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	<title>Gustavo Petro &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Após troca de acusações, Trump e Petro retomam diálogo e sinalizam reaproximação</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 14:33:48 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone na noite desta quarta-feira (8), em um gesto que marca uma inflexão diplomática após semanas de ameaças, acusações públicas e retórica hostil entre os dois governos. Foi o primeiro contato direto entre os líderes desde que Trump passou a atacar Petro de forma contundente e a sugerir, inclusive, medidas militares contra o país sul-americano.</p>
<p>A conversa ocorreu em meio a um ambiente de forte tensão regional, agravado por recentes ações dos Estados Unidos na Venezuela e por declarações duras do presidente norte-americano contra governos latino-americanos. Segundo Petro, o diálogo abordou, entre outros temas, as visões divergentes sobre a relação histórica e estratégica entre os EUA e a América Latina.</p>
<p>Em publicação nas redes sociais, o presidente colombiano afirmou ter destacado a Trump o potencial do continente para a produção de energia limpa, defendendo um novo modelo de cooperação internacional. Petro sustentou que a América Latina poderia se tornar um polo estratégico de energias renováveis, desde que houvesse investimentos estimados em cerca de US$ 500 bilhões, atualmente concentrados nos Estados Unidos.</p>
<p>“Explorar a América Latina apenas em busca de petróleo levaria à destruição do direito internacional e abriria caminho para a barbárie e até para uma terceira guerra mundial”, declarou Petro, ao reforçar que sua proposta está baseada na paz, na sustentabilidade e na democracia global.</p>
<p>Do lado norte-americano, Donald Trump classificou a conversa como uma “grande honra” e afirmou que o telefonema tratou da situação do narcotráfico, além de outros desentendimentos entre os dois países. O presidente dos EUA disse ainda esperar um encontro presencial com Petro em um futuro próximo, sinalizando disposição para manter o diálogo aberto.</p>
<p>Petro confirmou que agradeceu o contato e que negociações já estão em andamento para viabilizar uma reunião entre os dois líderes. Logo após o telefonema, o presidente colombiano participou de uma manifestação popular convocada por ele próprio, na qual informou ao público sobre a conversa e leu trechos da declaração feita por Trump.</p>
<h3>Escalada e distensão</h3>
<p>A reaproximação ocorre após um período de escalada verbal. No último domingo (4), Trump afirmou que a Colômbia estaria “muito doente” e acusou Petro de permitir a produção de cocaína para abastecer o mercado norte-americano. Em declarações à imprensa dos EUA, o presidente chegou a sugerir que uma invasão à Colômbia poderia ser uma boa ideia.</p>
<p>Petro reagiu com dureza, afirmando que Trump tinha um “cérebro senil” e acusando o líder norte-americano de enxergar governos que não se submetem aos interesses de Washington como inimigos ou narcoterroristas.</p>
<p>Apesar do histórico recente de confrontos verbais, o telefonema desta quarta-feira representa um esforço mútuo de redução das tensões, ainda que as divergências políticas, econômicas e ideológicas entre Bogotá e Washington permaneçam profundas. O diálogo, no entanto, abre espaço para uma tentativa de reconstrução diplomática em um cenário regional marcado por instabilidade e disputas estratégicas.</p>
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		<title>Trump afirma que supervisão dos EUA sobre a Venezuela pode se estender por anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 11:10:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a supervisão norte-americana sobre a Venezuela — incluindo o controle das receitas do petróleo — pode se estender por um período indefinido, possivelmente por anos. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta quinta-feira (8) pelo The New York Times, em uma conversa descrita pelo jornal [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a supervisão norte-americana sobre a Venezuela — incluindo o controle das receitas do petróleo — pode se estender por um período indefinido, possivelmente por anos. A declaração foi feita em entrevista publicada nesta quinta-feira (8) pelo <em>The New York Times</em>, em uma conversa descrita pelo jornal como abrangente, com cerca de duas horas de duração.</p>
<p>Questionado sobre quanto tempo Washington pretende manter esse papel de supervisão, Trump evitou estabelecer prazos. “Só o tempo dirá”, disse. Ao ser provocado a estimar se a presença duraria alguns meses, um ano ou mais, respondeu: “Eu diria que muito mais tempo”.</p>
<p>Segundo o presidente norte-americano, a estratégia dos EUA passa pela reconstrução econômica da Venezuela a partir de seus vastos recursos energéticos. “Vamos reconstruí-la de forma muito lucrativa”, afirmou, ao comentar a operação militar realizada em 3 de janeiro, quando tropas norte-americanas foram enviadas ao país para capturar o então presidente Nicolás Maduro. “Vamos usar petróleo e vamos obter petróleo. Estamos baixando os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, de que necessitam desesperadamente.”</p>
<p>Trump também declarou que o governo dos Estados Unidos mantém uma relação “muito boa” com a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, aliada histórica de Maduro e ex-vice-presidente do líder deposto. Embora tenha se recusado a confirmar se conversou diretamente com ela, o presidente ressaltou que o diálogo é frequente. “Marco fala com ela o tempo todo”, disse, referindo-se ao secretário de Estado, Marco Rubio. “Posso lhe dizer que estamos em constante comunicação com ela e com o governo.”</p>
<p>Na entrevista, Trump evitou responder por que decidiu não transferir o poder à oposição venezuelana, que anteriormente havia sido reconhecida por Washington como vencedora legítima das eleições de 2024. Ainda assim, revelou um plano para refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano que permaneciam bloqueados no país em razão das sanções impostas pelos EUA. “Eles estão nos dando tudo o que achamos necessário”, afirmou, em referência às autoridades de Caracas.</p>
<p>A conversa com o <em>New York Times</em> também indicou uma possível distensão nas relações com a Colômbia. O jornal relatou que seus repórteres foram autorizados a acompanhar, sem registrar o conteúdo, uma ligação telefônica entre Trump e o presidente colombiano, Gustavo Petro. O telefonema, que teria durado cerca de uma hora, “pareceu dissipar qualquer ameaça imediata de ação militar dos EUA”, segundo o diário.</p>
<p>Em publicação nas redes sociais, Trump descreveu o diálogo como positivo. “Foi uma grande honra falar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que ligou para explicar a situação das drogas e outros desentendimentos que tivemos. Apreciei sua ligação e seu tom e espero encontrá-lo em futuro próximo”, escreveu. Petro, por sua vez, classificou a conversa — a primeira entre os dois — como cordial.</p>
<p>A mudança de tom contrasta com declarações feitas poucos dias antes. No domingo (4), Trump havia ameaçado uma ação militar contra a Colômbia e se referido a Petro como “um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la para os EUA”. A entrevista ao <em>New York Times</em> sugere, ao menos por ora, um recuo nessa retórica e uma tentativa de reorganizar a estratégia norte-americana na América Latina, tendo a Venezuela como eixo central de sua política regional.</p>
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