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	<title>fotógrafa Claudia Andujar &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Flip chega à 20ª edição e homenageia escritora Maria Firmina dos Reis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2022 23:16:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com o desafio de trazer para o centro da cena escritores e artistas colocados à margem, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) chega à 20ª edição com o tema Ver o Invisível e homenagem à escritora Maria Firmina dos Reis. O evento também traz como novidade a artista homenageada, a fotógrafa Claudia Andujar. A festa literária, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o desafio de trazer para o centro da cena escritores e artistas colocados à margem, a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) chega à 20ª edição com o tema <em>Ver o Invisível </em>e homenagem à escritora Maria Firmina dos Reis. O evento também traz como novidade a artista homenageada, a fotógrafa Claudia Andujar.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>A festa literária, que retorna à cidade de Paraty, na costa verde fluminense, entre os dias 23 e 27 de novembro, depois de dois anos em formato<em> online</em> por causa da pandemia de covid-19, teve sua programação anunciada nesta terça-feira (13). A curadoria do evento foi coletiva, feita pela jornalista, tradutora e editora gaúcha Fernanda Bastos, a professora da Universidade Federal da Bahia Milena Britto e o professor da Universidade de Princeton Pedro Meira Monteiro.</p>
<p>A 20ª Flip é realizada no ano do Bicentenário da Independência, do centenário da Semana de Arte Moderna e do bicentenário de Maria Firmina dos Reis e representa o trabalho pela palavra e por um ambiente cultural e educacional mais acolhedor. Para os curadores da festa, falar de Maria Firmina dos Reis é conectar o Brasil consigo mesmo, trazendo histórias e trajetórias diversas e marginalizadas.</p>
<p>De acordo com Fernanda Basctos, a escritora, uma mulher negra que viveu nas bordas do país no século 19, criou personagens e narrativas que têm inspirado coletivos de leitura, professoras e autoras contemporâneas com sua abordagem de um Brasil real e ficcional que atravessa 200 anos de uma independência controversa.</p>
<p>Fernanda disse que a intenção é “dar o recado” a partir da homenagem a Maria Firmina, uma autora negra maranhense, de cuja imagem não se dispõe. “Temos apenas aproximações, mas achamos importante mexer com isso, em um momento em que a imagem é tão importante. Trabalhamos com uma autora que foi ignorada por muito tempo e agora tem sido trabalhada por pesquisadores, mulheres, principalmente, que também são marginalizados, assim como foi Maria Firmina.”</p>
<p>Com pouca informação sobre a escritora, estima-se que Maria Firmina tenha nascido em 1822, sendo autora do primeiro romance abolicionista do país, <em>Úrsula</em>, lançado em 1859. Escritora e educadora, sofreu com o &#8220;apagamento&#8221; histórico e vem sendo redescoberta no Brasil e no exterior. Publicou contos e poemas em jornais, compôs o <em>Hino da Libertação dos Escravos</em> e fundou uma escola gratuita para crianças. Maria Firmina morreu em 1917, sem qualquer prestígio.</p>
<h2>Fotógrafa homenageada</h2>
<figure id="attachment_52700" aria-describedby="caption-attachment-52700" style="width: 463px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/09/13-Caixao-da-rainha-chega-ao-Palacio-de-Buckingham-2-Jornal-Expresoso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-52700" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/09/13-Caixao-da-rainha-chega-ao-Palacio-de-Buckingham-2-Jornal-Expresoso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=463%2C307&#038;ssl=1" alt="Flip chega à 20ª edição e homenageia escritora Maria Firmina dos Reis - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="463" height="307" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/09/13-Caixao-da-rainha-chega-ao-Palacio-de-Buckingham-2-Jornal-Expresoso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=463&amp;ssl=1 463w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/09/13-Caixao-da-rainha-chega-ao-Palacio-de-Buckingham-2-Jornal-Expresoso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/09/13-Caixao-da-rainha-chega-ao-Palacio-de-Buckingham-2-Jornal-Expresoso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /></a><figcaption id="caption-attachment-52700" class="wp-caption-text">A fotógrafa Claudia Andujar e o xamã indígena Davi Kopenawa, em participação na Festa Literária Internacional de Paraty &#8211; Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Como artista homenageada, a Flip deste ano joga luz sobre a obra de Claudia Andujar, fotógrafa nascida na Suíça em 1931, que se estabeleceu no Brasil em 1955, depois de passar por alguns países fugindo da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Por décadas, percorreu o país trabalhando para revistas como <em>Life</em>, <em>Aperture</em>, <em>Look</em>, <em>Cláudia</em>, <em>Quatro Rodas</em> e <em>Setenta</em> e, como <em>freelancer</em>, para a revista <em>Realidade</em>.</p>
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<p>A partir da década de 1970, Claudia participou de exposições no Brasil e no exterior, com destaque para a 27ª Bienal de São Paulo e para a exposição <em>Yanomami</em>, na Fundação Cartier de Arte Contemporânea, em Paris, no ano de 2002.</p>
<p>De acordo com o curador Pedro Meira Monteiro, a sensibilidade no olhar da fotógrafa dialoga com o tema dos <em>invisíveis</em> proposto pela Flip.</p>
<p>“O trabalho da Claudia Andujar é um tributo à sensibilidade diante daqueles que estão à margem. A própria produção fotográfica dela tem muito a ver com a literatura, a fotografia é muito narrativa, é sobre essa aproximação, a construção de uma relação com o outro e, ao mesmo tempo, é uma produção que nunca apaga esse outro. A fotografia da Claudia é o próprio exercício de ensina a ver o invisível”, afirmou.</p>
<h2>Curadoria coletiva</h2>
<p>Pela segunda vez, a Flip tem curadoria coletiva e se posiciona como um laboratório de reflexão, com encontros e atividades que buscam pensar saídas para as crises contemporâneas. Segundo a professora Milena Britto, a curadoria buscou trabalhar a literatura em seu conceito expandido, incluindo todas as manifestações artísticas para alavancar narrativas que inspiram a cooperar e seguir em frente.</p>
<p>“Como conciliar tantas diferenças, em um país tão caudaloso, tão complexo? Como colocar linguagens que são visíveis para poucos? É impossível tentar traduzir o país. Ver o invisível é, de alguma forma, colocar em conversa algumas manifestações, propostas, criações, linguagens que talvez sejam visíveis para poucos, mas, quando se juntam com algo que é diferente e de alguma forma se encontram na fronteira, seja no suporte, em linguagens polifônicas, em linguagens variadas”, questionou a curadora.</p>
<p>A Flip terá 17 mesas no evento principal, com convidados como Teresa Cárdenas, Patricia Lino, Ricardo Aleixo e Benjamin Labatut. Maria Firmina Reis terá duas mesas em sua homenagem: <em>Pátrios Lares</em>, com Ana Flávia Magalhães Pinto (Unicamp e Selo Negro Edições), Fernanda Miranda (Malê) e Midria (Jandaíra); e <em>Minha Liberdade</em>, com Lilia Schwarcz (Companhia das Letras e Cobogó) e Eduardo de Assis Duarte (Editora Malê, Pallas e UFMG).</p>
<p>A homenagem à fotógrafa Claudia Andujar será na mesa <em>Livre e infinito</em>, com Nay Jinknss.</p>
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