<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>garimpeiros &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<atom:link href="https://www.expressocarioca.com.br/tag/garimpeiros/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 May 2023 13:57:30 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/08/cropped-favicon_logo.png?fit=32%2C32&#038;ssl=1</url>
	<title>garimpeiros &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
	<link>https://www.expressocarioca.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">165599006</site>	<item>
		<title>Garimpo em área yanomami é mantido por crime organizado, aponta investigação</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/garimpo-em-area-yanomami-e-mantido-por-crime-organizado-aponta-investigacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 May 2023 13:57:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Crime Organizado]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[garimpeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Garimpo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[yanomami]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=59426</guid>

					<description><![CDATA[Um dos garimpeiros que foram mortos por agentes de segurança na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, no último domingo (30), era membro de uma organização criminosa com atuação em todo o país. As autoridades federais agora estão concentrando esforços de inteligência na região para investigar essa linha de suspeita. O presidente do Instituto Brasileiro de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos garimpeiros que foram mortos por agentes de segurança na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, no último domingo (30), era membro de uma organização criminosa com atuação em todo o país. As autoridades federais agora estão concentrando esforços de inteligência na região para investigar essa linha de suspeita. O presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, revelou essa informação em uma entrevista à imprensa em Boa Vista na noite de segunda-feira (1º).</p>
<p>&#8220;Nosso serviço de inteligência tem encontrado indícios muito fortes de que alguns pontos de garimpo são mantidos com o apoio de organizações criminosas. Isso está sendo investigado. Uma das pessoas que morreu na operação de domingo [30] tinha envolvimento muito forte com uma das organizações criminosas&#8221;, disse Agostinho.</p>
<p>Para monitorar a situação na Terra Indígena Yanomami em Roraima após o ataque que resultou na morte de um indígena e ferimento de dois no último sábado (29), o presidente do Ibama participou de uma comitiva do governo federal que esteve na região. Durante entrevista à imprensa na noite de segunda-feira (1), Rodrigo Agostinho revelou que um dos quatro garimpeiros mortos no confronto com agentes de segurança no domingo (30) era membro de uma facção criminosa com atuação nacional, e que essa linha de investigação está entre as ações de inteligência do governo federal na região.</p>
<p>Durante uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, quatro garimpeiros foram mortos em um confronto com agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Ibama. De acordo com o presidente do Ibama, um dos mortos era integrante de uma facção criminosa nacionalmente ativa, o PCC. No local do confronto, as autoridades apreenderam um grande arsenal de armas, incluindo fuzil, pistolas, espingardas, munição e outros equipamentos bélicos. A operação foi realizada um dia após um ataque que deixou um indígena morto e dois feridos na mesma região.</p>
<p><strong><span style="font-size: 1.953em;">Lavagem e capitalização</span></strong></p>
<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Segundo o presidente do Ibama, a atuação de facções criminosas é cada vez mais comum em atividades extrativistas ilegais, como o garimpo, a grilagem de terras e o comércio clandestino de madeira.</p>
<p>&#8220;A gente tem percebido que essas atividades passaram a exercer uma atração de facções criminosas. Elas servem, ao mesmo tempo, como forma de lavagem de dinheiro, por meio do garimpo ilegal, por exemplo, mas também como fonte de capitalização desses grupos, já que o tráfico internacional de drogas demanda grande investimento de operação&#8221;, explicou Rodrigo Agostinho.</p>
<h2>Balanço</h2>
<p>O Ibama informou que, desde o início da operação, há cerca de três meses, foram destruídos 327 acampamentos de garimpeiros, 18 aviões, dois helicópteros, centenas de motores e dezenas de balsas, barcos e tratores. Também foram apreendidas 36 toneladas de cassiterita, 26 mil litros de combustível, além de equipamentos usados por criminosos.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">59426</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Um indígena é morto e dois são feridos em ataque na Terra Yanomami</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/um-indigena-e-morto-e-dois-sao-feridos-em-ataque-na-terra-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Apr 2023 22:13:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade Uxiú]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[garimpeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Yanomami]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=59384</guid>

					<description><![CDATA[Um yanomami morreu após ser atingido por um tiro durante ataque a uma das comunidades da Terra Indígena Yanomami. Outros dois indígenas baleados tiveram que ser transportados às pressas para a capital do estado, Boa Vista, onde estão internados no Hospital Geral de Roraima (HGR). Segundo o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-item alt-font">
<div class="post-item-wrap">
<p>Um yanomami morreu após ser atingido por um tiro durante ataque a uma das comunidades da Terra Indígena Yanomami. Outros dois indígenas baleados tiveram que ser transportados às pressas para a capital do estado, Boa Vista, onde estão internados no Hospital Geral de Roraima (HGR).</p>
<p>Segundo o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) Yanomami, Júnior Hekurari, a comunidade Uxiú foi atacada por garimpeiros ontem (29), à tarde. Ainda de acordo com Júnior, o indígena baleado, que não resistiu aos ferimentos, trabalhava como agente de saúde na comunidade.</p>
<p>Por telefone, a diretora do Hospital Geral de Roraima, Patricia Renovato de Oliveira Freitas, confirmou<strong> </strong>que, após receberem os primeiros-socorros no Centro de Referência de Saúde Indígena, que funciona no polo-base de Surucucu, no próprio território yanomami, os dois indígenas feridos foram removidos para o HGR, onde deram entrada esta manhã. Os dois estão internados no pronto-socorro e seus quadros clínicos foram considerados estáveis.</p>
<p>Júnior Hekurari, que preside a Urihi Associação Yanomami, usou as redes sociais para denunciar o ataque criminoso e comunicar que outras informações vão ser repassadas às autoridades públicas responsáveis por proteger os indígenas e seus territórios.</p>
<h2>Crise humanitária</h2>
<p>No início do ano, Júnior tornou-se conhecido nacionalmente, para além do movimento indígena, ao denunciar a grave crise humanitária que o povo yanomami enfrenta, com a investida de garimpeiros e madeireiros contra o território indígena. Homologada há 31 anos, a Terra Indígena Yanomami abrange uma extensa área de Roraima, além de uma parte do estado do Amazonas, totalizando cerca de 9,6 milhões de hectares, onde, segundo o governo federal, vivem mais de 30,4 mil habitantes. Cada hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo oficial de futebol.</p>
<p>A partir da segunda quinzena de janeiro, o governo implementou uma série de ações para socorrer comunidades locais e retirar os não-indígenas de áreas exclusivas. O anúncio de medidas ocorreu após a divulgação de imagens de crianças e adultos yanomami desnutridos. Também foi divulgada a informação do Ministério da Saúde, de que, nos últimos anos, ao menos 570 crianças indígenas morreram por desnutrição e outras causas evitáveis. Além disso, só em 2022, foram confirmados 11.530 casos de malária na reserva.</p>
<p>Entre as medidas anunciadas pelo governo, está a declaração de emergência em saúde pública de Importância Nacional para combater à “falta de assistência sanitária” aos yanomami. Militares das Forças Armadas foram mobilizados para distribuir alimentos e prestar atendimento médico aos moradores de comunidades de difícil acesso. A Aeronáutica passou a restringir o acesso aéreo, visando impedir a chegada de novos garimpeiros e, principalmente, o abastecimento dos que já estavam ilegalmente na área. Além disso, as forças de segurança terrestres foram reforçadas para retirar os não-indígenas da reserva.</p>
<h2>Comitiva</h2>
<p>Há pouco, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, anunciou, nas redes sociais, que já pediu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que determine à Polícia Federal (PF) que investigue o caso. Segundo a ministra, uma comitiva interministerial já está a caminho de Roraima “para reforçar ainda mais as ações de desintrusão [retirada] dos criminosos [da reserva indígena]”.</p>
<p>Sônia também destacou que, embora tenha se agravado nos últimos anos, a invasão criminosa da Terra Indígena Yanomami é um problema histórico. <em>“A situação de invasores na TI Yanomami vem de muitos anos e, mesmo com todos os esforços [que estão] sendo realizados pelo governo federal, ainda faltam muitas ações coordenadas até a retirada de todos os invasores do território”</em>, escreveu a ministra.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">59384</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Governo planeja operações em seis territórios indígenas após ações na área yanomami</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/governo-planeja-operacoes-em-seis-territorios-indigenas-apos-acoes-na-area-yanomami/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 22:26:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Desintrusão]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[garimpeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Yanomami]]></category>
		<category><![CDATA[terras indígenas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=58429</guid>

					<description><![CDATA[Em coletiva de imprensa realizada em Brasília nesta segunda-feira (20), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que o governo federal pretende realizar operações de desintrusão em seis terras indígenas ao longo deste ano, seguindo o exemplo da retirada de garimpeiros na área yanomami em Roraima. A desintrusão é o processo de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em coletiva de imprensa realizada em Brasília nesta segunda-feira (20), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que o governo federal pretende realizar operações de desintrusão em seis terras indígenas ao longo deste ano, seguindo o exemplo da retirada de garimpeiros na área yanomami em Roraima. A desintrusão é o processo de remoção de ocupantes não indígenas de áreas legalmente demarcadas como terras indígenas.</p>
<p>&#8220;Encerrada a Operação Yanomami, vamos dar continuidade às operações de desintrusão. Temos mais seis desintrusões para realizar ao longo deste ano&#8221;, anunciou o ministro. De acordo com o ministro Flávio Dino, as próximas operações de desintrusão em terras indígenas devem ocorrer em seis áreas prioritárias, localizadas em estados da Amazônia Legal: Karipuna e Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia; Kayapó, Mundurucu e Trincheira Bacajá, no Pará; e Arariboia, no Maranhão.</p>
<p>O objetivo do governo é remover ocupantes não originários dessas áreas, assim como ocorreu na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, onde a operação deve durar até abril. O ministro admitiu, no entanto, que ainda há presença residual de garimpeiros na região.  &#8220;É uma presença muito pequena, tendente a zero.&#8221; Segundo o ministro, uma das dificuldades na área tem sido o apoio que invasores recebem dos próprios indígenas. &#8220;Ainda temos a presença de garimpeiros e temos ainda, infelizmente, uma situação em que, por vezes, indígenas defendem a presença de garimpeiros, reagem à presença das forças de segurança&#8221;, afirmou.</p>
<p>Durante o balanço apresentado à imprensa em Brasília, Flávio Dino destacou as ações realizadas pelas forças de segurança na Terra Indígena Yanomami, incluindo a destruição de 70 balsas e 140 aeronaves, embarcações e motores. Além disso, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão na área criminal, bloqueados R$ 68 milhões e abertos 49 procedimentos administrativos. As ações resultaram em 20 prisões em flagrante e duas preventivas.</p>
<p>&#8220;Nossa visão é que, no mês de abril, essa desintrusão seja concluída. No dia 6 de abril, haverá retomada do controle do espaço aéreo&#8221;, disse o ministro da Justiça. Ele informou que a Força Nacional de Segurança permanecerá na área yanomami ao longo dos próximos meses, mesmo após a retirada dos invasores.</p>
<p>O Ministério da Justiça anunciou a entrega de uma base fluvial da Polícia Federal nos próximos dias na região do Vale do Javari, no Amazonas. A área é conhecida por abrigar a maior concentração de indígenas isolados do país. A base, que tem capacidade para 200 pessoas, foi recuperada e será utilizada no patrulhamento dos rios da região. A construção da base tem como objetivo reforçar a segurança na região, que foi palco do assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira em junho do ano passado.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">58429</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Tentativa de Garimpeiros de Retaliação Preocupa Lideranças Indígenas e Pedem por Mais Proteção</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/tentativa-de-garimpeiros-de-retaliacao-preocupa-liderancas-indigenas-e-pedem-por-mais-protecao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 17:11:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[ameaça de morte]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[garimpeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Indigenas]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Munduruku]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[retaliações]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.expressocarioca.com.br/?p=57901</guid>

					<description><![CDATA[De acordo com um levantamento realizado pelos próprios indígenas, atualmente, 18 líderes munduruku estão sob ameaça de morte. A Terra Indígena Munduruku, localizada no alto curso do Rio Tapajós, no Pará, possui 2.382 mil hectares e é um dos três territórios indígenas que concentram 95% do garimpo ilegal no país, juntamente com as terras yanomami [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com um levantamento realizado pelos próprios indígenas, atualmente, 18 líderes munduruku estão sob ameaça de morte. A Terra Indígena Munduruku, localizada no alto curso do Rio Tapajós, no Pará, possui 2.382 mil hectares e é um dos três territórios indígenas que concentram 95% do garimpo ilegal no país, juntamente com as terras yanomami e kayapó. Essa área corresponde a aproximadamente 2 mil campos de futebol e a atividade na região se intensificou a partir de 2016.</p>
<p>Com a recente desmobilização do garimpo em terras yanomami, em Roraima, as lideranças munduruku temem que o problema se agrave ainda mais. Segundo as lideranças indígenas, as retaliações geralmente ocorrem após a retirada dos garimpeiros. Na semana passada, as lideranças yanomami do Amazonas denunciaram a entrada de garimpeiros na região do Pico da Neblina, que vinham de Roraima.</p>
<p>Entre as lideranças ameaçadas que tiveram que deixar suas casas por pressão dos criminosos, está Maria Leusa Munduruku, coordenadora da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn. Ela conta que tomou a decisão de se esconder para se manter segura pela primeira vez durante o governo de Jair Bolsonaro. Desde 2018, ela tem sofrido ameaças e já teve que deixar tudo para trás duas vezes. Na primeira vez, ela deixou sua casa com seu marido e seus filhos. Já na segunda ocasião, ela saiu do território junto com cerca de 35 pessoas de sua família.</p>
<p>Em maio de 2021, a casa de Maria Leusa, localizada no município de Jacareacanga, sudoeste do Pará, foi incendiada por invasores da Terra Indígena. Ela se tornou liderança quando ainda estava no ensino médio e agora luta para proteger sua comunidade e seu povo da ameaça constante dos garimpeiros ilegais.</p>
<h2>Combate ao garimpo</h2>
<p>Segundo um levantamento feito pelos próprios indígenas, atualmente 18 líderes munduruku estão sob ameaça de morte na Terra Indígena (TI) Munduruku, localizada no alto curso do Rio Tapajós, no Pará. Com 2.382 mil hectares, a TI é um dos três solos indígenas que concentram 95% do garimpo ilegal no país, juntamente com os territórios yanomami e kayapó, e a atividade intensificou-se na região a partir de 2016.</p>
<p>As lideranças indígenas destacam que as retaliações normalmente ocorrem após a retirada de garimpeiros, como aconteceu recentemente na região do Pico da Neblina, onde líderes yanomami do Amazonas denunciaram a entrada de garimpeiros procedentes de Roraima. Maria Leusa Munduruku, coordenadora da Associação das Mulheres Munduruku Wakoborũn, é uma das lideranças ameaçadas que teve que deixar suas casas por pressão de criminosos, após sofrer ameaças desde 2018. Em maio de 2021, a casa dela foi incendiada por invasores da TI.</p>
<p>O Instituto Socioambiental (ISA) informou que, em maio de 2021, lideranças munduruku denunciaram o incêndio à pequena aldeia indígena Fazenda Tapajós, que foi provocado por garimpeiros que reagiram após a Operação Mundurukânia, que combatia garimpos clandestinos na região. A ação contou com agentes da Polícia Federal, Força Nacional, do Ibama e da Funai.</p>
<p>A antropóloga Rosamaria Loures, assessora do povo munduruku, relata a importância de uma articulação mais eficaz para salvaguardar as lideranças e o território, através da autodemarcação e da fiscalização, que são as duas ações mais importantes do movimento para este ano.</p>
<p>Em novembro de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou à PF e ao Ibama informações sobre medidas de combate à mineração ilegal na área da TI Munduruku, que considerou como um cenário dantesco. Um mês antes, o MPF já havia pedido à Justiça Federal que a União, o Ibama e a Funai articulassem ação emergencial de enfrentamento ao garimpo. De acordo com levantamento do MapBiomas, existem 21 pistas de pouso na TI Munduruku, o que acende o alerta para a presença de garimpeiros no local, sendo que a maioria delas está a uma distância de 5 quilômetros ou menos de algum garimpo.</p>
<h2>Território</h2>
<p>Os munduruku são um povo indígena com uma longa história de resistência e luta pela preservação de suas terras e tradições culturais. Seu território, o Vale do Tapajós, é alvo de pressões de vários setores econômicos, incluindo a mineração ilegal, a construção de hidrelétricas e a expansão de infraestrutura. Essas atividades têm gerado conflitos violentos e colocam em risco a sobrevivência das comunidades indígenas que habitam a região. A atuação do governo e das forças de segurança é fundamental para garantir a proteção dos direitos dos povos indígenas e a preservação de seus territórios.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">57901</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
