressão contra profissionais de comunicação, segundo balanço do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF.</p>
<p>&#8220;O objetivo do observatório é monitorar os casos de ataques à categoria, mobilizando os órgãos competentes para coibir as agressões e responsabilizar os agressores, além de acompanhar as investigações dos crimes cometidos para identificação e responsabilização dos autores&#8221;, explica Samira de Castro.</p>
<p>A Fenaj sugere que o órgão seja composto por representantes dos ministérios da Justiça, dos Direitos Humanos e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além de representantes da sociedade civil organizada, como a própria federação, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Abraji, a entidade representante de professores e pesquisadores de jornalismo, além de representações patronais, como a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).</p>
<p>Não se trata de uma proposta nova. A Fenaj e os sindicatos de jornalistas tentam instituir o mecanismo pelo menos desde as jornadas de junho de 2013, há quase 10 anos.</p>
<p>&#8220;A violência contra a categoria atingiu níveis recordes nos últimos 4 anos e presenciamos um ataque organizado às sedes dos Três Poderes e à própria imprensa para conseguirmos, finalmente, debater essa iniciativa&#8221;, disse a presidenta da Fenaj.</p>
<h2>Canal exclusivo</h2>
<p>Outra reivindicação das entidades sindicais de jornalistas é a abertura de um canal exclusivo para que os profissionais possam denunciar os casos de agressão sofridos durante os atos golpistas.</p>
<p>Segundo o ministro-chefe da Secom, Paulo Pimenta, a Direção-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal vai designar um delegado responsável especificamente pelos inquéritos envolvendo agressões a comunicadores. A ideia é resguardar a privacidade e garantir a segurança para que profissionais de imprensa exerçam suas funções sem risco de novas represálias.</p>
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