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	<title>Igualdade de Gênero &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>Igualdade de Gênero &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Misoginia no YouTube: Influenciadores lucram com conteúdo de ódio</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/misoginia-no-youtube-influenciadores-lucram-com-conteudo-de-odio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Dec 2024 14:59:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[O discurso misógino tem se tornado uma indústria lucrativa no YouTube, segundo estudo do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadores analisaram 76,3 mil vídeos que acumulam quase 4 bilhões de visualizações e concluíram que influenciadores exploram narrativas de ódio e desprezo às mulheres para monetizar seus conteúdos. O relatório, intitulado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O discurso misógino tem se tornado uma indústria lucrativa no YouTube, segundo estudo do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadores analisaram 76,3 mil vídeos que acumulam quase 4 bilhões de visualizações e concluíram que influenciadores exploram narrativas de ódio e desprezo às mulheres para monetizar seus conteúdos.</p>
<p>O relatório, intitulado <em>“Aprenda a evitar ‘este tipo’ de mulher: estratégias discursivas e monetização da misoginia no YouTube”</em>, aponta que esses criadores de conteúdo utilizam estratégias variadas para mascarar mensagens de controle e violência, muitas vezes disfarçadas de humor ou “desenvolvimento pessoal masculino”. Entre os 137 canais analisados, foi identificado um ecossistema que naturaliza a violência de gênero e explora a misoginia como produto comercial.</p>
<h3><strong>Conteúdo e Estratégias de Manipulação</strong></h3>
<p>Os vídeos analisados incluem mensagens antifeministas, incentivo à manipulação psicológica e até sugestões de monitoramento por meio de aplicativos de espionagem. Mais de 15% dos canais analisados relativizam ou justificam abusos contra mulheres, enquanto 66% reforçam a ideia de que o sexo biológico determina comportamentos.</p>
<p>“Muitos desses vídeos atacam mulheres específicas, como mães solteiras, alegando que elas só buscam pais para seus filhos. Esses conteúdos reforçam preconceitos de classe, raça e gênero sob o pretexto de aconselhamento masculino”, explica Luciane Belin, uma das coordenadoras do estudo.</p>
<p>Os dados também mostram que 88% dos vídeos foram publicados entre 2021 e 2024, período que coincide com o aumento da violência contra mulheres no Brasil.</p>
<h3><strong>Monetização do Ódio</strong></h3>
<p>Além da receita obtida diretamente do YouTube, cerca de 80% dos canais analisados recebem dinheiro por meio de anúncios. Os criadores também utilizam alternativas como doações via PIX, criptomoedas, crowdfunding e a venda de produtos como e-books e cursos.</p>
<p>“Os influenciadores transformam a misoginia em um negócio. Essa estrutura gera lucros não apenas para os criadores, mas também para as plataformas que os hospedam”, afirma Marie Santini, diretora do NetLab.</p>
<h3><strong>Regulamentação e Desafios</strong></h3>
<p>Embora o YouTube proíba discursos de ódio em suas diretrizes, o estudo aponta que esses conteúdos continuam florescendo na plataforma. Em nota, a empresa informou que removeu mais de 511 mil vídeos entre janeiro e setembro de 2024, mas destacou que o relatório não identificou os canais analisados, dificultando uma avaliação mais precisa.</p>
<p>Para a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, a regulamentação das redes sociais é urgente. “Precisamos fortalecer o debate no Parlamento e no STF para limitar o discurso de ódio. Além disso, é fundamental disputar esses espaços com a criação de conteúdos que promovam igualdade e enfrentem a violência contra as mulheres”, destacou.</p>
<p>O estudo revela um cenário alarmante, em que o discurso de ódio não apenas ganha força, mas também se torna um modelo de negócio. A crescente popularidade desses canais demonstra a urgência de ações efetivas para responsabilizar plataformas e promover uma cultura digital mais inclusiva e segura.</p>
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		<title>Lideranças femininas debatem desigualdade e violência contra mulheres</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/liderancas-femininas-debatem-desigualdade-e-violencia-contra-mulheres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Mar 2023 20:05:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdades racial]]></category>
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					<description><![CDATA[Mulheres que ocupam postos de comando nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário debateram, nesta quarta-feira (29), em Brasília, desafios como o combate às diversas formas de violência e assédio e desigualdades racial e de gênero no mercado de trabalho. Na abertura do encontro Mulheres em Ação, promovido pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (Ieja), a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres que ocupam postos de comando nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário debateram, nesta quarta-feira (29), em Brasília, desafios como o combate às diversas formas de violência e assédio e desigualdades racial e de gênero no mercado de trabalho.</p>
<p>Na abertura do encontro Mulheres em Ação, promovido pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (Ieja), a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, falou sobre os desafios das mulheres indígenas e lembrou de um episódio em que foi convidada para subir ao palco de evento e cantar uma canção da cultura indígena, em vez de falar sobre lutas dos povos que representa.</p>
<p>“Eu não sei cantar. Eu quis falar. Como mulheres indígenas, nos olham como incapazes, [o] que a gente enfrenta como herança colonial e do machismo. Precisamos superar barreiras culturais, pois muitos povos, até hoje, não permitem que mulheres assumam lugares de poder e de decisão. Eu sou um exemplo real”, afirmou a ministra.</p>
<p>Sonia Guajajara disse que, em um período de militância política, não compreendia a importância da temática feminina. “Eu dizia que não precisa, que gente tem que lutar igual, na paridade [com os homens]. Mas isso não acontece naturalmente. A gente precisa se juntar, se fortalecer, enquanto mulher, ser reconhecida e ter esse espaço.”</p>
<h2>Feminicídio e misoginia</h2>
<p>No primeiro painel do encontro, sobre a violência contra a mulher, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, trouxe números sobre delitos e crimes que estão sendo combatidos pela pasta.</p>
<p>No encontro, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, citou dados do Núcleo de Estudos da Violência da USP, segundo o qual, em 2022, 1.410 mulheres morreram em razão do gênero. A ministra tratou o feminicídio como morte de causa evitável. “Se a mulher tiver condições de fazer a denúncia, se tiver acompanhamento, se houver uma resposta efetiva dos sistemas de segurança, de justiça, de assistência social, de saúde, possivelmente, evitaríamos as mortes.”</p>
<p>Cida Gonçalves reforçou o envio do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio ao Congresso Nacional. E pediu a quebra da resistência do Judiciário para ter o monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas. “Não podemos colocar a mulher para apertar o botão, quando vê o agressor. O Estado é quem tem que monitorar o agressor. A polícia monitora a tornozeleira eletrônica. No celular [da mulher], vai ter um dispositivo para avisar: ‘desvie o caminho que ele está chegando perto, e a viatura também, em busca dele, porque será prisão em flagrante por descumprimento de medida protetiva”, afirmou.</p>
<p>Segundo Cida Gonçalves, o Ministério das Mulheres acompanha a discussão sobre influenciadores digitais de masculinidade, em plataformas <em>online</em>. “Esses espaços, conhecidos como &#8216;machosfera&#8217;, devem ser enfrentados pelos governos, pela sociedade civil e pelas empresas”.</p>
<p>A ministra expôs o método usado por tais influenciadores nas redes sociais, apelidado de<em> red pill</em> [pílula vermelha, em inglês. Refere-se ahomens que se opõem ao sistema que favorece as mulheres]. Esses grupos organizados têm um discurso, um vocabulário próprio, comum e, geralmente violento, que se refere às mulheres com palavras de baixo calão, ofensivas e misóginas. Usam o discurso de ódio, como uma prática de pedagogia da desumanização da outra, por meio de repetição de mensagens de objetivação e inferiorização das mulheres. E buscam naturalizar e legitimar relações de desigualdade de gênero e as violências contra elas cometidas. Na &#8216;machoesfera&#8217;, a misoginia reina”, enfatizou Cida.</p>
<h2>Violência política de gênero</h2>
<p>Como representante do Poder Legislativo, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) disse que o desafio de transformar o mundo é imenso. “A política, o direito, a estrutura pública, a presença como empreendedoras, ou na economia solidária, nas diferentes e múltiplas formas nos desafiam a participar da economia, da política, nos desafiam a transformar a sociedade para que não subjuguem os nossos desejos, as nossas vontades”, afirmou a deputada.</p>
<p>Maria do Rosário defendeu o fim da violência de gênero na política brasileira e citou a hostilidade existente pelo fato de os alvos serem mulheres. “Observam a nossa condição como limitada para a política, quando não há limites, na realidade. Participamos de processos eleitorais que nos tratam de forma violenta. A violência não está só dentro das instituições, está quando as candidaturas são apresentadas, na forma com que são tratadas, nas <em>fake news</em> [notícias falsas] espalhadas. Então, a violência política de gênero no Brasil não pode nos definir”.</p>
<p>A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) destacou a necessidade de os partidos políticos cumprirem as cotas de representatividade e de destinação de 30% dos recursos do Fundo Eleitoral para candidaturas de mulheres. “Não é possível que não cumpram, que não haja punição. Nós temos que estar vigilantes, não podemos deixar, porque isso é uma irregularidade.”</p>
<p>Como assistente social, a parlamentar pediu que o Judiciário observe a dignidade da mulher encarcerada. “No nosso sistema prisional, as pessoas devem se sentir quase mortas porque há o isolamento. Não vai ressocializar. É preciso que, no ordenamento jurídico, haja garantia tanto para esta mulher quanto para suas crianças. Na situação de condenada por qualquer crime, não podemos criminalizar de forma nenhuma toda uma família”, afirmou Benedita.</p>
<h2>Mulheres trans</h2>
<p>Em um painel sobre desigualdade racial e de gênero, a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Symmy Larrat, relatou que passou pela prostituição, em Belém, para sobreviver até passar pela transição de gênero e chegar a espaços de poder. “A disputa pela autopercepção é um processo. Fui me encontrar comigo mesma.”</p>
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<figure id="attachment_58693" aria-describedby="caption-attachment-58693" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/28-Secretaria-Nacional-dos-Direitos-da-populacao-LGBTQIA-Symmy-Larrat-em-seminario-Mulheres-em-Acao-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-58693" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/28-Secretaria-Nacional-dos-Direitos-da-populacao-LGBTQIA-Symmy-Larrat-em-seminario-Mulheres-em-Acao-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Secretária Nacional Dos Direitos Da Populaçāo LGBTQIA+, Symmy Larrat, Em Seminário Mulheres Em Açāo - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/28-Secretaria-Nacional-dos-Direitos-da-populacao-LGBTQIA-Symmy-Larrat-em-seminario-Mulheres-em-Acao-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/28-Secretaria-Nacional-dos-Direitos-da-populacao-LGBTQIA-Symmy-Larrat-em-seminario-Mulheres-em-Acao-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/28-Secretaria-Nacional-dos-Direitos-da-populacao-LGBTQIA-Symmy-Larrat-em-seminario-Mulheres-em-Acao-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58693" class="wp-caption-text">Secretária Nacional dos Direitos da populaçāo LGBTQIA+, Symmy Larrat, em seminário Mulheres em Açāo. &#8211; José Cruz/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Segundo a secretária, o autorreconhecimento de gênero, garantido pelo Supremo Tribunal federal (STF), foi um marco, mas ainda é preciso ter uma política nacional de proteção às pessoas LGBTQIA+, com orçamento, para pôr fim à violência e à exclusão socioeconômica. Symmy destacou que é urgente construir programas que pensem na superação nos campos da empregabilidade, educação e renda. “É preciso pensar nessa população, sobretudo a transgênero e negra, para que esteja dentro de uma estrutura burocrática para cair o dinheiro lá e executar a política [pública].”</p>
<p>Sobre a decisão do STF de criminalização da chamada homotransfobia, Symmy destacou que a secretaria trabalha com o Ministério da Justiça para pensar normas no campo da segurança pública para implementação, de fato, da decisão judicial. “As decisões do STF foram as mais importantes a ocorrer dentro do último governo, que era representado pelo ódio e se colocou contra, não fez o dever de casa. Então, não temos um regramento, um entendimento sobre como aplicar essa decisão do STF”, acrescentou.</p>
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		<title>Lei estabelecerá multa para empresa que descumprir igualdade salarial</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/lei-estabelecera-multa-para-empresa-que-descumprir-igualdade-salarial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 23:30:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Empregadores que pagarem salários diferenciados a uma mulher que tem o mesmo tempo de casa, a mesma função e com escolaridade semelhante a um funcionário homem serão multados em 10 vezes o valor do maior salário pago na empresa. É o que consta no projeto de lei sobre igualdade salarial assinado nesta quarta-feira (8) pelo presidente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Empregadores que pagarem salários diferenciados a uma mulher que tem o mesmo tempo de casa, a mesma função e com escolaridade semelhante a um funcionário homem serão multados em 10 vezes o valor do maior salário pago na empresa. É o que consta no projeto de lei sobre igualdade salarial assinado nesta quarta-feira (8) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e enviado para análise do Congresso Nacional.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>O texto prevê a obrigação das empresas que têm mais de 20 empregados darem transparência às faixas salariais para dar capacidade de fiscalização ao Ministério do Trabalho. A pasta também deverá elaborar um protocolo de fiscalização para esses casos.</p>
<p>A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, explicou que “nos casos gritantes de discriminação”, um juiz competente poderá, em caráter liminar, determinar que a mulher receba o mesmo salário que o homem já no mês da denúncia de desigualdade.</p>
<p>Sobre a possibilidade dessas medidas resultarem na redução de contratação de mulheres, Tebet afirmou que esse é um discurso misógino (de ódio ou aversão às mulheres) por parte de setores produtivos.</p>
<p>“Se algum empregador estiver discriminando uma mulher, se isso for fator para que ele não contrate uma mulher, não vai faltar empresas sérias, responsáveis e compromissadas para isso”, disse.</p>
<p>“Nós somos imprescindíveis no mercado de trabalho, não só no setor de cuidado, não só como enfermeiras, como professoras ou ramo da confecção, hoje somos imprescindíveis no mercado de trabalho porque se não contratarem mulheres vão ter dificuldade na sua produção”, disse Tebet após cerimônia de celebração ao Dia Internacional da Mulher, no Palácio do Planalto.</p>
<p>Tebet ressaltou que a medida ainda será debatida pelos parlamentares, mas lembrou que texto semelhante já foi aprovado. Em 2021, na gestão de Jair Bolsonaro, o Palácio do Planalto chegou a devolver ao Congresso Nacional um projeto de lei, que estava pronto para sanção, e aumentava a multa no valor correspondente a cinco vezes a diferença salarial paga pelo empregador. O projeto, desde então, está parado na Câmara dos Deputados.</p>
<h2>Violência histórica</h2>
<p>Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao aceitar que a mulher ganhe menos que o homem no exercício da mesma função, se perpetua uma violência histórica contra as mulheres. “É importante lembrar que nesse projeto de lei tem uma palavra que faz a diferença de tudo que já foi escrito sobre trabalho igual entre homens e mulheres. E essa mágica palavra é ‘obrigatoriedade’ de pagar o salário igual. Vai ter muita gente que não vai querer pagar, mas para isso a Justiça tem que funcionar para obrigar o empresário que não pagar, pagar aquilo que a mulher merece pela sua capacidade de trabalho”, disse.</p>
<p>Durante seu discurso, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, citou estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que aponta que a igualdade salarial entre homens e mulheres pode acrescentar 0,2% à taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de um país. “Estamos trabalhando intensamente para que isso se concretize”, disse, destacando que a desigualdade salarial no Brasil chega a 30%, mesmo as mulheres tendo maior nível educacional.</p>
<h2>Misoginia</h2>
<p>Na celebração no Palácio do Planalto, o presidente Lula anunciou uma série de ações do governo federal que incidem diretamente no combate à violência e na garantia de direitos das mulheres. Para ele, o respeito às mulheres é um valor inegociável.</p>
<p>“Houve um tempo em que o 8 de março era comemorado com distribuição de flores, enquanto os outros 364 dias eram marcados pela discriminação, machismo e violência. Hoje, estamos comemorando 8 de março com o respeito que as mulheres exigem. Respeito em todos os espaços que elas queiram ocupar, seja no trabalho, em locais públicos, na política ou dentro de suas próprias casa”, disse Lula.</p>
<p>Ao citar o conjunto de medidas anunciadas, a ministra Cida Gonçalves propôs um pacto social para enfrentamento à misoginia e à violência contra mulher.</p>
<p>“É primordial que o poder público faça seu papel, mas é preciso ir além e continuar avançando na compreensão que o desprezo e ódio às mulheres não podem ser naturalizados. Não podemos aceitar o fato de que homens ganhem dinheiro na internet praticando misoginia, e isso precisa parar. Esse ambiente nos faz retomar estatísticas tão repetidas, mas ainda assim tão chocantes: a cada dia três mulheres são mortas no Brasil pelo fato de serem mulheres. O enfrentamento ao feminicídio é uma luta política urgente”, destacou.</p>
<p>Já é de conhecimento público a existência de grupos masculinistas que propagam misoginia e ameaçam mulheres na internet. Um deles, o movimento <em>RedPill</em>, usa o suposto discurso de autoajuda nos relacionamentos para propagar machismo e misoginia.</p>
<p>Nesse contexto de combate à violência, a ministra anunciou a recriação do programa Mulher Viver sem Violência, com a implantação de 40 unidades da <a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por-temas/politicas-para-mulheres/arquivo/assuntos/violencia/programa-mulher-viver-sem-violencia/servicos-disponiveis-na-casa-da-mulher-brasileira" target="_blank" rel="noopener">Casa da Mulher Brasileira</a>, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e investimento de R$ 372 milhões. O programa prevê ainda a doação de 270 viaturas para a Patrulha Maria da Penha, em todos os estados.</p>
<p>O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, também está sendo reconstruído. Na gestão anterior, houve a integração desse sistema com o Disque 100 e a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Nesse telefone, é possível registrar denúncias contra qualquer tipo de violência de gênero, com ligação gratuita de qualquer lugar do país. O serviço funciona 24 horas por dia.</p>
<p><strong>Confira as ações anunciadas pelo governo federal neste 8 de março</strong></p>
<p><strong>Mão de obra feminina</strong></p>
<p>Decreto prevendo a regulamentação da cota de 8% da mão de obra para mulheres vítimas de violência em contratações públicas na administração federal direta, autarquias e fundações.</p>
<p>Será lançada também a política de enfrentamento ao assédio sexual e moral e discriminação na administração pública federal.</p>
<p><strong>Violência política</strong></p>
<p>Projeto de lei para que o 14 de março seja transformado no Dia Nacional Marielle Franco, data com foco no enfrentamento à violência política de gênero e de raça. Essa data marca o dia em que a vereadora do Rio de Janeiro foi assassinada, em 2018.</p>
<p><strong>Dignidade menstrual</strong></p>
<p>Decreto que trata da dignidade menstrual, com o compromisso de distribuição gratuita de absorventes no Sistema Único de Saúde (SUS). Adicionalmente, será lançado um programa de equidade de gênero e raça entre os servidores do SUS.</p>
<p><strong>Ações internacionais</strong></p>
<p>O governo federal vai ratificar a <a href="https://c190.lim.ilo.org/?lang=pt-br" target="_blank" rel="noopener">Convenção 190 da OIT</a>, primeiro tratado internacional a reconhecer o direito de todas as pessoas a um mundo de trabalho livre de violência e assédio, incluindo violência de gênero. Entre outras medidas, a Convenção 190 amplia conceitos de assédio sexual e moral no trabalho.</p>
<p>O país vai aderir à Coalizão Internacional de Igualdade Salarial, que envolve entidades como a OIT, a ONU Mulheres e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).</p>
<p><strong>Educação e esporte</strong></p>
<p>Retomada das obras de 1.189 creches que estavam com o andamento paralisado.</p>
<p>Nos próximos dois anos, também serão asseguradas vagas em cursos e programas de educação profissional e tecnológica para 20 mil mulheres em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>Assinatura de um decreto que determina a licença-maternidade para integrantes do Bolsa Atleta. A intenção é garantir o respeito, de forma ampla, à maternidade e à gestante. O texto garante o recebimento regular das parcelas do programa voltado para atletas de alto desempenho até que a beneficiária possa iniciar ou retomar a atividade esportiva.</p>
<p><strong>Cultura</strong></p>
<p>Edital Ruth de Souza de Audiovisual, que vai dar suporte a projetos inéditos de cineastas brasileiras para realização do primeiro longa-metragem. São R$ 10 milhões em investimentos.</p>
<p>Outra linha de ação é o incentivo à literatura, com R$ 2 milhões no Prêmio Carolina Maria de Jesus, para livros inéditos escritos por mulheres.</p>
<p><strong>Ciência e pesquisa</strong></p>
<p>Instituir a Política Nacional de Inclusão, Permanência e Ascensão de Meninas e Mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação. A estimativa é de que haja uma chamada pública do CNPq de R$ 100 milhões, voltada para mulheres nas ciências exatas, engenharia e computação.</p>
<p><strong>Autonomia financeira</strong></p>
<p>Lançamento de um edital de assistência técnica rural para mulheres do campo, pelo programa Organização Produtiva Econômica das Mulheres Rurais, com R$ 50 milhões de investimento e perspectiva de atender até 20 mil mulheres.</p>
<p>Banco do Brasil anunciou que cinco carretas do Agro Mulher percorrerão o país com oferta de crédito diferenciado para mulheres, serviços financeiros e capacitação para pessoas físicas e jurídicas.</p>
<p>A Caixa Econômica Federal promoverá o Mulheres na Favela, com a qualificação de mulheres em três laboratórios de inovação social no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.</p>
<p>O BNDES enfatizará o Projeto Garagem, com aceleração de startups lideradas por mulheres.</p>
<p><strong>Grupos de trabalho</strong></p>
<p>Criação de grupos de trabalho interministeriais com foco na garantia de direitos das mulheres. Um deles será voltado para a elaboração de uma Política Nacional de Cuidados, outro para formular o Plano Nacional de Igualdade Salarial, Remuneratório e Laboral entre Mulheres e Homens e um terceiro terá como meta a Política de Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual e Discriminação na Administração Pública.</p>
<p>Grupos de trabalho para o Enfrentamento à Violência Política de Gênero e Raça e outro para formulação da Política Nacional de Inclusão, Permanência e Ascensão de Meninas na Ciência, Tecnologia e Inovação. Palestras, eventos, seminários e debates estão previstos para todo o mês em diversos ministérios.</p>
<p><strong>Colegiado</strong></p>
<p>A Secretaria-Geral da Presidência da República determinou que a representação feminina nos conselhos e comissões vinculados à pasta deverá ser de, no mínimo, 50% de sua composição. A paridade de gênero foi definida em <a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-147-de-6-de-marco-de-2023-468049048" target="_blank" rel="noopener">portaria publicada nesta terça-feira (7) no <em>Diário Oficial da União</em></a>. O texto estabelece ainda que pelo menos 20% dos assentos nos colegiados terão de ser ocupados por pessoas autodeclaradas pretas e pardas.</p>
<p>De acordo com a portaria, as organizações da sociedade civil poderão indicar a mesma pessoa como representante em até dois conselhos ou comissões, e os indicados terão direito a até dois mandatos consecutivos ou três alternados.</p>
<p>Os colegiados vinculados à Secretaria-Geral são o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional; Conselho de Participação Social; Conselho Nacional da Juventude; Conselho Nacional de Fomento e Colaboração; Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica; e Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.</p>
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		<title>Capes cria grupo de trabalho para promover mulheres no meio acadêmico</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/capes-cria-grupo-de-trabalho-para-promover-mulheres-no-meio-academico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2022 14:52:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade de Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Acadêmico]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Participação Feminina]]></category>
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					<description><![CDATA[Na data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) criou um grupo de trabalho que vai debater soluções para a igualdade de gênero no meio acadêmico. A portaria com os detalhes sobre a ação foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (8). Segundo [&#8230;]]]></description>
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<p>Na data em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) criou um grupo de trabalho que vai debater soluções para a igualdade de gênero no meio acadêmico. A portaria com os detalhes sobre a ação foi publicada no <a href="https://in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-45-de-7-de-marco-de-2022-384508661" target="_blank" rel="noopener"><em>Diário Oficial da União</em></a> desta terça-feira (8).<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Segundo a portaria, o grupo deverá propor ações estratégicas e políticas que contribuam para aumentar a representatividade de mulheres no meio acadêmico e científico brasileiro, especialmente em espaços de liderança, no que se refere à mecanismos de compensação, programas de apoio, estratégias de aumento de participação feminina.</p>
<p>Para alcançar esse objetivo, na prática, a portaria detalha que o grupo entre outras atividades irá mapear a representatividade feminina nos postos de comando no Sistema da Pós-Graduação brasileira. Outra ação concreta é sugerir iniciativas que possibilitem o crescimento da representatividade feminina em posições de decisão e de comando.</p>
</div>
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