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	<title>Igualdade Racial &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Igualdade Racial &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Mulheres negras ocupam Brasília em marcha histórica por reparação e bem-viver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 12:28:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Brasília será, nesta terça-feira (25), palco de uma das mais importantes mobilizações do calendário nacional: a 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. A expectativa do Comitê Nacional da Marcha é reunir 1 milhão de mulheres na Esplanada dos Ministérios, em caravanas vindas de todas as regiões do país, para reivindicar direitos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília será, nesta terça-feira (25), palco de uma das mais importantes mobilizações do calendário nacional: a 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. A expectativa do Comitê Nacional da Marcha é reunir 1 milhão de mulheres na Esplanada dos Ministérios, em caravanas vindas de todas as regiões do país, para reivindicar direitos, denunciar violências e reafirmar o protagonismo das mulheres negras na luta por justiça social.</p>
<p>O evento integra a Semana por Reparação e Bem Viver, que ocorre de 20 a 26 de novembro na capital federal, com debates, apresentações culturais e atividades de mobilização voltadas à valorização histórica, política e cultural das mulheres negras no Brasil.</p>
<figure id="attachment_86939" aria-describedby="caption-attachment-86939" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-86939" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Marcha-de-Mulheres-Negras-2025-ocorre-nesta-terca-feira-25-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C494&#038;ssl=1" alt="Marcha De Mulheres Negras 2025 Ocorre Nesta Terça Feira (25) Em Brasília - Expresso Carioca" width="754" height="494" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Marcha-de-Mulheres-Negras-2025-ocorre-nesta-terca-feira-25-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Marcha-de-Mulheres-Negras-2025-ocorre-nesta-terca-feira-25-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C197&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Marcha-de-Mulheres-Negras-2025-ocorre-nesta-terca-feira-25-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Marcha-de-Mulheres-Negras-2025-ocorre-nesta-terca-feira-25-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C491&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86939" class="wp-caption-text">Marcha de Mulheres Negras 2025 ocorre nesta terça-feira (25) em Brasília &#8211; Foto Divulgação</figcaption></figure>
<h3>Dez anos após o marco histórico de 2015</h3>
<p>A marcha deste ano acontece exatamente dez anos depois da primeira edição, realizada em novembro de 2015, quando mais de 100 mil mulheres ocuparam Brasília contra o racismo, o genocídio da juventude negra, a violência doméstica e o feminicídio. Em 2025, a pauta ganha novos contornos, com foco na reparação histórica e na promoção da mobilidade social, reconhecendo os danos estruturais deixados por séculos de escravidão e seus impactos no desenvolvimento econômico da população negra.</p>
<h3>A programação do dia</h3>
<p>A concentração começa às 9h, no Museu da República, com roda de capoeira e cortejo de berimbaus. Paralelamente, o Congresso Nacional realiza sessão solene em homenagem à marcha, no plenário da Câmara.</p>
<p>Por volta das 11h, as participantes iniciam o percurso pela Esplanada em direção ao Congresso Nacional, embaladas pelo jingle oficial que promete marcar o ato:<br />
<em>“Mete marcha negona rumo ao infinito. Bote a base, solte o grito! Bem-viver é a nossa potência, é a nossa busca, é reparação!”</em></p>
<figure id="attachment_86942" aria-describedby="caption-attachment-86942" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86942" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Saida-dos-onibus-com-mulheres-de-Sao-Paulo-para-participar-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Saída Dos ônibus Com Mulheres De São Paulo Para Participar Da Marcha Das Mulheres Negras Em Brasília - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Saida-dos-onibus-com-mulheres-de-Sao-Paulo-para-participar-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Saida-dos-onibus-com-mulheres-de-Sao-Paulo-para-participar-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Saida-dos-onibus-com-mulheres-de-Sao-Paulo-para-participar-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Saida-dos-onibus-com-mulheres-de-Sao-Paulo-para-participar-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-Brasilia-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86942" class="wp-caption-text">Saída dos ônibus com mulheres de São Paulo para participar da Marcha das Mulheres Negras em Brasília. &#8211; Foto Rovena Rosa/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Às 16h, a programação segue com shows que representam a diversidade da produção cultural negra contemporânea. Se apresentam Larissa Luz, Luanna Hansen, Ebony, Prethaís, Célia Sampaio e Núbia, todas artistas comprometidas com pautas antirracistas e feministas.</p>
<h3>Um movimento que ultrapassa fronteiras</h3>
<p>A marcha de 2025 também se consolida como espaço de articulação internacional. Delegações de mulheres negras da diáspora africana e do continente africano participam da mobilização, fortalecendo o diálogo sobre racismo, colonialismo, patriarcado e direitos territoriais.</p>
<p>Lideranças do Equador estão em Brasília para integrar o ato, entre elas Ines Morales Lastra, da Confederação Comarca Afro-equatoriana do Norte de Esmeraldas (Cane). “Marcharemos para ecoar a firmeza de nossa voz e nossas demandas, porque são nossas as vozes de nossas avós”, afirmou a ativista.</p>
<figure id="attachment_86940" aria-describedby="caption-attachment-86940" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-86940" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Mulheres-embarcam-em-onibus-no-Rio-de-Janeiro-para-participar-em-Brasilia-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Mulheres Embarcam Em ônibus No Rio De Janeiro Para Participar, Em Brasília, Da Marcha Das Mulheres Negras - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Mulheres-embarcam-em-onibus-no-Rio-de-Janeiro-para-participar-em-Brasilia-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Mulheres-embarcam-em-onibus-no-Rio-de-Janeiro-para-participar-em-Brasilia-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Mulheres-embarcam-em-onibus-no-Rio-de-Janeiro-para-participar-em-Brasilia-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/11/25-Mulheres-embarcam-em-onibus-no-Rio-de-Janeiro-para-participar-em-Brasilia-da-Marcha-das-Mulheres-Negras-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86940" class="wp-caption-text">Mulheres embarcam em ônibus no Rio de Janeiro para participar, em Brasília, da Marcha das Mulheres Negras &#8211; Foto Tomaz Silva/Agência Brasil</figcaption></figure>
<h3>Memória, intelectuais e legado</h3>
<p>Entre as presenças simbólicas, destaca-se a participação de Melina de Lima, neta da antropóloga e pensadora Lélia Gonzalez, uma das principais referências do feminismo negro brasileiro e latino-americano. No início do mês, Melina recebeu em nome da avó o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Brasília.</p>
<p>Lélia, fundadora do Movimento Negro Unificado, é autora de conceitos fundamentais como “amefricanidade” — que discute a identidade política e cultural dos povos negros nas Américas — e “pretuguês”, que evidencia as marcas africanas na língua portuguesa falada no Brasil. Melina atua hoje como diretora de educação e cultura do Instituto Memorial Lélia Gonzalez e cofundadora do projeto <em>Lélia Gonzalez Vive</em>.</p>
<h3>A força de quem move o país</h3>
<p>Segundo o Ministério da Igualdade Racial, meninas e mulheres negras formam o maior grupo populacional do Brasil, somando 60,6 milhões de pessoas, o equivalente a 28% da população. Ainda assim, permanecem como o segmento mais vulnerabilizado em indicadores como renda, emprego, violência e acesso à moradia.</p>
<p>A Marcha das Mulheres Negras de 2025 surge, portanto, como um chamado nacional e internacional por reparação, dignidade e futuro — um futuro construído com a força e a presença de quem, há séculos, sustenta o país, mas só agora reivindica ocupar plenamente o centro das decisões.</p>
<p>A programação completa da Semana por Reparação e Bem Viver segue até quarta-feira (26).</p>
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		<title>Marcha das Mulheres Negras retorna a Brasília em 25 de novembro</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/marcha-das-mulheres-negras-retorna-a-brasilia-em-25-de-novembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2025 11:40:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[antirracismo]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dez anos após mobilizar mais de 100 mil mulheres na capital federal, a Marcha das Mulheres Negras volta a Brasília no próximo dia 25 de novembro, com o objetivo de reunir 1 milhão de participantes de todo o Brasil e da América Latina. A manifestação, que parte do Museu Nacional rumo ao Congresso Nacional, reafirma o compromisso com a luta por justiça racial, igualdade de gênero e políticas de reparação.</p>
<p>Com o tema “Reparação e Bem Viver”, o ato propõe um novo modelo de sociedade, baseado na dignidade, no acesso a direitos e na liberdade de meninas e mulheres negras — que historicamente enfrentam os maiores índices de desigualdade social no país.</p>
<blockquote><p>“Quando falamos de bem viver, falamos de vida com dignidade, de direitos para toda a sociedade. Isso envolve reparação, cuidado e compromisso com todos os seres viventes”, explica Iyálorisà Adriana t’Omolú, integrante do Comitê Impulsor Nacional da Marcha.</p></blockquote>
<figure id="attachment_86492" aria-describedby="caption-attachment-86492" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-86492" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-XI-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-julho-de-2025-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="XI Marcha Das Mulheres Negras, Em Julho De 2025, No Rio De Janeiro - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-XI-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-julho-de-2025-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-XI-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-julho-de-2025-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-XI-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-julho-de-2025-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2025/10/24-XI-Marcha-das-Mulheres-Negras-em-julho-de-2025-no-Rio-de-Janeiro-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-86492" class="wp-caption-text">XI Marcha das Mulheres Negras, em julho de 2025, no Rio de Janeiro. &#8211; Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>O conceito de bem viver, segundo a organização, engloba educação, cultura, moradia, lazer, segurança, saúde, democracia e justiça climática — pilares que devem orientar as políticas públicas do país.</p>
<p>Entre os legados da marcha de 2015, estão o fortalecimento do debate sobre democracia participativa, a ampliação da presença de mulheres negras em espaços de decisão política e o combate a práticas antidemocráticas e fascistas.</p>
<h3>Caminhada e programação</h3>
<p>A concentração para a caminhada começa às 8h30, no Museu Nacional, seguindo até o Congresso Nacional. A organização orienta as participantes a se prepararem fisicamente e acompanharem as atividades das delegações locais.</p>
<p>Antes do grande ato, entre os dias 18 e 25 de novembro, Brasília sediará uma série de atividades culturais, rodas de conversa, oficinas e intervenções urbanas, além das comemorações do Dia da Consciência Negra (20/11).</p>
<p>O evento também contará com o Encontro Transnacional, de 21 a 24 de novembro, que reunirá lideranças negras, ativistas e artistas de diferentes partes do mundo — América Latina, Caribe, África, Europa e América do Norte. Nesse período, acontece ainda um encontro nacional de Casas Ballroom, inspirado na cultura LGBTQIA+ negra.</p>
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		<title>Renda de pessoas negras equivale a 58% da de brancas, revela estudo</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/renda-de-pessoas-negras-equivale-a-58-da-de-brancas-revela-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 13:53:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
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		<category><![CDATA[isonomia salarial]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo divulgado pelo Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra) revelou que a renda do trabalho principal de pessoas negras corresponde, em média, a 58,3% da renda das pessoas brancas entre 2012 e 2023. A pesquisa utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo divulgado pelo Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra) revelou que a renda do trabalho principal de pessoas negras corresponde, em média, a 58,3% da renda das pessoas brancas entre 2012 e 2023. A pesquisa utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<h3>Diferença Salarial Persiste ao Longo da Década</h3>
<p>Em 2012, a renda média do trabalho principal das pessoas negras era de R$ 1.049,44, enquanto a das pessoas brancas alcançava R$ 1.816,28. Em 2023, esses valores passaram para R$ 2.199,04 e R$ 3.729,69, respectivamente. Apesar do crescimento nominal dos rendimentos, a desigualdade se reduziu apenas em 1,2 ponto percentual ao longo do período.</p>
<h3>Trabalho Doméstico: Desigualdade Aumenta</h3>
<p>O levantamento também apontou que a renda das mulheres negras no trabalho doméstico correspondia a 86,1% da renda das mulheres brancas no período analisado. Em 2012, essa renda era de R$ 503,23 para negras e R$ 576,00 para brancas. Em 2022, as negras passaram a receber R$ 978,35, enquanto as brancas atingiram R$ 1.184,57. Isso resultou em um aumento da desigualdade de 4,8 pontos percentuais.</p>
<h3>Representatividade em Cargos Gerenciais</h3>
<p>Em 2012, as pessoas negras representavam 53% da população e ocupavam 31,5% dos cargos gerenciais. Em 2023, esses percentuais passaram para 56,5% da população e 33,7% dos cargos gerenciais, indicando um avanço de apenas 2,2 pontos percentuais na presença de negros nesses postos.</p>
<p>Quando se trata das mulheres, a proporção de brancas em cargos gerenciais aumentou 1,5 ponto percentual entre 2012 e 2023, apesar da redução de sua participação populacional de 24,1% para 22%. No caso das mulheres negras, houve crescimento tanto na ocupação de cargos gerenciais (1,3 ponto percentual) quanto na população geral (de 26,5% em 2012 para 28,5% em 2023), mas sem diminuição significativa da desigualdade.</p>
<h3>Empregadores e Desemprego</h3>
<p>A proporção de homens brancos como empregadores em 2012 era quase cinco vezes maior do que a de mulheres negras. Em 2023, essa diferença reduziu-se para quatro vezes, mas a disparidade ainda é expressiva.</p>
<p>Já a taxa de desocupacão das mulheres negras, que em 2012 era 6,1 pontos percentuais acima da dos homens brancos, atingiu 8,9 pontos em 2017, antes de reduzir para 7,4 pontos em 2023.</p>
<h3>Sobre o Cedra</h3>
<p>O Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais é composto por especialistas em ciência de dados, estatísticos, economistas e cientistas sociais. Entre seus apoiadores estão o Instituto Çarê, Instituto Ibirapitanga, B3 Social e Bem-Te-Vi Diversidade, além de parcerias com Amazon Web Services (AWS), Bain &amp; Company, Daniel Advogados e Observatório da Branquitude.</p>
<p>A pesquisa reforça a necessidade de políticas públicas e empresariais que promovam maior equidade salarial e oportunidades para pessoas negras no mercado de trabalho brasileiro.</p>
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		<title>CNJ Divulga Levantamento sobre Igualdade Racial e de Gênero no Judiciário</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/cnj-divulga-levantamento-sobre-igualdade-racial-e-de-genero-no-judiciario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 May 2024 21:07:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[CNJ]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[magistrados]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou na terça-feira (28) o mais recente levantamento sobre igualdade racial e de gênero no Judiciário brasileiro, conforme os dados da pesquisa Justiça em Números 2024. No Brasil, 14,25% dos juízes se declaram negros, enquanto a porcentagem sobe para 27,1% entre os servidores do Poder Judiciário. A Justiça Eleitoral [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou na terça-feira (28) o mais recente levantamento sobre igualdade racial e de gênero no Judiciário brasileiro, conforme os dados da pesquisa Justiça em Números 2024. No Brasil, 14,25% dos juízes se declaram negros, enquanto a porcentagem sobe para 27,1% entre os servidores do Poder Judiciário.</p>
<p>A Justiça Eleitoral apresenta o maior percentual de magistrados negros (18,1%), seguida pela Justiça do Trabalho (15,9%), Justiça Estadual (13,1%), Justiça Federal (11,6%) e Justiça Militar (6,7%). Em termos regionais, os tribunais do Acre, Piauí, Sergipe e Bahia têm os maiores índices de juízes negros, enquanto os tribunais do Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina têm a menor presença de magistrados negros.</p>
<p>Comentando as estatísticas, o presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, destacou que o órgão já implementou medidas para aumentar o número de juízes negros, incluindo um programa de bolsas para financiar os estudos de candidatos negros à magistratura. Ele afirmou: &#8220;Nós pretendemos mudar progressivamente essa estatística, que não reflete a demografia da sociedade brasileira.&#8221;</p>
<p>No que diz respeito à participação feminina, a pesquisa mostra que a média nacional de juízas é de 36,8%, com o número de servidoras atingindo 53,3%. A Justiça do Trabalho lidera com 39,7% de juízas, seguida pela Justiça Estadual (38,2%), Justiça Eleitoral (32,9%) e Justiça Federal (31,3%). Os tribunais superiores (23,2%) e a Justiça Militar (22,2%) têm a menor presença de magistradas.</p>
<p>Barroso observou que o percentual mais baixo de mulheres na magistratura ocorre na Justiça de segunda instância, com a média nos tribunais regionais federais abaixo de 20%. Ele mencionou a política do CNJ de alternância nas promoções por merecimento, onde a promoção de um homem deve ser seguida pela promoção de uma mulher, visando equilibrar raça e gênero na Justiça brasileira.</p>
<p>Além disso, a pesquisa revelou que a produtividade do Judiciário aumentou 7% em 2023. O custo do Judiciário foi de R$ 132,8 bilhões, equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a Justiça arrecadou R$ 68 bilhões para os cofres públicos.</p>
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		<title>Ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco defende mudança em livros didáticos e oportunidade para negros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2023 13:56:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Anielle Franco]]></category>
		<category><![CDATA[Cotas]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade Racial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[negros]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[pardos]]></category>
		<category><![CDATA[Pretos]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, tem uma motivação pessoal na criação de um banco de currículos para profissionais negros e na indicação de alguns desses profissionais para trabalhar no governo federal. “Podemos mostrar para o país inteiro o quanto as pessoas negras têm se preparado e são preparadas para adentrar em espaços que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, tem uma motivação pessoal na criação de um banco de currículos para profissionais negros e na indicação de alguns desses profissionais para trabalhar no governo federal.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Podemos mostrar para o país inteiro o quanto as pessoas negras têm se preparado e são preparadas para adentrar em espaços que historicamente nos negam e dizem que não devemos entrar ou não nos pertence”, destaca.</p>
<p>Anielle é jornalista de formação, e contou que já foi excluída de algumas vagas por ser negra.</p>
<p>“Essa iniciativa é importante para mim, principalmente por ser jornalista, por ter estado do outro lado e me terem me negado a possibilidade de ser âncora [apresentadora de TV], trabalhar como jornalista, por dizerem que eu não tinha rosto [adequado] para aquilo”, afirma a ministra em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>Despachando na Esplanada dos Ministérios desde o início de janeiro, Anielle tem trabalhado para conscientizar a sociedade sobre a importância de uma educação antirracista. Fruto da política de cotas no ensino superior, ela adiantou, durante a entrevista, a criação de um grupo de trabalho junto com o Ministério da Educação (MEC) para pensar em mudanças no material didático. “As crianças negras não se encontram no livro didático, ele não tem representatividade.”</p>
<p>A falta de orçamento para construção de políticas públicas de igualdade racial, uma das consequências do abandono da temática pelo governo anterior, é outro tema que preocupa a ministra.</p>
<blockquote><p><em>“Chegamos a ter um orçamento de R$ 77 milhões e agora a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial [Seppir] vai virar um ministério com orçamento previsto [ao final da gestão de Jair Bolsonaro] de R$ 4 milhões”, destaca.</em></p></blockquote>
<p>“Se conseguirmos atingir 50% do orçamento que tínhamos em 2003, já estaremos dando passos importantes”, afirma Anielle.</p>
<p>A violência contra a população negra também é uma das principais frentes de trabalho da ministra, que teve sua irmã, a vereadora Marielle Franco, brutalmente assassinada. Até hoje, o caso permanece sem punição e sem informação sobre os mandantes do crime.</p>
<p>Mãe de duas meninas, Anielle Franco é uma das fundadoras e ex-diretora-executiva do Instituto Marielle Franco. Nascida na comunidade da Maré, na zona norte do Rio, a ministra é formada em Inglês pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em jornalismo pela Universidade Central da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e é mestre em Relações Étnico-Raciais pelo Cefet/RJ.</p>
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