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	<title>Homens &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 May 2024 13:54:05 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Homens &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Estudo Revela: Homens mais suscetíveis a doenças que causam mortes prematuras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2024 13:54:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças]]></category>
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					<description><![CDATA[Um estudo divulgado nesta quinta-feira (2) evidenciou diferenças significativas entre homens e mulheres em termos de saúde, destacando que os homens são mais vulneráveis a doenças que resultam em mortes prematuras. A pesquisa, publicada na revista médica The Lancet Public Health, analisou dados globais de 2021 para comparar o número de anos de vida perdidos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um estudo divulgado nesta quinta-feira (2) evidenciou diferenças significativas entre homens e mulheres em termos de saúde, destacando que os homens são mais vulneráveis a doenças que resultam em mortes prematuras.</p>
<p>A pesquisa, publicada na revista médica The Lancet Public Health, analisou dados globais de 2021 para comparar o número de anos de vida perdidos devido a doenças e morte prematura em 20 das principais causas de enfermidades em homens e mulheres com mais de 10 anos.</p>
<p>Os resultados indicam que o ônus de 13 dessas 20 principais causas de doenças, incluindo covid-19, lesões no trânsito, e problemas cardiovasculares e respiratórios, foi maior em homens do que em mulheres em 2021.</p>
<p>Entre os homens, a perda de saúde é observada principalmente em doenças que levam a uma mortalidade mais precoce, como câncer de pulmão, problemas cardíacos e doença renal crônica, conforme apontado pelo estudo.</p>
<p>Por outro lado, as mulheres, que geralmente vivem mais, são afetadas por doenças ou incapacidades que persistem ao longo da vida, como dor lombar, dor de cabeça, depressão, ansiedade, doença de Alzheimer e outras demências.</p>
<p>A análise exclui questões de saúde específicas de cada sexo, como câncer de próstata e doenças ginecológicas, mas destaca as disparidades entre homens e mulheres afetados pelas mesmas condições de saúde.</p>
<p>Segundo os autores do estudo, as diferenças de gênero em relação à saúde em escala global têm sido consistentes desde 1990, com exceção de algumas doenças, como diabetes, cuja disparidade aumentou quase três vezes, afetando mais os homens do que as mulheres.</p>
<p>Luísa Sorio Flor, epidemiologista brasileira do Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, uma das autoras do estudo, ressaltou a necessidade de desenvolver, implementar e avaliar formas de prevenir e tratar as principais causas de morbidade e mortalidade prematura com base no sexo e gênero, desde a infância e em diversas populações.</p>
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		<title>Homens ocupam seis em cada dez cargos gerenciais, aponta IBGE</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/homens-ocupam-seis-em-cada-dez-cargos-gerenciais-aponta-ibge/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Mar 2024 15:34:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[postos de gerenciamento]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[As mulheres são maioria entre os estudantes que estão em vias de concluir o ensino superior, no entanto são minoria em relação a posições de poder. Dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram, por exemplo, que apenas 39,3% dos cargos gerenciais no país são ocupados por mulheres. As [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres são maioria entre os estudantes que estão em vias de concluir o ensino superior, no entanto são minoria em relação a posições de poder. Dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram, por exemplo, que apenas 39,3% dos cargos gerenciais no país são ocupados por mulheres.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>As mulheres só são maioria nas gerências e coordenações das áreas de educação (69,4%) e saúde humana e serviços sociais (70%).</p>
<p>“As mulheres ocupam mais posições de gerência justamente onde elas estão também mais colocadas de uma forma geral, que é na área de educação, na área de saúde e serviços sociais, ou seja, áreas relacionadas a cuidados”, constata a pesquisadora Bárbara Cobo.</p>
<p>A menor participação feminina é percebida no setor de agricultura, pecuária, engenharia florestal, aquicultura e pesca (15,8%).</p>
<p>A disparidade é observada não apenas no percentual dos cargos como também na remuneração. O rendimento das executivas femininas é apenas 78,8% dos pagos para os homens.</p>
<p>Em apenas três áreas, o rendimento feminino supera o masculino: agricultura, pecuária, engenharia florestal, aquicultura e pesca (128,6%), água, esgoto e atividades de resíduos (109,4%) e atividades administrativas e serviços complementares (107,5%).</p>
<p>São curiosamente atividades em que os homens predominam. “A gente imagina que isso esteja associado a elas estarem entrando nesses setores caracteristicamente ocupados por homens com uma especialização profissional maior, que leve a esse rendimento maior”, explica Bárbara.</p>
<p>As maiores desigualdades estão nos setores de transporte, armazenagem e correio e de saúde humana e serviços sociais. Nesses setores, os rendimentos das mulheres correspondem a 51,2% e 60,9% dos homens, respectivamente.</p>
<h2><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-74800" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte1_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=670%2C1389&#038;ssl=1" alt="Arte Mulheres - Expresso Carioca" width="670" height="1389" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte1_mulheres-Expresso-Carioca.png?w=670&amp;ssl=1 670w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte1_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=145%2C300&amp;ssl=1 145w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte1_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=551%2C1142&amp;ssl=1 551w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte1_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=150%2C311&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" />Outros cargos</h2>
<p>As mulheres são minoria também em cargos de poder no serviço público, tanto na política como na Justiça, mostra a pesquisa. Em relação ao parlamento, por exemplo, apenas 17,9% dos deputados federais eram mulheres em novembro de 2023.</p>
<p>Apesar de apresentar um avanço em relação a setembro de 2020, quando as deputadas federais representavam 14,8% do total, o Brasil ainda está na 133ª posição entre 186 países, no que se refere à participação parlamentar das mulheres.</p>
<p>Em 2020, somente 12,1% dos municípios elegeram prefeitas &#8211; das quais dois terços eram brancas. Do total de parlamentares municipais eleitos naquele ano, 16,1% eram vereadoras.</p>
<p>Em relação aos ministérios, apenas nove dos 38 cargos com status ministerial eram ocupados por mulheres em novembro de 2023.</p>
<p>Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que houve um avanço na parcela de magistradas no país de 1988 (24,6%) para 2022 (40%), mas as mulheres ainda são minoria. Na Justiça estadual, as mulheres são 38%, enquanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) são 23%.</p>
<h2>Educação</h2>
<p>Se, no mercado de trabalho formal, os homens levam vantagem, na educação são as mulheres que mais se destacam.</p>
<p>Entre os estudantes que estão no último ano da faculdade, 60,3% são mulheres. A maior parte delas está concentrada nos cursos de graduação relacionados à área de bem-estar (91% são mulheres).</p>
<p>“Elas concluem o ensino superior numa proporção maior do que os homens, então supostamente deveriam ter uma média salarial maior, mas quando você olha as áreas em que elas têm participação maior, são as áreas menos valorizadas”, ressalta a pesquisadora Betina Fresneda.</p>
<p>Nos cursos de ciência e tecnologia, que incluem as áreas de ciência, tecnologia da informação, matemática, estatística e engenharia, as mulheres são apenas 22% dos concluintes.</p>
<p>“Apesar de elas estarem em ampla vantagem no acesso ao ensino superior, e isso não mudou muito em 10 anos, elas ainda enfrentam barreiras para ingressar em determinadas áreas do conhecimento, especialmente naquelas ligadas a ciências exatas e à esfera da produção”, destaca Betina.</p>
<p>Segundo a pesquisa, entre as mulheres com 25 anos de idade ou mais, 21,3% tinham completado o ensino superior, contra 16,8% dos homens. Percebe-se, no entanto, desigualdade maior quando se compara as mulheres brancas (29%) com as pretas ou pardas (14,7%). A disparidade de cor ou raça pode ser observada também no quesito frequência escolar: 39,7% das mulheres brancas de 18 a 24 anos estudavam, contra apenas 27,9% das mulheres pretas ou pardas.</p>
<h2><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-74801" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte2_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=670%2C1669&#038;ssl=1" alt="Arte Mulheres - Expresso Carioca" width="670" height="1669" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte2_mulheres-Expresso-Carioca.png?w=670&amp;ssl=1 670w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte2_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=120%2C300&amp;ssl=1 120w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte2_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=458%2C1142&amp;ssl=1 458w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte2_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=617%2C1536&amp;ssl=1 617w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-arte2_mulheres-Expresso-Carioca.png?resize=150%2C374&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" />CEO</h2>
<figure id="attachment_74802" aria-describedby="caption-attachment-74802" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-74802" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-Milena-Palumbo-primeira-mulher-CEO-da-GL-events-Brasil-Expresso-Carioca.webp?resize=463%2C309&#038;ssl=1" alt="Milena Palumbo, Primeira Mulher CEO Da GL Events Brasil - Expresso Carioca" width="463" height="309" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-Milena-Palumbo-primeira-mulher-CEO-da-GL-events-Brasil-Expresso-Carioca.webp?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-Milena-Palumbo-primeira-mulher-CEO-da-GL-events-Brasil-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2024/03/08-Milena-Palumbo-primeira-mulher-CEO-da-GL-events-Brasil-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption id="caption-attachment-74802" class="wp-caption-text">Milena Palumbo, primeira mulher CEO da GL events Brasil &#8211; Foto: GL events Brasil/Divulgação</figcaption></figure>
<p>O sonho de adolescente era ser jogadora de vôlei. Passado algum tempo, pensou em fazer faculdade de medicina. Enquanto não chegava esse momento, o rumo mudou e foi em um curso de turismo na Faculdade Federal do Paraná que Milena Palumbo encontrou o caminho na área de planejamento, que a levou atualmente a ser a primeira mulher a ocupar o cargo de CEO da GL events Brasil, uma das unidades do grupo espalhado em mais de 20 países de cinco continentes com a matriz na França.</p>
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<p>O grupo, no qual está há 17 anos, é líder mundial do mercado de eventos culturais, esportivos, institucionais, corporativos ou políticos e congressos e convenções, além de feiras de negócios e exposições. “O caminho feminino é muito mais complexo. Tem mais obstáculos, alguns sprints maiores. Tem que estar mais bem preparada, tem que estar com preparo físico muito melhor. A mulher para chegar em funções ela precisa entregar mais e ser mais preparada do que os homens”, avalia em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>A descoberta da área de planejamento foi fundamental para a carreira de Milena. A medicina perdeu uma médica e o mercado ganhou uma administradora. Milena reconheceu que nem sempre outras mulheres conseguem o apoio que recebeu tanto dos pais, ao resolver o seu destino profissional, quanto, depois, do marido, quando precisou se transferir de Curitiba, no Paraná, para assumir um cargo em uma unidade da empresa no Rio de Janeiro. Naquele momento estava casada há 3 anos e chegou a ficar insegura, até pensando em não aceitar a transferência.</p>
<p>“No mundo masculino seria uma coisa positiva, porque a mulher acompanha, não tem tantos dramas, não passa por um dilema como eu passei. Embora a pauta seja feminina, um dos meus maiores suportes é o meu lado masculino em casa, porque ele foi a pessoa que mais me deu força e disse ‘vai’”, disse, acrescentando que em nenhum momento houve a sensação de ficar devendo ao marido. “Nunca fui devedora desse movimento profissional, e esse movimento foi onde minha carreira alavancou”.</p>
<p>A referência dos pais que são ortodontistas, e sempre tiveram juntos uma vida profissional, ajudou na sua evolução profissional. Após a chegada ao Rio de Janeiro, foi um longo aprendizado em áreas onde não tinha exercido qualquer função e o conhecimento ainda não era completo.</p>
<h2>Preconceitos</h2>
<p>Conforme foi evoluindo e alcançando cargos, foram surgindo também as diferenças. Em uma viagem acompanhando um presidente de uma empresa, foi perguntada se era secretária dele, mas, na verdade, era diretora da empresa. Em outro momento, um diretor com o qual trabalhava precisou dizer a um executivo estrangeiro que se dirigisse a ela, porque era a diretora do projeto. “O cara continuou falando com ele. Esse é o direto, é um choque, mas aí estou falando de cultura”, disse, defendendo que não se pode normalizar situações deste tipo.</p>
<p>Milena apontou ainda a questão dos elogios à aparência, como mais um fator cultural. Nesse caso, é como se as mulheres precisassem ser agradecidas. “Eu não saio de um almoço de trabalho e falo ‘nossa como você está bonito’ [se dirigindo a um homem]. ‘Nossa essa roupa te cai muito bem’. As mulheres não fazem isso. Você aceita um elogio se está em uma situação social diferente. Não em ambiente profissional”.</p>
<p>A CEO tem duas filhas, uma de 11 e a outra de 8 anos de idade. “Tive momentos difíceis. Na primeira gravidez, eu estava no meio da Rio+20, um evento super complexo, extremamente estressante. Eu já era diretora e a gente entregou tudo para a Rio+20. Foram 156 países representantes em um evento com mais de 20 mil pessoas, que exigiu 6 meses. O evento acabou, dei à luz 3 semanas depois. É possível, mas você é exigida. Na segunda filha, eu estava de licença e precisei voltar porque a gente ia entrar em concorrência de um mega projeto para o grupo no Brasil”.</p>
<p>Para as filhas, Milena quer que façam boas escolhas na vida. “A primeira coisa do fundo do meu coração é que elas façam boas escolhas. Em relação à vida profissional, que seja em alguma coisa que tenham muito prazer. Vai ser difícil, mas que elas saibam que 70% do tempo vão ser de coisas que não gostam e 30% que gostam em qualquer decisão profissional que tenham”, desejou, lembrando de como é a realidade.</p>
</div>
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		<title>Pesquisa aponta aumento do racismo nas abordagens policiais no Rio</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/pesquisa-aponta-aumento-do-racismo-nas-abordagens-policiais-no-rio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Feb 2022 19:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[De volta às ruas do Rio de Janeiro depois de 20 anos, a pesquisa Elemento Suspeito indicou o agravamento do racismo nas abordagens policiais e, por consequência, em todo o ciclo da justiça criminal. O primeiro levantamento, coordenado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), foi publicado em 2003 e na edição divulgada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
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<p>De volta às ruas do Rio de Janeiro depois de 20 anos, a pesquisa Elemento Suspeito indicou o agravamento do racismo nas abordagens policiais e, por consequência, em todo o ciclo da justiça criminal. O primeiro levantamento, coordenado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), foi publicado em 2003 e na edição divulgada hoje (15) recebeu o subtítulo Negro trauma: racismo e abordagem policial no Rio de Janeiro.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Os dados apontam que, apesar de os pretos e pardos somarem 48% da população do Rio de Janeiro, 68% das pessoas abordadas andando a pé e 71% no transporte público são negras. Além disso, 17% já foram paradas mais de 10 vezes e 15% de seis a dez vezes. Entre os que tiveram a casa revistada pela polícia, 79% eram negros, bem como 74% dos que tiveram um parente ou amigo morto pela polícia.</p>
<p>De acordo com a cientista social Silvia Ramos, coordenadora do Cesec, os novos dados são “absolutamente impressionantes” e apontam para a abordagem sempre das mesmas pessoas, gerando um ciclo vicioso no sistema de justiça.</p>
<p>“A abordagem é o começo de um mecanismo da área da justiça criminal. A pessoa começa sendo abordada, os abordados são mais presos em flagrante, que são levados à delegacia e são indiciados por delegados que confiam na palavra daquele policial, de que aquele menino negro da favela fazia parte de uma quadrilha criminal. Na justiça são os mais condenados e assim nossas cadeias estão cheias de jovens negros”.</p>
<h2>Pesquisa</h2>
<p>Para a pesquisadora, existe uma cultura racial nas atividades policiais e ela começa com as abordagens e revistas constrangedoras.</p>
<p>“Quando a polícia aborda uma pessoa, às vezes faz uma revista corporal: mão na parede, abre as pernas e apalpa a pessoa à procura de armas e drogas. É um procedimento bastante invasivo e pode ser muito violento, muitas vezes extremamente constrangedor e humilhante. A gente descobriu que mais de 70% desses revistados são negros”.</p>
<p>Silvia destaca que a prática policial de abordar sempre os jovens negros e pobres moradores de favelas, além de racista, é incompetente.</p>
<p>“A polícia acaba não prendendo os criminosos e fazendo desse mecanismo, que é a abordagem policial, o único mecanismo policial. Quando, na verdade, nós sabemos que o que desarticula as quadrilhas e o crime são as investigações, a inteligência, não é o trabalho de estar todos os dias nas ruas da cidade com aquele olho que olha sempre para o menino negro como se ele fosse suspeito e produz com esse menino negro o tempo todo uma prática traumática”.</p>
<p>De acordo com a pesquisadora, as situações de constrangimento e violência policial contra a população negra pioraram nos últimos 20 anos, ao passo que a segurança não melhorou para a cidade como um todo.</p>
<h2>Dados</h2>
<p>A pesquisa entrevistou 739 pessoas e aprofundou o levantamento com grupos de jovens moradores de favelas, entregadores, motoristas de aplicativos, mulheres e policiais. Com a análise de idade, gênero, cor, classe e território, os pesquisadores identificaram o perfil típico das pessoas abordadas pela polícia. São os homens negros, com até 40 anos, moradores de favela e periferia e renda de até três salários mínimos.</p>
<p>Em todas as situações analisadas, a proporção de negros abordados pela polícia é sempre maior do que a de brancos. Os negros são 74% dos abordados em <em>vans</em> ou kombis, 72% nos carros de aplicativos, 68% andando de moto e 67% em evento ou festa.</p>
<p>Os policiais militares que participaram da pesquisa afirmaram que identificam como “elemento suspeito” o indivíduo com “bigodinho fininho e loirinho, cabelo com pintinha amarelinha, blusa do Flamengo, boné”. Para os pesquisadores, a descrição corresponde à estética dos jovens das favelas e periferias cariocas.</p>
<p>As mulheres são menos abordadas que os homens, com 16% do total. Mas quando mulheres e mulheres <em>trans</em> são paradas por agentes de segurança, elas passam por intimidações e têm suas bolsas revistadas, com os pertences muitas vezes espalhados no chão. As participantes da pesquisa também relataram que policiais costumam procurar drogas nos cabelos trançados no estilo africano, usados por jovens negras e negros.</p>
<p>Na comparação com os dados de 2003, as ameaças nas abordagens passaram de 6,5% para 23% e a experiência de ter uma arma apontada para o indivíduo subiu de 9,7% para 28%. Ter sido parado mais de dez vezes passou de 8,2% para 17% e ter sido revistado subiu de 36,9% para 50%.</p>
<p>Silvia Ramos destaca o impacto psicológico que a rotina policial impõe aos jovens negros, que mudam seus hábitos apenas para evitar as abordagens, evitando inclusive o uso de acessórios como bolsas e roupas que podem se enquadrar no estereótipo do “elemento suspeito”.</p>
<p>“Às vezes a pessoa nem é abordada, mas o medo de ser abordada faz com que ela mude de percurso, que ela nem saia na rua, que tenha medo ou vergonha de sair com amigos ou a namorada porque pode sofrer um procedimento humilhante”.</p>
<p>Sobre as operações policiais, a pesquisa indicou que 80% dos entrevistados acreditam que elas precisam existir, mas 97% discordam que a polícia possa ferir e matar pessoas durante as ações.</p>
<p>A pesquisa completa está disponíveis no <em>site</em> do Cesec.</p>
<h2>Respostas</h2>
<p>Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a corporação tem a missão central de “defender a sociedade do Rio de Janeiro” e que as ações são “baseadas em protocolos rígidos, treinamentos e orientação”.</p>
<p>“A maioria do contingente policial militar vem das classes de base da sociedade, incluindo as comunidades carentes, o que torna nossos policiais parte do contexto estrutural, histórico e social em que atuam”, informou a Polícia Militar, destacando que “a corporação foi uma das primeiras instituições públicas do país a ser comandada por um negro e hoje mais da metade de seu efetivo de praças e oficiais é composto por afrodescendentes”.</p>
<p>A Polícia Civil informou que não trabalha com abordagens e ostensividade, que são o foco da pesquisa, exercendo a função de polícia judiciária, “que realiza investigações baseadas em Inteligência e não na raça, credo ou qualquer outra característica”.</p>
<h2>Casos recentes</h2>
<p>A violência das forças de segurança contra pessoas negras se mostra em episódios recentes registrados no Rio de Janeiro. Ontem (14), o vendedor de doces Hiago Macedo de Oliveira Bastos, de 22 anos, foi baleado e morto por um policial militar fora de serviço, em frente à estação das barcas de Niterói, na região metropolitana.</p>
<p>No dia 6, o entregador Yago Corrêa de Souza, de 21 anos, foi preso após comprar pão no Jacarezinho, na zona norte da capital. Ele foi acusado do crime de tráfico de drogas e ficou dois dias detido, estando ainda em liberdade condicional.</p>
<p>No início do mês, o trabalhador Durval Teófilo Filho, de 38 anos, foi morto a tiros por seu vizinho, o sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra, quando tirava a chave da mochila para abrir o portão da própria casa, no bairro Colubandê em São Gonçalo, na região metropolitana. O sargento alegou que confundiu o vizinho com um assaltante.</p>
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